“Se faltar o vento, a gente inventa”

Sexta feira começaram as férias da escola da Cecília. Sábado minha mãe voltou pro Brasil. Segunda feira (vulgo amanhã) Lucas começará num novo trabalho (longe de casa).

Junte tudo isso aí e conclua que amanhã é que sentiremos o “agora é que são elas” nessa casa! A partir de amanhã estarei sozinha o dia inteiro com as duas crias.

(Só não totalmente sozinha porque depois de muita insistência de todo mundo resolvi concordar com contratar ajuda de uma faxineira todas as manhãs – porque todo mundo insistiu e porque eu notei que não daria mesmo conta de casa, comida, roupa e filharada toda! Não por enquanto, pelo menos…  =/ )

 

Enfim, não vou mentir: tô com medo de como será! rs

Cecília tá difícil, teimosa, fazendo de um tudo pra chamar a atenção (normal e esperado, né?! mas não por isso menos difícil…)

Dante está tendo boas crises de cólica – aliás, gezuiz!, que judieira isso de cólica, minha gente!!

E aí que já temos os momentos que nós três os dois entram em crise ao mesmo tempo, então tô aqui imaginando como será quando não tiver ninguém mais em casa pra me nos acudir!

E tô respirando fundo e tendo boas conversas com meu cérebro problemático que nunca lidou muito bem com bagunça e barulho e perda de controle… Coitado… rs

 

Ah! E sabem aquela imagem linda e serena do binômio mãe-bebê curtindo em paz a lua de leite! Há!!!
Substitua-a por essas circunstâncias contadas acima. Agora some a busca por uma nova faxineira. Agora a busca por uma nova escola pra Cecília. E ainda, a busca por uma nova casa.

Sim, estamos de mudança em pleno puerpério. Olhem que idéia de gênios! Há!

Suave… imaginam, né?!

 

Ainda bem que meu marido assume a dianteira das coisas – mesmo que ele o faça achando que meu problema é falta de sono e excesso de preguiça só.

Enquanto isso tô aqui, tentando sobreviver ao dia a dia nesse mar de (lama) hormônios e leite e sono e cocô amarelo e “terrible two” e brincadeiras e hormônios e cocô fedido e leituras e gritos e um calor dos infernos e choros e carências e hormônios e alergias e carinhos e músicas barulhentas e chamegos e lágrimas e mudanças e.. e… e… e…

deu pra entender mais ou menos, né?!

 

Mas olha, gente, agora que parei pra escrever e considerando isso tudo aí, diria até que vou muito bem, obrigada!! rsrs

E vocês, como estão?

🙂

 

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“Não digo que não me surpreendi”

21/06/2016

Hoje é o dia em que eu tinha certeza que o Dante nasceria! Há!

Na verdade eu tive tanta certeza disso, durante toda a gravidez, que quando foi chegando no finalzinho eu comecei a achar mesmo que ia levar uma rasteira que me lembraria que quando se trata de parto e de filho, a gente não tem controle nenhum (e nem lá muita certeza de nada..rs)

E aqui está meu bebezuco completando seus primeiros 10 dias de vida extra-uterina!

Gente, que delícia que é isso de bebê recém-nascido!!! ❤️

Dante nasceu quando ele quis, antes do que nós esperávamos. Fez com que muitos planos (e umas passagens de avião) tivessem que ser mudados. E eu achei que tinha acertado na segunda “previsão gravídica”: eu estava esperando um bebê furacão! Há!X2

Me enganei outra vez!

 Meu bebê é de uma tranquilidade ímpar (pelo menos por enquanto.. Oremos pra que continue assim! Hehehe)

O que eu venho notando é que, sim, ele veio pra realinhar nossas orbitas! Mas o furacão da mudança fica, na verdade, na minha conta, não na dele! Ufa!

Eu é que estou tendo que encontrar em mim novas formas e novos caminhos e novas energias. Eu é que estou aprendendo a ser mãe de dois. Eu é que estou reconstruindo dentro de mim as expectativas, pra poder reconstruir as relações – e, pasmem (ou me julguem, como queiram..rs) estou falando tudo isso principalmente com relação à Cecília!
Com o Dante, por enquanto é tudo fácil (apesar de mega cansativo!), a rotina, a amamentação, o amor, a paixão..!!
Com a Cecília é que as coisas são complexas! Ela não é mais (faz bastante tempo) um pacotinho cheirosinho que a gente namora eternamente!

Ela é uma pessoa cheia de suas complexidades. De suas delícias e de suas dores – como eu. E é nessa complexidade que mora nossa relação. 

Digo mais: ela é uma pessoinha de dois anos que tá sentindo muito a falta da mãe. Mãe essa que sempre esteve absolutamente presente antes. Mãe essa que está cavucando energia pra sair da deliciosa bolha puerperal que é essa nova relação com esse novo bebê, pra poder estar mais presente, pra lembrar da importância da presença na relação já existente.

Não me entendam mal, não é uma questão de amar ou não amar, ou amar um mais do que o outro. 

É uma questão (dura!) de se dividir pra multiplicar!

Porque até pode ser como todo mundo diz por aí, “quando nasce outro filho o amor se multiplica”. Mas as relações não são assim tão simples equações. E é nisso que eu estou trabalhando agora. Com uma dificuldade que ninguém me contou que eu teria. Mas com uma lucidez que me ajuda a traçar esses novos caminhos.
Tenho aqui em casa o apoio, a ajuda e os ombros tão fundamentais. Tenho em meu coração amores e mais amores. Tenho no peito muita confiança no que vem sendo construído há 2 anos. E por isso tenho a certeza de que em breve, realinhadas, as coisas estarão no lugar a que – agora – pertecem!

Nisso estamos, assim vamos… E nesse caminho o coração vai dando umas explodidinhas de amor, assim oh:

Ah!! Relato de parto virá, não tenham dúvidas! Mas quero esperar receber as fotos e reviver essa história pra publicar, então deve demorar um pouquinho, ok?! 

“Bom conselho”

Sim, sim…sei que se “conselho fosse bom..blablabla”… Mas hoje tô toda generosa e quero dar umas dicas preciosas pra vocês! Juro que são ótimos conselhos! hehehe
Anotem aí:

 

A primeira é só pra quem é de São Paulo, porque  é um grupo presencial, o “Tempos de Ser Mãe”

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Elas, por elas mesmas:

“um espaço de cuidado para tantas questões que atravessam a maternidade, desde o querer (ou não) engravidar, passando por gestação, parto e puerpério, até os primeiros cuidados com o bebê. 
Um espaço de escuta e compartilhamento, tendo o TEMPO como temática norteadora. Tempo biológico, cronológico, social, lógico, pessoal, familiar, do bebê, das mamadas, do sono, do retorno ao trabalho… Tempo que atravessa e marca as relações, o tempo todo. Que inaugura um antes e um depois.

Serão encontros periódicos, com temas disparadores, abertos a quem se interessar (pode ser gestante, já ser mãe há pouco ou muito tempo, pode não ser mãe, pode ser pai, companheirx…). O primeiro será nesse domingo, dia 15/05: O TEMPO DA ESPERA.


Inscrições podem ser feitas por email: nucleotrajetos@gmail.com, telefone: 3796-0235 ou whatsapp: 98334-6261
(para nos ajudar na organização do espaço e do café).
Teremos um espaço baby friendly para quem quiser ou precisar trazer os bebês.”

Trocas, presenças, bate papo, identificações, descobertas… tudo isso pode ser fundamental  num puerpério e/ou na criação de um filho – precisa-se de uma vila, lembram?! rs

Quando esse encontro é bem mediado, então… Sucesso!!

Umas das organizadoras, a Nathalia, é minha prima irmã! Mesmo aqui de longe, estamos sempre juntas – SEMPRE e desde sempre! – e está sendo delicioso acompanhar nesse último (quase) ano (já!) ela sendo agora mãe de uma bonequinha foférrima que eu não vejo a hora de apertar de novo!

Queria muitíssimo ir nesses encontros, mas como não posso, peço pra quem for dar um abraço meu na prima e na sobrinha, ok?! 🙂

 

A segunda dica (eu meio que já dei lá na página do blog no facebook, mas faço questão de vir reforçar aqui) é um projeto no Catarse. Não, mentira, (já) é um livro. Não, mentira de novo, é uma nova forma de olhar o mundo!

Estamos agora na última semana pra apoiar o projeto “Do Seu Pai” no Catarse!
Gente, sério, se você não conhece o projeto pára tudo o que você está fazendo AGORA e vai lá ver!

O Do Seu Pai é uma das coisas mais lindas dessa internet! É uma das coisas que me faz resistir toda vez que penso em abandonar as redes sociais! É um negócio que me faz sorrir e me reencontrar nos dias nublados. Que me inspira muitíssimo! E que, sem dúvida, me faz olhar a vida com outros olhos!

Eu garanti meu livro no primeiro dia, porque sabia bem que esse eu não podia perder por nada!

O Pedrinho Fonseca, o “pai” em questão (rs), é um ser humano incrível que eu queria ter no meu círculo de amigos próximos, juro! E que, pra completar, tem uma família que dá vontade de abraçar todo dia, a cada post no Instagram! rsrs

Dá uma fuçada lá no site dele, vê quantos projetos lindos, cheios de amor e absolutamente inspiradores!!

Além do “Do Seu Pai”, destaco também o “A olho nu” e o “Taxista Josué”!!!

 

 Agora a terceira dica é um podcast, oh que moderno! rs

Mas não é qualquer podcast, é um projeto de uma querida que a “blogosfera materna” me deu de presente!

É o GNH – Gerando Novas Histórias!

Conheci a  Daiana, pra mim eterna Nana, lá no blog A Louca dos Bebês.

Aprendi muito com ela (sobre temas, aliás, que a princípio nem me interessavam), me emocionei, torci, vibrei e ri MUITO!!

Aí a blogueira “tentante” mais amada dessa internet virou mãe, a vida mudou e ela se reinventou e se re-descobriu nesse novo modelo que é o podcast!

Eu, que não estou acostumada a esse tipo de mídia, demorei pra conseguir colocar a “escuta” em dia. Até semana passada eu só tinha ouvido o episódio 0, mas aí finalmente aprendi a conectar meu celular no rádio do carro e em poucos dias nas idas e vindas da escola da Cecília escutei todinhos e AMEI!!!

Desde que ouvi o primeiro to querendo correr aqui indicar, mas preferi ouvir todos antes (sei lá porque, já que a vontade não mudou em nada! rs) e é um melhor que o outro! Da vontade de ficar batendo papo sobre cada um deles depois de ouvir!

“Maternidade real com informação e bom humor”, como ela diz! Eu digo mais: e honestidade. E sensatez. E acolhimento.

É uma delicia, gente! Ouçam!!!

Tem página no facebook também: Gerando Novas Histórias

 

E é isso, gente! Espero que vocês gostem e aproveitem!

 

 

 

 

 

 

“Eu quis você”

Eu não costumo dar muita importância pra datas como o dia das mães (desculpa, mãe! rs), mas elas estão TÃO presentes nas redes sociais que fica meio impossível não pensar sobre as tais, né?!

E o que eu pensei esse ano foi isso aqui:

 
Ser mãe é a coisa mais difícil que já fiz na vida.

E, sim, claro, como todo mundo diz, a mais deliciosa!

E a mais definitiva também.

Não dá pra “largar no meio” como fiz com minhas faculdades e minhas escolhas de vida antes, mudar de ideia, mudar de gosto… E quem conhece esse meu histórico aí, deve imaginar que isso de vez em quando me dá um certo desespero, de tão “pra sempre” que é! hahaha
Mas ser mãe foi uma escolha que eu fiz. 3 grandes vezes, quando decidi com o Lucas que tentaríamos engravidar. E uma escolha que eu re-faço diariamente, várias vezes por dia.

Que re-faço – com certo peso – cada vez que preciso respirar fundo pra engolir o stress ou o choro e seguir o dia. E que re-faço – cheia de leveza – cada vez que me derreto inteirinha com alguma doçura da minha menina.
A consciência dessas escolhas dá, sem dúvida, outro gosto pras minhas experiências. Tanto a experiência de ser mãe, quanto a experiência de ser filha.

À minha mãe a maternidade não chegou assim, como escolha. Não incialmente, pelo menos.

Talvez por saber disso, cada vez que eu tropeço nas dificuldades da minha própria maternidade me lembro da minha mãe, lá com seus 17, 18, 19 (…) anos, sendo JÁ minha mãe. Sendo sozinha minha mãe (porque ser mãe, e isso a gente só aprende sendo, é uma das vivências mais solitárias dessa vida). Penso nela refazendo a escolha de ser minha mãe em circunstâncias tão diferentes das minhas, tão mais duras que as minhas…

E sinto uma gratidão e um orgulho danados de tudo que ela fez por mim e de tudo que ela conseguiu comigo (ou apesar de mim)!!!

E outro orgulho danado de fazê-la avó e de assistir ela viver essa relação tão linda e tão leve com a minha filha! Que delícia!!!

 

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(eu podia continuar esse post falando de tantas outras mães guerreiras, que têm ou não a escolha de ser mães, da força delas, dos amores, das dores… da empatia que a gente só consegue sentir de verdade quando somos também mães. Mas não tô com vontade hoje. rs

Hoje quero só mandar um beijo cheio de orgulho pra minha mãe e outro pra mim mesma! rsrs)

 

“Tudo certo, tudo bem, tanto faz!”

Desde que venho anunciando essa gravidez tenho ouvido de um sem número de gente a seguinte frase: “nossa, segunda gravidez deve ser muito melhor, muito mais tranquilo porque você já sabe o que esperar, o vem pela frente”

Mas isso nunca tinha feito muito sentido pra mim.. 

Sei lá, li TANTO na gravidez da Cecília, tantos e tantos posts de uns blogs maravilhosos, tantos grupos de apoio.. Eu sabia o que esperar, sabia o que viria! Claro que a prática é sempre diferente da teoria, mas eu realmente acho que tinha (e tenho) uma boa tranquilidade quando se trata de ser mãe…rs (modéstia? Cadê? Cês viram por aí? rsrsrs)
Mas hoje de manhã, enquanto eu observava Cecília devorar seu sanduíche fiquei pensando na tal frase..

Explico: Cecília come bem! Come muito bem! Demorou bastante pra começar a comer de verdade, mas eu nunca me preocupei ou tive pressa (santo mamá que nos acompanhava!!!)

Sempre ofereci de tudo, mantive as opções sempre saudáveis, fui conseguindo adaptar o cardápio aqui de casa pra ficar saudável dentro da nossa realidade, etc. 

A comida sempre esteve lá e o quanto ela comia foi lentamente aumentando. Nunca me preocupei com quantidade, nunca exigi que ela comesse mais do que parecia disposta – confiei mesmo naquela história de que bebês amamentados em livre demanda conhecem seu próprio estômago e sabem quando querem ou não mais! 

(mas confesso que não sou lá tão liberal quanto preza meu Guru-Gonzalez e apesar de não forçar, dou umas insistidinhas, até por não saber quando ela parou de comer porque se distraiu ou porque está satisfeita)

O fato é que esse “aos pouquinhos” foi virando uns poucãos e atualmente ninguém acredita no tanto que ela consegue comer..Amigos ficam pasmos, já veio até garçom em restaurante comentar… Na escola ela termina a merenda dela (que normalmente é uma fruta ou um pouco de cereal) e sai caçando os restos dos amigos..rs Foi-se o tempo em que eu pedia um prato no restaurante e dava pra gente dividir… No geral oscila um pouco.. Passa por períodos em que come como uma criança normal e outros como verdadeira pequena-draga!

Semana passada, por exemplo, ela pegou uma super gripe, o apetite diminuiu, teve até um dia em que ela só comeu uvas e um pouquinho de milho cozido, mais nada..! Resultado? Essa semana está um saco sem fundo!!! Termina de mastigar o almoço pedindo pra comer outra coisa, chora porque não quer dormir e sim comer, acorda de manhã e a primeira coisa que diz é “quero pãozinho”, chora enquanto eu preparo a comida como se estivesse a hoooras com fome e por aí vai…
  

Por que que eu to contando tudo isso? Pra me gabar? Não, minha gente! Continuem lendo pra pegar o gancho com a história lá do começo.rs

Apesar de ser uma pequena draga de vez em quando, Cecília é magrela! Magrela de tudo! Não sei quantos meses faz, acho que uns 4 ou 5 que to ansiosa pra trocar o tamanho da fralda, achando que ela tá quaaaase chegando lá  e a bendita balança não sai do lugar! Cecílinganha peso muuuuuito devagar! Mas cresce feito sei lá o que, minha gigantinha!

E é super saudável!!! Inteligente, ativa, feliz e saudável! 

(saúde, aliás, comprovada semana passada nuns exames de sangue que fizemos pra ver a história da alergia dela)
E aí hoje de manhã eu tava olhando ela comer cheia de fome e “vazia” de dobrinhas (rs) e pensando naquelas mães de bebês pequenos que ficam apavoradas ou orgulhosas no dia da pesagem no pediatra. Tava pensando nos pediatras terroristas que ficam com a calculadora “ameaçando” ter que dar complemento porque o bebê não atingiu o ganho diário de X gramas por dia. Tava pensando na cultura maluca que acha que bebê e crianças gordinhos é que são saudáveis e se alimentam bem. Como se o número da balança fosse o único indicativo importante. Como se o bebê e a criança não fossem já (e também) um ser humano complexo cheio de outras coisas pra serem observadas!

E aí eu fiquei com raiva desse sistema maluco. E fiquei muito agradecida pela pediatra da Cecília lá no Chile, que podia não entender muito de alergia, mas que nunca me deixou influenciar pela balança!

E fiquei pensando se conseguiria alguém bacana assim pra acompanhar o Dante.
E depois me dei conta de que já temos o principal pra acompanhar o Dante: mãe e pai empoderados e seguros. Experientes?!

Claro, claro.. Não vou contar vantagem antes de a água bater na bunda! Hahahaha. Vocês, sem dúvida, acompanharão as cenas dos próximos capítulos… Mas agora eu concordo mais com a tal frase: que bom que o Dante já vai chegar com um pouquinho mais de experiência nossa – e com uma irmã magrela e comilona que nunca ligou pra balança nenhuma! 😉

“Para realinhar as órbitas dos planetas”

É pra isso que ele veio. E eu soube desde o primeiro momento.

Desde que vi aquelas duas linhas fortes no teste de farmácia , abracei o Lucas e chorei… não sabia explicar porquê no momento,  mas hoje sei que “chorei de realinhamento”.

Antes que eu visse, eu sabia (e queria!), mas eu não pude acreditar! 

Sabia, mas ainda não tinha noção da dimensão disso tudo!
Para realinhar as órbitas  dos planetas!
Ele veio pra me transformar! E pra mudar a vida de todos nós aqui!

Veio e me mostrou que não tem essa de “experiência “, que a segunda rodada é a segunda rodada e não a primeira outra vez!

Por isso tem sido tudo tão diferente!

Com ele conheci de verdade as chatices do primeiro trimestre, o medo do “ai, meu deus, como vai ficar minha vida depois que nascer?”, a ansiedade pelo tal nascimento misturada com uma passagem maluca do tempo que já me levou metade dessa gravidez, sem que eu sentisse ou namorasse cada segundo dela.

Com ele experimentei apreensão, arrependimento, medo – tudo novo pra mim no tema gravidez. 

Ele foi nosso segredo por um bom tempo. Mas, preciso confessar, a verdade é que ele ganhou força pra mim só depois que deixou de ser.

Com ele forte em mim redescobri o desejo, a curiosidade, o namoro da ideia, o gosto do novo e a ânsia pelo diferente!
E por isso ele tinha que vir ELE!

Não podia ser “outra ela”, tinha que ser tudo novo, diferente, transformador!
Ele tá só começando! Ainda teremos muito mais dele em nossas vidas. Ele ainda vai transformar e ensinar muito aqui.

Nossos planetas ainda serão muitíssimo mais realinhados!
Ele ainda não tem nome definido, mas é desde sempre o meu Segundo Sol! 

  

“Na tua presença” – 18 meses

Há um ano e meio eu carrego em meus braços o meu bem mais precioso. Há um ano e meio eu o acalento e alimento em meu seio.

Tem como não sentir saudades de tamanha felicidade???

Há um ano e meio ela nascia.

Mas só muito recentemente me caiu uma ficha: apesar da impressão de que 18 meses é um tempo longo que passou rápido demais, a verdade é que um ano e meio é uma porcentagem minúscula da vida que temos pela frente.

E enquanto uma parte minha se impressiona com o quão grande e esperta e independente e mini-gente minha bichinha está, outra parte se assusta um pouco ao se dar conta de que ainda temos muitoooos anos de cuidados e preocupações pela frente e uma terceira parte espera ansiosa por alguns “marcos”.

É mais ou menos assim: acho a coisa mais linda do mundo a Cecília querendo subir e descer TODAS as escadas que aparecem em seu caminho – ela quer explorar a nova habilidade! – mas meio que não vejo a hora de ela ser “mais habilidosa nessa habilidade” (hahaha) e conseguir fazer isso sem tombar tanto pra trás, sem que eu precise estar sempre olhando e penso “hmmm, em quanto tempo será que ela vai conseguir subir e descer verdadeiramente sozinha e eu poderei ficar tranquila?”. Mas depois me lembro que mesmo depois que isso acontecer, ainda teremos muitos tombos e joelhos ralados e queixos batidos por aqui, porque né, criança e tal…rsrs

Deu pra entender a loucura da pessoa? rs

Enfim… penso agora que essas partes todas precisam se juntar e entender que “pressa” e “maternidade” são duas palavras que não combinam. E que a beleza é o caminho, não (só) as chegadas.

Sabe numa viagem longa de avião? Não é boa idéia ficar olhando aquele contador de “tempo até o destino”. É bem mais gostoso se vamos olhando a vista, descansando, vendo um bom filme ou aproveitando a boa companhia, não é?!
Então!

Um ano e meio é muito pouco tempo. (Aos mais jovens, juro que um dia vocês concordarão comigo!rs)

Minha bichinha é só uma bichinha filhote, que ainda tem muito o que aprender e aprontar.

E enquanto ela vai crescendo e aprontando eu quero poder me deliciar. Sem pressa. Degustando cada gota. Sem ansiedade.
Quero aprender a curtir mais o “enquanto ela aprende” e não só esperar pelo aprendizado completo, o “mission accomplished”, sabem?!

Acho que assim fica mais gostoso e até menos cansativo, não é?!

É como dizem por aí: os dias são longos e os anos são curtos!

Me lembrar disso será minha “lição de casa” pelos próximos meses!

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“Onde ir”

Hoje resolvi fazer um post desses clássicos na blogosfera materna, um guia prático com dicas de ótimos lugares pra se comemorar o dia das mães! 🙂

O segundo domingo de maio é, sem dúvida, um dia de restaurantes cheios e filas de famílias famintas, por isso recomendo que você avalie bem o humor e as vontades de vocês  pra ir direto pro tipo de lugar que mais combina, afinal ninguém merece ficar rodando de fila em fila, né?!

Vamos às minhas sugestões:

– Se sua vontade é de um lugar aconchegante e super confortável, uma excelente opção pra comemorar é essa aqui, oh:

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– Se tudo o que você quer nesse dia é um pouco de paz, minha dica é:

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– Para encher a barriga de forma saudável e deliciosa – e alimentar a alma junto, a dica é quase óbvia:

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– Se você gosta de lugares cheios e badalados, onde não dá nem pra respirar direito você precisa de terapia! hahahaha, que tal essa muvuca?

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– Se o clima do dia é de “barriga doendo de tanto rir”, sugiro uma programação assim:

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– Quando não estou com vontade de restaurantes cheios, mas quero me alimentar de cultura, eu adoro esse lugar:

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– Se o clima pra você é mais saudosista, que tal visitar essa lindeza?

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– E se você tiver a chance – infelizemente, hoje eu não tenho 😦 – você não pode perder o melhor de todos:

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O que mais vocês sugerem??
Espero que tenham gostado e que o guia ajude muitas mamães e filh@s por aí!!

Um feliz dia das mães pra todas!!!

“Lloraaannndoooo”

Semana passada foi uma semana de muito chororô por aqui! MUITO!
Cecília chorou tanto que, no mínimo umas 3 vezes, eu tive vontade de sentar e chorar junto com ela! (choro de filho é tipo uma “coceira no cérebro” e dá um incômodo danado não conseguir fazer parar!!)

Ela esteve doentinha, está com mais 2 molares nascendo, tínhamos visita em casa… mas eu sabia que era mais do que uma reação a essas coisas! Só não sabia o que era…rs

Muito se lê sobre as birras dos 2 anos de idade – conhecidos como “terrible two” – e os choros que as acompanham, mas penso que a Cecília não pode já estar passando por isso…

Se a criança de 2 anos chora porque quer que tudo seja do jeito dela, usando e abusando de sua nova autonomia e capacidade de ter desejos e tomar decisões, talvez minha filha, do alto dos seus 15 meses, chore pelo caminho a essa autonomia.

Algumas vezes eu percebia claramente o choro de frustração, de Bébeia contrariada querendo MUITO fazer algo que não deixamos. Mas outras vezes era um choro que me parecia sem motivo aparente, porém muito intenso e sofrido – por isso agora tento me debruçar sobre ele.

Acho que ela chorava por não conseguir expressar alguns desejos e quereres (imagina que angústia isso?!).. às vezes, acho que por não ter claro o que desejava… Ou por não conseguir lidar bem com a ansiedade e a intensidade de tanta novidade, tanta vontade, tanto querer (e muito não poder).

Não sei… mas sei que não gosto de vê-la assim!

Respirar e acolher o choro que não entendemos é um exercício difícil!
Confesso que muitas vezes me pegava perguntando mil vezes o motivo do chororô a uma Cecília inconsolável…ficando sem resposta (óbvio, né?!) eu acabava me irritando (coça o cérebro, lembram?) e correndo o risco, inclusive, de não dar mais bola pras lágrimas – coisa que eu não quero que aconteça por aqui!

O que eu gostaria de aprender – e não errar mais! – é que nem sempre terei a solução concreta pras angústias da minha filha e que nesses momentos, o que posso fazer por ela é oferecer uma distração, um outro olhar sobre o problema, um abraço reconfortante…
Minha mãe, aliás, é expert nisso tudo, tenho uma boa professora pra me inspirar! =)

Agora parece que o choro diminuiu e minha Chinchila de sempre está de volta…ufa!
(Acho que passamos pelo “Salto de Desenvolvimento” mais intenso até agora – e além de tirar essa lição aí de cima, reforcei mais uma vez a lição mais importante da maternidade: tudo passa!!!)

“Não pude segurar a mentira…”

Dia desses estava conversando com umas amigas e comentei que Cecília tá puro grude, que até pra cozinhar preciso ficar com ela no colo – e então deu-se o seguinte diálogo:

Amiga 1- Não, Gabi! Como assim? Não pode!

Eu – Ela fica chorando agarrada na minha perna!

Amiga 1 – Deixa chorar!

Eu – Eu deixo! Mas aí… Ela… Ela chora… E… Eu não…. Até que ela… E aí… Eu não consigo!

Amiga 2 – Ela é pequenininha ainda, né?!

Todas nós – É…

Aquela conversa me incomodou e ficou ecoando na minha cabeça até que eu conseguisse entender:

1- Mentira! Eu não deixou chorar – não quando eu posso pegar Chinchila no colo!

2- Menti porque fiquei com medo do julgamento clássico de “você está mimando essa menina”!

3- Amiga 2 me salvou das reticências infinitas – era tão mentira que eu nem tinha argumentos pra justificar…rs

Então vou desmentir essa história e tentar não ligar pros julgamentos:

 Há duas coisas que eu não nego nunca pra Cecília: colo e mamá!

A menos, claro, que eu esteja fazendo alguma coisa em que o colo represente perigo ou que esteja em uma circunstância em que não dê mesmo pra amamentar, sempre dou quando ela pede!

Minha bichinha tá cada dia mais autônoma, curiosa, comendo sozinha, brincando sozinha, querendo explorar o mundo com as próprias pernas (e olhos e dedos e boca..)



adulta!





Cantinho da leitura / independência



Eu percebo que além de divertida, cansativa e aventureira essa etapa que ela está vivendo agora pode também ser algo assustadora, por isso acho absolutamente normal ela PRECISAR de mim nos intervalos da nova independência! Seja pra recuperar as energias ou a coragem, estou aqui pra dar esse alento que ela busca, mesmo quando essa necessidade é mais constante!

  Isso não quer dizer que eu não coloco limites nela, ou que nunca negue nada a ela – por exemplo, ela não pode brincar com coisas perigosas, não pode assistir tv, não pode estragar coisas que não são “estragáveis”, não pode fazer brincadeiras que possam machucar a Maní (ou a gente, ou a si mesma)..enfim, coloco os limites que considero importantes –  e ela tem sim que lidar com as frustrações resultantes deles – mas, definitivamente, poder ficar no colo e mamar quando quiser NÃO se encaixam nessa categoria! Ponto!

(um parêntesis curioso: essa escolha do que é importante limitar é absolutamente pessoal e sei que, às vezes, as mesmas pessoas que julgam minha filha mimada porque ganha “muito colo” nos consideram meio carrascos por não deixá-la brincar com celular ou comer umas tranqueiras…)

Já disse, muito bem dito, o querido Dr. Carlos Gonzalez: “Amor ‘demais’ não estraga ninguém, o que estraga é a falta dele!” 

Agora, uma coisa eu admito: não é fácil!

Como vocês devem ter lido nuns últimos posts meus, não estava fácil tê-la tão agarrada a mim, me impossibilitando de fazer várias coisas que eu precisaria/gostaria. Não é fácil desapegar das minhas neuras e largar tudo como está pra atender à “simples” necessidade de aconchego de outra pessoa. Não é fácil acolher quando a gente também tá precisando ser acolhida…

Mas, oh, ninguém falou que seria fácil e eu escolhi esse caminho sabendo o que me esperava! rs

Porque grande parte disso tudo é realmente escolha: eu podia escolher deixá-la chorando, ou escolher colocar um desenho na tv pra ela assistir enquanto eu tenho um pouco de paz  ou enquanto faço a janta, ou escolher deixá-la chupando chupeta ao invés de ficar uma hora inteira com ela com o meu peito na boca…

Eu podia escolher fazer diferente, como muita gente escolhe e faz – que fique claro, não tenho absolutamente nada contra essas escolhas diferentes, só estou dizendo que elas não são as minhas e que eu tenho que lidar com o que provém  disso.

Por sorte tenho o enorme privilégio de poder estar o dia todo com meu pica-pau e tomar essas decisões “menos práticas” e bem cansativas!

Mas depois dos dias (semanas?) mais difíceis e complicados pós nossa mudança pra cá eu precisei fazer alguns ajustes por aqui… Procurei mais atividades e brincadeiras pra fazer com ela durante o dia, dei uma relaxada nas minhas neuras com a casa e tenho conseguido incluí-la no que precisa ser feito – descobri, aliás, que o colo solicitado na hora de eu fazer comida é menos carência e  mais curiosidade e vontade de participar!! Nessa hora, haja oração do Santo Sling!! Hehehe

Enfim, ajustes, amadurecimentos (dela e meu), rotina, casa fixa quase mobiliada (rs)… Tudo isso tem deixado as coisas mais gostosas a cada dia! Tanto que já pude até vir escrever sobre o assunto! 😉

Porque olha, juro, verdade verdadeira mais pura: tudo que tem de “não fácil”, tem mil vezes mais de delicioso – afirmo agora, que estou mais leve! Hahahaha



olheiras absolutamente justificadas! 🙂