“Um retrato antigo”

Hoje eu fiz minha unha. Eu mesma fiz. Lixei, lustrei, tirei cutículas, passei base and pintei de vermelho! Tudo eu. E tudo hoje!

Eu tava com uma saudade danada de fazer isso. Sozinha. E em um só dia. E terminando o dia com as unhas vermelhas brilhosas! Sem precisar dividir essa tarefa entre todos os dias da semana, uma coisa por vez, nas poucas horas que podiam ser separadas pra isso, sem as crianças por perto (e terminando tudo quando a primeira parte já tá precisando ser refeita..rs).
Hoje consegui fazer tudo enquanto eles brincavam – primeiro sozinhos e depois com os tios.

Como eu disse antes, esse ano é ano de reencontro com a minha identidade. E fazer minhas próprias unhas é parte desse caminho. Pode parecer fútil, mas é parte de quem eu era antes de ser mãe.

E enquanto escrevia essas palavras aí em cima me dei conta de que tudo isso talvez esteja marcando, enfim, o final dos meus puerpérios! 
(Pra entender mais sobre esse final “tardio”, recomendo esse episódio aqui do podCast “GNH – Gerando Novas Histórias”)

Recentemente notei que há muito estou desconectada da minha maternidade, do caminho que comecei a construir lá atrás, das escolhas que fui fazendo e da mãe que eu gostaria de ser. Percebi também que essa desconexão é o principal motivo das travas que nos últimos tempos (anos?) bloqueiam textos deveriam ter estado aqui no blog.

Mas aí o tal puerpério veio chegando ao fim, eu fui me reencontrando comigo mesma. Os dois filhos estão passando as tardes na escola e eu estou “sobrando” com 3 horas “livres” quase todos os dias.

E é muito curioso: ser mãe de dois, pra mim, significou me afogar na maternidade. Estar O TEMPO INTEIRO sendo mãe de alguém – e de “alguéns”, no plural – me sufocou. Foi pesado. Foi difícil demais!

Mas foi esse mesmo tsunami que me trouxe a necessidade de voltar a ser outras coisas, além de mãe.

E agora que os dias estão mais fáceis – mesmo quando os pequenos estão aqui!  – que posso me reencontrar e me redescobrir outras coisas… Agora que eu estou voltando a caber no meu próprio tempo e no meu próprio espaço – mesmo que eu ainda não saiba muito bem o que fazer com eles …

Agora posso voltar a olhar pra eu-Mãe, olhar pra minha maternidade! Posso me reconectar com meus desejos, meus princípios, meus “planos maternos”!
Posso até voltar a escrever sobre isso tudo, vejam só!

Posso fazer minha própria unha AND ser uma mãe melhor AND escrever sobre ser mãe AND escrever sobre (AND) ser outras coisas! (o que, gente?!?!?!? voltei pra esse buraco antigo! hahahaha)

Que delícia de momento!!!

ps. importante:  esse texto foi totalmente inspirado pelo incentivo de um amigo querido, escritor (e empreendedor e pai) que eu admiro DEMAIS e que voltou a me colocar nesse lugar de “escritora”, que eu tinha também perdido nos meus caminhos dos últimos tempos … Ferdi, acho que nunca vou poder te agradecer o suficiente por isso, mas, serião: Obrigada!!!!!

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“Então vem, vamos passear”

Há sei lá quanto tempo atrás prometi que viria contar a história do “estou dirigindo em São Paulo”. Pois bem, sentem-se que lá vem a história:

 

Entonces: mudei pra cá já com medo, óbvio! Tinha medo de travar toda minha evolução volantística  e ficar “presa” em casa, mas tinha mais medo ainda de dirigir! Credo!

Mas eu sabia que não ia ter escapatória…

A primeira coisa que escolhemos ao chegar foi a escola da Cecília (caso de amor à primeira vista… ❤ ), depois triangulamos  com o trabalho do Lucas para decidir onde procurar casa. Acabamos num apê há uns dois quilômetros da escola – distância que eu faria a pé na boa duas vezes por dia, não fossem as calçadas horríveis dessa cidade (impossíveis de se percorrer de carrinho) e as duas crias penduradas junto…

(Ah! Antes de mudarmos pra nossa casa atual passamos 3 semanas num apartamento alugado pelo Airbnb que estava 2 quarteirões e meio da escola, íamos andando, Dante no carrinho, e a vida era linda! hahahaha)

Se me lembro bem, coincidiu a chegada do nosso carro (escolhido a dedo com o Lucas considerando todas minhas neuras, medos, necessidades e possibilidades $) com a mudança pra nossa casa, o que significava que havia chegado o momento de eu começar a dirigir em São Paulo, pra levar e buscar Cecília na escola.

No domingo anterior ao fatídico dia, fomos – família completa –  de manhã pra lá comigo dirigindo, pra praticar. Foi tudo ok, mas eu tava nervosíssima. Durante todo o resto do domingo eu quase não conseguia desligar minha cabeça do fato de que no dia seguinte eu dirigiria sozinha, no trânsito semanal normal SãoPaulal e aquilo foi virando uma quase crise de pânico. A noite me encontrou oscilando entre dor de barriga, vontade de vomitar e um infinito engolir do choro que mil vezes quase explodia! Mandei uma mensagem no grupo da família (mãe, Lalo e Guto) contando do meu desespero (físico e emocional! ) por causa da tarefa que viria, esperando uma resposta apaziguadora do tipo “pra que botar pressão, Gabi? Se não tá pronta, não vai”…rs

Mas ao invés disso recebi da minha mãe a proposta de me acompanhar na tarefa. Aceitei de cara e não dá nem pra descrever o alívio que senti! Consegui até dormir aquela noite! hehehe

Minha santa mamãe super se deslocou do seu caminho e rotina e veio parar aqui na hora do almoço, só pra sentar do meu lado e percorrer aqueles quase 2 km! E como “quem tem mãe não tem medo” (mentira, eu tava morrendo de medo ainda!! rsrs), eu fui! Dirigi! Cheguei! E depois no final da tarde fui de novo, agora sozinha! E assim entrei na rotina de ir e voltar, duas vezes por dia, dirigindo da minha casa pra escola.

Muuuuito aos pouquinhos fui estou, ainda, na verdade, ampliando minha “zona de conforto volantístico”. Ainda é uma zona pequena, mas agora já consigo acreditar que ela é ampliável! rs

Semana passada tive uma boa prova disso: santa mamãe entrou em ação de novo e veio aqui “me buscar” pra me acompanhar na aventura de ir dirigindo até a casa dela! rs
Tinha muito medo de ir pra lá, ela mora longe (caminho deserto, lobo mau e tal….), e pra chegar lá preciso pegar marginal Pinheiros, Castello Branco, serra, enfim… E quinta feira passada, com mãe do lado e crias atrás (e torcida de marido, pai e irmão! rs) EU FUI DIRIGINDO ATE ALDEIA!!!

Foi tudo tranquilo pelo caminho – tudo menos eu! hahaha

Mas mesmo tensa, eu senti que venci uma barreira enorme! Fiquei muito orgulhosa de mim!!!

Falta criar coragem de ir sem co-piloto agora. E de expandir mais e mais meus horizontes automobilísticos…

Acho, aliás, que essa expansão vai ser essencial nessa coisa de se adaptar a São Paulo e tal… vai facilitar, por exemplo, uns encontros com queridos que até agora não conseguiram acontecer… Tomara!!!

Torçam aí também! Me convidem! hahaha

“Do primeiro rabisco…”

Vou dar aqui uma dica: se você é uma grávida cheia de hormônios e vazia de controle lacrimal, pode não ser muito boa ideia fazer adaptação da sua filha na escola!!! Hehehe

Siiimmmm! Cecília começou na escola! E tá sendo super legal!!

 

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Fomos 3 dias na semana passada, duas horas por dia, eu lá com ela o tempo todo, mas cada vez mais de canto, sendo menos lembrada e solicitada por ela.

 

 

No último dia ela até foi no parque só com amiguinhos e professoras, sem a mamãe aqui! Deu uma choradinha, ficou me chamando.. Mas com um pouco de colo e conversa, conseguiu se distrair e brincar!

 

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Lá dentro eu assistia tudo no maior dilema se devia ou não correr lá pra fora! rs Isso porque me comprometi (comigo mesma, claro! rs) a fazer uma adaptação suave, no tempo que fosse necessário pra gente, pra ser tranquila e sem sofrimento (rs). Mas no dia anterior tinha conversado com a professora Eva sobre como Cecília estava bem e tranquila e como seria bom (disse a Eva! rs) que ela visse que as professoras estão lá pra ajudá-la, pra resolver conflitos… enfim, que ela aprendesse a confiar nelas também – por isso acabei decidindo não correr pro parque quando ela chorou e fiquei satisfeita de vê-la se divertindo depois!
Até cheguei a achar que poderia já te-la deixado sozinha por lá na semana passada mesmo, mas outras duas meninas em período de adaptação (já sem as mães) estavam chorando MUITO (uma delas o dia inteiro, juro!) e o clima na sala tava meio mexido por isso… Então preferi não arriscar deixar mais uma com chances de choro! rs

 

Aí comecei essa semana achando que daríamos um pequeno passo atrás, por causa do tempo em casa no fim de semana, mas que nada! Chinchila já chegou na segunda e se soltou mais rápido que na outra semana! Tanto que senti que tava na hora de eu sair de cena – vinha todos esses dias conversando com ela, combinando que eu ia sair um pouquinho e depois voltava e tal…

Saí! E foi super tranquilo! Ela nem me deu muita bola, ficou quase 1 hora lá super bem! Quando eu cheguei me chamou pra sentar e ver o que ela tinha feito na minha ausência, quis brincar comigo… Super gostoso!

Ontem, de novo: fiquei menos de 20 minutos com ela (porque ela pediu pra eu ficar um pouquinho..) e depois saí, fiquei quase duas horas fora e foi ótimo!

Ótimo pra mim também, aliás, que tenho curtido esses tempinhos SOZINHA!!!hehehe

 

Ja tinha até começado um post contando como tava linda e fácil essa história de começar escola!!

Há!
Mas aíííí….rsrs

Aí teve hoje!

Não sei se tentei sair “rápido demais”, se ela ainda não estava suficientemente entretida com alguma brincadeira  ou o que.. Sei que já tinha dado tchau, como nos outros dias, mas quando ela me viu na porta, prestes a sair, veio correndo pra mim, chorando…!!! 💔

E eu? Bom, quebrei aquela única regra do período de adaptação: “só não chora na frente dela, deixa pra chorar depois que sair”!

Epic fail, minha gente!!!!

Eu não tenho nenhum controle dos meus dutos lacrimais!! Zero!!!

Abracei a bichinha e quando vi… tava chorando junto… 😳

E explicando pra ela que não precisava chorar! 🙄 Coerência, a gente vê por aqui! rs

Ela ficou chorando, dizendo que queria ir pra casa porque tava com sono. A Eva ofereceu pegar um colchão pra ela dormir lá e nada.. Ela queria ir embora! Mas conversa vai, conversa vem, eu expliquei que eu podia ficar um pouquinho mais, que ela podia ir brincar, que eu sairia depois, a Eva a convenceu a ir ler uns livros e ela foi e se distraiu!

E eu fiquei sentada num cantinho cho-ran-do!!!

Depois de um tempinho ouvi ela falando “a mamãe saiu um pouquinho”, aproveitei a deixa e saí mesmo! Cho-ran-do!

Sentei no carro e chorei mais uns 20 minutos!

A essa altura eu já chorava por estar chorando, chorava de vergonha e chorava mais cada vez que vinha a cena anterior na cabeça!! Ridícula, né?! rs
Enfim.. Saí, fui no mercado, fiquei mais de 1:30h fora e quando volte a encontrei super bem, brincando na pia do banheiro felizona!

Pedi desculpa pra professora pela cena matinal, joguei a culpa nos hormônios (afinal, né?! rs) e ela disse que super entendia…

Cecília, como sempre, não queria ir embora! Antes de sairmos brincou mais na água, depois me mostrou – e devorou – a tarta de manzana que eles fizeram e aí sim, pronto! Fim do dia! Ufa!

 

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A tarta!

 
Veremos como será amanhã…rs

 

E, bom, agora tô aqui escrevendo enquanto ela dorme em cima de mim, porque a gente se desgruda, mas só uns pouquinhos por enquanto! hehehe

 

 

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“Por onde andei” e pra onde vou

Que a maternidade é transformadora já não é novidade nesse blog, né?!

Por aqui a transformação começou no pré maternidade: lá, um pouquinho antes de engravidar, quando entrei nessa blogosfera e fui descobrindo novos caminhos e novos sentidos…quando fui desejando novos destinos…
Pois o futuro foi chegando e o amanhã já virou ontem faz tempo. Cecília chegou dentro de mim, saiu e logo menos completa aniversário de fora da barriga!
E eu que mergulhei no assunto da maternidade tanto quanto mergulhei dentro de mim nesses últimos muitos meses fui me achando cada vez mais encontrada, cada vez mais ‘desejada’ e sem perder a tal paixão que descobri lá no começo!

Quem me acompanha há um tempo já leu muito por aqui sobre parto humanizado, respeitoso, informado, natural… leu um monte sobre amamentação também e, provavelmente, já nem é novidade o tanto que estou envolvida nesse mundo louco, com um pezinho até no ativismo..rs

E daí que deu vontade de levar esse envolvimento todo mais pra prática, sabe?! De trazer pro dia a dia, de usar essa paixão pra ajudar outras pessoas…de profissionalizar, mesmo!

E a vontade virou namoro. E o namoro se concretizou no meu último fim de semana!

No último fim de semana fiz o curso de formação em Consultoria em Aleitamento Materno no GAMA!!!

Isso significa que agora junto minha experiência pessoal desses 20 meses de pesquisas e quase 11 meses de prática com um monte de teoria e ensinamentos fantásticos da Ana Garbulho em Amamentação! Agora sou Consultora formada e certificada pra ajudar outras mães a superar dificuldades, pra proteger (e ajudar a promover) o Aleitamento Materno com sucesso, espalhando por aí todas as delícias dessa riquíssima experiência que é amamentar seu bebê!!!

Super orgulho!

Super orgulho!

Estou felicissima com a novidade, ainda traçando planos estratégicos para o futuro profissional, com sede de estudar muito mais, mas já estou disponível pra atendimentos!!

Tá com dificuldades e/ou inseguranças pra amamentar?? Ou conhece alguém assim?

Adorarei ajudar!!! Me escreve!
gabi.ramalho@gmail.com  ou

+56 9 6599-8898 (whatsapp)

Uma coisa muito importante que aprendi nesse mundo de blogs/mães/ativistas: juntas, nos apoiando, podemos MUITO mais!!!

Vamos juntas nadar em leite?! hehehe

“Luz Viva”

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Hoje eu descobri o tamanho do alívio que abrir um simples envelope pode trazer!
Hoje eu senti como se tivesse ajuda pra carregar o peso absurdo que vem se apoiando nos meus ombros nos últimos meses.

Hoje eu fui buscar o resultado do segundo exame de “sangre oculta en las deposiciones” da Cecília.
Depois de dois meses de um resultado positivos nas 3 amostras, peguei esse daí de cima. Negativo. Três vezes negativo!

Isso não quer dizer que a Cecília esteja curada da alergia. Não, ainda não…

Mas quer dizer que ela já não está mais perdendo sangue nas fezes. Quer dizer que a micro-anemia que encontramos há dois meses já não tem razão de existir. Quer dizer que os alérgenos que faziam com que o organismo dela ferisse o próprio intestino não estão mais lá. Quer dizer que os cuidados que venho tomando na Introdução Alimentar dela estão dando conta do recado. Quer dizer que minha dieta está bem ajustadinha. Quer dizer que a amamentação, que segue em livre demanda, está fazendo seu papel de nutrir, fortalecer, amadurecer e curar!Quer dizer que não, a gente não está exagerando. E quer dizer, principalmente, que todo o esforço está dando resultados.

Ufa!!!
Três (mil) vezes: ufa!!!

Termino o dia de hoje bem mais leve e vou dormir pra sonhar com a luz que vejo agora, tão brilhante, no fim do túnel!

Boa noite!

“Força do desejo que vence a ilusão Esperança que trasnforma a escuridão Em luz viva Expressão do amor que conduz a mutação A vontade que liberta o coração Do medo e da dor “

“Hei de ver”

Se a Gabi de 2014 fosse fazer uma visita pra Gabi de 2011 e chegasse numa quarta-feira, na hora do almoço, COM CERTEZA a encontraria no McDonald’s, comendo um Doble Quarto de Libra (Quarteirão com queijo duplo!!). Se essa Gabi do futuro contasse, então, pra Gabi de boca cheia como está seu cardápio nos tempos do porvir, a Gabi de 3 anos atrás não ia nunquinha levar a história a sério… Ia considerar a tal visita uma grande pegadinha – e das fracas, tipo, “nem se esforçou pra criar detalhes mais “creíbles” ..pfff!!!”

 

Vejam vocês, só ontem, por exemplo, a Gabi de 2014 aqui comeu pão caseiro integral, arroz integral com quinoa, alface, cenoura, repolho, espinafre, cebola, manga, cereal de quinoa com leite de coco, abacate e uva!

E já tá virando tão corriqueiro comer assim que eu quase nem me orgulho mais… Ta, mentira!! Me orgulho, sim! Fico toda me achando saudável e responsável! Hahahaha

 

A alergia da Cecília é um saco, odeio a indefinição, tenho vontade de chorar e sinto meu estômago se revirar cada vez que (re)encontro um sintoma de reação nela. Tenho vontade de desistir a cada vez que ela tem alguma coisa estranha que eu não consigo saber se é pela alergia ou não, se é por algo que comi ou não…

Mas, reconheço, essa conscientização a respeito de absolutamente tudo o que eu como é um belo dum efeito colateral! Tô curtindo essa capacidade, essa “maturidade”… Continuo, claro, com algumas frescurinhas (ainda não consegui comer “arvorizinha”, por exemplo..hahaha), mas pensando nas frecuronas que tive minha vida inteira, sinto que evolui muito!!!

Mesmo assim, mas, porém, contudo, todavia…. Tenho certeza de que quando eu for liberada dessa dieta irei correndo matar um monte de vontades nada saudáveis que estou acumulando atualmente (assim como aconteceu no pós parto, com o fim da diabetes gestacional!)…
Só espero de verdade que poder comer o que eu quiser não me faça perder esses bons hábitos que tem me dado orgulho nos últimos meses!
Quero aprender a conciliar a Gabi 2011 com a Gabi 2014… Será que consigo?! rs

 

Meus "pratos" preferidos ainda são "queixo de bebê" e "cangote de Cecília"! Hehehe

Meus “pratos” preferidos ainda são “queixo de bebê” e “cangote de Cecília”! Hehehe

 

“Eu quis dizer:”

Ainda naquele papo de “conversas sobre parto que rolaram no Brasil”, uma coisa me chamou a atenção: eu tenho essa mania de ficar aqui, escrevendo do lado de cá da Cordilheira e pouco conversar sobre meus textos, de maneira que acabo esquecendo que à palavra escrita falta o tom e sobra brecha pra interpretações…

E aí que, curiosamente, em mais de uma dessas conversas me surpreendi com o que algumas pessoas absorveram do meu relato de parto
Houve quem disse ter ficado com mais medo de parto normal, quem ficou mais satisfeita com a própria cesáreas eletiva e quem leu “muito sofrimento” no meu texto!
Não achei ruim ouvir essas opiniões, mas fiquei MUITO surpresa, mesmo!, e até fui reler o relato pra procurar o que essas pessoas tinham visto e eu não…
(aceito novas opiniões e pontos de vista, aliás, sempre!!rs)

Eu achei que tinha ficado claro nas vezes anteriores que falei sobre o assunto. Eu acho, aliás, que já disse isso aqui.

Mas depois das surpresas dessas conversas, me deu vontade de repetir, com todas as letras, sem deixar espaço pra mal entendidos (se é que isso é possível na comunicação humana! rs).

E não é que eu queira convencer ninguém de nada, não! O que eu quero é esclarecer mesmo como é minha relação com o fato de ter tido um parto natural!

Assim, oh:

– Eu não sofri no meu trabalho de parto, nem no parto!
– Não sofri! Nada!
– Não me arrependi da escolha nem por um segundo, nem durante nem depois do evento!
– Foi lindo, lindo, lindo!!
– Foi a experiência mais transformadora da minha vida!
– Foi a experiência mais intensa que já vivi, a mais cheia de sensações e emoções!
– Não vejo a hora de passar por isso de novo (apesar de não ter nenhuma pressa em ter o próximo filho – vai entender…rs)
– Gostaria que todas as mulheres pudessem passar por isso!
– Gostaria, aliás, de poder vivenciar esse momento junto a algumas queridas que vão agora por esse caminho [sim, quero estar presente no parto de tod’azamiga! Hahahahaha Ja falei que sou a louca do parto, né?! (Se eu virar doula e criar um blog e uma empresa com esse nome, será que faz sucesso? “Gabi, a louca do parto”?! Hahahaha)]

Será que ficou claro agora? rs

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13 semanas

13 semanas!!!

13!!!!

Vou repetir mais uma vez, pro caso de não ter ficado totalmente claro:

13 SEMANAS!!!!!!

1- São 3 meses inteirinhos de gestação – 91 dias, pra ser mais exata! (o fato de faltaram ainda outros 6 meses inteirinhos eu não estou levando em conta agora, ok?! hahaha)

2- É o final do primeiro trimestre. É a inauguração do segundo tri – lindo, amado, esperado, desejado, segundo trimestre!

3- É o marco da diminuição drástica de todos os riscos de má formação e/ou problemas na gestação!

4- É o momento em que os incômodos do primeiro tri deveriam ir embora (dedos cruzados! rs)

5- É hora de a barriguinha ganhar cada vez mais cara de redondinha de grávida! Quer ver?


Já nem ligo mais pra cara de gorda! rs


6- É logo depois de um ultra-som morfológico com um baby totalmente lindo, barrigudo, saudável e saltitante! Quer ver também?


6,73 cm de gostosura!!!


7- É hora de ficar ansiosa pela confirmação do sexo (já tenho o palpite! hohoho), pelas primeiras mexidas pra mamãe sentir, depois pro papai e pelas outras novidades que ainda virão..!

8- Tá bom, tá bom…eu conto! rs É a primeira semana de chamar nosso baby de “filhA”, tendo 90% de chance de estar certo!!! Ou melhor, 91% – 90% segundo o médico do ultra-som e 1% de todas as simpatias que fizemos! hahaha

9- É hora de parar de enrolação e começar, e fato, a organizar as coisas pra chegada da pequena!

10- É a gravidez cada dia mais palpável – literalmente- vide útero bolinha durinha pulando da calça! hehehe

11- É quase hora de ir pro Brasil ganhar um montão de paparicos!!!

12- É um alívio sem tamanho, uma realização de desejos, uma família cada dia mais feliz e babona e um amor que não pára nunca de crescer!!!

13- E é, por fim,  a hora de sair gritando pro mundo todo ouvir: gravidíssimos!!! Felicíssimos! Apaixonadíssimos!


=)


ps.: você que tá descobrindo agora, se se interessar por saber mais, dá uma fuçada nos posts anteriores que tem um montão de papo sobre esse assunto! 😉

"Querido Diário" – 5s1d

Da “descoberta”:

“Hoje a gente confirmou o que eu já sabia. Mas assim, cientificamente comprovado, é muuuitooo melhor!!!

Sabendo que hoje faria os exames (de farmácia e de sangue) fui dormir pedindo duas coisinhas: que a segunda listrinha do teste de farmácia aparecesse rápido e com força (sem espaço pra dúvidas, como da última vez) e que o resultado do beta fosse bem altão…! Dormi super agitada…sonhei que fiz o teste e deu negativo, sonhei que menstruava, etc, etc, etc…


Mas o dia foi bem tranquilo e, felizmente, as duas coisas que pedi aconteceram!!!!

A segunda listra do palitinho já começou a aparecer fraquinha junto com a primeira, logo nos primeiros segundos, e quando deu o tempo certo estava lá, toda gritante, mais escura e mais grossa do que a de controle… parecia até foto da embalagem, maior orgulho do meu xixi!!! hahaha
No começo da noite pegamos o resultado do beta e, de novo, sucesso: 3.561!!! (não tem como não comparar com o da gestação anterior, que estava em 300 e pouco..)

Também agora a noite comecei a sentir um pouquinho de cólica…sei que é normal nas primeiras semanas, mas tb não consigo não ficar preocupada – questão de (má) experiência, né?!

fecho os olhos e repito: “é normal, não é nada, vai ficar tudo bem!!!” em ritmo de mantra…

Resolvemos aproveitar que em dois dias vamos pro Brasil pra dar a notícia (só pra família próxima) pessoalmente!!! (Lucas fica fazendo bulling pq minha mãe é a última que vai saber…hahaha)


Mandei o beta pro médico por email e estou esperando ele me dizer pra quando marco o ultrassom – que é com ele e já conta também como primeira consulta!”


(27/05 – 2ª – 5s1d)

"Meu coração bate feliz"

E eu sei exatamente o porquê!

Ele bate feliz porque o seu bate forte! Porque o seu bate lindo e barulhento! Bate cheio de vida! E bate aqui, dentro de mim!!!!!


7 semanas e 5 dias; 1,3 cm; coração com 164bpm!



Caramba!!! Que loucura que é isso!!!
Dois corações em mim, dois ritmos, dois corpos, duas vidas e um milhão de litros de amor!

É tanta emoção que faltam palavras, então os deixo com as imagens!






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Estava muito na dúvida se vinha já contar ou se esperava mais um pouco… (afinal, o que são só mais 4 semaninhas?…rs)

Acontece que esse blog foi criado pra eu poder ficar mais perto das pessoas que deixei longe quando mudei de país, pra que elas pudessem acompanhar as mudanças, as novidades e as descobertas dessa nova vida…
E em se tratando de nova vida, esse “agorinha” é o momento mais cheio de novidades e o que eu mais quero compartilhar! Porque é um momento só de nós 4 enquanto família, sim,  mas é um momento que eu viveria grudadinha nos meus pais se estivesse lá do lado, ganhando um monte de mimos e carinhos da família e dos amigos mais próximos…
Como não dá pra ser assim, quero poder registrar aqui cada momento, cada sensação, cada história, cada medo, cada conquista, cada evolução… para poder voltar a ler e lembrar sempre, mas, principalmente, pra fazer com que esse momento não seja muito solitário, pra fazer com que meus tão queridos matem a curiosidade e se afoguem também no tantão de amor que tem inundado a vida por aqui!

E também porque tem sido cada vez mais difícil inventar temas aleatórios pra postar no blog quando tudo que me ocupa, me preenche e me faz sentido agora é esse assuntinho bobo! 🙂

Bem vindos à aventura!!!



(ps.: apesar de estar colocando no blog público, ainda não queremos sair gritando aos quatro ventos, por isso peço um pouquinho de discrição, ok?! Peço que, por enquanto, evitem comentários no facebook ou excessos de comentários na “vida real”…
Não vou divulgar o link desse post como sempre faço, de maneira que essa novidade linda vai ficar sendo segredo entre nós, só por aqui, ok?!?)


Beijos, beijos e mais beijos…(e mesmo com tanto beijo, juro que vocês não imaginam quanto amor pode caber dentro de uma pessoa só! (ou duas!? rs)