“Um sentimento muito mais servil”

Hoje às 12:15 eu estava esbravejando o quanto estou cansada e não aguento mais brigar, ensinar, repetir, pedir, tirar, separar, gritar…

Tava naquele estado em que me arrependo dessa escolha maluca de ser mãe em tempo integral, em que me arrependo de ter tomado pra mim essa responsabilidade tão grande de botar (DUAS) gente(s) do bem no mundo…

Tava exausta, com vontade de deitar em posição fetal e ficar quietinha ao invés de ter que seguir tocando o dia…

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Aí às 12:22 eu tava vomitando arco-íris, não me aguentando de tanta fofura com essa cena:

E depois de novo às 12:51

Cecília morrendo de orgulho.

Dante “morrendo de diversão”.

E eu olhando de longe e pensando: que sorte eu tenho! Que bom que posso estar aqui vendo de camarote essa relação se construir e essas pessoinhas pentelhas virarem gente que sabe viver junto, sentir e expressar afetos (e tantas outras emoções), ensinar, aprender, brigar, se entender…

Que sorte a minha ter sido maluca e tomado essa decisão que no dia a dia é tão difícil!

Um sorriso deles ou um abraço deles não me fazem esquecer todo o cansaço e toda dificuldade – faço questão de frisar!

A vida anda punk e eu não acho que pequenos charminhos compensem tudo.

A escolha é muito maior, o buraco é muito mais embaixo e o “objetivo” é muito mais complexo.

O caminho é esburacado, cheio de “chorar em posição fetal”, tanto quantos arco-íris vomitados por aí… tem dias que a balança pende mais primeiro lado, em outros dias, pende pro outro…

Existem momentos de equilíbrio, nunca dias de equilíbrio.

Mas essa é minha escolha! E eu achei que tava precisando vir aqui me lembrar dela por escrito!

Por eles:

E por ela:

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“Pra você dormir”

O Dante quando passa por qualquer crisezinha, doencinha, dentinhos insuportáveizinhos nascendo, saltinho de desenvolvimento…enfim, qualquer mudancinha, gigante ou banal, faz quase como todos os outros bebês e recorre à sua base mor, a mamãe!

Disse “quase” porque o bichinho aqui leva essa história de base ao pé da letra e nessas fases eu viro, literalmente, colchão dele!

O que é tão delicioso quanto cansativo! Dia e noite, soneca ou sono profundo: só duram em cima de mim !

E eu deixo mesmo! Deixo e aproveito! Fico lá cheirando, acariciando… às vezes fico lá olhando no relógio e pensando nas outras coisas que eu podia estar fazendo (tipo dormindo..rs), mas sempre que posso, deixo!

Normalmente quando não posso a causa tem nome e sobrenome (Irmã Mais Velha) e o que acontece é que ele fica sem dormir o suficiente e aí é caos e chororô na certa… por isso se eu posso:

Minha conclusão dessa semana é que preciso aprender uma técnica pra mergulhar em sono profundo e não ficar acordando cada vez que ele rola de volta pra cama pra em seguida acordar outra vez dois minutos depois quando ele acorda pra subir de volta no colchão aqui…Aí acho que conseguiria até quase ter uma noite de sono mais ou menos dormida…rs

“E (quase) tudo que eu queria fazer”

O termo "menas main" deve ter surgido junto com a blogosfera materna "de raiz" há alguns anos e certamente se beneficiou do boom das redes sociais pra fincar o pé nesse nosso imaginário maternal compartilhado.

Mas apesar do termo ser recente, tenho certeza que o sentimento não é. Qualquer mãe, de qualquer tempo, conhece bem essa sensação de que podíamos estar fazendo mais e melhor, de que já fizemos melhor antes, ou de que estamos fazendo TUDO ERRADO MESMO!

Quando eu tinha só a Cecília, me sentia assim de vez em quando… mas eu tinha tempo e energia pra ler, blogar, conversar, melhorar o que eu achava que estava ruim… e eu sempre conseguia mandar a danada da sensação embora!

Mas depois da chegada do Dante eu e o "Espírito da Menas Main" viramos muito amigos! Visitas frequentes, altos papos, muitas noites insones… não dá nem pra estimar a frequência dos questionamentos próprios e das críticas enormes em relação a minha própria maternidade que o tal amigo me trouxe. Mas ok, vamos seguindo assim…

Acontece que hoje esse espírito de porco não me acompanhará à noite! Hoje eu vou passar a noite feliz! Vou passar a noite me sentindo foda!

Porque o dia foi uma belezinha!

Apesar de o Dante ter acordado mais de 20 vezes a noite (literalmente, não é jeito de falar, mais de 20!) Apesar de a Cecília ter dormido mal, acordado cansada, chorado, esperneado e gritado comigo muitas vezes ainda de manhã. Apesar de hoje ter de novo pintor e sujeira aqui em casa. E do frio e das doenças de todos no impedindo de sair por aí pra respirar ar fresco.

Apesar de mil circunstâncias, mil gatilhos que poderiam ter me esgotado, me feito explodir e gritar e chorar e me descabelar… apesar de tudo isso, o dia foi uma belezinha!
Eu contornei os pesares e fui a melhor mãe que eu poderia ser – que não é perfeita, tem muitos defeitos, mas é muuuuuuito melhor do que a mãe que eu venho sendo na maior parte dos dias! Fiz as coisas como eu gostaria que elas fossem feitas!
Não me perdi de mim!
E até consegui sair pra "correr", trabalhar no meu projeto (surpresa!) e blogar, vejam que dia completo! 🙂

Que delícia essa sensação de terminar o dia redondinho, com tudo no lugar e se sentido foda!!!!

Mas não tô escrevendo sobre aqui por ser um acontecimento super extraordinário ou por ser a primeira vez.
Apesar de não ser a realidade de todo dia, não é lá tão excepcional assim…

É que algumas postagens que acompanhei hoje me deram vontade de me exibir, me ensinaram a importância de me valorizar, de me comemorar!!!
E por isso vim aqui dizer que hoje estou me sentindo uma mãe foda!!! Vim deixar registrado! Vim chamar outras mães pra comemorar e compartilhar esse sentimento! Incluindo eu mesma, quando o dia não for tão redondo e eu correr o risco de me esquecer disso! 😉

“Pivete”

Eles (nós) dormiram hiper mal a noite. Não dormiram (mimos) a soneca de sempre durante o dia. Tentei aproveitar o dia escuro e curto pra colocar todo na mundo na cama bem mais cedo. Janta, dente, pijama, história, mamá… Tudo parecia correr bem, mas, aparentemente, Dante resolveu não dormir NUNCA MAIS NA VIDA dele. E, claro, incita a irmã a se rebelar junto! Olhem as caras de meliantes!

Eu sei que deve ser um daqueles saltos de desenvolvimento dos brabos, o bichinho tá aqui andando pela casa inteira, enrolando a língua tentando imitar sons, aprender novas palavras, uma belezinha e tal… E eu sei que vai passar! Mas oh, eu bem que chorei de desespero hoje, viu?! e não foi só uma vez! rs

 

Depois de ser abandonada na cama pelos dois que fugiram do quarto às gargalhadas, me rendi, vim aproveitar pra blogar (e saber das novidades bombásticas da política brasileira! rs) enquanto os dois não conseguem decidir se estão animadões correndo pela casa ou exaustos chorando em cima de mim! (tudoaomesmotempoagora, claro!)

 

Ah! Pelo menos, apesar do caos aqui dentro, hoje o dia foi decisivo e produtivo nas pendências dessa vida de recomeçar outra vez…

 

 

“Vou excluir você do meu facebook”

Já perdi a conta de quantas vezes, desde que engravidei, respondi perguntas sobre o ciúmes da Cecília…

Costumo dar uma resposta meio padrão (mas verdadeira…rs) tipo “ah, ela tem, né?! Normal.. nada grave..”
Mas deixa eu contar uma coisa aqui pra vocês: eu descobri que muito mais do que ciúmes do irmão, Cecília tem “ciúmes” é do meu celular, das redes sociais, dessas coisas que insistem em nos roubar do aqui e agora!


Notei que 90% das vezes em que Cecília fazia arte pra chamar a atenção eu não estava – como espera o senso comum – me derretendo de amor e atenção pro caçula… não! As melhores estratégias dela de “para o que tá fazendo e olha pra mim” vinham (vêm, na verdade) quando eu estava/estou é muito da distraída no celular!

Fiquei mal quando percebi! rs

Comecei a olhar de vez em quando a cena de longe e ver que muitas vezes eu estava lá com meus filhos,  mas sem estar ali na verdade, sabem?!
Comecei então um processo de (tentativa) de desintoxicação!

Mas, olha, não é fácil se livrar desse vício! Rs

No começo eu vivia me enganando que tava funcionando, mas não tava! Aí tomei medidas drásticas (hahahaha) e na ida pro Brasil apaguei o facebook do meu celular! (porque no fundo o facebook é o que toma mais tempo e me prende numa atualização de feed sem fim)

Foi ótimo, foi fácil, não senti (muita) falta… mas nas férias é fácil ficar desplugada, né?!

Em uns 10 dias de volta pra casa e eu já tava entrando, várias vezes por dia, no facebook pelo Safari do celular, mesmo sendo uma porcaria! rs
Enfim, percebi que tinha recaído (reconhecer o problema é sempre um primeiro passo, né?! rs) e por isso agora tô aqui me comprometendo publicamente (hahahaha) a ficar limpa de novo! 😝

E fazendo essa provocaçãozinha: quanto tempo de convivência real sua vida virtual tá roubando de você e das pessoas a sua volta???

“Disfarçando as evidências”

Continuando a linha de sincericídeo à qual este blog foi introduzido aqui, hoje venho publicar um dos textos mais difíceis que já escrevi.

Um texto que está entalado faz um uns bons meses. Extremamente honesto, doído, que tem boas chances de ser visto com maus olhos por algumas pessoas – e eu lido mal demais com esse tipo de coisa, gente, morro de medo do que os outros vão pensar, sou franga, odeio discussões e etc ..rs

Então peço algumas coisas: que tenham paciência pro textão, que leiam com o coração (ou não leiam) e que sejam delicados nas “avaliações” e possíveis comentários …
Dito isso, vamos pro lado feio da força (rs):




Eu sempre ouvia e lia as mães de dois ou mais filhos falando sobre como a maior dificuldade do segundo pós parto era a saudade do mais velho e a culpa por não poder dar a ele a atenção que gostaria de dar, portanto era isso que eu tava esperando que acontecesse por aqui…Mas não foi o que aconteceu.
Quando o Dante nasceu o Lucas não estava trabalhando e minha mãe veio passar umas semanas com a gente. O plano era que os dois ficassem focados  na Cecília, pra que ela fosse super acolhida e eu pudesse me dedicar bastante ao bebê.

E a inocente aqui super acreditou que seria simples assim, que Cecília ia querer aproveitar muito a vó e o pai e ia esquecer que tinha mãe. Mas, óbvio, não foi.
Nos dois primeiros dias até que ok… mas logo acabou a graça da novidade e ela passou a exigir e precisar de mim normalmente, como sempre tinha sido até então.

Acontece que eu estava vivendo naquela bolha linda e maluca com meu recém nascido e eu não queria sair dela! Queria ficar ali, aninhada com ele e não precisar fazer mais nada da vida.

Só que as demandas da Cecília me faziam constantemente ter que sair da bolha. E quase toda vez que isso acontecia eu sentia raiva.

R-a-i-v-a !

Da minha filha de menos de 2 anos e meio que só queria a mãe dela.
Pah! Toma essa!
A raiva trazia também, claro, culpa. E vergonha.

Eu me sentia um monstro!

Nunca ninguém tinha me contado que eu poderia sentir isso! Eu me perguntava: “porque ninguém me avisou de um negócio tão forte assim?? Será que só eu sinto??Cadê a saudade de que todo mundo falava?? Cadê a vontade de ficar lá com a mais velha??”

Não tinha! Eu só queria meu bebezinho! Eu só queria ser deixada em paz com ele.

Era, claro, uma coisa nada racional. Tô falando aqui de um sentimento profundo, de um negócio meio de bicho mesmo, instinto de preservar o mais indefeso, sei lá…

Racionalmente eu sabia que a Cecília precisava de mim, então eu saía da tal bolha para atende-la, mas a raiva ia comigo, a empatia não chegava e eu me sentia um lixo.

Acho que o Dante já tinha mais de um mês quando, conversando com uma amiga, descobri que eu não era a única mãe a sentir isso. E, putz, que alívio!!!

Essa descoberta me fez poder aceitar tal sentimento como ele vinha, até pra poder processa-lo e lidar com ele de outra forma. Depois fui conseguindo falar um pouco sobre isso com outras pessoas e assim fui descobrindo que é um sentimento meio comum, mas muito tabu – provavelmente por isso ninguém tinha me avisado, né?!
Tão tabu que eu fiquei meses com esse texto entalado, precisando sair – mas sem encontrar coragem pra soltar …

Porém eu tenho certeza que o “ninguém me avisou sobre isso” foi um fator de muito peso em tudo o que eu vivi. Então sinto que agora eu preciso compartilhar. Preciso avisar (a quem interessar possa..rs) que isso pode acontecer e que sentir-se assim não te transforma em um monstro!

Afinal, sentir “tá liberado”. É no agir que a gente deve se cobrar, né?!
Aos poucos as coisas foram se ajeitando por aqui, eu fui me reapaixonando e me reconectando com a Cecília… eu conseguia sair da bolha ou conseguia encontrar espaço na bolha pra ela também!

Não que a gente viva agora num mar de rosas diário…rs Como diz a querida Daiana, puerpério é mar de lama – e o meu ainda não acabou… E maternidade é um negócio difícil à beça…

Mas estou aqui, diariamente buscando o equilíbrio nessa nova dinâmica de familia maior. Alguns dias encontro mais, outro menos. O importante é saber que há espaço pra todo mundo – e digo “espaço”, porque do amor pra todos eu sempre soube e nunca duvidei! 😉

 

“Te vejo dormir”

Estava aqui me perguntando o que raios acontece dentro da gente quando nossos filhos dormem.
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Não deve acontecer só aqui em casa…

 

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Eu olho pra esses olhinhos fechados, escuto a respiração profunda e sou arrebata (ainda mais) por um amor visceral! Uma coisa louca! Uma vontade, física, irresistível, de cheirar, de acariciar, de beijar (sim, mesmo correndo o risco de acordar os pobres coitados), de ficar ali olhando, namorando, velando o sono… uma força de amor tão forte, que vem como uma onda da qual eu não posso (e nem quero) escapar. Todos os dias. Quando eles dormem.
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Cheguei a conclusão de que deve ter uma explicação.
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Uma explicação muito maior do que o óbvio “quando eles estão dormindo não dão trabalho, não choram, não se fazem de desentidos, não fazem cocôs explosivos…” rs

 

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Acho que deve ser uma coisa evolutiva. Assistir nossas crias dormindo deve ativar esse gatilho de amor louco pra garantir que esses filhotes descansando tão lindamente não ficarão sozinhos e abandonados, expostos aos perigos da natureza enquanto a mãe está caçando o almoço ou tomando um banho de espuma!
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Aposto que Carlos Gonzalez concordaria comigo! 😉

 

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“Se faltar o vento, a gente inventa”

Sexta feira começaram as férias da escola da Cecília. Sábado minha mãe voltou pro Brasil. Segunda feira (vulgo amanhã) Lucas começará num novo trabalho (longe de casa).

Junte tudo isso aí e conclua que amanhã é que sentiremos o “agora é que são elas” nessa casa! A partir de amanhã estarei sozinha o dia inteiro com as duas crias.

(Só não totalmente sozinha porque depois de muita insistência de todo mundo resolvi concordar com contratar ajuda de uma faxineira todas as manhãs – porque todo mundo insistiu e porque eu notei que não daria mesmo conta de casa, comida, roupa e filharada toda! Não por enquanto, pelo menos…  =/ )

 

Enfim, não vou mentir: tô com medo de como será! rs

Cecília tá difícil, teimosa, fazendo de um tudo pra chamar a atenção (normal e esperado, né?! mas não por isso menos difícil…)

Dante está tendo boas crises de cólica – aliás, gezuiz!, que judieira isso de cólica, minha gente!!

E aí que já temos os momentos que nós três os dois entram em crise ao mesmo tempo, então tô aqui imaginando como será quando não tiver ninguém mais em casa pra me nos acudir!

E tô respirando fundo e tendo boas conversas com meu cérebro problemático que nunca lidou muito bem com bagunça e barulho e perda de controle… Coitado… rs

 

Ah! E sabem aquela imagem linda e serena do binômio mãe-bebê curtindo em paz a lua de leite! Há!!!
Substitua-a por essas circunstâncias contadas acima. Agora some a busca por uma nova faxineira. Agora a busca por uma nova escola pra Cecília. E ainda, a busca por uma nova casa.

Sim, estamos de mudança em pleno puerpério. Olhem que idéia de gênios! Há!

Suave… imaginam, né?!

 

Ainda bem que meu marido assume a dianteira das coisas – mesmo que ele o faça achando que meu problema é falta de sono e excesso de preguiça só.

Enquanto isso tô aqui, tentando sobreviver ao dia a dia nesse mar de (lama) hormônios e leite e sono e cocô amarelo e “terrible two” e brincadeiras e hormônios e cocô fedido e leituras e gritos e um calor dos infernos e choros e carências e hormônios e alergias e carinhos e músicas barulhentas e chamegos e lágrimas e mudanças e.. e… e… e…

deu pra entender mais ou menos, né?!

 

Mas olha, gente, agora que parei pra escrever e considerando isso tudo aí, diria até que vou muito bem, obrigada!! rsrs

E vocês, como estão?

🙂

 

“Não digo que não me surpreendi”

21/06/2016

Hoje é o dia em que eu tinha certeza que o Dante nasceria! Há!

Na verdade eu tive tanta certeza disso, durante toda a gravidez, que quando foi chegando no finalzinho eu comecei a achar mesmo que ia levar uma rasteira que me lembraria que quando se trata de parto e de filho, a gente não tem controle nenhum (e nem lá muita certeza de nada..rs)

E aqui está meu bebezuco completando seus primeiros 10 dias de vida extra-uterina!

Gente, que delícia que é isso de bebê recém-nascido!!! ❤️

Dante nasceu quando ele quis, antes do que nós esperávamos. Fez com que muitos planos (e umas passagens de avião) tivessem que ser mudados. E eu achei que tinha acertado na segunda “previsão gravídica”: eu estava esperando um bebê furacão! Há!X2

Me enganei outra vez!

 Meu bebê é de uma tranquilidade ímpar (pelo menos por enquanto.. Oremos pra que continue assim! Hehehe)

O que eu venho notando é que, sim, ele veio pra realinhar nossas orbitas! Mas o furacão da mudança fica, na verdade, na minha conta, não na dele! Ufa!

Eu é que estou tendo que encontrar em mim novas formas e novos caminhos e novas energias. Eu é que estou aprendendo a ser mãe de dois. Eu é que estou reconstruindo dentro de mim as expectativas, pra poder reconstruir as relações – e, pasmem (ou me julguem, como queiram..rs) estou falando tudo isso principalmente com relação à Cecília!
Com o Dante, por enquanto é tudo fácil (apesar de mega cansativo!), a rotina, a amamentação, o amor, a paixão..!!
Com a Cecília é que as coisas são complexas! Ela não é mais (faz bastante tempo) um pacotinho cheirosinho que a gente namora eternamente!

Ela é uma pessoa cheia de suas complexidades. De suas delícias e de suas dores – como eu. E é nessa complexidade que mora nossa relação. 

Digo mais: ela é uma pessoinha de dois anos que tá sentindo muito a falta da mãe. Mãe essa que sempre esteve absolutamente presente antes. Mãe essa que está cavucando energia pra sair da deliciosa bolha puerperal que é essa nova relação com esse novo bebê, pra poder estar mais presente, pra lembrar da importância da presença na relação já existente.

Não me entendam mal, não é uma questão de amar ou não amar, ou amar um mais do que o outro. 

É uma questão (dura!) de se dividir pra multiplicar!

Porque até pode ser como todo mundo diz por aí, “quando nasce outro filho o amor se multiplica”. Mas as relações não são assim tão simples equações. E é nisso que eu estou trabalhando agora. Com uma dificuldade que ninguém me contou que eu teria. Mas com uma lucidez que me ajuda a traçar esses novos caminhos.
Tenho aqui em casa o apoio, a ajuda e os ombros tão fundamentais. Tenho em meu coração amores e mais amores. Tenho no peito muita confiança no que vem sendo construído há 2 anos. E por isso tenho a certeza de que em breve, realinhadas, as coisas estarão no lugar a que – agora – pertecem!

Nisso estamos, assim vamos… E nesse caminho o coração vai dando umas explodidinhas de amor, assim oh:

Ah!! Relato de parto virá, não tenham dúvidas! Mas quero esperar receber as fotos e reviver essa história pra publicar, então deve demorar um pouquinho, ok?! 

“Bom conselho”

Sim, sim…sei que se “conselho fosse bom..blablabla”… Mas hoje tô toda generosa e quero dar umas dicas preciosas pra vocês! Juro que são ótimos conselhos! hehehe
Anotem aí:

 

A primeira é só pra quem é de São Paulo, porque  é um grupo presencial, o “Tempos de Ser Mãe”

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Elas, por elas mesmas:

“um espaço de cuidado para tantas questões que atravessam a maternidade, desde o querer (ou não) engravidar, passando por gestação, parto e puerpério, até os primeiros cuidados com o bebê. 
Um espaço de escuta e compartilhamento, tendo o TEMPO como temática norteadora. Tempo biológico, cronológico, social, lógico, pessoal, familiar, do bebê, das mamadas, do sono, do retorno ao trabalho… Tempo que atravessa e marca as relações, o tempo todo. Que inaugura um antes e um depois.

Serão encontros periódicos, com temas disparadores, abertos a quem se interessar (pode ser gestante, já ser mãe há pouco ou muito tempo, pode não ser mãe, pode ser pai, companheirx…). O primeiro será nesse domingo, dia 15/05: O TEMPO DA ESPERA.


Inscrições podem ser feitas por email: nucleotrajetos@gmail.com, telefone: 3796-0235 ou whatsapp: 98334-6261
(para nos ajudar na organização do espaço e do café).
Teremos um espaço baby friendly para quem quiser ou precisar trazer os bebês.”

Trocas, presenças, bate papo, identificações, descobertas… tudo isso pode ser fundamental  num puerpério e/ou na criação de um filho – precisa-se de uma vila, lembram?! rs

Quando esse encontro é bem mediado, então… Sucesso!!

Umas das organizadoras, a Nathalia, é minha prima irmã! Mesmo aqui de longe, estamos sempre juntas – SEMPRE e desde sempre! – e está sendo delicioso acompanhar nesse último (quase) ano (já!) ela sendo agora mãe de uma bonequinha foférrima que eu não vejo a hora de apertar de novo!

Queria muitíssimo ir nesses encontros, mas como não posso, peço pra quem for dar um abraço meu na prima e na sobrinha, ok?! 🙂

 

A segunda dica (eu meio que já dei lá na página do blog no facebook, mas faço questão de vir reforçar aqui) é um projeto no Catarse. Não, mentira, (já) é um livro. Não, mentira de novo, é uma nova forma de olhar o mundo!

Estamos agora na última semana pra apoiar o projeto “Do Seu Pai” no Catarse!
Gente, sério, se você não conhece o projeto pára tudo o que você está fazendo AGORA e vai lá ver!

O Do Seu Pai é uma das coisas mais lindas dessa internet! É uma das coisas que me faz resistir toda vez que penso em abandonar as redes sociais! É um negócio que me faz sorrir e me reencontrar nos dias nublados. Que me inspira muitíssimo! E que, sem dúvida, me faz olhar a vida com outros olhos!

Eu garanti meu livro no primeiro dia, porque sabia bem que esse eu não podia perder por nada!

O Pedrinho Fonseca, o “pai” em questão (rs), é um ser humano incrível que eu queria ter no meu círculo de amigos próximos, juro! E que, pra completar, tem uma família que dá vontade de abraçar todo dia, a cada post no Instagram! rsrs

Dá uma fuçada lá no site dele, vê quantos projetos lindos, cheios de amor e absolutamente inspiradores!!

Além do “Do Seu Pai”, destaco também o “A olho nu” e o “Taxista Josué”!!!

 

 Agora a terceira dica é um podcast, oh que moderno! rs

Mas não é qualquer podcast, é um projeto de uma querida que a “blogosfera materna” me deu de presente!

É o GNH – Gerando Novas Histórias!

Conheci a  Daiana, pra mim eterna Nana, lá no blog A Louca dos Bebês.

Aprendi muito com ela (sobre temas, aliás, que a princípio nem me interessavam), me emocionei, torci, vibrei e ri MUITO!!

Aí a blogueira “tentante” mais amada dessa internet virou mãe, a vida mudou e ela se reinventou e se re-descobriu nesse novo modelo que é o podcast!

Eu, que não estou acostumada a esse tipo de mídia, demorei pra conseguir colocar a “escuta” em dia. Até semana passada eu só tinha ouvido o episódio 0, mas aí finalmente aprendi a conectar meu celular no rádio do carro e em poucos dias nas idas e vindas da escola da Cecília escutei todinhos e AMEI!!!

Desde que ouvi o primeiro to querendo correr aqui indicar, mas preferi ouvir todos antes (sei lá porque, já que a vontade não mudou em nada! rs) e é um melhor que o outro! Da vontade de ficar batendo papo sobre cada um deles depois de ouvir!

“Maternidade real com informação e bom humor”, como ela diz! Eu digo mais: e honestidade. E sensatez. E acolhimento.

É uma delicia, gente! Ouçam!!!

Tem página no facebook também: Gerando Novas Histórias

 

E é isso, gente! Espero que vocês gostem e aproveitem!