(Re)viver

Como mencionei outro dia, estou revendo Sex and the City.
Tudo começou com o tal retorno da série, o “And just like that…”, que eu corri assistir naquele misto de curiosidade e carinho pelos personagens que me acompanharam no passado. Foi uma experiência gostosa! Gostosa a ponto de me dar vontade de ir assistir ao making off e, em seguida, voltar lá para o primeiro episódio, da primeira temporada, em 199 e bolinha. E cá estou, revivendo essa experiência tantos anos depois.
Eu gosto muitíssimo de rever séries, reler livros, ouvir sempre as mesmas músicas e parte dessa mania vem pela possibilidade de revisitar de outro ponto de vista aquele que havia vivido antes.
No caso de Sex and the City chega a ser chocante o tanto que me sinto mais madura agora! hahaha
Em certo ponto me peguei pensando aquele clichê básico de “ah, se a gente já soubesse lá atrás as coisas que sabemos agora”….
Dá vontade de gritar e chacoalhar aquelas mulheres, de sair por aí alertando a juventude… hahaha #alouca De fazer, sei lá, um canal no youtube em que vamos assistindo e comentando as imaturidades, as falhas gravíssimas de comunicação nas relações, os machismos que carregamos dentro da gente a vida toda, etc, etc.

Mas no fundo, no fundo eu já sei que nenhuma dessas ideias não seriam boas por dois motivos: 1- as gerações atuais já estão muitos passos à frente, muito mais atentos e cuidadosos com um monte dos embolos que viram tramas importantes na série. 2- tem um tanto da vida que só a vida mesmo pode nos ensinar…

Sigo assistindo, não para poder salvar outras meninas/mulheres de sofrimentos futuros, mas porque vejo que, além de me orgulhar da minha maturidade, posso aprender eu mesma, trazendo pra consciência – e pra minha experiência – questões que talvez ainda estivessem meio confusas dentro de mim.

Veremos… rs

Vislumbre

Quando no meio do mês de fevereiro você ganha um dia lindo, de céu azul e temperaturas POSITIVAS quase chegando nas duas casas, existem duas possibilidades:

Ou você abraça esse dia como uma novidade, como o começo de uma nova temporada e se enche de alegria, otimismo e esperança. Ou você entende o presente como um lembrete, como se a natureza te dissesse “não desista, a primavera sempre volta, espera mais um pouquinho!”.

Vivendo meu quarto inverno canadense, já não caio mais na armadilha imediatista de guardar os casacões e me preparar para as flores. Eu já sei que ainda tem chão, ainda preciso de tempo, ainda preciso me resguadar…

Vivendo quase meu 36º ano de vida, eu já deveria saber que a vida é assim mesmo… na caminhada – normalmente com alguns passos pra frente e um ou outro pra trás – vislumbrar o futuro serve pra dar fôlego. Mas a ansiedade de chegar lá não deveria nunca nos tirar da experiência do aqui e agora. Mesmo quando o agora parece pouco acolhedor ou zero animador, passar por ele é parto do caminho, parte do que nos possibilita avançar. Parte do que nos faz simplesmente SER.

Mas é tão mais fácil falar (ou escrever) do que viver, né?! rs

Assim como o poeta só é grande se sofrer

“Assim como a canção só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem só acontece se chover”

Tem acontecido uma coisa nessa minha vida adulta que é escutar canções de amor e pensar só em mim.

hahahaha

Explico:
Antes eu ouvia essa aí de cima e sonhava com o encontro romântico em que “não há você sem mim. Eu não existo sem você”.

Hoje quando ouço penso naquela tal história de que falava outro dia do “tudo ou nada”; na ilusão de que seria possível o encontro com a satisfação perfeita, a carreira perfeita, a família perfeita, a resposta perfeita. Canto ao berros no carro enquanto penso no quanto eu ainda busco isso em áreas muito específicas da vida; no quanto me prendo e me perco e me travo. E até no fato de que, mesmo conseguindo me destravar, eu volto de tanto em tanto pra essa expectativa.

Curioso perceber como minha busca pelo amor ideal é na profissão e não no relacionamento romântico. Talvez pela sorte de ter encontrado um relacionamento (não perfeito, mas bacana e possível) há muito tempo, talvez pelas histórias de onde eu venho, não sei…

A minha busca de conto de fadas não é pelo príncipe encantado, mas pelo “resto que esperam de mim”, aquilo que as mulheres precisam pra se satisfazer, pra ser elas mesmas, pra ser inteiras, etc.

Ando meio irritada comigo mesma nos últimos dias e, provavelmente por isso, esse texto termina assim:
que saco, Gabriela!

Derrubamos – com assombro exemplar

Neste último fim de semana começamos uma empreitada meio maluca aqui em casa: decidimos reformar nosso porão. Nós mesmo, com nossas próprias (já doloridas) mãos. rs

As paredes de drywall não apresentaram resistência e até as crianças aprenderam a martelar, puxar, derrubar…
Eu, atrapalhada que só, consegui me machucar um pouquinho nos dois dias..rs Mas mesmo assim me diverti um tanto!
Ainda acho um pouco loucura e estou esperando os problemas começarem a aparecer e o arrependimento bater..hahaha Enquanto nada disso acontece, seguimos derrubando paredes, quebrando expectativas e assoprando frustrações pra longe.

Talvez essa seja nossa nova alternativa a “vamos mudar de país”. Um projeto enorme que vai nos manter bem ocupados e cansados o suficiente pra não saírmos fazendo as malas de novo e de novo..hahaha
Mais uma coisa pra eu colocar na lista de “achava que não seria capaz, mas estou sendo”. Mais uma coisa pra colocar na lista do “não encararia se o Lucas não estivesse junto”. E também na do “que demais ver meus filhos tendo essa experiência”!
Eu ia terminar o texto prometendo que volto pra dar notícias sobre essa assunto, mas este blog já está careca de saber que esse tipo de promessa não serve pra nada.. 😛

Metablogando outra vez

Houve um momento em 2020 que eu decidi tirar este blog do ar. Andava preocupada com a exposição das crianças e pensava que esse espaço abandonado já não tinha mesmo motivo de existir.

Mas antes de fazer isso eu precisava vir aqui salvar tudo o que havia sido publicado e como não encontrei nenhuma forma prática e simples de fazê-lo, iniciei um processo de ir copiando e colando cada post pra um documento doc. Óbvio que eu também ia lendo (e sentindo vontade de corrigir – o texto e a Gabi da época..hahaha) e esse trabalho virou um negócio imenso e, aparentemente meio infinito.

Naquele período consegui salvar o primeiro ano e meio de blog, mas enquanto me encontrava com aquelas histórias (e fotos e reclamações e memórias e etc) acabei desistindo de apagar o blog, acho que me apaixonei de novo…rs. Devo até ter feito algum post, desses de tentativa de retomada da escrita na época..hahaha
Acabei abandonando também a ideia de salvar o textos, por pura preguiça, claro e, consequentemente, a leitura.

Corta pra janeiro de 2022. Recém voltada do Brasil depois da maior ausência nesses anos todos, com gosto de reencontro com o passado ardendo na boca, vim parar neste blog outra vez. Primeiro só na releitura, depois de volta ao trabalho de salvar um a um os textos postados. Em dois dias já salvei (e li) quase um ano de posts (enquanto fugia de fazer outras coisas do trabalho que deveria estar fazendo :p ) e é impossível não pensar que tem saído mais escrita “de mim”porque estou de alguma forma em contato com essa versão “Gabi-narradora”.

É muito gostoso e divertido encontrar as coisas que eu pensava 11 anos atrás. É louco como me reconheço e me desconheço em tantas delas. É doce reviver algumas das experiências contadas. Algumas outras dão um tantão de saudade e algumas, um pouco de alívio também.

Este blog é um grande presente pra mim mesma. Daqui vieram muitos vínculos queridos, reflexões fundamentais, coragens adormecidas e um tantão de autoconhecimento. Penso em imprimir tudo isso, transformá-lo em memórias palpáveis, mas já decidi que ele não deixará de existir aqui, na casinha dele, tão cedo!
(talvez só apagar as fotos das crianças já me traga um pouco do que eu buscava lá em 2020, quando tudo isso começou. Veremos…)

Porque sim, Zequinha

Talvez seja ainda reflexo do livro “Na terra somos belos por um instante”, talvez seja porque estou reassistindo “Sex and the City” (não pergunte, não sei explicar) ou ainda talvez seja algum tipo de acordo que assinei comigo mesma sem saber. Não sei.

Sei que ontem foram dois textos. E hoje cá estou pra mais um.

Dessa vez não tenho nada pronto na cabeça ou um assunto pré definido pra destrinchar. Acho que vim pro ar não faltar. Vim pra inspirar – não é bonito que inspiração tenha esses dois sentidos que tem?

É como se a casa (essa, específica, que nunca me viu “escritora”) pedisse pelos sons do teclado. Ou como se o café e o gato em cima da mesa tivessem sido escolhidos a dedo pela direção de arte, pra complementar o ambiente deste trabalho.

Escrevo porque preciso. Hoje, escrevo porque quero simplesmente escrever.

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Fazendo (muito) ponto cruz ano passado eu descobri que não sou perfeccionista, mas porque será que insisto em buscar uma única resposta certa quando volto pra esta pergunta básica?

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Talvez a última frase devesse ter sido conjugada em outro tempo, porque a verdade é que aprendi a arriscar e a tentar antes da certeza – e olha que dizem que sou ariana de signo e ascendente! – mas por algum motivo, esses dias me peguei novamente no “tudo ou nada”.

Deve ser por isso que estou aqui hoje, simplesmente digitando o que quer que saia. Pra não ter que esperar a resposta certa. Pra não ter que ficar parada esperando. Pra simplesmente permitir – Ser.

Digito como quem coloca ar nos pulmões

Eu choro porque quero voltar a escrever ao invés de sentar a bunda e digitar. Sofro porque as ideias não fluem, mas não dou momentos de vazão pra elas.

Sofro do “tudo ou nada”. Quero ser. Não sou. Será? Fui? Serei?

É uma vida inteira de viver porque escrevo, enquanto circulo por aí tentando inventar do que viver. Morro de saudades. E, afinal, o que me impede de retornar?

Há algumas semanas li um livro que me encantou absolutamente. Romance escrito por um poeta; uma carta para a mãe analfabeta. Triste e lindo. De uma poesia narrativa que me emocionou diversas vezes. A beleza da linguagem me trouxe com força a vontade de (voltar a) narrar a vida.

Já tem um tempinho que faço aparições esporádicas nesse blog. Escrevo meio que falando sozinha (tem alguém aí?? Manda um sinal de fumaça se estiver lendo 😛 ), com uma liberdade – de assunto e número de caracteres que o instagram não comporta.

Não é de hoje o conflito de “escrevo pra ninguém, mas quero ser lida”. Tampouco é nova a pergunta “escrevo pra quê?”.

A conclusão também se repete: Escrevo pra entender a mim mesma, ao mundo e à mim mesma no mundo. Escrevo pra pensar. Escrevo pra existir.

Deve ser por isso que nas fases em que quero viver anestesiada e alienada a escrita some de mim… E também por isso que o desejo de voltar a escrever é o primeiro suspiro na volta à superfície (ou seria profundidade?)

Enquanto digito essas linhas, o som do teclado me comove, me faz sentir em casa, me dá oxigênio e me traz também uma certa tristeza pela ausência tão longa…

Me agarro em todas essas sensações prometendo a mim que desta vez o retorno será constante. Será?

Dezembro 2021

Dezembro de 2021 começou com gostinho de “vida pós pandemia”. Fomos ao cinema e à restaurantes, as crianças iam à escola (de máscara, mas com tranquilidade), recebíamos amigos em casa e não faltava quase nada pra chegar a data da tão esperada ida ao Brasil.

Depois de quase 2 anos sem poder ir eu estava desesperada pra correr ao abraço dos meus amados na terrinha. Durante o primeiro par de ano pandêmico, pior do que não estar no Brasil era não ter perspectiva alguma de quando isso aconteceria. A passagem estava comprada há alguns meses e sentir o gosto do “retorno da vida” aumentava ainda mais as expectativas sobre a viagem.

Mas cerca de 10 dias antes do nosso embarque vimos chegar ao Canadá a tal da nova e terrível variante do vírus. Aí, minha gente, o pânico se instaurou em mim. A vontade era trancar a nós 4 numa bolha pra não corrermos risco de um contágio de última hora – numa tentativa meio maluca de “ignora que o problema some”.

Como a bolha não podia existir, fomos seguindo os dias…que nos brindaram com um misto de alergia e resfriado que me enlouqueceu ainda mais, óbvio. Eu queria entrar num avião e ir correndo viajar antes que descobrissem o catarro nos nossos narizes. Eu queria cancelar tudo porque que egoísta seria entrar num avião doente. Eu queria voltar no tempo e ter de fato colocado todo mundo na tal bolha.

Entre muitos choros entalados e alguns colocados pra fora, muita ansiedade, angústia, medo e nervoso, chegou o dia da viagem. Com vários testes negativos, um restinho de catarro e um tanto de medo de que nos jogassem pra fora do avião se as crianças começassem a tossir, voamos! Uma viagem agitada – como estava eu todinha por dentro – que nos levou pra onde eu queria tanto estar.

Em São Paulo, ainda não tinha variante nova e o gosto pós pandêmico pairava no ar. Um tanto por isso a chegada teve abraços e muitos suspiros de alívio.

Como sabíamos que ainda tinha mais pandemia pra vir, optamos por diminuir ao máximo a circulação – as saudades matadas seria só as mais essenciais.

E assim foi: Um mês e 2 dias de terras brasilis. Pouca ação e muito amor. Convivência, papos ótimos, abraços, comidas, risadas, choros, colos…aquela sensação toda que conheço tão bem, de estar em casa, na terra que não é mais lar. Sentir refúgio e acolhimento nas pessoas e no ar.

Terminamos a estadia em isolamento, com medo do vírus que se espalhava como água que as tempestades tropicais tanto derramam por lá.

De novo aquela vontade assustada de se trancar longe do mundo, mas dessa vez com menos desespero e mais consciência.

Segunda feira, metade do primeiro mês do novo ano, voltamos. Com o coração minúsculo – ainda que com muita vontade de voltar pra casa, chorei doído as despedidas. No Canadá caía uma quantidade de neve histórica e eu me sentia mesmo afundar na bagunça branca das emoções. Nossa casa nos esperava coberta, nossos bichinhos, carentes, nossos amigos ainda distantes (porque: lockdown).

Voltamos.

À vida já conhecida. De lockdown já conhecido. De pandemia já conhecida. De tarefas repetitivas já conhecidas. De coração confuso e aliviado e cansado e feliz e apertado e….

Voltamos.

E pra cá? Eu sempre volto… ufa!

(não sei mais escolher título porque no instagram isso não existe)

Há quase 2 meses resolvi deletar instagram e facebook do meu celular. Aquela história meio clássica de perceber que a quantidade e o tipo de informações que estavam vindo de lá estavam me gerando mais angústia do que as boas sensações de conexão interpessoal que eles propõe, sabem?!

Deletei do celular, mas mantive ambos no tablet, porque não estava exatamente preparada para lidar com crises de abstinência..hahaha. Acontece que naquele momento as crianças estavam em casa, tendo aulas online e quase todas as mil vezes que eu sentia vontade de entrar pra dar uma olhadinha nas redes, o Dante estava em aula no tal tablet e eu não podia usar.

E assim, uma vontade frustrada por vez – mas não todas, eu fui me desintoxicando…rs

E o negócio é muito louco: quando fico uns dois dias sem entrar, esqueço um poucos que as redes sociais existem. Mas a cada vez que eu entro, a vontade de voltar lá fica me assombrando durante o dia.

Atualmente estou entrando mais ou menos uma vez a cada dois dias. Mas quando estou lá quase nada me prende. Não gasto mais do que 5 minutos e tchau.

Passei por uma fase em que estive expert na previsão do tempo, porque, por hábito, abria o celular várias vezes e ao me deparar com a falta de timeline, ia parar no aplicativo do tempo! hahahaha Depois veio a fase de perder o celular pela casa 500 vezes por dia, porque simplesmente não tinha utilidade pra ele na maior parte do tempo. Hoje estou meio adaptada a essa nova relação com a tecnologia…rsrs

É estranho, confesso. Me sinto um pouco por fora do mundo. Me sinto alienada e, politicamente isso me incomoda. Me sinto afastada de algumas pessoas queridas com quem meu contato era quase exclusivamente pelas redes.

Mas ao mesmo tempo tenho muitíssimo mais tempo livre na vida: Estou aprendendo a tocar teclado, fazendo ponto cruz e exercícios físicos… (ou melhor, estava, pois depois de um curto período presencial, as crianças acabam de voltar para as aulas online e minha rotina está toda uma bagunça novamente).

Enfim, tem sido uma boa experiência que, de quando em quando, me pergunto quanto vai durar. (Ao começar esse texto me surpreendi com a constatação de que já foram quase 2 meses – a noção do tempo tá maluca demais!)

E esse texto tá vindo parar aqui porque, ainda que as vantagens de estar fora das redes esteja compensando as perdas, tenho sentido falta de ter meu lugar pra escrever. Eu podia postar isso aqui lá e sair correndo, claro. Mas não é assim que as redes funcionam, né?! Os likes, as notificações…tudo aquilo fica alimentando minha ansiedade, me chamando pra ir olhar quem viu, quem viu curtiu, quem postou, quem gravou vídeo, quem brigou….e aí, puf, me perdi num buraco infinito outra vez! hahaha
Aí me lembrei desse espaço aqui. Minha “tela primordial”. Meu cantinho amado de que eu sinto tanta falta!

De vez em nunca eu apareço aqui e prometo que “voltei”. Dessa vez não tem promessa, só espaço, folha em branco, tempo e oportunidade. Veremos o que acontece com tal encontro!

Prazer, Gabi.

Eu moro no silêncio.

Me alimento de vazio.

Me recarrego na solitude – no lado de dentro.

Quando falta espaço fora, eu crio.

Quando o fora sobra, eu piro.

Respiro um ar só meu, não gosto de dividir oxigênio.

Compartilho, isso sim, o colo. Ofereço suspiros.

Só expando quando posso introjetar primeiro.

Sou lenta, não peço pressa.

Eu paro pra ver. Estou sempre escutando.

Preciso aprender a desligar.Acho que já ensinei a esvaziar.

Quero guardar cada gota do que vivi. Tenho medo de não caber.

Tenho origem, mas não tenho raíz.

Me movo e procuro para não encontrar.

Quero tecer a cama das memórias sem grudar o futuro em minha teia.

Vou. Não sei ficar.

Vôo. E já posso pousar.

Ouve: sou feita de silêncio e música!

Dança comigo?