“Não digo que não me surpreendi”

21/06/2016

Hoje é o dia em que eu tinha certeza que o Dante nasceria! Há!

Na verdade eu tive tanta certeza disso, durante toda a gravidez, que quando foi chegando no finalzinho eu comecei a achar mesmo que ia levar uma rasteira que me lembraria que quando se trata de parto e de filho, a gente não tem controle nenhum (e nem lá muita certeza de nada..rs)

E aqui está meu bebezuco completando seus primeiros 10 dias de vida extra-uterina!

Gente, que delícia que é isso de bebê recém-nascido!!! ❤️

Dante nasceu quando ele quis, antes do que nós esperávamos. Fez com que muitos planos (e umas passagens de avião) tivessem que ser mudados. E eu achei que tinha acertado na segunda “previsão gravídica”: eu estava esperando um bebê furacão! Há!X2

Me enganei outra vez!

 Meu bebê é de uma tranquilidade ímpar (pelo menos por enquanto.. Oremos pra que continue assim! Hehehe)

O que eu venho notando é que, sim, ele veio pra realinhar nossas orbitas! Mas o furacão da mudança fica, na verdade, na minha conta, não na dele! Ufa!

Eu é que estou tendo que encontrar em mim novas formas e novos caminhos e novas energias. Eu é que estou aprendendo a ser mãe de dois. Eu é que estou reconstruindo dentro de mim as expectativas, pra poder reconstruir as relações – e, pasmem (ou me julguem, como queiram..rs) estou falando tudo isso principalmente com relação à Cecília!
Com o Dante, por enquanto é tudo fácil (apesar de mega cansativo!), a rotina, a amamentação, o amor, a paixão..!!
Com a Cecília é que as coisas são complexas! Ela não é mais (faz bastante tempo) um pacotinho cheirosinho que a gente namora eternamente!

Ela é uma pessoa cheia de suas complexidades. De suas delícias e de suas dores – como eu. E é nessa complexidade que mora nossa relação. 

Digo mais: ela é uma pessoinha de dois anos que tá sentindo muito a falta da mãe. Mãe essa que sempre esteve absolutamente presente antes. Mãe essa que está cavucando energia pra sair da deliciosa bolha puerperal que é essa nova relação com esse novo bebê, pra poder estar mais presente, pra lembrar da importância da presença na relação já existente.

Não me entendam mal, não é uma questão de amar ou não amar, ou amar um mais do que o outro. 

É uma questão (dura!) de se dividir pra multiplicar!

Porque até pode ser como todo mundo diz por aí, “quando nasce outro filho o amor se multiplica”. Mas as relações não são assim tão simples equações. E é nisso que eu estou trabalhando agora. Com uma dificuldade que ninguém me contou que eu teria. Mas com uma lucidez que me ajuda a traçar esses novos caminhos.
Tenho aqui em casa o apoio, a ajuda e os ombros tão fundamentais. Tenho em meu coração amores e mais amores. Tenho no peito muita confiança no que vem sendo construído há 2 anos. E por isso tenho a certeza de que em breve, realinhadas, as coisas estarão no lugar a que – agora – pertecem!

Nisso estamos, assim vamos… E nesse caminho o coração vai dando umas explodidinhas de amor, assim oh:

Ah!! Relato de parto virá, não tenham dúvidas! Mas quero esperar receber as fotos e reviver essa história pra publicar, então deve demorar um pouquinho, ok?! 

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“Ele + Ela”

Então que aquela menina “nossa, ela é MUITO grudada em você!” tá crescendo, minha gente! E, vejam só que coisa, não quer mais saber muito de mim, não! Ceis acreditam??? hehehe

Eu sempre soube que isso ia acontecer e nunca me preocupei com tal grude da Cecília comigo, mas tô achando bem curioso acompanhar esse processo assim, de dentro, digamos..rs

Agora nessa casa TU-DO é o pai!

Quer dizer, temos nossos momentos de chamegos, os momentos já clássicos de “estou fazendo janta e ela tá no meu pé pedindo ‘colo da mamãe'” e tal… Mas se o pai está em casa e não está estudando, TU-DO é com o pai, tem que ser com pai! O papai!!!

Começou num feriado em que ele, sem aula, estava mais solto pela casa (rs) e ela aproveitou muitíssimo os 4 dias de pai disponível! Muitíssimo!! (Fiquei até com medo de ela entrar em abstinência quando a vida voltasse ao normal…hahaha)

E mais ou menos nesse período também, fizemos uma troca estratégica, pensando na chegada do Dante, em que ele assumiu a função de  colocá-la pra dormir toda noite…

 

Desde então a paixão só aumenta! Se ele está em casa, ela fica atrás dele o tempo todo! Se ele senta, ela tem que sentar do lado dele; se ele deita, ela deita quase em cima; se ele vai estudar, ela chora na porta fechada; se precisar trocar a fralda, tem que ser ele; tudo que ela faz é acompanhado de um sonoro “Pai! Olha eu, pai!!” e a lista podia continuar ao infinito e além…rs

Chegamos ao cúmulo de a Maní derrubar alguma coisa no chão e eu dizer “opa, caiu, já vou pegar” e escutar de resposta “não! papai, pega, por favor”! hahaha

Nesse dia eu concluí: “não sirvo pra mais nada nessa casa!”

E o Lucas completou: “não se preocupa que daqui a pouco chega mais um pra me ignorar por mais 2 anos!” hahahahahaha

 

 

Agora falando sério: tô achando a coisa mais linda assistir de camarote essa evolução na relação dos dois! Lucas ficava muito frustrado com as negativas da Cecília que, pra muita coisa, por muito tempo, só queria a mãe… E é uma belezinha ver que é tudo mesmo uma questão de fases… Que mesmo com essa aparente “ignorada de 2 anos”, a presença dele estava, sim, sendo notada e precisada e valorizada! Tanto estava, que agora os frutos estão sendo muito bem colhidos e saboreados! 🙂

E eu juro que não fico com ciúmes! Tô é aproveitando essas folguinhas que ando recebendo…hehehe

 

Mas um dia desses Cecília acordou vomitando de manhã… Depois de limpá-la e troca-la, a levei pra nossa cama, com o pai, pra que eu pudesse dar uma limpadinha na cama dela também. Quando cheguei no nosso quarto ela estava dormindo no abraço dele, como costuma fazer comigo… Achei bom que ela tivesse voltado a dormir, achei graça nele meio incomodado com a imobilidade do braço (coisa já tão comum nas minhas deitadas) e ok. Mas depois que ele dormiu também eu fiquei lá, acordada, ouvindo os dois respirarem, sentindo aquela cama tão grande e minha filhota tão longe de mim… Confesso: o coração apertou bonito de saudades dela! Saudades essa, sem dúvida, antecipada, com a consciência de tudinho que nos espera nos próximos meses…

Ai, que eu sentirei saudades dela!! ❤

 

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Mas, pelo menos, estarei com o coração tranquilo de saber nos braços de quem ela estará feliz!

“Que sejas ainda mais vivo”

Filha:

É muito curioso como algumas coisas parecem que nos atingem do nada, quando na verdade nós convivemos com elas diariamente, mas simplesmente não as notamos – ou escolhemos ignorá-las, sei lá…

Hoje me aconteceu uma dessas, deixa eu te contar:

Testando uma coisa qualquer na minha câmera, tirei uma foto sua, bem rápido, sem nem muita atenção… Uma foto qualquer, que não é nem de longe uma das minhas favoritas das tantas que tiro de você. Mas quando olhei pra ela: BLAM – fui atingida!!!

Atingida pela passagem do tempo. Atingida por uma sensação maluca de que ao mesmo tempo que você já tem “doisi aninhos” (como você bem gosta de repetir por aí), você tem SÓ dois aninhos!

Olhei pr’aquela imagem e vi (mais uma vez) que você não é mais uma bebê. Você é minha menina! (sim, sim..sei que já falei bastante disso..)

Acontece que também tive ali, naquele BLAM, um vislumbre do que você será… Como se eu olhasse pra uma Cecília que ainda virá. E como se ela estivesse ali pra me lembrar de ter calma, de ter paciência, mas acima de tudo, pra me lembrar de manter os olhos bem abertos, pra não perder o caminho que trará aquela Cecília pra mim.

 

Porque que você está crescendo eu já sei bem! Ontem eu até fiz essa brincadeirinha aqui:

 

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É bem óbvio que o tempo está passando, né?!

Mas acho que às vezes eu ainda me esqueço de que existem o ANTES, o AGORA e o DEPOIS, sabe?! E que de alguma forma eles convivem em nós e nós convivemos com cada um deles…

Enfim, foi bom ser atingida, foi bom ser lembrada… foi emocionante! E eu adoro emoções que vem de pequenas coisas! 🙂

Ah! A tal foto?

Foi essa:

 

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“Tudo certo, tudo bem, tanto faz!”

Desde que venho anunciando essa gravidez tenho ouvido de um sem número de gente a seguinte frase: “nossa, segunda gravidez deve ser muito melhor, muito mais tranquilo porque você já sabe o que esperar, o vem pela frente”

Mas isso nunca tinha feito muito sentido pra mim.. 

Sei lá, li TANTO na gravidez da Cecília, tantos e tantos posts de uns blogs maravilhosos, tantos grupos de apoio.. Eu sabia o que esperar, sabia o que viria! Claro que a prática é sempre diferente da teoria, mas eu realmente acho que tinha (e tenho) uma boa tranquilidade quando se trata de ser mãe…rs (modéstia? Cadê? Cês viram por aí? rsrsrs)
Mas hoje de manhã, enquanto eu observava Cecília devorar seu sanduíche fiquei pensando na tal frase..

Explico: Cecília come bem! Come muito bem! Demorou bastante pra começar a comer de verdade, mas eu nunca me preocupei ou tive pressa (santo mamá que nos acompanhava!!!)

Sempre ofereci de tudo, mantive as opções sempre saudáveis, fui conseguindo adaptar o cardápio aqui de casa pra ficar saudável dentro da nossa realidade, etc. 

A comida sempre esteve lá e o quanto ela comia foi lentamente aumentando. Nunca me preocupei com quantidade, nunca exigi que ela comesse mais do que parecia disposta – confiei mesmo naquela história de que bebês amamentados em livre demanda conhecem seu próprio estômago e sabem quando querem ou não mais! 

(mas confesso que não sou lá tão liberal quanto preza meu Guru-Gonzalez e apesar de não forçar, dou umas insistidinhas, até por não saber quando ela parou de comer porque se distraiu ou porque está satisfeita)

O fato é que esse “aos pouquinhos” foi virando uns poucãos e atualmente ninguém acredita no tanto que ela consegue comer..Amigos ficam pasmos, já veio até garçom em restaurante comentar… Na escola ela termina a merenda dela (que normalmente é uma fruta ou um pouco de cereal) e sai caçando os restos dos amigos..rs Foi-se o tempo em que eu pedia um prato no restaurante e dava pra gente dividir… No geral oscila um pouco.. Passa por períodos em que come como uma criança normal e outros como verdadeira pequena-draga!

Semana passada, por exemplo, ela pegou uma super gripe, o apetite diminuiu, teve até um dia em que ela só comeu uvas e um pouquinho de milho cozido, mais nada..! Resultado? Essa semana está um saco sem fundo!!! Termina de mastigar o almoço pedindo pra comer outra coisa, chora porque não quer dormir e sim comer, acorda de manhã e a primeira coisa que diz é “quero pãozinho”, chora enquanto eu preparo a comida como se estivesse a hoooras com fome e por aí vai…
  

Por que que eu to contando tudo isso? Pra me gabar? Não, minha gente! Continuem lendo pra pegar o gancho com a história lá do começo.rs

Apesar de ser uma pequena draga de vez em quando, Cecília é magrela! Magrela de tudo! Não sei quantos meses faz, acho que uns 4 ou 5 que to ansiosa pra trocar o tamanho da fralda, achando que ela tá quaaaase chegando lá  e a bendita balança não sai do lugar! Cecílinganha peso muuuuuito devagar! Mas cresce feito sei lá o que, minha gigantinha!

E é super saudável!!! Inteligente, ativa, feliz e saudável! 

(saúde, aliás, comprovada semana passada nuns exames de sangue que fizemos pra ver a história da alergia dela)
E aí hoje de manhã eu tava olhando ela comer cheia de fome e “vazia” de dobrinhas (rs) e pensando naquelas mães de bebês pequenos que ficam apavoradas ou orgulhosas no dia da pesagem no pediatra. Tava pensando nos pediatras terroristas que ficam com a calculadora “ameaçando” ter que dar complemento porque o bebê não atingiu o ganho diário de X gramas por dia. Tava pensando na cultura maluca que acha que bebê e crianças gordinhos é que são saudáveis e se alimentam bem. Como se o número da balança fosse o único indicativo importante. Como se o bebê e a criança não fossem já (e também) um ser humano complexo cheio de outras coisas pra serem observadas!

E aí eu fiquei com raiva desse sistema maluco. E fiquei muito agradecida pela pediatra da Cecília lá no Chile, que podia não entender muito de alergia, mas que nunca me deixou influenciar pela balança!

E fiquei pensando se conseguiria alguém bacana assim pra acompanhar o Dante.
E depois me dei conta de que já temos o principal pra acompanhar o Dante: mãe e pai empoderados e seguros. Experientes?!

Claro, claro.. Não vou contar vantagem antes de a água bater na bunda! Hahahaha. Vocês, sem dúvida, acompanharão as cenas dos próximos capítulos… Mas agora eu concordo mais com a tal frase: que bom que o Dante já vai chegar com um pouquinho mais de experiência nossa – e com uma irmã magrela e comilona que nunca ligou pra balança nenhuma! 😉

“Do primeiro rabisco…”

Vou dar aqui uma dica: se você é uma grávida cheia de hormônios e vazia de controle lacrimal, pode não ser muito boa ideia fazer adaptação da sua filha na escola!!! Hehehe

Siiimmmm! Cecília começou na escola! E tá sendo super legal!!

 

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Fomos 3 dias na semana passada, duas horas por dia, eu lá com ela o tempo todo, mas cada vez mais de canto, sendo menos lembrada e solicitada por ela.

 

 

No último dia ela até foi no parque só com amiguinhos e professoras, sem a mamãe aqui! Deu uma choradinha, ficou me chamando.. Mas com um pouco de colo e conversa, conseguiu se distrair e brincar!

 

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Lá dentro eu assistia tudo no maior dilema se devia ou não correr lá pra fora! rs Isso porque me comprometi (comigo mesma, claro! rs) a fazer uma adaptação suave, no tempo que fosse necessário pra gente, pra ser tranquila e sem sofrimento (rs). Mas no dia anterior tinha conversado com a professora Eva sobre como Cecília estava bem e tranquila e como seria bom (disse a Eva! rs) que ela visse que as professoras estão lá pra ajudá-la, pra resolver conflitos… enfim, que ela aprendesse a confiar nelas também – por isso acabei decidindo não correr pro parque quando ela chorou e fiquei satisfeita de vê-la se divertindo depois!
Até cheguei a achar que poderia já te-la deixado sozinha por lá na semana passada mesmo, mas outras duas meninas em período de adaptação (já sem as mães) estavam chorando MUITO (uma delas o dia inteiro, juro!) e o clima na sala tava meio mexido por isso… Então preferi não arriscar deixar mais uma com chances de choro! rs

 

Aí comecei essa semana achando que daríamos um pequeno passo atrás, por causa do tempo em casa no fim de semana, mas que nada! Chinchila já chegou na segunda e se soltou mais rápido que na outra semana! Tanto que senti que tava na hora de eu sair de cena – vinha todos esses dias conversando com ela, combinando que eu ia sair um pouquinho e depois voltava e tal…

Saí! E foi super tranquilo! Ela nem me deu muita bola, ficou quase 1 hora lá super bem! Quando eu cheguei me chamou pra sentar e ver o que ela tinha feito na minha ausência, quis brincar comigo… Super gostoso!

Ontem, de novo: fiquei menos de 20 minutos com ela (porque ela pediu pra eu ficar um pouquinho..) e depois saí, fiquei quase duas horas fora e foi ótimo!

Ótimo pra mim também, aliás, que tenho curtido esses tempinhos SOZINHA!!!hehehe

 

Ja tinha até começado um post contando como tava linda e fácil essa história de começar escola!!

Há!
Mas aíííí….rsrs

Aí teve hoje!

Não sei se tentei sair “rápido demais”, se ela ainda não estava suficientemente entretida com alguma brincadeira  ou o que.. Sei que já tinha dado tchau, como nos outros dias, mas quando ela me viu na porta, prestes a sair, veio correndo pra mim, chorando…!!! 💔

E eu? Bom, quebrei aquela única regra do período de adaptação: “só não chora na frente dela, deixa pra chorar depois que sair”!

Epic fail, minha gente!!!!

Eu não tenho nenhum controle dos meus dutos lacrimais!! Zero!!!

Abracei a bichinha e quando vi… tava chorando junto… 😳

E explicando pra ela que não precisava chorar! 🙄 Coerência, a gente vê por aqui! rs

Ela ficou chorando, dizendo que queria ir pra casa porque tava com sono. A Eva ofereceu pegar um colchão pra ela dormir lá e nada.. Ela queria ir embora! Mas conversa vai, conversa vem, eu expliquei que eu podia ficar um pouquinho mais, que ela podia ir brincar, que eu sairia depois, a Eva a convenceu a ir ler uns livros e ela foi e se distraiu!

E eu fiquei sentada num cantinho cho-ran-do!!!

Depois de um tempinho ouvi ela falando “a mamãe saiu um pouquinho”, aproveitei a deixa e saí mesmo! Cho-ran-do!

Sentei no carro e chorei mais uns 20 minutos!

A essa altura eu já chorava por estar chorando, chorava de vergonha e chorava mais cada vez que vinha a cena anterior na cabeça!! Ridícula, né?! rs
Enfim.. Saí, fui no mercado, fiquei mais de 1:30h fora e quando volte a encontrei super bem, brincando na pia do banheiro felizona!

Pedi desculpa pra professora pela cena matinal, joguei a culpa nos hormônios (afinal, né?! rs) e ela disse que super entendia…

Cecília, como sempre, não queria ir embora! Antes de sairmos brincou mais na água, depois me mostrou – e devorou – a tarta de manzana que eles fizeram e aí sim, pronto! Fim do dia! Ufa!

 

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A tarta!

 
Veremos como será amanhã…rs

 

E, bom, agora tô aqui escrevendo enquanto ela dorme em cima de mim, porque a gente se desgruda, mas só uns pouquinhos por enquanto! hehehe

 

 

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“Na tua presença”- 2 anos!

Ontem, filha, você completou dois aninhos!

Dá pra acreditar? Já fez dois anos que vivemos aquele dia incrível

 

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O dia em que eu descobri que posso fazer qualquer coisa nessa vida. O dia em que descobri em mim uma força e um poder tão enormes que só podiam mesmo ter vindo do mar de amor que me inundou lá pelas  18:30 do dia 24/01/2014 (porque nos seus primeiros minutos de vida eu era mais incredulidade do que amor, confesso! Hehehe)

Faz dois anos que eu senti seu corpinho quente no meu colo pela primeira vez! E nesses dois anos que passaram essa foi, sem dúvida, nossa configuração preferida: você quentinha aninhada no meu colo!

 

Dois anos.

E eu me lembro daquele dia como se tivesse sido ontem. De tudo!

(Mas o louco da história é que eu também esqueci muita coisa dos dois anos que vieram em seguida…vai entender cabeça de mãe, né?! Dizem que a gente esquece das dificuldades pra sobrevivência da nossa espécie… Qualquer dia você conversa com seu tio Guto sobre esse assunto! hehehe)

Dois anos!

Anos esses que eu acompanhei extremamente de perto, em que vivi juntinho de você praticamente todos os 63072000 segundos da sua vida.

Mas mesmo assim, ainda me assusto diariamente com o seu tamanho. Com sua atitude de gente grande. Sua percepção de tudo. Sua relação com o mundo em volta. Com o tantão de palavras inusitadas que você conhece e sabe usar direitinho (inclusive umas que não deveria saber! rs). Com suas conjugações verbais. Com suas gracinhas e seus charmes irresistíveis. Com a sua memória incrível! Com as habilidades novas que surgem a cada dia… Que demais que é isso tudo, filha!!!

Me surpreendo, claro, tanto quanto me encanto!

Justo eu, que achava que seria sofrido deixar “minha bebe pra trás”… mas a verdade é que apesar de morrer de saudades da minha pacotinha, descobri me delicio muitíssimo vendo você crescer e se tornar tão “menina grande”, tão “gente”!

E me emociono ao reconhecer diariamente nessa menina a mesma doçura que você sempre teve no olhar e o mesmo sorriso sapeca que parece que nasceu com você!

Porque, afinal, essa menina grande é você, filha! Meu amor, meu pacote, minha pica-pau, minha Chinchila… é você crescendo e se tornando cada dia mais você! Que sorte a nossa!!!

 

Parabéns, minha deliciosa!!! Eu desejo todos os dias que sua vida seja sempre assim: de crescimentos e aprendizados, de surpresas e encantamentos, de bagunças e chamegos – porque há dois anos essa é sua essência e torço pra que continue sendo sempre!!!

 

Te amo mais do que seria possível explicar em palavras!

 

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ps.: notei que sempre que eu preciso pensar em um “tema” que represente você acabo escolhendo o “Colorido”! Foi assim quando montamos seu primeiro quarto, lá no Chile, e quando o remontamos aqui na Espanha; foi assim quando comemoramos seu primeiro aniversário e foi assim outra vez na semana passada, pensando na sua festa dos dois anos!

A repetição não é intencional…acontece que essa é a maior representação do que você significa na minha vida: COR!

É que faltava você, filha, pra pintar meu mundo de tantos tons e me mostrar que a vida monocromática não está com nada!!! Obrigada por isso!!!

 

“Na tua presença” – 18 meses

Há um ano e meio eu carrego em meus braços o meu bem mais precioso. Há um ano e meio eu o acalento e alimento em meu seio.

Tem como não sentir saudades de tamanha felicidade???

Há um ano e meio ela nascia.

Mas só muito recentemente me caiu uma ficha: apesar da impressão de que 18 meses é um tempo longo que passou rápido demais, a verdade é que um ano e meio é uma porcentagem minúscula da vida que temos pela frente.

E enquanto uma parte minha se impressiona com o quão grande e esperta e independente e mini-gente minha bichinha está, outra parte se assusta um pouco ao se dar conta de que ainda temos muitoooos anos de cuidados e preocupações pela frente e uma terceira parte espera ansiosa por alguns “marcos”.

É mais ou menos assim: acho a coisa mais linda do mundo a Cecília querendo subir e descer TODAS as escadas que aparecem em seu caminho – ela quer explorar a nova habilidade! – mas meio que não vejo a hora de ela ser “mais habilidosa nessa habilidade” (hahaha) e conseguir fazer isso sem tombar tanto pra trás, sem que eu precise estar sempre olhando e penso “hmmm, em quanto tempo será que ela vai conseguir subir e descer verdadeiramente sozinha e eu poderei ficar tranquila?”. Mas depois me lembro que mesmo depois que isso acontecer, ainda teremos muitos tombos e joelhos ralados e queixos batidos por aqui, porque né, criança e tal…rsrs

Deu pra entender a loucura da pessoa? rs

Enfim… penso agora que essas partes todas precisam se juntar e entender que “pressa” e “maternidade” são duas palavras que não combinam. E que a beleza é o caminho, não (só) as chegadas.

Sabe numa viagem longa de avião? Não é boa idéia ficar olhando aquele contador de “tempo até o destino”. É bem mais gostoso se vamos olhando a vista, descansando, vendo um bom filme ou aproveitando a boa companhia, não é?!
Então!

Um ano e meio é muito pouco tempo. (Aos mais jovens, juro que um dia vocês concordarão comigo!rs)

Minha bichinha é só uma bichinha filhote, que ainda tem muito o que aprender e aprontar.

E enquanto ela vai crescendo e aprontando eu quero poder me deliciar. Sem pressa. Degustando cada gota. Sem ansiedade.
Quero aprender a curtir mais o “enquanto ela aprende” e não só esperar pelo aprendizado completo, o “mission accomplished”, sabem?!

Acho que assim fica mais gostoso e até menos cansativo, não é?!

É como dizem por aí: os dias são longos e os anos são curtos!

Me lembrar disso será minha “lição de casa” pelos próximos meses!

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“Que eu ia só cobrir você com mil beijinhos”

Cecília:

Do tantão de coisas lindas que você me ensina todos os dias, tem uma que tem chamado minha atenção em especial: sua capacidade e facilidade em pedir ajuda e colo!

Sabe, filha, sua mãe sempre foi terrível nisso. Cabeça dura, envergonhada…mil vezes quebrei a cara ou fiquei sem algo que queria/precisava porque não soube pedir ajuda.

Mas você não! Quantas vezes for preciso você vem e me pede: alguma coisa nas mãos, cabeça balançando num “sim” infinito, acompanhada pelo (também infinito) “mamãemamãemamãe” – já sei que tem algo que você não tá conseguindo sozinha e então lá vamos nós conseguir juntas!

E no parquinho?! Vejo a expressão mais clara e exata daquela frase do Henfil: “Quem tem mãe, não tem medo!” É assim: você estica a mão pra cima, certa de que ajuda a virá, e se joga, da altura que for, do brinquedo que for, com a confiança de que dará certo e será divertido! Que lindo perceber que você já entendeu, filha: sempre que você pedir eu segurarei sua mão!

E o colo! Você não sabe só pedir, sabe garantir e conquistar muitos colos por aí! Desenvolveu técnicas que vão além do já irresistível “Cócó”, com as mãozinhas pra cima!

Por exemplo, se estamos no sofá ou na cadeira você vem escalando e senta, assumindo seu lugar de direito – simples assim! (às vezes, inclusive, senta em lugares nada confortáveis pra gente, tipo nosso pescoço, mas fica lá, balançando as perninhas toda confortável e satisfeita! rsrs)

E tem o meu favorito: quando estamos sentados no chão e você quer colo – geralmente pra lermos um livro juntos! – você mira de longe e vem vindo de ré até se encaixar direitinho, sentar nas nossas pernas, apoiar os pés no chão e encostar suas costas em nosso peito. Uma delícia que, confesso, me deixa com a sensação de que estou ao mesmo tempo dando e recebendo colo e aí nunca resisto, aproveito pra te esmagar e te beijar um monte! hehehe
  
  

Espero, Chinchila, que no momento em que você puder ler esse texto sua mãe aqui já tenha aprendido essa preciosa lição! (com sorte, antes disso…rsrs)

“Meu lar é onde estão meus sapatos”

Daí que Chinchila leu meu último post e resolveu corroborar essa história de “adeus, Bebéia”.
E me apareceu assim oh:
   
 
Ideia, execução e satisfação do cliente –  tu-di-nho by ela mesma! So-zi-nha!!!

Acertou os pés e saiu caminhando com eles, quase melhor do que eu ando de salto, diga-se de passagem!rs
Com’assim, tchurma?! Achei que essa parte de “roupa da mamãe” era só lá pelos 3 anos…

Não?!?

Não sei…
Só sei que me morri de orgulho da peripécia dessa mocinha e de amores por essa cara cheia de orgulho próprio!

Minha Menina, não disse?! ❤️