"se adianta tomar uma aspirina"

Já escrevi outras vezes sobre as amarras que precisamos soltar nessa vida de expatriado, e sobre aquelas que continuam bem firmes e amarradas – AQUI, por exemplo.

Curiosamente, a questão da saúde é a que “mais pega” nesse sentido. Acho que por hábito e cultura, mesmo…

Penei um monte até encontrar um ginecologista aqui que correspondesse minimamente à minha expectativa de “mas eu amava tanto minha médica no Brasil..”! Tô há séculos sem consultar alguns médicos que sempre precisei com frequência, como oftalmo, porque me dá a maior fadiga ter que procurar aqui um desconhecido (aí prometo marcar pra quando for pro Brasil e, lógico, nunca dá tempo nem de pensar nisso!)

Farmácia então…nem se fale!
Sempre foi um dos meus passeios favoritos (hahahahhaha! sou meio hipocondríaca, já contei?? rs), mas aqui tem bem menos graça!
Sempre vou pro Brasil com uma listinha de coisas pra trazer e vira e mexe, peço um complemento pra alguma visita que vem…

Dá só uma olhada:



Todos esses aí na tampa são “importados”! rs
Seja porque aqui não existe, ou porque eu não encontrei um similar, ou porque eu não confio no que indicaram aqui…ou por puro apego à marca mesmo! Minha “farmácia particular” ainda é, majoritariamente, brasileira!

Pode parecer frescura (e provavelmente é! hahaha), mas vejam só esse exemplo:

Na última gripe que tive, lá nos idos de 2012, cismei que PRECISAVA de vick vaporub! Dei google e vi que aqui não tem… Achei na farmácia um ungüento milagroso que, teoricamente, substitui o vick.

Milagroso porque, “fijense” em quantas coisas juntas ele trata!!! Parece aquele óleo de peixe espada que vendiam no trem! hahaha



Pra aproveitar a função bombril (aaahhh, que saudade de bombril!!!) do ungüento, eu passava ele direto no nariz, aí já hidratava a pele judiada pelos lencinhos também…
Apesar de estar ok com o amigo milagroso, meu coração brasileiro falou mais alto (hahaha) e em dezembro, lógico!, trouxe um pote de vick vaporub pra casa!!! Mó feliz!!! rs

Só que desde então eu não tinha ficado gripada, e o vick ficou esquecido no fundo da caixa de sapato farmácia…

Até que esse sábado caí de cama (só não literalmente porque ando atolada de coisa pra fazer) com uma gripe mutante terrível – dessas que engana que vai melhorar pra, em seguida, te derrubar em outra onda maldosa, sabem?! E, acreditem, só ontem me lembrei do tesouro escondido…rs

Peguei o vick fechado e pensei bem..será que valia a pena abrir? Afinal, o ungüento dos milagres estava ao alcance das mãos…aberto… e ainda hidrata a pele! rs

Abri! E passei que nem eu passava o outro: besuntei todo o nariz, beeeemmm besuntado! E fui pra cama!
Quando o Lucas chegou eu estava com tudo ardendo!!! Sem conseguir me mexer muito (porque o ar do movimento fazia arder mais), com os olhos lacrimejando, a cara toda vermelha (segundo o Lucas) e, juro, meio abestalhada! (sabiam que vick dá barato?!?!?!?! hahahahahaha)

Lucas me mandou ir lavar o rosto (nem fui! rs) e depois aplicou o negócio como deveria ser…



E sabem qual foi a lição que eu aprendi?!
Não era frescura!!! Vick é infinitamente melhor que ungüento dos santos!!!! Tão, mas tão melhor, que é mais forte do que minha pobre cara quase chilena estava preparada pra receber…. hahahaha

Fim da história!


Como o texto já tá gigante, outro dia entro no tema das comidas…e do medo que tenho de acabar tendo filho com cara de Chocolícia!!! hehehe


Besos


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"Um banho de arruda todinho cruzado"

Já tem algum tempo que venho pensando que preciso me benzer (ou tomar banho de mar, ou de sal grosso, ou qualquer outro equivalente menos religioso de tirador de zica! rs) mas hoje eu tive a comprovação master disso! 
Vou narrar minha manhã e vocês me dizem se concordam ou não…rs

Tinha que ir de manhã pro abrigo dos gatinhos e resolvi ir de ônibus. 
No segundo farol que o ônibus pegou, um engraçadinho vindo do outro lado resolveu passar no vermelho mas por sorte (?), com uma freada violenta, por MUITO POUCO o motorista evitou a batida! Todos assustamos, mas ninguém se machucou… seguimos em frente.
Mais 5 minutos andando, o ônibus entra numa rotatória, vem outro engraçadinho sem noção e…BUM!!! Dessa vez não deu pra evitar, bateu mesmo!!! Foi o maior susto!! Quando conseguiu se “desgrudar” do ônibus, o outro carro saiu correndo, fugindo; nosso motorista anotou a placa dele, verificou se todos estavam bem e nos garantiu que chegaríamos ao nosso destino!
O problema é que na minha frente estava sentada uma gravidona, naqueles bancos que vai de costas pro caminho, sabem?! 
Dois sustos desses, seguidos, foi demais… ela começou a passar mal… tremia muito e chorava… Fomos, eu e uma outra moça, ajudar a coitada… Soubemos que ela tinha mais de 7 meses de gravidez, mas ficamos tranquilas ao ver que era só nervoso, mesmo! Chegou no meu ponto e eu desci, deixando minha água e meus lencinhos com elas…

Cheguei no abrigo, cumprimentei os gatos que moram na garagem e entrei na casa. Menos de 5 passos lá dentro e… swift!.. escorrego em uma mescla super agradável de cocô e vômito! Delícia!! 
Saí de novo e fui lavar o tênis na mangueira (préstenção que esse “sair e entrar” implica em uma quase luta com milhões de gatos querendo sair pela porta!!!)
Pé “limpo”, voltei, falei com a galera e fui abrindo todas as janelas do lugar! (as noites já estão super geladas por aqui, por isso fica tudo fechado a noite, mas de dia esquenta um pouco e o cheiro do abrigo de manhã é meio irrespirável! rs) Entrei no quarto dos “aislados” pra abrir também e..tam! dei de cara com um gatinho morto!! Justo um que estava com a mãezinha e ontem parecia bem… Aliás, ontem perdemos duas gatinhas (duas!!!), já tava bom pra mesma semana, né?!
Aí foi um pouco demais pra mim e deixei escapar umas lágrimas… =/

Mas a zica ainda não tinha terminado! Ela precisava ser fechada – ou batizada – com chave de ouro amarelo!

Um pouco depois disso estou eu na pia, lavando os potes de água e sendo acompanhada por 4 gatos!
Acontece que um desses 4 é o Torneira, um gato mimado que ama uma água corrente! Ele sempre nos espera na pia e quando nos vê com potes na mão, já sabe que a alegria vai começar e vem todo pimpão!
Mas hoje ele não estava sozinho, seu território-pia foi invadido e ele estava tendo que revezar a vez na amada torneira com outros 3 – aí foi demais pra ele!!! 
E como ele resolveu isso??? Fácil! 
Preparar, Apontar, Fogo: shiiiiiii! maior mijada territorial, super bem direcionada…. à minha pessoa!!!! 
Juro que eu lavei na mesma hora, mas vou dizer que voltei pra casa com cheiro de trem lotado no final de um dia verão 40 graus, saca?!
E, sim, voltei de ônibus! hahahahaha



Depois disso tudo, resolvi ficar bem quietinha, pra não correr muito mais risco…

Mas quase queimei a janta!

Hahaha


Preciso ou não preciso tirar a nhaca?!?
(não tô falando do fedô! já tomei banho e lavei a roupa!! hahaha)



Envelheço fora da cidade!

Hoje é aniversário do Júnior-da-Sandy. É aniversário do Zeca Baleiro.
E é aniversário da pentelha que vos escreve! Hehehe

Estamos no Deserto do Atacama, perdendo o fôlego muito mais pelas belezas do que pela altitude – juro!

O dia começou as 4h30 da manhã e ainda não terminou… Delícia de aniversário muito bem acompanhado e muito bem ambientado!!!

Estou sem computador aqui, por isso por enquanto vou ficar devendo as histórias, fotos e dicas da viagem… E devendo, especialmente, os agradecimentos a todo o carinho que recebi on line durante o dia…

Juro que na volta respondo com a dedicação merecida a cada um!

Por agora, aquele “muito obrigado” geralzão!!! rs

Beijo


"Tem um japonês trás de mim"

Conclusão do dia de hoje: sempre dá pra ser turista!


Mesmo tendo mais de dois anos de Santiago, hoje fiz pela primeira vez um tour pelo centro da cidade e, apesar de já conhecer muitas das histórias, aprendi um monte e conheci um ponto de vista diferente sob essa cidade que eu adoro!

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Foi na lua de mel que descobri meu jeito favorito de fazer turismo: walking tours!!!

Alguns meses antes da nossa viagem o Lucas tinha conhecido o New Europe, uma empresa que faz walking tours por várias cidade da Europa. Gostamos do esquema, então toda cidade que passávamos, procurávamos por eles!!
Fizemos os tours em Paris, Londres, Edimburgo e Dublin! Muito legal!!! ( e com todo tipo de clima: sol, chuva, neve!! Nada atrapalhou…)
É sempre assim: existe um tour principal, que passa pelos pontos mais conhecidos e importantes da cidade e é de graça – no final você pode dar uma caixinha pro guia se quiser (a maioria dá); e depois há outros tours mais específicos, com bairros especiais ou temas definidos. Esses você tem que pagar, mas é sempre barato e vale muito a pena!

No ano passado quando fomos pra Nova York, encontramos um grupo parecido, o Free Tours By Foot, e com eles fizemos uns 6 tours nos dias que ficamos lá! Também recomendo!

Eu gosto muito desse esquema porque você faz tudo a pé (eu adoro andar!), passa pelos pontos principais conhecendo as histórias dos lugares, descobre uns “causos” mais escondidos e desconhecidos no meio do caminho, pega dicas importantes com o guia e já aproveita e vai se localizando melhor na cidade. 
Depois do tour você já sabe quais lugares chamaram mais atenção e pode escolher pra onde quer voltar, onde quer entrar e o que quer conhecer melhor…

Na maioria das vezes você pode optar por tour em inglês ou espanhol e é incrível a variedade de pessoas e nacionalidades que fazem o passeio! (me divirto tentando decifrar os idiomas que cada grupo usa entre si!!)

Os guias geralmente são jovens, muitas vezes estudantes de história ou arte, que falam das coisas com bastante entusiasmo e, especialmente nos free tours, com bastante dedicação, se esforçando pra merecer melhores gorjetas ao final!
Acho infinitamente mais legal do que passeios explicados com “audio-guide” (tipo naqueles ônibus) ou guias velhinhos entediados por repetir mil vezes a mesma história. E muito mais instrutivo do que andar pela cidade sozinho acompanhando algum mapa ou livro-guia!


Quando chegamos em Santiago eu só conhecia a opção do ônibus da Turistik e nunca tinha me interessado em fazer, optei em ir andar observando o mapa mesmo e pronto.
Só que há alguns meses descobrimos uma nova opção, o Free Tour Santiago e recomendamos que alguns amigos fizessem… eles fizeram e gostaram!

Hoje, aproveitamos a visita dos meus sogros e fomos lá conhecer o passeio pessoalmente!
Eu gostei bastante! Serviu pra reafirmar meu encanto com a cidade e com esse jeito de fazer turismo!

Então, já sabem: quando vierem pra Santiago, ou quando forem conhecer qualquer outra nova cidade por favor, ignorem a empresa chata, batida, cara e aproveitadora de brasileiros (hahahahha), procurem essas maneiras alternativas de olhar ao redor – e já aproveitem pra ficar um pouquinho mais em forma! hehehe

E, uma idéia!, que tal procurar um tour desses na própria cidade em que você vive??? 
São Paulo mesmo, tem umas coisas muito interessantes que acabam ofuscada pelas chatices do dia a dia e esquecidas pela maioria dos paulistanos…


ps.: juro que não é post patrocinado, ninguém me pagou nada pra fazer propaganda! hahahaha
É que eu gosto MESMO do esquema! 😉

Beijos!

"Nunca mais eu tive paz"

Ai gentiiii…
Não é fofoca, é dado conhecido: nós andamos brigados, meio de mal e tal..

Mas ele é f@d^,  né?!

Difícil ficar brava por muito tempo…


http://www.youtube.com/watch?v=1whWMptK27Q


Essa é o tipo da coisa que me faz querer MUITO dar só uma corridinha ali no Brasil e já volto!

2013, nego trabalhando com robô e comendo proteína enlatada e nada de inventarem o maldito teletransporte!
Garanto que é culpa dessa eliteclassemédiaroubandodinheirodagentenoamendoimqueservenoavião! Garanto!

Humpf!

Nalgum Lugar

Lar
Lá em Casa
Hogar
Home
Cafofo
Ninho

Não importa como você prefere chamar, não importa o idioma que você usa: você certamente conhece a sensação.

Pode ser uma presença especial, pode ser um cheirinho de bolo assando, pode ser a recepção apaixonada de um bichinho, pode ser o toque de um cobertor macio de tão velho… pode ser tudo isso junto.

E pode ser tudo isso separado!

Vida de pais separados desde sempre, sempre foi vida de múltiplos lares – a minha, no caso…rs

E a gente vai crescendo e os lares vão se multiplicando ainda mais… vem uns pedacinhos novos de lares pra você chamar de seu: o lar coletivo na faculdade, lar da melhor amiga, o lar do namorado (que depois pode virar a casa dos sogros)…

E aí você se apaixona e a vida faz seus caminhos pra que tudo dê certo.. e um dos primeiros frutos dessa paixão acertada é o lar compartilhado…
E foi assim que meu marido se tornou meu lar!

E seguindo os caminhos, minha “multiplicidade laral” (hahaha) virou internacional e nós viemos construir nossa casinha do lado de cá da Cordilheira!

E lar que é lar é aquele que dá uma aquecidinha no coração só de você pensar nele… é o lugar pra onde você quer voltar desesperadamente depois de um dia difícil… é pra onde você quer correr quando o coração dói, ou pra onde você quer ligar quando a barriga dói…

Eu tenho a sorte de ter vários! Mesmo!

O único problema dessa história toda é que lar, lar de verdade, é lugar de onde você até sai quando tem que sair, mas sempre deixando um pedacinho dolorido de você pra trás…


Né, não?!