“Eu quis você”

Eu não costumo dar muita importância pra datas como o dia das mães (desculpa, mãe! rs), mas elas estão TÃO presentes nas redes sociais que fica meio impossível não pensar sobre as tais, né?!

E o que eu pensei esse ano foi isso aqui:

 
Ser mãe é a coisa mais difícil que já fiz na vida.

E, sim, claro, como todo mundo diz, a mais deliciosa!

E a mais definitiva também.

Não dá pra “largar no meio” como fiz com minhas faculdades e minhas escolhas de vida antes, mudar de ideia, mudar de gosto… E quem conhece esse meu histórico aí, deve imaginar que isso de vez em quando me dá um certo desespero, de tão “pra sempre” que é! hahaha
Mas ser mãe foi uma escolha que eu fiz. 3 grandes vezes, quando decidi com o Lucas que tentaríamos engravidar. E uma escolha que eu re-faço diariamente, várias vezes por dia.

Que re-faço – com certo peso – cada vez que preciso respirar fundo pra engolir o stress ou o choro e seguir o dia. E que re-faço – cheia de leveza – cada vez que me derreto inteirinha com alguma doçura da minha menina.
A consciência dessas escolhas dá, sem dúvida, outro gosto pras minhas experiências. Tanto a experiência de ser mãe, quanto a experiência de ser filha.

À minha mãe a maternidade não chegou assim, como escolha. Não incialmente, pelo menos.

Talvez por saber disso, cada vez que eu tropeço nas dificuldades da minha própria maternidade me lembro da minha mãe, lá com seus 17, 18, 19 (…) anos, sendo JÁ minha mãe. Sendo sozinha minha mãe (porque ser mãe, e isso a gente só aprende sendo, é uma das vivências mais solitárias dessa vida). Penso nela refazendo a escolha de ser minha mãe em circunstâncias tão diferentes das minhas, tão mais duras que as minhas…

E sinto uma gratidão e um orgulho danados de tudo que ela fez por mim e de tudo que ela conseguiu comigo (ou apesar de mim)!!!

E outro orgulho danado de fazê-la avó e de assistir ela viver essa relação tão linda e tão leve com a minha filha! Que delícia!!!

 

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(eu podia continuar esse post falando de tantas outras mães guerreiras, que têm ou não a escolha de ser mães, da força delas, dos amores, das dores… da empatia que a gente só consegue sentir de verdade quando somos também mães. Mas não tô com vontade hoje. rs

Hoje quero só mandar um beijo cheio de orgulho pra minha mãe e outro pra mim mesma! rsrs)

 

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"Que se a coisa pára"

É phoda!
Assim, com PH, porque é um phoda histórico!

Tenho uma tarefa pra fazer pra faculdade (atrasada, diga-se de passagem), longa, trabalhosa, chata… mas uma só!

Mas, sabe como eu sou, né?! E como é a situação… somos phoda!

E ao invés de fazer tarefa eu me vicio em uma nova série (no momento, Criminal Minds), ou passo um milhão de horas lendo um novo blog que eu descobri, mesmo que seja sobre um assunto totalmente aleatório à minha realidade – no momento “Lulu não dorme” (ótimo, texto, mas…não, não…não tenho filhos, nem estou pra ter), ou fico com vontade de criar um novo blog (Aguardem…vem aí…).

E aí que é tudo culpa do mundo, da sociedade, da internet, na minha geração…
Alguém me vem com esse vídeo e vira febre.



E eu tenho que aguentar um milhão de vezes na minha cara o povo (eu, inclusive) repassando o vídeo e citando o vídeo e adorando o vídeo…
Jogando na minha cara o “e aí, você está fazendo o que você ama?””

E sobra pra mim lidar comigo mesma…
“não, não…você está sendo responsável, fazendo o que tem que ser feito agora. Até porque, você nem sabe o que é que amaria estar fazendo agora, sua looser! Mas calma, calma, o Bial disse que você não tem que se preocupar com isso, não tem que saber todas as respostas e que as melhores pessoas que ele conhece tem 50 anos e ainda não sabem…tudo bem que você nunca escutou a parte sobre usar filtro solar, mas finge que nessa você acredita. Não importa o que o Steve Jobs disse, você não pode começar agora, só daqui a pouco…”


Então, quando eu entro nessa procrastinação infinita das atividades necessárias, pra fazer coisas mais divertidas e agradáveis, a culpa não é minha, a culpa é de todos vocês!
Dividam o peso que de vez em quando (só muito de vez em quando) cai no meu estômago, por favor.

E vão lá, segurar minha cabeça pra baixo quando o professor tá dando sermão/fazendo drama – maldita mania minha de olhar no olho das pessoas!

E, melhor ainda! Venham aqui fazer o bendito do negócio!
Porque alguma peça sempre tem que dar defeito! Por mais tranquilo que esteja, alguma parte tem que emperrar!
E a culpa é de vocês! Tenho dito!



ps.: parece melodrama, mas dessa vez é com humor, tá?!



Música: Cara a Cara



"E o que você vai ser quando você crescer?"

Todo domingo é a mesma coisa. 
A música do Fantástico com seu dom inigualável de deprimir os brasileiros. 
Quem não fez nada no fim de semana pedindo mais tempo de sofá.
Quem  passeou e se divertiu nos dois dias, comemorando a curtição e reclamando da falta de descanso.
Quem teve que trabalhar, implorando por uns dias de intervalo.


De alguma forma esse “drama universal” me fez pensar na minha história de crise profissional…
Esse segundo semestre tem, em geral, sido bem menos dramático que o primeiro. Continuo sem saco pra faculdade, mas tenho levado a coisa toda com mais leveza, o que é bom.
Mas andei reparando que o mais me faz odiar a faculdade é a sensação de que ela está puramente roubando tempo da minha vida útil. Perder tempo nas aulas ou, pior ainda, perder tempo extra fazendo coisas pra faculdade me irrita muito!
Porque todas as outras coisas são muito melhores do que as da faculdade. Todas mesmo, até limpar banheiro, juro!
E aí eu fico chateada por estar perdendo tempo. E a chateação me faz perder uma parte do que seria o tempo pra mim, minha família, minha casa…
(Eu percebi a idiotice da bola de neve e estou trabalhando nisso, não se preocupem..hehehe)

Mas voltando ao final de domingo…

 Claro que entendo que todo mundo goste de um descanso, que todo mundo goste de dar uma pausa na “vida real de todo o dia”. E claro que depois não é fácil esquecer a vida boa e voltar pra labuta, por mais que você goste da labuta.

Eu não sei o que quero ser quando crescer, por mais estúpido que isso pareça, um pouco por causa dos finais dos domingos.
Tenho cada vez mais claro pra mim que eu não quero ter uma “vida real do dia a dia” que me faça deprimir a cada começo de nova semana. E mais, não quero ter um “dia a dia” que me roube da minha vida real, da minha família e da minha casa.

Sabe quando você está no final do colegial e/ou no cursinho, super perdida e fazendo um milhão de testes vocacionais? Bom, eu sei bem!
Na época, tinha consciência de que estes testes não me ajudavam muito, porque eles eram muito fáceis de se manipular e eu sempre conseguia que o resultado ficasse pendente pro lado ao qual eu estivesse mais pendente no momento. Isso além de tirar minha confiança nos testes, me trazia um conjunto de respostas bastante confuso.
Mas não me lembro de em nenhum momento durante esse processo ter parado pra pensar honestamente em como eu queria a minha vida no futuro (não sei se porque não me perguntaram, ou se porque fazia parte do mecanismo de defesa não “pensar honestamente” durante o processo).

Pois bem, precisei chegar aqui, nos meus 25 anos de vida, sexto ano de faculdade, vivendo em um país diferente, tendo virado dona de cachorro, casada e dona de casa, pra perceber, ou assumir pra mim mesma, que independente do que eu vá fazer da vida profissional, essa não vai ser (porque eu não quero que seja!) a parte mais importante da minha vida (importante em termos de tempo ou de valor)!

Conversando com a Mandy – amiga que tá meio no mesmo barco que eu e que descreve esse momento de crise dela com palavras mais do que perfeitas para a crise minha – estávamos falando sobre essa mania que nossa sociedade tem de definir as pessoas pelas profissões que elas têm. O que significa que nós, perdidas nas escolhas profissionais, acabamos perdidas na sociedade também!
Eu ando irritada com “a sociedade” por um milhão de motivos e esse é um deles! 

Quase fui atriz, quase fui TO, serei (ou quase sou? ou quase fui?) Pós Produtora em Audiovisual… mas a verdade é que nada disso é o que eu sou, porque como estava dizendo lá em cima, cada vez tenho mais certeza de que não é esse título que quero pra minha vida. O que eu quero é a vida em si!

Esse texto parece uma grande viagem hippie, mas é mais um caminho pra essa descoberta pela qual venho passeando nos últimos anos.

Caminho que acaba de mudar de nome.

 Antes eu achava que estava tentando – e precisando – descobrir o que eu queria ser quando crescesse, mas pensando bem, talvez esses últimos meses tenham sido um caminho pra descobrir quem eu sou e o que eu quero ser da vida – enquanto pessoa, não profissão!
Exclusão me parece um passo importante. Sabendo o que não quero pra minha vida é provável que fique mais fácil escolher o eu quero da vida, não?!

"e a sociedade não gosta, o pessoal acha estranho…"

Durante alguns anos de minha adolescência estudei teatro e tinha muita vontade de seguir a carreira de atriz. Atriz de teatro!
Muitos dos amigos da escola e a maioria dos familiares não entendia muito bem essa última parte. Se eu dizia que estudava teatro a resposta era sempre: “e quando vou te ver na globo???”
Eu achava engraçadinha tal postura, dava risada e respondia alguma coisa que agradasse o lado de lá da conversa –  e que não me desse muita dor de cabeça!
Nesse período não me incomodava “perder” os sábados inteiros no Macunaíma, pelo contrário, eu amava aquilo e se pudesse ir mais vezes, ensaiar mais dias, ficar mais tempo lá..melhor!


Quando estava no final do terceiro colegial um professor da escola de teatro recomendou que eu procurasse uma agência, porque ele achava que eu tinha uma “cara muito boa para televisão”… sem levar aquilo muito a sério, fui atrás da tal agência, fiz uma espécie de book e alguns testes para publicidade; até que fui aprovada para fazer uma propaganda (não me lembro de quê)! 
Mas tinha um detalhe: a gravação seria no mesmo dia que a apresentação de um trabalho final do colégio, que valeria nota x2 para todas as matérias. 
Nesse momento fiz uma escolha e acho que só agora entendo o tamanho e a importância dessa escolha. Estamos cansados de ouvir as histórias dos atores mirins ou jóvens que perdem aula e ficam mudando de escola para poder dar conta da carreira… Eu não sabia exatamente o que viria na minha vida depois daquela propaganda, mas decidi que abriria mão disso para poder apresentar o trabalho no colégio e me formar.


Quando fui pro cursinho ganhei mais responsabilidades, mais amigos, mais “juventude” e aí sim passei a ver os sábados de Macunaíma como “perda”… me irritava não estar na aula super especial do Zé Emílio ou perder o churrasco na casa do tal amigo porque tinha que ir pro teatro e aí tomei a segunda decisão importante da minha vida profissional: saí do Macu com pouco mais de um semestre faltando para a conclusão do curso…


E a junção dessas duas decisões formaram o molde do passo seguinte: mudei de idéia também sobre prestar vestibular para Artes Cênicas. 
Instaurei em mim uma espécie de preconceito que eu já conhecia dos outros: na hora do vestibular eu teria que escolher uma “profissão”, alguma coisa mais acadêmica, com horários fixos, que não me roubassem o fim de semana, que não me confundisse a rotina… De repente, pra mim mesma, o diálogo de “O que você faz?” – “Sou atriz” ganhou aquele ar de estranheza que tantas vezes senti nos outros.


Aí escolhi estudar Terapia Ocupacional. Suspeitava que a TO teria a parte acadêmica – e socialmente bem vista – de “profissão na área da saúde”, me possibilitando ainda explorar e trabalhar a parte artística que tinha descoberto anos antes no teatro… Mas me deparei com o diálogo do “O que você faz?” piorado à sétima potência!
Ninguém nunca soube do que se tratava a Terapia Ocupacional e a sina do profissão – e a maior crise de seus estudantes – era ter que ficar se explicando, se justificando, reforçando a própria identidade e importância.
Me deixava louca aquele chororô de “ninguém sabe o que é isso que eu faço” e mais de uma vez fui mal educada com respostas do tipo:”então explica, mostra sua importância e pára de chorar!”


Aos poucos fui descobrindo que a TO não tinha espaço para minha “veia artística”(hahaha), mas sim para a expressão terapêutica dos pacientes… e isso não era suficiente! Assim como ter pacientes, por si só, não era nem um pouco fácil pra mim. 
Acho que tive que entrar numa profissão com crise de identidade para voltar a questionar a minha própria identidade…


Bom, se teatro era alternativo demais e TO acadêmico demais… qual seria minha alternativa?
Ainda não sei muito bem explicar o porque, mas encontrei no Audiovisual o meio termo… e outra crise!


Acreditava que no AV existiriam alternativas: pode-se ser muito “artista”, mas tendo a possibilidade de ter um contrato com contra-cheque no final de todos os meses. 
Só que, de novo, cai em outra profissão em crise. Crise “pessoal” (se é que se pode dizer isso de uma carreira), não só de mercado.
No AV além de ninguém de fora entender muito bem o que você faz (aqui volta a pergunta do “E quando vou te ver na globo?”), o chororô é quase uma exaltação da escolha: “a vida de profissionais dessa área é ingrata, inconstante, pobre e etc; mas nada disso me importa, porque faço isso com amor”!


Pois é, audiovisual era minha alternativa possível, meu meio termo…nunca meu amor… talvez por isso a crise do “preciso encontrar algo que eu ame fazer” bateu tão forte em mim durante esse percurso!


Aí eu comecei a escrever sobre essa crise, a escrever sobre a vida, a escrever sobre as mudanças, sobre os sonhos, as saudades, as novidades… Escrever muito, além de passar uma porcentagem muito grande do dia lendo.


E assim descobri, ou redescobri, um encantamento enorme por essa forma de expressão. Descobri facilidade, satisfação, críticas positivas (crítica de família e amigo conta nessa etapa..hahahaha)… Descobri até uma simplicidade em me expor que nunca antes tinha imaginado que poderia ter!


À ponto de pensar mesmo em levar a sério essa nova brincadeira de escrever!
(quando estávamos arrumando as coisas para ir pra Portillo e Mendoza eu disse pro Lucas que não sabia se levaria meu computador e ele, muito fofo, respondeu: “leva, claro…vai ficar sem seu instrumento de trabalho?” =D )


E nesse momento vem aquele monte de questionamentos meus: o que que eu estudo pra ser escritora? Preciso de diploma? Se sim, o que eu já quase tenho ou outro? Como posso querer ser escritora sem ter lido tantos clássicos importantes? (estou providenciando a compra de alguns…rs) Como vou fazer pra ler tanto? De onde vou tirar tempo pra levar a escrita a sério? Dá pra ser só isso na vida?


Roubando palavras da amiga Mandy, “ser escritora” combina com o estilo de vida que quero ter – no meu espaço, no meu tempo, do meu jeito – sim, sim…respeitando alguns prazos e regras e tal, eu sei! (rs), mas na minha!


Parece promissor!








E hoje minha mãe me indicou um texto muito bacana sobre a profissão de “escritor”, leiam: Traje para a jornada de trabalho: calça de moletom
Ele traz, na figura do outro, a maioria das indagações que eu mesma faço sobre essa nova possibilidade, o que já seria suficientemente interessante. 
Mas depois dessa leitura não consigo deixar de pensar: estou de novo entrando num caminho profissional que tem crises com “a visão do outro’?!?! OMG! hahaha


Freud explica….
hehehe




Beijos!

"Faça parte da minha rede no LinkedIn"

Já recebi várias vezes esse tal convite e nunca nem pensei em aceitá-lo.
Nenhum problema de ser “amiga” dos meus amigos em mais uma rede; na verdade o problema é muito mais banal:
Eu não tenho o que colocar sobre mim na tal “rede profissional”. Não tenho!
Não que eu não tenha um currículo ou alguma experiência de trabalho pra colocar, isso eu tenho.
Eu só não tenho profissão! 


Quando se é estudante universitário você dá o seu check no quadrado do “Estudante” e acrescenta lá o curso, ou seja, você não é só estudante, você é um futuro advogado, professor ou médico.


Mas eu não, eu sou só estudante. E apesar de estar de saco cheio de ser estudante, não faço a menor idéia do que vou ser depois disso.


Pensei em fazer uma experiência e criar um perfil no Linkedln com toda essa minha sinceridade: “estou na terceira faculdade; já fui “Atriz”, quase Terapeuta Ocupacional, Técnica de Som, Montadora, Editora, Diretora de Arte… mas não sei pra que vai me servir tudo isso. Um abraço apertado, Gabriela””


Conheço várias pessoas que já receberam propostas de emprego por causa do perfil neste site, e por isso conclui que o meu seria perigoso.
Já até vejo os emails com propostas mágicas, vantajosas e super tentadoras pra ser revendedora Herbalife (“uma filosofia de vida!”), striper on line (“ganhe muito sem sair de casa!”) ou assistente em uma editora de livros de auto-ajuda (“você entende as necessidades de nossos leitores”)!


Nhã!


Por enquanto continuo sem fazer parte da rede de ninguém mesmo!

"Para ver e mostrar o nunca visto; o bem e o mal, o feio e o bonito"

Alguns dias atrás pensei com um pouco de raiva, confesso, sobre essa mania que o cinema adquiriu de adaptar tudo que é livro que sai e faz sucesso.


Disse há uns meses que estava num período de leitura louca; pois o “período” virou quase permanente. Continuo lendo loucamente, um livro atrás do outro e do outro, do outro, do outro…
Independente dos motivos e interpretações disso, tem sido uma experiência ótima, acho que nunca li tanto e tenho aproveitado bastante.

Fui pro Brasil agora com uma mala grande um pouco vazia pra ter espaço pra trazer pra cá um monte de livros. Alguns que meus pais têm e que li durante toda a vida, achei que mereciam ser meus agora; fiz uma super compra num sebo, somei estes com alguns outros meus que já estavam lá e a mala veio cheia!

Pois bem, eu gosto de ler e eu gosto de ir no cinema. Mas as duas coisas separadamente!
Quando fui assistir o Budapeste, adaptação pro cinema do livro do Chico Buarque, dirigido pelo Walter Carvalho, lembro-me de ter sofrido fisicamente, de verdade!
Li o livro umas 8 vezes ou mais e ver na tela a “realização” de tudo que eu tinha construído e imaginado sozinha tantas vezes, foi literalmente doído. Tava tudo errado! Tudo! As imagens não batiam, os personagens não eram aqueles… nem os lugares (que eram reais no filme) eram os certos!!! Foi uma experiência horrível!

Hoje fui no cinema assistir “X-Man first class” e vi antes dele o trailer do último Harry Potter que está pra sair… As imagens de ambos são de tirar o fôlego, as produções muito boas e redondinhas, mas não pude deixar de pensar no esforço que o cinema faz pra colocar em imagem imagens que somos totalmente capazes de construir sozinhos. Pra quê?

Tantos efeitos, maquiagens e o caramba a quatro… pra quê?

A gente estuda no cinema aqueles filmes “clássicos”, naturalistas que querem, mais do que tudo, representar o mundo “exatamente como ele é”. 
Vi hoje na tela o cinema “fantástico”, se aprimorando mais e mais pra tornar “reais” nossas imaginações, pra fazer “palpável” as fantasias “de cada um”.
Aí tem o cinema simbólico, onírico, subjetivo… o que não quer reproduzir a realidade, mas sim expressar as partes “profundas do ser humano”. Mais uma vez, tornar “concretos” na tela grande os sentimentos e situações que todo mundo tem dentro de si.

Sério, pra quê???

Sabe aquele discurso de que as pessoas estão mais burras e menos inventivas, já que as tecnologias de hoje em dia entregam tudo mastigado pra todos e ninguém tem que pensar muito?
Pois bem, acho que o cinema tem contribuído com a “planificação” de nossas mentes! Se está tudo lá, materializado, pra que sonhar? Pra que criar? Pra que gastar tempo lendo e imaginado, se depois alguém certamente vai colocar na tela tudo aquilo que você iria pensar sozinho antes (e desfazer suas imagens, colocando as que seriam a expressão da realidade)?

Pois é. Pra quê?

Claro que eu entendo a vontade que os cineastas têm de contar suas histórias e entendo que o cinema seja mais um meio de comunicação e expressão…
Mas ultimamente aquilo que seriam os grandes êxitos do cinema me dão uma preguiiiiiçaaaa….

Porque aquilo que “dá trabalho” nos meus amigos livros é tão mais estimulante! rs


Eu sei, eu sei…estou em crise com a escolha da profissão no audiovisual e isso explicaria a briga com o cinema… Eu sei, eu sei, é difícil separar as coisas… 
Mas falo sinceramente como leitora e espectadora, mais do que como “realizadora”; até porque tenho me saído melhor em pensar do que em realizar….


Desculpem o gostinho de amargura. Boa noite e ótima semana a todos!

(ps.: Título retirado de um discurso do cineasta Joaquim Pedro de Andrade, musicado pela Adriana Calcanhotto com o nome de “Por que você faz cinema?”)

Cumprindo promessa

Eu tinha prometido que os manteria informados sobre esse assunto, então vamos lá:


Há umas semanas atrás fui conversar com a secretária da Escuela de Cine sobre minha vontade de fazer teatro e ela me recomendou que conversasse com o professor de “Interpretação e Direção de Atores” lá, porque ele é ator, e apesar de trabalhar ultimamente só com televisão e cinema, conhece bem a área e tal..


Pois bem, demorei umas duas semanas ou mais pra encontrar o tal cara na Escuela, mas segunda feira agora consegui encontrá-lo correndo pra ir embora. Eu e a secretária explicamos meio por cima do que se tratava e ele pareceu atencioso, mas como estava com pressa, pegou meu email e telefone pra que a gente “marcasse um café pra conversar”. Ele falou qualquer coisa sobre marcarmos pra quarta ou quinta, mas pelo que já conheci dos chilenos, estava preparada pra na segunda feira seguinte ter que procurá-lo de novo pra cobrar o tal café…
Mas acontece que eu estava enganada! No dia seguinte – ontem, portanto – ele me ligou no final da manhã pra marcar logo o café prometido! Nos encontramos num shopping relativamente perto aqui de casa. 


O nome dele é Fernando Gomez-Romira e, só fui descobrindo ao longo da conversa, ele é um ator bastante importante aqui no país, fez várias novelas, alguns filmes importantes – entre eles o 03:34, que é sobre o terremoto que teve aqui no ano passado (aqui está o Trailer do 03:34) e está em cartaz atualmente, e foi reconhecido por algumas pessoas enquanto conversávamos! rs

Confesso que estava super nervosa quando cheguei no shopping…iria sentar com um cara que não conhecia, pra falar de um tema super pessoal e difícil pra mim e torcendo pra que ele pudesse me ajudar…

A conversa começou bastante objetiva, contei um pouco resumidamente minha história, a relação e o passado no teatro, o porque de estar querendo voltar agora…
Ele fez várias perguntas, entre elas algumas meio “técnicas” sobre qual tipo de teatro estudei, qual tipo gosto, o que eu li de peças, etc…


Ele tem um ponto de vista que achei muito interessante; nas palavras dele: “quando, aos 15 anos pedi pro pai pra finalmente começar a estudar piano – uma vontade antiga – ele demorou 6 meses pra encontrar um professor pra mim, porque pra ele era importante que as aulas de piano me fizessem amar ainda mais a música e o instrumento e nunca me cansar ou desmotivar, e achava que isso dependeria do professor. É pra isso que estou te fazendo todas essas perguntas, pra pensar bem e te indicar um lugar que cumpra com o que você está buscando, mas que cumpra também esses outros requisitos, porque pra mim qualquer um pode atuar – por hobby ou profissão – contanto que tenha amor!”.
Não preciso nem dizer que o cara me ganhou aí, né?! hehehe
Bom, ele me indicou um curso noturno em uma escola conceituada aqui, que segue o mesmo método com o que estava acostumada – e gostava – do Macunaíma, que cabe na minha agenda, enfim…  Chegou a ligar pro diretor do curso, falar um pouco de mim e perguntar quem me daria aula, pra saber se eram professores bacanas de verdade!
Fiquei com o telefone desse diretor e vou marcar de ir lá conhecer a escola e tal…as aulas começam só em agosto, então ainda daria tempo de ver isso com um pouco de calma.
Outra indicação bacana do Fernando foi que eu voltasse a ler peças e coisas de teatro, mesmo antes de começar qualquer curso, pra entrar novamente em contato com a linguagem e tal…


Bom, o nervosismo passou rápido, ficamos um tempão conversando sobre essas questões do teatro mas sobre tudo um pouco também. Ele tem uma história super interessante: nasceu no dia 01/09/73, dez dias depois foi o golpe militar aqui no Chile e a mãe dele foi presa – com ele junto (com 10 dias de vida!)! Depois ficaram 15 anos exilados na França, mas sem nunca deixar de serem Chilenos, cultivar a cultura do país. O pai dele parecia ser incrível, trabalhava em um teatro grande de Paris e tinha contato com tudo que era artista internacional importante da época, mas era grande fã de música brasileira – paixão herdada pelo filho que me disse que a música mais linda que já foi feita no mundo é “O que será” do Chico!!! Me mostrou fotos e vídeos das filhas dele, conversamos sobre nossos países de origem, sobre vida de expatriado, sobre cultura em geral, sobre nacionalismo….


Depois de umas duas horas em que estávamos conversando o Lucas chegou no shopping – tínhamos combinado de jantar lá – e sentou pra conversar com a gente. 
Como é de costume, ele levou a conversa pra um lado mais prático, levantou questões importantes que eu tinha esquecido e/ou não mencionado e foi bem bacana! O Fernando nos deu dicas também de outras faculdades pra procurar, ou outras pessoas pra conversar… 


Se mostrou o tempo todo super interessado e disposto a ajudar! Ficamos de marcar um almoço um dia desses num lugar aqui em Santiago onde, segundo ele, podemos encontrar livros usados, bem mais baratos que os normais das livrarias aqui…


Foi super legal o encontro e a conversa: Útil pro que eu precisava que fosse, além de ter sido uma oportunidade de conhecer uma pessoa super legal!!!


Voltei pra casa com um milhão de coisas na cabeça, sobre essa minha busca tão difícil, sobre as possibilidades que estão se mostrando, sobre meus desejos (aliás, estou ansiosa pela crônica de amanhã do Contardo Calligaris) e mal-e-mal dormi a noite passada…
Pra ajudar estou podre de gripe+sinusite, então, como eu dizia nas cartas que escrevia pras minhas amigas na sétima série: vou parando por aqui!
Hahaha


Só queria compartilhar a empolgação com vocês! Continuem torcendo e cobrando… pra eu continuar funcionando…rs


Cariños, 

Merda

Este é, sem dúvida, o post mais difícil que já escrevi – não só no blog, mas talvez na vida. O frio na barriga de clicar no “postar” acho que vai ser quase uma gastrite, mas publicar este texto é justamente o que dá sentido à ele, e como sentido é justamente o que venho buscando, vamos lá!


Recebi alguns elogios com relação à minha sinceridade aqui no blog, com quem lê e comigo mesma, mas a verdade é que a grande coisa que não sai da minha cabeça nas últimas semanas só foi muito levemente comentada… Mas sei lá, acho que resolvi que “chega de esconder minhas fraquezas”, chega de covardia… Até porque estou farta da minha covardia, então vamos começar a luta contra ela por aqui, contando pra todo mundo que quiser ler o grande caos que sou!
Já tô avisando de antemão pra que possam desistir já da leitura se o objetivo da sua presença neste blog é saber sobre o Chile, sobre vida no exterior, ou qualquer outra coisa. Porque este post vai ser pessoal! Muito pessoal. Talvez até melodramático. Mas ele vai sair!


Há anos e anos venho tentando descobrir o que eu quero “ser quando crescer”, procurando ter na vida profissional a mesma tranquilidade que tenho na vida pessoal. Encontrei o Lucas e casei com ele na certeza de quero estar ao lado dele e tê-lo comigo todos os dias da minha vida, pra sempre! 
Mas não consigo encontrar uma profissão que eu deseje, um sonho pelo qual valha a pena as dificuldades do dia a dia. Não era a T.O., não é o AV (isso mesmo, não é o AV – primeira confissão do post)…e é o que então??? 
Levar a faculdade na USP estava cômodo, porque, diferente da TO, estar ou não satisfeita com a profissão afetava só à mim (e não há possíveis pacientes) e continuar fazendo só pra me formar, ter uma profissão e trabalho e depois ir atrás do tal segredo mágico era bastante possível.
Mas aí, chegando na faculdade nova, tendo que encarar mais dois anos (ah! talvez 3, veja só…) de muitas aulas – muito mais crédito do que faria antes – muito trabalho, provas, professores mais chatos e mais exigentes do que os que eu tinha e gostava… bom, digamos que isso acabou cutucando minha ferida que tava quietinha… Cutucando não, tirando toda a casquinha e deixando sangrando pra caramba!
Ir para aquelas aulas com os simples objetivos de “me socializar no Chile”(fail, btw) e tirar o diploma (que agora corre o risco de ser fail tb) tá difícil… quase torturante, na verdade! (já que estamos na verdade…) Estudar cinema aqui tem me exigido uma energia que não tenho de onde tirar e a crise tá braba (avisei que seria melodrama).
Saio e chego em casa super de mau humor, choro e só me recupero depois de algum tempinho podendo esquecer essas coisas e curtindo a “vida pessoal”. Sinceramente, acho que nem o Lucas, nem a Maní, nem a faxineira e nem eu merecemos essa Gabi em casa 6 dias por semana!


Mas o problema maior da crise é – de volta a 2006 – não saber o que fazer no lugar disso…ou o que fazer pra amenizar isso – visto que preciso, de um jeito ou de outro, de um diploma logo!
Fico me sentindo presa num buraco sem saída, no qual eu sei que não quero seguir em frente, mas em que não consigo encontrar uma saída alternativa.
Me falta energia pro AV porque não é aquilo que eu amo fazer. Mas afinal, o que eu amo fazer???
Pensei em alguma coisa com os animais (desde aqui) , mas também não era exatamente uma resposta…




Mas. sabe, a verdade é que lá trás, eu não parecia sofrer desse problema:






Esse vídeo é da gravação da primeira peça que fiz no Teatro Escola Macunaíma, “O Brasileiro”, essa é a roda do “Merda!”de antes da peça.
Faz 10 anos! E 10 anos é tempo à beça, mas o que será que mudou?


Bom, aproveitei a vinda da minha mãe pra conversar bastante, inclusive sobre isso, claro!
Não há dúvidas de que o eu sentia quando fazia teatro era amor! Talvez justamente por saber como era sentir isso por alguma atividade é que seja tão difícil viver em uma na qual eu não sinto…
Não sei dizer por que ou quando esse encantamento todo passou, mas o fato é que em 2004 decidi parar de fazer teatro – parar o curso profissionalizante que faltava pouco mais de 6 meses pra terminar e parar de vez com a atividade.


Desde que entrei na tal crise profissional, em 2006, ousava pensar muito rapidamente que devia tentar voltar pro teatro.. que talvez tivesse deixado alguma coisa lá…


Mas eu nunca tive coragem! A verdade é que sou uma grande cagona! Tenho medo de entrar numa turma nova, que eu não conheço, tenho medo de me decepcionar com a turma (porque a minha era incrível!), tenho medo de decepcionar as pessoas em volta, tenho medo de me decepcionar comigo, tenho medo de não ser boa o suficiente, tenho medo de ir lá experimentar, buscar essa tal coisa que deixei pra traz, e não encontrar e ficar sem alternativa depois…
Mas, como disse lá no começo, tá na hora de enfrentar todos estes medos: Resolvi procurar um curso de teatro aqui!!!! 
Começar no começo, só como distração e ver, afinal, o que vou encontrar…
Dei uma olhada na internet, mas ainda é difícil saber qual escola é boa e qual não é, então entrei em contato com o sindicato de atores daqui… Ainda não tive uma resposta, mas vamos ver…
Tinha pensado em escrever sobre essa decisão aqui no blog só depois que já estivesse matriculada no tal curso, mas me dei conta de que tornar público agora vai ter uma função maior: agora que todo mundo sabe, não posso mais fugir! Sou bem boa em me des-convencer de algumas coisas.. Mas dessa vez eu quero enfrentar, eu quero tentar! Por isso vou avisando, talvez eu precise de ajuda, talvez precise que me cobrem, que não me deixem desistir antes de chegar lá – juro que estou me esforçando bastante!


Não tô achando que vai ser uma solução mágica, que vai me tirar de todas as angústias com a vida e com a faculdade, pelo contrário, sei que será bem difícil, mas finalmente resolvi tentar!
Que diferenças isso vai fazer ou não na prática, não faço ideia… Como dizem meus amigos do AV: vamos acompanhar!


Mas a parte mais legal disso tudo é que, um dia depois de ter tomado essa decisão importante, chegaram pra nos visitar meus sogros e trouxeram com eles um pequeno tesouro: antes de vir pro Chile deixei alguns VHSs com eles pra passarem, um dia, pra DVD pra mim…  e o trabalho não só foi feito com rapidez e eficiência, como já chegou em minhas mãos! Resultado: passei horas do último fim de semana assistindo esses DVDs! 
Um deles é uma festinha da minha escolinha no ano de 1989, eu com 3 anos mostrando nas danças que minha descordenação é de nascença! hahahaha
Outro é um curta metragem que fiz nas épocas de atriz, bem ruinzinho por sinal…
E os outros são quase todas as peças que fizemos no Macunaíma filmadas!!!
A coincidência foi incrível! Essas peças não poderiam ter chegado em melhor momento, porque deram um apertão na saudade e um empurrão na decisão!!!

Acho que era isso que eu tinha pra dizer…apesar da dificuldade de dizer tudo isso, apesar de ainda achar que meio que não é da conta das outras pessoas, que é um problema meu e pronto…
Mas quer saber, já que resolvi mesmo ter um blog e falar mesmo sobre mim nele: tá tudo aí! De verdade! Sinceramente! Doídamente! Ridiculamente! Mas, espero, corajosamente!


Obrigada aos que realmente dedicam tempo a ler minhas baboseiras! Conto com vocês nestas empreitadas! (a do blog-bobo e a do retorno ao teatro)


Um beijo mais leve,
(próximo post: Milan Kundera!)


Gabi

Clic

“A Gabi é uma cidadã paulistana que, diferente de algumas de nós, ama gatos! Sempre que algum resolve invadir nossa sala, cuidadosamente ela o tira. Para provar essa paixão, ela tem uma linda tatuagem na nuca em homenagem a eles. É muito misteriosa e meio reservada, mas possui opiniões fortes e tocantes. Com certeza vocês a verão passeando pela bela Federal com seu grande (e ele é grande mesmo, viu!) namorado Jack.”



O texto acima foi escrito no final de 2005 pra ilustrar o livro de recepção dos bixos que entravam na TO em 2006. Fizemos um sorteio na sala, e cada T.O. 05 deveria escrever algo que apresentasse a colega sorteada para os novos alunos. Quem escreveu sobre mim foi a Lilian, chaveirinho da turma, como era conhecida.
Na semana passada uma outra colega da TO 05, Tati K., encontrou esse tal livro e publicou esses textos no facebook com a legenda “Será que mudamos muito?”


Fiquei pensando muito a respeito…


Apesar de toda a  confusão TO ou não TO que me surgiu depois, quando entrei no curso, além do encanto com a Federal, estava também bastante satisfeita com a profissão escolhida e nos anos seguintes sempre pensei no de 2005 (ou na maioria dele) como um ano de satisfação, de formação da Gabi como Terapeuta Ocupacional, a crise teria vindo só depois. Mas aparentemente, essa era só a minha visão…
Agora me pareceu muito curioso que mais da metade do meu texto seja sobre meu amor pelos gatos e nem uma palavra sobre a relação com a TO ou com os estudos (diferente dos textos da maioria das outras pessoas).
Me lembrei também que pouco tempo atrás uma outra colega da TO num daqueles quiz do facebook respondeu a seguinte pergunta: “Se Gabi fosse uma médica, de que especialidade seria?” Resposta: Veterinária”.
Fora a atual “fama” pelo meu engajamento com o “Adote um Gatinho”.


Hum! Curioso de novo…


Sim, eu amo os gatos e sempre amei! Acho até que quando era criança amava também os outros animais – canários, periquitos, hamsters….até cachorro, veja só… (que já tô aprendendo a amar de novo, btw!)
Me lembro de dizer muitas vezes que só não poderia ser veterinária pois amava tanto os bichos que não seria capaz de lidar diariamente com sofrimentos e doenças deles…


Alguns outros exemplos que me vieram à mente:


Quando estava no período de maior crise com a TO, meu jeito de poder aguentar ficar mais um pouco em São Carlos (ou na TO – porque ficar em São Carlos era muito fácil…) foi pegar um gato, meu filho, meu Léo tão querido, que me deu tanta força nos 2 anos seguintes!


E agora, de mudança pro Chile, primeiro mês vivendo aqui, quando eu deveria estar me preocupando com faculdade ou coisas assim, qual a minha primeira grande crise senão a proibição do animal de estimação? E qual a maior importância dos últimos dias senão a Maní?


Tcharam!


E a frase que não sai da minha cabeça agora é : “It was always about them!”
E como é que eu posso não ter percebido???
E o que é eu que faço com isso agora que percebi???


Não estou certa se isto é um post pra ser publicado, afinal, como disse a Lilian, eu sou misteriosa e reservada (sim, ela estava certa sobre isso também!).
Acho que se trata de um grande desabafo… Falta de análise talvez (rs), porque em toda minha reserva era pra lá que eu levaria essa fala toda, não pra uma conversa com algum amigo, por exemplo…


Mas sei lá, talvez agora que eu esteja longe de todas as pessoas que lêem isso aqui (os queridos que são curiosos e pacientes) fique mais fácil deixar que elas saibam desses “detalhes” sobre mim…


Ou talvez todos os anos de análise estejam dando um empurrão fenomenal aqui: de reservada pra blogueira. Do divã pra internet.


E o frio na barriga no momento de clicar “publicar”?