"canções de amor se parecem" ?

Não consigo muito explicar poque, mas costumo desconfiar de declarações exageradas de amor.

Outro dia tinha alguém reclamando no facebook sobre esse povo que vira e meche tá atualizando o “status de relacionamento”, sempre afirmando que “agora é pra sempre” com a nova pessoa… Pode ser que isso seja uma grande fé infinita no amor, ou o contrário…

Que o facebook é uma ferramenta narcisista onde cada um faz questão de dilatar a própria felicidade pra divulgar a vida perfeita que leva, isso tem sido muito dito ultimamente.
Meu pensamento de agora passa pelo facebook mas vai um pouco além.

Desconfio, sim, do amor de quem tem que ficar postando com um frequência esquisita o quanto está apaixonado.
Mas desconfio, principalmente, da necessidade de declarações intermináveis, enfeitadas demais, frequentes, demais, floreadas demais…seria falta de romantismo da minha parte?

Sei não…

Eu prefiro o amor sutil, o amor sabido e seguro que não precisa de flores ou posts semanais. O amor que se percebe em um toque, em um ataque de riso, em uma bufada de “ai, isso é tão típico de você”.
 O amor que compartilha um olhar que diz tudo e não precisa de um milhão de linhas (num cartão ou numa rede social).

Sim, sim. Eu sei que andei postando por aqui longas e melosas declarações. Mas foram declarações comemorativas,  porque eu sou sim muito a favor de celebrar o amor!

O que me deixa com o pé atrás é a sensação que algumas declarações me passam de pura insegurança, necessidade de autoafirmação por puro medo… Especialmente no caso de relacionamentos mais novos…
Sei lá, pode ser preconceito meu (e provavelmente é..rs), e pode ser um pouco de inveja também (será?).

Mas o fato é que os pequenos gestos me encantam infinitamente mais do que os grandes “eventos”. Especialmente porque eles preservam a proximidade e a pessoalidade dos envolvidos!

Talvez por isso eu goste tanto da rotina da vida de casada…
🙂

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3 pensamentos sobre “"canções de amor se parecem" ?

  1. O que dá mais gosto é a relatividade (típica do analisa(n)do)! Assumir que talvez, quem sabe, possa ser preconceito ou inveja é pra poucos. E isso legitima ainda mais a posição! hehe

    E não, não tô comentando porque você comentou lá (respondi!). É porque agora que eu tô blogueirão, aprendi a entrar aqui de novo e publicar sem o sofrimento de antes! rs

    Bjs!

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  2. Gabi,
    Primeiramente, não sou casado portanto não posso falar das experiências e sensações deste tipo de relacionamento. Se o amor é diferente, para melhor ou pior, mais estável, menos, mais barulhento, mais ostensivo ou reservado… Porém, creio que em muitos de nós existe, antes de tudo a inclinação inconsciente de “conquista”; e, em tempos de fast-food, tudo tem muita pressa, inclusive no amor, no apaixonar-se, no dizer…

    Um bom fim-de-semana para você e sua família.
    Boa Pascoa – não sei se comemoram, mas enfim!
    Abraços de quem a Segue,

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