A primeira vez a gente nunca esquece!

Andava me criticando ultimamente pelas minhas instabilidades, alterações de humor, capacidade de deixar que pequenas coisas alterem a totalidade de mim… essas coisas de mulher, sabem?!


Mas, pô, se até a Gaya, a “maior mulher de todas” pode ter suas instabilidades, tremer nas bases e deixar que um movimento alheio e superficial lhe afete tanto… acho que meu caso não é tão grave assim!


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Hoje senti meu primeiro terremoto no Chile! Terremoto não, porque aqui eles chamam de tremor quando é de leve. 
Pois é, tremeu!
Foi um movimento de 6 graus da escala Richter que aconteceu a 22km de profundidade. Segundo os comentários da “população chilena” (no facebook) fazia um tempinho que não se sentia um tão forte e tão longo.
Aliás, foi por isso que senti, porque foi longo. (desde que estou aqui já aconteceram vários – vários mesmo! – outros tremores e eu nunca sentia nada)


Estava sentada no sofá, jantando e assistindo um filme no computador (portanto, com a cabeça ligeiramente abaixada) quando senti um pouco de nausea e achei que o movimento que via no computador fosse, na verdade, eu com tontura. Juro!
Aí levantei a cabeça pra ver se melhorava e reparei que não mudou nada…aí olhei pra frente e vi o vaso de flores em cima da mesa balançando, a água e as flores se mexendo. Aí virei pro lado e a tv – que não é pequena – também dançava. Aí olhei pro chão e a Maní tava dormindo tranquila. (hahaha)


A sensação de “finalmente estou sentindo um tremor” foi muito emocionante – os olhos encheram muito de água. Mas, como o tal tremor tava tremendo a tempo demais, logo veio o medinho – sozinha em casa, a noite, chuva, e essa coisa começa a tremer?!?!
Continuei sentada vendo o vaso na mesa, ouvindo uns sons de coisas balançando nos outros cômodos da casa… até acabar. Impossível dizer quanto tempo durou, mas parece uma eternidade pela quantidade de coisas que dá tempo de ver, pensar, ouvir…
Quando me senti segura levantei e fui verificar os arredores: não tinha nenhum vizinho no corredor, assim deduzi que não tinha sido grave. Todas as portas da casa ok e as coisas nos seus devidos lugares. Ufa!
Tudo no lugar, menos meu labirinto: a nausea continuava, a sensação do chão se mexendo também e por uns 50 minutos ou mais fiquei achando que estavam acontecendo outros tremores…rs


Desde que eu cheguei aqui dizia que queria sentir um terremoto, saber que tipo de movimento a terra faz, se tem algum som, como os prédios e as pessoas se comportam…
Bom, não cheguei a todas essas conclusões, mas finalmente senti um! E agora posso ficar sem o próximo por um bom tempo…hehehe
(se bem que dizem que depois que você sente o primeiro fica muito mais fácil sentir outros, mesmo menorzinhos…)


Fiquei acompanhando as notícias ( como essa ) e parece que não houve nenhum estrago, nem feridos, nem réplicas (já tem mais de 2 horas). Podem ficar tranquilos!


Eu sei que foi de leve, bobeira…mas é uma experiência muito incrível!
Se a expressão “perder seu chão” significa perder a sua mais sólida base, seu maior apoio, sua estrutura forte… bom… hoje eu vi na prática o quanto nosso chão não é “sólido” e isso faz mexer a estrutura da gente…ah, faz!


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Terça feira completamos 5 meses de Chile (meo deos, parece tão mais!) e a sacudida de hoje pode ter sido o território chileno pulando pra comemorar!








Ps.: Feliz aniversário pro meu “irmãozinho” que chegou hoje na maioridade! Uhu!!! (mais um motivo pra eu não esquecer a data)

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