Maní é minha filha há 1 ano, 4 meses e 2 dias. E até hoje (e, honestamente, acho que po muito tempo ainda será assim) eu paro qualquer coisa que estiver fazendo e abro um dos maiores e mais apaixonados sorrisos pra assistir ela sonhando!
Dormindo um sono profundo e gostoso ela começa primeiro a balançar as patinhas, depois a torcer o nariz e fazer caretas, até que chega no auge: os mini-latidos.
A Maní acordada é muda – não de verdade, ela é capaz de emitir sons, tipo latido, ela só não lembra disso nunca e está sempre mudinha pela casa, se expressando só com a cara, o corpo e o rabo (sim, ela é o cachorro que eu pedi aos deuses!)
Mas quando entra no sono REM (hahaha, não sei se isso existe pra cachorro), ela solta as cordas vocais!
Juro, é a coisa mais fofa do mundo essa cã dando os mini-latidos – mini porque são curtos e baixinho!!!!
Só que nunca consegui filmar, pois sempre que acontece, se eu me mexo ela acaba saindo das profundidades oníricas e o espetáculo acaba…
Mas um dia eu consigo! E aí venho correndo mostrar pra vocês!
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"Sem a qual a vida é nada"
O Dias dos Namorados traz uma atmosfera diferente e curiosa pra esse mundo virtual: uma divisão muito clara entre os amargos e os derretidos (ao leite, imagino…rs)!
"So, please, please, please"
Basta entrar no meu blog pra dar de cara com o logo do Adote um Gatinho!
Acho que absolutamente todo mundo que me conhece sabe do meu amor pelos gatos e da minha escolha pelo Adote um Gatinho como ONG preferida ever!!! rs
Pois hoje eu vim aqui contar como começou minha relação e minha paixão pelo Adote!
O texto que segue foi escrito por mim em dezembro/2009… um pouco sem saber o que fazer com isso, ele acabou virando um email babão pra Juliana e pra Susan, e foi assim que tudo começou…rs (versão sem edição ou correção)
Conheci o Adote Um Gatinho algum tempo atrás, pesquisando informações de como cuidar melhor do meu gato e logo me encantei com o trabalho. Na época eu fazia faculdade no interior e como uma boa universitária de curso integral, não possuia renda, assim, minha contribuição para a ONG ficava reduzida à divulgação do trabalho.
Quando tive que voltar pra São Paulo, trouxe, claro, meu gatinho (Léo) comigo, mas a casa dos meus pais (onde voltei a morar) é praticamente impossível de fechar e por mais que eu tenha me esforçado pra que não acontecesse, o Léo se tornou um amante das ruas. Passava os dias soltos e a noite dormia preso em casa; desta forma ele fez muitos amigos (humanos e gatos), mas também acabou encontrando um final terrível. Em junho de 2008 o Léo foi envenenado. A dor foi imensa, eu me culpei pelo fato, e sinto a falta dele todos os dias, até hoje.
Bom, algum tempo passou, algumas coisas mudaram – agora eu conheço essas pessoas, não só como voluntárias ou fundadoras da ONG, mas como seres humanos de verdade. Tive o prazer de trabalhar no Bazar de Natal em 2010 e em 2011 fiz os vídeos de fim de ano e, de alguma forma, estive presente no Bazar também!
CNPJ: 08.858.329/0001-08
Itaú: 0341
Agência: 2970
C/C: 12869-6
Bradesco: 0237
Agência: 3334
C/C: 6253-7
"Pedaços de mim"
Ser mãe é ensinar a coragem, incentivar as ousadias, reforçar a auto-estima, curtir as novidades e comemorar as novas conquistas.
Saber acertar a distância: longe o suficiente pra deixar o filho e ir e se virar, e perto o suficiente pra poder segurar em caso de queda.
Minha mãe “me deixou” vir pro Chile e sabe estar sempre pertinho de mim (pelo coração e pela internet).
Minha filha acaba de descobrir esse novo mirador na casa e claro que a babona aqui ficou orgulhosa, achou lindo e registrou o momento…rs
A homenagem pra minha mãe eu fiz outro dia, aqui no blog, pelo aniversário dela, e hoje só posso repetir o parabéns pelo seu dia e muito obrigada por, literalmente, TUDO! Com ela estarei agora sempre, pendurada em seu pescoço! =)
A homenagem pra minha filha está em cada amasso e nos beijos infinitos que posso dar todos os dia nela e em cada carinho e chamego que recebo de volta! Privilégio que eu sei aproveitar direitinho!
Às outras mães, desejo um feliz dia, com o coração cheio de amor e os abraços cheios de carinho – desse jeito que, como todo filho sabe, só as mães sabem ter!
Beijos à todas!
"Tô lhe contando que é pra lhe dar água na boca"
“Chico é como um parente distante, que chega de repente e penetra na intimidade do nosso lar.”
A frase é no Nelson Rodrigues, o livro é da Regina Zappa, a biografia é do Chico Buarque, o presente eu ganhei do Lalo.
Mas quem se delicia sou eu. Quem está ainda mais apaixonada, sou eu!
Sério, dá vontade de ler esse livro infinitamente, pra sempre, todos os dias…
Ele traz a sensação de que estou do ladinho do Chico, escutando ele e amigos muito próximos a ele narrarem lindas histórias sobre uma vida que eu queria ter vivido; ou pelo menos acompanhado de perto.
(como eu sempre digo, nasci na época errada!)
É só a sensação, mas já é tão gostoso!!!Acho que isso é o que todo livro deveria proporcionar ao seu leitor…
Esse acertou na mosca!
No final, as histórias são do Chico e sobre o Chico, eu não estava lá pra ver e contar, a Beneton não gravou tudo e a globo só passou umas partes…mas o bom é poder abrir o livro e tê-las ali, pra hora que eu quiser relembrar, como se elas quase fossem minhas!
"Pra quem você tem olhos azuis?"
Talvez porque por um bom tempo éramos as duas e só.
Talvez porque sempre estivéssemos as duas – com ou sem mais alguém.
Talvez porque nós, de alguma forma, crescemos juntas.
Talvez porque eu não seja muito boa de amigos novos.
Ou talvez simplesmente porque sempre foi assim.
De qualquer jeito, assim é o melhor jeito!
Legalmente ela virou “adulta” exatamente 15 dias depois que eu nasci. Imagino que na prática tenha sido um pouco diferente… Antes ou depois ou durante… ou os três.
Outro dia, num cartão de aniversário ela fez a matemática de quanto, na porcentagem da vida dela, eu estive presente.
Pois pense bem, se eu estou com você a mais de um terço da sua vida, o que dizer da minha, que tem 100% de você?
Não precisa me conhecer muito a fundo pra reconhecer em mim seus pedaços. Seja no nariz de tomada, na maçã do rosto que tá mais pra manga, no Chico Buarque, no Lô Borges, no Gênesis, no Trem de Pirapora, no Balão Trágico… Na jeito de pensar, de chorar, de dirigir… Na dificuldade de enxergar ou nas trapalhadas do dia a dia…
O blábláblá de “eu não existiria sem você” é bastante redundante no caso filha-mãe; e eu sei que sou suspeita pra falar, mas realmente acho que nossa relação é mais especial do que as que estão por aí…
Correndo o risco de ser repetitiva – ou melhor, já sendo – nas datas especiais é mais difícil estar longe; e o coração dividido dessa vida de expatriada fica ainda mais apertado em dias como hoje…
Queria estar aí, dando e ganhando colo, comendo comidas gostosas, fazendo programa de “nós 4”. Queria dar todos os beijos e abraços que estão faltando e mais vários especiais pelo dia.
Eu não posso te responder a última pergunta que você me fez quando nos despedimos da última vez, porque eu não sei a resposta. Mas uma coisa eu garanto: por mais feliz que eu esteja longe, um pedaço do meu coração sempre vai estar dolorido (de saudade, de culpa, de amor…)
E mais: por mais longe que eu esteja, não importa os quilômetros de cordilheira ou os infinitos litros de mar que possam tentar nos separar… Eu sei que sempre estaremos juntas!
Você está sempre no meu coração e na minha cabeça – e no meu iPod, e no meu fogão…
Te amo porque você é minha mãe, porque você é minha amiga, porque é uma pessoa incrível, porque tem os olhos mais azuis e mais expressivos que eu já conheci, porque tem o sorriso mais “iluminador de ambientes” da história (tá, vai…acho que só não ganha do Gael Garcia Bernal…hahaha), porque é uma profissional impressionante, porque é um ser humano especial… Te amo porque você é você – em mim, nos outros e em você!
O dia já tá acabando, mas durante todo ele eu te desejei um feliz aniversário. E desejo – todos os dias, mas hoje especialmente – que cada dia da sua vida seja melhor, que as dificuldades tenham uma razão de ser, que os motivos pra comemorar sejam infinitos, que o coração esteja sempre inundado e que você seja cada dia um pouco mais feliz!
Te amo, mãe! Parabéns!!!
"canções de amor se parecem" ?
Não consigo muito explicar poque, mas costumo desconfiar de declarações exageradas de amor.
Outro dia tinha alguém reclamando no facebook sobre esse povo que vira e meche tá atualizando o “status de relacionamento”, sempre afirmando que “agora é pra sempre” com a nova pessoa… Pode ser que isso seja uma grande fé infinita no amor, ou o contrário…
Que o facebook é uma ferramenta narcisista onde cada um faz questão de dilatar a própria felicidade pra divulgar a vida perfeita que leva, isso tem sido muito dito ultimamente.
Meu pensamento de agora passa pelo facebook mas vai um pouco além.
Desconfio, sim, do amor de quem tem que ficar postando com um frequência esquisita o quanto está apaixonado.
Mas desconfio, principalmente, da necessidade de declarações intermináveis, enfeitadas demais, frequentes, demais, floreadas demais…seria falta de romantismo da minha parte?
Sei não…
Eu prefiro o amor sutil, o amor sabido e seguro que não precisa de flores ou posts semanais. O amor que se percebe em um toque, em um ataque de riso, em uma bufada de “ai, isso é tão típico de você”.
O amor que compartilha um olhar que diz tudo e não precisa de um milhão de linhas (num cartão ou numa rede social).
Sim, sim. Eu sei que andei postando por aqui longas e melosas declarações. Mas foram declarações comemorativas, porque eu sou sim muito a favor de celebrar o amor!
O que me deixa com o pé atrás é a sensação que algumas declarações me passam de pura insegurança, necessidade de autoafirmação por puro medo… Especialmente no caso de relacionamentos mais novos…
Sei lá, pode ser preconceito meu (e provavelmente é..rs), e pode ser um pouco de inveja também (será?).
Mas o fato é que os pequenos gestos me encantam infinitamente mais do que os grandes “eventos”. Especialmente porque eles preservam a proximidade e a pessoalidade dos envolvidos!
Talvez por isso eu goste tanto da rotina da vida de casada…
🙂
"Finja que agora eu era o seu brinquedo"
Lembro como se tivesse sido ontem.
Lembro do arrepio na espinha quando te via de longe, destacado no meio da multidão, se aproximando de mim.
Do frio na barriga que vinha quando sentia seu cheiro mais de perto.
Das festas sem sentido que eu ia só pela companhia.
Lembro da festa Hawaiana com a nada discreta e bastante provocante brincadeira de me sujar de neon. Da colega “intrometida a cupido” que provavelmente só atrasou o processo todo. Da carona oferecida (mesmo sem espaço no carro) e aceita (pra ganhar um pouquinho mais de tempo).
Lembro da noite, véspera de feriado, de horas infinitas, de jogos infinitos, chocolates saborosos e amigos demais – na sala que já deveria ter sido só nossa.
Do ônibus antes das 6 da manhã, que chegou cedo e rápido demais. E da aflição de, pela primeira vez, me despedir de você e ver da janela o distanciamento…
Lembro do nervosismo do primeiro encontro (sim, sempre fui bobinha!). Da desculpa esfarrapada de ir ao teatro. Da ajuda amiga na “rebolada” pra conseguir chegar naquele cinema no fim do mundo.
Lembro do joguinho de aproximaçãoXdistanciamento nas cadeiras do tal cinema. De ter sido “sequestrada” pro seu carro e conhecido de fora sua casa.
Lembro dos seus amigos muito simpáticos, bastante bêbados e/ou nada discretos.
Lembro do toque no cabelo mais macio que já conheci. Dos piercings no meio do caminho. Das horas de conversa. E das horas e horas e horas do colo confortável e mega paciente.
Lembro do cafuné carinhoso que gentil e espertamente se transformou no tão esperado Primeiro Beijo.
E me lembro do frio na barriga que veio deliciosamente congelante e das borboletas que vieram definitivamente morar no meu estômago.
Lembro de, mais uma vez, ter que me despedir cedo demais de você, mas com direito, agora, ao beijo de despedida.
Lembro tão claramente das cores e das luzes, tão intensamente dos cheiros e tão perfeitamente dos gostos que chega a ser difícil acreditar que isso tudo aconteceu há 7 anos!
7 anos de história é história pra caramba!
E como todo bom livro, é uma história que começa com as melhores páginas possíveis, pra prender o leitor logo de cara e fazer com que ele não consiga mais largar o livro, esperando sempre saber o que mais vai acontecer. Mesmo que esse livro se proponha ao “viveram felizes PARA SEMPRE” e mesmo que o interessante da história seja o caminho até esse “sempre”.
Vamos lá!
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| 2005 |
"quando o homem exagera"
Peguei o certificado de Pedigree da Maní pra passar os dados pro atestado de saúde que ela precisa pra ir pro Brasil e tava prestando atenção numas coisas…
Ela só tem uma avó, que é mãe do pai e da mãe, ou seja…seus pais são irmãos!
E não pára por aí, vários outros nomes se repetem na pequena árvore genealógica de (apenas) 4 gerações…
Esse tipo de coisa me revolta muito!
Carrego comigo uma culpa, que vivo tentando esconder de mim, por ter uma cachorra de raça.
Minha justificativa racional faz sentido pra mim: nunca tive cachorro e nunca gostei de cachorro, portanto, quando escolhi ter um, precisava garantir algumas características pra que pudesse aprender a viver com esse novo animal.
Eu não podia correr o risco de pegar uma vira lata que cresceria demais ou que latiria demais…ou que exigisse de mim coisas e paciências que eu não sabia se teria com um cachorro.
Porque desistir depois de ter JAMAIS seria uma opção pra mim, mas viver com um bicho que não me agradasse também não faria nenhum sentido…
Como expliquei outras vezes, por causa do novo estilo de vida – expatriada, com país de origem pra visitar e país novo pra conhecer – não daria pra ter meus favoritos gatos. E não ter bicho nenhum, nem pensar!
Decidido que seria cachorro, fiz uma mega pesquisa, li um monte, pesquisei na internet, conversei com veterinários…tinha que ser o cachorro certo. E foi assim que escolhi o Shih Tzu.
É uma raça incrível e que sempre recomendo pra quem tem o estilo de vida parecido, ou mora em apartamento ou tem criança em casa…é excelente!
Mas é de raça, é criada e é comprada!
Um dos momentos em que isso mais pesou pra mim foi quando cheguei em casa e encontrei a Maní tremendo, como se tivesse engolido um celular no vibracall; tremedeiras fortes e ritmadas que vinham, tremiam e passavam…
Liguei assustada pro veterinário e ele me deu uma lista de sintomas pra prestar atenção, disse que poderia ser uma convulsão já que, nas palavras dele, “epilepsia é uma doença comum nessa raça”.
Putz, além do susto de ver sua filha com provável epilepsia, fiquei muito puta comigo! Porque independente da pesquisa e da raça escolhida, minha filha é a Maní e saber que ela estaria sujeita à uma doença tão séria por causa do egoísmo do ser humano que fica fazendo essas criações bizarras – seja pra “melhorar” a raça, seja pra ganhar dinheiro… Putz, que raiva! Raiva disso existir e raiva de compactuar com isso!
No final a tremedeira era um sintoma bizarro da gravidez psicológica em que ela estava, portanto, nada sério, susto deixado pra trás, ufa!
Mas fora isso, ela tem vários outros defeitinhos genéticos, como o dedo a mais no pé direito ou as mil e uma alergias ou o problema dos vômitos inexplicáveis..
Amo minha pequena, com raça ou não, do jeitinho que ela é, não troco por nada e tô pouco me lixando pra esses “defeitos”, mas realmente me revolta pegar a árvore genealógica dela e saber que isso tudo poderia ter sido se não evitado, pelo menos amenizado, se esses criadores de merda não fizessem esses cruzamentos ridículos pra garantir uma coisa qualquer que dê dinheiro pra eles…
Pensar que ela pode vir a sofrer por causa disso é de revirar o estômago, mas não tem muito o que fazer agora, a não ser cuidar dela da melhor forma que posso.
A maior vantagem dessa história é que a Maní, raça escolhida, acabou me ensinando que muita coisa que eu queria garantir depende muito do “indivíduo cachorro”, mais do que qualquer raça. E me ensinou também, claro, a gostar de tudo que é cachorro! (apesar de, confesso, ainda não ter paciência pra latição nenhuma! rs)
"Vamos lamber a língua"
Um dos piores pesadelos que tive na vida – se não o pior – foi quando sonhei que o Chico Buarque tinha morrido. Acordei chorando muito e com uma angústia tamanha que demorou a passar e que até hoje aperta meu peito quando penso no assunto.
Em 2007, no período em que ia a todos os “Baile do Baleiro”, ou seja, quase toda semana num show, eu sempre saía de lá com a alma lavada, com uma felicidade indescritível. Ia dormir leve e tinha sonhos super gostosos em que estava em uma roda de violão com toda a banda, super amiga do pessoal, batendo altos papos e cantando tudo que é música. Isso sempre resultava em manhãs deprimidas e depressivas, manhãs de voltar à realidade, lembrar que não sou amiga dessa turma e tão pouco sei cantar! rs
Li agora no blog Adorável Psicose o seguinte trecho:




