“Por favor, não esqueça…”

Hoje uma notícia – aparentemente falsa, descobriu-se depois (e eu descobri agorinha, brigada, Dani!..rs) chamou a atenção nas redes sociais pra um tema importantíssimo: o hábito que muitas pessoas AINDA tem de dar comidas para crianças sem antes consultar seus pais!

Quem costuma fazer isso o faz, creio eu, como um agrado ao pequeno, na maior das boas intenções! Mas, gente, não pode!!!
Cada família tem suas escolhas no que diz respeito a alimentação…pode ser que eles não comam carne ou que queiram seguir a recomendação de não dar açúcar pra criança antes dos dois anos de idade, ou qualquer outra coisa menos fácil de adivinhar, mas que tem importância pra eles, enfim… a única maneira de saber dessas opções é perguntando pros pais da criança!!!!

E isso não vale só pra crianças que você não conhece, não! Mesmo na sua família, no seu círculo de amigos… não custa dar uma perguntadinha, né?!
Especialmente porque além dessa questão do respeito às escolhas que cada faz sobre a alimentação de seu filho, existe sempre a possibilidade de uma Alergia Alimentar!!! E aí a coisa fica grave!!!

Olha a história:

10520089_890254907708730_916978785717522586_n

Sendo ou não o relato dessa mãe específica falso (aaah, a internet…), sabemos que isso é super possível de acontecer justamente pela junção do tal hábito com a existência de alergias tão graves!

Como mãe de (ex!!!!) alérgica, não preciso nem dizer que só a idéia dessa possibilidade já mexeu comigo, né?!

Imagina o susto numa situação dessas?!?!

A Cecília, por sorte, nunca teve nenhuma reação anafilática, mas poderia ter tido – 40% das crianças com alergia alimentar podem ter!!!

Isso é seríssimo!!! Questão de vida ou morte mesmo!!!

Por isso, vamos repetir: não dê comida pra uma criança sem antes consultar os pais dela! Nunca! Ok?!

E mais um detalhe: em casos de alergia, “só um pouquinho” é suficiente pra fazer um super mal!!!

Aqui em casa mesmo, só chegamos na estabilidade real e na possibilidade de uma cura graças a uma dieta rigorosíssima! Foram quase 10 meses em dieta restritiva. Desses, 7 sem comer leite (inclusive derivados e traços), soja (mesma coisa), ovo, “nuts” (amendoim, castanhas, amêndoas, etc),porco,  frutos do mar, banana, kiwi… Pensando assim parece fácil, mas, juro, essa listinha aí limita absurdamente as opções de industrializados – tudo leva leite e/ou soja! TUDO!

Foram 8 meses sem comer fora de casa, pra ingerir só produtos de marcas confiáveis, sem traços de alergênicos, preparados em utensílios “limpos”…enfim…se eu saía, levava marmita! Inclusive em restaurantes e casamentos! rs

Agora que passou até parece que foi pouco, mas se no meio desse esforço todo algum babaca viesse enfiar um chocolate na boca da minha filha (sem eu nem poder sentir o gostinho..rs), quem ia ter choque era ele! Porque eu ia mesmo querer eletrocutar!!!! Humpf!!!

Então, turma, ficou claro???
Vamos repetir todos juntos agora?

Nunca dê comida pra uma criança sem antes consultar os pais dela!!!


Obrigada!

(em breve voltamos com a programação normal prometida- a.k.a.: desmame!)

Anúncios

“Luz Viva”

IMG_6163.JPG

Hoje eu descobri o tamanho do alívio que abrir um simples envelope pode trazer!
Hoje eu senti como se tivesse ajuda pra carregar o peso absurdo que vem se apoiando nos meus ombros nos últimos meses.

Hoje eu fui buscar o resultado do segundo exame de “sangre oculta en las deposiciones” da Cecília.
Depois de dois meses de um resultado positivos nas 3 amostras, peguei esse daí de cima. Negativo. Três vezes negativo!

Isso não quer dizer que a Cecília esteja curada da alergia. Não, ainda não…

Mas quer dizer que ela já não está mais perdendo sangue nas fezes. Quer dizer que a micro-anemia que encontramos há dois meses já não tem razão de existir. Quer dizer que os alérgenos que faziam com que o organismo dela ferisse o próprio intestino não estão mais lá. Quer dizer que os cuidados que venho tomando na Introdução Alimentar dela estão dando conta do recado. Quer dizer que minha dieta está bem ajustadinha. Quer dizer que a amamentação, que segue em livre demanda, está fazendo seu papel de nutrir, fortalecer, amadurecer e curar!Quer dizer que não, a gente não está exagerando. E quer dizer, principalmente, que todo o esforço está dando resultados.

Ufa!!!
Três (mil) vezes: ufa!!!

Termino o dia de hoje bem mais leve e vou dormir pra sonhar com a luz que vejo agora, tão brilhante, no fim do túnel!

Boa noite!

“Força do desejo que vence a ilusão Esperança que trasnforma a escuridão Em luz viva Expressão do amor que conduz a mutação A vontade que liberta o coração Do medo e da dor “

“Hei de ver”

Se a Gabi de 2014 fosse fazer uma visita pra Gabi de 2011 e chegasse numa quarta-feira, na hora do almoço, COM CERTEZA a encontraria no McDonald’s, comendo um Doble Quarto de Libra (Quarteirão com queijo duplo!!). Se essa Gabi do futuro contasse, então, pra Gabi de boca cheia como está seu cardápio nos tempos do porvir, a Gabi de 3 anos atrás não ia nunquinha levar a história a sério… Ia considerar a tal visita uma grande pegadinha – e das fracas, tipo, “nem se esforçou pra criar detalhes mais “creíbles” ..pfff!!!”

 

Vejam vocês, só ontem, por exemplo, a Gabi de 2014 aqui comeu pão caseiro integral, arroz integral com quinoa, alface, cenoura, repolho, espinafre, cebola, manga, cereal de quinoa com leite de coco, abacate e uva!

E já tá virando tão corriqueiro comer assim que eu quase nem me orgulho mais… Ta, mentira!! Me orgulho, sim! Fico toda me achando saudável e responsável! Hahahaha

 

A alergia da Cecília é um saco, odeio a indefinição, tenho vontade de chorar e sinto meu estômago se revirar cada vez que (re)encontro um sintoma de reação nela. Tenho vontade de desistir a cada vez que ela tem alguma coisa estranha que eu não consigo saber se é pela alergia ou não, se é por algo que comi ou não…

Mas, reconheço, essa conscientização a respeito de absolutamente tudo o que eu como é um belo dum efeito colateral! Tô curtindo essa capacidade, essa “maturidade”… Continuo, claro, com algumas frescurinhas (ainda não consegui comer “arvorizinha”, por exemplo..hahaha), mas pensando nas frecuronas que tive minha vida inteira, sinto que evolui muito!!!

Mesmo assim, mas, porém, contudo, todavia…. Tenho certeza de que quando eu for liberada dessa dieta irei correndo matar um monte de vontades nada saudáveis que estou acumulando atualmente (assim como aconteceu no pós parto, com o fim da diabetes gestacional!)…
Só espero de verdade que poder comer o que eu quiser não me faça perder esses bons hábitos que tem me dado orgulho nos últimos meses!
Quero aprender a conciliar a Gabi 2011 com a Gabi 2014… Será que consigo?! rs

 

Meus "pratos" preferidos ainda são "queixo de bebê" e "cangote de Cecília"! Hehehe

Meus “pratos” preferidos ainda são “queixo de bebê” e “cangote de Cecília”! Hehehe

 

“Os outros”

A alergia da Cecília tem causado mais “transtorno” pros outros que pra mim…rs Os “outros” que ficam limitados quando vão comer comigo, os “outros” que tiveram que fazer comida pra mim no Brasil, os “outros” que se preocupam e ficam com pena, os “outros” que esquecem e me oferecem coisas “erradas” pra comer…rs enfim…
Eu por enquanto tô levando na boa, sentindo algumas vontades, claro, mas nada absurdo…até a ida pro Brasil (que eu achei que seria terrível) foi relativamente tranquila no tema “alimentação”…
Tenho conseguido adaptar receitas, virei a “Louca dos Cupcakes” e até Festa Junina vai rolar por aqui!!!

10294338_10154079718820214_3664725753566176202_n

 

 

 

Desde que postei sobre o tema venho recebendo muito carinho, muita dica de sites, blogs, receitas e muitas perguntas também – por isso resolvi postar isso aqui:

 

A Carol, do “Carol e suas baby-bobeiras” tem um post muito legal sobre a alergia alimentar do filho dela que eu brinco que é uma espécie de FAQ’s  sobre APLV que todo mundo devia ler! Aqui tá o post original pra quem quiser ler e deixo abaixo as FAQ’s – enjoy!!!

– Ah alergia ao leite… minha prima/irmã/cunhada/conhecida/vizinha também teve isso, mas ela comia um poquinho de queijo e não fazia mal não.
Pois é, mas temos que começar entendendo que: Alergia à Proteína do Leite de Vaca é diferente de Intolerância à Lactose. Não vou entrar em detalhes, ninguém merece, mas na intolerância, as pessoas podem consumir quantidades pequenas ou espaçadas de LACTOSE, porém, na alergia, não pode NADA que tenha a PROTEÍNA do leite da vaca. Comer um cisco de queijo perdido na salada é iNgual a comer pizza, tomar achocolatado, nadar no molho branco. Dá merda.

– Mas que tipo de merda pode dar?
No caso do meu filhote, dá MERDA mesmo, he-he. Diarréia, cocô com muco, sangue, muita dor e cólica, dermatite. E, vocês já sabem, ele fica irritadíssimo, dorme mal, está sempre incomodado e choroso. Se dor de barriga já incomoda e deixa qualquer adulto mal humorado, imaginem um piquitico com menos de três meses que ainda nem terminou de entender o que está fazendo nesse mundo? Fora isso, quanto mais eu demorar pra tratar, mais demora pra ir embora.

– Ah, então esse treco vai embora?
Sim, vai. Varia de criança pra criança, mas, de acordo com a gastro que consultamos, por volta de um ano, ano e meio.

– Vocês consultaram gastro, legal. Fizeram muitos exames? Qual exame COMPROVOU a alergia?
Todos e nenhum, hihihi. Na idade do Lucas, o exame pode ser inconclusivo, tipo teste de gravidez de farmácia, sabe? Se é positivo, não tem dúvidas, mas se der negativo, não quer dizer muita coisa. Fizemos exames pra descartar outras suspeitas e esses sim vieram todos negativos. Vamos fazer o específico pra alergia, mas não é o ponto principal pro diagnóstico. Pelo quadro clínico dele, nossa gastro não tem dúvidas.

– Poxa, mas podia ter algo que te desse certeza, né?
É.

– E como trata? 
Trata com dieta de exclusão. Como Lucas come através de mim, a premiada fui eu. Devo excluir da minha dieta toda e qualquer comida que tenha proteína do leite ou da soja. Não é tão simples quanto parece, já que descobri que muitas coisas que consumimos normalmente são agraciadas com as proteínas malditas. Quer um exemplo? Coca-cola. Aí você se pergunta: NAONDE que Coca-Cola tem leite? E eu te digo: no corante dela. Corante caramelo tem derivado da proteína do leite. E Coca-Cola tem corante caramelo. Se eu tomo esta porcaria, Lucas reage. Tenderam?

– Ah, caramba, mas assim é dificil fazer dieta. Como você faz pra saber o que pode e o que não pode?
Eu tenho uma lista dos leites “disfarçados”. Corante caramelo, caseína, soro são algumas das palavrinhas que, pra quem sofre dessa alergia, são iNguais a LEITE DO MAL. Daí, quando eu vou ao mercado, levo a minha lista e fico deliciosamente lendo TODOS os rótulos.

– Muito difícil, Carol.
Sim, mas não para por aí. Porque eu descobri uma chateação mais chata ainda, chamada TRAÇOS. Funciona assim, por exemplo: se a empresa que produziu a farinha X também produz alguma coisa enriquecida com leite e, por acaso, compartilha o maquinário pra esses dois alimentos, a minha farinha X, que teoricamente estava isenta de contaminação, foi toda zoada. Possui TRAÇOS DE LEITE. Aí eu, inocentemente, compro essa farinha e faço meu bolo, achando que tô dentro da dieta. NÃO ESTOU. Contaminou meu bolo, o prato do bolo, o garfo, a forma, o liquidificador que eu fiz a massa. E pior: Lucas reage.

– Impossível viver assim!!! Como faz pra mapear TODOS os produtos DO MUNDO?
Não faz, né? Na verdade, até faz: liga pra SAC e pergunta do maquinário, ameaça dizendo que vai ter choque anafilático, substitui por alimentos menos industrializados… por aí vai. E também: usa-se a rede de apoio. Me indicaram uma comunidade no orkut pra APLVs e também faço parte de uma lista de discussão argentina sobre filhos alérgicos. Daí rola muita troca de informação, tem listas de produtos aptos e confiáveis e, acima de tudo, muita ajuda e força pra aturar as dificuldades do processo.

– Que bom, pelo menos isso. Mas e aí come o que?
Neste primeiro momento, em que Lucas está no meio da crise, todo sintomático, eu como de forma muito restrita. Além de leite e derivados e soja, cortei carne vermelha, feijão e lentilha, alho, cítricos, oleagenosas. Tenho comido, basicamente, frutas, verduras, legumes. De industrializado, somente arroz e macarrão (e mesmo assim, as marcas confiáveis, que não tem traços em seus produtos).

– Carol, mas por que esse sofrimento? Dá logo leite de fórmula pra essa criança que tudo estará resolvido mais rápido!
Não é bem assim. Se eu não pensei em fórmula? Lógico que pensei. LÓGICO. Mas, preferi seguir amamentando. Por alguns motivos: primeiro, porque gosto, porque acredito que é o melhor pra ele. Segundo porque, de acordo com o gastro e com o pediatra e com as comunidades das quais participo, uma vez acertada a dieta da mãe, o leite dela é o melhor remédio pra alergia. E terceiro – e menos nobre – porque não posso dar qualquer leite. Nan é leite de vaca, caso não saibam. Tem que dar fórmula especial (altamente hidrolisada, só aminoácido, sem proteína), tipo Neocate. Agora, sabe quanto custa uma latinha de Neocate? 500 pesos. É papo de duzentos real. E ainda fiquei sabendo que tem um gosto MERDA, que muita mãe taca açúcar pro filho aceitar. AÇUCAR, tá gente? Pra criança de três meses, pensem. Mas, ok, segui pesquisando sobre o assunto e vi que meu plano de saúde cobriria a tal fórmula pelo menos até o primeiro ano do bebê (claaaro que depois de muita burocracia). Mas estou firme na amamentação. Ganhei uma lata de Neocate e ok, fica aí pro dia que eu MORRER. He-he, brincadeira, fica aí pro dia que eu mudar de idéia, caso a dieta não dê certo ou algo do tipo. 

– Mas Carol, com essa dieta toda, será que seu leite não diminuiu ou secou? De repente, ele tá chorando de fome…
Essa possibilidade me parecia quase impossível, visto que já são quase três meses amamentando e meu peito ainda vaza. Mas foi sugerido tantas vezes que encasquetei e fui tirar um pouco, pra ver qual era. Pois bem. Em cinco minutos de bomba manual, no mesmo peito que eu tinha dado na mamada anterior, eu tirei 100ml. Acho que tenho leite, né?

– Tá, você vai seguir amamentando, mas não tem nenhum remedinho que amenize essa alergia?
Tem não. Tem remédio pra amenizar efeitos muito fortes da alergia (tipo crises respiratórias e tal), mas, pelo que eu entendi, ainda não é o caso do Lucas (e tomara que não seja NUNCA).

– E quanto tempo a dieta leva pra fazer efeito? Ele não deveria estar melhor já?
Cada médico e cada comunidade que eu participo diz uma coisa. Uma vez que a dieta esteja acertada e sem furos, meu leite estaria limpo em: 15 dias, de acordo com a pediatra; 4 dias de acordo com o pessoal do orkut; 3 dias de acordo com a colegagi blogueira; 7 dias, de acordo com a gastro. Já escutei até 40 dias, meu povo. Estou em dieta talibã desde quarta-feira, ou sejE, DOIS DIAS. Falta, até no mais otimista dos casos. A dieta anterior estava com furos, então não conta (lembra que eu falei que, pra alérgicos, é tudo ou nada? Dieta marromeno não funciona). Quando a sintomática do Lucas começar a melhorar, eu vou reinserindo as coisas extras que cortei: alho, cítricos etc. Daí seguirei só com exclusão de leite e soja, vai ser mais tranquilo (hahahahahaha).

“Todos Juntos, somos fortes”

Acabo de ter aprovada minha entrada no grupo “Meu filho é alérgico a leite” (MFAL), um grupo no facebook muito bem recomendado.
Depois de toda a informação sobre gravidez e amamentação que consegui graças a grupos assim (“Cesárea? Não, obrigada!” e “Grupo Virtual de Amamentação”, respectivamente), acho que vai ser bom estar nesse novo!

 

Quando entramos no grupo as moderadoras pedem que contemos nossa história com relação a alergia, por isso fiz um resumo que aproveito pra compartilhar aqui e dividir a tal história chata, conforme havia prometido!


“Cecília nasceu aqui, em 24/01/14, de parto natural, com 3290kg e 51,5 cm, desde então amamentada LME (Leite Materno Exclusivo) em LD (Livre Demanda). 
Sempre foi muito tranquila, o que nos fez estranhar quando começou a chorar durante as mamadas. Com pouco mais de um mês esse choro passou a atrapalhar a alimentação: ela mamava menos de 2 minutos e começava a chorar muito, arqueando o corpo pra trás e não conseguia mamar mais, apesar de claramente continuar com fome; além disso tinha muito soluço, hálito ácido e estava sempre “mastigando” – assim, na consulta dos 2 meses, fechamos o diagnóstico de Refluxo Oculto e começamos o tratamento (homeopático, com Aspiridium) e medidas posturais indicadas no GVA (Grupo Virtual de Amamentação).
Nas semanas que se seguiram outros sintomas foram surgindo: primeiro um grosseirão no rosto (dermatite), depois crises de choro na hora de fazer cocô (ela quase não teve cólica quando recém nascida).

IMG_4775

Felizona na sala de exame!

 

Nesse ponto começamos a suspeitar de alergia, a pediatra pediu um ultra-som de abdómen pra garantir que estava tudo bem (e estava!) e pediu que eu fizesse um exame chamado Biorresonância (www.biokine.cl) pra procurar em mim alguma alergia ou intolerância que pudesse estar afetando a bebê.
Além de eu nunca ter lido nada sobre essa associação (intolerância na mãe = alergia no bebê) o exame foi super esquisito, achei pouco confiável e o resultado meio suspeito…dizia que eu tenho intolerância a uma lista enorme de alimentos…), mas antes desse resultado, através de informações do GVA, eu havia decidido cortar da minha dieta o leite e seus derivados.


Nos primeiros dias vi alguma melhora na Cecília, principalmente na pele, mas logo ela voltou a piorar muito – as crises de dores aumentaram em frequência e intensidade, a dermatite se espalhou pelo corpo, o cocô passou a ser bem líquido e com muco (apesar de não aumentar muito a frequência), vazava sempre, 2 vezes encontramos pequenos risquinhos de sangue no cocô dela e o refluxo sempre presente e incomodando bastante…
Então percebi que em tudo que eu estava comendo havia soja (ou traços de soja) e mudei minha dieta toda de novo. Aí sim notei uma boa melhora nela: pele, refluxo (não totalmente)…o cocô continuou com muito muco mas está aos pouco deixando de ser tão líquido…
Após essa melhora voltei a consumir leite e queijo por dois dias, pra testar se a alergia seria só à soja ou ao leite também e o que aconteceu foi que aproximadamente 4 horas depois de eu consumir esses produtos ela tinha crises bem fortes de dor (cólica? refluxo? os dois, imagino..), então voltei à dieta do leite também.

Assim estamos agora: Cecília completa 4 meses essa semana, segue em LME em LD, eu sigo em dieta (de leite e soja há aproximadamente 1 mês). Mesmo com os sintomas, ela sempre cresceu muito bem (percentil 94% de altura) e apesar de estar com o peso na média, percebemos que sua curva vinha caindo…
Os sintomas estão bem melhores, mas temos dias bons e dias ruins – na semana passada o refluxo voltou com tudo e continua por aqui…

Me angustia ficar achando sempre que tudo que ela tem possa ser resultado da alergia… Esse fim de semana começaram a sair os dentinhos dela e ela fez uma “greve de peito”… até eu entender que eram os dentes, fiquei dias me culpando e tentando entender o que eu havia comido que a deixara dessa forma… 😦

Além disso me sinto muito pouco amparada pela pediatra, apesar de gostar dela em assuntos gerais, se não fossem as informações de grupos como GVA (e agora o MFAL!) sobre a alergia, acho que estaríamos longe de alguma melhora!”

É ótimo sentir que não estamos sozinhas nas dificuldades e conquistas! E mesmo com apoio de família e amigos “da vida real”, é  melhor se podemos dividir a experiência e aprender com outras mães que estão passando (ou já passaram) por situações semelhantes! Pude provar isso na busca pelo parto sonhado e nos esforços pra estabelecer e manter uma amamentação de sucesso, então tenho certeza que nesse novo desafio que está sendo a alergia não será diferente!

Que bom que o facebook não serve só pra banalidades, não é?! E que bom que tem gente tão boa (de informação e de coração) disposta a ajudar assim!!!

=)

 

"Fantasmas no meu quarto"

Frustrada.
É assim que me sinto.
Ver minha filha se contorcendo e gritando de dor.
Saber que a dor vem do meu leite; mas saber também que esse leite é o que há de melhor pra ela.
Duvidar
Não saber
Ter certeza
Fazer dieta. Passar vontade. Passar fome. Ficar irritada com o mundo inteiro.
Ver melhora e sentir um suspiro de esperança. Pra depois ver piora e se afogar de novo no choro doído dela.
Frustrada.
O “não saber” é o que me mata. Talvez especialmente porque ele me deixa com o “nada pra fazer”.
E esperar, nesse caso, tem sido sinônimo de se frustrar.
E dá medo sair contando desse sentimento pras pessoas. Dá medo que elas me venham com o diabinho da mamadeira no ombro.
Não é disso que preciso agora! A vontade de desistir já tá batendo na minha porta – cedo demais – não preciso alimentá-la.
Preciso que me digam pra ser forte, pra insistir, que vale a pena, que é o melhor.
Preciso que me digam que vai passar LOGO. 
Preciso que me expliquem o está acontecendo.
Preciso que ela melhore.
Ou que ela nem tenha nada disso.
Preciso ir dormir agora. Esperando um dia melhor amanhã…
(Cecília ta com alguma alergia alimentar….)