"São coisas da vida"

Já tinha meio planejado como ia vir aqui dar a notícia… tinha uns dois posts em rascunhos, que só poderiam ser publicados depois de dada a notícia…
Estava ansiosa e contando os dias no calendário pra vir correndo pra cá…

Só que a vida tem dessas coisas que a gente não entende mas tem que “aceitar”…

E aí – coisas irônicas da vida – foi desse jeito amargo que eu fui (com orgulho) parar lá no Minha Mãe que Disse, um site lindo de pessoas fofas (que eu adoro e que facilita muito a vida de interessadas nos assuntos de filhos/maternidade) !

O texto você pode ler clicando AQUI
(aliás, você deve ler, pra continuar lendo e entendendo esse post aqui..rs)

Ele foi escrito no dia seguinte ao acontecimento, por isso é muito sincero e dolorido…

Quis publicar no site porque uma das minha primeiras “atitudes on line” foi correr no MMqD pra procurar outros textos sobre o assunto e me sentir “menos sozinha”, mas, curiosamente, quase não encontrei! 
O “Três loopings…” ganhou vida pra me ajudar a processar e entender o que estava sentindo, mas virou “público” pra alcançar mais gente na mesma dor, pra ajudar a essas outras pessoas e, talvez principalmente, ajudar a mim…
E parece que funcionou! Recebi comentários lindos e um carinho (de estranhas!?!) de aquecer, e muito, o coração!

Agora, uma semana depois, os sentimentos estão abrandados, a dor já está dormente e eu já estou em terra firme.

Dessa experiência ruim sei que saí com laços mais fortes, com o corpo mais preparado e, espero que com o coração mais maleável também… porque uma coisa ficou muito clara: nessa história de maternidade não tem nada de “morno”, vem tudo fervendo!!!


ps.: ontem o Lucas e eu completamos 8 anos de história!
História é assim, tem dias lindos e azuis e outros mais cinzentos… mas cada vez tenho mais certeza de que não poderia estar mais bem acompanhada nesse caminho de crescimento!
Obrigada, mi amor, pelas crises de riso e pelo colo pro choro…minhas emoções fazem muito mais sentido quando vividas com você!
Que nossos olhos brilhem juntos, pelos mais diversos motivos, por muitos e muitos anos mais!!!
Te amo!!!








"Cuidadoso, de mansinho"

Desde esse dia aqui tô devendo o post sobre o voltuntariado com os gatos..

Demorei porque queria postar fotos e naquele dia eu não tinha tirado nenhuma.. fiquei esperando voltar lá pra postar, e isso só aconteceu hoje!

Agora vim com as fotos e as sensações quentinhas pra contar!

Conheci o Adopta un Gatito pelo facebook, quando estava tentando ajudar uns amigos a adotar um gato.
Seguindo pelo fb achei que parecia uma ONG organizada – sempre vejo cartazes deles por aí e tal – e resolvi que queria ajudar…

Quando cheguei lá fiquei um pouco chocada, na verdade…

A ONG não é exatamente uma ONG… como a própria responsável me disse, são “um par de particulares” fazendo um esforço do cão, mas, aparentemente com bastante dificuldade..


O lugar é bacana, espaçoso, com um quintal gostoso pros gatos tomarem sol… uma casa inteira só pros gatos!
E tem MUUUIITOOOO gato!!!!
São mais de 100 gatos na casa!








Durante a semana há uma moça, a Sandra, que vai limpar a casa de manhã e no final do dia vai a Pamela, a responsável pelo lugar.
Mas, sério, é muito gato, muita bagunça, muita sujeira…




Fora que, como sempre acontece em abrigos, quando você coloca muito gato junto é difícil controlar doenças…então o que tinha de gato espirrando lá, não dava nem pra contar!


A verdade é que as duas não dão conta… nas poucas horas que passam lá, fazem o que podem, limpam o básico, mas o grosso vai acumulando..
(fora que elas não são muito boas de organização e limpeza..rsrsrs)




No primeiro dia que fomos, eu e a Carol não ficamos muito tempo… conhecemos o lugar, apertamos vários gatos e ajudamos com um específico que estava doentinho – ok,ok..a Carol ajudou! rs E enquanto ajudava ainda me ensinou a colocar soro e aplicar remédio sub-cutâneo no pequeno!

Hoje voltamos pra colocar a mão na massa!!! 
Ajudamos a Sandra com a limpeza do lugar,  apertamos muitos gatinhos (que é a melhor parte, né?! hehehe). Limpamos um monte de olhos remelentos e colocamos colírios. Limpamos caixa de areia, pote de água, cobertor, prateleira (que pareciam que nunca tinham visto faxina antes..rs)… A Carol começou a colocar uma ordem no lugar (juro, é de chorar a bagunça e a sujeira em alguns lugares!!!), mas a gente já percebeu que vai precisar ir um dia (ou dois..rs) pra colocar tudo a baixo, fazer uma faxina de teto a piso, e depois ir com frequência pra tentar manter a coisa assim! rs

A idéia é ir aos poucos “ganhando confiança”, mostrando serviço pra poder começar a dar sugestões! Temos ótimas idéias e o exemplo maravilhoso do http://adoteumgatinho.uol.com.br!!! Queremos organizar o lugar fisicamente, mas também na prática.. ajudar a funcionar melhor o dia a dia e o esquema de ONG deles…
Eles já fazem, todo domingo, as “Jornadas de Adopción” – no último fim de semana 13 gatinhos foram adotados! Mas achamos que precisam dar uma estruturada no serviço, sabem?!

Tô torcendo muito pra dar certo!! Torçam daí também, ok?!

Ah..!
Começamos a manhã cuidando de um gatinho recém-chegado que estava muito doente… O encontramos gelado na caminha, quase sem conseguir se mexer… Colocamos soro, bolsa de água quente na cama, demos remédio, tentamos fazer comer…E no meio dessa manipulação toda o coisa linda ainda dava um jeito de ronronar!!!!
Mas ele tava muito mal…fraquinho de tudo, gelado de tudo…
Em determinado momento eu até achei que ele ia responder aos cuidados… começou a miar, a querer andar… mas ele não aguentou… morreu nas minhas mãos…
Acho que é a primeira vez que um ser morre assim, comigo… a primeira vez que vi aquele último suspiro e o final da respiração… os olhinhos perdendo o foco…

Era o meu maior medo – e o principal motivo de eu não ter ido estudar veterinária na vida! E foi difícil… foi triste… Mas, apesar da tremedeira que me deu, fui mais forte do que eu imaginava que seria… não chorei e consegui seguir o trabalho com os outros que precisavam!
Porque eu sei que, se quero “entrar de verdade nesse mundo”, vou ter que me acostumar com coisas assim, né?! Infelizmente…

(ps.: aquele gatinho que cuidamos na primeira ida está bem melhor!!! Todo docinho com a gente!!!)


Bom, agora vamos voltar lá com mais frequência…espero que saiam bons frutos daí!
Depois vou contando mais…

Beijos!

"obscuro-escuro-claro"

Sentir saudades é um privilégio doído.

Posso sentir uma vontade nostálgica de algumas coisas menores, mas saudade mesmo, só daquilo que amo ou amei.

Porque saudade é diferente de falta. (das coisas lindas da língua portuguesa!)

Saudade é necessidade, é desespero, é absurdo… É irracional.

É amiga do amor em sua forma mais pura, de maneira que nela não há espaço pros vestígios de problemas ou pros eventuais defeitos passados.

Saudade nasce num cantinho escondido e, como erva daninha, vai tomando todo o espaço.

É daninha porque faz doer.

Parece egoísta porque te faz querer sair correndo, largar tudo e resolver a tal dor.

Mas, no fundo, é o mais altruísta dos sentimentos: quanto mais a saudade dói, mais te provoca pra que você a mate!

Porque o que a saudade quer de verdade é deixar de existir… é poder voltar quietinha pro seu canto escuro, desafogar aquele coração e deixar que o calor do amor, só ele, seque a inundação e refloresça de belezas o terreno baldio que outrora era dela.


A saudade insiste em doer a distância pra que você não esqueça nunca da vontade de voltar. Pra que a ida seja sempre possível. E pra que a volta seja sempre, e cada vez mais, doce!

"Sempre em equilíbrio-brio"

Ontem eu e a Carol tivemos um dia de “boa ação voluntária” com alguns animais carentes chilenos!

Abre parêntesis: 
Veja bem, fiz questão de colocar aquele ‘alguns‘ lá em cima porque só quem já esteve em Santiago consegue ter uma (ainda pequena) noção do tamanho problema e do absurdo número de animais callejeros nessa cidade!
Fecha parêntesis

Nós duas, gateiras de alma, cara e carteirinha e cachorreiras de coração, encontramos duas “ongs” que resgatam animais e que toparam nossa ajuda! Aí tiramos a tarde de ontem pra começar os trabalhos!rs

Primeiros fomos até uma clínica veterinária onde moram, temporariamente, 5 cachorros resgatados das ruas, onde estão sendo cuidados, já foram castrados e esperam pacientemente um lar!

Eles são dessa ONG aqui: Garras y Patas

A tarefa era simples: levar os carentinhos pra passear!
Mas chegando lá descobrimos que eles eram, na verdade, carentões! Tanto pelo desespero de sair logo pro passeio, quanto pelo tamanho dos mocinhos!

Vejam bem: minha referência cachorrídica de vida se resume a um poodle que quase foi meu aos 6 anos, um cocker que era meu à distância quando eu tinha 10 e a queridadoceamada Maní,  que na verdade é um mini-cão-com-complexo-de-gato! Nessas circunstâncias, qualquer cachorro com mais de 6 quilos seria um ser de extrema força pra minha inabilidosa coleira! rs

Pois bem, achamos que seria mais esperto ir por partes, então, primeiro, a cada uma foi designado um cão:

A Carol ficou com a Holly:



 E eu fiquei com o Tibério: (aliás, acabo de descobrir que chamamos eles por nomes aleatórios e/ou errados durante todo o processo! hahahaha).





No primeiro segundo com a coleira do Tibério em minhas mãos já soube: pontecial de cagada= 98%!
Não deu outra! Fomos pra porta e, ali mesmo, às vistas de todo mundo da clínica e de todo mundo da rua, a cagada: Holly e Tibério super se empolgaram, começaram a querer correr e nos arrastar desesperadamente e desordenadamente, se enrolaram nas coleiras deles mesmos, enrolaram o rolo deles em mim e…





Sim…capotei! E capotei bonito! 
Ainda, pra ajudar, derrubei o pobre do Tibério junto, tadinho….  fomos os dois parar embaixo de uma vã que estava estacionada ali na porta! (na hora do tombo ele deu uma ganida que até agora me mata de culpa!!)

Mas o voluntariado estava só começando, então, sácomé, levanta (com ajuda), sacode a poeira (do joelho), dá a volta por cima (do nó de coleiras no qual eu ainda estava enrolada), e vamos!

No começo do passeio foi uma loucura!
O joelho ainda não doía, mas os cães pareciam que não viam rua há muito tempo (o que Maní já me ensinou que é como todo cão deve se comportar quando pisa no asfalto!rs) e puxavam e arrastavam as pobres inexperientes calçada afora! 
Verdade seja dita: o tombo inicial serviu pra gente aprender a manter uma distância mínima entre cães durante o passeio e evitar outros acidentes assim no caminho!
Tibério até que foi se acalmando e passeou mais da metade do tempo como um cão (quase) educado! Já a Holly fez questão de ser uma lady e levar a Carol pra passear, conhecer a região e explorar novos cheiros! hahahaha



Foi bem difícil tirar fotos desses dois passeando! rs


Terminado o passeio dos espuletas, fomos buscar mais dois pra rodada seguinte. E eles eram:

Marilyn Manson:


E o Rodolfo:



Mariliyn era bem menor e tranquilo, e apesar de não andar muito em linha reta (??? rs), passeou bem na boa!
Mas o Rodolfo…ah! o Rodolfo…! Tudo que tinha de simpático e macio, tinha de enorme, forte e maluco! 
Andava num zig-zag louco, queria entrar em todas as casas, gania pra todos os outros cachorros do caminho, queria perseguir pombas (imaginem o estrago!!) e puxava a coleira com uma força e uma dedicação que só vendo…!
A Carol começou o passeio dele, mas achei de bom tom revezar com ela! hahaha

Passear com o Rodolfo foi tanta emoção que esquecemos de tirar fotos deles no percurso… =/

Na volta à clínica descobrimos que ainda tinha mais um esperando passeio…e esse era todo especial:


(Tá ruim a qualidade dessa foto, entrem no link dele pra ver outras lindas!)



Loki é um cocker (“legítimo”, diga-se de passagem) foférrimo que quando ficou paraplégico foi abandonado pela dona…
Ele tem seu carrinho e anda com uma desenvoltura incrível! Não vê obstáculos e nem percebe a musculação de “membros superiores” que tá fazendo!rs Passeou com a gente feliz da vida!!! Oh só:



Não preciso nem dizer que foi o mais fácil, né?! hahaha

E assim terminamos a primeira parte da nossa boa ação! =)

Depois fomos pra etapa gateira do dia, mas essa história eu conto amanhã porque ela é longa, eu tô com sono e esse post já tá muito grande…rs

(e ela também – e especialmente – mexe mais com meu coração… já me tirou o sono na noite passada e não quero cutucá-la a essa hora da noite pra ver se consigo dormir bem hoje!)

Então…tchau!rs

ps.: as fotos com as carinhas dos cães foram tiradas do site da ONG: www.garrasypatas.cl

"Não tive a intenção (de me apaixonar)"

Daí que o primo da mulher do amigo do Lucas é instrutor de buceo… daí que a gente podia fazer isso qualquer dia… “deixa só eu fazer uma ligação…”… o cara tá livre… daí que se juntar mais gente sai mais barato… então domingo…

E foi assim que, repentinamente, tínhamos compromisso pro domingo. Acordar as 7 da manhã (depois de um aniversário tardio na noite anterior). Um lindo dia de sol (que, na verdade, ainda não tinha nem saído de trás da Cordilheira). Fazer a Maní comer. Colocar uma saia fresca e confortável. Fazer a mala. Esperar o Rubem. Pegar a estrada – agora sim com sol. Encontrar o combio num posto no caminho. E seguir pra Algarrobo!

E, seguindo pra Algarrobo, entrar no túnel mágico em que o clima sempre muda; dar de cara com aquele dia horrível e ir percebendo que não ia melhorar…o chovisco veio pra comprovar os temores!




Chegar na casa dos pais do Juan (o marido da prima do instrutor..rs) congelados de frio e, no meu caso, de medo! 
(Nunca coloquei mais do que os dedos na água gelada do Pacífico, justamente por medo do frio – frio que se sente desde lá da areia mesmo! E olhar pro céu fechado e ameaçador conseguia dar mais frio do que o vento gélido que não parava de vir. Por que hoje???)

Pegar o carro de novo pra, agora sim, começar a aventura…

Chegar no lugar. Deixa mala no carro – longe. Conhecer os instrutores. Ouvir instruções. Preencher papéis (retirando deles as responsabilidades das tragédias que nos podiam acontecer). Responder (apreensiva) questionário sobre saúde (“tive uma contusão no cérebro há 17 anos, tem certeza que não importa?????”). Tirar a roupa. Passar mais frio. Sofrer pra colocar aquela coisa de borracha. Sofrer mais pra fazer ela passar pela bunda. Perceber que esqueci coisas importantes no carro. Fechar tudo por ali. Tirar foto.



Ir pro clube de iates. Subir na plataforma balançante. Começar a sentir mareo. Ver o mini barquinho em tenho que subir. Ser convidada a subir nele. Negar. Pensar com muita força em desistir (“já vi lá no vulcão que não sirvo pra essas coisas de aventura…pq raios eu insisto???”). Brigar com mais força pra não desistir. Subir no barco (com um discreto escorregão que me machuca o pé). Tentar de todas as maneiras possíveis ignorar o mareo que só aumenta (ele disse “los que se marean van primero al água”). Ouvir mais instruções e códigos e ensinamentos dos quais minha vida podia depender.


Perceber o barco parando. Torcer pra ele andar mais. Assistir, ansiosa, a movimentação dos instrutores. Ser escolhida pra primeira turma a bajar (“antes del mareo”). Lentamente começar a me aparamentar. Descobrir, com alívio que o instrutor chefe é o que vai me acompanhar. Receber ajudas pra terminar de arrumar tudo. Sentir o aperto do cinto com peso. Colocar a máscara e sentir um mini pânico pela falta de ar no nariz. Não conseguir respirar na boquilla. Ter a boquilla trocada e agora semi conseguir respirar na nova boquilla. Sentir muito medo do mareo. Sentir medo de vomitar bem ali onde todo mundo vai estar imerso.

Quase não conseguir ficar em pé no barco pelo peso do cilindro de ar. Sentar na beirada do barco. Me jogar pra trás. Morrer de medo antecipado pelo frio que viria. Cair na água. Não sentir frio. Não conseguir manter as pernas pra baixo. Ser puxada pelo instrutor. Treinar a respiração. Errar tudo. Continuar com as pernas de pata na superfície. Treinar mais a respiração a aprender o truque. Descobrir que na água – e com esses aparatos –  tenho ainda menos controle sob meu corpo do que no mundo real. Ter meu pé empurrado pra baixo 25 vezes e ver ele voltar pra cima em menos de 7 segundos (contados) em todas elas. Segurar na corda da âncora. Encontrar meu instrutor – o Pablo.

Começar a descer – uma mão da corda, outra mão na mão do Pablo. Não enxergar nada no caminho (a água muito turva e o dia muito nublado). Descer um pouquinho de nada e sentir a pressão no ouvido. Seguir as instruções anteriores de como resolver o problema. Me concentrar muito pra acertar a respiração na boquilla. Descer mais um tico e pressão de novo. Apertar no nariz de novo. Pablo perguntar se está tudo bem. Confirmar e descer mais um pouco. Me sentir mais pata ainda por estar tendo tanto incomodo no ouvido, mesmo tendo descido tão pouco.

Pablo me soltar a mão. Me dar a outra mão num gesto de cumprimento. Eu não entender nada. Pablo apontar pra baixo. Olhar e ver.

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Ver e (figurativamente) perder o ar.
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Olhei pra baixo e lá estavam: uma alga maior que eu e a areia, o fundo do mar (ok, um mar de só 12 metros de profundidade, mas O FUNDO DO MAR)

E aí acabou a tensão, acabou o medo, acabou a náusea, nem vi o frio… e as coisas passaram a acontecer num tempo inexplicável… totalmente mágico!!!

A água turva dava um efeito incrível pro visual: olhar um monte de nada cor de areia e, de repente, encontrar vida a um metrô de mim! Algas, caranguejos, peixes e infinitas estrelas do mar!!!!

A ausência de sons externos chegava a ser inacreditável… Era como se eu estivesse sozinha ali, escutando apenas minha respiração através da boquilla (bem Datrh Vader..rs), sem sentir o peso do cilindro, ou do pé de pato, ignorando totalmente a mão do Pablo que seguia grudada na minha, esquecendo que o Lucas ia atrás de mim (a ponto de dar umas patadas nela de vez e quando)… 
Ouvir só minha própria respiração, encontrar aquelas criaturas novas…. Nadar no nada…Quase meditar….A corrente do mar me levando (e a mão do Pablo tb, confesso.rs)… Melhor que yoga!

(em determinado momento eu estava tão relaxada que quase esqueci de fazer pressão pra manter a boquilla no lugar… rs)

Nenhum incomodo, nada errado, nada sofrido… só bom demais!!!


Até que meu marido gigante consumiu todo o ar do seu cilindro e tivemos que voltar pra superfície! hahahahaha


Foram 25 minutos em baixo da água – 12 metros abaixo do nosso mundo e do barquinho enjoante… e eu nunca imaginei que pudesse gostar tanto dessa experiência “de aventura”!

Subi encantada, parecendo criança com brinquedo novo, não parava de falar (“daí teve uma hora que… e aí…vc viu…?”). Por mim já programava imediatamente a viagem pro Caribe pra ir fazer isso num lugar com o visual abertão e cheio de peixes lindos e coloridos!!!

Apesar de não ter (re?)adquirido o controle sobre meu corpo (acho que se o Pablo tivesse me soltado eu me perderia na imensidão do Pacífico, lá embaixo, pra sempre! hahaha), recebi elogios dos instrutores, que, certamente, viam a alegria na minha cara!

Foi tão bom! Tão bom! Mas tão bom que quero fazer de novo, logo!!! E que recomendo que todo mundo faça também!! hehehe




ps.: faltam fotos, né?!… outros do grupo tiraram, vou tentar recuperá-las!


"O meu amor"

Hoje é um dia muito especial! Hoje minha pequena completa 2 aninhos de vida!
Minha cão, minha bolinha, minha branquinha, minha baixinha, minha gremilin, meu trocinho, meu amor, minha dissimulada, minha Capitu, minha Suricão, minha Buda, minha Cara de Shih Tzu, minha Desatadora de Nós, minha enredada, minha peste, minha arteira, minha linda, minha gostosa, minha parceira, minha Gato, minha fresca, minha mimada, minha companheira, minha filha!!!



Maní mudou muito minha vida e minha-pessoa-no-caso-eu!
Ela é um trocinho especial que enche os meus dias de leveza, amor e sorrisos! 

Não tô lá pra dar os apertões e beijos de parabéns que ela merece (não se preocupem, vou resolver essa questão logo!), mas não poderia deixar passar em branco!

Quando você crescer e aprender a ler você corre aqui pro blog pra ler essa mensagem, ok, Maní?!
Parabéns filha!!!!! Mamãe te ama tanto que ainda não inventaram palavras pra contar quanto!
Que você tenha muitos outros anos de vida do nosso lado!!!!

"Bem Querer"

Essa é uma postagem especial para todos os fãs da Maní. Todos os que já tiveram o privilégio de conhecê-la e acabaram se apaixonando (não tem jeito, todos se apaixonam, eu sei! hahaha), todos os que estão com saudades e também pra aqueles que só a “conhecem” virtualmente…

Na verdade, é principalmente pros que não usam o facebook e não precisam ficar aguentando todas as mil fotos que eu vivo postando dela! hehehe

Preparem-se pra muita fofura!!!!

1- Posições e lugares inusitados pra “deitar” e relaxar:

2- “Posição Buda” – assim ela medita, juro! Não importa a animação ou o nível de agitação, eu a coloco assim e ela fica e gosta! É a única maneira até hoje que encontrei de fazê-la ficar no meu colo! (detalhe para as dobrinhas na barriga cor de rosa, por favor!)

3- Truque novo recém ensinado pelo pai:

Ele tinha acabado de inventar a brincadeira e ela já tinha aprendido!
4- Lembram desse post???

Pois eu QUASE consegui filmar o episódio do sono profundo!!! Como só peguei um, parece um soluço (rs), mas é assim que ela “late” enquanto sonha! Fofa demais!!!

5- Confissão:
Essa semana eu e o Lucas sairemos de férias – na terça feira estamos indo pros Estados Unidos, onde vamos passar quase 20 dias! Tô super ansiosa com a viagem, acho que será ótima e tal…
Mas pergunta se o coração de mãe não tá apertado e já morrendo de saudades?!?! rs
E olha que a Maní vai ficar com a querida tia Carol, não podia estar em melhores mãos!

Então tenho que confessar, talvez esse post seja mais pra mim mesma…pra ter um lugar pra correr e babar quando a saudade apertar! =)

ps.: já separamos tudo que vamos levar pros EUA e deixamos em cima da cama pra amanhã colocar dentro da mala:

à esquerda as coisas do Lucas e à direita as minhas!
Beijos, babem à vontade e tenham uma ótima semana!!!

"Brasil, recruta o teu pessoal"

(Eu sei que eu já passei por aqui hoje, mas um dia de múltiplas ocasiões especiais, pede múltiplos post, sorry…)

Hoje completamos 1 ano e 6 meses de Chile. Um ano e meio. Dieciocho meses!

E eu poderia vir repetir os agradecimentos merecidos e as aprendizagens obtidas nesse tempo por aqui, mas tava assistindo a cerimônia de encerramento das Olimpiadas e me caiu uma ficha muito importante, que divido com vocês agora.

Uma das coisas mais importante que o Chile me ensinou foi a amar meu país.
Pela saudades que eu sinto dele quando estou aqui, pelo amor que os próprios chilenos têm pelo Brasil e pelo espírito de patriotismo que contamina os ares do lado de cá da Cordilheira.

E nos 8 minutos em que o Brasil esteve representado no meio do Parque Olímpico de Londres eu me emocionei. Meus olhos encheram de lágrimas e eu chorei! (E olha que eu nem conheço o Rio pessoalmente!rs)

Enquanto um monte de gente reclamava na internet por causa dos “clichês” de samba, índio e praia (ou outros reclamando porque as passistas usavam muita roupa, ou porque lá fora ninguém conhece a Marisa Monte, ou por qualquer outro motivo (im)pensável – ô povinho que gosta de reclamar!) eu me emocionei. Senti saudades “de casa”. Senti orgulho do samba do gari. Achei nossa bandeira e nosso hino os mais bonitos da apresentação. Achei um charme o calçadão carioca em plena Londres. Cantei as músicas junto com eles. E fiquei imaginando a emoção dos que estavam lá pessoalmente!

Porque se essa é a imagem que as pessoas no resto do mundo têm do Brasil, de algum lugar ela saiu. E por mais que muitos nunca cheguem a admitir, está aí nossa identidade.
E olha que é muito difícil falar de identidade num país como o nosso, não?!
É muita gente, é muita terra, é muita cultura, é muita mistura!

É um “Virado à Paulista” em que se mistura o feijão carioca, com o arroz mineiro, a batata paulista, o ovo…um Virado à Brasileira delicioso!
E em alguma coisa essa mistura dá!
Alguma coisa que a gente (brasileiro comum) despreza, mas que o mundo admira e inveja!

Quando chegar a hora das Olimpíadas no Rio, muito brasileiro vai continuar reclamando, destacando os defeitos e problemas, se rebelando na internet com a bunda no sofá (aaahh, esse jeitinho brasileiro de ser). Mas em um ano e meio de Chile eu já conheci um monte de gente que amaria estar no Rio nessa ocasião! Não porque é pertinho, mas porque é calor, porque o sol é forte, porque o mar é gostoso, porque o verde é vivo, porque as pessoas são receptivas, porque a música é boa, as mulheres são bonitas, a bebida corre solta e a felicidade é quase respirável!

E, acreditem, não é a saudade falando. É o respeito e a admiração – coisas que, confesso, só aprendi a ter de verdade pelo meu país depois que sai dele…

Sabe aquela história de “Brasil: ame-o ou deixe-o”?
Pois é, pela experiência que eu vivi, que outros expatriados que conheço viveram e pelo que acompanho quase diariamente nos estrangeiros que conheço, diria que essa frase está um pouco errada…

Brasil, deixo-o e ame-o!

Não que não dê pra amar aí de dentro, mas estando fora (e, claro, claro…não vivendo os problemas tanto na pele), longe dessa visão preconceituosa que, culturalmente temos da nossa pátria, fica muito fácil!

Queria que mais brasileiros pudessem ver o Brasil com esses olhos…talvez assim tivessem mais vontade de lutar por ele…




"Por tanto amor"

Mais ou menos desde que me conheço por gente eu tenho dois pais: Um de sangue e um de alma – os dois de coração!


Os dois são meus pais e eu pareço com os dois. E eles são tão diferentes entre eles que talvez isso explique minhas multiplas personalidades… hahahaha

Você que tem um pai só, deve estar aí se perguntando como é isso de ter dois…
Pois, lhes conto, é uma mistura de muitas vantagens com algumas desvantagens (rs), mais apoio,  mais amor, mais segurança, mais mimo, mais chamego, mais briga, mais ciúme, mais “coitado do seu namorado”, mais “você tá louca, que tatuagem enorme é essa???”, mais “hora de ir dormir”, mais “você é muito nova pra isso”, mais “tenho muito orgulho de você”, mais “eu confio em você”, mais “e aí, já tá grávida??” misturado com “ainda não tô preparado pra ser avô”, mais “nossa, como você tá linda”, mais “meia noite em casa!”, mais “fica mais um pouco aqui comigo”, mais referências pra vida, mais expectativas pra tentar realizar, mais skype, mais ajuda de mão dupla, mais paciência, mais impaciência, mais irmãos, muito mais família, mais risadas, mais carona, mais sorvete, mais conversa, mais amor, mais coração, mais amor, mais amor…

Eu tenho os olhos de um e as manias de outro, eu tenho as referências musicais dos dois, eu tenho o colorido dos dois (literal e figurativamente), eu tenho os dois comigo sempre e tenho a maior sorte do mundo!!!



Esse ano, longe dos dois, escrevo um texto só, em que agradeço aos dois, em que amo os dois. Pra dizer o quanto cada um é, e sempre foi, muito importante na minha vida. Cada um do seu jeito, cada um no seu pedaço de mim, fazendo uma Gabi melhor, fazendo o mundo melhor pelo simples fato de existirem e toparem ser pais…

Tenho que agradecer aos dois pelos pais que são pra mim e pros meus irmãos e agradecer à vida, por tê-los me dado de presente!


A foto é velha, porém bastante ilustrativa! rs



Feliz dia dos pais, meus queridos!!! Hoje em todos os outros dias!


Sintam meu abraços bem forte e meu beijo estalado!

Amo vocês!!!



E aos outros papais que passarem por aqui: Feliz Dia dos Pais pra vocês também!!!
Parabéns por essa função tão linda, trabalhosa e nobre!!



"Uma saideira, muita saudade"




Adoro receber visitas!




Mesmo que a casa fique meio de pernas pro ar (dado importante: pro meu semi-toc, uma colher fora do lugar é igual à casa de pernas pro ar..rs), mesmo que algumas demandem mais atenção, mesmo que a gente repita vários passeios turísticos, mesmo que eu sinta falta de ficar sozinha enquanto elas estão aqui..


Visitas são sempre muito bem vindas, melhoram o ambiente, dão mais vida à nossa casa!



Especialmente quando elas vem bem acompanhadas assim:


Hehehe




E por isso é sempre difícil quando elas vão embora…
(Não preciso nem dizer que no caso de algumas é ainda mais difícil, né?!)

Toda visita quando vai embora deixa saudades, deixa a casa mais vazia e o coração apertado.

E mais:
Deixam o cheiro do perfume no quarto, um pote de shampoo no banheiro, algum presente pra nossa casa, uma coleção de taças da Concha y Toro…

Algumas levam umas coisas embora “sem querer”: chave da casa, cartão do metrô….

Mas algumas (será que as que não querem ir embora??? rs) deixam umas coisas curiosas: roupas (limpas e sujas. íntimas ou não.rs) na gaveta, chinelo embaixo da cama, lavador de mamadeira na cozinha, a carteira inteira num bolso…rs




Essa última semana foi semana de família em casa!
Eles vieram, me mimaram, nós passeamos, nos curtimos, brigamos só um pouquinho (hehehe), comemos de monte, rimos pra caramba, nos aventuramos… aquela delícia que vocês podem imaginar!

Hoje eles foram embora e eu fiquei aqui chorandinho…
E parece que eles também não estavam muito querendo ir – deixar os sapatos e levar a chave é sintomático, vai?! hehehe

Cheguei a conclusão de que família é bom ter perto pra curtir em doses homeopáticas e quando quiser…que desse jeito, intensivão duas ou três vezes no ano, é muito arriscado….rs

Mas…. temos que lidar com as dores e as delícias que escolhemos pra nossa vida, né?! (desculpem, família, que não escolheram e tem que lidar com elas tb…rs)


É isso!