"É um rio em correnteza"

Estava lá, meu professor de animação com o bla bla bla de auto ajuda que toda sexta feita compõe a aula de “Animação” – acaba de me ocorrer que ele entendeu errado…acha que o contrataram pra animar o povo do quarto ano, que em geral já tá muito preocupado e desesperançado com o mercado cinematográfico que em breve os espera… hahahaha


Bom, ele nos pediu que desenhássemos um boneco, um personagem nosso, para o qual criaríamos uma biografia, pra, quem sabe, fazermos um comic e, talvez, assim, se der tempo, tentarmos animar uma hora…
E no meio do pedido, o bla bla bla… o discurso de que toda criança é um desenhista, mas que acaba se inibindo por bons trabalhos de coleguinhas que praticam mais, ou o bla bla bla de que criatividade é igual músculo, tem que ser exercitada, ou com a história de “vocês tem que valorizar o trabalho de vocês”….etc etc etc…

Eu, como costuma acontecer na faculdade (rs), tava achando tudo um saco… e eis que praticamente “pula” em mim uma espécie de biografia. Não do personagem ridículo que eu criei – a “Dulce, la hormiga”, mas do professor chatonildo…
Como essa não vai servir pra entregar de “tarefa” pra ele, foi parar lá no meu outro blog.


Achei curioso esse jeito como a coisa aconteceu, inesperadamente, provocando ao professor e a mim mesma, por isso achei que valia um pouco a pena vir aqui contar…rs

Beijos


Anúncios

"Tempo, amigo, seja legal…"

Nos últimos sete dias eu não fiz janta nem sequer uma vezinha; quando quis comer coisa descente, o Lucas que teve que cozinhar.
Até a Maní, que deveria estar comendo só comida caseira, acabou ganhando ração em uma das refeições.
A pia da minha cozinha está medonha nesse momento.
TODAS as unhas da minha mão estão quebrando e/ou quebradas (além de gigantes).
Crises de enxaqueca não faltaram.
Já o funcionamento do cérebro, sim.
Esqueci de pedir água essa semana.
Esqueci de pagar a faxineira na sexta feira.
O corpo, claro, tá sugerindo um resfriado.
E a lista dos afazeres parece que não tem fim…….
Essa semana eu fui uma péssima esposa, péssima mãe e péssima dona de casa! Se a família tivesse fugido eu nem poderia reclamar.


Esse fim de ano não está fácil! 
Milhões de coisas infinitas da faculdade pra fazer; vídeos do Adote um Gatinho atrasados; cachorra semi-doente; mudança ainda não confirmada (apesar da urgência de prazos que temos); todas as coisas de mudança e instalação na casa nova pra ver, escolher, resolver, comprar…idas ao Brasil pra planejar; presentes pra pensar e comprar; todas as coisas da rotina da casa pra cuidar…e eu poderia seguir listando e listando e listando…

Acho que nunca na vida eu precisei tanto de férias! A contagem regressiva oscila entre absurdamente devagar e rápida demais pra tudo que ainda falta fazer… A relatividade do tempo ainda me deixa louca!
Dá frio na barriga de nervoso por pensar em todas as pendências e no pouco tempo que tenho disponível.

Mas no final, o que importa de verdade é que essa confusão toda é confusão de FIM DE ANO! 
Tá acabando!!! Falta cada vez menos!! Aí vem férias, vem Brasil, vem abraços, vem fim de saudades, vem festas de famílias, festas de amigos, vem 2012, vem viagens pelo Chile, vem mais férias, vem show do Chico Buarque, vem mais Brasil, vem um bom respiro pra encarar o (finalmente) último ano de mils faculdades…

Ainda tá apertado e sem-noçãomente corrido, ainda falta, mas…falta pouco! E é esse o recado que eu tô mandando pra gastrite que ameaça aparecer: “A gente dá conta, calma…Segura aí, que falta pouco pra hora do UFA”!



“Só me derrube no final”



Cordilheira

Não, esse não é aquele prometido post sobre a beleza onipresente da Cordilheira dos Andes em Santiago. Não!
Essa é só uma metáfora boba, pra ver se alivia…


Perdi meu sono hoje umas 2 horas mais cedo do que planejava acordar. Estava preocupada com um trabalho que tenho que fazer pra aula de “Post-Producción”, que já adiei muito tempo mais do que deveria. Bom, levantei super cedo pra um domingo, fiz minhas coisas pessoais, e 1h30 depois sentei na frente do computador.


O trabalho foi passado pelo professor já faz quase duas semanas e consiste em criar um vídeo com efeitos de animação feito no After Effects. Enquanto eu apanhava pra conseguir baixar o programa não pensei sobre o que seria meu trabalho, achei que ele sairia naturalmente….
Pois aqui estou eu, mais de 8 horas depois de ter “começado”, sem na verdade conseguir começar nada. Já iniciei uns três projetos, mas ou ficaram ruins, ou bobos, ou insuficientes, ou não iria adiante…enfim… Não sai nada!


Eu diria que não se trata de um bloqueio criativo, mas de uma cordilheira imensa entre mim e a capacidade de criar esse trabalho.


Já tentei mudar o foco, fazer outra coisa pra me distrair um pouco (como dar banho na Maní)  e depois voltar e tentar. Já desliguei internet, liguei de volta, fucei nos meus arquivos e em outros coisas da internet procurando ideias…e nada!!! Nada flui, nada aparece, nada vem…


Acho que eu nunca tinha travado desse jeito num assunto tão prático. Não é nenhuma grande decisão da vida, é só um trabalho a ser entregue!


O Lucas já me perguntou: “você tá com medo de que não fique bom?”
(Hahahaha. Tá querendo me interpretar, o rapaz! Acho que é porque ontem nós compramos e assistimos “A Máfia no Divã”! hehehe)


Pois então…eu sei que não vai ficar bom, After não é pra mim, e nem ligo.






Na verdade talvez eu até entenda um pouco desse bloqueio todo…


Mas não acho que meu professor vai se importar com isso… hahaha


Conclusão: tô pagando. Alguém quer fazer pra mim??? hahahhahahaha



Referenciais

Ainda me impressiona a quantidade de chilenos que encontro que adoram o Brasil!
Aliás, soube que é muito comum, quando estão saindo do colégio, os chileninhos escolherem como destino da viagem de formatura nosso querido país: eles vão pra Búzios, onde acabam encontrando mais chilenos de outros colégios fazendo a mesma viagem…hehehe
Sério, eles adoram MESMO o Brasil!!! Vários já veram me falar sobre como as cores das paisagens são encantadoras, ou como o mar é quentinho… uma mulher que conheci num pet shop chegou a me dizer que já escolheu o lugar em que quer morrer: Búzios!


Admito que fiquei curiosa pra conhecer o tal lugar mágico e que reconheço que nosso país tem belezas naturais incríveis, mas fiquei pensando nessa questão de “referenciais”…


Hoje fiz uma viagem de carro até San José de Maipu, uma região interiorana aqui perto de Santiago. Fui com mais três companheiros da Escuela a procura de uma locação pro curta metragem que estamos produzindo, que se passa em uma linha de trem abandonada.


Pra quem não conhece, esse é o mapa do Chile: 


O que significa que ir pro interior é, necessariamente, entrar no meio de um monte de montanhas!
E, meu, que montanhas incríveis!!!
Nós brasileiros estamos acostumados a chamar de montanha uns montinhos bem verdes. Pois aqui montanhas são umas coisas imensas, feitas de pedras – e nada mais que pedra – de uma cor muito característica (eu diria que o Flicts ficaria bem feliz aqui) e uniforme, com uns “riachuelos” azuizinhos que os cortam ao meio – e que também são cheios de pedras – e quase nenhuma vegetação…
Resumindo: passei umas três horas olhando pela janela que nem cachorro feliz quando anda de carro!
É de uma beleza não exuberante, como a nossa, mas absolutamente grandiosa. É a natureza mostrando toda sua força, sua dureza, sua capacidade de ser muito maior do que nós míseros seres humanos!

(Não pude tirar fotos porque já tinha consumido toda a bateria do meu celular me distraindo na aula chata, irritando e humilhante da manhã…Uma pena! Mas devo voltar lá um dia, aí faço uns vídeos pra ver se consigo passar um pouquinho dessa sensação toda que dá esse lugar)

E digo que é uma questão de referenciais porque os dois chilenos e um equatoriano que estavam comigo não estavam impressionados…
Ok, é verdade que eles comentaram uma ou outra vez sobre a beleza…e que um deles quis descer do carro pra contemplar romanticamente o rio – coisa que os outros dois não deixaram…hahaha…. Mas aquilo não era nada perto do meu encantamento!

Minha mãe, quando estava aqui no Chile me perguntou: “Será que os chilenos esquecem que tem na paisagem essa Cordilheira linda?”.  Eu acho que sim…
Por enquanto eu continuo me encantando e parando pra admirá-la todos os dias em que ela resolve aparecer!

Olha ela aí, no fundo da vista de uma das minhas salas de aula!

Acho que a gente que é de São Paulo talvez ainda consiga algum encantamento quando nos deparamos com as belezas naturais brasileiras – fora de São Paulo… Mas hoje comecei a me perguntar: será que esse nosso encantamento é mínimo quando comparado com o de alguns estrangeiros??

E falando em São Paulo e referenciais: andei comentando com alguns chilenos uma percepção interessante: quando me perguntam o que eu acho de Santiago sempre elogio, entre outras coisas, a alta qualidade de vida, como o pouco trânsito ou o transporte público que funciona…
Pois eles não se conformar que eu possa achar essas coisas boas!!! Estão sempre reclamando do taco – trânsito e se queixando do metrô e da TransSantiago (empresa de ônibus daqui).
É verdade que tem vários motoristas de ônibus que são uns fdp, que não param nos pontos, correm feito sei lá o quê…(aliás, outro dia sofri uma acidente de trânsito! Meu ônibus bateu num outro! Nada grave..rs)
E é verdade também que o trânsito parece que piora um pouquinho mais a cada dia…

Mas se os Chilenos passam um mês em rotina em São Paulo – não em turismo – iam voltar pra casa bem mais felizes e satisfeitos com o que tem!!!
(Acho que Santiago ainda tem um tempo de “vantagens de grande metrópole, sem o caos da grande metrópoli”, mas só um tempo…então corram!!)



E pra finalizar, morar longe do Brasil também mudou meus referenciais, claro. Sinto saudades de coisas com as quais nem sabia que me importava…
Aquele velho blablabla de que damos valor pras coisas quando perdemos… O que alivia a tal sensação é a certeza de que eu não “perdi” nada… só escolhi viver longe de algumas coisas que me fazem falta, mas que ainda estão lá me esperando pros momentos de visita, certo?! hehehe 






Merda

Este é, sem dúvida, o post mais difícil que já escrevi – não só no blog, mas talvez na vida. O frio na barriga de clicar no “postar” acho que vai ser quase uma gastrite, mas publicar este texto é justamente o que dá sentido à ele, e como sentido é justamente o que venho buscando, vamos lá!


Recebi alguns elogios com relação à minha sinceridade aqui no blog, com quem lê e comigo mesma, mas a verdade é que a grande coisa que não sai da minha cabeça nas últimas semanas só foi muito levemente comentada… Mas sei lá, acho que resolvi que “chega de esconder minhas fraquezas”, chega de covardia… Até porque estou farta da minha covardia, então vamos começar a luta contra ela por aqui, contando pra todo mundo que quiser ler o grande caos que sou!
Já tô avisando de antemão pra que possam desistir já da leitura se o objetivo da sua presença neste blog é saber sobre o Chile, sobre vida no exterior, ou qualquer outra coisa. Porque este post vai ser pessoal! Muito pessoal. Talvez até melodramático. Mas ele vai sair!


Há anos e anos venho tentando descobrir o que eu quero “ser quando crescer”, procurando ter na vida profissional a mesma tranquilidade que tenho na vida pessoal. Encontrei o Lucas e casei com ele na certeza de quero estar ao lado dele e tê-lo comigo todos os dias da minha vida, pra sempre! 
Mas não consigo encontrar uma profissão que eu deseje, um sonho pelo qual valha a pena as dificuldades do dia a dia. Não era a T.O., não é o AV (isso mesmo, não é o AV – primeira confissão do post)…e é o que então??? 
Levar a faculdade na USP estava cômodo, porque, diferente da TO, estar ou não satisfeita com a profissão afetava só à mim (e não há possíveis pacientes) e continuar fazendo só pra me formar, ter uma profissão e trabalho e depois ir atrás do tal segredo mágico era bastante possível.
Mas aí, chegando na faculdade nova, tendo que encarar mais dois anos (ah! talvez 3, veja só…) de muitas aulas – muito mais crédito do que faria antes – muito trabalho, provas, professores mais chatos e mais exigentes do que os que eu tinha e gostava… bom, digamos que isso acabou cutucando minha ferida que tava quietinha… Cutucando não, tirando toda a casquinha e deixando sangrando pra caramba!
Ir para aquelas aulas com os simples objetivos de “me socializar no Chile”(fail, btw) e tirar o diploma (que agora corre o risco de ser fail tb) tá difícil… quase torturante, na verdade! (já que estamos na verdade…) Estudar cinema aqui tem me exigido uma energia que não tenho de onde tirar e a crise tá braba (avisei que seria melodrama).
Saio e chego em casa super de mau humor, choro e só me recupero depois de algum tempinho podendo esquecer essas coisas e curtindo a “vida pessoal”. Sinceramente, acho que nem o Lucas, nem a Maní, nem a faxineira e nem eu merecemos essa Gabi em casa 6 dias por semana!


Mas o problema maior da crise é – de volta a 2006 – não saber o que fazer no lugar disso…ou o que fazer pra amenizar isso – visto que preciso, de um jeito ou de outro, de um diploma logo!
Fico me sentindo presa num buraco sem saída, no qual eu sei que não quero seguir em frente, mas em que não consigo encontrar uma saída alternativa.
Me falta energia pro AV porque não é aquilo que eu amo fazer. Mas afinal, o que eu amo fazer???
Pensei em alguma coisa com os animais (desde aqui) , mas também não era exatamente uma resposta…




Mas. sabe, a verdade é que lá trás, eu não parecia sofrer desse problema:






Esse vídeo é da gravação da primeira peça que fiz no Teatro Escola Macunaíma, “O Brasileiro”, essa é a roda do “Merda!”de antes da peça.
Faz 10 anos! E 10 anos é tempo à beça, mas o que será que mudou?


Bom, aproveitei a vinda da minha mãe pra conversar bastante, inclusive sobre isso, claro!
Não há dúvidas de que o eu sentia quando fazia teatro era amor! Talvez justamente por saber como era sentir isso por alguma atividade é que seja tão difícil viver em uma na qual eu não sinto…
Não sei dizer por que ou quando esse encantamento todo passou, mas o fato é que em 2004 decidi parar de fazer teatro – parar o curso profissionalizante que faltava pouco mais de 6 meses pra terminar e parar de vez com a atividade.


Desde que entrei na tal crise profissional, em 2006, ousava pensar muito rapidamente que devia tentar voltar pro teatro.. que talvez tivesse deixado alguma coisa lá…


Mas eu nunca tive coragem! A verdade é que sou uma grande cagona! Tenho medo de entrar numa turma nova, que eu não conheço, tenho medo de me decepcionar com a turma (porque a minha era incrível!), tenho medo de decepcionar as pessoas em volta, tenho medo de me decepcionar comigo, tenho medo de não ser boa o suficiente, tenho medo de ir lá experimentar, buscar essa tal coisa que deixei pra traz, e não encontrar e ficar sem alternativa depois…
Mas, como disse lá no começo, tá na hora de enfrentar todos estes medos: Resolvi procurar um curso de teatro aqui!!!! 
Começar no começo, só como distração e ver, afinal, o que vou encontrar…
Dei uma olhada na internet, mas ainda é difícil saber qual escola é boa e qual não é, então entrei em contato com o sindicato de atores daqui… Ainda não tive uma resposta, mas vamos ver…
Tinha pensado em escrever sobre essa decisão aqui no blog só depois que já estivesse matriculada no tal curso, mas me dei conta de que tornar público agora vai ter uma função maior: agora que todo mundo sabe, não posso mais fugir! Sou bem boa em me des-convencer de algumas coisas.. Mas dessa vez eu quero enfrentar, eu quero tentar! Por isso vou avisando, talvez eu precise de ajuda, talvez precise que me cobrem, que não me deixem desistir antes de chegar lá – juro que estou me esforçando bastante!


Não tô achando que vai ser uma solução mágica, que vai me tirar de todas as angústias com a vida e com a faculdade, pelo contrário, sei que será bem difícil, mas finalmente resolvi tentar!
Que diferenças isso vai fazer ou não na prática, não faço ideia… Como dizem meus amigos do AV: vamos acompanhar!


Mas a parte mais legal disso tudo é que, um dia depois de ter tomado essa decisão importante, chegaram pra nos visitar meus sogros e trouxeram com eles um pequeno tesouro: antes de vir pro Chile deixei alguns VHSs com eles pra passarem, um dia, pra DVD pra mim…  e o trabalho não só foi feito com rapidez e eficiência, como já chegou em minhas mãos! Resultado: passei horas do último fim de semana assistindo esses DVDs! 
Um deles é uma festinha da minha escolinha no ano de 1989, eu com 3 anos mostrando nas danças que minha descordenação é de nascença! hahahaha
Outro é um curta metragem que fiz nas épocas de atriz, bem ruinzinho por sinal…
E os outros são quase todas as peças que fizemos no Macunaíma filmadas!!!
A coincidência foi incrível! Essas peças não poderiam ter chegado em melhor momento, porque deram um apertão na saudade e um empurrão na decisão!!!

Acho que era isso que eu tinha pra dizer…apesar da dificuldade de dizer tudo isso, apesar de ainda achar que meio que não é da conta das outras pessoas, que é um problema meu e pronto…
Mas quer saber, já que resolvi mesmo ter um blog e falar mesmo sobre mim nele: tá tudo aí! De verdade! Sinceramente! Doídamente! Ridiculamente! Mas, espero, corajosamente!


Obrigada aos que realmente dedicam tempo a ler minhas baboseiras! Conto com vocês nestas empreitadas! (a do blog-bobo e a do retorno ao teatro)


Um beijo mais leve,
(próximo post: Milan Kundera!)


Gabi

Voltando…

Voltando a escrever e voltando às origens do blog:
Um pouco das últimas notícias pra refrescar um pouco a saudade!


Na semana passada começaram minhas aulas na faculdade. Algumas estão sendo bastante repetitivas (no final do mês devo sentar com o diretor pra conversar sobre a possibilidade de conseguir “convalidación” nessas matérias tb), mas algumas são interessantes, como Música e História da Arte!
Estou aos poucos me adaptando com o ambiente e com as pessoas. Os primeiros dias foram MUITO cansativos por ter que assistir a aula em espanhol e processá-la em português.
Entender os professores é, em geral, bastante tranquilo, mas entender os alunos é praticamente impossível! Eles falam MUITO MUITO rápido, cortam as palavras, enchem todas as frases de gírias..enfim… com algum esforço consigo entender um pouco de uma roda de conversas…rs


O Lucas tá arrasando lá no banco! Com um mês de trabalho foi promovido! Subiu um cargo e agora é chefe de 3 pessoas! Super sucesso!!!


A Maní continua linda e fofa! Já aprendeu a fazer xixi na bandeja mágica e a casa tá bem mais limpa! rs
Também está aprendendo comandos, até agora já sabe “senta”, “deita” e “dá a pata”! Objetivo da semana é aprender “fica” e “vem”! Vamos acompanhar….rs


No fim de semana fomos pela primeira vez com ela passear no Parque Araucano, aqui do lado de casa. Foi a maior festa!





Tenho dirigido com alguma frequência e estamos notando melhoras! rs Apesar de ainda faltar concentração e capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, tô me sentindo mais segura!


Temos nossa primeira visita agendada! Dia 14/04 Rejane e Claudio vem visitar o filhão! Uhu!


Segunda feira tive uma apresentação na faculdade, coisa simples, escolher um trecho de um filme em que a montagem de agradasse e explicar o porquê. Simples, mas eu não me lembro de ter ficado tão nervosa na minha vida! Hahaha
Era a primeira vez que eu falaria espanhol na frente de tanta gente e ainda valia nota! Credo! Tremia feito sei lá o quê… 
Acho que não me sai mal, mas como twitei na hora, quando acabei parecia que tinha quase tido um enfarto, com cabeça e braço esquerdo doendo! hahaha


Aliás, não sei dá pra notar, mas tô com uns vícios de linguagem de contaminação do espanhol, como a falta de artigos na frente de nomes próprios….rs


Acho que é isso…


Acho que dessa vez os “pacientes” tiveram que ter mais paciência pra esperar um novo post do que pra ler esse…hehehe


Beijos a todos!

Novas boas

Hoje tive uma “reunião” com o diretor da Escuela de Cine de Chile.


Estava bastante apreensiva depois da conversa que tive com ele na semana passada pois, se fosse colocada mesmo no segundo ano (como ele disse que achava que teria que ser) não teria condições de estudar lá. Primeiro porque nem tenho 3 anos pra morar/estudar no Chile: o programa do Santander prevê 2 anos em cada país, ou seja, só poderia fazer, novamente, o 2o e o 3o ano; tendo que, mais uma vez, ao final do terceiro ano no Chile, transferir a faculdade para o novo país e ficar num looping infinito de faculdade em faculdade…
Fora que, contando com os dois anos de TO, já fiz 5 anos de faculdades. Ninguém merece mais 3, né?!?!!


Bom, hoje fui pra reunião decisiva. A reunião que foi na verdade uma conversa de 5 minutos, em que o tal diretor me disse que conversou com um “conselheiro” legal da Escuela e que o tal cara me liberou pra fazer matérias “soltas”. Explico: vou entrar como aluna do terceiro ano – em especialização em pós-produção de som e imagem! – mas sem precisar fazer todas as matérias que seriam referentes a este terceiro ano e fazendo uma que seria do primeiro ano (História da Arte) agora também.
Pra gente parece muito óbvia essa solução, né?! Mas pra eles não é! A Escuela é bastante pequena (apesar de conceituada e premiada por aqui), por isso nunca tinha recebido nenhum estrangeiro que não entrasse no primeiro ano, ou que já tivesse currículo na área, portanto nunca precisaram fazer ajustes assim.


Achei muito bacana eles terem quebrado a cabeça, me escutado e se esforçado pra fazer dar certo!


Estou super aliviada e feliz! Segunda feira começam minhas aulas, aí sim terei frios na barrigas, aventuras e novidades. Não sou uma pessoa muito sociável, sabe?! Já tenho preguiça de fazer amigos em português…imagina em espanhol! Hahaha
Aguardem e acompanhem!! rs


Ah! Também descobri que fazemos, na Escuela, um longa metragem! Chique, né?!?! Hehehe


Besitos