Uma noite dessas eu disse pro Lucas: “tô me sentindo uma velha! Gases, refluxo, milhões de xixis, sono infinito, intercalado só por comida…” e ele respondeu: “uma velha ou um bebê, né?!” hehehe
Fiquei pensando nisso…
Muito se fala nas similaridades de nossos corpos no começo e no final de nossas vidas, de como acabamos voltando às “origens” no que tange nosso funcionamento fisiológico, que se torna “evento principal” enquanto o lado cognitivo tem pouco espaço na briga…
Pois bem, me ocorreu que na gravidez a gente passa um pouco por isso também: parece que falta sangue no cérebro (a famosa “burrice gravídica”! hahaha) e nosso corpo meio que vira um monstrinho exigente que tem que ter todas as necessidades atendidas na hora exata em que elas aparecem!
No mínimo curioso pensar que, no fundo, a gravidez é mesmo um começo e um final de vida ao mesmo tempo.
Porque enquanto no nosso “forno” tem um serzinho novo sendo fabricado quase do zero, se preparando para o mundo e para a vida, dentro de nós também há uma mãe sendo gestada, uma mãe que ocupará o lugar dessa outro “eu” que éramos até então, ou melhor, que somos até o momento em que nos reconhecemos novas na nova vida que recém saída de nós!
Arquivo da categoria: maternidade
"Querido Diário" – 6s1d
“Daí que eu não sinto mais calor…sinto uma onda de náusea que me faz perceber que estou muito quente…
Não sinto mais fome, sinto de repente um buraco absurdo no estômago e uma necessidade de comer imediatamente!!!
Na verdade, isso já tá até mudando… tenho me sentido cada vez enjoada por mais tempo e cada dia com um pouquinho mais de intensidade…
Não são sintomas agradáveis, mas são sinais de que as coisas aqui dentro estão funcionando a mil, por isso comemoro um pouco cada vez que sinto algo e prometi não reclamar de nada disso – vamos ver se continuo assim se/quando começar a vomitar…rs
Voltamos ontem do Brasil, já de notícia dada para os principais!
Levamos a “foto” do ultrassom e fomos contando assim… foi bem bacana!
Vó Rejane ficou super emocionada, Vó Nanci (que tava almoçando) engasgou feio (hahaha), Vô Lalo e Vô Vagner engoliram umas lágrimas….!
Os amigos todos ficaram muito emocionados, mas o tio Fabian tá todo bobo, muito engraçado de ver!!
Já recebemos paparicos, carinhos na barriga, mais presentinhos….tudo uma delícia!!!
Eu já quase não esqueço que estou grávida (rs) e tenho achado tudo muito lindo!
Fico ainda apreensiva cada vez que sinto uma cóliquinha, mas já estou bem mais calma…
Me sinto mais conectada com meu corpo…posso perceber as nuances de cada coisinha que sinto na barriga… diferenciar pontadas, fisgadas, cólicas… mas, na maioria das vezes, é tudo gases mesmo…hahaha (aliás, haja gases, viu…rs)
Lá no Brasil andaram dizendo que o bebê é menino…
Eu ainda não arrisco palpite – como já disse, intuição não é meu forte!
Mas outro dia, um pouquinho antes de ir viajar, eu e a Maní estávamos dançando (rs) e começou a tocar uma música especial…nós duas ficamos abraçadinhas, dançando pelo quarto, cantando com o coração quentinho e os olhos cheios de lágrima (os meus, no caso..rs), cantando pra irmãzinha que vai chegar (pq serve pro irmãozinho tb, a gente sabe…)
(03/06/13 – segunda-feira – 6s1d)”
"Querido Diário" – 5s3d
“Hoje tivemos a primeira consulta do pré natal.
O médico nos confirmou que o alto número no exame e os sintomas mais fortes são bons sinais, sinal de que “algo cresce forte aí dentro”!
Aproveitou e fez um ultra-som… ainda é cedo, 5 semaninhas, não deu pra ver grandes coisas, mas estava lá a bolinha, o saco gestacional, a prova de que o bebê existe, que é só um (rs) e que está implantado direitinho, no lugar certo! Só boas notícias!
Tiramos algumas dúvidas (claro que esqueci de tirar algumas…), Lucas exigiu que eu procurasse uma nutricionista (rs), o médico pediu alguns exames e deu recomendações. Temos que voltar lá em duas semanas, pra ver os resultados e repetir o ultra-som, dessa vez pra ver bebê, coraçãozinho batendo e tudo mais que tivermos direito!!!
A palavra do dia é “Ojalá”rs!!!
Hoje pegaremos o avião e vamos visitar bem rapidinho famílias e amigos no Brasil, e aproveitar pra dar a notícia pessoalmente…lágrimas rolarão! hahhaa”
(29/05/2013 – 4ª – 5s3d)
"Querido Diário" – 1
Hoje começo a postar os vários mini textos que fui escrevendo ao longo desse últimos mês e que estavam aqui guardados nos rascunhos.
Eles são meio desconexos, honestos, íntimos, bastante emocionais e sensoriais e, mais do que tudo, fazem parte do meu “diário gestacional”!
Farei deles a série “Querido Diário” e vou aos poucos postando na ordem em que escrevi, até chegar ao tempo corrente, ok?!
Esse primeiro foi escrito alguns dias antes do atraso da menstruação – e muitos dias antes do teste, porque tínhamos aqui um acordo de esperar pelo menos uma semana de atraso antes de testar…rs
“Como faz para diferenciar intuição de desejo???
Tá muito louco esse meu final de ciclo… ao mesmo tempo que comecei a sentir enjôos e uma dorzinha/pontadinha/fisgadinha na barriga há mais de uma semana (o que me deixa achando que pode ser gravidez) às vezes sinto uma coliquinha e acho que é sinal da menstruação chegando…
No fim de semana passado tinha quase certeza de que estava (estou?) grávida – baseado em que, Gabriela, minha querida???
Depois, durante a semana, a certeza foi dando lugar à dúvida e depois à certeza inversa…
Agora volta a dúvida e junto com ela volta o desejo!
Minha menstruação (que ainda não tenho como saber se está regulada ou não pós aborto) pode vir entre dia 21 e dia 25 o que, na prática, significam 5 dias de muita ansiedade! rs
Mês passado, primeiro ciclo pós aborto, eu não tinha como saber quando menstruaria. E pra ajudar fomos pro Atacama onde (por causa da altitude e das muitas horas na van) eu sempre me sentia um pouco enjoadinha, deixando o casal confuso e na expectativa… essa sintoma passou quando voltamos pra Santiago e embora eu não tivesse idéia do que aconteceria nos próximos dias, alguma coisa em mim começou a torcer pra que eu não estivesse grávida ainda…
Sentia que não estava preparada, que seria uma gravidez regada muito mais a medo do que curtição, que ainda seria muito pesado.
É claro que eu sabia que se fosse gravidez, seria amplamente comemorada e cuidada e amada. Mas alguma coisa em mim sabia que eu não estava pronta e ficou muito aliviada quando, 35 dias depois do aborto, eu menstruei.
Dessa vez é diferente. A certeza do fim de semana passado veio com uma onda de calmaria, de tranquilidade, de alívio…
É claro que nenhuma próxima gravidez será tão tranquila como a primeira – agora eu sempre saberei o tamanho do amor e o consequente tamanho da dor da perda.
Mas agora eu sinto que estou pronta – não porque eu não terei medos – mas porque sei que estou pronta pra amar, acima de tudo amar, mais do que temer, amar. E sei da importância que isso tem!
Por isso filho(a), se você já estiver aí dentro, segura firme que a gente logo se descobre e se conhece!
Se você ainda não está, saiba que já pode vir! Mamãe está pronta pra você!!! E seu pai…seu pai sempre esteve!!!
(19/05/2013 – domingo – dia 29 do ciclo)”
"Meu coração bate feliz"
E eu sei exatamente o porquê!
Ele bate feliz porque o seu bate forte! Porque o seu bate lindo e barulhento! Bate cheio de vida! E bate aqui, dentro de mim!!!!!
![]() |
| 7 semanas e 5 dias; 1,3 cm; coração com 164bpm! |
Caramba!!! Que loucura que é isso!!!
Dois corações em mim, dois ritmos, dois corpos, duas vidas e um milhão de litros de amor!
É tanta emoção que faltam palavras, então os deixo com as imagens!
**************************************
Estava muito na dúvida se vinha já contar ou se esperava mais um pouco… (afinal, o que são só mais 4 semaninhas?…rs)
Acontece que esse blog foi criado pra eu poder ficar mais perto das pessoas que deixei longe quando mudei de país, pra que elas pudessem acompanhar as mudanças, as novidades e as descobertas dessa nova vida…
E em se tratando de nova vida, esse “agorinha” é o momento mais cheio de novidades e o que eu mais quero compartilhar! Porque é um momento só de nós 4 enquanto família, sim, mas é um momento que eu viveria grudadinha nos meus pais se estivesse lá do lado, ganhando um monte de mimos e carinhos da família e dos amigos mais próximos…
Como não dá pra ser assim, quero poder registrar aqui cada momento, cada sensação, cada história, cada medo, cada conquista, cada evolução… para poder voltar a ler e lembrar sempre, mas, principalmente, pra fazer com que esse momento não seja muito solitário, pra fazer com que meus tão queridos matem a curiosidade e se afoguem também no tantão de amor que tem inundado a vida por aqui!
E também porque tem sido cada vez mais difícil inventar temas aleatórios pra postar no blog quando tudo que me ocupa, me preenche e me faz sentido agora é esse assuntinho bobo! 🙂
Bem vindos à aventura!!!
(ps.: apesar de estar colocando no blog público, ainda não queremos sair gritando aos quatro ventos, por isso peço um pouquinho de discrição, ok?! Peço que, por enquanto, evitem comentários no facebook ou excessos de comentários na “vida real”…
Não vou divulgar o link desse post como sempre faço, de maneira que essa novidade linda vai ficar sendo segredo entre nós, só por aqui, ok?!?)
Beijos, beijos e mais beijos…(e mesmo com tanto beijo, juro que vocês não imaginam quanto amor pode caber dentro de uma pessoa só! (ou duas!? rs)
"Com açúcar, com afeto"
As teclas nas quais eu mais bato nesse blog, traduzidas num documentário lindo!!!
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=4JSvrCf_aU4#!
– Amor à língua portuguesa;
– Expatriação;
– Bilinguismo.
(infelizmente não estou conseguindo colocar o vídeo aqui, mas é só clicar no link e correr lá pra assistir, ok?!)
Depois vocês me contam se fui a única que chorou assistindo…
hahahaha
"que dá medo do medo que dá"
Acho que esse é o título mais explicativo que já coloquei numa postagem.
Porque é sobre isso que quero falar: sobre o medo do medo que senti. Sobre o medo de sentir medo. E, especialmente, sobre o medo de ter mais medo do que o resto dos sentimentos possíveis.
Com a gravidez e o aborto eu entendi rápido que “nessa história de maternidade não tem nada de “morno”, vem tudo fervendo!!!”.
E apesar de ter logo conseguido levantar e ficar bem, fiquei com medos queimando em mim…
Porque afinal, se perder um bebê com uma semana é difícil assim, imagina depois de mais semanas, ou até meses?! E imagina perder um filho depois que nasce?!?! E imagina perder um filho depois de grande?!?!
Conheci logo de cara (no melhor estilo “bater a cara no poste”, eu diria. rs) o que é coração de mãe doendo (porque coração de mãe apertado a Maní já tinha me mostrado..rs) e soube que ser mãe é colocar-se sempre em risco de sofrer!
Soube que, sendo mãe, sempre terei medo pelo meu filho. Medo de que ele não seja saudável, que ele não coma bem, que fique doente, que não tenha juízo na tal festa, que não saiba se cuidar quando deve, que saia de casa sem casaco, enfim… todas essas coisas que sempre cansamos de ouvir das nossas próprias mães e que de repente passam a fazer muito sentido!
E, no fundo, essa tensão toda é um pouco inútil porque prática não serve pra evitar problemas, só pra deixar as mães mais tensas, não é?! rs
E mesmo assim (e mesmo com os enjôos, a canseira, a falta de sono, etc,etc,etc) o mundo tá cheinho de mães por aí dizendo que ser mãe é incrível, que é o maior amor do mundo e que TUDO vale a pena!
E eu acredito nisso! E quero isso pra mim!
E sim, mesmo descobrindo que a presença desses medos todos será uma constante, continuo querendo isso pra mim!!! Porque sei que o resto todo é muito maior que o medo!
E aí vem a segunda parte da história…
Porque depois que aprendi que terei que conviver com esses “montrinhos”, pude colocá-los num patamar muito menor e de menos importância (no diminutivo, até..rs). Mas aí sobrou em mim um medinho específico…
O médico logo me liberou pra continuar tentando engravidar de novo. Só que eu ainda tinha medo. Tinha medo de engravidar e perder de novo, claro. Mas, mais do que tudo, tinha medo de ter medo demais! Tinha medo de, mesmo tendo uma nova gravidez tranquila, passar o tempo todo muito tensa, com muito medo, sem conseguir curtir nada e colocando peso demais no pobre novo bebê…
E eu não queria isso pro meu filho(a)! Nem ele(a), nem eu merecíamos passar por uma coisa dessas.
Depois de um tempo eu soube que isso significava que eu não estava pronta pra engravidar de novo, eu não podia estar… a dor já podia ser fraca, o trauma podia parecer que tinha passado… meu corpo talvez estivesse pronto, mas eu sabia que ainda não era hora de continuar… e quando eu entendi, aceitei. Fiz as pazes comigo.
E eu só posso escrever isso agora porque passou! Porque agora eu estou em paz e, digo mais, estou pronta! Pronta para o que der e vier!
Não, não quer dizer que eu virei uma otimista, sem medo algum e achando que tudo vai dar muito certo e ser absolutamente lindo. Não! Mas quer dizer que eu (re)descobri em mim outros sentimentos mais fortes e mais importantes do que medo algum pode ser! Eu encontrei de novo o desejo, a esperança e, acima de tudo, o amor!
E, amor, eu quero mais!
Porque afinal, amar é sempre assim: é colocar-se em risco pra poder se entregar inteira! É arriscar cair e se machucar, mas correndo o risco também de ser MUITO FELIZ!!!
E é isso:
Estou entregue. Estou pronta. E já estou amando – mais e de novo! Que venham as próximas emoções!!!
(percebi que há um “ps.” importante: estou pronta pra poder engravidar de novo. estou amando “a nova possibilidade” aberta. não estou dando nenhuma notícia “entrelinhas”, ok?! hahaha)
"nuvem negra"
(não acho que deveria contar pra ninguém, acho que devia mesmo ficar aqui quietinha na minha, tentando segurar as patadas no marido fofo que tenta me animar, disfarçando o mau humor na conversa divertida com os pais e tudo isso que fiz hoje o dia todo…
mas se meu blog não for meu espaço de desabafo, qual vai ser, né?! [já que não tenho mais divã…]
a verdade é que o dia de hoje não está sendo fácil. pelo contrário, está bem mais difícil do que pensei que poderia ser – até porque nem pensei que seria problema… mas tá phoda…
era pra ser meu dia… dia de família…dia de nós 4….
e não é.
e é uma bosta.
e é entre parentesis e com letra minúscula.)
"São coisas da vida"
Já tinha meio planejado como ia vir aqui dar a notícia… tinha uns dois posts em rascunhos, que só poderiam ser publicados depois de dada a notícia…
Estava ansiosa e contando os dias no calendário pra vir correndo pra cá…
Só que a vida tem dessas coisas que a gente não entende mas tem que “aceitar”…
E aí – coisas irônicas da vida – foi desse jeito amargo que eu fui (com orgulho) parar lá no Minha Mãe que Disse, um site lindo de pessoas fofas (que eu adoro e que facilita muito a vida de interessadas nos assuntos de filhos/maternidade) !
O texto você pode ler clicando AQUI
(aliás, você deve ler, pra continuar lendo e entendendo esse post aqui..rs)
Ele foi escrito no dia seguinte ao acontecimento, por isso é muito sincero e dolorido…
Quis publicar no site porque uma das minha primeiras “atitudes on line” foi correr no MMqD pra procurar outros textos sobre o assunto e me sentir “menos sozinha”, mas, curiosamente, quase não encontrei!
O “Três loopings…” ganhou vida pra me ajudar a processar e entender o que estava sentindo, mas virou “público” pra alcançar mais gente na mesma dor, pra ajudar a essas outras pessoas e, talvez principalmente, ajudar a mim…
E parece que funcionou! Recebi comentários lindos e um carinho (de estranhas!?!) de aquecer, e muito, o coração!
Agora, uma semana depois, os sentimentos estão abrandados, a dor já está dormente e eu já estou em terra firme.
Dessa experiência ruim sei que saí com laços mais fortes, com o corpo mais preparado e, espero que com o coração mais maleável também… porque uma coisa ficou muito clara: nessa história de maternidade não tem nada de “morno”, vem tudo fervendo!!!
ps.: ontem o Lucas e eu completamos 8 anos de história!
História é assim, tem dias lindos e azuis e outros mais cinzentos… mas cada vez tenho mais certeza de que não poderia estar mais bem acompanhada nesse caminho de crescimento!
Obrigada, mi amor, pelas crises de riso e pelo colo pro choro…minhas emoções fazem muito mais sentido quando vividas com você!
Que nossos olhos brilhem juntos, pelos mais diversos motivos, por muitos e muitos anos mais!!!
Te amo!!!
"Pedaços de mim"
Ser mãe é ensinar a coragem, incentivar as ousadias, reforçar a auto-estima, curtir as novidades e comemorar as novas conquistas.
Saber acertar a distância: longe o suficiente pra deixar o filho e ir e se virar, e perto o suficiente pra poder segurar em caso de queda.
Minha mãe “me deixou” vir pro Chile e sabe estar sempre pertinho de mim (pelo coração e pela internet).
Minha filha acaba de descobrir esse novo mirador na casa e claro que a babona aqui ficou orgulhosa, achou lindo e registrou o momento…rs
A homenagem pra minha mãe eu fiz outro dia, aqui no blog, pelo aniversário dela, e hoje só posso repetir o parabéns pelo seu dia e muito obrigada por, literalmente, TUDO! Com ela estarei agora sempre, pendurada em seu pescoço! =)
A homenagem pra minha filha está em cada amasso e nos beijos infinitos que posso dar todos os dia nela e em cada carinho e chamego que recebo de volta! Privilégio que eu sei aproveitar direitinho!
Às outras mães, desejo um feliz dia, com o coração cheio de amor e os abraços cheios de carinho – desse jeito que, como todo filho sabe, só as mães sabem ter!
Beijos à todas!


