Prazer, Gabi.

Eu moro no silêncio.

Me alimento de vazio.

Me recarrego na solitude – no lado de dentro.

Quando falta espaço fora, eu crio.

Quando o fora sobra, eu piro.

Respiro um ar só meu, não gosto de dividir oxigênio.

Compartilho, isso sim, o colo. Ofereço suspiros.

Só expando quando posso introjetar primeiro.

Sou lenta, não peço pressa.

Eu paro pra ver. Estou sempre escutando.

Preciso aprender a desligar.Acho que já ensinei a esvaziar.

Quero guardar cada gota do que vivi. Tenho medo de não caber.

Tenho origem, mas não tenho raíz.

Me movo e procuro para não encontrar.

Quero tecer a cama das memórias sem grudar o futuro em minha teia.

Vou. Não sei ficar.

Vôo. E já posso pousar.

Ouve: sou feita de silêncio e música!

Dança comigo?

Qué pasó?

Como o tempo de ausência foi grande e a vida andou um tanto nesse intervalo, desta vez ao invés de fingir costume com o sumiço (ao qual este blog já está, na verdade, mais do que acostumado…rs) vou vir aqui dar uma atualizada nas coisas.

Desde a última vez que escrevi aqui, já mudamos de país mais uma vez! rs Depois de pouco mais de um ano e meio morando de volta no Brasil, eu e o Lucas já estávamos com bastante vontade de sair de lá (essa história pode dar outro post, topam?) e começamos a mexer os pauzinhos…rs Não demorou muito pro Lucas ser aprovado numa vaga no Google de Toronto (Canadá) e é aqui que vivemos, então!

Cecília chegou aqui com quase 5 anos e Dante com 2 e meio. A adaptação foi como sempre é…hahaha. Difícil, claro, mas nenhum bicho de sete cabeças pra quem já fez tantas… Dante ficou meio perdido com o processo todo, mas sem grandes crises. Pra Cecília essa deve ter sido a mudança mais complexa até agora – ela já tinha muitos vínculos que fizeram a distância doer! Diria que demorou uns 5 meses até as coisas estarem mais ajeitadas pra todos…

Agora, 1 ano e 7 meses depois da chegada, tenho dois filhotes bilingues que falam inglês melhor que eu (adoram me corrigir, aliás) e super adaptados à vida Canadense!

Quer dizer, agora, agora mesmo, tenho dois filhotes adaptados à vida dentro de casa, porque, né, pandemia!

Já passamos por quarentena bem fechada, a fase das pequenas saídas só ao ar livre, nas horas de ninguém mais na rua e agora Toronto já está na fase 3 de reabertura, então a vida tá, sim, voltando ao normal e estamos até vislumbrando volta das escolas em setembro. Veremos!

Outra novidade fresquinha é que vamos mudar de novo! HAHAHA

Calma, agora é só de casa (e tecnicamente, de cidade, porque vamos sair de Toronto e ir pros subúrbios…rs). Na prática isso significará escola nova, casa maior, piscina no quintal e amigos queridos beeem pertinho (com filhos na mesma escola e tudo).

Lucas continuará trabalhando de casa por provavelmente mais um ano, então achamos que faria sentido ir um pouquinho mais longe, pra desfrutar algumas vantagens…

Eu continuo trabalhando NA casa (rs), mas estou traçando novos caminhos que faço questão de voltar pra contar logo menos!


Manísoca está aqui, firme e forte! E velhinha! rs Já faz bastante tempo que ela não “quase morre”, a saúde tá ótima, mas ela já está pra fazer 10 anos e a idade está dando seus sinais no corpo… O coração aperta de perceber que ela está enxergando super mal, por exemplo, mas fica quentinho toda vez que ela vem se aninhar pertinho de mim! ❤

E acho que era isso que tinha pra atualizar!

Aos pouquinhos venho entrar mais nos detalhes e, logo logo, aparecer aqui será tão costume que a vida toda estará bem atualizadinha! hahahha

Beijos


“A volta do Malandro”

Já tem quase dois anos que eu não entro nessa página em branco do wordpress. Sinto um frio na barriga que tem sabor familiar, ainda que a ausência prolongada o traga com um tempero diferente.

Esse blog deixou de ser alimentado porque as redes sociais tomaram um pouco seu lugar, porque a vida tomou um pouco seu lugar…. Mas já tem um tempo que sinto uma saudade louca de escrever mais rotineiramente. Saudade de anotar aqui as coisas corriqueiras da vida, de ter esse espaço de compartilhamento mas, principalmente, de registro e memória.

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No começo desse ano eu havia decidido apagar esse blog, mas antes quis garantir ter guardado comigo tudo o que já postei por aqui. Como não encontrei nenhuma forma mais prática e rápida de salvar os posts em forma de texto, comecei a fazer manualmente, copiando post a post e, claro, aproveitando pra reler tudinho. Ainda estou vivendo esse processo (que vai longe, por enquanto só copiei o ano de 2011 hahahaha) – e talvez um pouco daí venha toda essa saudade e vontade de retomar.

Tem sido muito lindo reencontrar essa Gabi de quase 10 anos atrás. Recém casada, recém expatriada, ainda na faculdade, recém mãe da Maní, sem filhos, etc. Eu vou me reconhecendo em várias linhas, me estranhando em tantas outras… vou enxergando caminhos traçados e recordando de passos que eu já não lembrava de ter dado.

E aí que no meio dessa experiência e dessa vontade, uma amiga querida (conquistada justamente aqui nesse blog!), a Marina, abriu um grupo de escrita chamado “A memória dos dias”. Um convite para resgatar o hábito de escrever e registrar o agora. Uma trajetória de escrita afetiva, curativa e emocionante!

Amei a sincronicidade do convite e fui correndo participar!

Quando a Marina nos perguntou qual era nossa intenção no processo e quando nos convidou a ter um lugar especial pra fazer os exercícios da jornada, eu não tive dúvidas de que aquela era minha porta de retomada pra esse lugar aqui e que não há outro caderno ou arquivo em branco que mereça mais esses escritos do que o canto tão amado que é esse blog!

Então, sim, estou voltando pra casa! Pra registrar o banal, o mundano, o vivido, o sonhado… pra colocar meus mimimis de sempre, pra dividir as conquistas, pra guardar o agora nesse potinho de memórias!

Termino esse post como quem entra num lugar familiar que há muito não visitava… reconhecendo os cheiros, procurando manchinhas novas nas paredes e encontrando as marcas já conhecidas… Espero ficar bastante por aqui. Puxa uma cadeira, vamos fazer um chá? Acho que dessa vez vai ter bolo! Fica?

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{não pretendo voltar àquele padrão de divulgar os posts no facebook, mas se você é uma das poucas pessoas que acabou chegando a esse post por email ou por notificação do wordpress, bem vindo de volta! 🙂 }

“Risonho e terno”

Segunda feira dessa semana a Grazi , secretária da escola do Dante veio me contar que, sem querer, tinha descoberto (e adorado! ❤ ) esse blog!

Hoje a Pati, uma amiga querida, me disse que as coisas que eu escrevo plantam sementinhas que reverberam em forma de muitas coisas positivas… ah, que amor, gente!!!

E esses dois acontecimentos me deram força (e cara de pau) pra reaparecer aqui como se não tivesse sumido por tantos meses, sem me desculpar, justificar nem nada do tipo…

Vim continuar esse papo sempre tão bom que temos, como se ele nunca tivesse sido pausado… Vamos?!
E vou retornar contando que tenho usado esses tempos sombrios que estamos vivendo pra ter umas conversas muito lindas e importantes com a Cecília.

Enquanto eu acompanho os bafafás acabo abrindo vídeos barulhentos que chama a atenção dela. Ela vem correndo se pendurar em mim pra ver junto e, claro, as perguntas surgem: “porque ela está cantando “ele não”?”, “porque essas pessoas estão gritando?”

“o que é protesto?’ , etc…

E eu tenho tentado explicar pra ela o que está acontecendo…

Já disse que estamos em período de eleição, expliquei que estamos escolhendo presidente (entre outros), mas que está bem difícil porque há muita briga e muitas opniões opostas em jogo. Também contei que tem um homem querendo ser presidente e que tem muita gente – eu inclusive – achando que ele não deveria ser, porque ele fala coisas muito, muito erradas.

Claro que ela quis saber quais coisas (por sorte as perguntas vão chegando aos poucos e dá pra ir conversando devagar, explicando uma parte por vez…rs).

Conversamos então sobre racismo, sobre homofobia , sobre feminismo!

Sim, ela não tem nem 5 anos. E, sim, estou tendo essas conversas com ela.

Uso, claro, argumentos e vocabulários que caibam no seu entendimento e na sua experiência (aproveitando pra expandir um pouquinho onde dá) e tenho o apoio de um livro maravilhoso:

 

 

 

E sabe o que é mais legal?! Cecília adora esse livro, vive escolhendo histórias pra ler, mulheres pra conhecer… às vezes chega com várias de uma vez marcadas, ansiosa pra saber quem são…

E é ela mesma que está fazendo as associações das histórias dessas mulheres com os preconceitos que eu vou explicando, não eu, juro! Às vezes surge quando estou explicando um tema como as questões LBTQ+  (“sei, sei..tipo aquela menina que era um menino mas se sentia menina então era menina”). Às vezes é lendo a história à noite que ela se lembra da explicação da manhã…

É uma delícia ver a cabecinha dela funcionando, entendendo o mundo, entendendo o que é (ou deveria ser) justiça, igualdade, honestidade…

Hoje eu disse pra ela com todas as letras: “a coisa mais importante que eu quero te ensinar é respeito! Que vc respeite aos outros e que respeite a si mesma – pra também ter direito de ser respeitada!” ( tudo bem que foi depois de ela dar umas pancadas no Dante…ética é um negócio que a gente vai ensinando mil vezes ao dia, né?! hehehe)

 

Enfim, esse texto sou eu respirando fundo, encontrando força, comendo chocolate (como bem orientou a maravilhosa Eliane Brum nesse texto aqui, tão, tão necessário), dando um jeito de não ser engolida pela desesperança e pela tristeza!

As conversas com a Cecília (e em breve com o Dante) são um grande de jeito de fazer também algo pelo mundo, espero!

Esse blog é um jeito de fazer algo por mim. É o meu refúgio, mas também meu ativismo.

É meu lugar de gritar #elenão.

 

É minha casa e é uma delícia estar de volta ao lar!

 

 

 

“Flores e espinhos”

Hoje eu tive uma manhã difícil.

Gritei, briguei, bufei, saí de perto, tive vontade de chorar, senti muita, muita raiva.

Dos meus filhos. Por motivos totalmente questionáveis, tipo uma bagunça que dois dias atrás eu deixei ser feita e não arrumada. Uma bagunça que não me causou nada há dois dias, mas que hoje me tirou do meu “normal”.

Hoje eu explodi.

Gritei, briguei, bufei, “saí de perto”, tive vontade de chorar, senti muita, muita raiva.

De mim.

Hoje eu explodi.

Às vezes acontece. Cada vez menos já, ufa!

Essa explosões – por motivos questionáveis – começaram quando o Dante era bebezico.

Até hoje suspeito de uma depressão pós parto.

(Na verdade, com o tal bebezico beirando os 2 anos (sim, juro, ele tá beirando os 2 anos!) eu me pergunto se ainda dá pra chamar de “pós parto” esses “ataques de nervos” que me acometem às vezes.)

Estou me tratando, acho que já contei aqui que voltei pra análise há um tempo, lá atrás, quando percebi que as tais explosões eram minhas e não “por causa dos outros”. Desde então elas diminuíram muito, mas às vezes ainda acontecem.

E às vezes ao invés de vir como raiva, vêm como falta de energia ou como tristeza mesmo.

Quando ele vem, ainda é difícil sair do turbilhão. Por mais que eu perceba no meio da gritaria que não é com/pelas crianças que eu estou gritando, ainda não consigo respirar fundo e virar a chavinha, sair daquilo e voltar a ser mais “normal”. Sair do caos é lento, envolve muita respiração e uma mudança gradual de humores. Normalmente consigo chegar pra deixá-los na escola exausta e triste, mas já sem toda aquela raiva me revirando.

Hoje foi assim.

Quando me vi sozinha na rua, soube que não queria voltar pra casa, pra “cena do crime”; saí andando, precisava passar a tarde sozinha e longe da (minha) realidade. Acabei parando num café e fiquei lá lendo, terminei meu livro e me debulhei em lágrimas. Senti meu peito mais leve a cabeça latejando. Senti uma vontade louca de ir correndo abraçar a Cecília (a mais atingida pela tempestade matinal). Mas me segurei até a hora da saída. rs

Então, quando me viu de longe ela veio correndo com gosto, se pendurou no meu pescoço e me agarrou, parecia até que ela sabia do meu desespero! Que alívio! Que emoção!

Voltamos pra casa e passei o resto da tarde/noite pedindo – e ganhando sem pedir – muitos abraços e beijos dela.

Mais tarde, antes do banho eu precisava cortar sua franja e ela começou a insistir pra que eu cortasse o cabelo todo. Fui cortando e Cecília pedindo pra cortar mais e mais curto! Ela queria na altura da orelha e eu dizendo que não conseguia, que não confiava, mas ela continuava pedindo.
E aí me caiu a ficha: ela confia! Em mim! Totalmente!

Mesmo quando eu explodo. Mesmo quando “eu chovo” nela. Ela confia seu cabelo Chanel nas minhas mãos, como confia seu abraço no meu e sua vida inteira em mim!

Ufa!!!

Caramba!!!

Que forte isso! E que lindo e que rico e precioso e gratificante!
E que baita responsabilidade!

Escrevendo agora percebo que é porque ela confia que eu posso querer ser – e sou – melhor! Ufa!

O mínimo que posso fazer é tentar merecer e retribuir essa confiança, né?!

Por ela. Pra ela. Por nós. E por mim.

Que importante é ser amada e acreditada com tanto coração, não é?!

❤️

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O cabelo novo – que mesmo com muita confiança dela, não tive coragem de cortar na altura da orelha..rs

“De coisas naturais”

Prestes a completar um ano inteiro de chegada a São Paulo, tomada por reflexões sobre esse retorno com tanta cara de novo começo e sobre o longo caminho que tem sido a adaptação aqui, hoje fiz uma pausa.

Hoje olhei pra trás e fiz a homenagem, já há tanto planejada, para os dois anos que vivemos na Espanha:

Lá eu entendi que a vida é feita de ciclos, dentro e fora. Inverno, Primavera, Verão e Outono. Dentro e fora.

De começo, meio e fim. E (re) começo.

Quantos forem necessários.

Lá eu me apaixonei pelas roseiras com que cada primavera me presenteava, me diverti com a pouca neve e o muito frio dos longos invernos, reforcei meu amor pelo outono com seu céu de azul tão profundo e aprendi a me deliciar com as cerejas maravilhosas daqueles verões que beiravam o insuportável! rs

Aprendi a viver cada temporada com intensidade e a esperar sempre ansiosa pela próxima.

Dentro e fora.

O inverno pra se guardar, a primavera pra florescer, o verão pra se derreter e o outono pra se preparar.

Dentro e fora.

Experiências.

Ciclos.

Paixões.

Saudades e ansiedades.

O novo, o velho, o de novo.

Over and over and over…

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“Um retrato antigo”

Hoje eu fiz minha unha. Eu mesma fiz. Lixei, lustrei, tirei cutículas, passei base and pintei de vermelho! Tudo eu. E tudo hoje!

Eu tava com uma saudade danada de fazer isso. Sozinha. E em um só dia. E terminando o dia com as unhas vermelhas brilhosas! Sem precisar dividir essa tarefa entre todos os dias da semana, uma coisa por vez, nas poucas horas que podiam ser separadas pra isso, sem as crianças por perto (e terminando tudo quando a primeira parte já tá precisando ser refeita..rs).
Hoje consegui fazer tudo enquanto eles brincavam – primeiro sozinhos e depois com os tios.

Como eu disse antes, esse ano é ano de reencontro com a minha identidade. E fazer minhas próprias unhas é parte desse caminho. Pode parecer fútil, mas é parte de quem eu era antes de ser mãe.

E enquanto escrevia essas palavras aí em cima me dei conta de que tudo isso talvez esteja marcando, enfim, o final dos meus puerpérios! 
(Pra entender mais sobre esse final “tardio”, recomendo esse episódio aqui do podCast “GNH – Gerando Novas Histórias”)

Recentemente notei que há muito estou desconectada da minha maternidade, do caminho que comecei a construir lá atrás, das escolhas que fui fazendo e da mãe que eu gostaria de ser. Percebi também que essa desconexão é o principal motivo das travas que nos últimos tempos (anos?) bloqueiam textos deveriam ter estado aqui no blog.

Mas aí o tal puerpério veio chegando ao fim, eu fui me reencontrando comigo mesma. Os dois filhos estão passando as tardes na escola e eu estou “sobrando” com 3 horas “livres” quase todos os dias.

E é muito curioso: ser mãe de dois, pra mim, significou me afogar na maternidade. Estar O TEMPO INTEIRO sendo mãe de alguém – e de “alguéns”, no plural – me sufocou. Foi pesado. Foi difícil demais!

Mas foi esse mesmo tsunami que me trouxe a necessidade de voltar a ser outras coisas, além de mãe.

E agora que os dias estão mais fáceis – mesmo quando os pequenos estão aqui!  – que posso me reencontrar e me redescobrir outras coisas… Agora que eu estou voltando a caber no meu próprio tempo e no meu próprio espaço – mesmo que eu ainda não saiba muito bem o que fazer com eles …

Agora posso voltar a olhar pra eu-Mãe, olhar pra minha maternidade! Posso me reconectar com meus desejos, meus princípios, meus “planos maternos”!
Posso até voltar a escrever sobre isso tudo, vejam só!

Posso fazer minha própria unha AND ser uma mãe melhor AND escrever sobre ser mãe AND escrever sobre (AND) ser outras coisas! (o que, gente?!?!?!? voltei pra esse buraco antigo! hahahaha)

Que delícia de momento!!!

ps. importante:  esse texto foi totalmente inspirado pelo incentivo de um amigo querido, escritor (e empreendedor e pai) que eu admiro DEMAIS e que voltou a me colocar nesse lugar de “escritora”, que eu tinha também perdido nos meus caminhos dos últimos tempos … Ferdi, acho que nunca vou poder te agradecer o suficiente por isso, mas, serião: Obrigada!!!!!

“As águas de março “

Ontem com essa mensagem querida da minha querida Silvinha tomei um balde de água fria que me fez perceber que já passamos da metade de março e meus planos pro “ano novo” estão ainda engatinhando como se fosse…ano novo?! rs

Então esse é aquele post clássico em que eu não escrevo nada, mas venho aqui dizer que vou escrever!

Prometo! rs

Tem um texto de retorno bem especial e quase pronto que vai sair semana que vem.

E tem uns outros planos que eu prometi pra mim mesma que esse ano vão deixar o status de “planos”!

Prometo!(2)

E, olha, eu sei que “blog já era”, que a onda agora é textão no Instagram e tal.. mas essa aqui é minha casa, meu canto onde recebo tantos Queridos, onde me exponho pros Curiosos e onde pentelho os mais Pacientes… esse é meu lugar especial e vai continuar sendo assim!

Prometo! (3)

E já que o post é clichê, termino com a pergunta batida: “quem me acompanha??”

rs

Beijos

“You’re shaking my confidence daily”

Então que no dia 24/01 dona Chinchila completou 4 aninhos de vida!

E eu que fiquei esperando o texto perfeito chegar, acabei não escrevendo nada…

Tá delicioso DEMAIS acompanhar a minha menina se tornar cada dia mais menina!

Ela tá tão crescida, tão moça… parceira, conversadeira, boa de papo, solta, cheia de amigos e amigas, suas relações próprias, externas a nós, nos fazendo babar com sua imaginação admirável, adorando nos ajudar em tudo e ser a irmã mais velha!

Mas ainda tem seus momentos de oscilação e de vontade de voltar a ser a bebê da casa… aí haja manha, haja bagunça pra conseguir nossa atenção… e haja paciência, né?!

Os 3 anos foram bem difíceis por aqui! Foi uma fase de muita mudança – das mais concretas até as mais subjetivas – e, claro, ela sentiu e expressou!

E eu também! rs

Os 4 anos chegam com cada vez menos dessas oscilações aí de cima, cada dia um pouquinho mais fácil que o anterior… e eu me pego voltando a babar muito nas deliciosidades dela! Ufa!! Que gostoso também esse reencontro!!

Te amo tanto, tanto minha bichinha! Feliz aniversário por escrito atrasado!

Que você continue deliciosa e terrível! E que precise e queira os meus abraços pra dormir melhor por muuuuuuitooooo tempo ainda!

“Um vestido novo e colorido”

Janeiro quase acabando, ainda dá tempo de post de ano novo?? rs

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A minha palavra em 2016 foi Confusão – da vida prática e de tudo aqui dentro também. Muita confusão! Me perdi do meu caminho, das minhas metas, dos meus planos, da minha forma de maternar, de algumas capacidades… me perdi de mim! Foi forte e foi doído!

A de 2017 foi Retorno – pro Brasil, pra análise, pra algumas coisas “no devido lugar” e, principalmente de desejos.

E decidi que 2018 será meu ano do Reencontro!

Com os tais desejos que voltaram a brotar ano passado. Com hábitos antigos queridos (voltei a ler esse ano!! E quero ler muuuitoooo mais! E quero MUITO voltar a escrever!). Reencontro com o que tem me feito falta.

Reencontro comigo mesma e com todas as Gabis que estão borbulhando aqui dentro!

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Decidi colocar o Dante na escola agora em fevereiro (a ideia inicial era esperar ele ter 2 anos e começar em agosto) e apesar de isso contrariar meus planos prévios, estou muito satisfeita com a decisão e ansiosa para o momento em que terei umas horinhas livre a tarde (além de ser apaixonada pela escola e ter certeza de que ele vai amar estar lá!)

É como eu disse pra uma amiga: um enorme leque de possibilidades está se abrindo em frente aos meus olhos! rs

Planejo ir a médicos, dentista, cinema, academia, trabalhar num projeto antigo, fazer as unhas, etc, etc…

Planejo, acima de tudo, me escutar, me respeitar, me cuidar e me reencontrar!

Pode parecer muito pra 3 horinhas diárias, né?! Mas tô tão precisada que sei que essas horinhas serão mágicas!

Me aguardem!  😉

Alguém mais querendo traçar esse caminho no ano novo?? Quem me acompanha?