Preciso compartilhar meus sonhos das duas últimas noites!
Primeiro um pouco de contextualização:
Na terça feira da semana passada eu fui roubada pela terceira vez! Assim como da primeira, o ladrão era peruano, não chileno; mas diferente das outras vezes, dessa vez ele roubou mesmo o celular… No final, graças ao GPS do iPhone, conseguimos encontrar o ladrão e ele está preso (semana que vem vou de novo na delegacia pra depor). Infelizmente, ele tinha acabado de vender o aparelho dentro de um centrinho cheio de lojas ilegais de peruanos, daqueles lugares que policial não entra…
Na segunda feira o Lucas me contou que o irmão de um amigo quase foi roubado. Estouraram o vidro do carro dele (uma Santa Fé), mas foram pegos no ato e conseguiram fugir, mas não antes de ter o vidro do próprio carro quebrado também. Durante a fuga a polícia os parou pra perguntar sobre o vidro quebrado e, por sorte, nesse mesmo momento o dono da Santa Fé ligou na polícia pra fazer a denúncia da tentativa de roubo. Resultado: os caras foram presos e nosso amigo e seu irmão também estão nas burocracias de delegacias e depoimentos..
Bom, os sonhos:
Duas noites atrás eu sonhei que havia uma epidemia mundial de uma doença peruana muito séria e perigosa. Todos os países estavam super preocupados, mas tinham desenvolvido uma vacina pra tal doença. Só que eu estava com uma gripe muito forte e as autoridades não conseguiam decidir se podiam ou não me dar a vacina no meio de outra doença…
Essa noite sonhei que três crianças (de uns 8 anos) roubavam uma Santa Fé dourada, mas meus amigos já estavam esperando por isso, então conseguiam seguir o carro roubado e seus respectivos ladrões, inclusive se antecipando aos movimentos que os mesmos faziam.
Quando finalmente conseguimos capturá-los já estávamos em um lugar que era como o QG dos meninos, que acabaram nos confessando que o roubo, na verdade, tinha sido uma estratégia pra nos levar até esse lugar. Lá eles queriam que nós conversássemos com um doende de corpo e cabelo verdes e pouco mais de 20 cm. Esse doende estava fundando uma nova religião, da qual ele seria o deus, os meninos ladrões já estavam convertidos e tentavam fazer o mesmo conosco. Ficamos um bom tempo debatendo o assunto, sobre o roubo, a necessidade da nova religião, etc…
Nos dois sonhos acordei antes que alguma decisão fosse tomada.
Bizzaros ou não?!?!
Arquivo do autor:Gabi Ramalho
"Vamos lamber a língua"
Um dos piores pesadelos que tive na vida – se não o pior – foi quando sonhei que o Chico Buarque tinha morrido. Acordei chorando muito e com uma angústia tamanha que demorou a passar e que até hoje aperta meu peito quando penso no assunto.
Em 2007, no período em que ia a todos os “Baile do Baleiro”, ou seja, quase toda semana num show, eu sempre saía de lá com a alma lavada, com uma felicidade indescritível. Ia dormir leve e tinha sonhos super gostosos em que estava em uma roda de violão com toda a banda, super amiga do pessoal, batendo altos papos e cantando tudo que é música. Isso sempre resultava em manhãs deprimidas e depressivas, manhãs de voltar à realidade, lembrar que não sou amiga dessa turma e tão pouco sei cantar! rs
Li agora no blog Adorável Psicose o seguinte trecho:
"O mundo está ao contrário e ninguém reparou"
Viver em um mundo em que você paga muitos dinheiros pra ter um celular com sistema e GPS e o caramba a quatro, pra poder encontrá-lo em caso de roubo. Ou viver em mundo em que você não pode ter o celular que gostaria porque sabe que só estaria gastando dinheiro em uma coisa que ao final vão mesmo te roubar. Ou viver em um mundo em que os muitos dinheiros que te cobram pelo celular (ou pelo “necessário” seguro dele) já é, por si só, um roubo. Ou viver em um mundo em que você precisa roubar um celular que vale muitos dinheiros, pra vender por muito pouco dinheiro – torcendo pra que ninguém te pegue – para que com esses poucos dinheiros você possa alimentar sua família por, quem sabe, duas semanas.
O que mais falta pro mundo reparar que o mundo está todo muito errado????
Hoje eu “perdi” meu celular. Perdi 4 horas da minha vida com a burocracia “policiana”. Perdi mais um pouco da minha fé na humanidade. E perdi mais um pouco da minha esperança no mundo.
Milagres/Miséria – Adriana Calcanhotto
“A fome está em toda parte
Mas a gente come,
Levando a vida na arte”
"Ponha a roupa de domingo"
É como se tivesse sido ontem. O frio na barriga. Os abraços apertados. O coração na confusão entre o dolorido e o ansioso. Ainda consigo sentir tudo isso.
"Sempre na guarda do seu portão"
Cão de guarda???
Que nada! Aqui é Cão que Aguarda.
Do lado da porta.
Sentada ansiosa ou dormindo relaxada, tanto faz.
Ela espera.
Porque o que importa é garantir sempre a melhor recepção ao próximo que chega.
Garantir que qualquer perna nova vai ganhar a marca do seu cheiro.
Que cada um que entra se sinta especial e querido.
Mostrar pra cada um que volta a falta que fez.
E ganhar lugar no coração de todos que se derretem e se deixam conquistar!
A capacidade que a Maní tem de sentir e demostrar afeto (quase de graça) é de se invejar!
"Se Anália não quiser ir…"
Ontem fomos em um churrasco na casa de um amigo na praia de Algarrobo, mais ou menos uma hora de Santiago.
Fomos, nesse caso, se refere à família completa! Sim, levei a Maní pra praia! hahaha
Fomos em 7 no carro: na frente o Duilio dirigindo, no passageiro o Lucas e atrás eu, a Constanza e o Marcos (um casal de amigos sobre o qual já falei algumas vezes) e nossas filhas: Maní e Melcoche.
Melcoche é um doce típico do Equador – terra da Constanza – e tb o nome da cachorrinha nova do casal! Ela é uma fofa, tem só dois meses e é uma mini-bolinha de pelos!
Estava curiosa pra ver as duas, Maní e Melcoche, se conhecendo e me surpreendi.
Maní, moleca de tudo, arteira, energia infinita, filhote eterna….bom, com a pequenininha do lado se transformou! Primeiro que ficou enorme! hahaha
Depois que ficou super adulta e centrada! Não surtou, não baixou a pipoca saltitante nela…parecia até meio ranzinza.
Essa coisa de instinto natural sempre me impressiona!
Maní não tem nenhuma noção da vida, faz festa pra Rottweiler desconhecido na rua, provoca e convida pra brincar de lutinha, se deixar e ainda me faz passar vergonha querendo ser amiga de todo mundo ao redor.
Pois com a Mel do lado era outra coisa. Ficava quietinha, deixando a pequena literalmente montar nela, sem reclamar e, principalmente, sem revidar. Entrava na brincadeira também, mas de longe, sem pular em cima, sem levantar a pata, tomando o maior cuidado com a nova amiga delicada e petelha… Coisa linda de se ver!
No carro a Maní tava interessada na vista e a Mel interessada em ficar pertinho da Maní, mas sem sair do colo da mãe dela; fez altos malabarismos até que conseguiu se dividir entre os dois colos!
Chegando na casa do Juan ficamos sabendo que eles tinham dois cachorros grandes, não muito amigáveis e que estavam brigando entre si.
Separados os dois grande e passados os primeiros minutos de tensão, apresentamos as pequenas pra eles e não houve maiores problemas…
Isso até a dona do cão dono da casa, um velhinho bonito e rabugento, ir fazer festa pra Maní, a Maní responder a achar que podia, então, fazer festa pro cachorro tb… Aí foi a maior latição (por parte do outro, pq ela continuava de rabo balançando), levar a Maní pra fora enquanto tiravam o outro da sala, enfim…
Foi só um momento, mas deu pra constranger…rs
E aí fomos pra praia!
Tava super curiosa pra ver a reação da minha cã, que agora é fã de água, com tanta areia e com tanta água. Mas essa parte foi bem sem graça! hahaha
Ela chegou lá e parecia estar super familiarizada com a areia, nenhuma novidade….aí levei pra perto do mar e ela reparou que aquela água era infinitamente mais gelada do que qualquer outra…nem quis saber…
Passou a tarde sentada em baixo do guarda-sol, olhando ansiosa pra todos que passavam, esperando que alguém parasse pra conversar com ela, cães, principalmente!
Reparem na quantidade de gente maluca “curtindo” o mar congelante!
Lucas, Duilio e Juan, aliás, bancaram os malucos, mas não aguentaram nem dois minutos (literalmente 2 minutos) antes de voltar correndo pra areia quentinha! hehehe
ficou faltando foto da dupla dinâmica – Maní e Mel – juntas… =/
Foi uma delícia de domingo, mas serviu, especialmente, pra alimentar minha abstinência de praia (“oi, meu nome é Gabriela e faz dois anos e dois meses que não vou à praia”).
Em março vou pra uma praia descente – entenda-se brasileira, não preciso de nada chique, só comida gostosa, mar quentinho, sorvete…
Nem que tenha que ir sozinha, eu vou pra praia!!! Ah, eu vou!
"Nós gatos"
Sério, por favor! Pare meia horinha da sua vida e assista isso:
As três partes, ok?!
Viu?!
"Vamos celebrar…"
Saudades de quando eu acreditava (mesmo que só um pouquinho) no horóscopo (da Capricho, diga-se de passagem).
Essa esperança honesta e inocente de que o mundo ia (não só podia, veja bem, IA) melhorar…
Claro que nessa época meu conceito de mundo era bastante reduzido e eu não conhecia exatamente o que é que precisaria melhorar no tal “Mundo”, talvez por isso fosse mais fácil crer…
Como eu disse ontem no facebook, estou de mal com a humanidade.
Não consigo mais acompanhar notícias e/ou comentários de facebook. Assim como não consigo simplesmente escrever minhas lamúrias (ou histórias ok) do dia a dia e pronto. O desespero de não poder fazer (quase?) nada às vezes me engole.
E descobri que falta força pra tentar mudar o mundo quando você não acredita numa mudança de verdade.
As meninas (minhas heroínas, by the way) do Adote um Gatinho sempre dizem que cada vida é o que vale e que apesar de se decepcionar todos os dias com as histórias absurdas, sempre que uma vidinha – uma só que seja – é salva, elas sabem que o trabalho duro está valendo a pena.
Talvez o que esteja faltando pra mim seja esse contato mais “palpável” com o bem, o bem bem na frente dos meus olhos e ao alcance das mãos, não sei bem…
Como eu começo pra chegar nisso?
Fé eu nunca tive, mas percebo que perco cada vez mais a capacidade de acreditar.
Quando meu irmão era pequeno, devia ter uns 4 anos, alguém contou pra ele que Papai Noel não existia e ele foi, todo adulto e racional, contar pra minha mãe que “tudo bem”, que ele já sabia daquilo e nem ligava. Mas uns minutinhos depois ele achou melhor confirmar: “Papai Noel não existe, mas o Coelinho da Páscoa, SIM, né?!?!?!”
É justamente ESSE o brilho que me falta…
(Guto, você ainda tem um pouquinho pra me emprestar???)
Acho que só se o Papai Noel caísse na minha lareira (que no Chile é proibida), com um duende pendurado no cinto e pelo de rena no casaco, pra eu recuperar esse brilho…
"Tô me guardando pra quando o carnaval chegar"?
Tô com a cabeça fervendo, com mil histórias da viagem pra contar, fotos pra postar… personagens que percebo nascendo dentro de mim, fatos da vida me real revoltando ou acontecimentos que acompanho e levantam em mim a vontade de falar.
Mas sei lá…tô com preguiça…
Preguiça de colocar pra fora o que pede pra sair (com qual esforço?)
Preguiça de esperar reações e respostas (que eu sempre espero)
Preguiça das possíveis respostas.
Não sei se é poque eu tô de férias (e minha faxineira também), mas apesar de a minha cabeça estar pedindo abertura, estou preferindo fechá-la e passar o dia passando roupa, como fiz hoje…
A verdade é que eu gosto mais de mim quando este blog está mais ativo (o outro então, nem se fala).
Mas da mesma forma que ainda não fiz o esforço de ano novo pra começar uma atividade física e melhorar minha saúde (vocês verão quando eu contar a experiência no vulcão), não fiz o movimento dos dedos pra esvaziar o cérebro.
Talvez porque no momento eu prefira essa “ferveção” dentro do cérebro e não fora dele.
Talvez eu só esteja pedindo confete (come on, quem escreve um post falando que não quer/vai escrever vários posts???)
Ou não…não sei…
Quando cai mesmo o carnaval desse ano?
.
.
.
.
"do lado de baixo do Equador"
Já descemos mais de 1.800km (de carro) e amanhã começamos a subida de volta…
Até agora temos 1.240 fotos!
Saímos de Santiago na segunda feira, dia 02, fizemos nossa primeira parada em Temuco, no dia seguinte Los Angeles e Valdivia, depois Osorno, Entrelagos, Vulcão de Osorno, Puerto Varas, Frutillar, Puerto Montt…hoje atravessamos pra Ilha de Chiloé e já conhecemos Ancud, Cucao e Castro!
É tanto lugar que vamos confundindo os dias, as ordens dos passeios, o que tinha em cada lugar, etc…
Essa é a vantagem de estarmos em grupo (somos 4) fazendo uma viagem longa: ela nem acabou ainda e já estamos relembrando os passos…rs
Muita paisagem bonita e diferente, muita gente simpática, várias experiências novas, muito calor, muitos insetos (malditos Tábanos!!!!!!!!!), muita comida boa – especialmente peixe, muito peixe! – agora um pouco de chuva, MUITA estrada… e um Chile todo novo e diferente do que eu considerava “chileno”!
Experiência mega importante nessa vida de expatriada, explorando mais e mais da tirinha querida que é esse país! (pena que é uma tira muito comprida e difícil de percorrer de ponta a ponta…rs)
Por enquanto vou ficar devendo fotos porque o wi-fi do hostel aqui em Castro está muito ruim…
Aos mais curiosos deixo um convite: dêem um pulinho lá no GoogleMaps pra ver o traçado da nossa rota enquanto esperam nossos pontos de vista!
Beijos e ótimo 2012!







