"Brasil, recruta o teu pessoal"

(Eu sei que eu já passei por aqui hoje, mas um dia de múltiplas ocasiões especiais, pede múltiplos post, sorry…)

Hoje completamos 1 ano e 6 meses de Chile. Um ano e meio. Dieciocho meses!

E eu poderia vir repetir os agradecimentos merecidos e as aprendizagens obtidas nesse tempo por aqui, mas tava assistindo a cerimônia de encerramento das Olimpiadas e me caiu uma ficha muito importante, que divido com vocês agora.

Uma das coisas mais importante que o Chile me ensinou foi a amar meu país.
Pela saudades que eu sinto dele quando estou aqui, pelo amor que os próprios chilenos têm pelo Brasil e pelo espírito de patriotismo que contamina os ares do lado de cá da Cordilheira.

E nos 8 minutos em que o Brasil esteve representado no meio do Parque Olímpico de Londres eu me emocionei. Meus olhos encheram de lágrimas e eu chorei! (E olha que eu nem conheço o Rio pessoalmente!rs)

Enquanto um monte de gente reclamava na internet por causa dos “clichês” de samba, índio e praia (ou outros reclamando porque as passistas usavam muita roupa, ou porque lá fora ninguém conhece a Marisa Monte, ou por qualquer outro motivo (im)pensável – ô povinho que gosta de reclamar!) eu me emocionei. Senti saudades “de casa”. Senti orgulho do samba do gari. Achei nossa bandeira e nosso hino os mais bonitos da apresentação. Achei um charme o calçadão carioca em plena Londres. Cantei as músicas junto com eles. E fiquei imaginando a emoção dos que estavam lá pessoalmente!

Porque se essa é a imagem que as pessoas no resto do mundo têm do Brasil, de algum lugar ela saiu. E por mais que muitos nunca cheguem a admitir, está aí nossa identidade.
E olha que é muito difícil falar de identidade num país como o nosso, não?!
É muita gente, é muita terra, é muita cultura, é muita mistura!

É um “Virado à Paulista” em que se mistura o feijão carioca, com o arroz mineiro, a batata paulista, o ovo…um Virado à Brasileira delicioso!
E em alguma coisa essa mistura dá!
Alguma coisa que a gente (brasileiro comum) despreza, mas que o mundo admira e inveja!

Quando chegar a hora das Olimpíadas no Rio, muito brasileiro vai continuar reclamando, destacando os defeitos e problemas, se rebelando na internet com a bunda no sofá (aaahh, esse jeitinho brasileiro de ser). Mas em um ano e meio de Chile eu já conheci um monte de gente que amaria estar no Rio nessa ocasião! Não porque é pertinho, mas porque é calor, porque o sol é forte, porque o mar é gostoso, porque o verde é vivo, porque as pessoas são receptivas, porque a música é boa, as mulheres são bonitas, a bebida corre solta e a felicidade é quase respirável!

E, acreditem, não é a saudade falando. É o respeito e a admiração – coisas que, confesso, só aprendi a ter de verdade pelo meu país depois que sai dele…

Sabe aquela história de “Brasil: ame-o ou deixe-o”?
Pois é, pela experiência que eu vivi, que outros expatriados que conheço viveram e pelo que acompanho quase diariamente nos estrangeiros que conheço, diria que essa frase está um pouco errada…

Brasil, deixo-o e ame-o!

Não que não dê pra amar aí de dentro, mas estando fora (e, claro, claro…não vivendo os problemas tanto na pele), longe dessa visão preconceituosa que, culturalmente temos da nossa pátria, fica muito fácil!

Queria que mais brasileiros pudessem ver o Brasil com esses olhos…talvez assim tivessem mais vontade de lutar por ele…




"Por tanto amor"

Mais ou menos desde que me conheço por gente eu tenho dois pais: Um de sangue e um de alma – os dois de coração!


Os dois são meus pais e eu pareço com os dois. E eles são tão diferentes entre eles que talvez isso explique minhas multiplas personalidades… hahahaha

Você que tem um pai só, deve estar aí se perguntando como é isso de ter dois…
Pois, lhes conto, é uma mistura de muitas vantagens com algumas desvantagens (rs), mais apoio,  mais amor, mais segurança, mais mimo, mais chamego, mais briga, mais ciúme, mais “coitado do seu namorado”, mais “você tá louca, que tatuagem enorme é essa???”, mais “hora de ir dormir”, mais “você é muito nova pra isso”, mais “tenho muito orgulho de você”, mais “eu confio em você”, mais “e aí, já tá grávida??” misturado com “ainda não tô preparado pra ser avô”, mais “nossa, como você tá linda”, mais “meia noite em casa!”, mais “fica mais um pouco aqui comigo”, mais referências pra vida, mais expectativas pra tentar realizar, mais skype, mais ajuda de mão dupla, mais paciência, mais impaciência, mais irmãos, muito mais família, mais risadas, mais carona, mais sorvete, mais conversa, mais amor, mais coração, mais amor, mais amor…

Eu tenho os olhos de um e as manias de outro, eu tenho as referências musicais dos dois, eu tenho o colorido dos dois (literal e figurativamente), eu tenho os dois comigo sempre e tenho a maior sorte do mundo!!!



Esse ano, longe dos dois, escrevo um texto só, em que agradeço aos dois, em que amo os dois. Pra dizer o quanto cada um é, e sempre foi, muito importante na minha vida. Cada um do seu jeito, cada um no seu pedaço de mim, fazendo uma Gabi melhor, fazendo o mundo melhor pelo simples fato de existirem e toparem ser pais…

Tenho que agradecer aos dois pelos pais que são pra mim e pros meus irmãos e agradecer à vida, por tê-los me dado de presente!


A foto é velha, porém bastante ilustrativa! rs



Feliz dia dos pais, meus queridos!!! Hoje em todos os outros dias!


Sintam meu abraços bem forte e meu beijo estalado!

Amo vocês!!!



E aos outros papais que passarem por aqui: Feliz Dia dos Pais pra vocês também!!!
Parabéns por essa função tão linda, trabalhosa e nobre!!



"Uma saideira, muita saudade"




Adoro receber visitas!




Mesmo que a casa fique meio de pernas pro ar (dado importante: pro meu semi-toc, uma colher fora do lugar é igual à casa de pernas pro ar..rs), mesmo que algumas demandem mais atenção, mesmo que a gente repita vários passeios turísticos, mesmo que eu sinta falta de ficar sozinha enquanto elas estão aqui..


Visitas são sempre muito bem vindas, melhoram o ambiente, dão mais vida à nossa casa!



Especialmente quando elas vem bem acompanhadas assim:


Hehehe




E por isso é sempre difícil quando elas vão embora…
(Não preciso nem dizer que no caso de algumas é ainda mais difícil, né?!)

Toda visita quando vai embora deixa saudades, deixa a casa mais vazia e o coração apertado.

E mais:
Deixam o cheiro do perfume no quarto, um pote de shampoo no banheiro, algum presente pra nossa casa, uma coleção de taças da Concha y Toro…

Algumas levam umas coisas embora “sem querer”: chave da casa, cartão do metrô….

Mas algumas (será que as que não querem ir embora??? rs) deixam umas coisas curiosas: roupas (limpas e sujas. íntimas ou não.rs) na gaveta, chinelo embaixo da cama, lavador de mamadeira na cozinha, a carteira inteira num bolso…rs




Essa última semana foi semana de família em casa!
Eles vieram, me mimaram, nós passeamos, nos curtimos, brigamos só um pouquinho (hehehe), comemos de monte, rimos pra caramba, nos aventuramos… aquela delícia que vocês podem imaginar!

Hoje eles foram embora e eu fiquei aqui chorandinho…
E parece que eles também não estavam muito querendo ir – deixar os sapatos e levar a chave é sintomático, vai?! hehehe

Cheguei a conclusão de que família é bom ter perto pra curtir em doses homeopáticas e quando quiser…que desse jeito, intensivão duas ou três vezes no ano, é muito arriscado….rs

Mas…. temos que lidar com as dores e as delícias que escolhemos pra nossa vida, né?! (desculpem, família, que não escolheram e tem que lidar com elas tb…rs)


É isso!

"Por que que a gente espirra?"

Chilenos não fungam. Não os Santiaguinos, pelo menos.

Nessa cidade de “estações do ano bem definidas” há dois momentos críticos para os sistemas respiratórios: o inverno, quando a gripe brinca de rave e fica horas (ou semanas) seguidas se divertindo pegando absolutamente todo mundo e distribuindo drogas por aí; e a primavera, quando as flores estão facinhas e a putaria entre elas rola solta, o que significa pólen pra todo lado.

Nessas horas não há quem resista: todo mundo de nariz escorrendo! Aquele momento agradável pra andar em transporte público e pensar em todas as mãos (escorridas) que passaram por aquelas barras, sabem?!

Assim como em São Paulo, existe o conflito dentro do ônibus: os que querem fechar as janelas porque estão com frio e aqueles que querem abrir porque temem as bactérias que estão nadando por ali. Mas diferente de São Paulo, ninguém teme as bactérias por ficar ouvindo aquela fungação louca vindo de todos os bancos em volta.
Santiaguino não funga – usa lenço!

Curiosidade cultural:
Sempre tive vergoinha de assoar o nariz em público e tenho a sensação de que isso é meio brasileiro (ou paulista, não sei…). Nós fungamos muito e usamos o lencinho pra impedir desastres até conseguir chegar ao banheiro mais próximo e fazer a limpeza correta.

Mas aqui, não!
Lencinhos são vendidos em “pack econômicos”, com um milhão de metros de lenços por alguns poucos mil pesos. Todo mundo SEMPRE tem lenço! Porque se o nariz começa a irritar, ninguém pensa duas vezes: saca o pañuelo e dá aquela assoada caprichada! Eles não tem vergonha, assoam bonito mesmo que estejam no ônibus, metrô, sala de aula (atrapalhando o professor que fala) e até na cadeira do cabeleireiro…

Já me olharam feio muitas vezes por causa da inocente fungada… Uma vez, durante uma gripe minha, um colega de classe colocou “discretamente” um pacote de lenço na cadeira que estava entre nós, disse que eu podia usar se quisesse e quando foi embora “esqueceu” o pacote ali! hahaha
Mas isso foi ano passado..agora eu já aprendi! Já assôo o nariz como eles! (o que talvez tenha sido um pouco estranho/incômodo para as visitas brasileiras que estiveram aqui em casa na semana passada, durante uma gripe super feia que ainda se arrasta por aqui…hahahaha)

Já assôo o nariz como eles, mas ainda não me relaciono tão naturalmente com a caca de nariz o muco como eles. Soube que num desses programas matinais da semana passada estavam discutindo “porque as pessoas comem o muco”, com perguntas super didáticas do tipo “porque o muco é salgado?”hahahaha

Vejam que é uma arte saber se “chilenizar” na medida certa! Conseguir se adaptar, mas sem perder alguns limites importantes de… de…bom, de limpeza, né?! hahaha

"and when the music starts"

Já disse outras vezes que uma das maiores características dessa vida no exterior é a presença constante da saudade.


É saudade de tudo, saudade de coisas que eu nem sabia que me importavam. 
E uma saudade diferente.
Porque não é como estar com saudade de ir em um restaurante que faz tempo que não vai. Ou de uma amiga que faz tempo que não vê. Porque essas saudades são fáceis de resolver – uma ligação, um planejamento, e pronto!

Essa nossa saudade do dia a dia não pode ser “matada” assim. Não é tão simples.
Existe uma consciência de que precisa-se conviver com ela, adaptar-se a ela. Respirar fundo, contar até três e seguir o passo normal. Sabendo que que falta um tempo aproximado pra resolver a bendita.
Sabendo, portanto, que essa nova amiga vai te acompanhar por um tempo ainda… 



Ganhei “de presente” da Vivi, essa música super gracinha:


Pa Moreno é uma cantora la de Piracicaba, que tem essa voz veludo super gostosa e que falou direto comigo! =)
Me identifiquei super com a letra, e lembrei de dois textos meus sobre o tema, que foram revisitados depois de escutar a música duas vezes! rs



Enjoy!

"Tem quadrilha no arraial"

Tá, é mentira. Não teve quadrilha, mas teve arraiá sim sinhó!!!


Tudo começou quando junho começou e começaram os mil e um post no facebook sobre as festas juninas. Posts de vocês aí curtindo e fazendo inveja e posts daqui, reclamando da inveja e da falta das festas. rs
Numa dessas reclamações algumas pessoas sugeriram que eu fizesse uma festa dessas por aqui e gostei da idéia. Recrutei minha companheira de Chile e saudades, a Carol, que topou na hora e nossa “Festa Julina” saiu ontem!

Modéstia a parte, foi uma delícia!!!

Eu e a Carol fizemos tudo (ok,ok…ganhamos uma colaboração nos quesitos decoração e trilha sonora) e “ahazamos”!!! Matamos as saudades – nossas e de outros brasileiros – das comidas e conquistamos corações chilenos pelo bom gosto brasileiro! =)

Ah! Sempre achei que festa junina era a festa culinária do milho, mas o que mais foi embora ontem foi ovo… hahaha

Fotinhos pra vocês:

(não estão muito artísticas, sorry…)


Quindim

Bolo Cremoso de Milho

Bombocado/Queijadinha

Milho cozido

Vinho Quente (final dele, na verdade..rs)

Maçã e Morango com chocolate

Choconhaque Cremoso

Paçoca

(farinha de) Falafel

Molho pro falafel

Pão pro falafel

Tortas de Atum e Palmito

Pipoca

Coalhada Seca

A casa:




Youtube nos brindando com 30 minuto de Arraial do Xow da Xuxa

Bandeirinhas!

Por toda a casa!

A foto tá de longe, mas teve um monte de xadrez, pintinhas na bochecha das meninas, bigodes, cavanhaque e monocelhas nos meninos! Festa completa!


Delícia! Delícia! Delícia!!!!



(ps.: não me zoem) É curioso como a gente só percebe o tamanho de algumas saudades quando finalmente pode matar a maldita: eu, literalmente, quase chorei quando dei a primeira mordida no bombocado ontem! rs


ps. 2: clicando nas fotos vocês conseguem vê-las um pouco maiores!


"e cada vez mais cão"

Maní é minha filha há 1 ano, 4 meses e 2 dias. E até hoje (e, honestamente, acho que po muito tempo ainda será assim) eu paro qualquer coisa que estiver fazendo e abro um dos maiores e mais apaixonados sorrisos pra assistir ela sonhando!
Dormindo um sono profundo e gostoso ela começa primeiro a balançar as patinhas, depois a torcer o nariz e fazer caretas, até que chega no auge: os mini-latidos.

A Maní acordada é muda – não de verdade, ela é capaz de emitir sons, tipo latido, ela só não lembra disso nunca e está sempre mudinha pela casa, se expressando só com a cara, o corpo e o rabo (sim, ela é o cachorro que eu pedi aos deuses!)

Mas quando entra no sono REM (hahaha, não sei se isso existe pra cachorro), ela solta as cordas vocais!
Juro, é a coisa mais fofa do mundo essa cã dando os mini-latidos – mini porque são curtos e baixinho!!!!

Só que nunca consegui filmar, pois sempre que acontece, se eu me mexo ela acaba saindo das profundidades oníricas e o espetáculo acaba…

Mas um dia eu consigo! E aí venho correndo mostrar pra vocês!

"pega esse avião"

Existe uma grande diferença entre uma viagem a passeio pro exterior, ir fazer um curso fora, ficar um tempo fora fazendo intercâmbio e morar em outro país.
Além do óbvio, o tempo, outras coisas mudam. A maneira como você vê o lugar, muda; a maneira como você se relaciona com as pessoas e a cultura desse lugar, muda; e o mesmo acontece no caminho contrário, ou seja, em como ficam as coisas entre você e seu país de origem.
Quando você está a passeio tem (no sentido de deve) que aproveitar todo o tempo útil pra ver e fazer tudo de “melhor” que o lugar oferece, bem turistão, achando tudo diferente e, provavelmente, o máximo!

Se você vai pra pra fazer um curso curto, ou a trabalho, é provável que não tenha muito tempo de fazer turismo e acabe lidando com o dia a dia desse lugar, conheça seu trânsito, a vida e a visão corporativa que sua população tem…e meio que vai achar tudo normal, comum…

Se a viagem é pra um intercâmbio mais longo, acho eu, acaba misturando as situações: quer fazer muito turismo, mas sem o desespero, porque apesar de ter um tempo definido, não tem pressa, pode fazer quando quiser, contanto que seja antes do tempo X. Você experimento o novo e o ordinário do lugar, sente saudades “de casa”, mas sabe que o “agora” é pra aproveitar o novo e que o “casa” é pra daqui a pouco.

Mas tenho a sensação de que ir morar fora, com esse “peso do definitivo”, muda tudo!
Não dá pra sentir saudade “de casa” porque sua casa agora é ali, de forma que a saudade fica mais pesada, com gosto de “deixei pra trás”.
Turismo não é prioridade porque você tá muito ocupado com a vida e porque tem qualquer hora que quiser pra fazer (e na verdade tem grandes chances de acabar não fazendo, como acontece com a maioria em suas cidades natais).
O dia a dia do lugar e sua nova rotina são, ao mesmo tempo, normais e muito diferentes!
Você passa por momentos saudosistas – em que daria tudo por um decente e maravilhoso chuveiro “normal”- e por momentos de “brasileirismo”, em que tudo no mundo parece ser melhor – e mais barato – do que no brasil.

Antes de vir pro Chile um dos nossos objetivos era não ter aqui vida de estrangeiros, mas sim de chilenos mesmo; tentar ver e experimentar as coisas sob o ponto de vistas dos daqui… Em muitos pontos acho que nos saímos bem nisso (o que é super enriquecedor), mas em outros acho que não dá muito pra “se misturar” de verdade. (Percebo muito isso nas conversas com minha amiga que está noiva de um chileno e convive diariamente com ele e sua família. Ela sim tem experiências de (quase) puros chilenismos.) Nós não conseguirmos deixar de ser “brasileiros no Chile”, e hoje já nem acho que essa seja a idéia.

E tem mais uma diferença importante: nós saímos do Brasil com o peso do definitivo, mas não foi assim que chegamos aqui, porque uma hora nós vamos embora, vamos trocar de novo o “lá em casa” e ter mais um lugar com sua lista de saudades pra deixar pra trás e todo um “mundo novo” pra descobrir e chamar de nosso! rs
Frio na barriga? Super!

E por mais que uma hora a gente acabe montando definitivo em um lugar, por enquanto é muito legal pensar que logo estaremos começando de novo, montando casa, escolhendo novo bairro, novo piso, nova vista, novo sofá…
Esse “nomadismo” tem um lado divertido e um lado doído (qualquer dia eu escrevo sobre ter a saudade o tempo todo no pé), mas no final, acho que é uma vida de crescimentos infinitos…

ps.: acho que viciei nessa brincadeira e criei um blog novo. Vai lá dar uma olhada: http://www.amarumcaoe.blogspot.com

"Que se a coisa pára"

É phoda!
Assim, com PH, porque é um phoda histórico!

Tenho uma tarefa pra fazer pra faculdade (atrasada, diga-se de passagem), longa, trabalhosa, chata… mas uma só!

Mas, sabe como eu sou, né?! E como é a situação… somos phoda!

E ao invés de fazer tarefa eu me vicio em uma nova série (no momento, Criminal Minds), ou passo um milhão de horas lendo um novo blog que eu descobri, mesmo que seja sobre um assunto totalmente aleatório à minha realidade – no momento “Lulu não dorme” (ótimo, texto, mas…não, não…não tenho filhos, nem estou pra ter), ou fico com vontade de criar um novo blog (Aguardem…vem aí…).

E aí que é tudo culpa do mundo, da sociedade, da internet, na minha geração…
Alguém me vem com esse vídeo e vira febre.



E eu tenho que aguentar um milhão de vezes na minha cara o povo (eu, inclusive) repassando o vídeo e citando o vídeo e adorando o vídeo…
Jogando na minha cara o “e aí, você está fazendo o que você ama?””

E sobra pra mim lidar comigo mesma…
“não, não…você está sendo responsável, fazendo o que tem que ser feito agora. Até porque, você nem sabe o que é que amaria estar fazendo agora, sua looser! Mas calma, calma, o Bial disse que você não tem que se preocupar com isso, não tem que saber todas as respostas e que as melhores pessoas que ele conhece tem 50 anos e ainda não sabem…tudo bem que você nunca escutou a parte sobre usar filtro solar, mas finge que nessa você acredita. Não importa o que o Steve Jobs disse, você não pode começar agora, só daqui a pouco…”


Então, quando eu entro nessa procrastinação infinita das atividades necessárias, pra fazer coisas mais divertidas e agradáveis, a culpa não é minha, a culpa é de todos vocês!
Dividam o peso que de vez em quando (só muito de vez em quando) cai no meu estômago, por favor.

E vão lá, segurar minha cabeça pra baixo quando o professor tá dando sermão/fazendo drama – maldita mania minha de olhar no olho das pessoas!

E, melhor ainda! Venham aqui fazer o bendito do negócio!
Porque alguma peça sempre tem que dar defeito! Por mais tranquilo que esteja, alguma parte tem que emperrar!
E a culpa é de vocês! Tenho dito!



ps.: parece melodrama, mas dessa vez é com humor, tá?!



Música: Cara a Cara



"mas eu, desligado, nem quis ouvir"

Assim como acontece com pessoas que acabei de conhecer, eu raramente gosto de músicas novas de cara.
Em geral leva um tempo… uma indicação de alguém de confiança ou algum pequeno detalhe que me chame atenção. Aí, puf!, minha curta lista de “dos que gosto” aumenta um pouquinho…


Quando, no ano passado, começou aquela divulgação ultra moderna das gravações das novas músicas do Chico, claro que eu acompanhei! E claro que eu comprei o cd na pré-venda, pra ganhar o código especial e ir ouvindo as músicas conforme elas iam saindo no site.
Mas não me empolguei com nenhuma delas. Só depois que algumas pessoas começaram a comentar, ou postar trechos das músicas novas é que eu fui prestando atenção e me encantando.
Hoje já acho o cd “Chico” muito melhor que o último, “Carioca”, e realmente adoro a maioria das músicas e todo o coração que se percebe nelas!

Aí, esse ano, o Zeca Baleiro resolveu lançar disco novo e fez um esquema bem parecido com o do Chico: um blog onde iam publicando textos dele sobre o cd e uns vídeos caseiros feitos com making of do disco. Achei legal a técnica, dava uma impressão de proximidade, de estar participando da coisa toda. Fora que como eram sempre trechinhos pequenos e aleatórios, eles deixavam um gostinho de quero mais… fui ficando curiosa pra ouvir as novas músicas.
De novo, comprei o cd na pré-venda – fui uma das 100 (acho) primeiras a comprar, o que me garantiu uma capa autografada – e fiquei esperando chegar.
Antes do cd ser entregue, ele foi liberado inteirinho no Sonora. Como já tinha escutado uma música no site e achado bobinha, nem me empolguei pra ir correndo ouvir; e quando fui, descobri que daqui do Chile não teria a autorização pra escutar..

Frustrada, fiquei esperando o cd ser entregue – lá no consultório da minha mãe, em Alphaville – e depois esperando alguém vir do Brasil pra cá e conseguir me trazer o cd.

Enfim, o cd chegou! Faz um mês mais ou menos.
E juro que tô me esforçando. Juro que já ouvi várias vezes. Juro que tento não ficar com ciúmes porque ele tá todo popular e cheio de fãzetes no facebook. Juro que me esforço pra não fazer birra só porque não vou ver a turnê desse show…

Mas não adianta! Até agora, não consigo gostar desse cd!!!!
Achei bobo, achei esquisito…achei meio fora de lugar…
Não vi os charmes Baleirísticos de brincar com o português, nem as letras irônicas e gostosas… E quando tem uma pontinha de um deles, o complemento é irritante ou insuficiente!

Sei lá, me soa artificial ele falando “tattoo” ao invés de tatuagem, por exemplo…
Esse cd me dá a sensação que foi feito pra ser gostado – e isso é o tipo da coisa que menos me gosta! (ok,ok…essa formação não existe no português, mas não sei dizer de outra forma…hahaha)

Aí eu ouço mais um pouco e até gosto um pouco de uma música… “Meu amigo Enock”, por exemplo.. a “moderneza” é forçada, mas a música tem suas fofísses…
Mas me diz, escuta ela com atenção e me diz, o que raios o Enock tá fazendo nessa música?!?!?!?!

É uma letra fofinha sobre um “relacionamente on line”. 
Mas impressão que eu tenho é que ele tinha esse verso escrito:
“O meu amigo Enock

Que tem uma banda de rock”
E não tinha onde colocar…aí pareceu que ia rimar com facebook e virou tudo uma música só!
Aaaaarrrgggghhhh!!!!

Anyway…não vou ficar aqui reclamando de todos os detalhes (que poderia..rs), mas o fato é que tô de bode…
E não sei se nesse rompimento seria sincero dizer : “não é você, sou eu!”
Honestamente, não sei!

Vocês aí, ouviram o cd, tem alguma opinião a respeito? Acham que estou só sendo mimada e birrenta?

Será que uma hora vou me empolgar com o tal do “O Disco do Ano”???