Já tinha meio planejado como ia vir aqui dar a notícia… tinha uns dois posts em rascunhos, que só poderiam ser publicados depois de dada a notícia…
Estava ansiosa e contando os dias no calendário pra vir correndo pra cá…
Só que a vida tem dessas coisas que a gente não entende mas tem que “aceitar”…
E aí – coisas irônicas da vida – foi desse jeito amargo que eu fui (com orgulho) parar lá no Minha Mãe que Disse, um site lindo de pessoas fofas (que eu adoro e que facilita muito a vida de interessadas nos assuntos de filhos/maternidade) !
O texto você pode ler clicando AQUI
(aliás, você deve ler, pra continuar lendo e entendendo esse post aqui..rs)
Ele foi escrito no dia seguinte ao acontecimento, por isso é muito sincero e dolorido…
Quis publicar no site porque uma das minha primeiras “atitudes on line” foi correr no MMqD pra procurar outros textos sobre o assunto e me sentir “menos sozinha”, mas, curiosamente, quase não encontrei!
O “Três loopings…” ganhou vida pra me ajudar a processar e entender o que estava sentindo, mas virou “público” pra alcançar mais gente na mesma dor, pra ajudar a essas outras pessoas e, talvez principalmente, ajudar a mim…
E parece que funcionou! Recebi comentários lindos e um carinho (de estranhas!?!) de aquecer, e muito, o coração!
Agora, uma semana depois, os sentimentos estão abrandados, a dor já está dormente e eu já estou em terra firme.
Dessa experiência ruim sei que saí com laços mais fortes, com o corpo mais preparado e, espero que com o coração mais maleável também… porque uma coisa ficou muito clara: nessa história de maternidade não tem nada de “morno”, vem tudo fervendo!!!
ps.: ontem o Lucas e eu completamos 8 anos de história!
História é assim, tem dias lindos e azuis e outros mais cinzentos… mas cada vez tenho mais certeza de que não poderia estar mais bem acompanhada nesse caminho de crescimento!
Obrigada, mi amor, pelas crises de riso e pelo colo pro choro…minhas emoções fazem muito mais sentido quando vividas com você!
Que nossos olhos brilhem juntos, pelos mais diversos motivos, por muitos e muitos anos mais!!!
Te amo!!!
Arquivo do autor:Gabi Ramalho
"Cuidadoso, de mansinho"
Desde esse dia aqui tô devendo o post sobre o voltuntariado com os gatos..
Demorei porque queria postar fotos e naquele dia eu não tinha tirado nenhuma.. fiquei esperando voltar lá pra postar, e isso só aconteceu hoje!
Agora vim com as fotos e as sensações quentinhas pra contar!
Conheci o Adopta un Gatito pelo facebook, quando estava tentando ajudar uns amigos a adotar um gato.
Seguindo pelo fb achei que parecia uma ONG organizada – sempre vejo cartazes deles por aí e tal – e resolvi que queria ajudar…
Quando cheguei lá fiquei um pouco chocada, na verdade…
A ONG não é exatamente uma ONG… como a própria responsável me disse, são “um par de particulares” fazendo um esforço do cão, mas, aparentemente com bastante dificuldade..
O lugar é bacana, espaçoso, com um quintal gostoso pros gatos tomarem sol… uma casa inteira só pros gatos!
E tem MUUUIITOOOO gato!!!!
São mais de 100 gatos na casa!
Durante a semana há uma moça, a Sandra, que vai limpar a casa de manhã e no final do dia vai a Pamela, a responsável pelo lugar.
Mas, sério, é muito gato, muita bagunça, muita sujeira…
Fora que, como sempre acontece em abrigos, quando você coloca muito gato junto é difícil controlar doenças…então o que tinha de gato espirrando lá, não dava nem pra contar!
A verdade é que as duas não dão conta… nas poucas horas que passam lá, fazem o que podem, limpam o básico, mas o grosso vai acumulando..(fora que elas não são muito boas de organização e limpeza..rsrsrs)
No primeiro dia que fomos, eu e a Carol não ficamos muito tempo… conhecemos o lugar, apertamos vários gatos e ajudamos com um específico que estava doentinho – ok,ok..a Carol ajudou! rs E enquanto ajudava ainda me ensinou a colocar soro e aplicar remédio sub-cutâneo no pequeno!
Hoje voltamos pra colocar a mão na massa!!!
Ajudamos a Sandra com a limpeza do lugar, apertamos muitos gatinhos (que é a melhor parte, né?! hehehe). Limpamos um monte de olhos remelentos e colocamos colírios. Limpamos caixa de areia, pote de água, cobertor, prateleira (que pareciam que nunca tinham visto faxina antes..rs)… A Carol começou a colocar uma ordem no lugar (juro, é de chorar a bagunça e a sujeira em alguns lugares!!!), mas a gente já percebeu que vai precisar ir um dia (ou dois..rs) pra colocar tudo a baixo, fazer uma faxina de teto a piso, e depois ir com frequência pra tentar manter a coisa assim! rs
A idéia é ir aos poucos “ganhando confiança”, mostrando serviço pra poder começar a dar sugestões! Temos ótimas idéias e o exemplo maravilhoso do http://adoteumgatinho.uol.com.br!!! Queremos organizar o lugar fisicamente, mas também na prática.. ajudar a funcionar melhor o dia a dia e o esquema de ONG deles…
Eles já fazem, todo domingo, as “Jornadas de Adopción” – no último fim de semana 13 gatinhos foram adotados! Mas achamos que precisam dar uma estruturada no serviço, sabem?!
Tô torcendo muito pra dar certo!! Torçam daí também, ok?!
Ah..!
Começamos a manhã cuidando de um gatinho recém-chegado que estava muito doente… O encontramos gelado na caminha, quase sem conseguir se mexer… Colocamos soro, bolsa de água quente na cama, demos remédio, tentamos fazer comer…E no meio dessa manipulação toda o coisa linda ainda dava um jeito de ronronar!!!!
Mas ele tava muito mal…fraquinho de tudo, gelado de tudo…
Em determinado momento eu até achei que ele ia responder aos cuidados… começou a miar, a querer andar… mas ele não aguentou… morreu nas minhas mãos…
Acho que é a primeira vez que um ser morre assim, comigo… a primeira vez que vi aquele último suspiro e o final da respiração… os olhinhos perdendo o foco…
Era o meu maior medo – e o principal motivo de eu não ter ido estudar veterinária na vida! E foi difícil… foi triste… Mas, apesar da tremedeira que me deu, fui mais forte do que eu imaginava que seria… não chorei e consegui seguir o trabalho com os outros que precisavam!
Porque eu sei que, se quero “entrar de verdade nesse mundo”, vou ter que me acostumar com coisas assim, né?! Infelizmente…
(ps.: aquele gatinho que cuidamos na primeira ida está bem melhor!!! Todo docinho com a gente!!!)
Bom, agora vamos voltar lá com mais frequência…espero que saiam bons frutos daí!
Depois vou contando mais…
Beijos!
"obscuro-escuro-claro"
Sentir saudades é um privilégio doído.
“Posso sentir uma vontade nostálgica de algumas coisas menores, mas saudade mesmo, só daquilo que amo ou amei.“
Porque saudade é diferente de falta. (das coisas lindas da língua portuguesa!)
Saudade é necessidade, é desespero, é absurdo… É irracional.
É amiga do amor em sua forma mais pura, de maneira que nela não há espaço pros vestígios de problemas ou pros eventuais defeitos passados.
Saudade nasce num cantinho escondido e, como erva daninha, vai tomando todo o espaço.
É daninha porque faz doer.
Parece egoísta porque te faz querer sair correndo, largar tudo e resolver a tal dor.
Mas, no fundo, é o mais altruísta dos sentimentos: quanto mais a saudade dói, mais te provoca pra que você a mate!
Porque o que a saudade quer de verdade é deixar de existir… é poder voltar quietinha pro seu canto escuro, desafogar aquele coração e deixar que o calor do amor, só ele, seque a inundação e refloresça de belezas o terreno baldio que outrora era dela.
A saudade insiste em doer a distância pra que você não esqueça nunca da vontade de voltar. Pra que a ida seja sempre possível. E pra que a volta seja sempre, e cada vez mais, doce!
"Sempre em equilíbrio-brio"
Ontem eu e a Carol tivemos um dia de “boa ação voluntária” com alguns animais carentes chilenos!
Abre parêntesis:
Veja bem, fiz questão de colocar aquele ‘alguns‘ lá em cima porque só quem já esteve em Santiago consegue ter uma (ainda pequena) noção do tamanho problema e do absurdo número de animais callejeros nessa cidade!
Fecha parêntesis
Nós duas, gateiras de alma, cara e carteirinha e cachorreiras de coração, encontramos duas “ongs” que resgatam animais e que toparam nossa ajuda! Aí tiramos a tarde de ontem pra começar os trabalhos!rs
Primeiros fomos até uma clínica veterinária onde moram, temporariamente, 5 cachorros resgatados das ruas, onde estão sendo cuidados, já foram castrados e esperam pacientemente um lar!
Eles são dessa ONG aqui: Garras y Patas
A tarefa era simples: levar os carentinhos pra passear!
Mas chegando lá descobrimos que eles eram, na verdade, carentões! Tanto pelo desespero de sair logo pro passeio, quanto pelo tamanho dos mocinhos!
Vejam bem: minha referência cachorrídica de vida se resume a um poodle que quase foi meu aos 6 anos, um cocker que era meu à distância quando eu tinha 10 e a queridadoceamada Maní, que na verdade é um mini-cão-com-complexo-de-gato! Nessas circunstâncias, qualquer cachorro com mais de 6 quilos seria um ser de extrema força pra minha inabilidosa coleira! rs
Pois bem, achamos que seria mais esperto ir por partes, então, primeiro, a cada uma foi designado um cão:
A Carol ficou com a Holly:
E eu fiquei com o Tibério: (aliás, acabo de descobrir que chamamos eles por nomes aleatórios e/ou errados durante todo o processo! hahahaha).
No primeiro segundo com a coleira do Tibério em minhas mãos já soube: pontecial de cagada= 98%!
Não deu outra! Fomos pra porta e, ali mesmo, às vistas de todo mundo da clínica e de todo mundo da rua, a cagada: Holly e Tibério super se empolgaram, começaram a querer correr e nos arrastar desesperadamente e desordenadamente, se enrolaram nas coleiras deles mesmos, enrolaram o rolo deles em mim e…
Sim…capotei! E capotei bonito!
Ainda, pra ajudar, derrubei o pobre do Tibério junto, tadinho…. fomos os dois parar embaixo de uma vã que estava estacionada ali na porta! (na hora do tombo ele deu uma ganida que até agora me mata de culpa!!)
Mas o voluntariado estava só começando, então, sácomé, levanta (com ajuda), sacode a poeira (do joelho), dá a volta por cima (do nó de coleiras no qual eu ainda estava enrolada), e vamos!
No começo do passeio foi uma loucura!
O joelho ainda não doía, mas os cães pareciam que não viam rua há muito tempo (o que Maní já me ensinou que é como todo cão deve se comportar quando pisa no asfalto!rs) e puxavam e arrastavam as pobres inexperientes calçada afora!
Verdade seja dita: o tombo inicial serviu pra gente aprender a manter uma distância mínima entre cães durante o passeio e evitar outros acidentes assim no caminho!
Tibério até que foi se acalmando e passeou mais da metade do tempo como um cão (quase) educado! Já a Holly fez questão de ser uma lady e levar a Carol pra passear, conhecer a região e explorar novos cheiros! hahahaha
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| Foi bem difícil tirar fotos desses dois passeando! rs
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Terminado o passeio dos espuletas, fomos buscar mais dois pra rodada seguinte. E eles eram:
O Marilyn Manson:
E o Rodolfo:
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| (Tá ruim a qualidade dessa foto, entrem no link dele pra ver outras lindas!) |
"E mais dia, menos dia…"
Hoje não foi aniversário de nada, nem dia de santo nenhum, mas pra mim foi um dia de pequenas vitórias!
Sábado, dia 16/02/2013.
Hoje eu dirigi 3 SUV enormes (pro meu conceito de carro…hahaha) e conclui que é bem menos assustador do que eu imaginava que seria!
Explico: estamos querendo trocar nosso carro – nosso querido e amado Fit tá completando dois aninhos e tá na hora de dizer tchau – e o Lucas cismou que quer um SUV. Não sei porque…só porque ele mede 5 metros e fica apertado em carrostamanhosnormais… hahaha.
Eu venho sendo contra essa idéia por dois motivos:
1- Acho meio desperdício de dinheiro comprar carro grande.
2- Morro de medo de dirigir “caminhões” e tenho mais medo ainda de perder toda minha super evolução motorística dos últimos meses, travar de medo e voltar a ser pedestre e tempo integral.
Bom, hoje fomos ver (mais uma vez) os modelos de carros e fazer test drive neles… E não é que eu descobri que dirigir SUV não é nenhum bicho de sete cabeças?!?!? Fiquei feliz e satisfeita com a descoberta! É verdade que minha falta de noção de espaços e tamanhos dificulta a tarefa, mas descobri que é confortável e possível de se acostumar! Gostei!!!
Quanto ao motivo 1, chegamos à conclusão de que tenho alma de pão-dura e vou morrer pobre de espírito! hahahhaha
Vitória número dois:
Provei um pedaço de beringela assada com tomate seco e queijo e achei gostoso!
Sério, minha evolução anti-frescorística tá me matando de orgulho!!! Essa semana fiz lasanha de espinafre, comi tomate cereja cru e hoje teve essa… beringela e tomate seco na mesma garfada e eu disse: “hmmm..gostoso!”!!! (é verdade que em seguida eu disse: “tem gosto de alguma coisa…sangue, acho…”, mas abafa essa parte! hahahahahhahahaha)
E, por último, mas não menos importante:
Hoje, pela primeira vez na vida, corri 5 quilômetros!!!!
Nem em junho do ano passado, quando estava correndo com frequência por quase três meses (antes de machucar o pé…) eu chegava a isso… Estava seguindo um programa pra começar a correr e no final sempre corria os 30 minutos do programa, o que dava de 4 a quase 5 k, mas nunca os 5 k inteiros…
Há duas semanas, no dia 03/02, voltei a correr pra valer, dia sim, dia não, me esforçando, colocando metas, suando muito…e hoje, al fin, corri meus primeiros 5 k! E numa velocidade média bacana até – especialmente em comparação com as minhas outras velocidades! Tô bastante orgulhosa de mim! E motivada pra
continuar!
Os planos agora são melhorar a velocidade, pra só depois aumentar a quilometragem de novo.. quero, em abril, correr 10K na maratona de Santiago! Vamos que se puede!!!
Aliás, “vamos que se puede” é a frase do dia!
Dia de pequenas vitórias que mereceu até um trago comemorativo no final, com a companhia de bons amigos e uma pizza deliciosa! (abafa-2: estou levemente alcoolizada, depois de um daiquiri de frutilla…hehehe)
Só faltou o maridovelho, que não quis sair de casa…
Moral da história: com pequenas vitórias a gente chega lá!!!
Daqui a pouco estarei dirigindo ônibus de viagens, comendo banquetes saladísticos completos e correndo maratonas inteiras!!!
Porque sonhar é o primeiro passo, e ir devagar é começar a ir – sempre bom lembrar!!!
ps.: tenho pedido aos amigos no facebook pra deixar os comentários aqui no blog e não lá no fb…
Explico-2: estou em um processo de tentar reviver esse-amigo-blog… comentários aqui ficam guardados no devido post, deixam o blog mais atrativo e são mais fáceis de serem entendidos e acessados – tudo essencial pra recuperação verdadeira do xuxu aqui…
Soube que algumas pessoas tem tido dificuldades de comentar pelo blogger…peço, por favor, que me expliquem quais são as dificuldades… pensei em fazer um post explicativo pra ajudar e ver se resolve o problema…rs. E aproveito o ps pra agradecer os acessos e comentários, assim como as presenças constantes e as “voltantes” nessa nova fase do blog!
Beijos a todos!
"Sem vergonha e sem juízo"
Não sei se é preconceito velho, romantismo exagerado ou territorialismo bobo, mas esse ano estou muito mais sensibilizada com a data de 14 de fevereiro do que sempre estive com o 12 de junho…
Não, meus caros, dia 14 de fevereiro não é só “o dia dos namorados no Estados Unidos”…
Aqui, por exemplo, hoje é día de San Valentín, é día de los Enamorados, día de la Amistad y del Amor!
Pode ser que seja só uma estratégia comercial mais inteligente, mas eu simpatizo bem mais com esse dia mais “abrangedor”.
Diferente do dia dos namorados no Brasil, hoje não é dia de os solteiros cortarem os pulsos (ou encherem a cara fingindo que não estão nem aí..rs) porque estão sozinhos. Hoje é dia de celebrar o amor em todas as suas formas!
Na minha timeline do facebook, por exemplo, já vi declarações de amor pra marido, namorado, amiga, gato, cachorro, porco (rs)…e apareceu até uma ilustração fofinha de duas poltronas namorando (?!) hahahaha
Hoje é dia de dizer pros amigos o quanto eles são amados, dia de apertar os peludos da casa e dar um beijo mais especial (mesmo que o peludo seja seu pai ou marido! hahaha), dia de comprar flores, comer muito chocolate e mandar cartões fofos pra quem quiser!
Ano passado meu Día de San Valentín foi estragado por um babaca que resolveu roubar meu celular. Humpf!
Esse ano nada parecido vai acontecer!
Por isso tô aqui, pra desejar pros meus amados amigos um lindo día de la amistad!
E, não contem pro Lucas, tô também preparando uma noite gostosa e romantiquinha!
Aproveitem aí o dia pra adoçar a vida um pouquinho! Todos nós merecemos um dia desses! =)
Besotes!
"Mais de dez mil anos se passaram-se"
Dois dias: “Começando”
Seis meses: “Pra mim meia dúzia é seis, hein?!”
Doze meses: “Ponha a roupa de domingo”
Dezoito meses: “Brasil, recruta o teu pessoal”
E foi assim, em uma piscada de olhos, em um ou outro passo, em 4 postagens no blog… PUFF! Dois anos se passaram! 2 ANOS INTEIRINHOS!!!
É difícil colocar mais palavras do que essas aí de cima…
No dia 12/02/2011 éramos estes aí:
Dois anos depois, 12/02/2013, e ainda somos estes daí….tão iguais e tão mudados…
Mudei porque aprendi a conviver diariamente com a saudade, aprendi que o amor e a distância não são tão incompatíveis como se costuma dizer, aprendi que morrer de vontade não mata, aprendi que apoio e abraços virtuais também dão conta, mas também aprendi a força de um abraço de verdade.
Aprendi que meu marido é meu lar, aprendi que (meu) cachorro é um ser absolutamente amável, aprendi que a maternidade (mesmo a canina) é de um amor sem tamanho.
Aprendi que não só a neve tem a capacidade macia de absorver as quedas e ao mesmo tempo gelar até a alma.
Aprendi que minha casa tem minha cara, o cheiro da Maní e o conforto do Lucas.
Aprendi que família se escreve com quantas letras você bem entender.
Que chuva é bem melhor quando é rara. E que calor é menos pior quando é seco.
Aprendi que o cérebro faz misturas malucas de idiomas. E que algumas coisas a gente só pode dizer mesmo na nossa língua materna.
Aprendi o significado de pátria e o significado de “hogar”.
Aprendi que clichê não é coisa de linguística, mas de coração.
Foram dois anos “fora de casa”, dois anos no “nosso lugar”.
E que venham agora todos os outros anos que temos pela frente… sejam no Chile, na Croácia, em Ohio-que-o-parta…tanto faz! Porque aprendi que o lugar faz muita diferença, mas que, na verdade, as experiências dependem de como nós as vivemos, como as encaramos e o que levamos delas – pra qualquer lado do mundo…!!!
"Aqui (não) tem terremoto"
Chile: o país em que não existem mulheres com o cabelo oleoso, a unha quebradiça ou o fluxo menstrual suave.
Confesso: tem algumas coisas que faço questão de trazer do Brasil, tipo meu dorflex ou meu eno laranja (hipocondríaca é a mãe!rs), mas existem alguns itens que são (ou deveriam ser) muito básicos e que não encontro aqui de jeito nenhum!
Nunca estudei essa coisa de “mercado”, como o que faria determinados produtos serem aceitos em alguns lugares e em outros não, mas essa questão tem me instigado…
Algum gênio teve a brilhante idéia de, no começo desse ano, trazer (uns restos de) Panetone e Chocotone pra cá – a Bauduco já existe fraquinha então, de novo, era só uma questão de entrada de produtos específicos… Não sei o que os chilenos acharam da novidade e até gostaria de saber, mas o importante dessa história foi que eu me esbaldei!!! hahaha
E enquanto outro gênio chileno não descobrir que miojo cremoso é a melhor comida instantânea do mundo (se não a melhor comidaponto! hahaha), continuo contando com a querida Carol e seus Santos Pais que, pelo segundo ano consecutivo, me abastecem de temperinhos de Cremoso de Pizza!!!
(em 2011 esse prêmio foi pra Karencita!)
E sempre sobra pros nossos visitantes trazer uma encomendazinha na mala, tipo yakult, shampoo, esmalte, paçoca, ovomaltine….. ! =)
Mas juro que não é por isso que tô sempre convidando todo mundo! hahahaha
Aliás, já já acaba o carnaval e chega a hora de programar o 2013… você, leitor querido, já decidiu quando vem nos visitar???
Eso es…
Boa semana pra todos!
"Não tive a intenção (de me apaixonar)"
Daí que o primo da mulher do amigo do Lucas é instrutor de buceo… daí que a gente podia fazer isso qualquer dia… “deixa só eu fazer uma ligação…”… o cara tá livre… daí que se juntar mais gente sai mais barato… então domingo…
E foi assim que, repentinamente, tínhamos compromisso pro domingo. Acordar as 7 da manhã (depois de um aniversário tardio na noite anterior). Um lindo dia de sol (que, na verdade, ainda não tinha nem saído de trás da Cordilheira). Fazer a Maní comer. Colocar uma saia fresca e confortável. Fazer a mala. Esperar o Rubem. Pegar a estrada – agora sim com sol. Encontrar o combio num posto no caminho. E seguir pra Algarrobo!
E, seguindo pra Algarrobo, entrar no túnel mágico em que o clima sempre muda; dar de cara com aquele dia horrível e ir percebendo que não ia melhorar…o chovisco veio pra comprovar os temores!
Chegar na casa dos pais do Juan (o marido da prima do instrutor..rs) congelados de frio e, no meu caso, de medo!
(Nunca coloquei mais do que os dedos na água gelada do Pacífico, justamente por medo do frio – frio que se sente desde lá da areia mesmo! E olhar pro céu fechado e ameaçador conseguia dar mais frio do que o vento gélido que não parava de vir. Por que hoje???)
Pegar o carro de novo pra, agora sim, começar a aventura…
Chegar no lugar. Deixa mala no carro – longe. Conhecer os instrutores. Ouvir instruções. Preencher papéis (retirando deles as responsabilidades das tragédias que nos podiam acontecer). Responder (apreensiva) questionário sobre saúde (“tive uma contusão no cérebro há 17 anos, tem certeza que não importa?????”). Tirar a roupa. Passar mais frio. Sofrer pra colocar aquela coisa de borracha. Sofrer mais pra fazer ela passar pela bunda. Perceber que esqueci coisas importantes no carro. Fechar tudo por ali. Tirar foto.
Ir pro clube de iates. Subir na plataforma balançante. Começar a sentir mareo. Ver o mini barquinho em tenho que subir. Ser convidada a subir nele. Negar. Pensar com muita força em desistir (“já vi lá no vulcão que não sirvo pra essas coisas de aventura…pq raios eu insisto???”). Brigar com mais força pra não desistir. Subir no barco (com um discreto escorregão que me machuca o pé). Tentar de todas as maneiras possíveis ignorar o mareo que só aumenta (ele disse “los que se marean van primero al água”). Ouvir mais instruções e códigos e ensinamentos dos quais minha vida podia depender.
Perceber o barco parando. Torcer pra ele andar mais. Assistir, ansiosa, a movimentação dos instrutores. Ser escolhida pra primeira turma a bajar (“antes del mareo”). Lentamente começar a me aparamentar. Descobrir, com alívio que o instrutor chefe é o que vai me acompanhar. Receber ajudas pra terminar de arrumar tudo. Sentir o aperto do cinto com peso. Colocar a máscara e sentir um mini pânico pela falta de ar no nariz. Não conseguir respirar na boquilla. Ter a boquilla trocada e agora semi conseguir respirar na nova boquilla. Sentir muito medo do mareo. Sentir medo de vomitar bem ali onde todo mundo vai estar imerso.
Quase não conseguir ficar em pé no barco pelo peso do cilindro de ar. Sentar na beirada do barco. Me jogar pra trás. Morrer de medo antecipado pelo frio que viria. Cair na água. Não sentir frio. Não conseguir manter as pernas pra baixo. Ser puxada pelo instrutor. Treinar a respiração. Errar tudo. Continuar com as pernas de pata na superfície. Treinar mais a respiração a aprender o truque. Descobrir que na água – e com esses aparatos – tenho ainda menos controle sob meu corpo do que no mundo real. Ter meu pé empurrado pra baixo 25 vezes e ver ele voltar pra cima em menos de 7 segundos (contados) em todas elas. Segurar na corda da âncora. Encontrar meu instrutor – o Pablo.
Começar a descer – uma mão da corda, outra mão na mão do Pablo. Não enxergar nada no caminho (a água muito turva e o dia muito nublado). Descer um pouquinho de nada e sentir a pressão no ouvido. Seguir as instruções anteriores de como resolver o problema. Me concentrar muito pra acertar a respiração na boquilla. Descer mais um tico e pressão de novo. Apertar no nariz de novo. Pablo perguntar se está tudo bem. Confirmar e descer mais um pouco. Me sentir mais pata ainda por estar tendo tanto incomodo no ouvido, mesmo tendo descido tão pouco.
Pablo me soltar a mão. Me dar a outra mão num gesto de cumprimento. Eu não entender nada. Pablo apontar pra baixo. Olhar e ver.
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Ver e (figurativamente) perder o ar.
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Olhei pra baixo e lá estavam: uma alga maior que eu e a areia, o fundo do mar (ok, um mar de só 12 metros de profundidade, mas O FUNDO DO MAR)
E aí acabou a tensão, acabou o medo, acabou a náusea, nem vi o frio… e as coisas passaram a acontecer num tempo inexplicável… totalmente mágico!!!
A água turva dava um efeito incrível pro visual: olhar um monte de nada cor de areia e, de repente, encontrar vida a um metrô de mim! Algas, caranguejos, peixes e infinitas estrelas do mar!!!!
A ausência de sons externos chegava a ser inacreditável… Era como se eu estivesse sozinha ali, escutando apenas minha respiração através da boquilla (bem Datrh Vader..rs), sem sentir o peso do cilindro, ou do pé de pato, ignorando totalmente a mão do Pablo que seguia grudada na minha, esquecendo que o Lucas ia atrás de mim (a ponto de dar umas patadas nela de vez e quando)…
Ouvir só minha própria respiração, encontrar aquelas criaturas novas…. Nadar no nada…Quase meditar….A corrente do mar me levando (e a mão do Pablo tb, confesso.rs)… Melhor que yoga!
(em determinado momento eu estava tão relaxada que quase esqueci de fazer pressão pra manter a boquilla no lugar… rs)
Nenhum incomodo, nada errado, nada sofrido… só bom demais!!!
Até que meu marido gigante consumiu todo o ar do seu cilindro e tivemos que voltar pra superfície! hahahahaha
Foram 25 minutos em baixo da água – 12 metros abaixo do nosso mundo e do barquinho enjoante… e eu nunca imaginei que pudesse gostar tanto dessa experiência “de aventura”!
Subi encantada, parecendo criança com brinquedo novo, não parava de falar (“daí teve uma hora que… e aí…vc viu…?”). Por mim já programava imediatamente a viagem pro Caribe pra ir fazer isso num lugar com o visual abertão e cheio de peixes lindos e coloridos!!!
Apesar de não ter (re?)adquirido o controle sobre meu corpo (acho que se o Pablo tivesse me soltado eu me perderia na imensidão do Pacífico, lá embaixo, pra sempre! hahaha), recebi elogios dos instrutores, que, certamente, viam a alegria na minha cara!
Foi tão bom! Tão bom! Mas tão bom que quero fazer de novo, logo!!! E que recomendo que todo mundo faça também!! hehehe
ps.: faltam fotos, né?!… outros do grupo tiraram, vou tentar recuperá-las!
"Regra três" e quatro, cinco, seis…e cem!
Definitivamente comprovados: tenho problemas com regras!
Mas é o contrário do que vocês poderiam pensar: não é que eu não goste delas… na verdade, vivo muito melhor com elas!
Me sinto guiada se tenho algo específico pra cumprir, ganho da preguiça no caso de tarefas, funciono melhor enquanto “convenções sociais”…
E me sinto absurdamente mal ao quebrá-las! Mal mesmo!
Quer me ver chorar na rua é algum desconhecido vir me “dar bronca” por eu ter feito alguma cagada – não só porque a fiz, mas porque alguém viu e não gostou! (podem rir, eu deixo)
Freud deve explicar essas esquisitices, né?! rs
Pois bem…estou precisando perder peso e, mais do que isso, estou precisando aprender a comer direito!
Abre parênteses:
Outro problema meu: odeio comidas saudáveis e amo besteiras! Amo com todas as forças do meu coração e do meu estômago, acima de qualquer balança, gastrite ou, veja só, regra de alimentação saudável!
É verdade que estou evoluindo, que já não sou tããããoooo mais fresca como sempre fui, mas continuo bem “mañosa” (em bom chileno)! rs
(olha, mãe, que melhora mágica: descobri que tomatinho cereja é uma delícia!!!Sim, tomate!!!! QUEM ME CONHECE NUNCA ESPERARIA UMA REVELAÇAO DESSAS, CONFESSEM!!!! hahahaha
Fecha parênteses.
Tentei algumas coisas como prometer pra mim mesma que “essa semana vou comer melhor”, “vou comprar salada e legumes e vou fazer alguma coisa com eles”, etc, etc, etc..
Pra começo de conversa, fico com preguiça só de ir comprar a salada e, quando compro, a maior parte dela estraga na geladeira, claro!
É por isso que resolvi seguir uma dieta específica, com cardápios semi fechados e semi-regras para seguir, acho que tenho mais chances de conseguir abrir mão da chocolateira, largar meu vício de coca-cola e melhor um pouco o tratamento que meu corpicho recebe no dia a dia…
Escolhi essa Dieta Dukan porque ela tá na moda, parece menos impossível, tem um cardápio “fazível” e, espero, parece ter bons resultados.. Alguém conhece ou tem opiniões a respeito???
Não é que eu esteja precisando de uma dieta radical pela quantidade de peso que tenho a perder, é mais pela questão do super-ego controlador que vai saber lidar comigo e com o cardápio! hahaha
Veremos..
Óóóóbviiiioooo que deixei pra começar ela na segunda feira, né?!
O problema (mais um…que post problemático, não?!rs) é essa sensação – e atitude – de prisioneiro indo pra cadeira elétrica, aproveitando cada momento da sua refeição (no meu caso, fim de semana) final… imagina o estrago que isso vai ser?!?!?! hahaha
Ainda bem que o maridinho tá aqui controlando e não deixou eu ir almoçar em três restaurantes diferentes, pra matar a vontade de lanche, de mac&cheese, e de costela, e de… e de… e de…. e de… e de……
Ai, ai, ai…
Acompanhemos, meus caros!



























