“Melhor ainda é poder voltar”

Depois de três anos sem cruzar a Cordilheira, finalmente cá estamos nós outra vez, em Santiago!

Viemos passar uma semana, rever uns amigos queridos e conhecer os novos membros das família deles! ❤️

Eu estava mega ansiosa, há anos (3, provavelmente! rs) morro de vontade de voltar pra cá… sabia que seria emocionante, mas está sendo mais forte do que suspeitava!

Já tive mil crises de mini choro, a começar no avião, enquanto cruzávamos a Cordilheira, depois chegando no meu bairro, entrando em casa, fuçando nas coisas dos armários… reencontrando minha vida daqui!

(deixamos nosso apê do jeitinho que estava, alugamos mobiliado por 2 anos e no último ano ele está no Airbnb)

Eu tinha um certo medo de chegar aqui e me decepcionar, descobrir que o amor todo que sinto por esse lugar estava, na verdade, nublado por nostalgia e boas memórias, mas que nada…

Ao contrário, viver Santiago com eles, tem sido ainda mais encantador!

A chegada foi muito curiosa: ao mesmo tempo que tinha aquela sensação de “nossa! 3 anos sem vir aqui! É tempo demais!”, em pouquíssimo tempo estava me sentindo em casa!

Absolutamente em casa! Descobrindo o que estava diferente ou não e o que tem de novo no bairro, me decepcionando com o estado de algumas coisas da casa (que raiva das pessoas que não cuidam!!), mas com o coração “em casa”, como se eu nunca tivesse saído daqui, como se tivesse apenas passado umas férias curtas em algum outro lugar…!

Ao mesmo tempo, tem essa sensação tão nova de olhar meus filhos brincando nessa sala e me emocionar muitíssimo! Meus filhos na minha casa, no sofá onde estourou a bolsa no parto da Cecília, no quarto que decoramos com tanto carinho, na minha cozinha da geladeira preta, na minha varanda amada! Que cenas mais lindas!!!

Que delícia andar por essas ruas com eles (e descobrir que minha birra com as calçadas de Sp não é só birra! rs), ir virando as esquinas em puro estado de reconhecimento!

Que falta faz a Maní, que por tanto tempo foi minha companheira fiel nesses percursos!

Isso sem falar na coisa linda, linda que é sentar com os amigos e sentir que estamos continuando a conversa de outro dia – ainda que o assunto seja todo de “atualização dos últimos tempos”! rs

Que coisa importante que é vir ver de pertinho – e cheirar e apertar – as crias dessas pessoas tão especiais pra gente e pra nossa história!

Que saudade imensa vou sentir de tudo isso quando essa semana acabar! ❤️❤️❤️

Ê dureza que é essa vida de ir se expatriando sem parar..rs

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“Que é pra me dar coragem”

Maní me ensinou a ser mãe.
Me ensinou a ter filha. Me ensinou a educar respeitando as particularidades do outro indivíduo que ela é. Me ensinou que tem coisas que a gente faz com o coração apertado, mas que tem que fazer.
Fez as minhas voltas pra casa sempre mais divertidas e as saídas sempre doloridas.
Me fez ver que casa arrumada é balela, que importante mesmo é casa feliz.
Me fez perder um monte de nojinhos. Me ensinou que quando filho não come é a mãe quem chora.
Me mostrou que meu marido é também um excelente pai, que pode ser firme (às vezes só ele consegue fazer ela comer), que sabe brincar, que sabe educar e que sabe amar muito!
Maní me ensinou o que é o amor entre mãe e filha.
Foi minha adaptação no Chile; me resgatou pra que eu me mantivesse eu mesma nessas terras extrangeiras.
Me ensinou a olhar profundamente no olho de outro alguém e deixar sair tudo que há dentro do meu coração.
Me ensinou a amar sem vergonha e com intensidade.

Maní foi o primeiro pedacinho chileno do meu coração!

O primeiro de muitos, porque o Chile não parou nunca de me conquistar!

A paixão pela Cordilheira logo virou amor e muitos outros amores surgiram depois disso…

O Chile foi o lugar onde nossa recém formada família floresceu – chegamos cheios frescor e curiosidade e fomos logo fisgados!

Foi onde cheguei cheia de inocência e sonhos, onde quebrei um pouco a cara e aprendi a reconstruir… foi também onde vi sonhos se tornarem melhores na realidade.

O Chile foi o primeiro lugar em que o Lucas era tudo o que eu tinha (antes de ganhar os amigos e o resto da família) e onde nossa relação se fortaleceu e fincou bases sólidas e profundas.

Foi onde brincamos pela primeira vez de dar nossa cara pra nossa casa. Foi onde vivemos um presente repleto de novidades, onde sentimos saudades do passado e onde fizemos tantos planos pro futuro.

Aliás, o Chile me trouxe o gosto mais profundo da saudade, de um lado ou do outro da Cordilheira. Portanto, o Chile me derreteu e me ensinou a viver de coração dividido.

Lá eu aprendi a conhecer outra cultura, a respeitar as diferenças; a admirar o novo e a reconhecer o comum entre (meus) dois mundos.

No Chile descobri uma outra vida, diferente da que eu vivia e diferente da que eu imaginava que viveria.
Eu fiz amigos-irmãos que levarei pra vida toda!

Foi onde tantas vezes eu me perdi e me reencontrei.
Onde renasci.
Onde pari.
Onde “morri” menina e despertei mulher, depois mãe.

O Chile foi meu Lar com letra maiúscula.

Mudar pro Chile me ensinou o significado de “desapegar”, de “deixar ir” e de amar à distância. Mudar do Chile foi tipo “exame final” nessa matéria.

Do Chile levei os dois melhores presentes que a vida poderia me dar: minha filhas!

E é por isso tudo, e tanta coisa mais, que os dois estarão pra sempre comigo – agora literalmente!!
Gravados na pele, do lado de fora, como já estavam na minha alma!

“Pra me dar coragem pra seguir viagem”

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“O traçado da Cordilheira como eu via da minha janela terminando no nome da minha amendoizinha!”

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(mandei a ideia e umas fotos pro Luiz e ele fez a arte e a tatuagem! Clicando no nome você será redirecionado pro facebook dele! )

E um ps. importante:

Apesar de a tatuagem não ser diretamente pra eles, eles também estão nela: Cecília está no colorido – antes dela existir eu não aceitava cores nem na minha casa (nada que fugisse no branco, preto e vermelho), quanto mais pra sempre na minha pele! Pica pau sem dúvida trouxe colorido pra minha vida!
E o Lucas foi quem me deu isso tudo aí em cima, né?! O Chile, a Maní, a Cecília… Tudo fruto da existência dele na minha!
=)

"Consta nos mapas"

Parece clichê essa história de que “meu marido é minha base, meu suporte, minha segurança, minha estrutura”.
É clichê mas é verdade, né?!

E no meu caso não é só porque ele tem 2,03m de altura. Nem só porque quando ele me abraça tudo volta ao lugar certo. Ou porque ele é o prático e racional da família.

É por tudo isso, sim, mas é ainda mais literal! Porque, é impressionante: TODAS as vezes que ele vai viajar e eu fico sozinha em casa com a Maní o chão treme!! Literalmente “todas” e literalmente “treme”!!!




É batata: é só estar sozinha que tem um temblor mais fortinho (ou fortão)!!!
E eu já sei disso… tanto que sempre fico na dúvida entre trancar a porta (afinal, estou sozinha) ou não (afinal…e tremer??) rs
Eu já sei, mas não deixa de me impressionar: eita conexão, hein?! Conexão entre nós dois e conexão de cada um de nós com esse país!
O Chile simplesmente sabe, ele sente a ausência dele e minha solidão… e fica tão vulnerável em sua própria estrutura quanto eu fico na falta dele… 
Acho lindo! rs
(pelo menos enquanto não vier não vier um terremoto fortão de verdade! E enquanto as viagens do Lucas forem curtinhas! hahaha)

"Consta nos mapas"

Parece clichê essa história de que “meu marido é minha base, meu suporte, minha segurança, minha estrutura”.
É clichê mas é verdade, né?!

E no meu caso não é só porque ele tem 2,03m de altura. Nem só porque quando ele me abraça tudo volta ao lugar certo. Ou porque ele é o prático e racional da família.

É por tudo isso, sim, mas é ainda mais literal! Porque, é impressionante: TODAS as vezes que ele vai viajar e eu fico sozinha em casa com a Maní o chão treme!! Literalmente “todas” e literalmente “treme”!!!




É batata: é só estar sozinha que tem um temblor mais fortinho (ou fortão)!!!
E eu já sei disso… tanto que sempre fico na dúvida entre trancar a porta (afinal, estou sozinha) ou não (afinal…e tremer??) rs
Eu já sei, mas não deixa de me impressionar: eita conexão, hein?! Conexão entre nós dois e conexão de cada um de nós com esse país!
O Chile simplesmente sabe, ele sente a ausência dele e minha solidão… e fica tão vulnerável em sua própria estrutura quanto eu fico na falta dele… 
Acho lindo! rs
(pelo menos enquanto não vier não vier um terremoto fortão de verdade! E enquanto as viagens do Lucas forem curtinhas! hahaha)

"Sem vergonha e sem juízo"

Não sei se é preconceito velho, romantismo exagerado ou territorialismo bobo, mas esse ano estou muito mais sensibilizada com a data de 14 de fevereiro do que sempre estive com o 12 de junho…

 Não, meus caros, dia 14 de fevereiro não é só “o dia dos namorados no Estados Unidos”…
Aqui, por exemplo, hoje é día de San Valentín, é día de los Enamorados, día de la Amistad y del Amor!

Pode ser que seja só uma estratégia comercial mais inteligente, mas eu simpatizo bem mais com esse dia mais “abrangedor”.

Diferente do dia dos namorados no Brasil, hoje não é dia de os solteiros cortarem os pulsos (ou encherem a cara fingindo que não estão nem aí..rs) porque estão sozinhos. Hoje é dia de celebrar o amor em todas as suas formas!
Na minha timeline do facebook, por exemplo, já vi declarações de amor pra marido, namorado, amiga, gato, cachorro, porco (rs)…e apareceu até uma ilustração fofinha de duas poltronas namorando (?!) hahahaha





Hoje é dia de dizer pros amigos o quanto eles são amados, dia de apertar os peludos da casa e dar um beijo mais especial (mesmo que o peludo seja seu pai ou marido! hahaha), dia de comprar flores, comer muito chocolate e mandar cartões fofos pra quem quiser!

Ano passado meu Día de San Valentín foi estragado por um babaca que resolveu roubar meu celular. Humpf!
Esse ano nada parecido vai acontecer! 

Por isso tô aqui, pra desejar pros meus amados amigos um lindo día de la amistad!
E, não contem pro Lucas, tô também preparando uma noite gostosa e romantiquinha!

Aproveitem aí o dia pra adoçar a vida um pouquinho! Todos nós merecemos um dia desses! =)



Besotes!




"(não) somos números – uhú, ahá"

Pode chamar de boba, babaca o lo que sea…

Mas acabo de ficar mó feliz por ter sido “censeada”!!!

Pensa: o último censo feito no Chile foi em 2002 – que parece que foi outro dia, mas já faz 10 (sim, DEZ) anos!
Nós só vamos ficar nesse país por 2 anos.

E por alguma manobra do destino (exagero? hahaha), o novo censo caiu justo nesse 2012 nosso – do Chile e do casal aqui! 
Fora que a moça resolveu passar no meu prédio justo numa quarta feira (único dia da semana em que fico fora o dia todo), mas tocou minha campainha exatamente 3 minutos depois que eu cheguei em casa!


Não posso deixar de considerar que exista algum tipo de “sorte” no fato de que, apesar da nossa rápida passagem pelo “país tripa”, não vamos passar em branco, estaremos oficialmente nas estatísticas chilenas – pelo menos até o próximo censo!

Não é lindo?! hehehe






"Vai chover, de novo"

Uma das coisas que eu mais gosto em Santiago é a quase inexistência de chuva.

Porque dormir com barulhinho de chuva é uma delícia, mas acordar e ter que ir pra faculdade debaixo dela, passando o dia todo com o pé molhado e tendo que “nadar” pra atravessar certas ruas, além de ser desagradável, já fez parte do meu dia a dia por muitoooos anos! Chega, né?! rs

Pois bem, neste fim de semana Santiago está em “alerta amarilla” pela quantidade de chuva que se espera.
Em abril tivemos um dia chuvoso – em que choveu 15 milímetros – e foi meio caótico, com vários lugares alagados, comunas sem luz, trânsito maluco… essas coisas quem em São Paulo fazem parte da rotina….

Pra esse fim de semana se estava esperando 60 milímetros de água! O povo estava meio em pânico…rs
A cidade não é nada preparada pra chuva! Nada! Os pisos não tem inclinação pra água escorrer (nem na rua, nem nos shoppings, nem em lugar nenhum, arrisco..rs), os bueiros não tem quase vazão nenhuma – e estamos no outono, o que significa milhões de folhas no chão!!! Ou seja, mesmo que chova muito menos, quando acontece, o caos é igual ao das tempestades aí…

Mas o que me impressionou nesse fim de semana foi a mobilização da cidade pra esperar os 60 milímetros!
O governo estava soltando uns pedidos pra que a população só saísse de casa se fosse necessário, colocou equipes de resgate e “desentupimento” em alerta e plantão, fez limpeza e prevenção nos lugares que mais alagaram em abril, montou num estádio um albergue que vai acolher, durante todo o fim de semana, o contingente de moradores de rua que não conseguirem vagas nos albergues já existentes…
Achei tudo muito legal!!! Espero que funcione na realidade e não só nas notícias, né?!

Ah! Quando chove o coração aperta ainda mais pelos milhares de “perros callejeros” que existem nesse lugar… =(
 
Hoje o dia todo ficou feia e chovendinho, nada de tempestade… Pelo que eu li, eles esperam o pior pra essa madrugada, o que eu acho ótimo… no quentinho da minha cama, com a trilha sonora perfeita!

Vamos acompanhar….rs




ps.: enquanto eu escrevia esse post a luz acabou e demorou horas pra voltar, atrasando a postagem…rs

"do lado de baixo do Equador"

Já descemos mais de 1.800km (de carro) e amanhã começamos a subida de volta…

Até agora temos 1.240 fotos!

Saímos de Santiago na segunda feira, dia 02, fizemos nossa primeira parada em Temuco, no dia seguinte Los Angeles e Valdivia, depois Osorno, Entrelagos, Vulcão de Osorno, Puerto Varas, Frutillar, Puerto Montt…hoje atravessamos pra Ilha de Chiloé e já conhecemos Ancud, Cucao e Castro!

É tanto lugar que vamos confundindo os dias, as ordens dos passeios, o que tinha em cada lugar, etc…
Essa é a vantagem de estarmos em grupo (somos 4) fazendo uma viagem longa: ela nem acabou ainda e já estamos relembrando os passos…rs

Muita paisagem bonita e diferente, muita gente simpática, várias experiências novas, muito calor, muitos insetos (malditos Tábanos!!!!!!!!!), muita comida boa – especialmente peixe, muito peixe! – agora um pouco de chuva, MUITA estrada… e um Chile todo novo e diferente do que eu considerava “chileno”!
Experiência mega importante nessa vida de expatriada, explorando mais e mais da tirinha querida que é esse país! (pena que é uma tira muito comprida e difícil de percorrer de ponta a ponta…rs)



Por enquanto vou ficar devendo fotos porque o wi-fi do hostel aqui em Castro está muito ruim…
Aos mais curiosos deixo um convite: dêem um pulinho lá no GoogleMaps pra ver o traçado da nossa rota enquanto esperam nossos pontos de vista!


Beijos e ótimo 2012!

Derrubando com assombro exemplar

Parece que hoje o Planeta Terra acordou com o mesmo humor que eu.
A diferença é que ele descarregou, eu ainda não!


http://www.latercera.com/noticia/nacional/2011/11/680-406712-9-sismo-de-56-grados-richter-afecta-a-zona-centro-sur-del-pais.shtml


http://www.latercera.com/noticia/mundo/2011/11/678-406857-9-fuerte-sismo-de-67-grados-richter-afecta-el-centro-de-bolivia-y-norte-de-chile.shtml

http://www.emol.com/noticias/nacional/2011/11/22/513901/sismo-de-mediana-intensidad-se-registro-en-la-region-de-coquimbo.html


"És mãe gentil"

Qualquer um que tenha irmãos, especialmente mais novos, já sentiu; e os que não sentiram, já viram nos filmes:
“meu irmão me irrita, é uma praga na minha vida, castigo eterno que meus pais me deram, etc, etc, etc… Mas ai de quem se atrever a fazer algum mal pro meu irmão!!! Não sobra nem pedacinho pra contar história, acabo com ele! Falar mal e agredir irmão meu, é privilégio MEU!!!”

Essa semana tive algumas brigas feias com o Chile e tive vontade de voltar correndo pros braços do Brasil. Quem diria, depois das intermináveis comparações de como minha vida é melhor por aqui…

Claro que nos momentos de raiva nem pensei que o Brasil tem uma burocracia terrível, que a violência em São Paulo é medonha, que o trânsito é um pesadelo…
E se nesses momentos alguém se atrevesse a tentar me lembrar alguma dessas coisas, tomaria na cara! Sem dó! Onde já se viu, falar assim do meu país?
Porque nessa semana o Chile é todos os nomes mais horríveis que eu conheço e o Brasil é minha lembrança boa, meu irmão que precisa ser protegido pra que possa me proteger.

Eu e o Lucas não temos planos de voltar a morar no Brasil e me ocorreu, durante essa semana de ódio ao Chilito, que esse plano carrega uma vantagem que eu nunca havia notado. 
Morar fora do Brasil preserva em mim um país “lar”, um colo pra eu ter pra onde voltar em momentos de briga, uma imagem bonita, nostálgica até, desse nosso país tropical, imagem que pode ser despida dos medos, preconceitos e críticas.

Acho que é parecido com quando a gente sai da casa dos pais. Já estamos na vida adulta, cada vez com menos espaço pessoal na casa que parece que não comporta tanta gente grande, irritados com o espaço e cansados das pessoas… 
Nesse momento a melhor parte de sair é poder querer voltar depois. Não voltar de vez, mas voltar pra visitas específicas, pra matar a saudade repentina da comida da mamãe, da camisa bem passada pela empregada, do cheirinho de amaciante na cama limpa, das músicas escolhidas pelo pai…
Saber que ali não é mais seu lar de verdade, mas que é onde sempre estará uma parte da sua história e uma fatia imensa do seu coração.

Imagina então quando essa “casa dos pais” fica justamente nesse “Brasil”?

É bom ter vontade de voltar, é maravilhoso saber que você pode voltar (não consigo nem imaginar a angústia dos exilados), mas talvez, nesse momento, o mais importante seja não precisar voltar. Ter a segurança de que tudo isso está lá me esperando pra quando eu quiser ou precisar e continuar sendo forte pra resolver meus problemas (e minhas raivas) por aqui mesmo, sem correr e desistir de tudo e ficando muito bem com o abraço do marido e o skype com a mãe – colos deliciosos, diga-se de passagem!