“Na tua presença” – 18 meses

Há um ano e meio eu carrego em meus braços o meu bem mais precioso. Há um ano e meio eu o acalento e alimento em meu seio.

Tem como não sentir saudades de tamanha felicidade???

Há um ano e meio ela nascia.

Mas só muito recentemente me caiu uma ficha: apesar da impressão de que 18 meses é um tempo longo que passou rápido demais, a verdade é que um ano e meio é uma porcentagem minúscula da vida que temos pela frente.

E enquanto uma parte minha se impressiona com o quão grande e esperta e independente e mini-gente minha bichinha está, outra parte se assusta um pouco ao se dar conta de que ainda temos muitoooos anos de cuidados e preocupações pela frente e uma terceira parte espera ansiosa por alguns “marcos”.

É mais ou menos assim: acho a coisa mais linda do mundo a Cecília querendo subir e descer TODAS as escadas que aparecem em seu caminho – ela quer explorar a nova habilidade! – mas meio que não vejo a hora de ela ser “mais habilidosa nessa habilidade” (hahaha) e conseguir fazer isso sem tombar tanto pra trás, sem que eu precise estar sempre olhando e penso “hmmm, em quanto tempo será que ela vai conseguir subir e descer verdadeiramente sozinha e eu poderei ficar tranquila?”. Mas depois me lembro que mesmo depois que isso acontecer, ainda teremos muitos tombos e joelhos ralados e queixos batidos por aqui, porque né, criança e tal…rsrs

Deu pra entender a loucura da pessoa? rs

Enfim… penso agora que essas partes todas precisam se juntar e entender que “pressa” e “maternidade” são duas palavras que não combinam. E que a beleza é o caminho, não (só) as chegadas.

Sabe numa viagem longa de avião? Não é boa idéia ficar olhando aquele contador de “tempo até o destino”. É bem mais gostoso se vamos olhando a vista, descansando, vendo um bom filme ou aproveitando a boa companhia, não é?!
Então!

Um ano e meio é muito pouco tempo. (Aos mais jovens, juro que um dia vocês concordarão comigo!rs)

Minha bichinha é só uma bichinha filhote, que ainda tem muito o que aprender e aprontar.

E enquanto ela vai crescendo e aprontando eu quero poder me deliciar. Sem pressa. Degustando cada gota. Sem ansiedade.
Quero aprender a curtir mais o “enquanto ela aprende” e não só esperar pelo aprendizado completo, o “mission accomplished”, sabem?!

Acho que assim fica mais gostoso e até menos cansativo, não é?!

É como dizem por aí: os dias são longos e os anos são curtos!

Me lembrar disso será minha “lição de casa” pelos próximos meses!

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2 pensamentos sobre ““Na tua presença” – 18 meses

  1. Dias longos, anos curtíssimos.
    Lembro da Chinchila ainda bolinha de carne, que só mamava.

    Daqui a pouco estaremos velhinhas falando da síndrome do ninho vazio.
    Medo desse relógio que não para de correr.

    Medo desses dias iguais e diferentes, que quando a gente acha que sabe tudo sobre eles, vem uma novidade, de encher o olho de lagrima ou de deixar de cabelo em pé.

    É como diria Almir Sater:
    “Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso, porque já chorei demais”

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    • Poxa, Carol…encontrei esse seu comentário lindo abandonado aqui, sem resposta…desculpe!

      Eu fico bem dividida entre o medo e o encantamento com tudo isso que vc enumerou…
      E o pior é que não consigo simplesmente “não pensar e só aproveitar”…rs

      Mas, sim..vamos com Almir Sater que é melhor! 😉

      Beijo

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