Rapidinha

Volta de feriado em São Paulo. Esperava pegar um bom trânsito pra conseguir chegar em Guarulhos. Mas não. Pegamos trânsito pra sair de Guarulhos. No avião!
Foi mais de uma hora depois do “Tripulação, portas no automatico” pra conseguir o “Tripulação, decolagem autorizada”. Porque o tráfego aéreo estava caótico em Cumbica.
Depois foram as 4h e pouco de um vôo conturbado. Não por turbulências, mas por grupinhos de pessoas achando que estavam na Vila Madalena. Em pé no corredor, copo de vinho na mão, falando alto e rindo (um deles exatamente na fileira de trás). E crianças fazendo birra. E aeromoças lentas.
Mas a comida tava gostosa.
E chegar em casa e finalmente dormir na minha própria cama… Delícia!
Sem falar na recepção querida da Maní querida!




Bom, a semana de Brasil foi ótima e merece um post com mais atenção – mas sem fotos, porque, pra variar, esquecemos de tirar. Esse de hoje é só pra avisar que estamos em casa.


Dia frio, sol brilhante e a tranquilidade na rua lá fora…. é, de volta a Santiago!

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Espera passar o avião

São 4h30 de uma manhã gelada em Santiago e me encontro sentada em frente ao portão de casa com mala e cuia (quase literalmente) esperando o Lucas conseguir um taxi pra levar-nos ao aeroporto.
Ao mesmo tempo em que constato que estamos escapando da primeira semana mais fria do ano em Santiago, fantasio sobre o que fazem os vizinhos dos prédios em volta que a essa hora estão com as luzes acesas… e percebo então um novo “aperto no coração”.
Além da dorzinha (que já vinha há alguns dias comigo) por deixar a Maní em Santiago e ficar uma semana longe dela, noto que vou sentir saudades de casa. O curioso é que há pouco tempo atrás estava já imaginando o tweet de quando chegasse no Brasil, qualquer coisa como “em casa…” ou “Querida, cheguei!”. E agora o “em casa” tinha ficado dez andares acima, com a Maní dentro, logo menos estaria há uma cordilheira de distância e eu me preparando pra voltar pra um Brasil que não via há mais de 4 meses…

No ônibus de guarulhos pra São Paulo acordei quando passava em frente à Pinacoteca – um dos meus lugares favoritos na cidade – e ri sozinha ao ver que está tendo uma exposição lá chamada “Aos curiosos”… Ou seja, só uma parte dos meus leitores pode ir…hehehe
Não demorei mais do que cinco minutos pra ver com os olhos dos chilenos as tais cores mais intensas do nosso país – caramba! Que céu azul, que árvores verdes e que prédios cinzas!!! Aliás, caramba, quanto prédio em um lugar só!!! Como e pra que amontoar tanto prédio, tão altos e tão pertos um dos outros???
Pensei tudo isso com sinceridade, com a “frescura” de um olhar quase estrangeiro.
Durante as primeiras 24h aproximadamente continuei respondendo às pessoas nas ruas com “gracias”, “perdon” e “permiso”… meu radar de “opa! Escutei português, tem brasileiro por perto” ficou bem louco…
Nessas mesmas 24h comi tanto, tantas coisas gostosas das quais estava com saudades que a previsão de volta pro Chile é com sobrepeso de bagagem. Isca de frango, salame, pão da la ville, mortadela, ovomaltine, etc, etc, etc…
Cheguei na casa dos meus pais e achei tudo mais claro do que me lembrava. Os gatos estavam um poucos desconfiados com a minha presença e os copos não estavam no lugar de sempre.

Hoje é o terceiro dia de Brasil e ainda ontem a gata veio deitar no meu colo pra assistir filme, no sábado os amigos me divertiram como só eles sabem fazer, hoje o trem andou na mesma linha velha conhecida e o shopping Eldorado estava exatamente igual.
Rapidamente voltei pra posição de cidadã daqui e estou tentando aproveitar ao máximo pra matar as saudades (de pessoas, animais, comidas, lugares…)
Mas de quando em quando vem aquela pontada, a lembrança saudosa de que por mais que eu me sinta em casa aqui por uma boa porcentagem do tempo, minha casa está em outro lugar. Um lugar lindo e querido, mais civilizado, mais poluído, mais frio (fora) e mais quente (dentro), o lugar onde nasceu minha filha e onde ela me espera (que saudade!!!), o lugar que hoje é meu lar!

E aquela esquizofrenia (lembram dela no meus discurso de casamento?) de estar aqui estando lá e estar lá estando aqui, de não saber qual idioma usar, de sentir saudade quando vai e quando vem…
Tudo isso faz parte da vida que escolhi levar… a tal vida dos “expatriados”.
Tudo isso me faz crescer (inclusive pelas dificuldades), faz dar mais valor a cada uma das coisas pequenas que dão prazer e podem fazer falta.
Tudo isso me faz ser hoje uma pessoa diferente da que eu era 4 meses atrás (mesmo que não completamente).
Tudo isso enriquece as experiências dessa nova vida.
E eu amo muito tudo isso. (será que ganho uma grana pelo merchand?? hehe)

E você, quando vem?

Lhes apresento o Hotel MaLuGa, lugar de ser feliz em Santiago!


Aqui você pode ficar tranquilo e só desfrutar tudo que essa cidade incrível tem de bom!





Oferecemos aos nossos hóspedes confortáveis acomodações em quartos dobles com camas de solteiro ou casal. 



Contamos ainda com um Kit-Turista montado com todo carinho para melhorar a estadia de nossos visitantes e incrementado pelos queridos que já passaram por aqui!
Nele constam:


– Guias de tours e passeios pra fazer na cidade e nos arredores dela.





– Celular pré-pago local pra facilitar a comunicação com o que (ou quem) quer que seja por aqui

– Chave da casa com chaveiro típico da Ilha de Páscoa – Presente do Celso Bal


– Porta moedas (presente da Marina Malta) pra facilitar a vida de todos com os pesos trocados



– Cartões Bip da Transantiago pra aproveitar o ótimo transporte público


– Caderneta de anotações onde os hóspedes podem contar sobre sua estadia e deixar dicas e opiniões para os próximos que vierem (presente da Marina)



Outro diferencial de nosso hotel é o Rock Band, pra entreter e divertir as reuniões de amigos na recepção.







De fundamental importância para o sucesso de nosso trabalho é a Maní, uma cachorra de companhia que estará sempre disposta a te dar carinho e ajudar com a saudade de casa!



Isso sem falar nos anfitriões mais bacanas do planeta!





Agora….você que está aí no computador…o que falta pra programar sua vinda a Santiago???


Nós estamos te esperando!!!


Vem!!!!!!


(favor agendar as datas de estadia por email)



Morando em Santiago eu aprendi que…

Aprendi que todos os dias vc tem que olhar esperançosamente para o horizonte.


Não importa como esteja o tempo, a temperatura, a poluição ou o seu humor. Você tem que olhar pro horizonte.


Muitas vocês você se decepciona, se depara com uma grande massa marrom de poluição que te lembra como é ruim o ar que você respira diariamente.
Às vezes não faz muita diferença, porque você olha e simplesmente não tem nada pra ver.
Mas às vezes…..aaahhh!!!!
Às vezes você olha e simplesmente perde o ar!!! E fica com torcicolo porque não pode parar de olhar. E quase é atropelada. E atropela outros pedestres.


Morando em Santiago eu aprendi que não importa se você vê todo dia ou não. Mesmo assim é importante lembrar que logo ali ao lado está uma montanha de beleza, um muro de confiança, pedras pra te proteger – ou pra te segurar e não deixar que você saia correndo no primeiro sinal de fraqueza.


Eu aprendi que a Cordilheira é ruim para o sistema respiratório não só porque ela retém a poluição no ar, mas porque ela pode assim, inesperadamente, me tirar completamente o fôlego!
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Hoje, pela primeira vez desde que chegamos, a Cordilheira amanheceu branquinha, coberta de neve! Um espetáculo!!!


Nossa visita do momento, a Marina Malta, teve a sorte de ter reservado o dia pra ir fazer o passeio aos Andes e ver bem de pertinho os 40 cm de neve que caíram!









Eu vi só aqui de baixo, mas fiquei boba o dia inteiro!!!


Pena que nas minhas fotos não fica nem de perto tão lindo quanto é pessoalmente… mas acho que dá pra ter uma noção:



(na hora do almoço, quando consegui tirar essas fotos, o céu tava azulzinho, mas a nuvens estavam bem cobrindo a cordilheira.. =/ )