“Totalmente antenada na minha parada”**

Gente! Gente! Gente!

Não sei se vocês já não passaram por lá por casualidade e notaram… mas tem uma participação da senhora minha pessoa lá no Dadadá, blog lindo e foda (com o perdão da palavra..rs), da queridíssima Gabi Sallit!!
Gente! Eu tô no Dadadá, gente! – deu pra notar que eu sou fã deles (do blog e da autora) e fiquei empolgadona?? hahahaha

A Gabi me chamou pra essa “missão especial”  e eu, toda emocionada, topei na hora, claro!!

Pra ler o post é só clicar aqui oh:
http://vilamamifera.com/dadada/enxoval-pelo-mundo-que-tal-fazer-as-compras-do-bebe-na-espanha/

Como no link do endereço já rola um spoiler (rs) aproveito pra fazer um pedido: quem me conhece sabe que eu não sou lá o gênio das compras e dos frufru’s, então os palpites e dicas antenados são super bem-vindos – dêem uma espiadinha nos comentários do post pra ver e ajudem a completar!! 😉

**Acho que é o título mais sem noção que já usei! hahaha
De vez em quando dou uma pesquisada pra ter ideia de título e hoje o google me sugeriu essa música aqui:
http://www.kboing.com.br/anitta/1-1253992/
(que eu nunca ouvi, diga-se de passagem!)
Mas ri muito com a sugestão e não resisti à piada!

“Tanto mar”

Faz 4 anos, 7 meses e 4 dias que saí do meu país. E faz tudo isso de tempo que convivo com a distância.

Costumo dizer que lido bem com ela e com a saudade que a acompanha, mas esse último mês está me apertando, me expremendo, me colocando à prova e fazendo “vazar“.

Teve não uma, mas DUAS sobrinhas chegando ao mundo e me matando de vontade de pegar, cheirar, morder um pouquinho…

Teve uma ida minha que devia ter sido, mas não foi.

Teve muita “precisância” de colo da minha parte. Muita!

Teve um TPM fodástica como eu não me lembro de já ter tido que fez doer de todos os lados.

Teve (ta tendo) desmames.

E tem o dia de hoje. Dia em que eu devia estar lá. Dia em que aquele “vamos nós 3” devia ser “vamos nós 4” . Em que eu queria demais dar colos e ganhar abraços. Dia em que eu devia, junto dos meus, dar tchau pro caçulinha da família, que eu praticamente vi nascer. Dia em que eu não devia estar longe. Não podia!

E aí preciso confessar: eu ODEIO estar tão mais longe. A tantos dinheiros, tantas horas, tantas léguas  e tanto mar de distância! Odeio!

Mas, infelizmente, essa despedida vai ter que ser por aqui mesmo…

Tchau, Peter… Tchau, Loirinho… Vai descansar… Vai desfilar com suas pernas de Gisele Bundchen no céu dos bichinhos e ser feliz e galã por lá! Te amo!

Aos “meus 3”, desculpem eu não estar aí hoje… Desculpem eu estar tão longe…

Amo vocês! Do tamanho de todos os oceanos juntos e mais!

“Tornar azeite”

Cecília,

Nossos últimos dias (e noites) tem sido bem difíceis! E eu preciso me desculpar por isso, mas também quero muito que você entenda.

Estávamos caminhando lentamente pelo processo do desmame gradual, mas a lentidão, a inconsistência e os “retrocessos” desse caminho acabaram levando a mamãe a atingir alguns limites importantes e doídos – e eu sinto muito por isso…

Depois de bater a cara muitas vezes contra os muros desses limites eu precisei tomar a dura decisão de ser mais “assertiva”, ser mais coerente com a minha decisão do desmame e mais firme com os meus nãos.

E mesmo que (ainda?) não se trate de um desmame total, está sendo muito difícil, filha, pra você e pra mim! Muito mesmo! Me desculpe…. Está estressante, frustrante, irritante, chateante… temos chorado um bocado e brigado outro bocado… Não é o tal do desmame natural e tranquilo que eu gostaria que fosse, infelizmente…

Mas apesar de tudo isso, sigo mantendo firme minha decisão e quero te explicar o porquê:

Eu fiquei dias, talvez semanas, sabendo que precisaria tomar uma atitude assim mas sem conseguir “bater o martelo”, até que uma conversa com a querida Alessandra me abriu os olhos e me tocou fundo a alma. (Obrigada por isso, Ale!!!)

Ela me mostrou que se eu não fizesse assim “ela (você) ia aprender que a gente pode não se respeitar para agradar o outro”  e, caramba!, isso mexeu muitíssimo comigo! A Ale me fez entender que respeitando a mim mesma eu estaria (e estou!) te ensinando a se respeitar.

Depois disso eu passei a ver que o meu choro é tão importante quanto o seu e que, por isso, não é justo que eu ceda a te amamentar quando não posso (mesmo que psiquicamente falando), em meio às minhas lágrimas, para cessar as suas.

É duro e às vezes me parece cruel te negar o que você pede – e sempre teve! Mas a verdade é que eu quero te mostrar que eu importo, que o meu querer também conta. E quero que você tenha claro que, no futuro, quando você estiver vivendo um grande amor e/ou quando (e se) for mãe, você será (ainda e sempre) MUITO importante!

É porque você é MUITO importante pra mim que eu estou me dando importância também, entende?!

E é também pra que você aprenda que NÃO significa NÃO, especialmente quando se trata de nosso próprio corpo!

Eu sei que é difícil, tenho vivido essa dificuldade com força também, mas há uma outra lição que estou te dando agora: nem sempre posso te dar tudo o que você quer, nem sempre estaremos em paz uma com a outra, mas isso não muda em absolutamente nada o amor imenso que eu sinto por você. Nunca! E não muda o fato de que o meu colo sempre será seu.

Mesmo que você não tenha o seu mamá todas as vezes que você deseja, você tem sua mãe do seu lado. Sempre! Você tem amor, você tem colo, você tem chamego, tem carinho, tem música, tem “dança de ninar”, tem meu ombro pra chorar…Sempre!

Porque o seu choro também importa eu o acolho – sempre! E sempre o acolherei! Prometo!

Nota de rodapé importante escrita no dia seguinte:

Agradeço o carinho e acolhimento que estou recebendo sobre o texto de ontem !!
Mas queria acrescentar que discordo de alguns comentários que surgiram! rs
Dores e rupturas nos fazem crescer, sem dúvida nenhuma, mas eu realmente não acho que essa ruptura seja necessária pra que a Cecília cresça!!
Acredito muitíssimo na amamentação prolongada – e há um monte de provas científicas dos benefícios nutricionais, emocionais e imunológicos para a amamentação no segundo ano de vida (o que a Cecília está vivendo agora)!!
Aqui em casa o desmame precoce (sim, antes dos 2 anos ele é, tecnicamente, precoce) está sendo necessário POR MIM, porque eu cheguei em um ponto que se continuasse como estava acabaria estragando a belezura que é o momento da amamentação! E essa belezura eu não quero perder nunca!

“Fenix”

Fiz um coisa muito feia, dessas que não se faz, hein?!
Vir aqui dizer que a Maní tava doente e não voltar nunca mais, nem pra responder comentário, nem pra dar novas notícias…que feio!!! Não se faz! Desculpem…

Pois então deixa eu contar que depois daquele dia Maní deu duas belas pioradas, nos deu belos sustos…
Passei dias de pesadelo – acordada e dormindo – em que eu oscilava constantemente entre a esperança da melhora e a quase certeza que a perderia… Foi horrível!!! Muito!!!

Mas aí, contra todas as expectativas das veterinárias e graças aos esforços delas – e nossos e do nosso veterinário do Chile, minha bolinha começou a melhorar!
Sem conseguir fechar diagnóstico, partimos pra antibiótico “de prevenção” – também conhecido como chute – e acertamos! Ufa!!!
Ela está em casa, ainda não 100%, mas melhorando devagarzinho, a cada dia, recuperando peso, brincando, comendo, roncando, voltando a pular e andando quase normal…!!!
Eu demorei uma semana pra acreditar que de fato o pesadelo tinha acabado e agora parece mesmo que sim, ela está estável – mas vou confessar que ainda tô toda traumatizada, verificando se ela tá respirando mil vezes por dia, pra contar o mínimo…rs

Então que tudo isso aí me fez entrar na concha e não querer sair muito, não…

abreparentêsisnomimimi (mas se faz necessário aqui um agradecimento importante aos amigos que foram me resgatar na clínica veterinária, que cuidaram da Cecília enquanto eu limpava sangue do chão da casa, que nos distraíram e alimentaram – Isa e Marcelo, vocês não sabem como foram fundamentais pra eu não desabar naquele fim de semana!!!! E também aos aí do outro lado que torceram, perguntaram, se preocuparam, rezaram…obrigada!!!!) fechaparentêsis

Além disso, me bateu um bode de blogs, de internet, de redes sociais… – o que, curiosamente, segundo o app TimeHope costuma me acontecer todo ano por essas semanas de agosto…vai entender!

Mas pesadelos, bodes e nóias a parte, o que importa é isso aqui oh:

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Foto de hoje!

Beijos!

“Essa paulada”

Eu nunca acreditei em intuição. Nem depois que me tornei mãe…

Sei lá, não fazia sentido pra mim e eu sou dessas de “não vejo e não sei explicar, não acredito!”

Mas na semana passada tive uma experiência bem forte..uma sensação, uma percepção… Eu claramente vi e senti, mas não com meus 5 sentidos usuais – então deve ter sido o tal do meu sexto sentido, não?!

Maní está doentinha, internada… vômitos até com água, diarréia feia (sangue nunca é legal encontrar em cocô de filho – mesmo quando ele não significa fazer dieta e ficar sem comer chocolate, viu?!)…

Esse quadro feio começou no sábado de manhã. Na sexta ela parecia absolutamente normal “a olho nu” – estava sem comer, mas isso é o “absolutamente normal” dela, lembram?

Acontece que naquela manhã ela me avisou! Sério, não sei explicar… mas eu vi, ouvi e entendi!

Ela veio até mim e disse que não estava bem! (não com palavras, gente, que eu ainda não tô tão louca assim..rs)

E apesar de não encontrar nenhum sintoma, nem nada estranho nela, eu soube que algo ia acontecer. Eu simplesmente soube. Mas eu só podia ficar esperando e ver o que viria..

E veio uma gastroenterite grave! (e sem causa aparente, do jeitinho que eu adoro #sqn!)

Louca demais essa experiência!!!

Louca e, agora, doída…

Ontem fomos visita-la e encontramos um caquinho no lugar da nossa bolinha… os veterinários disseram que ela está sem dor, mas ela nos olhava e mal conseguia abrir os olhos…

Fiz carinho, tentei (em vão, claro) dar comida, beijei um monte…e saí de lá com o coração mais em pedaços do que já estava…

Desde de sábado minha vida está em hold. Textos atrasados e importantes pra ler e escrever, coisas pra planejar, sono pra dormir, fome pra matar…

Mas eu não consigo! Fico aqui, procurando por ela pela casa (antes de me lembrar que ela não está), esperando dar a hora de ligar na clínica pra ter notícias, sonhando com ela…

E se isso tudo por si só já não fosse suficiente pra partir meu coração, tem também a Chinchila…

Que chorava quando a via mal em casa, que se acaba de chorar quando temos que ir embora e deixa-la na clínica (“no-no-no-no” em looping infinito acompanha o prato) e que a chama várias vezes por dia e faz carinha triste cada vez que explico que a irmã não está…

Tá punk! Mas, com sorte, logo vai melhorar!

Torçam por nós!!
  

“Na tua presença” – 18 meses

Há um ano e meio eu carrego em meus braços o meu bem mais precioso. Há um ano e meio eu o acalento e alimento em meu seio.

Tem como não sentir saudades de tamanha felicidade???

Há um ano e meio ela nascia.

Mas só muito recentemente me caiu uma ficha: apesar da impressão de que 18 meses é um tempo longo que passou rápido demais, a verdade é que um ano e meio é uma porcentagem minúscula da vida que temos pela frente.

E enquanto uma parte minha se impressiona com o quão grande e esperta e independente e mini-gente minha bichinha está, outra parte se assusta um pouco ao se dar conta de que ainda temos muitoooos anos de cuidados e preocupações pela frente e uma terceira parte espera ansiosa por alguns “marcos”.

É mais ou menos assim: acho a coisa mais linda do mundo a Cecília querendo subir e descer TODAS as escadas que aparecem em seu caminho – ela quer explorar a nova habilidade! – mas meio que não vejo a hora de ela ser “mais habilidosa nessa habilidade” (hahaha) e conseguir fazer isso sem tombar tanto pra trás, sem que eu precise estar sempre olhando e penso “hmmm, em quanto tempo será que ela vai conseguir subir e descer verdadeiramente sozinha e eu poderei ficar tranquila?”. Mas depois me lembro que mesmo depois que isso acontecer, ainda teremos muitos tombos e joelhos ralados e queixos batidos por aqui, porque né, criança e tal…rsrs

Deu pra entender a loucura da pessoa? rs

Enfim… penso agora que essas partes todas precisam se juntar e entender que “pressa” e “maternidade” são duas palavras que não combinam. E que a beleza é o caminho, não (só) as chegadas.

Sabe numa viagem longa de avião? Não é boa idéia ficar olhando aquele contador de “tempo até o destino”. É bem mais gostoso se vamos olhando a vista, descansando, vendo um bom filme ou aproveitando a boa companhia, não é?!
Então!

Um ano e meio é muito pouco tempo. (Aos mais jovens, juro que um dia vocês concordarão comigo!rs)

Minha bichinha é só uma bichinha filhote, que ainda tem muito o que aprender e aprontar.

E enquanto ela vai crescendo e aprontando eu quero poder me deliciar. Sem pressa. Degustando cada gota. Sem ansiedade.
Quero aprender a curtir mais o “enquanto ela aprende” e não só esperar pelo aprendizado completo, o “mission accomplished”, sabem?!

Acho que assim fica mais gostoso e até menos cansativo, não é?!

É como dizem por aí: os dias são longos e os anos são curtos!

Me lembrar disso será minha “lição de casa” pelos próximos meses!

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“Na frigideira”

Eu achava que o calor que passei em São Paulo no último verão era insuportável.

E que Santiago tinha um clima duro de 4 estações do ano super bem definidas.
Eu achava que uma 34° era máximo que o (meu) corpo humano podia aguentar de calor.
Eu achava que 30% era uma umidade relativa do ar bem baixa.

Eu achava que ar condicionado era frescurinha.
E que humidificador de ar era exagero.
E que o problema de São Paulo era a combinação entre calor+umidade.
Mas, sabem como é… Vivendo – e viajando – e aprendendo…
E tô aqui, vivendo meus dias aos 40°C, com 11% de U.R., sentindo vontade de chorar cada vez que alguém me diz “em agosto é pior!”, ligando o ventilador pra sentir apenas ele jogar mais ar quente na minha cara…
E com uma chinchila que nem dorme e nem come direito, de tanto calor – não só ela, né?!
Tá tão calor que não dá vontade de comer nem chocolate. E se eu resolvo comer, 2/3 dele fica grudado na embalagem. Tão calor, aliás, que tenho que guardar meu chocolate na geladeira – o que pra mim sempre foi pecado capital! Tão calor que o biscoito no meio do Twix tá borrachento e o caramelo, líquido.

Tão calor que a tolha de banho parece que está sempre saindo da secadora.

Tão seco que não precisa passar pano no chão se cai água acidentalmente

Que quando eu abro o filtro pra encher de água, vem um vapor quente de lá de dentro.

Tão calor que não dá pra dobrar as pernas. (pq elas grudam e escorrem, sabem como?!)

Mas tão seco que, apesar dos 41°, a gente transpira pouco.

Tão calor que eu reclamo mais do que quando estava nos finalmentes da gravidez. E que até o Lucas tem reclamado um monte.
Tão calor que estamos pensando em nos mudar – pra um lugar que tenha ar condicionado, mesmo amando nosso ap atual…
Tão terrível que a Maní só aguenta duas corridinhas por dia – dentro de casa!

Que o parque diário ficou impossível! E a melhor parte do dia são as brincadeiras com água na varanda – coberta, claro!
Tão calor que descobrimos, acredite se quiser, que é melhor deixar as janelas fechadas, pro sol não entrar – lembrando que tem sol até mais de 10 da noite!

Tão calor que no dia em que a máxima chegou até os 35° eu comemorei a delícia de dia fresco que fazia!

Mas, aparentemente, ainda não tá calor suficiente pra Cecília resolver sair de cima de mim! Hahahaha
  

Juro que não pra acreditar que no inverno fará muito mais frio do que fazia em Santiago…

E juro que, não importa quanto frio faça, não vou reclamar dele!

Porque não pode ser pior do que agora!

Porque tá difícil. .. Justo agora que eu estava (estou) tão encantada com a nova vida aqui, na terra das roseiras mais maravilhosas que já vi!!!

  

(Ah! Juro também que foi antes dessa dificuldade toda começar que meu coração ficou apertadinho de saudades de “casa”… Depois volto pra contar – e chorar!rs)

“Lava os olhos meus”

Pois bem, classe. Hoje vamos estudar o que faz uma mãe decidir decididamente desmamar a filha e, um pouco depois, se debulhar em lágrimas por tal decisão – para além de uma leve bipolaridade, digo…

rs

Costumo ler por aí que as mães temem desmamar por alguns motivos principais: medo de traumatizar o filho, medo de que ele fique ressentido ou que não a ame mais…

O meu choro não foi por nenhum desses motivos. Primeiro porque eu não faria (sem necessidade, médica, por exemplo) um desmame abrupto e potencialmente “traumatizante”. E, segundo, porque eu tenho plena consciência de que a amamentação é só mais uma faceta da minha relação com a Chinchila – por muito tempo, uma das mais importantes, é verdade, mas só uma, de forma que nosso amor não depende dela!

Mas decidir pelo desmame foi doído, sim… Porque é uma decisão que marca uma ruptura, uma mudança de um monte de paradigmas.

A amamentação bem estabelecida traz uma tranquilidade absurda e insubstituível no que diz respeito a alimentação, nutrição, saúde, defesas do organismo do seu filho e etc… Insubstituível!!! Além disso, é um jeito ultra prático de acalmar – mãe e bebê! – e de fazer dormir. E de matar a fome, claro. E de garantir uns bons minutos de colo, carinho e aconchego. E de chocar um pouco a sociedade (hahahaha). E de lembrar que aquele bebê depende tanto de você. E você dele. E de fazer voltar a dormir. E de tirar dor. E de liberar ocitocina (ô delícia!). E de demonstrar amor. E de receber amor. E de parar pra descansar um pouquinho no meio do dia. E de levar “lanchinho” da cria pra todo lado. E de … E de… A lista podia ser infinita, repararam? rs

Pois é… meu choro foi de luto pela perda de toda essa praticidade aí. E de saudades antecipadas que eu sei que sentirei desse tanto de coisa deliciosa. E um pouco de luto também, confesso, por essa constatação diária de que minha filha tá crescendo rápido – que delícia assustadora que é isso, minha gente?! É bom demais, mas aperta o coração, não?!

Falando em “assustadora”, chorei também de medo do desconhecido novo caminho que nos espera ali na frente!

Chega a dar frio na barriga pensar nas reconstruções que faremos juntas, Cecília e eu, quando não tiver mais nada de mamá!!! Porque é isso, né?!

Re-construir.

Re-significar.

Re-aprender.

Re-forçar.

Re-juntar. (hahaha)

Re-caminhar.

Juntas. De mãos dadas e olhos nos olhos, ainda.

Será, ainda, intenso, tenho certeza. E lindo. E gostoso. E de nós duas.

Só que é novo e é diferente e isso sempre me dá um medinho – o mesmo tipo de medinho que senti antes das minhas mudanças todas, sabem?! Mesmo com esse tanto de saudade envolvida, no final, eu sei que vai ser bom!

Entonces, sim, estamos desmamando. Lenta e tranquilamente – já sem choros, meu ou dela. Gostosamente. De alma e olhos devidamente lavados!

Volto logo pra contar! 😉

Não se alimenta de amor só com leite materno, afinal de contas...

Não se alimenta de amor só com leite materno, afinal de contas…

Aaaahhh!!! Mais uma coisa: me digam aí, afinal, #comofas quando filho que não mama no peito fica doente e não quer comer?? #comofas, gente?!?!?!? Como que não morre as mãe tudo de preocupação??? Ainda não descobri, não…

“E cai como uma lágrima de amor” – parte 2

Continuando a historinha

Como contei, acabei decidindo por fazer o desmame noturno pela técnica da “Remoção Gentil”. Resumidamente, ela consiste em dar o mamá todas as vezes que o bebê pedir, deixar que ele mame um pouco e, assim que notar que o ritmo da “sugada” diminuiu e o bebê relaxou, tirar delicadamente o peito de sua boca, com o bebê ainda acordado!

A ideia da técnica é desfazer a associação que o bebê tem entre o “mamar” e o ” dormir”, por isso ele mama quando quer, mas aprende que não precisa do peito pra pegar no sono.
Achei que era de fato uma maneira gentil e comecei a fazer durante a noite (diz que o momento mais importante é na primeira mamada, na hora de colocar a criança pra dormir)… Mas sei lá.. Não rolou..! Por falha minha e resistência dela, acho…

Cecília sacou de cara que eu tava de espreita, só esperando pra tirar o mamá dela e mudou vários padrões, várias coisas que estavam tranquilas como estavam, sabem?!

Primeiro vou contar como era: a primeira mamada já era meio nesse esquema, porque ela sozinha mamava o quanto precisava e depois soltava pra se acomodar na posição  que preferia e então  pegar no sono! 

E eram raras as mamadas na madrugada em que ela ficava chupeitando… Normalmente ela mamava com vontade até pegar no sono, aí ou eu tirava, ou ela mesma soltava o peito e eu já voltava pra minha cama, sempre simples e rápido, mesmo quando eram 5 ou 6 eventos desses na noite! rs

Normalmente na madrugada eu já entrava no quarto dela colocando o peito pra fora, mas nos últimos meses eu já tinha adotado o hábito de chegar e primeiro tentar só encostar nela, fazer um carinho e avisar que eu estava por lá pra que ela voltasse a dormir, e só dar o mamá quando ela pedisse. Embora na maioria das vezes ela acabasse pedindo, vez ou outra ela voltava a dormir “sozinha”!

Mas quando eu comecei a fazer a tal técnica Cecília  passou a já acordar exigindo o mamá! Trocou o chorinho e o “mamã” com que me chamava por um certeiro e decidido “MAMÁ”, assim, em letras garrafais! Tipo, “não venha me enrolar, quero meu mamá”! #Aíeucomeceiameirritar-parte1

Além disso, as mamadas passaram a ser mais longas e quando eu tentava tirar ela SEMPRE agarrava de volta com determinação! Mil vezes seguidas! #Aíeucomeceiameirritar-parte2

A criadora da técnica avisa que isso pode acontecer e ensina que devemos continuar insistindo… E talvez aí tenha sido minha primeira falha… 

Eu acabava desistindo e deixando ela mamar até soltar sozinha – geralmente já dormindo mesmo… Durante a noite eu ficava cansada, via que o sono (e as mamadas) dela estavam piores e me questionava mil vezes se era hora de estar fazendo isso, se estávamos mesmo preparadas, se era necessário e tal… E durante o dia voltava a “decidir” que era o melhor…

Óbvio que essa inconsistência não daria bons resultados, né?! rs
Isso tudo trouxe mudanças pra durante o dia també e essa foi a parte fundamental da história!

No meio desse rolo noturno eu demorei pra fazer a associação (óbvia, diga-se de passagem), mas as sonecas do dia também mudaram drasticamente! De um dia pro outro Cecília resolveu que não dormiria mais durante o dia a não ser que tivesse com meu peito na boca!

Ela sempre foi ruim pra sonecas diurnas e nesses 1 ano e 5 meses (completados hoje, aliás!! Uhu!!) tirou a grande maioria delas no meu colo! Quase sempre mamando até dormir, mas sempre soltando meu peito depois de pegar no sono.E tudo bem! 

De forma que quando virei uma grande chupeta humana, tendo meus mamilos mastigados por 16 dentinhos sonolentos e carentes de uma bebéia-meninagrande exigente e cansada #Aíeucomeceiameirritar-parte3!

Ou melhor, aí eu fiquei muito irritada!

Eu chorei de irritação! E de culpa pela irritação, of course!

Por aproximadamente 3 minutos eu pensei até em dar uma chupeta de verdade pra ela. E não desisti por convicções, mas pela preguiça que senti quando lembrei que depois teria que tirar a tal chupeta dela! Juro! rs

E foi assim que eu decidi que tinha chegado pra mim aquela hora em que a relação com a amamentação não tava mais bacana! Decidi que queria desmamar a Cecília! Decidi-decidido!
Algumas horas mais tarde, com meu piercing de peito devidamente acoplado (entenda-se: com Cecília dormindo no peito) li num grupo um post de uma mãe preocupada porque o filho doente não estava comendo e os comentários eram todos: “se ele mama, pode ficar tranquila!” E desabei em muitas lagrimas! 

Quer entender? 

Eu também! Hahaha

Mentira, continuo no próximo episódio…rs

inda’gorinha…

“Por favor, não esqueça…”

Hoje uma notícia – aparentemente falsa, descobriu-se depois (e eu descobri agorinha, brigada, Dani!..rs) chamou a atenção nas redes sociais pra um tema importantíssimo: o hábito que muitas pessoas AINDA tem de dar comidas para crianças sem antes consultar seus pais!

Quem costuma fazer isso o faz, creio eu, como um agrado ao pequeno, na maior das boas intenções! Mas, gente, não pode!!!
Cada família tem suas escolhas no que diz respeito a alimentação…pode ser que eles não comam carne ou que queiram seguir a recomendação de não dar açúcar pra criança antes dos dois anos de idade, ou qualquer outra coisa menos fácil de adivinhar, mas que tem importância pra eles, enfim… a única maneira de saber dessas opções é perguntando pros pais da criança!!!!

E isso não vale só pra crianças que você não conhece, não! Mesmo na sua família, no seu círculo de amigos… não custa dar uma perguntadinha, né?!
Especialmente porque além dessa questão do respeito às escolhas que cada faz sobre a alimentação de seu filho, existe sempre a possibilidade de uma Alergia Alimentar!!! E aí a coisa fica grave!!!

Olha a história:

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Sendo ou não o relato dessa mãe específica falso (aaah, a internet…), sabemos que isso é super possível de acontecer justamente pela junção do tal hábito com a existência de alergias tão graves!

Como mãe de (ex!!!!) alérgica, não preciso nem dizer que só a idéia dessa possibilidade já mexeu comigo, né?!

Imagina o susto numa situação dessas?!?!

A Cecília, por sorte, nunca teve nenhuma reação anafilática, mas poderia ter tido – 40% das crianças com alergia alimentar podem ter!!!

Isso é seríssimo!!! Questão de vida ou morte mesmo!!!

Por isso, vamos repetir: não dê comida pra uma criança sem antes consultar os pais dela! Nunca! Ok?!

E mais um detalhe: em casos de alergia, “só um pouquinho” é suficiente pra fazer um super mal!!!

Aqui em casa mesmo, só chegamos na estabilidade real e na possibilidade de uma cura graças a uma dieta rigorosíssima! Foram quase 10 meses em dieta restritiva. Desses, 7 sem comer leite (inclusive derivados e traços), soja (mesma coisa), ovo, “nuts” (amendoim, castanhas, amêndoas, etc),porco,  frutos do mar, banana, kiwi… Pensando assim parece fácil, mas, juro, essa listinha aí limita absurdamente as opções de industrializados – tudo leva leite e/ou soja! TUDO!

Foram 8 meses sem comer fora de casa, pra ingerir só produtos de marcas confiáveis, sem traços de alergênicos, preparados em utensílios “limpos”…enfim…se eu saía, levava marmita! Inclusive em restaurantes e casamentos! rs

Agora que passou até parece que foi pouco, mas se no meio desse esforço todo algum babaca viesse enfiar um chocolate na boca da minha filha (sem eu nem poder sentir o gostinho..rs), quem ia ter choque era ele! Porque eu ia mesmo querer eletrocutar!!!! Humpf!!!

Então, turma, ficou claro???
Vamos repetir todos juntos agora?

Nunca dê comida pra uma criança sem antes consultar os pais dela!!!


Obrigada!

(em breve voltamos com a programação normal prometida- a.k.a.: desmame!)