"Esse coelho da cartola, essa carta da tanga"*

Daí que, levada pelo embalo guia turístico em que o blog anda, me dei conta de que nunca dei dicas sobre Santiago…

Tirando essa diquinha aqui – que é pequena mas é mega importante! rs – nunca falei direito sobre os programas na cidade… Deve ser porque aqui é tão “lá em casa” que não passou mesmo pela cabeça soltar esse outro ponto de vista…

E olha que vira e mexe alguém me escreve pedindo dicas e sugestões… e eu sempre vou lá e re-escrevo tuuudo de novo – e tudo igual, porque nunca faço dicas muito personalizadas, confesso! hahaha

Agora vou deixar o post pronto e da próxima vez que alguém perguntar, é só “sacar o ás da manga”* e mandar o link! (hohoho)
(aliás, próxima vez nada, que já tem duas queridas esperando eu mandar dicas faz um tempão… #feio)

É longa a coisa, mas vamos lá – com paciência, ok?! rs
(em tópicos, pra ficar mais prático de ler..especialmente pra algum leitor que queira saber só um ponto específico..)

1- Dinheiro:
A moeda aqui no Chile é o peso chileno (dã! jura??) e é naquele esquema cruzeiro/cruzados do Brasil, tudo na casa dos mil.
O jeito mais fácil de fazer a conversão é passar pro dólar com a técnica “dobra e tira os zeros” – dá um valor aproximado, mas é mais fácil de pensar…. Então, por exemplo, 10.000 pesos serão (aprox) 20 dólares, 50.000 pesos, 100 dólares.
Chileno que é chileno adora uma gíria! rs Pra falar do dinheiro tem uma(s): pra não ter que repetir sempre o “mil pesos” no final do valor, eles trocam a expressão por “luca”, portanto, 10.000 pesos são 10 lucas, que são 20 dólares…entenderam? rs

Os valores, em geral, são muito parecidos com os do Brasil, mas com algumas variações importantes: uma refeição (com bebida) num lugar ok sai em média uns 15 reais. Dá pra pagar mais barato, claro! Mas o legal é que se você for num restaurante mais bacanão, não vai ser tão absurdamente mais caro (como acontece no Brasil). Se você come ok por 15 reais, não vai pagar do que 100 num restaurante ótimo! (inclusive nos “pega-turistas”)
Os valores de passeios variam muito…recomendo fortemente que não se faça tudo com a tal da Turistk (grande e famosa aqui). Acho mesmo que é caro e não vale tão mais a pena – volta no link lá de cima e vê como eu gosto de fazer turismo! 😉
Eletrônicos em geral tem um preço intermediário, entre os preços dos Estados Unidos e os do Brasil. Se você quer alguma coisa e não tem ninguém pra trazer “das gringa”, aqui deve valer mais a pena do que aí!
Agora, um coisa que a brasileirada faz a festa são as roupas! Especialmente as roupas de marcas disponíveis nos outlets! Já vi mais de uma vez visitas minhas tendo que comprar mala nova pra levar as compras embora! hahahaha
E esse é o máximo de dicas que eu posso dar sobre o assunto “compras”: vá ao outlet! Não sei de preços, não sei de marcas…ODEIO fazer compras… Mas conheço muita gente que ama (e outras que só gostam mais ou menos..rs) que se divertiram MUITO nesse tema aqui! rs
(ps.: os outlets – são 3 grudadinhos – são um pouco afastados da cidade e complicados de chegar de transporte público. Aí é o caso de procurar carro pra alugar e/ou combinar alguma coisa com um taxista bacana…)

Ah! Se você é mais “endinheirado” do que a turma do Outlet, pode ser que divirta na rua Allonso de Cordoba, a tentativa de Oscar Freire daqui…
E se quiser ficar mais no meio termo, os shoppings são bacanas! Os dois principais são o Parque Arauco e o Costanera Center.
O primeiro fica em Las Condes e é todo charmosinho, tem umas áreas abertas gostosas e tal… 
O segundo é em Providencia, meio novo e é o maior da América Latina! Cheio das lojas boas que tem no outro, mais fácil de chegar de metrô e super organizado – os pisos são meio temáticos e fica fácil achar o que você quer! (no Parque Arauco eu demorei mais de 6 meses pra parar de me perder! hahahha!) É no Costaneira também que está a novíssima H&M, primeira aqui na parte de baixo do mundo américa! rs Diz que é sucesso lá, mas eu, fã que sou de compras e multidões, não entrei mais do que um metro na loja e já saí correndo…hahaha


2- Onde ficar:
Diferente da maioria das cidades turísticas, em Santiago não vale a pena ficar no centro!!!
O centro aqui lembra muito o centro velho de São Paulo (talvez um pouco mais bem cuidado..não sei, faz tempo que não visito o paulistano…rs). É super cheio e movimentado durante os dias de semanas, lotado de executivos de terno (Luquita é um deles! =] ), gente na correria, vendedor ambulante, MUITO cachorro de rua, etc, etc, etc… só que a noite aquilo vira um deserto! Não tem uma viva alma, e as “mortas” que ficam por lá são as perigosas!
Centro é legal de ir conhecer, fazer walking tour, conhecer a história e os lindos prédios antigos…e tchau!

Pra “juventude ixperta”, eu recomendo o bairro (ou Comuna, como se diz aqui) de Providencia, de preferência em um hotel perto de alguma estação de metrô (da linha 1, vermelha). É uma região cheia de gente animada, cheia de restaurantes, barzinhos, hostals, lojas… e tem uma posição meio central que facilita muito! É gostoso e é onde eu moro! (mas ca-la-ro que eu moro na parte mais residencial do bairro, longe da ferveção, né?! rs)

Se você não é tão “jovem” e tem um pouquinho mais de dinheiro, Las Condes é seu lugar! rs
É do lado de Providencia, portanto, também fácil acesso, mas um pouquinho mais chique. É onde estão os melhores hotéis e restaurantes e é uma belezura! (é um pouco menos residencial e onde eu morava antes do sonho da casa própria! hahahaha)
O único porém de Las Condes é que, dependendo de onde você for se hospedar, pode ser que o metrô não esteja tão perto, aí você vai precisar de taxi…
Falando nisso…

3- Transporte
Santiago tem uma malha metroviária bem bacana, que cobre praticamente tudo que há de turismo pra fazer aqui, tirando as vinícolas, que em geral são mais afastadas…
A preço da passagem muda de acordo com o horário, mas sai uns R$2,40. Ele é limpinho, bonitinho organizado e adaptado – se é que você tem que se preocupar com carrinho de bebê ou pés machucados de tanto bater pernas comprando por aí! 😉  
Eu acho bem fácil se locomover assim por aqui… pra fazer turismo você basicamente fica na linha vermelha, mas se quiser ir pra outro lugar não é difícil se localizar – até porque, a Cordilheira sempre ali ajuda MUITO a saber pra que lado você está indo! rs

Tem também o taxi, que é bem mais barato que no Brasil! Dependendo da distância e da quantidade de pessoas, muitas vezes compensa ir de taxi mesmo!
Só recomendo que fiquem espertos na velocidade do taxímetro, porque tem alguns ninjas experts em roubar turista! Sugiro que antes de pegar o taxi você olhe em algum “google maps” da vida qual o melhor caminho a se fazer, assim você pode dar instruções pro motorista – se eles percebem que o passageiro não está totalmente perdido, não saem enganando assim!
Chato isso, né?! Mas enfim…

4- Clima & Quando vir
Se você pode vir no inverno, ótimo! Se você pode não vir em julho, melhor!!!
Julho é o mês da brasileirada aqui! Sabe como é, né, férias escolares e tal…não se ouve outros idiomas no shopping, juro! É mais português do que espanhol até! hahaha

A temporada de neve, em geral, começa na metade de junho e vai até final de agosto, comecinho de setembro… Em 2012 não nevou NADA em julho e foi o maior prejuízo pro país! O povo subia pra montanha e só as pistas mais altas (e mais difíceis!) estavam habilitadas pro ski…
Se você pode escolher, sugiro que venha na metade de agosto! Já deu uma esvaziada, às vezes já até caíram os preços e é mais garantia de neve (pelo menos nesses 2 invernos de experiência nossa aqui…rs)
Em Santiago não neva (nevou em 2011, mas fazia uns 7 anos que não acontecia, foi super rápido e extraordinário – nos dois sentidos! rs). Não neva, mas faz muuuuitooo frio!!! Especialmente de manhã, quando no inverno é normal acordamos abaixo de 0º!
Se você vem no outono ou primavera, prepare-se pra manhã e noites bem gelados, mesmo que o dia esteja ensolarado!
A vantagem do frio aqui é que todos os lugares são preparados, tem calefação, estufa, água quente em todas as torneiras (menos nas estações de esqui, lá você congela a mão mesmo, vai entender…rs!)…eu, honestamente, passo menos frio dentro de casa aqui do que passava no Brasil.  É bem mais fácil de levantar da cama, sair do banho, etc, porque a casa tá toda sempre quentinha…

Se você vem pro verão, prepare-se pra bastante calor! O sol é forte, minha gente!!! Mas é um calor bem diferente do calor úmido que estamos acostumados no Brasil! E, pra mim, a melhor parte é que o ar não fica quente e pesado! Se você está na sombra, de uma árvore ou dentro de algum lugar, quase não sente calor! E a noite a temperatura sempre cai… é uma delícia dormir no fresquinho!!! Casacos são necessários pra sair de manhã e a noite!

Ah! Não é porque veio no verão que não tem que subir a montanha, hein?!?! Sempre recomendo que se faça esse passeio pra Cordilheira!! No verão quase não tem neve, mas o visual é incrível – tanto lá em cima quanto durante a subida!!! Fora que você sai dos 30º de Santiago e vai congelar lá em cima…só por isso já valeria a pena! hahaha

5- Passeios
Como já tá muito grande isso aqui, vou fazer um listado com resuminhos rápidos, ok?! (aí também evito muito spoiler! hehehe)
Existem alguns passeios que, sí o sí, tem que fazer aqui:
Cerro Santa Lucía e Cerro San Cristobal: os dois miradores da cidade. O primeiro é mais charmoso e mais baixo – ainda bem, porque nele se sobre de escada!rs O segundo tem uma vista incrível – a Cordilheira é arrebatadora de lá de cima! Recomendo que se vá num dia limpo (sem muita poluição) e perto do pôr do sol!
Os dois são passeio rápidos que não tomam muito mais do que uma hora cada…
-Do lado do San Cristobal está o Patio Bella Vista é um pátio aberto, cheio de restaurantes gostosos e várias lojinhas de artesanato. Se você gosta de comprar essas coisas, dá pra gastar um meio período aí (contando a refeição). Ele fica no bairro Bella Vista, a região bohemia da cidade que está também CHEIA de restaurantes, bariznhos e lojinhas…
– Ali pertinho também está  La Chascona, casa do Pablo Neruda aqui em Santiago. (Ele tem 3 que estão abertas pra visita – as outras estão em Valparaíso e Isla Negra, depois falo delas). O tour demora uns 45 minutos, mas dependendo da hora que você chegar, pode ter que esperar o próximo tour no seu idioma com vaga – tem tour até as 17h.
Mercado Central é minúsculo, especialmente se comparado com o de São Paulo, é legal conhecer mas não tem muita graça, não… tem alguns restaurantes dentro, todos caros (mas, dizem, bons) e quando você entra é uma briga louca de garçons tentando te arrastar cada um pro seu restaurante…(acho meio desagradável, mas há quem não se importe…). Passeio coisa rápidona – a menos que você vá comer ali…
– Do lado do Mercado tem um bar meio “fora de circuito” que é o “La Piojera”. É um dos bares mais tradicionais daqui, lotado de gente de todo o tipo, idade e caras… música típica ao vivo, comidas gordurosas, etc… É um lugar bacana pra ir no final do dia tomar o Terremoto, bedida chilena típica feito de chicha (uma espécie de cidra) e sorvete de abacaxi! (bem “embebedadoura”, fique esperto! rs)
– Do centro eu já falei ali em cima e no link.
Vinícola aqui é o que não falta! A mais tradicional de se visitar é a Concha y Toro, mas se você é apreciador de vinhos de verdade, vale a pena procurar outras. A Conha y Toro é bem pra turista, coisa simples e rápida – e bonita! Outras, como a Cousino Macul ou a Undurraga tem tours mais detalhadas, explicando com mais cuidado as coisas de cultivo, fabricação e tal… Nessas eu não sei quanto tempo gasta, mas na Conha y Toro vão umas 2, 3 horas (contando chegar até lá de metro, fazer o tour, visitar a lojinha…). Geralmente eles pedem que se faça reserva antes de ir, verifiquem nos sites, ok?!
– Se você tem um pouco mais de tempo por aqui, programe-se para ir ao litoral! E aproveite e visite uma das vinícolas que tem no caminho – são excelentes opções de lugar pra almoçar!
Viña del Mar fica a menos de 1h30 de Santiago. É bonita, lembra bastante o guarujá, mas não vá achando que vai pegar praia, sol e calor!!! Mesmo num dia aberto e bonito lá venta muito e é sempre aquela brisa marítima (do Pacífico!) gelada! Vá preparado!!! No verão a chilenada invade o lugar, mas mesmo nessa época tem vento gelado, então muitos deles vão pra praia (leia-se, pra areia, debaixo do guarda-sol) de calça jeans, sapato social e pochete – JURO!!! hahaha
O passeio vale pra conhecer o lugar, dar uma volta por ali, comer alguma coisa gostosa do mar e ficar pra ver o pôr do sol no Pacífico, que é uma coisa linda e imperdível!!!
Valparaiso é logo ali do lado – mesmo! – coisa de uns 10 minutos de carro, mas é totalmente diferente de Viña. É uma cidade porto, com tudo que lhe cabe por isso: é mais bagunçada, mais suja, mais feia… o charmoso dela são as casinhas coloridas de lata e os bondinhos pra subir e descer pela cidade! Há quem diga que não vale a pena ir, porque parece favela…eu digo que vale, sim! é outra realidade, uma cultura bastante própria… não custa ir lá dar uma olhada!
Mas as duas são coisas rápidas! Em um dia aí você viu tudo que tinha pra ver, fez tudo que tinha pra fazer e pode voltar pra Santiago!
– Ah! Um pouco depois de Viña está Isla Negra, mais uma casa de Neruda. (me envergonho de dizer) eu nunca fui, mas já vi muitas foto e ouvi muitas histórias de que vale muito a pena! Além de ter o museu, dizem que o lugar em si é lindo!

6- Ski
Num item a parte, porque, né?! rs
Vir pra Santiago na temporada de neve e não subir pra Cordilheira é pecado mortal!! 
Você pode ir só fazer um passeio (tipo com a Turistik) e subir a montanha pra conhecer todas as estações – dura o dia todo. (dá pra alugar sapato especial pra andar da neve!)
Você pode ir pra Farellones e passar o dia brincando de sentar na boia e descer uma ladeira de neve (mega divertido, mas tem que pagar por hora e, na verdade, cansa meio rápido..rs)
Ou você pode ir pra esquiar mesmo! Ou tentar – como foi meu caso
As estações são 4: La Parva (que eu não conheço), Farellones, Colorado e Valle Nevado.
Essa é a ordem delas na altura na montanha (da mais baixa pra mais alta), o que influencia nos preços e nas dificuldades das pistas…quanto mais alto, mais difícil e mais caro – pra ninguém ficar na dúvida…rs
Existem algumas empresas, tipo a Ski Total, que fazem meio que pacote completo: alugam roupa especial, equipamento de ski ou snowboard e te levam até a montanha. Se você tiver alugado carro antes, dá pra fazer os aluguéis de roupa e equipo direto lá em cima mesmo…
Uma coisa importante: a estrada pra lá é chatinha e perigosa: são 58 curvas a 180º – fora as curvas normais – numa estradinha estreita e, boa parte dela, com neve. Por isso, em época de temporada eles separam: até as 3 da tarde os carro só podem subir, depois disso, só se pode descer. Ou seja, vá preparado pra ficar o dia todo lá!
Se você nunca esquiou, aviso: Dá trabalho, é difícil, mas eu acho que tem que ir e tem que tentar sabe?! 
Fora que a neve em si já é um  negócio mega divertido e diferente pra nós, brasileiros normaiszinhos! rs
Ah! É uma brincadeira meio carinha… contando transporte, aluguéis todos, o ticket pra usar a pista (e os teleféricos) e comida lá em cima, dá pra gastar uns 200 reais por dia, por pessoa! 
Também existe a opção de ficar hospedado lá na montanha… não sei os preços, mas sei que é caro e concorrido, então, se essa é sua intenção, programe-se antes!


E acho que é isso, né?!
Já ficou tão grande que seu eu lembrar de outra coisa (provável que aconteça assim que eu clicar em “publicar”), fica pra outro post, ok?! hahaha)

E você aí, já veio pra Santiago? Tem mais dicas pra acrescentar? Coisas pra corrigir? Perguntas pra fazer? Dúvidas mais específicas pra tirar? rs
Se joga aí nos comentários!!! =)


Ah!!! Um último adendo (rs):
Se você vem com crianças, não deixe de correr nesse link aqui!



(*dessa vez achei melhor “explicar” o título…hahaha)

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