“Pivete”

Eles (nós) dormiram hiper mal a noite. Não dormiram (mimos) a soneca de sempre durante o dia. Tentei aproveitar o dia escuro e curto pra colocar todo na mundo na cama bem mais cedo. Janta, dente, pijama, história, mamá… Tudo parecia correr bem, mas, aparentemente, Dante resolveu não dormir NUNCA MAIS NA VIDA dele. E, claro, incita a irmã a se rebelar junto! Olhem as caras de meliantes!

Eu sei que deve ser um daqueles saltos de desenvolvimento dos brabos, o bichinho tá aqui andando pela casa inteira, enrolando a língua tentando imitar sons, aprender novas palavras, uma belezinha e tal… E eu sei que vai passar! Mas oh, eu bem que chorei de desespero hoje, viu?! e não foi só uma vez! rs

 

Depois de ser abandonada na cama pelos dois que fugiram do quarto às gargalhadas, me rendi, vim aproveitar pra blogar (e saber das novidades bombásticas da política brasileira! rs) enquanto os dois não conseguem decidir se estão animadões correndo pela casa ou exaustos chorando em cima de mim! (tudoaomesmotempoagora, claro!)

 

Ah! Pelo menos, apesar do caos aqui dentro, hoje o dia foi decisivo e produtivo nas pendências dessa vida de recomeçar outra vez…

 

 

“Together we’ll survive”

De vez em quando me bate uma saudade brutal de vir aqui escrever amenidades, de vir contar meus planos, escrever meu diário, dividir com vocês meu fim de semana, nossas, conquistas, etc.

Só que do jeito que a vida está, tem faltando tempo pra isso aqui, infelizmente… Às vezes, aliás, me sinto bem incompetente de não conseguir direito dar conta do blog “só porque agora tenho dois filhos”… tanta gente por aí tão cheio de filho e dando conta de tanto mais coisas do que eu, parece…rs

Mas a verdade é que essa coisa do “agora tenho dois filhos” mexeu comigo de uma maneira muito intensa. Me desestabilizou de um jeito que eu não esperava. E o trabalho de botar tudo de volta no (novo!)  lugar está sendo árduo e longo. Sigo nele, claro!

 

Já contei um pouco aqui das dificuldades dos últimos meses e outra hora venho contar mais… Porque pode não parecer por esse começo melodramático de post (rs), mas hoje o texto é pra falar de leveza e encontros!

Lucas acabou de passar duas semanas do outro lado do mundo, lá na China! Duas semanas em que morremos de saudades do papai e em que eu fiquei sozinha com as crias por aqui!

E, não vou mentir, eu estava bem assustada com essa perspectiva! Com medo do cansaço,  claro, mas mais do que tudo com medo da intensidade desses dias que seriam 24h intermináveis emendando em outras 24, depois outras 24, sem nenhum respiro, sem nenhuma mão extra… Tava com muito medo de pirar (mais ou de novo? rs), de perder o estoque de paciência logo nos primeiros dias e tudo virar de cara uma grande merda, enfim…

Mas agora que sobrevivi a esses 13 dias infinitos deu vontade de vir aqui contar que foi bem menos difícil do que eu tinha imaginado – tudo nessa vida é uma questão de perspectiva, né?! hehehe)

Foi cansativo pra caramba! Foi intenso demais!

Tivemos crises alérgicas com amigos precisando correr na farmácia pra mim as 11 da noite. Tivemos (ainda temos, no caso) bebê doente passando algumas noites praticamente em claro. Tivemos brigas e muito choro. Mas tivemos também amigos acolhedores – obrigada!! E tivemos uns momentos lindos de calmarias entre nós 4 (Maní incluída!). Uma coisa de eu de repente olhar em volta e perceber uma paz no ambiente, com cada filho “lendo” um livro num canto, ou brincando na sua – às vezes até juntos mesmo! ❤ E de muitas vezes encontrar a paz estando simplesmente junto deles três! ❤ ❤

 

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Nesses dias teve um Dante, diretamente do seu posto de rei da fofura, conquistando novos feitos, me mostrando como está crescendo, saindo de um hiper salto de desenvolvimento mais maduro, mais capaz e, como pode?!, mais fofo!! rs

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Teve uma Cecília sentindo muito a falta do pai, muito carente de colo de mãe. E que também deu um salto incrível nos últimos dias! Uma coisa linda de conseguir nomear sentimentos, de conseguir pedir colo ao invés de jogar qualquer coisa no chão (sim..teve muito disso tb..rs), de pedir seu lugar de “bebê da mamãe” enquanto estava também toda trabalhada em ser companheira, me ajudar muito, cuidar do irmão…tão crescida! Tão figura! Tão gostosa!

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No final do sábado, enquanto Lucas já estava no avião chegando por aqui, saí com os dois pra tomar um lanche e fiquei admirando o que tinham sido esses dias… Orgulhosa demais dos meus dois amores!

 

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E orgulhosa demais de mim, também! Porque um negócio que tenho cada vez mais claro é esse: quem dita o clima aqui de casa sou EU! Mesmo que um esteja doente e o outro impossível, ou um com sono e o outro com fogo no rabo, ou os dois chorões… quem dita o caminho para qual essas coisas vão caminhar, sou eu! Eu posso entrar no clima péssimo e deixar o caos se instaurar ou posso conseguir contornar a bagunça (nem que seja só a emocional às vezes) e terminar o dia com um pouco de paz! Óbvio que não tenho assim tanto controle de tudo o tempo todo – especialmente o controle de mim mesma, acho…hehehe – mas tenho estado mais consciente dos meus sentimentos e das minhas reações  e notado uma diferença enorme no rumo das coisas com os pequenos!
Espero conseguir trabalhar e evoluir mais nisso!!

E espero voltar mais nesse blog! Mesmo!

Aliás, tenho duas novidade enormes no forno… mas por enquanto vou deixar todo mundo curioso!!! ;P

Beijos e obrigada pela leitura sempre carinhosa e paciente!

“Vou excluir você do meu facebook”

Já perdi a conta de quantas vezes, desde que engravidei, respondi perguntas sobre o ciúmes da Cecília…

Costumo dar uma resposta meio padrão (mas verdadeira…rs) tipo “ah, ela tem, né?! Normal.. nada grave..”
Mas deixa eu contar uma coisa aqui pra vocês: eu descobri que muito mais do que ciúmes do irmão, Cecília tem “ciúmes” é do meu celular, das redes sociais, dessas coisas que insistem em nos roubar do aqui e agora!


Notei que 90% das vezes em que Cecília fazia arte pra chamar a atenção eu não estava – como espera o senso comum – me derretendo de amor e atenção pro caçula… não! As melhores estratégias dela de “para o que tá fazendo e olha pra mim” vinham (vêm, na verdade) quando eu estava/estou é muito da distraída no celular!

Fiquei mal quando percebi! rs

Comecei a olhar de vez em quando a cena de longe e ver que muitas vezes eu estava lá com meus filhos,  mas sem estar ali na verdade, sabem?!
Comecei então um processo de (tentativa) de desintoxicação!

Mas, olha, não é fácil se livrar desse vício! Rs

No começo eu vivia me enganando que tava funcionando, mas não tava! Aí tomei medidas drásticas (hahahaha) e na ida pro Brasil apaguei o facebook do meu celular! (porque no fundo o facebook é o que toma mais tempo e me prende numa atualização de feed sem fim)

Foi ótimo, foi fácil, não senti (muita) falta… mas nas férias é fácil ficar desplugada, né?!

Em uns 10 dias de volta pra casa e eu já tava entrando, várias vezes por dia, no facebook pelo Safari do celular, mesmo sendo uma porcaria! rs
Enfim, percebi que tinha recaído (reconhecer o problema é sempre um primeiro passo, né?! rs) e por isso agora tô aqui me comprometendo publicamente (hahahaha) a ficar limpa de novo! 😝

E fazendo essa provocaçãozinha: quanto tempo de convivência real sua vida virtual tá roubando de você e das pessoas a sua volta???

“Disfarçando as evidências”

Continuando a linha de sincericídeo à qual este blog foi introduzido aqui, hoje venho publicar um dos textos mais difíceis que já escrevi.

Um texto que está entalado faz um uns bons meses. Extremamente honesto, doído, que tem boas chances de ser visto com maus olhos por algumas pessoas – e eu lido mal demais com esse tipo de coisa, gente, morro de medo do que os outros vão pensar, sou franga, odeio discussões e etc ..rs

Então peço algumas coisas: que tenham paciência pro textão, que leiam com o coração (ou não leiam) e que sejam delicados nas “avaliações” e possíveis comentários …
Dito isso, vamos pro lado feio da força (rs):




Eu sempre ouvia e lia as mães de dois ou mais filhos falando sobre como a maior dificuldade do segundo pós parto era a saudade do mais velho e a culpa por não poder dar a ele a atenção que gostaria de dar, portanto era isso que eu tava esperando que acontecesse por aqui…Mas não foi o que aconteceu.
Quando o Dante nasceu o Lucas não estava trabalhando e minha mãe veio passar umas semanas com a gente. O plano era que os dois ficassem focados  na Cecília, pra que ela fosse super acolhida e eu pudesse me dedicar bastante ao bebê.

E a inocente aqui super acreditou que seria simples assim, que Cecília ia querer aproveitar muito a vó e o pai e ia esquecer que tinha mãe. Mas, óbvio, não foi.
Nos dois primeiros dias até que ok… mas logo acabou a graça da novidade e ela passou a exigir e precisar de mim normalmente, como sempre tinha sido até então.

Acontece que eu estava vivendo naquela bolha linda e maluca com meu recém nascido e eu não queria sair dela! Queria ficar ali, aninhada com ele e não precisar fazer mais nada da vida.

Só que as demandas da Cecília me faziam constantemente ter que sair da bolha. E quase toda vez que isso acontecia eu sentia raiva.

R-a-i-v-a !

Da minha filha de menos de 2 anos e meio que só queria a mãe dela.
Pah! Toma essa!
A raiva trazia também, claro, culpa. E vergonha.

Eu me sentia um monstro!

Nunca ninguém tinha me contado que eu poderia sentir isso! Eu me perguntava: “porque ninguém me avisou de um negócio tão forte assim?? Será que só eu sinto??Cadê a saudade de que todo mundo falava?? Cadê a vontade de ficar lá com a mais velha??”

Não tinha! Eu só queria meu bebezinho! Eu só queria ser deixada em paz com ele.

Era, claro, uma coisa nada racional. Tô falando aqui de um sentimento profundo, de um negócio meio de bicho mesmo, instinto de preservar o mais indefeso, sei lá…

Racionalmente eu sabia que a Cecília precisava de mim, então eu saía da tal bolha para atende-la, mas a raiva ia comigo, a empatia não chegava e eu me sentia um lixo.

Acho que o Dante já tinha mais de um mês quando, conversando com uma amiga, descobri que eu não era a única mãe a sentir isso. E, putz, que alívio!!!

Essa descoberta me fez poder aceitar tal sentimento como ele vinha, até pra poder processa-lo e lidar com ele de outra forma. Depois fui conseguindo falar um pouco sobre isso com outras pessoas e assim fui descobrindo que é um sentimento meio comum, mas muito tabu – provavelmente por isso ninguém tinha me avisado, né?!
Tão tabu que eu fiquei meses com esse texto entalado, precisando sair – mas sem encontrar coragem pra soltar …

Porém eu tenho certeza que o “ninguém me avisou sobre isso” foi um fator de muito peso em tudo o que eu vivi. Então sinto que agora eu preciso compartilhar. Preciso avisar (a quem interessar possa..rs) que isso pode acontecer e que sentir-se assim não te transforma em um monstro!

Afinal, sentir “tá liberado”. É no agir que a gente deve se cobrar, né?!
Aos poucos as coisas foram se ajeitando por aqui, eu fui me reapaixonando e me reconectando com a Cecília… eu conseguia sair da bolha ou conseguia encontrar espaço na bolha pra ela também!

Não que a gente viva agora num mar de rosas diário…rs Como diz a querida Daiana, puerpério é mar de lama – e o meu ainda não acabou… E maternidade é um negócio difícil à beça…

Mas estou aqui, diariamente buscando o equilíbrio nessa nova dinâmica de familia maior. Alguns dias encontro mais, outro menos. O importante é saber que há espaço pra todo mundo – e digo “espaço”, porque do amor pra todos eu sempre soube e nunca duvidei! 😉

 

“Let it Go”

Sim, esse “let it go” que você tá pensando… da princesa de azul cantando no gelo! rs

Porque hoje eu tava assistindo Frozen com a Cecília e tive um insight..

Sumi do blog porque tô sendo o pai da Elza pra mim mesma: “não sentir. Não deixar saber”

Por medo de julgamentos, por medo de condescendência alheia, por vergonha e por sei lá mais qual sentimento eu não vim aqui escrever sobre como estão sendo meus últimos meses. Porque eu não podia vir aqui e mentir, mas também não podia vir escrever a verdade – “não sentir, não deixar saber”


Acontece que escrever nesse blog é minha melhor maneira de processar e lidar com as coisas. E tem feito uma falta danada poder vir aqui e dizer: tá f@d&, gente!

Porque é muito cansativo, porque não sobra nem um segundo do dia em que eu não sou mãe de alguém, porque muitas vezes parece que eu não dou conta de ser mãe de dois, porque tá punk demais ser mãe de uma menina de dois anos toda difícil e ciumenta enquanto também tenho que ser mãe de um bebê fofoleto e suas demandas bebezisticas, porque tá sendo muito diferente do que todo mundo tinha dito que seria, porque tem dias que são tranquilos e outros que são infernais, porque eu já não me reconheço na minha maternidade (e às vezes nem na minha humanidade), porque parece que sempre tem alguém chorando nessa casa (e às vezes esse alguém sou eu, claro!rs), porque eu já não sei mais o que é puerpério, o que é dificuldade real, o que é questão minha…
Enfim, voltei pra análise, tô tentando me cuidar, me encontrar… e parte disso é poder sentir e poder escrever (num blog público, o que significa “deixar saber”)

Uma hora quero vir aqui contar melhor cada parte daquela lista ali em cima… Hoje eu só queria mesmo dizer (pra mim mesma, provavelmente) que tá tudo bem sentir essa dificuldade toda!

E que o sorriso deles juntos pode não compensar tudo e nem deixar os dias infernais de repente lindos, mas que são uma delícia, ah, são!

“Se faltar o vento, a gente inventa”

Sexta feira começaram as férias da escola da Cecília. Sábado minha mãe voltou pro Brasil. Segunda feira (vulgo amanhã) Lucas começará num novo trabalho (longe de casa).

Junte tudo isso aí e conclua que amanhã é que sentiremos o “agora é que são elas” nessa casa! A partir de amanhã estarei sozinha o dia inteiro com as duas crias.

(Só não totalmente sozinha porque depois de muita insistência de todo mundo resolvi concordar com contratar ajuda de uma faxineira todas as manhãs – porque todo mundo insistiu e porque eu notei que não daria mesmo conta de casa, comida, roupa e filharada toda! Não por enquanto, pelo menos…  =/ )

 

Enfim, não vou mentir: tô com medo de como será! rs

Cecília tá difícil, teimosa, fazendo de um tudo pra chamar a atenção (normal e esperado, né?! mas não por isso menos difícil…)

Dante está tendo boas crises de cólica – aliás, gezuiz!, que judieira isso de cólica, minha gente!!

E aí que já temos os momentos que nós três os dois entram em crise ao mesmo tempo, então tô aqui imaginando como será quando não tiver ninguém mais em casa pra me nos acudir!

E tô respirando fundo e tendo boas conversas com meu cérebro problemático que nunca lidou muito bem com bagunça e barulho e perda de controle… Coitado… rs

 

Ah! E sabem aquela imagem linda e serena do binômio mãe-bebê curtindo em paz a lua de leite! Há!!!
Substitua-a por essas circunstâncias contadas acima. Agora some a busca por uma nova faxineira. Agora a busca por uma nova escola pra Cecília. E ainda, a busca por uma nova casa.

Sim, estamos de mudança em pleno puerpério. Olhem que idéia de gênios! Há!

Suave… imaginam, né?!

 

Ainda bem que meu marido assume a dianteira das coisas – mesmo que ele o faça achando que meu problema é falta de sono e excesso de preguiça só.

Enquanto isso tô aqui, tentando sobreviver ao dia a dia nesse mar de (lama) hormônios e leite e sono e cocô amarelo e “terrible two” e brincadeiras e hormônios e cocô fedido e leituras e gritos e um calor dos infernos e choros e carências e hormônios e alergias e carinhos e músicas barulhentas e chamegos e lágrimas e mudanças e.. e… e… e…

deu pra entender mais ou menos, né?!

 

Mas olha, gente, agora que parei pra escrever e considerando isso tudo aí, diria até que vou muito bem, obrigada!! rsrs

E vocês, como estão?

🙂

 

“Não dá pra falar muito, não”

Essa noite sonhei que eu e o Lucas estávamos visitando aquela que seria nossa nova casa, recém construída, ainda vazia e cheirando a tinta. Era uma mansão enorme e incrível, com 8 pias no banheiro, pra cada um escolher qual quer usar em qual circunstância e, no quintal, uma espécie de parque de diversões com uns brinquedos muito malucos e divertidos! Mas o mais legal dessa casa era que quase toda a volta dela dava diretamente pro mar, como se ela fosse uma ilha. E de uma das varandas principais, esse mar dava pro Brasil! A gente chamava da janela e nossos amigos e familiares apareciam na praia do lado de lá pra dar um oi, ver a gracinha nova da Cecília ou até dar um mergulho e vir nadando nos visitar! Imagina que sonho?! ❤

Hoje faz 5 anos que nos mudamos do Brasil pela primeira vez. O que significa também que faz pouco mais de 1 ano que estamos morando aqui na Espanha.

Ao longo desses anos escrevi sempre sobre esse nosso aniversário, alguns post que eu gosto muito, aliás e  vocês podem ler aqui, aqui e aqui.
Mas já notaram que eu escrevi pouquíssimo sobre a vida na Espanha?

 A verdade é que eu, que me achava A ADAPTADA, expatriada de profissão (rs), não me adaptei completamente aqui.

Não consigo explicar racionalmente a saudade que sinto do Chile, porque não deve mesmo ser racional, afinal, aqui a qualidade de vida é melhor, é mais seguro, vivemos num bairro que parece de mentirinha de tão charmoso e todas aquelas vantagens famosas de se morar na Europa. Mas a verdade é que deixei um tantão do meu coração lá e esse tantão certamente faz falta pra que o aqui possa me conquistar de vez!

Como eu já disse, essa coisa de se saber tão longe ainda pega forte pra mim.

Sei lá, é psicológico mesmo..rs. Mas era muito mais fácil este longe do meu país e das minhas pessoas quando eles estavam mais perto e mais acessíveis.

Enfim, esse poço de emoções descontroladas que sou eu agora (hahaha) não tem um post emocionado sobre o aniversário de hoje. Acho que não me abri o suficiente pra aprender coisas com a vida na Espanha e vir aqui escrever sobre os aprendizados do último ano. 

O que sim fica claro pra mim é que não importa  quantos anos passem, cada um deles é contado, é sentido e é significativo quando se trata de mudança, de distância e de vida nova – adjetivo, aliás, que parece nunca perder o sentido e o frescor nas aventuras do lado de cá!

“Fenix”

Fiz um coisa muito feia, dessas que não se faz, hein?!
Vir aqui dizer que a Maní tava doente e não voltar nunca mais, nem pra responder comentário, nem pra dar novas notícias…que feio!!! Não se faz! Desculpem…

Pois então deixa eu contar que depois daquele dia Maní deu duas belas pioradas, nos deu belos sustos…
Passei dias de pesadelo – acordada e dormindo – em que eu oscilava constantemente entre a esperança da melhora e a quase certeza que a perderia… Foi horrível!!! Muito!!!

Mas aí, contra todas as expectativas das veterinárias e graças aos esforços delas – e nossos e do nosso veterinário do Chile, minha bolinha começou a melhorar!
Sem conseguir fechar diagnóstico, partimos pra antibiótico “de prevenção” – também conhecido como chute – e acertamos! Ufa!!!
Ela está em casa, ainda não 100%, mas melhorando devagarzinho, a cada dia, recuperando peso, brincando, comendo, roncando, voltando a pular e andando quase normal…!!!
Eu demorei uma semana pra acreditar que de fato o pesadelo tinha acabado e agora parece mesmo que sim, ela está estável – mas vou confessar que ainda tô toda traumatizada, verificando se ela tá respirando mil vezes por dia, pra contar o mínimo…rs

Então que tudo isso aí me fez entrar na concha e não querer sair muito, não…

abreparentêsisnomimimi (mas se faz necessário aqui um agradecimento importante aos amigos que foram me resgatar na clínica veterinária, que cuidaram da Cecília enquanto eu limpava sangue do chão da casa, que nos distraíram e alimentaram – Isa e Marcelo, vocês não sabem como foram fundamentais pra eu não desabar naquele fim de semana!!!! E também aos aí do outro lado que torceram, perguntaram, se preocuparam, rezaram…obrigada!!!!) fechaparentêsis

Além disso, me bateu um bode de blogs, de internet, de redes sociais… – o que, curiosamente, segundo o app TimeHope costuma me acontecer todo ano por essas semanas de agosto…vai entender!

Mas pesadelos, bodes e nóias a parte, o que importa é isso aqui oh:

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Foto de hoje!

Beijos!

“Na frigideira”

Eu achava que o calor que passei em São Paulo no último verão era insuportável.

E que Santiago tinha um clima duro de 4 estações do ano super bem definidas.
Eu achava que uma 34° era máximo que o (meu) corpo humano podia aguentar de calor.
Eu achava que 30% era uma umidade relativa do ar bem baixa.

Eu achava que ar condicionado era frescurinha.
E que humidificador de ar era exagero.
E que o problema de São Paulo era a combinação entre calor+umidade.
Mas, sabem como é… Vivendo – e viajando – e aprendendo…
E tô aqui, vivendo meus dias aos 40°C, com 11% de U.R., sentindo vontade de chorar cada vez que alguém me diz “em agosto é pior!”, ligando o ventilador pra sentir apenas ele jogar mais ar quente na minha cara…
E com uma chinchila que nem dorme e nem come direito, de tanto calor – não só ela, né?!
Tá tão calor que não dá vontade de comer nem chocolate. E se eu resolvo comer, 2/3 dele fica grudado na embalagem. Tão calor, aliás, que tenho que guardar meu chocolate na geladeira – o que pra mim sempre foi pecado capital! Tão calor que o biscoito no meio do Twix tá borrachento e o caramelo, líquido.

Tão calor que a tolha de banho parece que está sempre saindo da secadora.

Tão seco que não precisa passar pano no chão se cai água acidentalmente

Que quando eu abro o filtro pra encher de água, vem um vapor quente de lá de dentro.

Tão calor que não dá pra dobrar as pernas. (pq elas grudam e escorrem, sabem como?!)

Mas tão seco que, apesar dos 41°, a gente transpira pouco.

Tão calor que eu reclamo mais do que quando estava nos finalmentes da gravidez. E que até o Lucas tem reclamado um monte.
Tão calor que estamos pensando em nos mudar – pra um lugar que tenha ar condicionado, mesmo amando nosso ap atual…
Tão terrível que a Maní só aguenta duas corridinhas por dia – dentro de casa!

Que o parque diário ficou impossível! E a melhor parte do dia são as brincadeiras com água na varanda – coberta, claro!
Tão calor que descobrimos, acredite se quiser, que é melhor deixar as janelas fechadas, pro sol não entrar – lembrando que tem sol até mais de 10 da noite!

Tão calor que no dia em que a máxima chegou até os 35° eu comemorei a delícia de dia fresco que fazia!

Mas, aparentemente, ainda não tá calor suficiente pra Cecília resolver sair de cima de mim! Hahahaha
  

Juro que não pra acreditar que no inverno fará muito mais frio do que fazia em Santiago…

E juro que, não importa quanto frio faça, não vou reclamar dele!

Porque não pode ser pior do que agora!

Porque tá difícil. .. Justo agora que eu estava (estou) tão encantada com a nova vida aqui, na terra das roseiras mais maravilhosas que já vi!!!

  

(Ah! Juro também que foi antes dessa dificuldade toda começar que meu coração ficou apertadinho de saudades de “casa”… Depois volto pra contar – e chorar!rs)

“Pensei que era moleza”

Eu achei que chegaria na Espanha e contaria tudo aqui no blog: a viagem, as primeiras impressões, os primeiros apertos e encantamentos; mais ou menos como fiz quando cheguei no Chile, só que melhor.
E eu realmente gostaria de fazer esse registro, porque, afinal, guardar tanta história boa é a segunda melhor parte desse blog (sem dúvida a primeira são os relacionamentos que comecei e/ou reforcei através dele!).

Mas quando fiz esses planos, tinha me esquecido de um pequeno detalhe…(se bem que do alto dos seus quase 80cm, não é tão pequeno assim…rsrs): a Cecília!
Eu não contava com uma bebéia que desde que chegamos quase não consegue dormir a noite, que, se deixar, troca todas as refeições do dia por um bom e velho mamá, que agarra nas minhas pernas e chora absolutamente desolada se preciso deixá-la 2 minutos no chão “sozinha” quando ela não tá querendo solidão, que acorda no meio da noite e chora assustada, num desespero absoluto!!
Enfim, não tá fáceo, gente!!

Continua delicioso, claro, mas oh, tem hora (dia?!rs) que é punk, viu?! Credo!
Mas como a menina é esperta, ela também está indo muito bem na arte de aprender novas gracinhas, novos charminhos e novas artes pra derreter meu coração de volta, quantas vezes forem necessárias no dia, não importando nem a temperatura negativa lá fora! 😉

(volto logo pra responder os comentários, contar mais e etc.. Prometo!)
Besos!

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Eu tentando ser criativa pra conseguir fazer janta! rs
(Ela durou menos de 3 minutos aí, antes de voltar a se lamentar nas minhas pernas…)

Aliás, alguma outra sugestão??
(recebi tantas boas na história dos sapatos que agora vou sempre perguntar! Hehehe)