"Segue o Seco" – parte 3


Parte 1

Parte 2

Bom, o segundo dia de viagem foi o 11/04, diazinho lindo do meu aniversário!
Acordamos cedíssimo – 4h30 da manhã – e eu já fui logo cobrando meus merecidos parabéns dos meus companheiros sonolentos!!! hehehe

A programação do dia era: de manhã “Geisers del Tatio” e a tarde “Lagunas Cejar” (que vai ficar pra parte 4…rs).

O passeio do Geiser, como eu disse, exige que se saia muito cedo de San Pedro. Além de ser longe, é necessário que se chegue lá antes de o sol sair, pra poder assistir o espetáculo inteiro! 🙂


Isso porque os Geisers nada mais são do que o planeta brincando de soltar fumacinha pela(s) boca(s) (sacam aqueles dias de frio em que quando você “bafora” sai fumaça pela boca?! Então, isso… hahahaha)
Como a hora mais fria do dia aqui no Chile é justamente no comecinho do dia (o sol nasce cedo, mas até sair de trás da Corilheira e começar a esquentar algo, demora! O mesmo acontece aqui em Santiago…), é nesse momento que se pode apreciar com mais intensidade o fenômeno!!!
Sai bastante água das crateras também, mas não com força o suficiente pra subir um jato…elas ficam baixinhas e a fumaça é que faz essas colunas que se vê aí…
É impressionante de se ver!!! O que eu mais pensava aí era: “imagina a sensação dos primeiros homens que descobriram os Geisers???!?! Que explicação eles davam pra isso??” Devia ser quase a confirmação do inferno! hahaha

Momento dica: quando te disserem: “vá agasalhado, nesse passeio faz frio”, acredite! Acredite e leve muito a sério!!!
Meu irmão, por exemplo, tinha sido avisado pra trazer do Brasil roupa de muito frio, mas aí resolveu dar um google (ah, essa geração..! hahaha) e leu que em San Pedro em abril fazia uma mínima de uns 15 graus, achou que com um moletom daria e veio “sussa”! hahaha A sorte é que quando chegou aqui o convencemos a levar pra lá meu casaco de neve e uma malha “polar” do Lucas! No final, ele foi o que ficou mais quentinho, acho…rs
Eu, por minha vez, levei mini a sério e me agasalhei pra um dia de inverno em Santiago…perdi a conta de quantas vezes meus pés congelaram! hahaha
Faz muuuuuiiiitooooo frio lá!!!! Provavelmente pela falta de roupa (não coloquei meia calça, nem “meião”, nem “minhocão”), passei mais frio do que nunca na vida!!!
Não se esqueçam que além do horário, há também que se considerar a altitude: estávamos a 3600 metro de altitude!

Ficar juntinho também ajuda a esquentar!
A solução pro frio é ficar pertinho dessas colunas de fumaça quentinha! Super ajudam a descongelar o pé! Só que tem dois problemas: 1- junto com a fumaça, saem uns gases tóxicos, como enxofre, por isso não é muito recomendado ficar ali grudadinho, respirando isso… 2- A fumaça não é fumaça, é vapor. E como todo bom vapor, é húmido! Então você pára do lado, descongela, até quase esquenta…e aí quando dá um passo pro lado re-congela instantaneamente e ainda “piormente”, porque agora além de gelado, você está molhado!
Mas oh, não atrapalha o passeio, viu?!
Tanto que é aí que todas as empresas de turismo montam o desayuno! Assim, ao ar livre mesmo… o café quentinho vem bem! Duro é tirar a mão da luva pra comer qualquer coisa….rs

Aí, ao contrário dos outros passeios, a gente assiste a Cordilheira mudar de cor enquanto o sol sobe (e não quando desce…rs) É lindo também!!!
Depois que o sol sai, vem a parte aventureira do negócio: ali, no meio dos Geirers, tem uma terma, um laguinho de água quente onde é possível se banhar…
A água é bem quente – é a mesma água dos Geirers – mas o frio fora é tanto, mas tanto, que tem que ter muita coragem pra entrar!!!
Eu não tive, mas o Lucas e o Guto tiveram!

Temos provas! rs

E, claro, sair da água é a parte mais difícil!!!


Reparem na mão dele! 

Hahaha!!!





Bom, depois de todo mundo vestido, continuamos o passeio…
Passamos por um rio cheio de aves naturais do deserto, um paredão de pedrinhas empilhadas onde se escondem coelhos invisíveis (hahahaha! não perguntem!), vários grupos de vicuñas selvagens (faltou foto) e por uns cactos que são mais velhos que o mundo! rs

O paredão. Vê algum coelho?? rs

Esses cactos crescem 0,3 milímetros por ano e alguns tem mais de 3 metros de altura!!! Faça as contas…

(Parentesis: vicuñas são bichos bem parecidos com as llamas (misturadas com veados. hahaha), que só vivem em muito altas altitudes e que tem um pelo absurdamente macio e caro!!! (daqueles que não é possível tosar, é preciso matar o animal pra extrair…claro que é proibido, né?!) Mas o mais legal delas é que são super civilizadas e usam banheiro! Todas do grupo escolhem um lugar específico e só fazem cocô nesse lugar! Mó legal! hahahhahaha)


Vicuña e vicuñita do google
Pra terminar o pacote, terminamos a manhã visitando o Poblado de Machuca, um lugarzinho com 9 habitates, charmosinho e pequeninho, onde podemos comer umas boas empanadas e provar carne de llama! 
Llama, aliás, é animal de estimação nesse lugar! rs

Dos 9 habitantes, 2 eram gatos…rs


E, ufa! Aí foi voltar pra cidade, almoçar e se preparar pra jornada da tarde!



Ah! Um ponto importante!
Uma questão que sempre “pega” no Atacama é a altitude… Como as pessoas não estão acostumadas, é super normal o povo passar mal… Enjôo, tontura, dor de cabeça, falta de ar, taquicardia e até dor no peito são alguns dos sintomas…
Existem algumas dicas pra evitar problemas: começar pelos passeios mais “baixos”, pro corpo ter mais tempo de ser adaptar e ir subindo “aos poucos”; evitar consumir bebidas alcóolicas e comidas muito pesadas na noite anterior à subida e ter uma boa noite de sono…
Nós seguimos isso direitinho: começamos pelo Valle de la Luna (que está a uns 2800 metros), depois os Geisers (a 3600) e por último o Salar de Tara (que chega a 4800 em um ponto!!!). Além disso, estávamos no esquema tranquilo e família…sem badalações e sem muita comilança também (pelo menos nas noites…rs)

Tem também o chá de folha de coca, clássicão do lugar! rs Nós compramos as folhas e fizemos o chá! Eu não provei, não sei nem que cheiro tem, mas algumas pessoas tomaram e acharam que ajudou. Outra opção é só pegar a folha da coca, colocar embaixo da língua e ficar chupando… também foi testado e aprovado por membros do nosso grupo! hahaha

Eu, que sou mestre em ter piriri e/ou ficar doente em viagens, estava morrendo de medo de ficar ruim e perder os passeios incríveis – aconteceu com uma conhecida nossa… começou a passar mal no primeiro dia e passou os outros 4,5 dias dentro do hostal com dor, imagina que frustração?!?! 
E me deu mais medo ainda porque o guia disse que se nos sentíssemos mal nos Geisers não teríamos nenhuma chance no Salar de Tara, e esse era o passeio que eu mais queria fazer!
Apesar da tensão e do nojinho do chá (odeio chás em geral!! rs), não senti nadinha nas altitudes!!!
Ficava um pouquinho mareada no caminho, mas pelo sacolejo da van na verdade… Quando estávamos nos lugares altos, algumas pessoas sentiam um pouquinho de dificuldade de respirar, ou um pouco de taquicardia se se movimentavam um pouco mais rápido… mas nada grave!
E euzinha lá, feliz e saltitante – literalmente, afinal, era meu aniversário!!! hehehe




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