“Vou excluir você do meu facebook”

Já perdi a conta de quantas vezes, desde que engravidei, respondi perguntas sobre o ciúmes da Cecília…

Costumo dar uma resposta meio padrão (mas verdadeira…rs) tipo “ah, ela tem, né?! Normal.. nada grave..”
Mas deixa eu contar uma coisa aqui pra vocês: eu descobri que muito mais do que ciúmes do irmão, Cecília tem “ciúmes” é do meu celular, das redes sociais, dessas coisas que insistem em nos roubar do aqui e agora!


Notei que 90% das vezes em que Cecília fazia arte pra chamar a atenção eu não estava – como espera o senso comum – me derretendo de amor e atenção pro caçula… não! As melhores estratégias dela de “para o que tá fazendo e olha pra mim” vinham (vêm, na verdade) quando eu estava/estou é muito da distraída no celular!

Fiquei mal quando percebi! rs

Comecei a olhar de vez em quando a cena de longe e ver que muitas vezes eu estava lá com meus filhos,  mas sem estar ali na verdade, sabem?!
Comecei então um processo de (tentativa) de desintoxicação!

Mas, olha, não é fácil se livrar desse vício! Rs

No começo eu vivia me enganando que tava funcionando, mas não tava! Aí tomei medidas drásticas (hahahaha) e na ida pro Brasil apaguei o facebook do meu celular! (porque no fundo o facebook é o que toma mais tempo e me prende numa atualização de feed sem fim)

Foi ótimo, foi fácil, não senti (muita) falta… mas nas férias é fácil ficar desplugada, né?!

Em uns 10 dias de volta pra casa e eu já tava entrando, várias vezes por dia, no facebook pelo Safari do celular, mesmo sendo uma porcaria! rs
Enfim, percebi que tinha recaído (reconhecer o problema é sempre um primeiro passo, né?! rs) e por isso agora tô aqui me comprometendo publicamente (hahahaha) a ficar limpa de novo! 😝

E fazendo essa provocaçãozinha: quanto tempo de convivência real sua vida virtual tá roubando de você e das pessoas a sua volta???

“Deixar o seu amor crescer e ser muito tranquilo” – 8 meses

8 meses do meu bombomzinho delicioso!!!

Meu explorador, bagunceiro, chameguento, esfomeado, risonho, doce até o último fio de cabelo!!!

8 meses!
Que sorte a nossa ele ter vindo pra transformar e completar tudo por aqui! 

Não canso de repetir: que sorte a nossa!!!!


E falando em sorte, devo ter nascido com um trevo de  4 folhas tatuado no braço, porque, olha…

“É pura elegância”

Ele tem acordado de hora em hora (ou menos!) nas últimas noites e, portanto, tem me deixado passada… mas durante o dia ele é puro sorrisos!

Ou caretas – se for hora de refeição…hehehe

É puro carinhos

Ou exploração 

E eu tô devendo uns posts de “mêsversário” dele (falha grave, eu sei) porque a vida anda uma bagunça danada – ainda que das boas bagunças, com direito a férias e viagens e brasilidades – mas olha, se tem um negócio que eu não devo nadica é paixão e derretimento por esse porcaria delícia tão amado!!!
Ps.: voltamos pro frio, gente! Ops… pra casa! rs

“Uma luz, uma certa magia”

Filha, anota aí: o amor faz mágica!
Vou te contar:

Ao final de 5 deliciosas semanas no Brasil, tinha chegado o dia de voltarmos pra casa. Mas depois de toda a trabalheira de malas, aeroporto, despedidas doídas, perrengue no raio x… por uma dificuldade burocrática não conseguimos embarcar no avião. Perdemos o voo e “ganhamos” mais uma semana por aqui.

Apesar do cansaço e da saudade – especialmente do papai, que já estava por lá nos esperando ansioso – logo nos demos conta de que esse atraso significaria que você passaria seu aniversário no Brasil.
E foi aí, filha, que a mágica aconteceu!

Uma porção de cabeças, mãos e corações começaram a trabalhar (muito!) e em aproximadamente 30h a Elza, nossa rainha do gelo, ganhou uma festa LIN-DA …… do Toy Story! rsrs
Foi emocionante ver as pessoas que te amam tanto se desdobrando pra fazer acontecer a coisa mais linda desse mundo: sua felicidade!

E, olha, conseguimos, viu?! Porque você estava TÃO feliz no seu “parabéns de Toy Stor” que meus olhos marejaram um monte de vezes com suas gargalhadas escandalosas e seus sorrisos profundos!!!

Agora me diz, em 30h fazer acontecer uma festa dessas, é ou não é mágica?! É ou não é a materialização desse tantão de amor e de saudades que esse povo tem por você?!

Não tenha nunca dúvidas, Cecília: é!!! (só uma das formas de prova ematerialização 😉)

Eu nunca vou terminar de agradecer essa ajuda toda, essa empolgação, essa dedicação, todas as presenças, as vontades, as ideias compradas e dadas, a disposição, o trabalho, a tentativa de enganar um tiquinho a falta que seu pai fez nesse dia especial, enfim…
Então, filha, quando você ler isso aqui, corre e agradece a eles mais um pouquinho, tá?!

Eles merecem os agradecimentos tanto quanto você mereceu a festa!
Você, minha pequena, que nos traz tanta luz, tanto riso, tanta cor, TANTO amor! Você merece toda a alegria que couber aí! 

Feliz aniversário, meu amor!! Nesses seus 3 anos quero escutar muito, todos os dias, as risadas deliciosas que você tanto deu hoje!
Olha só quanta lindeza:

“Disfarçando as evidências”

Continuando a linha de sincericídeo à qual este blog foi introduzido aqui, hoje venho publicar um dos textos mais difíceis que já escrevi.

Um texto que está entalado faz um uns bons meses. Extremamente honesto, doído, que tem boas chances de ser visto com maus olhos por algumas pessoas – e eu lido mal demais com esse tipo de coisa, gente, morro de medo do que os outros vão pensar, sou franga, odeio discussões e etc ..rs

Então peço algumas coisas: que tenham paciência pro textão, que leiam com o coração (ou não leiam) e que sejam delicados nas “avaliações” e possíveis comentários …
Dito isso, vamos pro lado feio da força (rs):




Eu sempre ouvia e lia as mães de dois ou mais filhos falando sobre como a maior dificuldade do segundo pós parto era a saudade do mais velho e a culpa por não poder dar a ele a atenção que gostaria de dar, portanto era isso que eu tava esperando que acontecesse por aqui…Mas não foi o que aconteceu.
Quando o Dante nasceu o Lucas não estava trabalhando e minha mãe veio passar umas semanas com a gente. O plano era que os dois ficassem focados  na Cecília, pra que ela fosse super acolhida e eu pudesse me dedicar bastante ao bebê.

E a inocente aqui super acreditou que seria simples assim, que Cecília ia querer aproveitar muito a vó e o pai e ia esquecer que tinha mãe. Mas, óbvio, não foi.
Nos dois primeiros dias até que ok… mas logo acabou a graça da novidade e ela passou a exigir e precisar de mim normalmente, como sempre tinha sido até então.

Acontece que eu estava vivendo naquela bolha linda e maluca com meu recém nascido e eu não queria sair dela! Queria ficar ali, aninhada com ele e não precisar fazer mais nada da vida.

Só que as demandas da Cecília me faziam constantemente ter que sair da bolha. E quase toda vez que isso acontecia eu sentia raiva.

R-a-i-v-a !

Da minha filha de menos de 2 anos e meio que só queria a mãe dela.
Pah! Toma essa!
A raiva trazia também, claro, culpa. E vergonha.

Eu me sentia um monstro!

Nunca ninguém tinha me contado que eu poderia sentir isso! Eu me perguntava: “porque ninguém me avisou de um negócio tão forte assim?? Será que só eu sinto??Cadê a saudade de que todo mundo falava?? Cadê a vontade de ficar lá com a mais velha??”

Não tinha! Eu só queria meu bebezinho! Eu só queria ser deixada em paz com ele.

Era, claro, uma coisa nada racional. Tô falando aqui de um sentimento profundo, de um negócio meio de bicho mesmo, instinto de preservar o mais indefeso, sei lá…

Racionalmente eu sabia que a Cecília precisava de mim, então eu saía da tal bolha para atende-la, mas a raiva ia comigo, a empatia não chegava e eu me sentia um lixo.

Acho que o Dante já tinha mais de um mês quando, conversando com uma amiga, descobri que eu não era a única mãe a sentir isso. E, putz, que alívio!!!

Essa descoberta me fez poder aceitar tal sentimento como ele vinha, até pra poder processa-lo e lidar com ele de outra forma. Depois fui conseguindo falar um pouco sobre isso com outras pessoas e assim fui descobrindo que é um sentimento meio comum, mas muito tabu – provavelmente por isso ninguém tinha me avisado, né?!
Tão tabu que eu fiquei meses com esse texto entalado, precisando sair – mas sem encontrar coragem pra soltar …

Porém eu tenho certeza que o “ninguém me avisou sobre isso” foi um fator de muito peso em tudo o que eu vivi. Então sinto que agora eu preciso compartilhar. Preciso avisar (a quem interessar possa..rs) que isso pode acontecer e que sentir-se assim não te transforma em um monstro!

Afinal, sentir “tá liberado”. É no agir que a gente deve se cobrar, né?!
Aos poucos as coisas foram se ajeitando por aqui, eu fui me reapaixonando e me reconectando com a Cecília… eu conseguia sair da bolha ou conseguia encontrar espaço na bolha pra ela também!

Não que a gente viva agora num mar de rosas diário…rs Como diz a querida Daiana, puerpério é mar de lama – e o meu ainda não acabou… E maternidade é um negócio difícil à beça…

Mas estou aqui, diariamente buscando o equilíbrio nessa nova dinâmica de familia maior. Alguns dias encontro mais, outro menos. O importante é saber que há espaço pra todo mundo – e digo “espaço”, porque do amor pra todos eu sempre soube e nunca duvidei! 😉

 

“Te vejo dormir”

Estava aqui me perguntando o que raios acontece dentro da gente quando nossos filhos dormem.
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Não deve acontecer só aqui em casa…

 

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Eu olho pra esses olhinhos fechados, escuto a respiração profunda e sou arrebata (ainda mais) por um amor visceral! Uma coisa louca! Uma vontade, física, irresistível, de cheirar, de acariciar, de beijar (sim, mesmo correndo o risco de acordar os pobres coitados), de ficar ali olhando, namorando, velando o sono… uma força de amor tão forte, que vem como uma onda da qual eu não posso (e nem quero) escapar. Todos os dias. Quando eles dormem.
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Cheguei a conclusão de que deve ter uma explicação.
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Uma explicação muito maior do que o óbvio “quando eles estão dormindo não dão trabalho, não choram, não se fazem de desentidos, não fazem cocôs explosivos…” rs

 

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Acho que deve ser uma coisa evolutiva. Assistir nossas crias dormindo deve ativar esse gatilho de amor louco pra garantir que esses filhotes descansando tão lindamente não ficarão sozinhos e abandonados, expostos aos perigos da natureza enquanto a mãe está caçando o almoço ou tomando um banho de espuma!
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Aposto que Carlos Gonzalez concordaria comigo! 😉

 

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“Deixar o seu amor crescer e ser muito tranquilo” – 5 meses

(Quase 5 e meio já, mas abafa o caso! rs)
Que coisa mais incrível que foi essa saída do salto dos 4 meses, gente!! De um dia pro outro o Dante mudou muito, cresceu muito…Meu menino parece que “acordou pro mundo”!!!!
Agora ele olha em volta e vê tudo com o maior entusiasmo, com a maior vontade de agarrar tudo, como se tudo fosse a novidade mais legal que ele já viu na vida!! (e a maioria provavelmente é, né?! Hehehe)

As mãozinhas estão sempre prontas, sempre tentando grudar no que aparece pela frente!


E a boca sempre curiosa pra descobrir mais sobre aquilo que os olhos veem e as mãos seguram

Haja braços pra aguentar ele se jogando pra todos os lados, com toda a força e determinação que vem descobrindo e demonstrando a cada dia!
E eu tô aqui aprendendo que o bebê gostosura e tranquilidade também é cheio de quereres, de desejos e de coragem! Tranquila e gostosamente determinado a conseguir o que quer! Hehehe

Feliz 5 meses, meu amor!!!

Desejo que você não perca nunca essa vontade passional de provar a vida! 

(mamãe estará aqui ajudando com o discernimento e a responsabilidade do que pode e do que não pode ser provado! Hahahaha)
ps.: alguém aí reconhece esse macacão?!? 😉

“Cheia de sol” 

Hoje a minha primogênita completa 6 aninhos de vida!

Nesse último ano ela, pela primeira vez em um ano, não quase morreu nenhuma vez! rs

Ela virou beijoqueira e aprendeu a apreciar um carinho mais longo.

Ela aprendeu a comer!!!

E engordou meio quilo!

Ela esteve bem mais largada do que nos anos anteriores… =\

Mas não perdeu a doçura e nem uma gotinha de amor!

Ela ganhou um irmão novo e rapidamente se incubiu da tarefa de cuidar dele. E segue firme na esperança de que ele aprenda logo a jogar o brinquedo pra ela..rs

O primeiro brinquedo que o Dante segurou na vida foi ela quem entregou pra ele! rs

Ela já não tem tanta paciência pra irmã pentelha, mas AMA dormir do ladinho dela no sofá!
Já dá pra notar que ela está envelhecendo, que já não tem mais o mesmo pique de antes e me dá um frio na espinha lembrar que a vida dela será tão mais curta que a nossa…

O meu maior desejo (ultimamente) é que ela viva tempo suficiente pros irmãos poderem curtir muito, pra que eles se apaixonem perdidamente, a cada dia mais, e pra que possam ter lindas memórias dela quando crescerem!

Parabéns, minha bolinha!!! Que você seja muito e sempre mais feliz! E comemore ainda muitos e muitos aniversários com a mamãe! E que eles sejam como hoje, com direito a passeios especiais, latas de atum e muita apertação – quem sabe um dia você aprende a gostar dessa parte…! Hehehe!

“Let it Go”

Sim, esse “let it go” que você tá pensando… da princesa de azul cantando no gelo! rs

Porque hoje eu tava assistindo Frozen com a Cecília e tive um insight..

Sumi do blog porque tô sendo o pai da Elza pra mim mesma: “não sentir. Não deixar saber”

Por medo de julgamentos, por medo de condescendência alheia, por vergonha e por sei lá mais qual sentimento eu não vim aqui escrever sobre como estão sendo meus últimos meses. Porque eu não podia vir aqui e mentir, mas também não podia vir escrever a verdade – “não sentir, não deixar saber”


Acontece que escrever nesse blog é minha melhor maneira de processar e lidar com as coisas. E tem feito uma falta danada poder vir aqui e dizer: tá f@d&, gente!

Porque é muito cansativo, porque não sobra nem um segundo do dia em que eu não sou mãe de alguém, porque muitas vezes parece que eu não dou conta de ser mãe de dois, porque tá punk demais ser mãe de uma menina de dois anos toda difícil e ciumenta enquanto também tenho que ser mãe de um bebê fofoleto e suas demandas bebezisticas, porque tá sendo muito diferente do que todo mundo tinha dito que seria, porque tem dias que são tranquilos e outros que são infernais, porque eu já não me reconheço na minha maternidade (e às vezes nem na minha humanidade), porque parece que sempre tem alguém chorando nessa casa (e às vezes esse alguém sou eu, claro!rs), porque eu já não sei mais o que é puerpério, o que é dificuldade real, o que é questão minha…
Enfim, voltei pra análise, tô tentando me cuidar, me encontrar… e parte disso é poder sentir e poder escrever (num blog público, o que significa “deixar saber”)

Uma hora quero vir aqui contar melhor cada parte daquela lista ali em cima… Hoje eu só queria mesmo dizer (pra mim mesma, provavelmente) que tá tudo bem sentir essa dificuldade toda!

E que o sorriso deles juntos pode não compensar tudo e nem deixar os dias infernais de repente lindos, mas que são uma delícia, ah, são!