"que dá medo do medo que dá"

Acho que esse é o título mais explicativo que já coloquei numa postagem. 
Porque é sobre isso que quero falar: sobre o medo do medo que senti. Sobre o medo de sentir medo. E, especialmente, sobre o medo de ter mais medo do que o resto dos sentimentos possíveis.

Com a gravidez e o aborto eu entendi rápido que nessa história de maternidade não tem nada de “morno”, vem tudo fervendo!!!”.

E apesar de ter logo conseguido levantar e ficar bem, fiquei com medos queimando em mim…
Porque afinal, se perder um bebê com uma semana é difícil assim, imagina depois de mais semanas, ou até meses?! E imagina perder um filho depois que nasce?!?! E imagina perder um filho depois de grande?!?!

Conheci logo de cara (no melhor estilo “bater a cara no poste”, eu diria. rs) o que é coração de mãe doendo (porque coração de mãe apertado a Maní já tinha me mostrado..rs) e soube que ser mãe é colocar-se sempre em risco de sofrer!
Soube que, sendo mãe, sempre terei medo pelo meu filho. Medo de que ele não seja saudável, que ele não coma bem, que fique doente, que não tenha juízo na tal festa, que não saiba se cuidar quando deve, que saia de casa sem casaco, enfim… todas essas coisas que sempre cansamos de ouvir das nossas próprias mães e que de repente passam a fazer muito sentido!
E, no fundo, essa tensão toda é um pouco inútil porque prática não serve pra evitar problemas, só pra deixar as mães mais tensas, não é?! rs
E mesmo assim (e mesmo com os enjôos, a canseira, a falta de sono, etc,etc,etc) o mundo tá cheinho de mães por aí dizendo que ser mãe é incrível, que é o maior amor do mundo e que TUDO vale a pena! 
E eu acredito nisso! E quero isso pra mim! 
E sim, mesmo descobrindo que a presença desses medos todos será uma constante, continuo querendo isso pra mim!!! Porque sei que o resto todo é muito maior que o medo!

E aí vem a segunda parte da história…
Porque depois que aprendi que terei que conviver com esses “montrinhos”, pude colocá-los num patamar muito menor e de menos importância (no diminutivo, até..rs). Mas aí sobrou em mim um medinho específico…

O médico logo me liberou pra continuar tentando engravidar de novo. Só que eu ainda tinha medo. Tinha medo de engravidar e perder de novo, claro. Mas, mais do que tudo, tinha medo de ter medo demais! Tinha medo de, mesmo tendo uma nova gravidez tranquila, passar o tempo todo muito tensa, com muito medo, sem conseguir curtir nada e colocando peso demais no pobre novo bebê…
E eu não queria isso pro meu filho(a)! Nem ele(a), nem eu merecíamos passar por uma coisa dessas.

Depois de um tempo eu soube que isso significava que eu não estava pronta pra engravidar de novo, eu não podia estar… a dor já podia ser fraca, o trauma podia parecer que tinha passado… meu corpo talvez estivesse pronto, mas eu sabia que ainda não era hora de continuar… e quando eu entendi, aceitei. Fiz as pazes comigo.

E eu só posso escrever isso agora porque passou! Porque agora eu estou em paz e, digo mais, estou pronta! Pronta para o que der e vier!

Não, não quer dizer que eu virei uma otimista, sem medo algum e achando que tudo vai dar muito certo e ser absolutamente lindo. Não! Mas quer dizer que eu (re)descobri em mim outros sentimentos mais fortes e mais importantes do que medo algum pode ser! Eu encontrei de novo o desejo, a esperança e, acima de tudo, o amor!
E, amor, eu quero mais!
Porque afinal, amar é sempre assim: é colocar-se em risco pra poder se entregar inteira! É arriscar cair e se machucar, mas correndo o risco também de ser MUITO FELIZ!!!

E é isso:
Estou entregue. Estou pronta. E já estou amando – mais e de novo! Que venham as próximas emoções!!!





(percebi que há um “ps.” importante: estou pronta pra poder engravidar de novo. estou amando “a nova possibilidade” aberta. não estou dando nenhuma notícia “entrelinhas”, ok?! hahaha)

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"Nome aos bois"

Acabo de terminar de colocar tags aqui no blog! (agora preciso revisar, porque ao longo do caminho foram surgindo umas novas que se encaixam também lá pra trás e precisam ser colocadas…)

Nunca me interessei em fazer isso porque não via muito sentido… mas agora que entrei mais de cabeça nessa vida de blogosfera descobri a utilidade e a importância do negócio!
E como meu blog é multi-temático pra caramba (rs), achei que seria melhor o povo chegar aqui e ter onde procurar algum tema específico…

Pra fazer isso, voltei aos confins do blog, reli tudinho, achei um monte de erros (e me segurei pra não sair corrigindo tudo e manter a espontaneidade na coisa! hahaha), lembrei de coisas que já tinha esquecido, me emocionei de novo com algumas outras, enfim… foi um passeio bem gostoso de fazer! Afinal, são mais de dois anos documentados por aqui…!   =)

Achei difícil isso de rotular os posts e achei curioso com posts com tons totalmente diferentes podem ter exatamente as mesmas tags…

E me surpreendi com o fato de que isso aqui ainda tenha leitores, afinal, uma das tags mais frequentes é “mimimi”! hahahaha Haja curiosidade, paciência e carinho, viu, meus queridos?!!!
E aos novos leitores, juro que sou cheia de mimimi’s mas sou legalzinha também, tá!?! hehehe

"Só quero que você me aqueça nesse inverno"

Amo outono! Adoro inverno! Vivo melhor no frio!


Aqui, no quentinho da minha casa com calefação, então…ê delícia!!!

Só que não dá pra não pensar que enquanto estamos debaixo de um cobertor sucesso, tem um monte de vidas passando frio do lado de fora… Vidas, sim: pessoas e animais!

Sou super a favor de revirar o armário a cada mudança de estação, ver o que você não usou no ano anterior e doar, abrir espaço na sua casa para o novo e deixar pra quem precisa aquilo que pra você já não faz muita diferença…!

E da mesma maneira que você pode doar roupas para as Campanhas do Agasalho tradicionais que acontecem todo ano, lembre-se que você também pode doar pros bichinhos, que passam o inverno encolhidos de frio, tentando se salvar das doenças que sempre vem com ele! 
Vale tudo, uma toalha mais velhinha, um paninho que esteja largado, uma roupinha que seu pet já não use, uma caminha que ficou feinha… Pros animais carentes, nenhum desses adjetivos importa! NENHUM! Pra eles o importante é o carinho da doação e, principalmente, a possibilidade de passar um inverno mais confortável enquanto não encontram um lar!

Meu querido Adote um Gatinho já começou a se mexer! É isso mesmo: hoje já começa a V Campanha do Agasalho para Cães e Gatos!!!
Funciona assim: existem pontos de coleta em todos os cantos da Grande São Paulo, é só ir até um deles (a lista está aqui) e deixar sua doação na caixa do AUG! Todos os fins de semana os voluntários passam recolhendo as doações e tudo que se consegue é doado pra bichinhos carentes!!!
No final da campanha você sempre pode acompanhar as fotos de tudo que foi arrecadado e dos bichinhos felizes e quentinhos com o que ganharam!!!
É ou não é pra aquecer, e muito, nossos corações!?!

Eu já coloquei o selinho da campanha aqui no meu blog e essa é outra maneira de ajudar: divulgando! Quanto mais gente souber da campanha, mais doações chegarão e mais e mais focinhos dormirão quentinhos nesse 2013 gelado!!! Participem!!!





Ah! Se você não é de São Paulo, lembre-se que mesmo sem uma campanha linda e organizada como essa por perto, você também pode fazer sua parte: encontrando algum bichinho carente na rua e dando pra ele um cobertor, uma casinha, um abrigo pro frio… Que tal???



Besos!

"Pare de tomar a pílula"

Caros leitores, aviso de antemão: esse é um post pra meninas! 

Ou melhor, pra mocinhas e mulheres, porque diria que ele só é recomendado pra maiores de uns…16?
(aliás, também não é recomendado pra pais – os meus, no caso – fica a dica! depois não digam que não avisei…hahaha)

Descobri nos últimos meses que a história de que ‘adolescência é aquilo que acaba quando entramos na fase adulta’ é tudo uma grande mentira da mídia-dos laboratórios-do governo-dos capitalistas-etc-etc-etc!

Porque, queridas amigas, adolescência não acaba NUNCA!!! 
O que acontece, na verdade, é que nós, mulheres, entramos numa fase da vida diferente. Fase em que as TPMs ficam fortes demais pra vida e/ou fase em que a vida social fica forte demais pras TPMs e/ou fase em que a vida sexual fica ativa pra valer.
E aí, o que a gente faz?!? A gente corre pro ginecologista pra implorar por uma pílula anticoncepcional!!!

E é aí que mora a enganação mor desse mundo: a gente começa a tomar pílula e acha que virou adulta, que a adolescência acabou pra sempre e que agora viveremos em paz, porque, né?, amadurecemos e tal…!

Ledo engano, meninas…

O que acontece é que a bomba de hormônios que é o anticoncepcional é nossa salvação. A partir de agora seu mundo funciona como um reloginho, com dia pra acontecer cada coisinha dentro da gente e em níveis super controlados… não importa que é artificial, importa que funciona! E funciona lindamente!

E sabe aquela história de que a gente dá valor pras coisas depois que “perde”? Pois então…

Tomei 9 anos de anticoncepcional. Muitos deles, muitas marcas, vários tipos diferentes…porque nunca me adaptava totalmente… Ou me adaptava por uns 6 meses e depois já achava que a tpm tinha voltado forte, que tava me dando enxaqueca, que tava me deixando inchada…enfim, reclamações mil!

Mas acontece que eu era feliz e não sabia!
Eu não sabia que quando parasse de tomar meus comprimidinhos noturnos ia voltar a ser adolescente de novo!
E adolescente de “pacote completo”! Com direito a mil e uma alterações de humor ao longo do mês (e ao longo do dia também, pra falar a verdade..rs), uma lotação absoluta de espinhas na cara, no pescoço, nas costas (too much information? rs), desejo insuportável de comer chocolate TODOS OS DIAS (e quem falar que as espinhas são por isso, apanha!), e miojo todos os dias…e vontade de chorar pelos mais mínimos acontecimentos…e de espancar um por outra pequeneza

É verdade que dá um certo orgulhinho saber que seu corpo tá em ordem, funcionando todo direitinho, como tem que ser…. mas, pergunto: às custas de que(m)???rs 
Vou te contar…se não fosse por um muito bom e nobre motivo, voltava correndo pra minha “doce enganadora de mocinhas” em formato de “pastilla“.. Ah voltava!!!



Atualização:
Esqueci aí em cima de dois “detalhes” muito importantes no quesito “sintomas adolescentes”:
– cólica, muita cólica, muitaaa cólica, como se meu corpitcho tivesse aprendendo a menstruar de novo!
– Somado a dias e dias infinitos de vermelhooooooo…..!
Ugh!!!


"Esse coelho da cartola, essa carta da tanga"*

Daí que, levada pelo embalo guia turístico em que o blog anda, me dei conta de que nunca dei dicas sobre Santiago…

Tirando essa diquinha aqui – que é pequena mas é mega importante! rs – nunca falei direito sobre os programas na cidade… Deve ser porque aqui é tão “lá em casa” que não passou mesmo pela cabeça soltar esse outro ponto de vista…

E olha que vira e mexe alguém me escreve pedindo dicas e sugestões… e eu sempre vou lá e re-escrevo tuuudo de novo – e tudo igual, porque nunca faço dicas muito personalizadas, confesso! hahaha

Agora vou deixar o post pronto e da próxima vez que alguém perguntar, é só “sacar o ás da manga”* e mandar o link! (hohoho)
(aliás, próxima vez nada, que já tem duas queridas esperando eu mandar dicas faz um tempão… #feio)

É longa a coisa, mas vamos lá – com paciência, ok?! rs
(em tópicos, pra ficar mais prático de ler..especialmente pra algum leitor que queira saber só um ponto específico..)

1- Dinheiro:
A moeda aqui no Chile é o peso chileno (dã! jura??) e é naquele esquema cruzeiro/cruzados do Brasil, tudo na casa dos mil.
O jeito mais fácil de fazer a conversão é passar pro dólar com a técnica “dobra e tira os zeros” – dá um valor aproximado, mas é mais fácil de pensar…. Então, por exemplo, 10.000 pesos serão (aprox) 20 dólares, 50.000 pesos, 100 dólares.
Chileno que é chileno adora uma gíria! rs Pra falar do dinheiro tem uma(s): pra não ter que repetir sempre o “mil pesos” no final do valor, eles trocam a expressão por “luca”, portanto, 10.000 pesos são 10 lucas, que são 20 dólares…entenderam? rs

Os valores, em geral, são muito parecidos com os do Brasil, mas com algumas variações importantes: uma refeição (com bebida) num lugar ok sai em média uns 15 reais. Dá pra pagar mais barato, claro! Mas o legal é que se você for num restaurante mais bacanão, não vai ser tão absurdamente mais caro (como acontece no Brasil). Se você come ok por 15 reais, não vai pagar do que 100 num restaurante ótimo! (inclusive nos “pega-turistas”)
Os valores de passeios variam muito…recomendo fortemente que não se faça tudo com a tal da Turistk (grande e famosa aqui). Acho mesmo que é caro e não vale tão mais a pena – volta no link lá de cima e vê como eu gosto de fazer turismo! 😉
Eletrônicos em geral tem um preço intermediário, entre os preços dos Estados Unidos e os do Brasil. Se você quer alguma coisa e não tem ninguém pra trazer “das gringa”, aqui deve valer mais a pena do que aí!
Agora, um coisa que a brasileirada faz a festa são as roupas! Especialmente as roupas de marcas disponíveis nos outlets! Já vi mais de uma vez visitas minhas tendo que comprar mala nova pra levar as compras embora! hahahaha
E esse é o máximo de dicas que eu posso dar sobre o assunto “compras”: vá ao outlet! Não sei de preços, não sei de marcas…ODEIO fazer compras… Mas conheço muita gente que ama (e outras que só gostam mais ou menos..rs) que se divertiram MUITO nesse tema aqui! rs
(ps.: os outlets – são 3 grudadinhos – são um pouco afastados da cidade e complicados de chegar de transporte público. Aí é o caso de procurar carro pra alugar e/ou combinar alguma coisa com um taxista bacana…)

Ah! Se você é mais “endinheirado” do que a turma do Outlet, pode ser que divirta na rua Allonso de Cordoba, a tentativa de Oscar Freire daqui…
E se quiser ficar mais no meio termo, os shoppings são bacanas! Os dois principais são o Parque Arauco e o Costanera Center.
O primeiro fica em Las Condes e é todo charmosinho, tem umas áreas abertas gostosas e tal… 
O segundo é em Providencia, meio novo e é o maior da América Latina! Cheio das lojas boas que tem no outro, mais fácil de chegar de metrô e super organizado – os pisos são meio temáticos e fica fácil achar o que você quer! (no Parque Arauco eu demorei mais de 6 meses pra parar de me perder! hahahha!) É no Costaneira também que está a novíssima H&M, primeira aqui na parte de baixo do mundo américa! rs Diz que é sucesso lá, mas eu, fã que sou de compras e multidões, não entrei mais do que um metro na loja e já saí correndo…hahaha


2- Onde ficar:
Diferente da maioria das cidades turísticas, em Santiago não vale a pena ficar no centro!!!
O centro aqui lembra muito o centro velho de São Paulo (talvez um pouco mais bem cuidado..não sei, faz tempo que não visito o paulistano…rs). É super cheio e movimentado durante os dias de semanas, lotado de executivos de terno (Luquita é um deles! =] ), gente na correria, vendedor ambulante, MUITO cachorro de rua, etc, etc, etc… só que a noite aquilo vira um deserto! Não tem uma viva alma, e as “mortas” que ficam por lá são as perigosas!
Centro é legal de ir conhecer, fazer walking tour, conhecer a história e os lindos prédios antigos…e tchau!

Pra “juventude ixperta”, eu recomendo o bairro (ou Comuna, como se diz aqui) de Providencia, de preferência em um hotel perto de alguma estação de metrô (da linha 1, vermelha). É uma região cheia de gente animada, cheia de restaurantes, barzinhos, hostals, lojas… e tem uma posição meio central que facilita muito! É gostoso e é onde eu moro! (mas ca-la-ro que eu moro na parte mais residencial do bairro, longe da ferveção, né?! rs)

Se você não é tão “jovem” e tem um pouquinho mais de dinheiro, Las Condes é seu lugar! rs
É do lado de Providencia, portanto, também fácil acesso, mas um pouquinho mais chique. É onde estão os melhores hotéis e restaurantes e é uma belezura! (é um pouco menos residencial e onde eu morava antes do sonho da casa própria! hahahaha)
O único porém de Las Condes é que, dependendo de onde você for se hospedar, pode ser que o metrô não esteja tão perto, aí você vai precisar de taxi…
Falando nisso…

3- Transporte
Santiago tem uma malha metroviária bem bacana, que cobre praticamente tudo que há de turismo pra fazer aqui, tirando as vinícolas, que em geral são mais afastadas…
A preço da passagem muda de acordo com o horário, mas sai uns R$2,40. Ele é limpinho, bonitinho organizado e adaptado – se é que você tem que se preocupar com carrinho de bebê ou pés machucados de tanto bater pernas comprando por aí! 😉  
Eu acho bem fácil se locomover assim por aqui… pra fazer turismo você basicamente fica na linha vermelha, mas se quiser ir pra outro lugar não é difícil se localizar – até porque, a Cordilheira sempre ali ajuda MUITO a saber pra que lado você está indo! rs

Tem também o taxi, que é bem mais barato que no Brasil! Dependendo da distância e da quantidade de pessoas, muitas vezes compensa ir de taxi mesmo!
Só recomendo que fiquem espertos na velocidade do taxímetro, porque tem alguns ninjas experts em roubar turista! Sugiro que antes de pegar o taxi você olhe em algum “google maps” da vida qual o melhor caminho a se fazer, assim você pode dar instruções pro motorista – se eles percebem que o passageiro não está totalmente perdido, não saem enganando assim!
Chato isso, né?! Mas enfim…

4- Clima & Quando vir
Se você pode vir no inverno, ótimo! Se você pode não vir em julho, melhor!!!
Julho é o mês da brasileirada aqui! Sabe como é, né, férias escolares e tal…não se ouve outros idiomas no shopping, juro! É mais português do que espanhol até! hahaha

A temporada de neve, em geral, começa na metade de junho e vai até final de agosto, comecinho de setembro… Em 2012 não nevou NADA em julho e foi o maior prejuízo pro país! O povo subia pra montanha e só as pistas mais altas (e mais difíceis!) estavam habilitadas pro ski…
Se você pode escolher, sugiro que venha na metade de agosto! Já deu uma esvaziada, às vezes já até caíram os preços e é mais garantia de neve (pelo menos nesses 2 invernos de experiência nossa aqui…rs)
Em Santiago não neva (nevou em 2011, mas fazia uns 7 anos que não acontecia, foi super rápido e extraordinário – nos dois sentidos! rs). Não neva, mas faz muuuuitooo frio!!! Especialmente de manhã, quando no inverno é normal acordamos abaixo de 0º!
Se você vem no outono ou primavera, prepare-se pra manhã e noites bem gelados, mesmo que o dia esteja ensolarado!
A vantagem do frio aqui é que todos os lugares são preparados, tem calefação, estufa, água quente em todas as torneiras (menos nas estações de esqui, lá você congela a mão mesmo, vai entender…rs!)…eu, honestamente, passo menos frio dentro de casa aqui do que passava no Brasil.  É bem mais fácil de levantar da cama, sair do banho, etc, porque a casa tá toda sempre quentinha…

Se você vem pro verão, prepare-se pra bastante calor! O sol é forte, minha gente!!! Mas é um calor bem diferente do calor úmido que estamos acostumados no Brasil! E, pra mim, a melhor parte é que o ar não fica quente e pesado! Se você está na sombra, de uma árvore ou dentro de algum lugar, quase não sente calor! E a noite a temperatura sempre cai… é uma delícia dormir no fresquinho!!! Casacos são necessários pra sair de manhã e a noite!

Ah! Não é porque veio no verão que não tem que subir a montanha, hein?!?! Sempre recomendo que se faça esse passeio pra Cordilheira!! No verão quase não tem neve, mas o visual é incrível – tanto lá em cima quanto durante a subida!!! Fora que você sai dos 30º de Santiago e vai congelar lá em cima…só por isso já valeria a pena! hahaha

5- Passeios
Como já tá muito grande isso aqui, vou fazer um listado com resuminhos rápidos, ok?! (aí também evito muito spoiler! hehehe)
Existem alguns passeios que, sí o sí, tem que fazer aqui:
Cerro Santa Lucía e Cerro San Cristobal: os dois miradores da cidade. O primeiro é mais charmoso e mais baixo – ainda bem, porque nele se sobre de escada!rs O segundo tem uma vista incrível – a Cordilheira é arrebatadora de lá de cima! Recomendo que se vá num dia limpo (sem muita poluição) e perto do pôr do sol!
Os dois são passeio rápidos que não tomam muito mais do que uma hora cada…
-Do lado do San Cristobal está o Patio Bella Vista é um pátio aberto, cheio de restaurantes gostosos e várias lojinhas de artesanato. Se você gosta de comprar essas coisas, dá pra gastar um meio período aí (contando a refeição). Ele fica no bairro Bella Vista, a região bohemia da cidade que está também CHEIA de restaurantes, bariznhos e lojinhas…
– Ali pertinho também está  La Chascona, casa do Pablo Neruda aqui em Santiago. (Ele tem 3 que estão abertas pra visita – as outras estão em Valparaíso e Isla Negra, depois falo delas). O tour demora uns 45 minutos, mas dependendo da hora que você chegar, pode ter que esperar o próximo tour no seu idioma com vaga – tem tour até as 17h.
Mercado Central é minúsculo, especialmente se comparado com o de São Paulo, é legal conhecer mas não tem muita graça, não… tem alguns restaurantes dentro, todos caros (mas, dizem, bons) e quando você entra é uma briga louca de garçons tentando te arrastar cada um pro seu restaurante…(acho meio desagradável, mas há quem não se importe…). Passeio coisa rápidona – a menos que você vá comer ali…
– Do lado do Mercado tem um bar meio “fora de circuito” que é o “La Piojera”. É um dos bares mais tradicionais daqui, lotado de gente de todo o tipo, idade e caras… música típica ao vivo, comidas gordurosas, etc… É um lugar bacana pra ir no final do dia tomar o Terremoto, bedida chilena típica feito de chicha (uma espécie de cidra) e sorvete de abacaxi! (bem “embebedadoura”, fique esperto! rs)
– Do centro eu já falei ali em cima e no link.
Vinícola aqui é o que não falta! A mais tradicional de se visitar é a Concha y Toro, mas se você é apreciador de vinhos de verdade, vale a pena procurar outras. A Conha y Toro é bem pra turista, coisa simples e rápida – e bonita! Outras, como a Cousino Macul ou a Undurraga tem tours mais detalhadas, explicando com mais cuidado as coisas de cultivo, fabricação e tal… Nessas eu não sei quanto tempo gasta, mas na Conha y Toro vão umas 2, 3 horas (contando chegar até lá de metro, fazer o tour, visitar a lojinha…). Geralmente eles pedem que se faça reserva antes de ir, verifiquem nos sites, ok?!
– Se você tem um pouco mais de tempo por aqui, programe-se para ir ao litoral! E aproveite e visite uma das vinícolas que tem no caminho – são excelentes opções de lugar pra almoçar!
Viña del Mar fica a menos de 1h30 de Santiago. É bonita, lembra bastante o guarujá, mas não vá achando que vai pegar praia, sol e calor!!! Mesmo num dia aberto e bonito lá venta muito e é sempre aquela brisa marítima (do Pacífico!) gelada! Vá preparado!!! No verão a chilenada invade o lugar, mas mesmo nessa época tem vento gelado, então muitos deles vão pra praia (leia-se, pra areia, debaixo do guarda-sol) de calça jeans, sapato social e pochete – JURO!!! hahaha
O passeio vale pra conhecer o lugar, dar uma volta por ali, comer alguma coisa gostosa do mar e ficar pra ver o pôr do sol no Pacífico, que é uma coisa linda e imperdível!!!
Valparaiso é logo ali do lado – mesmo! – coisa de uns 10 minutos de carro, mas é totalmente diferente de Viña. É uma cidade porto, com tudo que lhe cabe por isso: é mais bagunçada, mais suja, mais feia… o charmoso dela são as casinhas coloridas de lata e os bondinhos pra subir e descer pela cidade! Há quem diga que não vale a pena ir, porque parece favela…eu digo que vale, sim! é outra realidade, uma cultura bastante própria… não custa ir lá dar uma olhada!
Mas as duas são coisas rápidas! Em um dia aí você viu tudo que tinha pra ver, fez tudo que tinha pra fazer e pode voltar pra Santiago!
– Ah! Um pouco depois de Viña está Isla Negra, mais uma casa de Neruda. (me envergonho de dizer) eu nunca fui, mas já vi muitas foto e ouvi muitas histórias de que vale muito a pena! Além de ter o museu, dizem que o lugar em si é lindo!

6- Ski
Num item a parte, porque, né?! rs
Vir pra Santiago na temporada de neve e não subir pra Cordilheira é pecado mortal!! 
Você pode ir só fazer um passeio (tipo com a Turistik) e subir a montanha pra conhecer todas as estações – dura o dia todo. (dá pra alugar sapato especial pra andar da neve!)
Você pode ir pra Farellones e passar o dia brincando de sentar na boia e descer uma ladeira de neve (mega divertido, mas tem que pagar por hora e, na verdade, cansa meio rápido..rs)
Ou você pode ir pra esquiar mesmo! Ou tentar – como foi meu caso
As estações são 4: La Parva (que eu não conheço), Farellones, Colorado e Valle Nevado.
Essa é a ordem delas na altura na montanha (da mais baixa pra mais alta), o que influencia nos preços e nas dificuldades das pistas…quanto mais alto, mais difícil e mais caro – pra ninguém ficar na dúvida…rs
Existem algumas empresas, tipo a Ski Total, que fazem meio que pacote completo: alugam roupa especial, equipamento de ski ou snowboard e te levam até a montanha. Se você tiver alugado carro antes, dá pra fazer os aluguéis de roupa e equipo direto lá em cima mesmo…
Uma coisa importante: a estrada pra lá é chatinha e perigosa: são 58 curvas a 180º – fora as curvas normais – numa estradinha estreita e, boa parte dela, com neve. Por isso, em época de temporada eles separam: até as 3 da tarde os carro só podem subir, depois disso, só se pode descer. Ou seja, vá preparado pra ficar o dia todo lá!
Se você nunca esquiou, aviso: Dá trabalho, é difícil, mas eu acho que tem que ir e tem que tentar sabe?! 
Fora que a neve em si já é um  negócio mega divertido e diferente pra nós, brasileiros normaiszinhos! rs
Ah! É uma brincadeira meio carinha… contando transporte, aluguéis todos, o ticket pra usar a pista (e os teleféricos) e comida lá em cima, dá pra gastar uns 200 reais por dia, por pessoa! 
Também existe a opção de ficar hospedado lá na montanha… não sei os preços, mas sei que é caro e concorrido, então, se essa é sua intenção, programe-se antes!


E acho que é isso, né?!
Já ficou tão grande que seu eu lembrar de outra coisa (provável que aconteça assim que eu clicar em “publicar”), fica pra outro post, ok?! hahaha)

E você aí, já veio pra Santiago? Tem mais dicas pra acrescentar? Coisas pra corrigir? Perguntas pra fazer? Dúvidas mais específicas pra tirar? rs
Se joga aí nos comentários!!! =)


Ah!!! Um último adendo (rs):
Se você vem com crianças, não deixe de correr nesse link aqui!



(*dessa vez achei melhor “explicar” o título…hahaha)

"nuvem negra"

(não acho que deveria contar pra ninguém, acho que devia mesmo ficar aqui quietinha na minha, tentando segurar as patadas no marido fofo que tenta me animar, disfarçando o mau humor na conversa divertida com os pais e tudo isso que fiz hoje o dia todo…
mas se meu blog não for meu espaço de desabafo, qual vai ser, né?! [já que não tenho mais divã…]
a verdade é que o dia de hoje não está sendo fácil. pelo contrário, está bem mais difícil do que pensei que poderia ser – até porque nem pensei que seria problema… mas tá phoda…
era pra ser meu dia… dia de família…dia de nós 4….
e não é.
e é uma bosta.
e é entre parentesis e com letra minúscula.)






"Segue o Seco"- parte 5

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4

E finalmente chegou o dia do Salar de Tara! Ainda bem, porque eu estava ansiosa pra esse dia! rs
Saímos cedinho do hotel (às 7h) e fomos.

Esse é um passeio em que se gasta muitas horas dentro da van… é o mais afastado de San Pedro e o que tem as maiores altitudes!
O pico mais alto tem 4.800 metros, mas é meio pegadinha, porque a verdade é que é só uma “lombadinha” que você passa de carro que tem essa altura… o resto fica nos 4.500 mesmo..rs
E mesmo tendo sido deixado por último, foi onde nossa turma mais sentiu o efeito da altitude… dá-lhe muito chá de coca e mesmo assim, quase todos disseram que tinham que andar e se mexer devagar e/ou sentar um pouquinho pra não ficar com falta de ar e taquicardia…

A primeira dica: tome pouca água nesse dia porque não tem nenhum banheiro no caminho!!! Nenhunzinho!
Ninguém nos avisou isso, mas por sorte a Rejane tinha levado papel higiênico na bolsa e nos salvou, porque precisamos fazer xixi no meio do deserto, escondidas atrás das pedras e congelando de frio!!! hahahaha

São muitas horas de van, muito tempo balançando e sacudindo a bexiga (hahaha), dá pra dormir mas vale a pena ficar acordado, porque, como sempre, o cenário é lindo! 
É o tour que tem mais aquela cara de deserto que temos na cabeça, sabe, dunas e dunas, uma imensidão de deserto sem fim, aquela cor de areia pra todo lado que você olha… é bem impressionante!

A primeira parada é na beira de um rio. Bonito, mas muito vento frio e nada de diferente que nos fizesse ficar muito tempo lá…rs
(o café da manhã devia ser aí, mas o vento não permitiu e deixamos pra depois..rs)




Em seguida começam as maravilhas!
Chegamos a algumas formações naturais, todinhas feitas de cinzas vulcânicas, que lembram muito os Moais da Ilha de Páscoa, e são incrivelmente enormes!!

Esse aí embaixo tem uma cara de índio perfeitinha!!

Essa coisinha preta nos “pés” do índio é o Lucas, sr. meu marido que mede só 2,03 metros, pra vocês terem uma idéia do tamanho!


E aí continuam as formações… paramos um pouco mais pra frente nas “Catedrales de Ceniza”, uns paredões enormes e intimidadores, que nada mais são do que cinza-sobre-cinza!

Lucas (de preto) e Guto (de cinza) sendo minúsculos..rs


Além dos paredões, esse lugar tem também uma vista lindona do Salar de Tara ao fundo, que o objetivo final do passeio:



Depois do perrengue de fazer xixi agachadinha (hahahaha), tivemos um perrengue bem pior aí: Nossa van atolou nas pedrinhas e não saía de jeito nenhum!!! 

E nós sozinhos, no meio do nada!!!
Diferente de todos os outros tours, em que sempre tinha mais um monte de gente de outras empresas turísticas por perto, nesse éramos só nós mesmo!!! E aí???


Os rapazes tentaram de um tudo, coitados! Mas não funcionava!!! A bicha não se mexia!!!
A SORTE (assim, em letras maiúsculas!) foi que apareceu um jipe de outro grupo voltando do Salar! Teve que ser na base do “amarra a corda e puxa com o jipe”… se não fosse isso, não sei quanto tempo mais ficaríamos ali…! Ufa!

Resolvido isso, pudemos descer pro salar e fazer nosso desayuno – já estávamos todos morrendo de fome a essa altura!!!


Reparem no tamanho das “Catedral” de longe…

Flamingos!!!

Escadinha



Na volta, mais uma paradinha rápida na Laguna Esmeralda:




E depois mais umas hora pra voltar pra cidade…estávamos todos acabados e resolvemos descansar pra poder fazer o tour astronômico a noite.

Mas oh, vou confessar: a gente não deu conta, não!!!  =/ 
hahahaha
Quando chegou no final do dia todos nós estávamos ou doentes ou praticamente lá, cansados a beça e sem condições de ir enfrentar os -15º de novo, pra deitar no deserto e ver estrelas!
Mas não foi falta de vontade!!! O céu em San Pedro é MARAVILHOSO e a gente queria MUITO ir ver aquilo no meio da escuridão do deserto! Uma pena não ter dado… 😦

Aliás, das coisas que eu faria diferente nessa viagem: não teria perdido esse tour astronômico e teria ficado mais um dia, pra poder fazer o passeio do Salar do Atacama e Lagunas Altiplanicas – que também deve ser animal!

And that’s it folks! 

Espero que além de deixar um montão de gente babando (hehehe), os posts também tenham alguma utilidade pra quem estiver pensando em ir pro Atacama!
Quem tiver alguma dúvida mais específica pode me escrever que vou gostar de (tentar) ajudar!! =)

Beijos!!

"A língua é minha pátria"

Daí que eu acabei de receber a notícia de que estou perdendo o português! 
E não tô falando do bigodudo fugindo de navio pro velho continente, não! Tô falando do meu tão amado, idolatrado, salve, salve- idioma! Minha língua materna, cheia de regras cheias de sentidos, cheia de complicações que eu amo tanto e de detalhes que fazem toda a diferença…! (sem ironia, juro que eu amo! rs)

Fiquei sabendo que meus posts estão cheios de erros feios, como o “bapho” do “lucho” que eu escrevi assim, com CÊ-AGÁ-Ê! Horror!!!
Diz que tem outro erro desses no “Segue o Seco”- parte 2 também, mas acabei de reler ele todinho e não achei!
Esse é o problema, gente! Eu não enxergo esses erros, juro!!! Meu cérebro trilingüe (ai, que chiquesa metida! rs) não tá dando conta! Simplesmente não percebo!
Nem eu, nem meu corretor automático, que de “sou inteligente, descubro sozinho seu idioma”, passou pra “cale-se, cale-se, cale-se, você me deixa looooucoooo!!! E apaga esse “nem” aí em cima que isso não existe em espanhol” (oi???) Sério! Ele grifa umas coisas nada a ver, me deixa confusa, corro pro google pra confirmar que “cai” escreve assim mesmo (juro! fiz isso outro dia!) e deixa passar umas outras coisas vergonhosas!
Eu sei, nem sempre é culpa dele…afinal, lucho, do verbo luchar, não está errado, mas lucho, do adjetivo luchuoso, é um absurdo, minha gente!!!!! Argh!!!

Justo euzinha, a mimimi caga-regra do português, primeira a reclamar e parar de ler o novo blog da fulana porque ela não sabe escrever..! 
Vergooonhaaa!!!!
Desculpa, mundo, vou tentar melhorar – o português e o feio hábito de sair julgando as pessoas pelos erros de português que cometem (menos com o qual/ a qual!!! não sabe usar, não insiste, pô!!! ahahahhaha)

Mas, serião, leitores! Assim não dá, assim não pode!!! Pode não, minha gente!
A próxima cagada feia que você ler por aqui (tirando palavrões, feito “cagada” rs), corre me avisar, por favor????
Sem vergonha, sem medo de me ofender ou envergonhar…avisa, vai…! Pior é ficar o registro dos absurdos por aqui…hahaha
E se for menorzinha, menos feia e mais cagadinha, pode avisar também! Preciso da ajuda de vocês, amigos revisores, pra não afundar meu bloguezinho amado num buraco sem volta, ok?! Conto com vocês!! hahaha

(só não se preocupem muito com as frases com as ordens invertidas, de pronomes especialmente, porque enquanto eu luto – ainda – pra aprender a fazer isso em espanhol, o jeito certo do português vai pra cucuias, mesmo…sorry aí! hahaha)

E hoje eu ia terminar de contar do Atacama, mas agora fiquei com vergonha de escrever tudo errado! hahaha

Besos

"Segue o Seco" – parte 4

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Meu aniversário foi longooo e continuou assim:

Voltando pra San Pedro almoçamos num restaurante simples, mas gostoso, que tinha bolo de sobremesa (pena que ele tava afogado no leite e não tããão bom! hahaha), aí fomos descansar um pouquinho no hotel e logo já era hora de voltar pra estrada: a tarde era das lagunas!!!

Fomos conhecer as “Lagunas Cejar”. Também é um passeio perto da cidade, de altitude baixa e que começa a tarde, umas 15h30.
São algumas lagunas – dependendo da estação do ano você pode ver 3, 4, ou 2 lagoas, isso porque dependendo da quantidade de chuva do ano e quão mais ou menos cheias de águas ela estão, elas podem se juntar em uma grande ou formar lagoas menores – no meio de um salar e, portanto, cheinhas de sal!
Já não me lembro a concentração do sal na água, mas é altíssima, assim como no Mar Morto e, da mesma forma, tem aquele efeito bacaníssimo de fazer TUDO boiar!
Não sou a melhor pessoa pra explicar, porque o vento frio e a água congelante me venceram e eu não me atrevi a entrar, por isso não posso descrever a sensação! 
De novo, nossos rapazes corajosos entraram e podem contar melhor pra vocês!

(aliás, um parêntesis importante que esqueci de fazer lá na parte 1: companheiros de viagem e/ou outras pessoas que já fizeram os mesmos passeios, sintam-se livres pra me corrigir, me desmentir (rs), me ajudar a lembrar e/ou acrescentar o que quiserem sobre tudo isso, ok?!?! Comentários liberados e desejados, sempre! 😉 )

Boia-se sem nenhum esforço!


Se você for como eu e amarelar, perdendo a chance de provar essa experiência única, não se preocupe, não é passeio perdido! O visual do lugar já vale! Mais uma vez, é um espetáculo de cores!!


Não é areia, é tudo sal!


Vulcões ao fundo!!


Ah! Importante: Depois desse “mergulho na superfície” você saí da água MUITO mais salgado do que de um banho de mar, por exemplo… Algumas agências de turismo levam uns galões de água doce pro pessoal se lavar, a nossa não levou, mas nos levou até uma mangueira de água de poço (a água mais gelada possível! rs)… o Guto já estava de roupa e ficou com preguiça de se lavar e foi ficando incrivelmente com uma crosta branca de sal secando no corpo, no cabelo, nas orelhas… bizarro!!!

Mas tudo bem, porque a próxima parada, logo ali do lado, seria os “Ojos del salar”, dois buracos, um do lado do outro, como olhos mesmo, de água docinha e muitos metros de profundidade pras pessoas pularem e se lavarem do sal!


clique nas fotos para vê-las maiores e melhores! 😉




Só que quando chegamos lá começou a ventar muito, um vento muito gelado, e o céu nublou! Piorou aquele nosso amigo frio congelante e só uns poucos loucos tiveram coragem de pular!

Como fazia frio e não tinha muito mais o que ver aí, fomos pro próximo ponto (que eu não lembro o nome…alguém dá um help aí????).

Mais salar, mais lagunas…só que os mais bonitos que vi!!!

Uma imensidão de branco de sal, depois uma imensidão de azul, pro outro lado uma imensidão de deserto e pra todos os lados as Cordilheiras e Vulcões!!! Lindo demais!!!

Mamãe! 


Num dia sem nuvens e sem vento essa lagoa forma um espelho d’água e reflete direitinho os vulcões do fundo – já vi foto, é fantástico!!!

Foi aí que tirei essa foto mega blaster legal:



Não contem pra ninguém, mas por causa da imensidão do branco, mesmo pulando baixinho dá esse efeito de “voando”! Muito legal, né não?!?! =)

Mas oh, não foi fácil fazer a foto, dêem uma olhada no mico:


Hahahaha!!! Como era meu aniversário, ninguém podia me julgar! Ufa! hahahaha



Tinha muito vento e muuuuitaaa nuvem… mas o que perdemos de espelho d’água, ganhamos de pôr-do-sol-mais-espetacular-da-minha-vida!!!!

Tão maravilhoso que é impossível escolher as fotos! Contentem-se com poucas e morram de vontade de ir ver ao vivo!!!

Nossa beleza infinita  e natural sendo favorecida pela luz incrível e natural!!!



Hermano e yo modelando!

A cada minuto mudava tudo… era virar pra um lado pra tirar foto e quando você olhava de volta já eram outras cores, outros formatos, outra emoção… Incrível demais, juro!!!
Tanto que eu não queria ir embora!
O sol foi sumindo, o vento foi piorando, o frio foi ficando mais cortante… Lucas, Claudio e Rejane já estavam na van fazia tempo e tiveram que arrastar eu, minha mãe e o Guto pra voltar pro hotel! hahaha

Pra terminar o dia, banhinho, roupa nova, um jantar gostoso (comi uma empanada de queijo com azeitona deliciosa!), um brinde à Gabi e a merecida cama!!!

Porque ainda falta um dia de Deserto de Atacama!!! Aguardem…rs


"Segue o Seco" – parte 3


Parte 1

Parte 2

Bom, o segundo dia de viagem foi o 11/04, diazinho lindo do meu aniversário!
Acordamos cedíssimo – 4h30 da manhã – e eu já fui logo cobrando meus merecidos parabéns dos meus companheiros sonolentos!!! hehehe

A programação do dia era: de manhã “Geisers del Tatio” e a tarde “Lagunas Cejar” (que vai ficar pra parte 4…rs).

O passeio do Geiser, como eu disse, exige que se saia muito cedo de San Pedro. Além de ser longe, é necessário que se chegue lá antes de o sol sair, pra poder assistir o espetáculo inteiro! 🙂


Isso porque os Geisers nada mais são do que o planeta brincando de soltar fumacinha pela(s) boca(s) (sacam aqueles dias de frio em que quando você “bafora” sai fumaça pela boca?! Então, isso… hahahaha)
Como a hora mais fria do dia aqui no Chile é justamente no comecinho do dia (o sol nasce cedo, mas até sair de trás da Corilheira e começar a esquentar algo, demora! O mesmo acontece aqui em Santiago…), é nesse momento que se pode apreciar com mais intensidade o fenômeno!!!
Sai bastante água das crateras também, mas não com força o suficiente pra subir um jato…elas ficam baixinhas e a fumaça é que faz essas colunas que se vê aí…
É impressionante de se ver!!! O que eu mais pensava aí era: “imagina a sensação dos primeiros homens que descobriram os Geisers???!?! Que explicação eles davam pra isso??” Devia ser quase a confirmação do inferno! hahaha

Momento dica: quando te disserem: “vá agasalhado, nesse passeio faz frio”, acredite! Acredite e leve muito a sério!!!
Meu irmão, por exemplo, tinha sido avisado pra trazer do Brasil roupa de muito frio, mas aí resolveu dar um google (ah, essa geração..! hahaha) e leu que em San Pedro em abril fazia uma mínima de uns 15 graus, achou que com um moletom daria e veio “sussa”! hahaha A sorte é que quando chegou aqui o convencemos a levar pra lá meu casaco de neve e uma malha “polar” do Lucas! No final, ele foi o que ficou mais quentinho, acho…rs
Eu, por minha vez, levei mini a sério e me agasalhei pra um dia de inverno em Santiago…perdi a conta de quantas vezes meus pés congelaram! hahaha
Faz muuuuuiiiitooooo frio lá!!!! Provavelmente pela falta de roupa (não coloquei meia calça, nem “meião”, nem “minhocão”), passei mais frio do que nunca na vida!!!
Não se esqueçam que além do horário, há também que se considerar a altitude: estávamos a 3600 metro de altitude!

Ficar juntinho também ajuda a esquentar!
A solução pro frio é ficar pertinho dessas colunas de fumaça quentinha! Super ajudam a descongelar o pé! Só que tem dois problemas: 1- junto com a fumaça, saem uns gases tóxicos, como enxofre, por isso não é muito recomendado ficar ali grudadinho, respirando isso… 2- A fumaça não é fumaça, é vapor. E como todo bom vapor, é húmido! Então você pára do lado, descongela, até quase esquenta…e aí quando dá um passo pro lado re-congela instantaneamente e ainda “piormente”, porque agora além de gelado, você está molhado!
Mas oh, não atrapalha o passeio, viu?!
Tanto que é aí que todas as empresas de turismo montam o desayuno! Assim, ao ar livre mesmo… o café quentinho vem bem! Duro é tirar a mão da luva pra comer qualquer coisa….rs

Aí, ao contrário dos outros passeios, a gente assiste a Cordilheira mudar de cor enquanto o sol sobe (e não quando desce…rs) É lindo também!!!
Depois que o sol sai, vem a parte aventureira do negócio: ali, no meio dos Geirers, tem uma terma, um laguinho de água quente onde é possível se banhar…
A água é bem quente – é a mesma água dos Geirers – mas o frio fora é tanto, mas tanto, que tem que ter muita coragem pra entrar!!!
Eu não tive, mas o Lucas e o Guto tiveram!

Temos provas! rs

E, claro, sair da água é a parte mais difícil!!!


Reparem na mão dele! 

Hahaha!!!





Bom, depois de todo mundo vestido, continuamos o passeio…
Passamos por um rio cheio de aves naturais do deserto, um paredão de pedrinhas empilhadas onde se escondem coelhos invisíveis (hahahaha! não perguntem!), vários grupos de vicuñas selvagens (faltou foto) e por uns cactos que são mais velhos que o mundo! rs

O paredão. Vê algum coelho?? rs

Esses cactos crescem 0,3 milímetros por ano e alguns tem mais de 3 metros de altura!!! Faça as contas…

(Parentesis: vicuñas são bichos bem parecidos com as llamas (misturadas com veados. hahaha), que só vivem em muito altas altitudes e que tem um pelo absurdamente macio e caro!!! (daqueles que não é possível tosar, é preciso matar o animal pra extrair…claro que é proibido, né?!) Mas o mais legal delas é que são super civilizadas e usam banheiro! Todas do grupo escolhem um lugar específico e só fazem cocô nesse lugar! Mó legal! hahahhahaha)


Vicuña e vicuñita do google
Pra terminar o pacote, terminamos a manhã visitando o Poblado de Machuca, um lugarzinho com 9 habitates, charmosinho e pequeninho, onde podemos comer umas boas empanadas e provar carne de llama! 
Llama, aliás, é animal de estimação nesse lugar! rs

Dos 9 habitantes, 2 eram gatos…rs


E, ufa! Aí foi voltar pra cidade, almoçar e se preparar pra jornada da tarde!



Ah! Um ponto importante!
Uma questão que sempre “pega” no Atacama é a altitude… Como as pessoas não estão acostumadas, é super normal o povo passar mal… Enjôo, tontura, dor de cabeça, falta de ar, taquicardia e até dor no peito são alguns dos sintomas…
Existem algumas dicas pra evitar problemas: começar pelos passeios mais “baixos”, pro corpo ter mais tempo de ser adaptar e ir subindo “aos poucos”; evitar consumir bebidas alcóolicas e comidas muito pesadas na noite anterior à subida e ter uma boa noite de sono…
Nós seguimos isso direitinho: começamos pelo Valle de la Luna (que está a uns 2800 metros), depois os Geisers (a 3600) e por último o Salar de Tara (que chega a 4800 em um ponto!!!). Além disso, estávamos no esquema tranquilo e família…sem badalações e sem muita comilança também (pelo menos nas noites…rs)

Tem também o chá de folha de coca, clássicão do lugar! rs Nós compramos as folhas e fizemos o chá! Eu não provei, não sei nem que cheiro tem, mas algumas pessoas tomaram e acharam que ajudou. Outra opção é só pegar a folha da coca, colocar embaixo da língua e ficar chupando… também foi testado e aprovado por membros do nosso grupo! hahaha

Eu, que sou mestre em ter piriri e/ou ficar doente em viagens, estava morrendo de medo de ficar ruim e perder os passeios incríveis – aconteceu com uma conhecida nossa… começou a passar mal no primeiro dia e passou os outros 4,5 dias dentro do hostal com dor, imagina que frustração?!?! 
E me deu mais medo ainda porque o guia disse que se nos sentíssemos mal nos Geisers não teríamos nenhuma chance no Salar de Tara, e esse era o passeio que eu mais queria fazer!
Apesar da tensão e do nojinho do chá (odeio chás em geral!! rs), não senti nadinha nas altitudes!!!
Ficava um pouquinho mareada no caminho, mas pelo sacolejo da van na verdade… Quando estávamos nos lugares altos, algumas pessoas sentiam um pouquinho de dificuldade de respirar, ou um pouco de taquicardia se se movimentavam um pouco mais rápido… mas nada grave!
E euzinha lá, feliz e saltitante – literalmente, afinal, era meu aniversário!!! hehehe