"Meu coração bate feliz"

E eu sei exatamente o porquê!

Ele bate feliz porque o seu bate forte! Porque o seu bate lindo e barulhento! Bate cheio de vida! E bate aqui, dentro de mim!!!!!


7 semanas e 5 dias; 1,3 cm; coração com 164bpm!



Caramba!!! Que loucura que é isso!!!
Dois corações em mim, dois ritmos, dois corpos, duas vidas e um milhão de litros de amor!

É tanta emoção que faltam palavras, então os deixo com as imagens!






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Estava muito na dúvida se vinha já contar ou se esperava mais um pouco… (afinal, o que são só mais 4 semaninhas?…rs)

Acontece que esse blog foi criado pra eu poder ficar mais perto das pessoas que deixei longe quando mudei de país, pra que elas pudessem acompanhar as mudanças, as novidades e as descobertas dessa nova vida…
E em se tratando de nova vida, esse “agorinha” é o momento mais cheio de novidades e o que eu mais quero compartilhar! Porque é um momento só de nós 4 enquanto família, sim,  mas é um momento que eu viveria grudadinha nos meus pais se estivesse lá do lado, ganhando um monte de mimos e carinhos da família e dos amigos mais próximos…
Como não dá pra ser assim, quero poder registrar aqui cada momento, cada sensação, cada história, cada medo, cada conquista, cada evolução… para poder voltar a ler e lembrar sempre, mas, principalmente, pra fazer com que esse momento não seja muito solitário, pra fazer com que meus tão queridos matem a curiosidade e se afoguem também no tantão de amor que tem inundado a vida por aqui!

E também porque tem sido cada vez mais difícil inventar temas aleatórios pra postar no blog quando tudo que me ocupa, me preenche e me faz sentido agora é esse assuntinho bobo! 🙂

Bem vindos à aventura!!!



(ps.: apesar de estar colocando no blog público, ainda não queremos sair gritando aos quatro ventos, por isso peço um pouquinho de discrição, ok?! Peço que, por enquanto, evitem comentários no facebook ou excessos de comentários na “vida real”…
Não vou divulgar o link desse post como sempre faço, de maneira que essa novidade linda vai ficar sendo segredo entre nós, só por aqui, ok?!?)


Beijos, beijos e mais beijos…(e mesmo com tanto beijo, juro que vocês não imaginam quanto amor pode caber dentro de uma pessoa só! (ou duas!? rs)

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"Com açúcar, com afeto"

As teclas nas quais eu mais bato nesse blog, traduzidas num documentário lindo!!!


http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=4JSvrCf_aU4#!



– Amor à língua portuguesa;
– Expatriação;
– Bilinguismo.



(infelizmente não estou conseguindo colocar o vídeo aqui, mas é só clicar no link e correr lá pra assistir, ok?!)

Depois vocês me contam se fui a única que chorou assistindo…
hahahaha

"Consta nos mapas"

Parece clichê essa história de que “meu marido é minha base, meu suporte, minha segurança, minha estrutura”.
É clichê mas é verdade, né?!

E no meu caso não é só porque ele tem 2,03m de altura. Nem só porque quando ele me abraça tudo volta ao lugar certo. Ou porque ele é o prático e racional da família.

É por tudo isso, sim, mas é ainda mais literal! Porque, é impressionante: TODAS as vezes que ele vai viajar e eu fico sozinha em casa com a Maní o chão treme!! Literalmente “todas” e literalmente “treme”!!!




É batata: é só estar sozinha que tem um temblor mais fortinho (ou fortão)!!!
E eu já sei disso… tanto que sempre fico na dúvida entre trancar a porta (afinal, estou sozinha) ou não (afinal…e tremer??) rs
Eu já sei, mas não deixa de me impressionar: eita conexão, hein?! Conexão entre nós dois e conexão de cada um de nós com esse país!
O Chile simplesmente sabe, ele sente a ausência dele e minha solidão… e fica tão vulnerável em sua própria estrutura quanto eu fico na falta dele… 
Acho lindo! rs
(pelo menos enquanto não vier não vier um terremoto fortão de verdade! E enquanto as viagens do Lucas forem curtinhas! hahaha)

"Consta nos mapas"

Parece clichê essa história de que “meu marido é minha base, meu suporte, minha segurança, minha estrutura”.
É clichê mas é verdade, né?!

E no meu caso não é só porque ele tem 2,03m de altura. Nem só porque quando ele me abraça tudo volta ao lugar certo. Ou porque ele é o prático e racional da família.

É por tudo isso, sim, mas é ainda mais literal! Porque, é impressionante: TODAS as vezes que ele vai viajar e eu fico sozinha em casa com a Maní o chão treme!! Literalmente “todas” e literalmente “treme”!!!




É batata: é só estar sozinha que tem um temblor mais fortinho (ou fortão)!!!
E eu já sei disso… tanto que sempre fico na dúvida entre trancar a porta (afinal, estou sozinha) ou não (afinal…e tremer??) rs
Eu já sei, mas não deixa de me impressionar: eita conexão, hein?! Conexão entre nós dois e conexão de cada um de nós com esse país!
O Chile simplesmente sabe, ele sente a ausência dele e minha solidão… e fica tão vulnerável em sua própria estrutura quanto eu fico na falta dele… 
Acho lindo! rs
(pelo menos enquanto não vier não vier um terremoto fortão de verdade! E enquanto as viagens do Lucas forem curtinhas! hahaha)

"que dá medo do medo que dá"

Acho que esse é o título mais explicativo que já coloquei numa postagem. 
Porque é sobre isso que quero falar: sobre o medo do medo que senti. Sobre o medo de sentir medo. E, especialmente, sobre o medo de ter mais medo do que o resto dos sentimentos possíveis.

Com a gravidez e o aborto eu entendi rápido que nessa história de maternidade não tem nada de “morno”, vem tudo fervendo!!!”.

E apesar de ter logo conseguido levantar e ficar bem, fiquei com medos queimando em mim…
Porque afinal, se perder um bebê com uma semana é difícil assim, imagina depois de mais semanas, ou até meses?! E imagina perder um filho depois que nasce?!?! E imagina perder um filho depois de grande?!?!

Conheci logo de cara (no melhor estilo “bater a cara no poste”, eu diria. rs) o que é coração de mãe doendo (porque coração de mãe apertado a Maní já tinha me mostrado..rs) e soube que ser mãe é colocar-se sempre em risco de sofrer!
Soube que, sendo mãe, sempre terei medo pelo meu filho. Medo de que ele não seja saudável, que ele não coma bem, que fique doente, que não tenha juízo na tal festa, que não saiba se cuidar quando deve, que saia de casa sem casaco, enfim… todas essas coisas que sempre cansamos de ouvir das nossas próprias mães e que de repente passam a fazer muito sentido!
E, no fundo, essa tensão toda é um pouco inútil porque prática não serve pra evitar problemas, só pra deixar as mães mais tensas, não é?! rs
E mesmo assim (e mesmo com os enjôos, a canseira, a falta de sono, etc,etc,etc) o mundo tá cheinho de mães por aí dizendo que ser mãe é incrível, que é o maior amor do mundo e que TUDO vale a pena! 
E eu acredito nisso! E quero isso pra mim! 
E sim, mesmo descobrindo que a presença desses medos todos será uma constante, continuo querendo isso pra mim!!! Porque sei que o resto todo é muito maior que o medo!

E aí vem a segunda parte da história…
Porque depois que aprendi que terei que conviver com esses “montrinhos”, pude colocá-los num patamar muito menor e de menos importância (no diminutivo, até..rs). Mas aí sobrou em mim um medinho específico…

O médico logo me liberou pra continuar tentando engravidar de novo. Só que eu ainda tinha medo. Tinha medo de engravidar e perder de novo, claro. Mas, mais do que tudo, tinha medo de ter medo demais! Tinha medo de, mesmo tendo uma nova gravidez tranquila, passar o tempo todo muito tensa, com muito medo, sem conseguir curtir nada e colocando peso demais no pobre novo bebê…
E eu não queria isso pro meu filho(a)! Nem ele(a), nem eu merecíamos passar por uma coisa dessas.

Depois de um tempo eu soube que isso significava que eu não estava pronta pra engravidar de novo, eu não podia estar… a dor já podia ser fraca, o trauma podia parecer que tinha passado… meu corpo talvez estivesse pronto, mas eu sabia que ainda não era hora de continuar… e quando eu entendi, aceitei. Fiz as pazes comigo.

E eu só posso escrever isso agora porque passou! Porque agora eu estou em paz e, digo mais, estou pronta! Pronta para o que der e vier!

Não, não quer dizer que eu virei uma otimista, sem medo algum e achando que tudo vai dar muito certo e ser absolutamente lindo. Não! Mas quer dizer que eu (re)descobri em mim outros sentimentos mais fortes e mais importantes do que medo algum pode ser! Eu encontrei de novo o desejo, a esperança e, acima de tudo, o amor!
E, amor, eu quero mais!
Porque afinal, amar é sempre assim: é colocar-se em risco pra poder se entregar inteira! É arriscar cair e se machucar, mas correndo o risco também de ser MUITO FELIZ!!!

E é isso:
Estou entregue. Estou pronta. E já estou amando – mais e de novo! Que venham as próximas emoções!!!





(percebi que há um “ps.” importante: estou pronta pra poder engravidar de novo. estou amando “a nova possibilidade” aberta. não estou dando nenhuma notícia “entrelinhas”, ok?! hahaha)

"obscuro-escuro-claro"

Sentir saudades é um privilégio doído.

Posso sentir uma vontade nostálgica de algumas coisas menores, mas saudade mesmo, só daquilo que amo ou amei.

Porque saudade é diferente de falta. (das coisas lindas da língua portuguesa!)

Saudade é necessidade, é desespero, é absurdo… É irracional.

É amiga do amor em sua forma mais pura, de maneira que nela não há espaço pros vestígios de problemas ou pros eventuais defeitos passados.

Saudade nasce num cantinho escondido e, como erva daninha, vai tomando todo o espaço.

É daninha porque faz doer.

Parece egoísta porque te faz querer sair correndo, largar tudo e resolver a tal dor.

Mas, no fundo, é o mais altruísta dos sentimentos: quanto mais a saudade dói, mais te provoca pra que você a mate!

Porque o que a saudade quer de verdade é deixar de existir… é poder voltar quietinha pro seu canto escuro, desafogar aquele coração e deixar que o calor do amor, só ele, seque a inundação e refloresça de belezas o terreno baldio que outrora era dela.


A saudade insiste em doer a distância pra que você não esqueça nunca da vontade de voltar. Pra que a ida seja sempre possível. E pra que a volta seja sempre, e cada vez mais, doce!

"Sem vergonha e sem juízo"

Não sei se é preconceito velho, romantismo exagerado ou territorialismo bobo, mas esse ano estou muito mais sensibilizada com a data de 14 de fevereiro do que sempre estive com o 12 de junho…

 Não, meus caros, dia 14 de fevereiro não é só “o dia dos namorados no Estados Unidos”…
Aqui, por exemplo, hoje é día de San Valentín, é día de los Enamorados, día de la Amistad y del Amor!

Pode ser que seja só uma estratégia comercial mais inteligente, mas eu simpatizo bem mais com esse dia mais “abrangedor”.

Diferente do dia dos namorados no Brasil, hoje não é dia de os solteiros cortarem os pulsos (ou encherem a cara fingindo que não estão nem aí..rs) porque estão sozinhos. Hoje é dia de celebrar o amor em todas as suas formas!
Na minha timeline do facebook, por exemplo, já vi declarações de amor pra marido, namorado, amiga, gato, cachorro, porco (rs)…e apareceu até uma ilustração fofinha de duas poltronas namorando (?!) hahahaha





Hoje é dia de dizer pros amigos o quanto eles são amados, dia de apertar os peludos da casa e dar um beijo mais especial (mesmo que o peludo seja seu pai ou marido! hahaha), dia de comprar flores, comer muito chocolate e mandar cartões fofos pra quem quiser!

Ano passado meu Día de San Valentín foi estragado por um babaca que resolveu roubar meu celular. Humpf!
Esse ano nada parecido vai acontecer! 

Por isso tô aqui, pra desejar pros meus amados amigos um lindo día de la amistad!
E, não contem pro Lucas, tô também preparando uma noite gostosa e romantiquinha!

Aproveitem aí o dia pra adoçar a vida um pouquinho! Todos nós merecemos um dia desses! =)



Besotes!




"Mais de dez mil anos se passaram-se"

Dois dias: “Começando”

Seis meses: “Pra mim meia dúzia é seis, hein?!”

Doze meses: “Ponha a roupa de domingo”

Dezoito meses: “Brasil, recruta o teu pessoal”

E foi assim, em uma piscada de olhos, em um ou outro passo, em 4 postagens no blog… PUFF! Dois anos se passaram! 2 ANOS INTEIRINHOS!!!
É difícil colocar mais palavras do que essas aí de cima…

No dia 12/02/2011 éramos estes aí:



Dois anos depois, 12/02/2013, e ainda somos estes daí….tão iguais e tão mudados…

Mudei porque aprendi a conviver diariamente com a saudade, aprendi que o amor e a distância não são tão incompatíveis como se costuma dizer, aprendi que morrer de vontade não mata, aprendi que apoio e abraços virtuais também dão conta, mas também aprendi a força de um abraço de verdade.
Aprendi que meu marido é meu lar, aprendi que (meu) cachorro é um ser absolutamente amável, aprendi que a maternidade (mesmo a canina) é de um amor sem tamanho. 
Aprendi que não só a neve tem a capacidade macia de absorver as quedas e ao mesmo tempo gelar até a alma.
Aprendi que minha casa tem minha cara, o cheiro da Maní e o conforto do Lucas.
Aprendi que família se escreve com quantas letras você bem entender. 
Que chuva é bem melhor quando é rara. E que calor é menos pior quando é seco. 
Aprendi que o cérebro faz misturas malucas de idiomas. E que algumas coisas a gente só pode dizer mesmo na nossa língua materna.
Aprendi o significado de pátria e o significado de “hogar”.
Aprendi que clichê não é coisa de linguística, mas de coração.

Foram dois anos “fora de casa”, dois anos no “nosso lugar”.

E que venham agora todos os outros anos que temos pela frente… sejam no Chile, na Croácia, em Ohio-que-o-parta…tanto faz! Porque aprendi que o lugar faz muita diferença, mas que, na verdade, as experiências dependem de como nós as vivemos, como as encaramos e o que levamos delas – pra qualquer lado do mundo…!!!

"O meu amor"

Hoje é um dia muito especial! Hoje minha pequena completa 2 aninhos de vida!
Minha cão, minha bolinha, minha branquinha, minha baixinha, minha gremilin, meu trocinho, meu amor, minha dissimulada, minha Capitu, minha Suricão, minha Buda, minha Cara de Shih Tzu, minha Desatadora de Nós, minha enredada, minha peste, minha arteira, minha linda, minha gostosa, minha parceira, minha Gato, minha fresca, minha mimada, minha companheira, minha filha!!!



Maní mudou muito minha vida e minha-pessoa-no-caso-eu!
Ela é um trocinho especial que enche os meus dias de leveza, amor e sorrisos! 

Não tô lá pra dar os apertões e beijos de parabéns que ela merece (não se preocupem, vou resolver essa questão logo!), mas não poderia deixar passar em branco!

Quando você crescer e aprender a ler você corre aqui pro blog pra ler essa mensagem, ok, Maní?!
Parabéns filha!!!!! Mamãe te ama tanto que ainda não inventaram palavras pra contar quanto!
Que você tenha muitos outros anos de vida do nosso lado!!!!

"Lá fora é só água caindo, enquanto aqui dentro…"

Geralmente, ficar esperando o ônibus por mais de 40 minutos me irrita profundamente – especialmente na hora de voltar pra casa, quando estou cansada, de saco semi cheio, ansiosa pelo sofá e pela Maní…rs

Mas ontem, nos 50 minutos que esperei a micro D05, além de ler muitas páginas do meu livro (que, finalmente, tá acabando!), conheci um menininho de uns 4 ou 5 anos, muito figura!
Veio conversar comigo sobre meu livro, sobre porque eu lia, do que se tratava, quanto eu já tinha lido e quanto ainda faltava…depois sobre o atraso do ônibus, depois sobre o jogo de adivinhação que estava fazendo com a moça que estava com ele…
Uma graça de menino! Um fofo, com um papo super “adulto”, mas aquela inquietação infantil no corpo, nos olhos e na mente.
Desci do ônibus com um sorriso no rosto e um bom humor que me acompanhou até o final do dia!




Hoje, no ponto de ônibus lotado, encontrei um cãozinho que já tinha visto pelas redondezas. Era horário de saída de um colégio ali do lado e ele tentava, sem sucesso, mas sempre com um rabo muito balançante, conseguir fisgar um teco de qualquer uma das tranqueiras que aquele bando de adolescentes comia…

Fiquei com dó e fui até um pet shop lá perto, comprei um pouco de ração e dei pra ele, que devorou feliz o presente! Depois sentou do meu lado, ganhou um carinho e ficou descansando na sombra do ponto de ônibus, movendo o rabo num ritmo de contentamento confortável!
Nessa brincadeira, perdi dois ônibus (que, confesso, estavam mesmo cheios demais pra tomar), mas ganhei uns minutos de grata e gostosa companhia!!!

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Acabei de ler um lindo texto do Antonio Tabucchi, publicado na Piauí de julho de 2010 (aqui você pode (e DEVE) ler).
Terminei com olhos mareados e fiquei pensando na delicadeza do texto e dos personagens…
Depois lembrei dos acontecimentos narrados aí em cima…


Fiquei pensando em como falta delicadeza em nosso dia a dia (no meu, pelo menos). Delicadeza nos acontecimentos e na maneira como olhamos para o que ocorre.

(Auto-ajuda-espiritual de lado) Às vezes eu esqueço como é possível encontrar grandes satisfações em coisas sutis…
Preciso (precisamos?!) lembrar de praticar mais essa arte!






Boa noite e boa ‘segunda metade de semana’ pra todos!