“Só nos resta aprender”

Não sei se vocês viram, mas está rolando nas redes sociais a campanha “#SetembroAmarelo” pela Valorização da Vida, campanha de conscientização sobre o suicídio.

Um dos movimentos dessa campanha foi a seguinte “corrente” do facebook:

Comente um “💛” e eu te falo algo que acho bonito em você. 

#SetembroAmarelo
Eu não costumo entrar nessas brincadeiras de “corrente”, mas essa eu já achei fofa logo de cara!  Achei bonita a proposta de oferecer um elogio. Achei lindo e acolhedor isso de oferecer ao outro um olhar gentil sobre si!

Aí minha curiosidade falou mais alto e acabei comentando o 💛 lá no post de uma amiga.. e foi tão gostoso receber a resposta e acompanhar as outras respostas que ela tava dando…que fiquei com vontade de postar também!

Demorei ainda um dia pra postar porque fiquei com medo de não ter controle sobre quem viria comentar, medo de não conseguir responder pra todos…

E então percebi que ter que procurar algo bonito nos outros seria também um excelente exercício pra mim… abrir nosso olhar pra beleza é tão importante quanto desafiador, afinal!!
E, gente, que delícia que está sendo!!!

Ontem e hoje terminei meu dia respondendo os 💛 postados! Olhando pra cada pessoa que comentou e colocando em palavras o que admiro nelas! E como se o exercício em si já não fosse bom o bastante, ainda estou recebendo respostas cheias de carinho e gratidão!!
Isso está me fazendo um bem tão grande que vocês nem imaginam!!!

Tanto que me deu vontade de fazer mais disso!!!

Me deu vontade de fazer disso um projeto, mas ainda não sei bem como…

me lembrei do que o Pedrinho fazia no “A Olho Nu“, quando além de fotografar, fazia aqueles textos maravilhosos sobre as mulheres retratadas…

Pensei em algo do tipo: te mostro em imagem e em palavras o que vejo de bonito em você! O que vocês acham da ideia???  Aceito e preciso de opiniões e sugestões !!!rs E, quem sabe, parcerias!!

Ah!! E deixo, claro, o convite pra vocês também fazerem esse exercício por aí! 

“Deixar o seu amor crescer e ser muito tranquilo” – 3 meses


3 meses dele – que me ensina tanto sobre leveza que parece até ironia, ou no mínimo um paradoxo, chamá-lo de “Gordinho”…

Mas, digam aí, com essas bochechas, essas dobras e esse queixo duplo, adquiridos a base de muito leite materno (❤️), vou chamar ele de que? “Peso Pena”?? Hehehe
Te amo, meu porcaria!!! 

Obrigada por cada vez que você me traz à superfície pra respirar! ❤️

“Deixar o seu amor crescer e ser muito tranquilo” – 2 meses

Filho:
Hoje você faz dois meses de vida! 2 meses inteiros vivendo ao nosso lado, completando nossa família e me deixando apaixonada!

Essa semana me dei conta de que estou vivendo e sentindo um clichê: faz só dois meses que você chegou, mas é como se você estivesse sempre estado aqui! Eu te amamento com a sensação de que fiz isso minha vida toda (e não contam os 22 meses que amamentei sua irmã, to falando de amamentar VOCÊ mesmo!). Você reclama e eu sei porque é. Você sorri e eu sei porque é. Eu passo por perto e você me prende com o olhar. Eu me afasto, você me chama.

É como se já nos conhecêssemos perfeitamente. E desde sempre!

Que loucura isso, filho! E que amor!!!
É claro que eu sei que ainda me surpreenderei muito com você, que ainda aprenderei muito… Que viveremos juntos muitas “primeiras vezes”… E que ainda terei muito Dante pra conhecer…

Mas por enquanto estou (estamos!) curtindo muito essa fase dessa simbiose maluca – com uma leveza que só conheci depois que você chegou! 

Que venham muitos mais meses deliciosos assim!!
Parabéns, meu amor!!!

“Um brilho cego de paixão e fé” (parte 4)

(começa aqui)

Talvez porque eu já tivesse um carinho por aquela sala, não sei, mas, nossa, eu me sentia bem naquele lugar! Coloquei minha música, arrumei minhas coisinhas pra comer e beber, fucei em tudo que me deu curiosidade – tava divertido, tipo chegar num quarto novo de hotel bacana…não fosse o nariz entupido, a tosse e…ah! o trabalho de parto! Hehehe
Descemos pra lá era perto das 00:30h. Nesse ponto o Lucas já estava cuidando do aplicativo das contrações, então nem me lembro mais que ritmo elas tinham, mas sei que já tinham ritmo de TP mesmo!  E me faziam me mexer mais cada vez que vinham! Me mexia embalada pelas minhas músicas – aos olhos da equipe, eu dançava…rs

Logo que chegamos no quarto fizemos um cardiotoco – sem fio, então eu podia me mover pelo espaço (e tirar tudo do lugar, e fazer o Lucas ir avisar a matrona que “tá saindo!” E ela vir correndo achando que era o bebê e não os sensores!!! Hahahahahaha)
Kamilla (obstetra) e Ann-Shopie (matrona) ficavam na salinha delas, em frente ao quarto. De vez em quando Ann-Shophie vinha dar uma olhada e tchau..

A Eva tava animada, nós também! Conversávamos, riamos, comíamos (eles os chocolates, eu MUITA cereja!!)

 

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Estava também cansada pelo dia normal e inteiro que tinha tido, então às vezes tentava deitar pra descansar, mas além de estar muito empolgada pra dormir, as contrações não me deixavam ficar parada – eu sempre tinha que levantar quando uma vinha.

 

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Não sei exatamente que horas eram quando fomos pro segundo cardiotoco, mas nesse momento a Ann-Shopie me pediu pra ficar direto com os monitores (antes o plano era controle intermitente), não lembro de ela ter explicado detalhes, mas ok, confiei que se elas acharam importante monitorar mais de perto, melhor ficar com o negócio apertando a barriga mesmo!

 

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Eu e o Lucas íamos notando e comentando as semelhanças daquele parto com o da Cecília . Segundo ele, era tudo muito igual. Os tempos, as minhas reações, as mudanças, etc. Por isso, estávamos esperando a bolsa estourar “pro bicho começar a pegar”!!🙂

 

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Por volta de 2:30 a Ann-Shopie  me pediu pra fazer um exame de toque pra ver como tinha evoluído. Eu não quis e ela ficou de vir perguntar de novo dali 1h.

Achei que era muito cedo pra já fazer outro toque – o primeiro tinha sido na chegada, por volta das 22h, mas eu não tinha ideia de que já estávamos no meio da madrugada…

 

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Eu tava lá, comendo, dançando, tossindo, tomando água, contraindo…vivendo cada contração e cada intervalo, sem me dar conta do tempo que passava… Mas ao receber a proposta/pedido novamente, percebi que já eram mais de 3h da manhã e topei o toque – cheguei a sugerir que não me contassem com quantos cm estava, mas depois achei que ficaria ainda mais curiosa e ansiosa se eles soubessem e eu não..rs

Quando a Ann-Shopie anunciou a constatação dos 7cm a Kamilla ficou realmente surpresa!rs

Ela disse:” a gente tá lá te ouvindo falar e rir e dançar… Estávamos preocupadas que você não estivesse ‘de parto’ de verdade”! Hahahaha

 

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Eu tossia tanto e respirava tanto pela boca que minha garganta estava constantemente seca, o que me fazia espirrar própolis toda hora e tomar muita água, o que me fazia, literalmente, ter que ir fazer xixi depois de cada contração… Era um saco!! rs
As horas iam passando e meu ânimo parece que ia aumentando.. Eu via o Lucas e a Eva com muito sono, sentia o cansaço nas pernas, mas estava na maior empolgação! Descansava as pernas sentando na bola de pilates, porque era mais fácil pra levantar quando a contração vinha.

Em algum momento decidi tentar deitar pra descansar de verdade, mesmo que não conseguisse dormir. Mas a Ann-Shopie logo entrou no quarto e pediu pra que eu me levantasse e tomasse água, pra “dar uma acordada no bebê”. Entendi o recado de que ficar deitada não tava legal pros batimentos cardíacos do Dante e não deitei mais!

A movimentação toda me dava um calor danado. Como já estávamos no meio da madrugada o ar lá fora já estava fresco, então além de aumentar o ar condicionado, abri também as janelas e curti muuuito o vento que entrava! Só me dei conta de que eu era a única que sentia o tal calor quando a Ann-Shopie entrou no quarto e comentou “nossa, que fresco aqui”, aí vi que a Eva e o Lucas estavam encolhidos e tentando se cobrir com o que encontravam por perto… Hahahaha

Nesse processo, claro, as dores foram ficando mais fortes. Eu já tinha tentando outras alternativas pra lidar com elas, como abaixar (algo que me ajudou muito no parto da Cecília) mas nada era melhor do que o movimento… Eu já dançava muito mais forte e rápido e tinha que respirar muito mais fundo!

 

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Me sugeriram a banheira e eu não quis, tanto porque achei que não conseguiria me mexer nela, quanto porque tava com calor DEMAIS pra pensar em “alívio na água quente”!
Em uma das (mil) idas ao banheiro, quando fiquei sozinha notei que tava sentindo uma angústia, um aperto no peito. Saí do banheiro direto pro abraço do Lucas. Precisava soltar a tal angústia e sabia que ali era o melhor lugar pra isso.

 

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Chorei. De realinhamento outra vez.

Chorei por todas as mudanças que eu sabia que estavam chegando. Chorei de luto pela vida que estava ficando pra trás. Chorei de emoção pela vida que nos esperava na frente. Chorei e me liberei. Pude então dizer pro Dante que ele já podia vir, que eu já tava “limpa” e pronta pra ele. Coloquei (ou já tinha colocado?) a playlist que fiz pro parto e ouvi emocionada o nosso hino!
Conforme a coisa foi apertando, o que eu PRECISAVA em cada contração era da mão do Lucas. Se ele estava longe ou distraído eu ia de braço esticado, quase correndo até ele quando sentia uma chegando. Apertava a mão dele forte e o fazia balançar comigo até passar!
Notando essa evolução a Ann-Shopie foi ligar o aquecedor de toalhas (“se é pra nascer num quarto tão frio, pelo menos que ele tenha toalhas quentes”, ela disse hahahaha) e já começou a arrumar umas mesas com coisas necessárias pro parto ali por perto.
Já era mais de 5h da manhã quando, além das dores estarem bem fortes, me bateu um super sono. Às vezes eu pensava que queria que acabasse logo pra eu poder dormir. Outras eu pensava que podia dar uma estacionada no progresso pra eu conseguir descansar antes da hora P. rs

 

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Minhas pernas eram as que mais sentiam o cansaço, afinal, estavam há horas me fazendo dançar…

Lembro com perfeição de quando olhei pra banheira e pensei “hmmm… Não custa tentar, ne?!”

Lucas foi chamar a Ann-Shopie e a Kamilla veio junto. A matrona rapidamente encheu a banheira e os dois me ajudaram a entrar. Lá dentro vi o tanto que teria que abaixar pra chegar no assento e brinquei que ia ficar de pé, só “fazendo escalda pés” (hahahaha), porque todas as outras vezes em que eu tinha tentado abaixar a contração tinha doído muito mais. A Ann-shopie me mostrou que um dos lados era mais alto, então comecei a abaixar e apoiar por ali. Nesse processo tive uma contração bem dolorida, mas logo que me ajeitei na banheira, senti o tal do famoso alívio que a água proporciona! Também nesse processo senti o que imagino ser os tais luxos involuntários – disse pro Lucas “acho que eu to fazendo força !!” rs

 

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A princípio eu ainda tinha muito calor, então pedia mais água fria. Assim fui me ajeitando, encontrando uma forma de me mexer e dançar ali dentro, meio deitada mesmo e relaxei! Muito!! E eu decidi que, contrariando as minhas expectativas, dali eu não sairia mais! Nessa de relaxar parei de fazer força e comecei a sentir muito frio, tremia e isso me fazia sentir mais a contração…

Enquanto a Ann-Shopie esquentava a água, o Lucas ia me molhando nas partes que estavam de fora da água e mais frias.. A Kamilla sugeriu que eu fizesse força pra ver se sentia alívio e senti!! Ela ofereceu fazer um toque pra ver se já dava pra empurrar efetivamente  e eu topei; então ela logo liberou “empurra o tanto que voce sentir vontade, que ele nasce!”

Lembro que eu planejava apoiar os pés nos cantos na banheira pra “empurrar melhor”, mas a cada contração e força eu sem querer trazia a perna em direção ao tronco. Era super eficiente e automático! Incrível! Além disso, se eu prendia a respiração pra empurrar, a Ann-Shopie discretamente me guiava numa vocalização de “aaaahhh” e era reconfortante fazer junto com ela,  o que garantia que eu soltasse ar junto com a força e não ficasse sem respirar!

Foram umas 4 contrações empurrando, mas em cada uma eu conseguia fazer várias forças, porque elas duravam meio que bastante.  O Dante já estava bem baixo e quando eu empurrava sentia pressão no períneo.  Em determinado momento fui com as mãos tímidas e curiosas em direção a minha vagina, a Kamilla percebeu e sugeriu que eu tocasse pra sentir o bebê, o que eu fiz e  achei incrível! Aí ela disse “faz isso na próxima contração”…

Fiz! E foi a coisa mais maravilhosa!! Senti a cabecinha dele descendo e eu controlando!!  Foi tão incrivelmente legal que dei uma gargalhada na hora – sim, no meio de uma contração de expulsivo! – e todo mundo começou a rir junto!

 

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Momento devida e lindamente registrado!❤

 

E esse momento pra mim foi muito simbólico! Poder sentir nas minha mãos o que a gente tava fazendo. Com a minha consciência. A minha felicidade. A minha satisfação. A nossa conquista – que eu pude sentir tão próxima! E em tão boa companhia! Num clima gostoso de cumplicidade!
(Desde que entrei na banheira a cada contração a Ann-Shopie ficava com o monitor procurando o coração do Dante. Dava pra notar que ela tinha uma certa dificuldade, até pediram pra abaixar um pouco a música que continuava me embalando… Mas eu não senti nenhuma tensão da parte delas… O Lucas disse depois que sentiu, disse que, em alemão  a Kamilla perguntou algumas vezes do celular da Ann-Shopie e ele achava que era pro caso de precisarem pedir uma ajuda de emergência. Mas como eu nem reparei e não precisamos de nada, isso pra mim não fez diferença! rs)

Acho que na contração seguinte àquela em que eu senti o Dante, ele começou a coroar. E aí, minhas amigas, eu senti o famoso “círculo de fogo”!!! E, nossa… dói!!! Acho que mais que uma contração em si, sei lá.. Dói tanto que fiquei me perguntando onde raios eu estava no parto da Cecília pra não ter sentido isso! rs

A primeira reação ao sentir aquilo foi inibir a força, trazer o bebê “de volta pra dentro” e reclamar que tava doendo muito! Mas a Kamilla foi me incentivando e a Ann-Shopie me guiando na vocalização, ambas me deram ânimo pra empurrar apesar da dor (sim, nesse momento, e somente nele!, eu briguei com a dor)! A tal vocalização virou quase um grito e era muito impressionante porque aquilo realmente me dava a sensação de que a força (tanto quanto o grito) estava vindo de dentro.. Difícil explicar, mas era muito diferente da força mecânica que eu fiz no parto da Cecília… Acho que é a tal da força animal que a gente lê nos relatos de parto por aí.. Que coisa linda e forte de sentir!!

Não consegui me lembrar de abrir os olhos – acho que justamente porque eu estava lá dentro de mim, encontrando a tal força – mas minhas mãos  estavam de prontidão, protegendo o períneo e esperando, ansiosas, que o Dante chegasse!

E então, aquele “ploft” delicioso de escorregar um filho pela primeira vez para o mundo!!!

Diferente da irmã, ele veio em uma contração só, uma força só, um grito só: cabeça e corpo, tudo como uma “unidade” só, uma bolinha encolhida dentro da bolsa amniótica!!!!!

Eu não vi, infelizmente, mas senti em minhas mãos com perfeição aquela cena que assisti tantas vezes na internet…Meu bebê nascendo na água, dentro das suas próprias águas. Com aquela tranquilidade que só um bebê empelicado pode ter nessa passagem entre mundos!! Que coisa linda de sentir e viver!!!

 

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A Kamilla o aparou e desfez, ainda embaixo d’água, a bolsa, levando-o, então pras minha mãos e me ajudando a trazê-lo pro colo!

 

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Eu peguei meu filho! O abracei com as mãos, com o peito, com um beijo! Sentia uma felicidade que nem sei… Um sorriso que era impossível de fechar! Eu só ria! Não tinha aquele nervoso e a sensação de “putz, que surreal” que predominou quando a Cecília nasceu… Era só lindo e leve!

 

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A bolsa!

 

 

Tomei um susto com o tamanhinho dele e ficava repetindo “oi filho! Você chegou! Como você é pequenininho!” (ele nasceu bem magrinho, com só 2,860kg! e 50 cm)

Como combinado, eu cortei o cordão!! mas esqueci de tocar nele pra matar a curiosidade..😦

 

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Logo a placenta nasceu e o Lucas pegou o Dante pra que fosse pra cama, onde voltei a lamber a cria e o apresentei pro seu nosso novo lugar favorito no mundo: o mamá! hehehe

 

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Que delícia, minha gente! Que intenso! E que leve, ao mesmo tempo!

Que coisa mais linda nós começamos a viver nesse dia!!!

 

 

(as fotos maravilhosas registrando tão bem todas essas emoções são da Eva Gascón!!! clicando no link vocês podem ler também o relato dela do nosso parto! <3)

 

 

 

“Um brilho cego de paixão e fé” (parte 3)

Levei a manhã normalmente, ainda que me sentindo super podre da gripe. Cecília voltou da escola bem jururu… Comecei a desconfiar que tínhamos poucas chances de conseguir ir à noite no evento que tínhamos programado no MBA do Lucas…
Quando por volta de 2h30 tarde me deitei no chão ao lado da cama da filhota, pra esperar que ela embarcasse na soneca, notei que as contrações estavam frequentes (“ainda ou outra vez?”) e ardidas.

“Ardidas!?!”

Me faziam lembrar perfeitamente das dores das contrações do primeiro parto – dores que eu havia esquecido há muito tempo.

Umas 3 e pouco, comecei a contar as idas e vindas delas no aplicativo e  ficou claro que elas não paravam de vir, mas vinham sem ritmo nenhum!

Na minha cabeça até que fazia sentido, afinal, “eram só os pródromos” – comecei, aliás, a me preparar psicologicamente pra ter uns 10 dias de pródromos (esperando o dia 21) e me preocupava, “putz.. Será que fica direto ardido desse jeito?”

Não conseguia mais não marcar cada contração que vinha… 20 minutos de intervalo, depois 9, depois 20, depois 13, depois 22, depois 6… Os intervalos não faziam nenhum sentido, mas elas continuavam a vir, ardidas, incômodas, seguidas…

Eu conhecia aquela dor. Da última vez que a senti, terminei o dia com uma bebéia no colo. Mas da última vez ela já tinha começado ritmada. E esse “tempo X intensidade” tão contraditório (quanto os meus desejos) me deixou confusa…

Racionalmente eu tentava me convencer de que não era nada “vc não cansou de ler relatos de parto com diaaaas de pródromos? Te prepara, que é a tua vez!”

Mas lá dentro eu sentia… Eu sabia que era mais!

Depois de uma hora dormindo no quarto, a Cecília veio me encontrar na sala, ofereci meu colo e ela logo voltou a dormir. Eu aproveitei e abracei forte, beijei, (tentei) senti(r) seu cheirinho… E comecei a chorar!

Eu sentia.. Eu sabia… Tinha chegado a tal hora das mudanças que esperávamos há meses! Queria aproveitar o máximo desse resto de tempo que tínhamos de “só nós duas” e fiquei lá, mais de uma hora numa posição absolutamente desconfortável, respirando fundo a cada contração que continuava a arder!

fiz questão de registrar, porque sabia que era um momento especial…

 

Umas 17:30 achei que seria de bom tom avisar o Lucas que “algo estava acontecendo”… Eu continuava discutindo comigo mesma – “é pródromo!”; “não é!”, mas “vai que…”, né?!

Mandei mensagem contando que estava há horas com contrações, mas que não era nada, que podia ficar dias assim. Pfff! O bichinho ficou nervoso! rs “vou pra casa!” – não precisa!. “Liga pra médica” – não é hora ainda. “Pede pra alguém ir ficar com você” – não quero!
Eu só queria continuar ali, deitada com a Cecília… Continuar meu dia normal e não ficar ansiosa, pra poder descobrir de verdade o que estava acontecendo.

E foi o que fiz! Quando ela acordou fui lavar e pendurar roupas, fizemos nosso lanche da tarde e entramos no nosso banho, como sempre! Só que dessa vez tudo temperado com contrações e muita tosse. E o banho com uma função especial: “se for pródromo, o chuveiro acalma!”

Entre me lavar e dar banho na Cecília, uma contração sem dor nenhuma: “há! Não disse que não era de verdade?!” com aquela satisfação por estar certa e aquela chateação por estar errada… rs

Mas justo quando ia abaixar pra fechar o chuveiro vem outra, ardida, forte. Uma que não deu pra ignorar; que pediu que eu me mexesse pra deixar ela passar… Então rebolei! rs

E a Cecília, curiosa:  “O que vc tá fazendo, mãe?” “Tô rebolando “. “Porque tá doendo sua barriga?” “É, filha!” “Então rebola, mãe, é melhor”!!!❤ !!!

(Já contei pra vocês que ela viu vários vídeos de parto comigo ao longo da gravidez?!? rs)
Enfim, concordei que era melhor o Lucas vir pra casa, mas continuei na rotina normal com a Cecília. Contradição, lembram?! Hehehe

Ele chegou em casa rindo, tinha visto o gráfico do aplicativo das contrações que mandei pra ele

(Monicas Gellers que estejam lendo, maior legal esse aplicativo de control freaks, recomendo! Hahahaha)

E abriu a porta falando “só você acha que não tá em trabalho de parto!” Hahahaha

Que alívio ouvir essa frase! Tecnicamente eu sabia que não era TP, mas … Eu também sabia que era! Que bom sentir que eu não estava sozinha na tal percepção! rs

Só aí me permiti entrar no “modo parto”: fui terminar o que faltava nas malas, ligar pra médica, ajudar o Lucas a definir com os amigos a questão da Cecília, explicar pra ela que o Dante ia nascer(!!!), etc.

Quando falei com a médica as coisas continuavam na mesma: dor ardida e contrações sem ritmo. Como já estava assim há mais de 4 horas ela me sugeriu três opções: 1- esperar em casa pegar ritmo;2- ir pro hospital avaliar e se fosse cedo ainda ficar ali por perto, talvez só subir pro quarto ou 3- ir pro hospital e já internar mesmo. Optei pela segunda, pela distância do hospital e aquele medo de a coisa estar muito avançada na estrada…rs

 

Ainda demoramos mais 1h pra sair de casa, deixamos a Maní com uns amigos, a Cecília com outros e fomos pra Madrid. Nesse meio tempo também avisei a fotógrafa e uma parte da minha família – até porque a agitação fez com que as contrações finalmente ganhassem ritmo – ainda que 1 a cada 9 minutos não fosse lá sinal de TP ativo…rs

No carro elas já tiravam minha concentração, mas estavam absolutamente suportáveis – “ainda bem que viemos agora!”. Mesma coisa no cardiotoco que tive que fazer na chegada ao hospital – “se eu tivesse em TP mais avançado estaria puta de ter que ficar deitada aqui esse tempo todo”

Eram umas 10 da noite. “Contrações a cada 7 minutos. 4 cm de dilatação. Com certeza você tem que passar a noite aqui!”
“Uia! Não é que é mesmo?!”rs

Um misto de surpresa, com “eu já sabia”, com “ufa! Que bom!”, com “putz.. Já, filho?!”
Ok, ok.. Mas a gente pode ir jantar antes??
Fomos num bar ali do lado. Lucas quis um hambúrguer, eu, uma salada (“pode ir jantar, mas nada muito pesado”)

Lucas pediu pra não demorarem e já trazerem logo a conta também  “ela está em trabalho de parto, a gente pode ter que sair correndo a qualquer momento!”

A garçonete deve ter ficado nervosa, porque minha salada chegou voando, mas toda mal feita, alface super molhada, lavada às pressas, imagino, eca!.. Morri de inveja do hambúrguer e devorei as batatas fritas do Lucas. “Salvadoras batatas!”

No bar constatei que depois do exame de toque o intervalo das contrações tinha caído pra 5 minutos e tinha começado a sair o tampão “será que essa mulher descolou membranas???”  (depois a minha matrona disse que conhece a médica que me examinou e que ela não faria isso sem me falar nada..)

De qualquer forma, fiquei meio ansiosa e quis voltar logo pro hospital. Chegamos de volta junto com a Eva, fotógrafa e subimos para o quarto.

O plano era ficar por ali, de boas, como se estivéssemos num hotel, esperar o TP engrenar mais pra descer pro paritorio. Mas o quarto era tão minúsculo e apertado que assim que a médica e a matrona chegaram e deram essa opção, quis descer pra “começar a brincadeira num lugar mais legal”!!!

Continua….

“Um brilho cego de paixão e fé” (parte 2)

Comecei a escrever esse relato umas mil vezes seguindo o mesmo estilo do relato do parto da Cecília: hiper detalhado, racional, tudo explicadinho… mas mil vezes também a coisa (eu, no caso! rs) empacou!
Agora me dou conta de que não dá pra escrever um relato assim de um parto que foi tão o contrário disso. Aliás, de uma gravidez que foi tão o contrário disso. E de uma maternidade que vem sendo tão o contrário disso.

Escrevendo, aliás,  percebo que essa é a grande lição que meu filho me ensinou até agora: o sentir! Desde lá,  no comecinho, quando “chorei de realinhamento“, depois quando senti tantos medos e quando pude reencontrar minha paixão.. também no parto – que sem dúvida foi resultado desse caminho… Dante vem sempre me ensinando a SENTIR. O que quer que tenha pra ser sentido. Sem limites. Sem (auto) barreiras.

E é por isso, então, que esse relato tem que ser diferente: ele tem de sair das minhas entranhas; tem que ser contado desde os meus sentidos, desde meus sentimentos.

Quem me acompanha?

Conforme o final da gravidez vinha chegando a certeza de que Dante nasceria no dia 21/06 ia aos poucos dando lugar às dúvidas. O lado racional (um pouco interno e um muito no meu marido) me lembrava que eu estava lidando com uma série de indefinições. Me lembrava que ele poderia, na verdade, nascer a qualquer momento; me lembrava que não tínhamos um plano concreto do que fazer com a Cecília nos tempos de parto e estadia no hospital, que eu não sabia qual seria o momento ideal de sair de casa e ir pro hospital;  que eu não sabia se parir seria fácil outra vez;  me lembrava que eu não sabia era coisa nenhuma…

Quando eu sentia que esse mar de indefinições estava pra me afogar, simplesmente me agarrava na certeza do dia 21 e ficava pedindo: “filho, espera a vovó chegar, por favor!”

 

Mas a verdade é que Eu estava dividia. Queria curtir muuuito aquele barrigão amado. Queria que minha mãe chegasse para o parto. Queria que acabasse logo a fase das incertezas. Queria muito que acabasse logo a fase do “a Cecília tá chatinha porque ainda não entende bem essa coisa de ‘o irmão vai nascer’. Queria chegar no concreto, na nova fase – mesmo que esta fosse a fase do caos. Queria curtir muito minha filha sendo ainda a única. Queria estar certa na certeza da data. Queria que dia 21 chegasse logo. Queria ter tempo de fazer um milhão de coisas e resolver uma super lista de pendências.

Eu era a contradição em pessoa.
E pra ajudar, Cecília ficou doentinha. E em seguida eu fiquei doentona. Era muito catarro. Muuuita tosse. Pouquíssimo oxigênio. Pouquíssima energia (minha, porque a bichinha continuava no pique de sempre) e poucas horas de sono (das duas). 

E aí, sobre a data,  teve um pedido da fotógrafa. E teve a intuição da médica, que contaminou a minha. “Ai, ai, ai… Tô cada vez mais achando que esse menino vai nascer ‘antes’…”
E teve, então, uma noite dificílima. De Cecília tossindo muito. E eu ouvindo-a porque tossia mais ainda. Insônia. E porque precisava fazer mil xixis mais do que os muitos que já eram de praxe. E porque não conseguia me ajeitar na cama. Algo me incomodava muito. E não era só a tosse. Nem só a falta de ar pelo nariz ultra entupido. “Putz.. Parecem cólicas… Parecem contrações… É, são contrações. Ah, normal, Braxton-Hicks, minhas companheiras de sempre.” Será?

Quando chegou a manhã teve a consciência: “nossa, não dormi nada!”; “nossa, tive várias contrações.”
Sexta feira, dia de “mimimi” no meu grupo favorito do facebook. Fui lá e escrevi assim:
“38+4 semanas, um calor agradável de 35°, inchaço, caloooor, cansaço, gripe com tosse de cachorro morrendo e nariz totalmente entupido (eu e a filhota mais velha), pródromos dando as caras com força (essa noite várias contrações incômodas contribuíram pra insônia)
Enquanto isso eu tô aqui só implorando pro baby esperar pelo menos eu voltar a respirar pra poder nascer😖”

E completei depois:

“obrigada meninas! ❤️ (que, como sempre, vieram com palavras doces pra acalmar)

A gripe e o calor são o que mais tá pegando! A gravidez eu bem que queria que chegasse nas 40 semanas, que é pra minha mãe já estar por aqui e pra gripe ter passado!

Gente, PIOR coisa é ter contração no meio de uma crise de tosse! Fora que meu assoalho pélvico já não dá conta de tanta tosse com tanto peso… ”

Há!

Última foto do barrigón !

Continua….

“Na tua presença” – 30 meses

Filha:Ontem você completou dois anos e meio de vida!

E as redes sociais me lembraram do post que escrevi quando você completava apenas 6 meses.

Ao reler, ri porque apesar de reconhecer aquele sentimento na memória (com gostinho de “parece que foi outro dia”), também fiquei pensando que a Gabi que escreveu aquele texto mal sabia tudo de Cecília que ela ainda tinha pra conhecer!

Mas é curioso como a vida dá  voltas e se repete. E como ao mesmo tempo em que rio da inocência daquela Gabi, me identifico com o sentimento descrito.

Aqui, do alto dos seus 2 anos e meio, estamos justamente lidando com a sua própria descoberta sobre quem é você!

Sabe, é nessa descoberta que mora o famoso “terrible two”, porque enquanto você se descobre você nos separa, nos diferencia e nos nega. É lindo de ver você se construindo. Mas é difícil pra caramba de lidar! rs

(Especialmente no meio do turbilhão que é a chegada de um irmãozinho, aliás!)
É difícil, é estressante, é cansativo! Tenho me esforçado muitíssimo pra não perder a paciência, pra não gritar (demais), pra não perder o respeito (nunca). Tenho buscado novas ferramentas pra manejar essa nova fase. Tenho observado curiosa e encantada essa nova Cecília.
Hoje, menos inocente do que há 2 anos, sei que estamos vivendo um recorte, um pedaço do caminho para o que é e ainda será a minha Cecília. Mas como diz o clichê, hoje sei também que o mais importante é saborear o caminho e não torcer pra que o “destino” chegue logo.

Mesmo quando o sabor de vez em quando é picante ou amargo! rs
Feliz 2 anos e meio, meu docinho!!! ❤️

 

Agora com a tradicional montagem!🙂

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Praticamente impossível fazer ensaio com ela…hahaha

 

AND, com making of da nova foto de capa! hahaha

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“Um brilho cego de paixão e fé” (parte 1)

Toda história tem uma pré-história. Meio óbvio, né?!

 Acontece que em algumas histórias esse “background” é quase tão importante quanto os acontecimentos que ele desencadeia.

Sinto que esse é o caso do nosso parto.
E é por isso que antes de contar como ele foi, sinto que preciso vir aqui dizer que mesmo tendo planejado e desejado um segundo filho, depois que ele já existia na minha barriga fui visitada por uma série de medos.

Hora era medo de como seria esse bebê desconhecido. Hora de como eu lidaria com essa nova pessoa. Hora era medo de como seria pra Cecília recebê-lo; hora era de como ficaria minha relação com ela depois da chegada dele. Hora era medo de ser “mãe de menino” (pffff); hora era de ser mãe de dois. Hora era medo de ele nascer antes da minha mãe chegar, e do que faríamos com a Cecília durante o parto e dias de hospital; hora era medo de ele “atrasar demais”. Hora era medo de o parto ser muito mais difícil do que foi o primeiro; hora era medo de todos esses medos atrapalharem (e muito) a chegada do meu filho…

Enfim… digamos que foi um primeiro trismestre de muita minhoca na cabeça e pouco espaço (emocional) pra curtição (acho também que o fato de não termos divulgado a gravidez contribuiu pra esse cenário introspectivo e besta… Acho que não repetiria essa escolha!)

Foram alguns meses assim até o dia em que não foi mais.
Lembro com clareza: estava fazendo minha caminhada matinal, sozinha, fone no ouvido, viajando na minha própria cabeça. E então começou a tocar uma música que eu nem sabia que tinha colocado na minha playlist. Uma música na qual eu nunca tinha prestado atenção antes. Uma música que me deu um click, um estalo. Uma coisa meio doida, meio assim sem explicação.
Me lembro que ao sentir o estalo me arrepiei inteirinha, literalmente até os dedos do pé! E voltei pra ouvir de novo. E de novo. E de novo.

Dá o play aqui e ouve mil vezes comigo!

Pronto, sem querer eu tinha um “hino” pra minha gravidez!

E assim, num click, aquela preocupação besta que tava me (pré)ocupando tanto “espaço”  foi embora.

Já não importava mais, como, quanto, quando, porquê…. seria.

Aquilo tudo, de um jeito ou de outro, “seria”. E seria em breve. 

Percebi, então, que eu precisava voltar a acreditar. A confiar quase cegamente. Em mim. No meu corpo. Na minha filha. Na minha família. No meu bebê.
E num arrepio eu lembrei que, sim, apaixonadamente eu confio nessa lista!
E foi tão importante esse lembrete. Tão libertador! Tão “divisor de águas”!

Ainda faltava muito pra hora do parto quando isso aconteceu – ainda bem, porque eu tive bastante tempo pra me entender com essa nova relação minha com a gravidez e curti-la muito!

Mas eu tenho certeza que esse momento foi fundamental pra tudo o que veio e ainda está vindo – depois!

Mas essa história fica pra daqui a pouco, ok?!

(sim, sim… Vou enrolar vocês de novo e dividir mais uma vez o relato de parto em mil partes, sorry… Tenham um pouquinho de paciência comigo! Hehehe)




“Agora não pergunto mais pra onde vai a estrada

Agora não espero mais aquela madrugada

Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser faca amolada

O brilho cego de paixão e fé, faca amolada

Deixar a sua luz brilhar e ser muito tranquilo
Deixar o seu amor crescer e ser muito tranquilo

Brilhar, brilhar, acontecer, brilhar faca amolada

Irmão, irmã, irmã, irmão de fé faca amolada

Plantar o trigo e refazer o pão de cada dia (Plantar o trigo e refazer o pão de todo dia)
Beber o vinho e renascer na luz de todo dia (Beber o vinho e renascer na luz de cada dia)

A fé, a fé, paixão e fé, a fé, faca amolada

O chão, o chão, o sal da terra, o chão, faca amolada

Deixar a sua luz brilhar no pão de todo dia
Deixar o seu amor crescer na luz de cada dia

Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser muito tranquilo

O brilho cego de paixão e fé, faca amolada”

“Deixar o seu amor crescer e ser muito tranquilo” – 1 mês

Ontem meu gordinho completou seu primeiro mês de vida! 

E, gente, ele é TÃO delicinha, sou completamente apaixonada !!! (e nada suspeita! Hahaha)

Descobri, aliás, que eu amo recém-nascido! O cheirinho, a molenguice, a “rotina”, as mamadas, o jeitinho encolhido de se aninhar no colo, o chorinho ardido, os gritos… Acho tudo isso tão gostoso que nem me importo tanto com os perrengues que vem junto! Hahaha
Nosso primeiro mês aqui foi intenso – especialmente a última semana, como vocês podem imaginar..rs

Tão diferente do meu primeiro mês como mãe da Cecília… Mas ao mesmo tempo com tantas semelhanças, que trazem lembranças e saudades..

Dante mudou muito nessa última semana! Teve um salto de desenvolvimento super claro! Agora fica mais tempo acordado, fixa o olhar na gente e nos segue, procura por barulhos (minha voz especialmente! ❤️), já mudou padrão de sono, tá bem menos com aquela cara de peixe que os bebês nascem (rs) e ficando cada vez com a carinha mais esperta!

É lindo como em só um mês aprendemos tanto e nos conhecemos tanto – e  mais incrível ainda pensar em tudo que nos espera! 

Mas quero registrar que não tenho a menor pressa pra esse “tudo que nos espera”! 

Cada vez que o dia aperta e me pego fazendo contagem regressiva pra hora de todo mundo ir pra cama, tenho tentado me lembrar daquela frase: “os dias são looongos, mas os anos são curtos”. Melhor viver com calma, então, cada momento, né?!

Calma, aliás, tem sido minha palavra de ordem; aquilo que eu quero, que eu busco e que preciso! Pra que esse novo caminho seja mesmo muito tranquilo!

“Se faltar o vento, a gente inventa”

Sexta feira começaram as férias da escola da Cecília. Sábado minha mãe voltou pro Brasil. Segunda feira (vulgo amanhã) Lucas começará num novo trabalho (longe de casa).

Junte tudo isso aí e conclua que amanhã é que sentiremos o “agora é que são elas” nessa casa! A partir de amanhã estarei sozinha o dia inteiro com as duas crias.

(Só não totalmente sozinha porque depois de muita insistência de todo mundo resolvi concordar com contratar ajuda de uma faxineira todas as manhãs – porque todo mundo insistiu e porque eu notei que não daria mesmo conta de casa, comida, roupa e filharada toda! Não por enquanto, pelo menos…  =/ )

 

Enfim, não vou mentir: tô com medo de como será! rs

Cecília tá difícil, teimosa, fazendo de um tudo pra chamar a atenção (normal e esperado, né?! mas não por isso menos difícil…)

Dante está tendo boas crises de cólica – aliás, gezuiz!, que judieira isso de cólica, minha gente!!

E aí que já temos os momentos que nós três os dois entram em crise ao mesmo tempo, então tô aqui imaginando como será quando não tiver ninguém mais em casa pra me nos acudir!

E tô respirando fundo e tendo boas conversas com meu cérebro problemático que nunca lidou muito bem com bagunça e barulho e perda de controle… Coitado… rs

 

Ah! E sabem aquela imagem linda e serena do binômio mãe-bebê curtindo em paz a lua de leite! Há!!!
Substitua-a por essas circunstâncias contadas acima. Agora some a busca por uma nova faxineira. Agora a busca por uma nova escola pra Cecília. E ainda, a busca por uma nova casa.

Sim, estamos de mudança em pleno puerpério. Olhem que idéia de gênios! Há!

Suave… imaginam, né?!

 

Ainda bem que meu marido assume a dianteira das coisas – mesmo que ele o faça achando que meu problema é falta de sono e excesso de preguiça só.

Enquanto isso tô aqui, tentando sobreviver ao dia a dia nesse mar de (lama) hormônios e leite e sono e cocô amarelo e “terrible two” e brincadeiras e hormônios e cocô fedido e leituras e gritos e um calor dos infernos e choros e carências e hormônios e alergias e carinhos e músicas barulhentas e chamegos e lágrimas e mudanças e.. e… e… e…

deu pra entender mais ou menos, né?!

 

Mas olha, gente, agora que parei pra escrever e considerando isso tudo aí, diria até que vou muito bem, obrigada!! rsrs

E vocês, como estão?

🙂