"Encontrar a mais justa adequação"

Como eu ia dizendo…rs

(ps1.: comecei a escrever o texto e me surpreendi… percebi que mais do que uma jornada de informação, tem sido um caminho de reconhecer e buscar pelos meus quereres e desejos! Acho que é a primeira vez que “luto” assim, com tanto gosto, por mim! =)
ps.2: “ps.” no começo do texto…pode isso produção?? rs)

Comecei minha jornada rumo ao parto sabendo que queria parto normal, mas sem ter argumentos racionais para tal querer..
Eu só sabia que queria participar do parto da minha filha, não queria só assistir, queria ter um papel ativo no parto – e nessa altura do campeonato eu nem tinha ainda ouvido falar no livro ou no conceito do “Parto Ativo” da Janet Balaskas… era só um desejo leigo mesmo…rs


Comecei ontem a leitura do livro, e já super recomendo! rs


Logo me deparei com a segunda vontade: queria ter meu bebê nos meus braços, de preferência pele a pele, assim que ele nascesse! E eu ainda não sabia das inúmeras vantagens da amamentação na primeira hora de vida do recém-nascido, portanto ainda não tinha incluído essa parte na lista… (agora já está lá, claro…rs)

Um pouco mais pra frente fui descobrindo os vídeos de partos domiciliares e me encantando com o amor que vídeos assim transmitiam e, especialmente, com como é forte a parceria entre marido/mulher – futuros pai/mãe – durante um trabalho de parto desses!
Me encantei um monte, mas nunca criei coragem pra querer um assim pra mim… 
Acho que pra um parto acontecer tranquilo os pais tem que estar num ambiente em que se sintam seguros, pra alguns isso é em casa, pra nós, ainda é no hospital… Mas tirei desses vídeos o aumento da importância que tem agora a presença do Lucas durante todo o processo!

Com essa linha de raciocínio, lá no comecinho eu tracei um plano que me acompanhou por mais da metade do caminho até aqui:
Eu queria meu parto no hospital, onde me sentiria mais segura, com meu marido do meu lado o tempo todo, queria ter a opção de tomar anestesia – mas num nível “ajustado”, pra fazer as dores suportáveis, mas sem perder os movimentos das pernas e as sensações das contrações e da saída do bebê.. além disso, queria um parto humanizado, um parto em que eu e bebê fossemos respeitados, em que pudéssemos ter um ambiente tranquilo, de luzes baixas, de pouca manipulação pós nascimento, etc…



E por muito tempo isso era basicamente o que eu queria – e, na verdade, esse é ainda o “mínimo” que espero do meu parto..se for assim, já estou minimamente satisfeita. rs

A essa altura eu já tinha mais argumentos para os quereres: eu já sabia que a recuperação do parto normal é muito mais rápida do que a de uma cirurgia; eu já sabia que a “massagem” que o pulmão do bebê recebe na passagem pelo canal do parto é fundamental para sua boa saúde na vida; eu já sabia que o parto normal reduz, no bebê, os riscos de alergias e aumenta, na mãe, a secreção de hormônios responsáveis pelo apego, pela boa amamentação, pela recuperação… 
Eu sabia que, após passar pelo trabalho de parto, o nascimento é um pouco menos “chocante” para o bebê – já que foi ele quem “avisou o corpo da mãe” que estava pronto pra nascer e começou “os trabalhos”…e já que assim ele passa pelo processo como foi feito pra ser: trabalhando junto com a mãe – o que também contribui ainda mais para o vínculo dos dois! 
E eu já sabia o quão importante era pra mim conseguir passar por tudo isso, me saber mulher-bicho-fêmea, capaz de “suportar a dor” e parir meu próprio bebê!

Até aí, tudo ótimo!

Massss…..

Conforme fui lendo e aprendendo mais, fui começando a querer mais, sabe?!

Aprendi, por exemplo, que as intervenções “normais e de rotina” que se fazem num hospital geralmente vêm em cascata.
Por exemplo: Quando a grávida é “obrigada” a fica deitada na cama durante o trabalho de parto (pra facilitar o monitoramento fetal), as dores são muito mais difíceis de serem suportadas e, sem a ajuda de movimentos e da gravidade (sim!), o processo é muito mais lento – dessa forma, a maioria pede logo pra tomar anestesia!
Uma vez anestesiada, o alívio é fantástico (dizem e eu não dúvido! rs). Só que com o alívio, pode também vir uma desaceleração do trabalho de parto, diminuição da frequência e da intensidade das contrações… o que, a essa altura, ninguém quer, né?! Aí a solução é aplicar soro com ocitocina sintética, que nada mais é do que um hormônio sintético utilizado pra acelerar e intensificar o trabalho de parto. Lindo, né?! 
Só que não… porque como aumenta a intensidade da coisa, a ocitocina sintética pode dar muito mais dor, e levar a mãe a pedir mais anestesia – sacou a bola de neve?
Fora que a intensidade “artificialmente provocada” desse trabalho de parto pode ser demais para o bebê, que acaba tendo que suportar contrações muito mais fortes e com menos tempo pra descansar entre elas. Resultado? Chances de o bebê entrar em sofrimento fetal (ou seja, bruscas e preocupantes alterações no ritmo de seus batimentos cardíacos) e grande chance de esse parto acabar precisando de mais “ajuda”, como de um fórceps ou até mesmo de ter que virar uma cesárea… 


Daí que os procedimentos que eu considerava normais e que não me incomodavam, passaram a me deixar um pouco com o pé atrás…
E, de pé atrás, fui me interessando mais e mais pelo parto natural… e é nesse ponto que me encontro agora!rs

Agora eu quero um parto em que eu possa me movimentar como me sentir mais confortável na hora da dor, quero, quem sabe, poder evitar a anestesia (será que eu aguento???), quero o menor número de intervenções possíveis – em mim e na minha filha, quero que o cordão umbilical não seja imediatamente cortado, quero me sentir respeitada e tranquila durante o processo…

Será que tô pedindo demais pra um parto hospitalar?? rs

Confesso que, por enquanto, esse caminho todo está mais na teoria e no desejo do que na prática, o que ainda me deixa insegura, claro…
Mas novembro é nosso mês! Agora vou começar os cursos na maternidade (pra conhecer direitinho os esquemas e “procedimentos padrões” deles), vamos fazer o curso com a matrona que vai acompanhar meu parto (que, pelo site dela, é super nesse caminho do que eu quero – o que me deixa MUITO feliz!), vou começar a discutir os planos de parto com o médico, etc…

E, oh, ainda tem assunto pra falar sobre esse tema, hein?!
Ainda tem as preparações, os medos, as precauções, os cuidados, os acompanhantes, etc, etc, etc…

Logo eu volto pra mais, aguardem! rs

ps.3: esse texto tá sem fontes e informações científicas porque é um resumo do meu entendimento da coisa… linkei alguns sites bacanas ao longo do post, cujas leituras recomendo muito! Mas se alguém quiser aprofundar algum tema, trazer mais informações importantes (ou mais corretas..), saber melhor sobre algo, ou simplesmente bater papo sobre isso tudo, é só me falar que vou adorar a troca de informações, ok?! 😉

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7 pensamentos sobre “"Encontrar a mais justa adequação"

  1. Gabi, que lindo esse caminho que você tá trilhando, menina!
    É isso mesmo! Com certeza seu parto será lindo, e será seu!
    Como diria a parteira Naoli Vinaver, no filme O Renascimento do Parto: “nós mulheres sabemos parir, nós gostamos de parir”

    Tô adorando acompanhar tudo *–*

    Beijo grande!

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  2. É muito louco pensar que “tiraram isso da gente” e que o caminho pra fazer esse resgate é visto como “alternativo”, né?!
    Quero muito poder experimentar pra dizer com todas as letras que concordo com a Naoli, que eu gosto de parir! 😉

    E fazer esse processo todo bem acompanhada assim é melhor ainda, obrigada pela companhia pelo caminho, Má!

    Beijo

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  3. Gabi, estava com saudade de você =). Fico tão feliz quando vejo mulheres indo atras do parto que querem, lendo, se informando, esse empoderamento é lindo.
    Meu parto, se tudo correr bem, será em casa, no conforto do lar, simplesmente ODEIO hospital!
    Vou dar uma lida nos links que você deixou no post!
    Bjus em vcs duas!

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