Vislumbre

Quando no meio do mês de fevereiro você ganha um dia lindo, de céu azul e temperaturas POSITIVAS quase chegando nas duas casas, existem duas possibilidades:

Ou você abraça esse dia como uma novidade, como o começo de uma nova temporada e se enche de alegria, otimismo e esperança. Ou você entende o presente como um lembrete, como se a natureza te dissesse “não desista, a primavera sempre volta, espera mais um pouquinho!”.

Vivendo meu quarto inverno canadense, já não caio mais na armadilha imediatista de guardar os casacões e me preparar para as flores. Eu já sei que ainda tem chão, ainda preciso de tempo, ainda preciso me resguadar…

Vivendo quase meu 36º ano de vida, eu já deveria saber que a vida é assim mesmo… na caminhada – normalmente com alguns passos pra frente e um ou outro pra trás – vislumbrar o futuro serve pra dar fôlego. Mas a ansiedade de chegar lá não deveria nunca nos tirar da experiência do aqui e agora. Mesmo quando o agora parece pouco acolhedor ou zero animador, passar por ele é parto do caminho, parte do que nos possibilita avançar. Parte do que nos faz simplesmente SER.

Mas é tão mais fácil falar (ou escrever) do que viver, né?! rs

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