"A dor e a delícia"

Tava aqui pensando em quão sortuda sou por estar tendo uma gravidez tão tranqüila…
Mas aí me perguntei: a gravidez é que está mega tranquila, ou a tranquilidade vem de mim mesma e facilita a experiência???
Acho que a pergunta é meio “tostinas”, sabem?!

É bem verdade que não tive nenhum problema maior, nenhuma intercorrência grave, nenhum sintoma absurdamente difícil de suportar… mas, poxa vida, tive – e tenho – um monte dos sintomas chatos normais: passei semanas enjoada o dia inteiro, ganhei umas estrias, tive dores de cabeça, passei por gripes pesadas sem poder tomar remédios, deixei de fazer coisas que queria, tenho cada vez mais incômodos, tenho contrações fortes faz tempo e outros sintomas que poderiam ter me deixado preocupada e com medo…e etc, né?! rs

Mas, sei lá, tenho a impressão de que reclamei muito pouco de tudo isso (o que é um milagre, visto que por muito tempo fui tipo a reclamadora oficial das redes sociais…rsrs) e, mais do que isso, fui aprendendo a ter muita calma pra pesquisar as causas de cada coisa e não morrer de medo por tudo, não ligar logo pra médico ou correr pra hospital…



Isso sem falar na coisa “remédica” da história!
Gente, eu era praticamente hipocondríaca, lembram?!? rs
Tomava dorflex como quem toma um cafézinho e pra qualquer sintoma chato, sempre encontrava a resposta na farmácia!

Antes mesmo de engravidar eu já tava tentando mudar um pouco isso (com ajuda da “homeopatia maridal” rs) e, claro, com as restrições da gravidez, uma parte da mudança teve que ser forçada…

Acontece que eu percebi que a mudança foi além… não parei de tomar remédio só porque “grávida não pode”. Parei mesmo aqueles que grávida pode sim!
Apesar dos enjôos diários do começo e da azia forte do final, conto nos dedos de uma mão quantas vezes recorri a algum remédio pra aliviar, por exemplo.

E pensando melhor, sinto que mudei a forma como me relaciono com meu corpo, a forma como lido com incômodos que aparecem…
Posso dizer que agora lanço mão de menos remédios e mais paciência…mais entendimento!
Algo me incomoda, ok… mas se eu sei o motivo e sei que não é sério, posso simplesmente esperar passar, tentar melhorar de uma maneira mais natural, tentar evitar uma próxima vez…

Isso é muito novo pra mim, mas tem dado bem certo!Me proporcionou grande parte dessa tranquilidade toda nos últimos meses – e isso é impagável!! 
Especialmente porque eu tinha muito medo de ter medo demais (falei disso aqui e aqui)
E agora que tá quase acabando a gravidez é bom demais olhar pra trás e perceber que superei isso… superei o medo, esqueci dele e vivi plenamente o que tinha de gostoso pra viver nessa experiência – ou melhor, estou vivendo, né?! Ainda não acabou! rs


E não posso deixar de relacionar essas mudanças internas com meu caminho em direção a um parto natural…
Se antes eu não suportava nem um começo de uma dor qualquer, agora lido de forma muito diferente com as reações que meu corpo tem.. 
Sei que isso vai ser fundamental no momento de passar pelo trabalho de parto! Porque se antes eu era do time “acho um absurdo sentir dor”, hoje sou do time “mas vamos entender porque isso dói” (rs).
E sei também da importância que isso terá ao enfrentar as contrações, da importância de não negar a dor e não lutar contra ela, mas reconhecê-la como parte do processo, saber que cada dor é uma onda cujo objetivo é trazer nossa filha mais pra perto de nós! 
Agora tenho informação suficiente pra deixar o meu corpo fazer o trabalho dele – mesmo que doa! Resta saber se terei força pra não interferir, pra só ajudar e deixar acontecer dessa que, cada vez mais eu tenho certeza, é a melhor maneira de trazer nossa filha ao mundo…!!!
Cenas dos próximos capítulos! (seguuuura curiosidade!! hehehe)


Porque dizem que DÓI, mas que é bom DEMAIS!!!
(Imagem daqui)




ps.: desculpaê se o texto tá mal escrito, desconexo, mal articulado, com erros banais de gramática… não é falta de revisão, juro! É falta de cérebro!! rs


ps.2: acabei de escrever esse textão sobre quão pouco eu reclamo, mas preciso confessar: nos últimos dias marido deu pra me chamar de “reclamona da menopausa”… não tô dando conta do calor absurdo (que muitas vezes só eu sinto), não, minha gente! hahahaha

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"Querido Diário" 36s1d

Antes que o ano acabe com blog abandonado, né?! rs 

Tirei umas férias dessa vida de blog, mas aqui estamos, 36 semanas e 1 dia, tudo certinho!

Cecília tá super bem! Pulando, crescendo, virando e desvirando na barriga, me dando uns empurrões fortes (às vezes parece que ela quer abrir uma portinha e sair pela barriga mesmo! rs). Hoje fizemos um ultra-som (pra acompanhar o crescimento, por conta da diabetes gestacional) e a mocinha tá com 47, 7 cm e uns 2.800kg!!

Eu tô bem também! Não que a gravidez esteja sendo um paraíso puro, os sintomas chatinhos estão por aqui, mas acho que estou levando bem na boa! 
Azia quase todo dia, bastante falta de energia, os pés parece que começaram a querer inchar e definitivamente cresceram um pouco.. enfim, tudo isso que faz parte desse último mês, né!? 
Acho que no geral não tenho muito do que reclamar… e acho também que não ando reclamando demais (favor confirmar a informação com o pobre marido! hahaha)
Continuo dormindo super bem – preciso me cercar com uns 6 travesseiros (pra apoiar cabeça, barriga, costas, joelhos, braços, etc..rs) e por isso acabo passando bastante calor, mas durmo a noite toda na boa.. levanto umas 2 ou 3 vezes pra fazer xixi e volto a dormir sem problemas!
Não me sinto super pesada e nem enorme… na verdade me sinto bem menor do que as pessoas vêem e os espelhos e as fotos mostram! hahahaha


Foto do Natal – 35 semanas e 2 dias

A dieta continua certinha e a diabetes bem controlada (menos nas festas de fim de ano, porque, né?!rs). Os exercícios já se limitam aos passeios da Maní. Voltei a sentir a tal dor da relaxina na virilha. O calor tá de matar! (mas não tanto quanto no Brasil..rs)
E tô chorando mais que criança nos “terrible two”! Juro! Qualquer frustaçãozinha e a primeira reação é cair no choro, sabendo que é ridículo, mas sem conseguir controlar! hahahaha

Ontem montamos as malas da maternidade – maior emoção e frio na barriga!! Deu um nervosinho saber que falta pouco, deu uma pré-saudade da barriga e da gravidez que vai chegando ao fim, deu uma super vontade de ver uma bebéia dentro de tudo isso que guardamos na mala…!!!
Já colocamos o espelho no quarto e chegou o móvel que mandamos fazer (um trocador que depois vai se desmontar em 3 partes pequenas pro quarto montessoriano dela). Além disso também temos uma poltrona de amamentação delícia (presente!!), a bola de pilates pro trabalho de parto, a almofada de amamentação, enfim… falta bem pouquinha coisa pra não faltar mais nada!

Médico e matrona saíram de férias esse fim de semana… =/
Na sexta feira vamos conhecer a matrona substituta e na outra semana o médico subst. A partir de agora tenho consulta toda semana, mas intercalando, uma com o médico e uma com a matrona, o que na prática significará 1 consulta com o médico substituto e duas com a matrona…
Não preciso nem dizer que continuo na torcida pra Cecília esperar nossa equipe querida voltar de férias, né?! rs
Fomos conhecer a maternidade e tal Sala de Parto Integral. É bem bacana, espaçosa, oferece um monte de opções de movimento e posicionamento pro trabalho de parto e pro parto em si!
Também terminamos nosso plano de parto e apresentamos pra matrona e médico (os oficiais, falta apresentar pros substitutos), eles disseram que tá ok, que é assim mesmo que eles pretendem! =)
Aliás, outro momento emocionante esse: planejar e escrever, linha por linha das 3 páginas (rs), como a gente imagina e deseja que seja o momento tão importante do nascimento da nossa filha!! E melhor ainda porque me sinto super tranquila e segura com relação à equipe que (ojalá) vai nos acompanhar!

Enfim, estamos num momento meio confuso de esperar, mas meio sem querer… Ou seja, agora nos resta esperar a Cecília nascer, mas não quero que ela nasça antes das 39 semanas, ok?! hahahaha
Acho que por isso ainda não bateu uma super ansiedade, sabe?! Fico repetindo pra mim e pra ela: “mais 3 semaninhas…mais 3 semaninhas, pelo menos…”

E falando nisso, a matemática da coisa está assim:

– 2 semanas do prazo de “agora ela já pode nascer”
– 3 semanas pra quando eu gostaria que ela nascesse
– 4 semanas pra vovó chegar pro nascimento
– 5 semanas pra quando o Lucas JURA que ela VAI nascer
– 6 semanas de prazo máximo pra nascer de verdade


Ui!!! Fala se não dá muito frio na barriga?!?! rsrs



Ah… Não tô muito no clima de Festas de Fim de Ano esse ano, por isso não vai sair nenhum texto inspirado sobre o assunto…rs

Mas não tenho dúvidas de que, por aqui, 2014 será um ano incrível, memorável, de muito crescimento, muito aprendizado, muito chororô, muitas alegrias, muitas conquistas e de amores sem tamanho…!!!
E desejo tudo isso pra vocês também!!! 
Que  em “un año más”, 2014 seja um ano que valeu muito a pena!!!


Beijos com carinho aos meus queridos, curiosos e pacientes – os de sempre e os que foram chegando em 2013! 😉

"Querido Diário" – 32 semanas


Novo dia, nova semana, novo mês… merece post novo, né?! rs


De novo atrasei pra vir contar “as últimas” da gravidez e vai acabar tudo resumido nesse post longo… =( Vamos lá!

No dia 18/11 começamos o curso com a matrona! E o negócio é tão bom, mas tão bom, que várias vezes durante a primeira aula meu olho enchia de lágrima (já falei que virei chorona??? hahaha) de emoção por estar ouvindo aquilo! 
A Pascale (que é quem dá o curso e será minha matrona!!!) é tipo a personificação de TUDO que venho lendo, aprendendo e desejando pro meu parto!!! Juro!! É lindo!! rs
Saí de lá me sentindo tranquila e “encontrada”…foi um alívio sem tamanho encontrar aqui no Chile e, melhor, na minha equipe, essa mentalidade super humanizada que busco pro meu parto!!!
Fora que é bem divertido conhecer outros casais grávidos e tão diferentes.. uns super “ativistas” e outros que passam a aula com cara de pânico e quase choram quando ouvem falar de contração..rsrs

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A diabete tá super controladinha! Tanto que médico e nutricionista me liberaram um pouco: a nutri aumentou um pouco a quantidade de carboidratos no almoço e na janta e o médico mudou minhas medições de glicemia de 3 pra só 1 vez por dia! =)
Até agora todas as medições estiveram bem abaixo do permitido! Quer dizer, só tive uma um tiquinho acima do que devia, mas foi por um ótimo motivo.. já já eu conto!rs

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Os sintomas chatinhos estão começando a dar as caras… 
Agora tenho um tempo máximo que consigo ficar sentada (em cadeira, carro, etc..só meu sofá se salva!).. por exemplo, um almoço num restaurante – contando caminho até lá, tempo de escolher, pedir, comer, conta, etc já tá beirando meu limite do suportável..se a coisa estender pra um bate papo, já não consigo! Começa a doer minha bunda, depois minhas pernas, depois minhas costas… Aí vai me dando mau humor e preciso sair correndo antes que vire abóbora, sabe como?? rsrs
Essa semana estive MUITO cansada! Tudo que eu começava a fazer só aguentava tranquila por uns 5 minutos, aí já batia um quase desespero pra parar, sentar e descansar… tudo! Passeio com a Maní, pilates, janta, até banho…rs
Também essa semana comecei a ter azia no final do dia (antes do jantar) e a acordar com dor nas costas (acho que preciso rever minha posição de dormir…)

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Cecília tá “meio” apertadinha aqui dentro…sinto seus movimentos com muito mais força e intensidade agora!! E em momentos que não sentia antes, como quando estou fazendo caminhada…
Essa força toda às vezes incomoda, confesso, mas ainda não comecei a sentir os tais chutes doloridos na costela! Aliás, dizem as (más?) línguas que minha barriga tá super baixa e que a essa altura não deve subir mais, então é possível que eu nem venham a sentir tais dores… Veremos!

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Na semana passada recebi a visita mega especial dos meus pais!! Eles vieram passar 4 dias aqui com a gente só pra ver e paparicar a barriga! E foi exatamente o que a gente fez! Nada de turismo, quase nada de passeio… só ficar juntinho, conversar muito, matar a saudade, mimar muito a Gabi (hahaha)… Foi gostoso DEMAIS!!! Pena que passa tão rápido!
Ah! Ano passado eles vieram com a mala carregada de guloseimas pra mim, já esse ano vieram cheios de presentes pra Cecília (e uns pra mim tb…hehehe)

Abraço bom com jeito de colo!

Maní felizona com a chegada deles!
Caras inchadas de despedida!



Maní triste porque eles tavam indo…

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E no meio desses dias de visita o Lucas e uns amigos organizaram nosso Baby Shower!
TOTAL e ABSOLUTAMENTE SURPRESA!!!
Se o Lucas já é ótimo em me fazer surpresas normalmente, imagina com a cabeça lerda de grávida aqui?!?! hahaha
Foi muito legal, muito lindo e não desconfiei nem por um milisegundo de nada!!! Não preciso nem tentar descrever a emoção, né?!
(Quando estiver com as fotos faço um post só do chá, porque merece!!!)
Ah! Claro que foi no dia seguinte ao chá que minha glicemia saiu alteradinha, né?! Não seria justo me controlar e ficar sem brigadeiro, beijinho, coxinha, bolinha de queijo….rs Mas juro que não abusei! Só não passei vontade!

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Sexta foi embora a cama de visitas que ainda habitava o já quarto da Cecília – e aí começamos os preparativos!!!

Adesivo de parede colocado!


Armário só com as coisas dela!!


Ficou tão lindo o adesivo que todo vez que passo pela porta do quarto paro um pouquinho e dou uma babada! Tô apaixonada!! hehehe

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E pra terminar, hoje completamos 32 semanas!

Foto de hoje


E agora tô oficialmente no período de “falta pouco, mas ainda falta taaaanto!!!” rsrsrs
32 semanas significam que ela pode nascer entre 6 e 10 semanas de agora! E, gente, 6 semanas é muito pouco, né, não?!? hahaha
Mas na verdade já combinei com ela: Cecília só pode nascer a partir das 39 semanas, porque antes disso meu médico e minha matrona (dos sonhos!) estarão de férias! Por isso, nada de pressa!! rs

Essa semana temos consulta com o médico, aí volto pra contar! 😉

Beijos em todos!!

"Você, você"

Ou: “Me escutas, Cecília” – parte 1


“Já passamos pela emoção do positivo – o do palitinho xixizado e o do sangue colhido e testado, pelo primeiro ultra-som, pela divulgação da notícia, pela primeira vez de escutar o seu coração, pela primeira vez de te ver se mexendo na tela, pela primeira vez de te sentir se mexendo dentro de mim, pela descoberta do seu sexo, pelos teus movimentos compartilhados com os outros, pelas compras de todas as suas coisinhas lindas, por descobrir sua carinha da tela manchada do ultra-som…por todos os planos de você, desde a sua concepção até o teu parto, o teu quarto e o teu nome…

Tantos momentos deliciosos, tantas surpresas, tantos medos e ansiedades…

Tudo isso já passou e esse final de gravidez que falta não promete muita emoção, nenhuma surpresa, nada de novo… pelo contrário, agora devem vir o incômodos, o cansaço, muito mais ansiedade e a espera “sem fim”…

Mas o que eu percebi hoje é que na verdade estou vivendo esse momento com muito mais emoção do que todos esses outros listados aí em cima.

Agora, com essa barriga que não pára de crescer, sinto que você está cada dia mais real, mais “ser humano”, mais “indivíduo”. Cheia das suas vontades, das suas horas de “dançar”, das coisas que te incomodam e que você não deixa barato, do seu corpinho empurrando o meu com convicção, engordando com o meu (rs)…
A cada dia você deixa mais de ser uma idéia, um monte de planos, um nome… você é nossa Cecília, mas é mais! Você é de verdade, é única, é fora do nosso controle, é um ser “a parte”… você é você!

A percepção de que tudo isso que nós sonhamos e já vivemos até agora está se transformando numa mini-pessoa, numa criaturinha que vai nascer, vai crescer e vai ser só você…putz, isso me emociona mais do que posso explicar!

E me faz pensar que a gente não vai estar mesmo nunca pronto pra uma experiência desse tamanho… que a vida, a gente só conhece vivendo… 

É que eu e seu pai te “demos” a vida – e vamos te acompanhar durante todo o caminho, e vamos assistir de camarote enquanto você aprende a viver, te dando colo quando preciso, mas sabendo que desde já a experiência é só sua, meu amor! 

E perceber isso com você ainda aqui dentro, ainda sendo parte de mim, mas já sendo tão você… me inunda de um monte sentimentos que nem sei nomear!
E por não saber nomear, me enrolo escrevendo esse texto, com os olhos cheios de lágrimas e o coração cheio de tudo isso… 
Ainda há tudo pra viver, por isso esse texto fica assim, sem final, sem conclusão… não inacabado, mas sim meramente começado, como é nossa história, como é você, minha menina…! Com amor!”

"Eu quero, mas não posso…"

Não preciso escrever com todas as letras pra vcs entenderem que tô adorando essa história de estar grávida, né?!
Pois é… é uma delícia, é mágico, é surreal, é lindo…mas também é longo, minha gente!

9 meses é tempo pra caramba… já pensaram nisso?? rs

E a verdade é que ao mesmo tempo que tô curtindo muito, não vejo a hora de acabar – e não é só pela vontade de ter a Cecília nos braços, não… é porque tem um montão de coisas sendo adiadas, ficando pra “depois que a Cecília nascer” e a lista “de afazeres” não pára de aumentar!

O primeiro item da lista foi minha próxima tatuagem… ela foi concebida (idéia, desenho, lugar do corpo…) praticamente junto com a Cecília (rs), e aí, quando vi, já não dava mais tempo de fazer…

O segundo foi o sushi… e esse, já falei, vou pedir delivery ainda na maternidade!!! hahaha

Aí ainda tem:
– voltar pra Cancun – pra poder mergulhar naquela água incrível (quando será que vou conseguir, hein?!?!)
– Voltar a correr – já sonhei tantas vezes durante a gestação que saía pra caminhadinha chatinha de todo dia e de repente me percebia correndo e amava a sensação…rs
– ir passar o natal no Brasil (rsrs)
– poder parar de passar tanto creme no corpo..
E etc, etc, etc…

Aí começaram as histórias de dietas e nem preciso dizer em qual direção caminhou a lista, né?! hahaha

Quero pão doce caseiro, quero rabanada, quero bolo de prestígio (esse já planejei pedir pra minha mãe fazer assim que voltarmos da maternidade também! hehehe), quero torta salgada, quero bolo gelado de côco, quero biscoito de sequilhos, quero pavê…. enfim, tudo coisa que eu faço em casa, mas nas atuais circunstâncias acho cruel demais fazer uma receita inteira e só poder comer um pedacico de nada! 

Então vou adiando…deixando pra daqui a pouco… morrendo de água na boca…sonhando com todas essas vontades…

Espero que o “daqui a pouco” chegue logo pra eu poder ir correndo resolver esses problemas todos! rs


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Mas, filha, ignora sua mãe e fica bem tranquila aí no forninho, terminando de assar até estar no ponto, ok?! 
Depois a mamãe se preocupa em cozinhar e/ou assar todo esse resto!! hehehe


30 semanas já!!! Falta mesmo pouco…



"Com açúcar" demais…

Tinha dito que semana passada era semana de exames e consulta mas não sabia que a maratona só ia acabar hoje!


Isso porque no tal exame chato da curva de glicose apareceu uma alteração que, em seguida, foi diagnosticada como diabetes gestacional…  =/

Diabetes Gestacional acontece quando durante (e só durante) a gravidez o corpo não consegue processar o açúcar no sangue como deveria.
Ela é específica desse período porque os hormônios da gravidez dificultam a produção e o funcionamento normal da insulina, portanto, depois do parto as coisas voltam a funcionar como antes (apesar de ela ser também um indicativo de que no futuro a mulher pode vir a desenvolver uma diabete das “tradicionais”…). 
Um corpo “saudável” deve ser capaz de, na gestação, fazer os ajustes necessários, ou seja, produzir mais insulina pra dar conta da bagunça causada pelos hormônios amigos… Então a diabete gestacional acontece quando esses ajustes não são feitos de maneira eficiente e os níveis de glicose no sangue ficam acima do que deveriam…
No exame da curva de glicose colhe-se sangue em jejum, toma-se uns 75g de glicose e depois volta-se a colher sangue após 1 hora e 2 horas da ingestão. O meu exame saiu normal no jejum e na 1 hora, mas alterado na segunda hora…
A alteração não foi brusca e desconfio até que se fosse no Brasil ia ficar por isso mesmo…
Mas aqui a coisa foi levada a sério! rs Meu obstetra me encaminhou pra um “diabetólogo” (um endocrinologista especializado em diabetes), que me encaminhou pra uma nutricionista e um enfermeira de diabetes…

A diabete gestacional só apresenta sintomas se estiver com os níveis muuuito descontrolados (o que não é o meu caso) e, de todas as “doenças gestacionais” é a mais tranquila de se ter (palavras do meu médico..rs). O controle é feito só com dieta, exercícios e medições 3x ao dia do nível de glicose (com aquele negocinho de furar o dedo, sabem?!).


Meu novo “fiel companheiro”


Os efeitos também não são dos mais drásticos… Se não for controlada a diabete pode causa um crescimento excessivo do feto, aumento do líquido amniótico, aumentar as chances do bebê ter icterícia, problemas respiratórios e uma crise de hipoglicemia logo após o nascimento (isso sem falar na maior chance de ele desenvolver diabetes depois de grande…)
Mas tudo isso só se não for controlado…cuidando certinho, como tem que ser, nada deveria acontecer!
E quando o Lucas perguntou qual era o problema do bebê crescer demais o médico respondeu: “em geral pode trazer complicações para o parto” e completou, em direção a mim “mas você tem uma série de características físicas que me dizem que um bebê grande não seria complicação…” – ou seja, nada como ser alta e mega bunduda num país de baixinhas-retas! hahahahaha


O que importa é que está tudo bem com a gente, meu exames clínicos e mesmo os outros de sangue e urina estão ótimos, minha dieta foi ajustada e não fiquei mais preocupada do que deveria com essa história, juro.
Mas fiquei bem chateada, confesso… preferia ter saído da consulta com o “un embarazo absolutamente sano e normal”, como vinha sendo sempre… preferia mil vezes não ter o peso na consciência de saber que cada açúcar a mais que como está indo de forma indevida pra minha filha(em média 2/3 do açúcar consumido pela mãe vai pro feto!!!), preferia também não ter que me preocupar e me privar com dieta restritiva (só porque me gabei que tava fácil a dieta de antes…rs), mas…
Fiquei bem chateada no começo, dei até umas choradinhas escondida (o que não quer dizer nada, porque ando MEGA chorona esses dias..rs), mas agora tá acalmando… Depois do dia maratona na clínica, de ser super bem atendida e de ter as primeiras medições com níveis excelentes de glicose já começo a achar menos chato tudo isso (veremos o que estarei achando em uma semana mais…rsrs)


E a Cecília nessa história toda???
Vai “muito bem, obrigada”! Continua com sua rotina normal de exercícios e sono, continua conversando com a gente por movimentos e se desenvolvendo como deveria!
Como há esse risco de “crescer demais”, o médico pediu um ultra-som pra dar uma olhada no crescimento e tá tudo ótimo!

A (desde sempre) pequena gigante, no auge das suas 29 semanas e 2 dias está com 40,5 cm e 1.360kg.

E linda, linda…

Cataplof!

Aliás, a “tia Carol” deu a melhor definição EVER sobre a diabete gestacional: disse que tem mais açúcar no meu sangue porque tô carregando na barriga um bombonzinho delicioso!!!! 
Pra morrer de amores, né não?! rs

"Querido Diário" – 28s1d

Aí que ontem completamos 28 semaninhas de gravidez, o que significa que entramos oficialmente no 3º trimestre!

Sim, minha gente, 3º tri JÁ!!!

Quer dizer, a relatividade do tempo continua me deixando maluca, na verdade…se por um lado acabei de escrever o “já” lá em cima em letras garrafais, por outro, gezuis!, que mês imenso e infinito foi esse que acabou de acabar???

Ainda bem que acabou, aliás!

E essa semana, além de ser semana de trimestre novo, é semana de consulta com o médico, de refazer os exames de sangue e urina e de fazer aquele exame chato da curva glicêmica (que você fica 2 horas no laboratório tomando glicose no copinho e tirando sangue de tempos em tempos pra ver como seu corpo processo a bagaça doce…rs)

*******

Tô conseguindo manter direitinho a dieta saudável e a rotina de caminhadas e os resultados tem sido ótimos!!!
A balança tá super controlada, o que me faz ter menos medo da consulta com o médico (hahaha) e me sentir muito melhor comigo mesma! Especialmente porque sei que isso não é resultado de “dieta” (no sentido restritivo da palavra), mas sim de uma alimentação saudável e equilibrada – tudo por amor! rs
Nos fins de semana tenho me permitido alguns pequenos abusos, porque também ninguém é de ferro, mas no geral tenho me saído bem com essa história de comer bonitinha…Já não me frusto tanto e até andei percebendo mudanças de paladar (aka: um pouco menos de frescuras…rs)… bem legal!
Problema é só quando o fim de semana tem 4 dias – como foi o caso do último, com um feriado engordativo pra atrapalhar…rs Mas enfim, né?!

As caminhadas estão também menos torturantes..rs Aliás, elas viraram quase boas já!
Descobri que caminhar pela manhã é bem mais agradável e menos sofrível pro corpo – beeemmm menos cãibras durante! E eu não tinha acreditado no médico, mas ele tava certo… as dores na virilha, que tinham piorado absurdamente quando comecei a caminhada, melhoraram muito… adivinham como? Caminhando! Juro! rs
Nas últimas semanas tivemos lindos dias frios e nublados e estava super agradável pra caminhar!
Essa semana voltou o calor e o sol forte horríveis, por isso troquei a caminhada na rua pela caminhada no aparelho aqui na academia do prédio… bem mais chato, mas é o jeito de não fritar nem passar mal no solzão!
Ter voltado pro pilates também foi ótimo! Como é boa essa aula especial pra gestante, povo!!!
No começo eu ficava me achando “A mimada” porque enquanto minhas companheiras sofriam com os abdominais mais punks da história, eu tava lá rebolando na bola! hahaha
Mas agora a professora já começou a pegar um pouco mais pesado, e eu continuo adorando!

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A barriga continua tendo uns “boons de crescimento” e eu continuo achando o máximo! rs


Foto com 27 semanas. Agora já tá maior ainda!


Acho que continuo achando o máximo porque por enquanto não apareceram outros sintomas chatos (eu sei, eu sei…o 3º tri tá só começando, não é hora de me gabar ainda…hahaha)
A barriga não pesa nada; ainda tenho dormido super bem – de barriga pra cima, inclusive; continuo com os sonhos malucos; de vez em quando ainda acontecem dias de muito sono e muita fome (será que tem relação com boons de crescimento da Cecília??); a perna às vezes incha um pouco, mas é só colocar um pouquinho pra cima; algumas atividades cansam mais rápido, mas também consigo parar e descansar quando preciso…enfim, tá tranquilão, né?! rs As contrações de treinamento continuam com bastante frequência e às vezes incomodam um pouquinho (tipo quando minha bexiga resolve contrair junto no meio do supermercado), mas nada terrível…


O que tá pegando feio é a memória! rs
Ou melhor, não tá pegando! Nem no tranco! hahaha
Li num dos aplicativos que “falta de memória recente” é normal nessa fase e, vou confessar, estou a própria Dori do Nemo!!! A própria!!!! Dúvida? Oh só:
– Vira e mexe, tomando banho, me perco e não sei em qual etapa do processo estou (sou metódica, gente… faço tudo seguindo uma ordem…hahaha)… isso quando não confundo e lavo o rosto com o shampoo e o cabelo com o sabonete pro rosto!! hahaha
– Quando a máquina de lavar apita avisando que terminou, preciso ir lá cheirar as roupas porque nunca lembro se já coloquei amaciante ou não…
– Separo em cima da mesa coisas que preciso levar quando vou sair de casa e sempre sou capaz de esquecer uma parte (sendo que estavam todas juntas…)
– Meus dedos e meu cérebro estão totalmente descoordenados! Hoje por exemplo, fui escrever “alameda das Rosas” e enquanto meu cérebro jurava que era isso que tava ditando, meu dedos rebeldes escreveram “alameda das Coisas”! hahahaha 
Isso sem falar em tudo que ando derrubando e quebrando por aí! Daqui a pouco marido vai adotar o uso exclusivo de louça descartável em casa, por pura falta de louça de verdade! rs
– E por último, o pior! Outro dia aqui: Levanto do sofá, fecho a janela da sala, vou fazer um xixi rápido, volto pra sala e brigo com o Lucas porque ele fechou a janela da sala sem nem olhar e largou o banheiro da Maní na varanda! E bato pé, insistindo que eu não fechei janela coisa nenhuma!!! hahahaha Pobre marido….

******

Minha mãe e o Lalo vão vir pra cá no final do mês, só pra ver e curtir a barriga!!
Tô super feliz e ansiosa com essa vinda! =)

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Maní continua linda-delícia e grudada em mim!

E Cecília continua treinando pro Cirque du Soleil aqui dentro!!! (ah como eu queria ter visão de raio x pra assistir de camarote o show!!!)
Mas ela continua com a rotina bonitinha…tem suas horas certas de estripulias e nunca me acordou a noite com movimentos… Mesmo quando levanto pra fazer xixi ela continua dormindo quietinha…

Ah!!! Outro dia sonhei, pela primeira vez, que via a carinha dela com todos os detalhes!
Ela tinha os olhos igualzinhos ao do pai, o nariz e o queixo iguais aos da mãe e uma boquinha só dela, coisa mais linda do mundo!!!! 


******

Lucas pegou uma gripe semana passada e trouxe pra casa pra dividir com a família! 
Maní ficou espirrando e de nariz escorrendo, mas parece que melhorou tão rápido quanto o pai! rs
Eu demorei mais pra apresentar sintomas, mas agora estou lentamente desenvolvendo a tal gripe… comecei com a garganta coçando, no dia seguinte doendo de verdade, depois o corpo doendo, depois a cabeça, agora sinusite… Cada novo dia, um novo sintoma!
É bom que ela se desenvolva devagar porque nenhum sintoma está muito drástico, mas tô com medinho de, nesse ritmo, ficar gripada até o natal… hahahaha
Espero que não!

******E acho que é isso por hoje… rs!


"Encontrar a mais justa adequação"

Como eu ia dizendo…rs

(ps1.: comecei a escrever o texto e me surpreendi… percebi que mais do que uma jornada de informação, tem sido um caminho de reconhecer e buscar pelos meus quereres e desejos! Acho que é a primeira vez que “luto” assim, com tanto gosto, por mim! =)
ps.2: “ps.” no começo do texto…pode isso produção?? rs)

Comecei minha jornada rumo ao parto sabendo que queria parto normal, mas sem ter argumentos racionais para tal querer..
Eu só sabia que queria participar do parto da minha filha, não queria só assistir, queria ter um papel ativo no parto – e nessa altura do campeonato eu nem tinha ainda ouvido falar no livro ou no conceito do “Parto Ativo” da Janet Balaskas… era só um desejo leigo mesmo…rs


Comecei ontem a leitura do livro, e já super recomendo! rs


Logo me deparei com a segunda vontade: queria ter meu bebê nos meus braços, de preferência pele a pele, assim que ele nascesse! E eu ainda não sabia das inúmeras vantagens da amamentação na primeira hora de vida do recém-nascido, portanto ainda não tinha incluído essa parte na lista… (agora já está lá, claro…rs)

Um pouco mais pra frente fui descobrindo os vídeos de partos domiciliares e me encantando com o amor que vídeos assim transmitiam e, especialmente, com como é forte a parceria entre marido/mulher – futuros pai/mãe – durante um trabalho de parto desses!
Me encantei um monte, mas nunca criei coragem pra querer um assim pra mim… 
Acho que pra um parto acontecer tranquilo os pais tem que estar num ambiente em que se sintam seguros, pra alguns isso é em casa, pra nós, ainda é no hospital… Mas tirei desses vídeos o aumento da importância que tem agora a presença do Lucas durante todo o processo!

Com essa linha de raciocínio, lá no comecinho eu tracei um plano que me acompanhou por mais da metade do caminho até aqui:
Eu queria meu parto no hospital, onde me sentiria mais segura, com meu marido do meu lado o tempo todo, queria ter a opção de tomar anestesia – mas num nível “ajustado”, pra fazer as dores suportáveis, mas sem perder os movimentos das pernas e as sensações das contrações e da saída do bebê.. além disso, queria um parto humanizado, um parto em que eu e bebê fossemos respeitados, em que pudéssemos ter um ambiente tranquilo, de luzes baixas, de pouca manipulação pós nascimento, etc…



E por muito tempo isso era basicamente o que eu queria – e, na verdade, esse é ainda o “mínimo” que espero do meu parto..se for assim, já estou minimamente satisfeita. rs

A essa altura eu já tinha mais argumentos para os quereres: eu já sabia que a recuperação do parto normal é muito mais rápida do que a de uma cirurgia; eu já sabia que a “massagem” que o pulmão do bebê recebe na passagem pelo canal do parto é fundamental para sua boa saúde na vida; eu já sabia que o parto normal reduz, no bebê, os riscos de alergias e aumenta, na mãe, a secreção de hormônios responsáveis pelo apego, pela boa amamentação, pela recuperação… 
Eu sabia que, após passar pelo trabalho de parto, o nascimento é um pouco menos “chocante” para o bebê – já que foi ele quem “avisou o corpo da mãe” que estava pronto pra nascer e começou “os trabalhos”…e já que assim ele passa pelo processo como foi feito pra ser: trabalhando junto com a mãe – o que também contribui ainda mais para o vínculo dos dois! 
E eu já sabia o quão importante era pra mim conseguir passar por tudo isso, me saber mulher-bicho-fêmea, capaz de “suportar a dor” e parir meu próprio bebê!

Até aí, tudo ótimo!

Massss…..

Conforme fui lendo e aprendendo mais, fui começando a querer mais, sabe?!

Aprendi, por exemplo, que as intervenções “normais e de rotina” que se fazem num hospital geralmente vêm em cascata.
Por exemplo: Quando a grávida é “obrigada” a fica deitada na cama durante o trabalho de parto (pra facilitar o monitoramento fetal), as dores são muito mais difíceis de serem suportadas e, sem a ajuda de movimentos e da gravidade (sim!), o processo é muito mais lento – dessa forma, a maioria pede logo pra tomar anestesia!
Uma vez anestesiada, o alívio é fantástico (dizem e eu não dúvido! rs). Só que com o alívio, pode também vir uma desaceleração do trabalho de parto, diminuição da frequência e da intensidade das contrações… o que, a essa altura, ninguém quer, né?! Aí a solução é aplicar soro com ocitocina sintética, que nada mais é do que um hormônio sintético utilizado pra acelerar e intensificar o trabalho de parto. Lindo, né?! 
Só que não… porque como aumenta a intensidade da coisa, a ocitocina sintética pode dar muito mais dor, e levar a mãe a pedir mais anestesia – sacou a bola de neve?
Fora que a intensidade “artificialmente provocada” desse trabalho de parto pode ser demais para o bebê, que acaba tendo que suportar contrações muito mais fortes e com menos tempo pra descansar entre elas. Resultado? Chances de o bebê entrar em sofrimento fetal (ou seja, bruscas e preocupantes alterações no ritmo de seus batimentos cardíacos) e grande chance de esse parto acabar precisando de mais “ajuda”, como de um fórceps ou até mesmo de ter que virar uma cesárea… 


Daí que os procedimentos que eu considerava normais e que não me incomodavam, passaram a me deixar um pouco com o pé atrás…
E, de pé atrás, fui me interessando mais e mais pelo parto natural… e é nesse ponto que me encontro agora!rs

Agora eu quero um parto em que eu possa me movimentar como me sentir mais confortável na hora da dor, quero, quem sabe, poder evitar a anestesia (será que eu aguento???), quero o menor número de intervenções possíveis – em mim e na minha filha, quero que o cordão umbilical não seja imediatamente cortado, quero me sentir respeitada e tranquila durante o processo…

Será que tô pedindo demais pra um parto hospitalar?? rs

Confesso que, por enquanto, esse caminho todo está mais na teoria e no desejo do que na prática, o que ainda me deixa insegura, claro…
Mas novembro é nosso mês! Agora vou começar os cursos na maternidade (pra conhecer direitinho os esquemas e “procedimentos padrões” deles), vamos fazer o curso com a matrona que vai acompanhar meu parto (que, pelo site dela, é super nesse caminho do que eu quero – o que me deixa MUITO feliz!), vou começar a discutir os planos de parto com o médico, etc…

E, oh, ainda tem assunto pra falar sobre esse tema, hein?!
Ainda tem as preparações, os medos, as precauções, os cuidados, os acompanhantes, etc, etc, etc…

Logo eu volto pra mais, aguardem! rs

ps.3: esse texto tá sem fontes e informações científicas porque é um resumo do meu entendimento da coisa… linkei alguns sites bacanas ao longo do post, cujas leituras recomendo muito! Mas se alguém quiser aprofundar algum tema, trazer mais informações importantes (ou mais corretas..), saber melhor sobre algo, ou simplesmente bater papo sobre isso tudo, é só me falar que vou adorar a troca de informações, ok?! 😉

"Pra começar…"

Já comecei a contar nesse post aqui da minha busca pelo parto normal e da coisa assustadora em que se transformou a “situação obstétrica” no Brasil – e no Chile também, diga-se de passagem.

Pois bem, eu obviamente ainda estou mergulhada nesse assunto e por isso vou continuar o blablabla! hehehe

Como eu disse , o principal caminho para poder ter meu parto normal é me munir de informação, muita informação! 
Explico: não basta querer ter um parto normal, é importante entender como ele acontece, por quais etapas ele está composto, quais são os sinais de seu início, quais sintomas são ou não normais de se sentir durante ele, quais procedimentos são ou não necessários, os tempos, as sensações, os medos que podem vir, as possibilidades de analgesia…. enfim, se apropriar e entender que lhufas é isso de parto normal pra tentar desmistificar tudo que está tão incrustado na gente por histórias de famílias/amigos, filmes, novelas, etc; pra tentar deixar menos desconhecido esse momento tão importante e tentar sentir menos medo na hora H – até porque, quanto mais relaxada estiver a mulher, melhor vão fluir os hormônios necessários e melhor será o parto! E, acreditem, mesmo com esse caminhão de informações, acho difícil não sentir medo…rs Mas o importante é que esse medo seja saudável, seja “superável” e não “paralizador”!





Mais além disso, é importante também se entupir de informação pra entender que o parto pode – e deve – ser da mãe e do bebê, e não do médico! E pra não ter o seu parto “roubado” (a existência dessa expressão, aliás, me dá até frio na espinha!!) a mãe tem sim que saber de cor todas as desculpas que os obstetras vivem dando por aí pra convencer as mulheres de que a cesárea é a melhor opção! E isso você aprende lendo as histórias, os relatos, os grupos de discussão, os blogs, etc.. Você aprende se inconformando com o montão de absurdos que saem por aí e também se surpreendendo ao saber – através de profissionais confiáveis e evidências científicas provadas – que algumas coisas que você sempre escutou e achava que faziam sentido, não são verdades!

E aqui cabe um parênteses bastante importante: nesse caminho de aprender “de quais desculpas fugir” é muito importante estar aberta pra aprender também quais sintomas não podem ser ignorados! Aprender o que pode tornar uma gravidez tranquila em uma gravidez de risco e quais são as reais indicações de uma cirurgia cesariana pode ser a diferença entre a vida e a morte e entre uma cesárea com ou sem “sentimento de culpa”!
Porque eu fico aqui no blablabla de como eu acho parto normal muito melhor, mas eu não sou radical em nada, não! Eu sei que a cesárea pode ser necessária (em média em 15% dos partos, segundo a OMS) e totalmente capaz de salvar vidas!!! Por isso considero importante saber fugir de uma “desne-cesárea” tanto quanto saber reconhecer quando ela é fundamental! E aí, mais uma vez, a chave está na informação!

Um dos melhores links sobre esse assunto é esse post do blog “Estuda, Melania, estuda!”
Tem listadinho os pontos mais importantes desses dois lados da moeda! 😉


Tuuuudo isso (rs) pra dizer que comecei essa jornada de gestação-parto sabendo que preferiria ter um parto normal, mas sem ter muitas justificativas para esse querer… e no caminho não só fui descobrindo em mim as tais razões, quanto incorporando um monte de outros motivos pra seguir nessa “luta”!
Mas como acabei falando um pouco demais (rs) na introdução vou deixar meu trajeto e minha lista pra amanhã, ok?! hehehe

"Esperando um filho" (sem açúcar, com acidez)

Ai, quer saber? Ando no maior bode!

#prontofalei
#pójulgarnemligo
(#mentiraligosimedepoisficosofrendo hahaha)

Maioooor bode dessa história de gravidez e de blog e de blog de gravidez e de mimimi e de tudo…

Quer dizer, tudo menos da Cecília, que com ela as coisas continuam num super love e a gente ainda leva horas e horas conversando (em forma de chutes e carinhos, porque ainda não consegui criar o hábito de conversar com ela por palavras, em voz alta…)

Semana passada estava alternando entre mau humor extremo e vontade de chorar sem motivos… Aí essa semana parecia que ia melhor, até que hoje piorou de novo… =/

Maioooor bode!
Bode de ter que comer saudável, bode de não poder ganhar peso, bode de não poder comer coisas gostosas, bode desse calor que já tá fazendo (imagina no verão dos meus 9 meses?!?!), bode dessa dor ruim que fico sentindo sempre na virilha, bode dos gases que não param de piorar, bode das dores no corpo todo por causa da caminhada, bode das câimbras infinitas nos músculos que sabe deus como se alongam, bode disso aí tudo me fazer andar que nem uma pata tão cedo (imagina nos 9 meses?!?!), bode das coisas que não fiz e das que preciso fazer, bode dos problemas dos outros, bode dos problemas do mundo…
Bode dessa espera que tem parecido infinita esses dias, bode de planejar um negócio que não sei quando vai acontecer, bode do que não dá pra planejar, bode de esperar e esperar e esperar (e eu ainda tenho a cara de pau de dizer que não tô muito ansiosa, não…rs)

E bode de pensar que ainda faltam 15 semanas e que todos esses bodes podem piorar muitooo ainda!

Tendeu?

Aí que nem rolava vir fazer post romantiquinho de “diário semanal” mas não resisti a um mimimi…rs
Desculpa aí, povo! Paciência com os hormônios, ok?!
Porque eu já não tenho mais nenhuma, mas quem sabe roubo um pouquinho dos meus tão queridos Pacientes de sempre…