"Segue o Seco" – parte 3


Parte 1

Parte 2

Bom, o segundo dia de viagem foi o 11/04, diazinho lindo do meu aniversário!
Acordamos cedíssimo – 4h30 da manhã – e eu já fui logo cobrando meus merecidos parabéns dos meus companheiros sonolentos!!! hehehe

A programação do dia era: de manhã “Geisers del Tatio” e a tarde “Lagunas Cejar” (que vai ficar pra parte 4…rs).

O passeio do Geiser, como eu disse, exige que se saia muito cedo de San Pedro. Além de ser longe, é necessário que se chegue lá antes de o sol sair, pra poder assistir o espetáculo inteiro! 🙂


Isso porque os Geisers nada mais são do que o planeta brincando de soltar fumacinha pela(s) boca(s) (sacam aqueles dias de frio em que quando você “bafora” sai fumaça pela boca?! Então, isso… hahahaha)
Como a hora mais fria do dia aqui no Chile é justamente no comecinho do dia (o sol nasce cedo, mas até sair de trás da Corilheira e começar a esquentar algo, demora! O mesmo acontece aqui em Santiago…), é nesse momento que se pode apreciar com mais intensidade o fenômeno!!!
Sai bastante água das crateras também, mas não com força o suficiente pra subir um jato…elas ficam baixinhas e a fumaça é que faz essas colunas que se vê aí…
É impressionante de se ver!!! O que eu mais pensava aí era: “imagina a sensação dos primeiros homens que descobriram os Geisers???!?! Que explicação eles davam pra isso??” Devia ser quase a confirmação do inferno! hahaha

Momento dica: quando te disserem: “vá agasalhado, nesse passeio faz frio”, acredite! Acredite e leve muito a sério!!!
Meu irmão, por exemplo, tinha sido avisado pra trazer do Brasil roupa de muito frio, mas aí resolveu dar um google (ah, essa geração..! hahaha) e leu que em San Pedro em abril fazia uma mínima de uns 15 graus, achou que com um moletom daria e veio “sussa”! hahaha A sorte é que quando chegou aqui o convencemos a levar pra lá meu casaco de neve e uma malha “polar” do Lucas! No final, ele foi o que ficou mais quentinho, acho…rs
Eu, por minha vez, levei mini a sério e me agasalhei pra um dia de inverno em Santiago…perdi a conta de quantas vezes meus pés congelaram! hahaha
Faz muuuuuiiiitooooo frio lá!!!! Provavelmente pela falta de roupa (não coloquei meia calça, nem “meião”, nem “minhocão”), passei mais frio do que nunca na vida!!!
Não se esqueçam que além do horário, há também que se considerar a altitude: estávamos a 3600 metro de altitude!

Ficar juntinho também ajuda a esquentar!
A solução pro frio é ficar pertinho dessas colunas de fumaça quentinha! Super ajudam a descongelar o pé! Só que tem dois problemas: 1- junto com a fumaça, saem uns gases tóxicos, como enxofre, por isso não é muito recomendado ficar ali grudadinho, respirando isso… 2- A fumaça não é fumaça, é vapor. E como todo bom vapor, é húmido! Então você pára do lado, descongela, até quase esquenta…e aí quando dá um passo pro lado re-congela instantaneamente e ainda “piormente”, porque agora além de gelado, você está molhado!
Mas oh, não atrapalha o passeio, viu?!
Tanto que é aí que todas as empresas de turismo montam o desayuno! Assim, ao ar livre mesmo… o café quentinho vem bem! Duro é tirar a mão da luva pra comer qualquer coisa….rs

Aí, ao contrário dos outros passeios, a gente assiste a Cordilheira mudar de cor enquanto o sol sobe (e não quando desce…rs) É lindo também!!!
Depois que o sol sai, vem a parte aventureira do negócio: ali, no meio dos Geirers, tem uma terma, um laguinho de água quente onde é possível se banhar…
A água é bem quente – é a mesma água dos Geirers – mas o frio fora é tanto, mas tanto, que tem que ter muita coragem pra entrar!!!
Eu não tive, mas o Lucas e o Guto tiveram!

Temos provas! rs

E, claro, sair da água é a parte mais difícil!!!


Reparem na mão dele! 

Hahaha!!!





Bom, depois de todo mundo vestido, continuamos o passeio…
Passamos por um rio cheio de aves naturais do deserto, um paredão de pedrinhas empilhadas onde se escondem coelhos invisíveis (hahahaha! não perguntem!), vários grupos de vicuñas selvagens (faltou foto) e por uns cactos que são mais velhos que o mundo! rs

O paredão. Vê algum coelho?? rs

Esses cactos crescem 0,3 milímetros por ano e alguns tem mais de 3 metros de altura!!! Faça as contas…

(Parentesis: vicuñas são bichos bem parecidos com as llamas (misturadas com veados. hahaha), que só vivem em muito altas altitudes e que tem um pelo absurdamente macio e caro!!! (daqueles que não é possível tosar, é preciso matar o animal pra extrair…claro que é proibido, né?!) Mas o mais legal delas é que são super civilizadas e usam banheiro! Todas do grupo escolhem um lugar específico e só fazem cocô nesse lugar! Mó legal! hahahhahaha)


Vicuña e vicuñita do google
Pra terminar o pacote, terminamos a manhã visitando o Poblado de Machuca, um lugarzinho com 9 habitates, charmosinho e pequeninho, onde podemos comer umas boas empanadas e provar carne de llama! 
Llama, aliás, é animal de estimação nesse lugar! rs

Dos 9 habitantes, 2 eram gatos…rs


E, ufa! Aí foi voltar pra cidade, almoçar e se preparar pra jornada da tarde!



Ah! Um ponto importante!
Uma questão que sempre “pega” no Atacama é a altitude… Como as pessoas não estão acostumadas, é super normal o povo passar mal… Enjôo, tontura, dor de cabeça, falta de ar, taquicardia e até dor no peito são alguns dos sintomas…
Existem algumas dicas pra evitar problemas: começar pelos passeios mais “baixos”, pro corpo ter mais tempo de ser adaptar e ir subindo “aos poucos”; evitar consumir bebidas alcóolicas e comidas muito pesadas na noite anterior à subida e ter uma boa noite de sono…
Nós seguimos isso direitinho: começamos pelo Valle de la Luna (que está a uns 2800 metros), depois os Geisers (a 3600) e por último o Salar de Tara (que chega a 4800 em um ponto!!!). Além disso, estávamos no esquema tranquilo e família…sem badalações e sem muita comilança também (pelo menos nas noites…rs)

Tem também o chá de folha de coca, clássicão do lugar! rs Nós compramos as folhas e fizemos o chá! Eu não provei, não sei nem que cheiro tem, mas algumas pessoas tomaram e acharam que ajudou. Outra opção é só pegar a folha da coca, colocar embaixo da língua e ficar chupando… também foi testado e aprovado por membros do nosso grupo! hahaha

Eu, que sou mestre em ter piriri e/ou ficar doente em viagens, estava morrendo de medo de ficar ruim e perder os passeios incríveis – aconteceu com uma conhecida nossa… começou a passar mal no primeiro dia e passou os outros 4,5 dias dentro do hostal com dor, imagina que frustração?!?! 
E me deu mais medo ainda porque o guia disse que se nos sentíssemos mal nos Geisers não teríamos nenhuma chance no Salar de Tara, e esse era o passeio que eu mais queria fazer!
Apesar da tensão e do nojinho do chá (odeio chás em geral!! rs), não senti nadinha nas altitudes!!!
Ficava um pouquinho mareada no caminho, mas pelo sacolejo da van na verdade… Quando estávamos nos lugares altos, algumas pessoas sentiam um pouquinho de dificuldade de respirar, ou um pouco de taquicardia se se movimentavam um pouco mais rápido… mas nada grave!
E euzinha lá, feliz e saltitante – literalmente, afinal, era meu aniversário!!! hehehe




"Segue o Seco" – parte 2

Você pode ler a parte 1 AQUI


Antes de irmos pra San Pedro pesquisei bastante na internet sobre os passeios lá. Vi os que eram mais normais de fazer e o que eram mais “bem falados”… Com isso, montei a programação que eu gostaria de fazer e mandei por email pra um monte de agências de turismo de lá, perguntando se era possível e quanto saía…
Recebi orçamentos desde 70 mil pesos (280 reais) até 200 mil (800 reais), mas a média era uns 100 mil (já deu pra sacar a conversão, né?! rs). Além dos orçamentos, algumas agências me mandaram sugestões, como por exemplo: “no sábado você tem muito pouco tempo”, ou “os passeios tais são em maior altitude e por isso se recomenda deixar por último”, etc…
Considerando tudo isso, fechei meu “pacote ideal” com a “Altiplano Aventuras“. A princípio faria todos os tours em esquema coletivo, mas acabou que não foi assim. Quando cheguei em San Pedro e liguei pro cara fiquei com a impressão de que ele tinha esquecido de mim..rs. Ele disse que tava em Calama, mas que ia mandar um motorista pra levar a gente pro passeio… Fiquei meio assim, mas no final o passeio foi ótimo e o “motorista” era na verdade um guia bacana. Ele ficou “chavecando” a gente pra fazermos passeios particulares e nos convenceu de que no sábado não ia dar tempo de nada mesmo. No final do dia o dono da agência foi nos encontrar no hotel pra fecharmos os detalhes e aí acabou que renegociamos, tiramos o passeio que seria no sábado e, por bem pouco dinheiro a mais, fechamos todos os passeio em esquema particular. Como estávamos em 6, acabou compensando pro cara e pra gente também.
A melhor parte disso tudo é que fazíamos as coisas nos nossos tempos! Não tínhamos que sair mais cedo pra ir de hotel em hotel recolhendo gente, nem ficar esperando que cada um terminasse de tirar foto a cada parada, etc, etc, etc… Fora que eu não sou um ser muito social, né?! hahahaha
Mas o dia em que mais deu pra sentir a vantagem do novo acordo foi o segundo dia de viagem. Nesse dia fizemos o passeio pros Geisers, que começa muito cedo porque você tem que chegar no lugar antes que o sol tenha saído.
No esquema coletivo teríamos que sair do hotel as 4h da manhã, mas como éramos só nós, saímos as 5h e chegamos lá até antes de alguns outros ônibus…

Na hora do almoço e jantar sempre estávamos de volta a San Pedro e o Lucas teve a brilhante idéia (rs) de pedir dicas de restaurantes pros guias que nos levavam pros passeios.
San Pedro é uma vila minúscula, puramente turística, com uma rua principal – a Caracoles – cheia de lojas de artesanato, agências de turismo, bares e restaurantes – especialmente esses dois últimos! 
São muitas opções de restaurantes e sem uma referência é difícil conseguir fugir do “caça turistas”(tipo um cara vestido Peter Pan que todas as noites nos convidava pra ir num restaurante x…hahaha).
Com as dicas dos guias fomos a bons lugares, com preços mais baixos do que os principais e comidas bem boas!!
Não registrei os lugares que comemos, mas fica a dica: não escolha na porta, pergunte antes!
(até porque, quando tem que escolher na porta é bem mais difícil,  tem tanta opção e tanta gente que complica! rs)
(to be continued…)
hahahaha

"Segue o Seco"

Melhor escrever logo esse post sobre a viagem pro Atacama, antes que vire o mês e a coisa fique vergonhosa demais…hahaha (ops…virou…agora vou passar vergonha mesmo, não vai ter jeito…pra não ficar tão feio, vou dar uma caprichada e colocar mais dicas e tal, por isso vou dividir os posts pelos dias, ok?!)

Como vocês sabem, fomos passar meu aniversário no deserto do Atacama e muito bem acompanhados! Para o “evento do ano” (hehehe) vieram do Brasil meus sogros, a Re e o Claudio, minha mãe e meu irmão, o Guto.

Viajamos na quarta feira, dia 10/04, de manhã, saímos de Santiago umas 10h30 e chegamos em Calama umas 12h30. Já tínhamos reservado antes o transfer pra nos levar até San Pedro de Atacama, mas chegando lá tivemos a primeira surpresa: a empresa do transfer não aceitava cartão (apesar de várias outras ali aceitarem) e os caixas eletrônicos do aeroporto não tinham dinheiro pra sacar (!!!!). Demorou um tempo, mas o Lucas conseguiu combinar com eles que o motorista nos levaria até algum lugar com caixa e ele mesmo receberia o pagamento… Ufa! (Aprendam, o aeroporto é minúsculo..melhor ir preparado pra coisas assim! rs)

Chegamos no hotel mais ou menos uma hora depois e tivemos um tempinho rápido pra “nos refrescar” (tava caloooor), porque já tinha passeio programado pra tarde!

Existem várias maneira de fazer essa viagem: desde ir esquema mochilão, se hospedando em quarto comunitário de hostal, até o esquema mega luxo, ficando no hotel em que a Sandra Bulock se hospedou quando foi pra lá! hahaha
Eu e o Lucas, quando viajamos sozinhos, não nos importamos de ficar em hostal, sempre que em quarto individual e com banheiro! Mas dessa vez, como estávamos com a família junto, optamos por ficar num hotel mesmo… 
Encontramos “La casa de Don Tomas” pela internet, tinha boas referências, um preço que era bem parecido com o de quartos individuais em hostals e era bem localizado… fechamos nele!




Foi uma boa escolha! Apesar do preço “baixo” (em relação aos outros hotéis) o lugar era novo, bem cuidado e tinha alguns confortos bacaninhas de hotel… Na diária estava incluso o café da manhã, mas nos dias em que saíamos pro passeio antes da hora do desayuno (o que aconteceu duas vezes), eles deixavam preparado pra gente um saquinho com café da manhã pra levar, bem fofo! Além disso o lugar tem piscina (congelante, mas enfim, piscina…), umas áreas externas bem gostosas pra relaxar e cada hóspede ganha uma garrafa de água por dia – o que é um bem precioso no deserto, lembrem-se! rs





A primeira coisa que fomos conhecer no deserto foi o “Valle de la Luna”.
Diria que é um bom jeito de começar…é bonito, mas não é o mais bonito que vimos – se tivesse ficado pra depois, provavelmente teria sido sem graça. Mas é um passeio que praticamente todo mundo faz, e quase sempre no comecinho, porque é um programa que ocupa só a tarde (excelente pro dia da chegada), é pertinho de San Pedro e o lugar tem uma altitude bem parecida com a da cidade, o que ajuda os turistas a irem se adaptando… (não vou encher os pots de fotos pra não soltar muito spoiler, ok?! hahaha)



É aí que estão as “Três Marias” – versão pedra, não estrela…hehehe – e o Pac Man!




Pra evitar spoiler, não vou explicar a foto, mas podem tentar enxergar alguma coisa aí! rs




Meio que na saída do Valle existem umas cavernas de sal muito legais! Disse o nosso guia (pode ter sido publicidade barata…hahaha), que entrar lá não é “pacote comum”, mas nós entramos! E foi super legal!! Meio “aventureiro”, mas valeu muito a pena!!!



 Tem uns pedaços que você tem andar totalmente agachado (até meio que batendo a bunda no teto! hahaha) e com lanterna do celular e outros em que tem que “escalar” e pular os paredões… Digamos que claustrofóbicos e sedentários podem ter problemas…rs
Mas recomendo! Tem um visual lindo, tanto em cima quanto embaixo!

Tudo isso é sal!!!!


Saímos de lá meio na pressa pra conseguir chegar antes do pôr do sol no lugar certo…
Fomos ao “Mirador Piedra del Coyote”:

A Piedra e a Coyota aqui! hahaha



A vista do mirador – Lucas e Guto fazendo pose! rs


A vista é dessas coisas tão lindas, mas tão lindas, que não há foto que faça jus, sabem?!
Se você tiver coragem, sente na beiradinha e faça a foto mais incrível da sua vida! hahahaha


Pessoa X na foto mais incrível da vida dela! hahaha

Os meninos até sentaram, mas eu errei na hora de enquadrar a foto, ficou fechada…sorry, guys… 😦

Foi aí que aprendemos a parte legal do pôr do sol no deserto: conforme o sol vai caindo, as cores de tudo em volta vão mudando, fica roxo, vermelho, laranja, etc… Pra mim, o mais legal disso é que não há câmera que fotografe ou filme isso… é experiência pra viver na veia, ao vivo e CHEIO de cores!!!



fim do primeiro dia! Juro que não vou demorar pra postar a continuação…rs

Beijos!

"se adianta tomar uma aspirina"

Já escrevi outras vezes sobre as amarras que precisamos soltar nessa vida de expatriado, e sobre aquelas que continuam bem firmes e amarradas – AQUI, por exemplo.

Curiosamente, a questão da saúde é a que “mais pega” nesse sentido. Acho que por hábito e cultura, mesmo…

Penei um monte até encontrar um ginecologista aqui que correspondesse minimamente à minha expectativa de “mas eu amava tanto minha médica no Brasil..”! Tô há séculos sem consultar alguns médicos que sempre precisei com frequência, como oftalmo, porque me dá a maior fadiga ter que procurar aqui um desconhecido (aí prometo marcar pra quando for pro Brasil e, lógico, nunca dá tempo nem de pensar nisso!)

Farmácia então…nem se fale!
Sempre foi um dos meus passeios favoritos (hahahahhaha! sou meio hipocondríaca, já contei?? rs), mas aqui tem bem menos graça!
Sempre vou pro Brasil com uma listinha de coisas pra trazer e vira e mexe, peço um complemento pra alguma visita que vem…

Dá só uma olhada:



Todos esses aí na tampa são “importados”! rs
Seja porque aqui não existe, ou porque eu não encontrei um similar, ou porque eu não confio no que indicaram aqui…ou por puro apego à marca mesmo! Minha “farmácia particular” ainda é, majoritariamente, brasileira!

Pode parecer frescura (e provavelmente é! hahaha), mas vejam só esse exemplo:

Na última gripe que tive, lá nos idos de 2012, cismei que PRECISAVA de vick vaporub! Dei google e vi que aqui não tem… Achei na farmácia um ungüento milagroso que, teoricamente, substitui o vick.

Milagroso porque, “fijense” em quantas coisas juntas ele trata!!! Parece aquele óleo de peixe espada que vendiam no trem! hahaha



Pra aproveitar a função bombril (aaahhh, que saudade de bombril!!!) do ungüento, eu passava ele direto no nariz, aí já hidratava a pele judiada pelos lencinhos também…
Apesar de estar ok com o amigo milagroso, meu coração brasileiro falou mais alto (hahaha) e em dezembro, lógico!, trouxe um pote de vick vaporub pra casa!!! Mó feliz!!! rs

Só que desde então eu não tinha ficado gripada, e o vick ficou esquecido no fundo da caixa de sapato farmácia…

Até que esse sábado caí de cama (só não literalmente porque ando atolada de coisa pra fazer) com uma gripe mutante terrível – dessas que engana que vai melhorar pra, em seguida, te derrubar em outra onda maldosa, sabem?! E, acreditem, só ontem me lembrei do tesouro escondido…rs

Peguei o vick fechado e pensei bem..será que valia a pena abrir? Afinal, o ungüento dos milagres estava ao alcance das mãos…aberto… e ainda hidrata a pele! rs

Abri! E passei que nem eu passava o outro: besuntei todo o nariz, beeeemmm besuntado! E fui pra cama!
Quando o Lucas chegou eu estava com tudo ardendo!!! Sem conseguir me mexer muito (porque o ar do movimento fazia arder mais), com os olhos lacrimejando, a cara toda vermelha (segundo o Lucas) e, juro, meio abestalhada! (sabiam que vick dá barato?!?!?!?! hahahahahaha)

Lucas me mandou ir lavar o rosto (nem fui! rs) e depois aplicou o negócio como deveria ser…



E sabem qual foi a lição que eu aprendi?!
Não era frescura!!! Vick é infinitamente melhor que ungüento dos santos!!!! Tão, mas tão melhor, que é mais forte do que minha pobre cara quase chilena estava preparada pra receber…. hahahaha

Fim da história!


Como o texto já tá gigante, outro dia entro no tema das comidas…e do medo que tenho de acabar tendo filho com cara de Chocolícia!!! hehehe


Besos


"Um banho de arruda todinho cruzado"

Já tem algum tempo que venho pensando que preciso me benzer (ou tomar banho de mar, ou de sal grosso, ou qualquer outro equivalente menos religioso de tirador de zica! rs) mas hoje eu tive a comprovação master disso! 
Vou narrar minha manhã e vocês me dizem se concordam ou não…rs

Tinha que ir de manhã pro abrigo dos gatinhos e resolvi ir de ônibus. 
No segundo farol que o ônibus pegou, um engraçadinho vindo do outro lado resolveu passar no vermelho mas por sorte (?), com uma freada violenta, por MUITO POUCO o motorista evitou a batida! Todos assustamos, mas ninguém se machucou… seguimos em frente.
Mais 5 minutos andando, o ônibus entra numa rotatória, vem outro engraçadinho sem noção e…BUM!!! Dessa vez não deu pra evitar, bateu mesmo!!! Foi o maior susto!! Quando conseguiu se “desgrudar” do ônibus, o outro carro saiu correndo, fugindo; nosso motorista anotou a placa dele, verificou se todos estavam bem e nos garantiu que chegaríamos ao nosso destino!
O problema é que na minha frente estava sentada uma gravidona, naqueles bancos que vai de costas pro caminho, sabem?! 
Dois sustos desses, seguidos, foi demais… ela começou a passar mal… tremia muito e chorava… Fomos, eu e uma outra moça, ajudar a coitada… Soubemos que ela tinha mais de 7 meses de gravidez, mas ficamos tranquilas ao ver que era só nervoso, mesmo! Chegou no meu ponto e eu desci, deixando minha água e meus lencinhos com elas…

Cheguei no abrigo, cumprimentei os gatos que moram na garagem e entrei na casa. Menos de 5 passos lá dentro e… swift!.. escorrego em uma mescla super agradável de cocô e vômito! Delícia!! 
Saí de novo e fui lavar o tênis na mangueira (préstenção que esse “sair e entrar” implica em uma quase luta com milhões de gatos querendo sair pela porta!!!)
Pé “limpo”, voltei, falei com a galera e fui abrindo todas as janelas do lugar! (as noites já estão super geladas por aqui, por isso fica tudo fechado a noite, mas de dia esquenta um pouco e o cheiro do abrigo de manhã é meio irrespirável! rs) Entrei no quarto dos “aislados” pra abrir também e..tam! dei de cara com um gatinho morto!! Justo um que estava com a mãezinha e ontem parecia bem… Aliás, ontem perdemos duas gatinhas (duas!!!), já tava bom pra mesma semana, né?!
Aí foi um pouco demais pra mim e deixei escapar umas lágrimas… =/

Mas a zica ainda não tinha terminado! Ela precisava ser fechada – ou batizada – com chave de ouro amarelo!

Um pouco depois disso estou eu na pia, lavando os potes de água e sendo acompanhada por 4 gatos!
Acontece que um desses 4 é o Torneira, um gato mimado que ama uma água corrente! Ele sempre nos espera na pia e quando nos vê com potes na mão, já sabe que a alegria vai começar e vem todo pimpão!
Mas hoje ele não estava sozinho, seu território-pia foi invadido e ele estava tendo que revezar a vez na amada torneira com outros 3 – aí foi demais pra ele!!! 
E como ele resolveu isso??? Fácil! 
Preparar, Apontar, Fogo: shiiiiiii! maior mijada territorial, super bem direcionada…. à minha pessoa!!!! 
Juro que eu lavei na mesma hora, mas vou dizer que voltei pra casa com cheiro de trem lotado no final de um dia verão 40 graus, saca?!
E, sim, voltei de ônibus! hahahahaha



Depois disso tudo, resolvi ficar bem quietinha, pra não correr muito mais risco…

Mas quase queimei a janta!

Hahaha


Preciso ou não preciso tirar a nhaca?!?
(não tô falando do fedô! já tomei banho e lavei a roupa!! hahaha)



Envelheço fora da cidade!

Hoje é aniversário do Júnior-da-Sandy. É aniversário do Zeca Baleiro.
E é aniversário da pentelha que vos escreve! Hehehe

Estamos no Deserto do Atacama, perdendo o fôlego muito mais pelas belezas do que pela altitude – juro!

O dia começou as 4h30 da manhã e ainda não terminou… Delícia de aniversário muito bem acompanhado e muito bem ambientado!!!

Estou sem computador aqui, por isso por enquanto vou ficar devendo as histórias, fotos e dicas da viagem… E devendo, especialmente, os agradecimentos a todo o carinho que recebi on line durante o dia…

Juro que na volta respondo com a dedicação merecida a cada um!

Por agora, aquele “muito obrigado” geralzão!!! rs

Beijo


"Tem um japonês trás de mim"

Conclusão do dia de hoje: sempre dá pra ser turista!


Mesmo tendo mais de dois anos de Santiago, hoje fiz pela primeira vez um tour pelo centro da cidade e, apesar de já conhecer muitas das histórias, aprendi um monte e conheci um ponto de vista diferente sob essa cidade que eu adoro!

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Foi na lua de mel que descobri meu jeito favorito de fazer turismo: walking tours!!!

Alguns meses antes da nossa viagem o Lucas tinha conhecido o New Europe, uma empresa que faz walking tours por várias cidade da Europa. Gostamos do esquema, então toda cidade que passávamos, procurávamos por eles!!
Fizemos os tours em Paris, Londres, Edimburgo e Dublin! Muito legal!!! ( e com todo tipo de clima: sol, chuva, neve!! Nada atrapalhou…)
É sempre assim: existe um tour principal, que passa pelos pontos mais conhecidos e importantes da cidade e é de graça – no final você pode dar uma caixinha pro guia se quiser (a maioria dá); e depois há outros tours mais específicos, com bairros especiais ou temas definidos. Esses você tem que pagar, mas é sempre barato e vale muito a pena!

No ano passado quando fomos pra Nova York, encontramos um grupo parecido, o Free Tours By Foot, e com eles fizemos uns 6 tours nos dias que ficamos lá! Também recomendo!

Eu gosto muito desse esquema porque você faz tudo a pé (eu adoro andar!), passa pelos pontos principais conhecendo as histórias dos lugares, descobre uns “causos” mais escondidos e desconhecidos no meio do caminho, pega dicas importantes com o guia e já aproveita e vai se localizando melhor na cidade. 
Depois do tour você já sabe quais lugares chamaram mais atenção e pode escolher pra onde quer voltar, onde quer entrar e o que quer conhecer melhor…

Na maioria das vezes você pode optar por tour em inglês ou espanhol e é incrível a variedade de pessoas e nacionalidades que fazem o passeio! (me divirto tentando decifrar os idiomas que cada grupo usa entre si!!)

Os guias geralmente são jovens, muitas vezes estudantes de história ou arte, que falam das coisas com bastante entusiasmo e, especialmente nos free tours, com bastante dedicação, se esforçando pra merecer melhores gorjetas ao final!
Acho infinitamente mais legal do que passeios explicados com “audio-guide” (tipo naqueles ônibus) ou guias velhinhos entediados por repetir mil vezes a mesma história. E muito mais instrutivo do que andar pela cidade sozinho acompanhando algum mapa ou livro-guia!


Quando chegamos em Santiago eu só conhecia a opção do ônibus da Turistik e nunca tinha me interessado em fazer, optei em ir andar observando o mapa mesmo e pronto.
Só que há alguns meses descobrimos uma nova opção, o Free Tour Santiago e recomendamos que alguns amigos fizessem… eles fizeram e gostaram!

Hoje, aproveitamos a visita dos meus sogros e fomos lá conhecer o passeio pessoalmente!
Eu gostei bastante! Serviu pra reafirmar meu encanto com a cidade e com esse jeito de fazer turismo!

Então, já sabem: quando vierem pra Santiago, ou quando forem conhecer qualquer outra nova cidade por favor, ignorem a empresa chata, batida, cara e aproveitadora de brasileiros (hahahahha), procurem essas maneiras alternativas de olhar ao redor – e já aproveitem pra ficar um pouquinho mais em forma! hehehe

E, uma idéia!, que tal procurar um tour desses na própria cidade em que você vive??? 
São Paulo mesmo, tem umas coisas muito interessantes que acabam ofuscada pelas chatices do dia a dia e esquecidas pela maioria dos paulistanos…


ps.: juro que não é post patrocinado, ninguém me pagou nada pra fazer propaganda! hahahaha
É que eu gosto MESMO do esquema! 😉

Beijos!

"Nunca mais eu tive paz"

Ai gentiiii…
Não é fofoca, é dado conhecido: nós andamos brigados, meio de mal e tal..

Mas ele é f@d^,  né?!

Difícil ficar brava por muito tempo…


http://www.youtube.com/watch?v=1whWMptK27Q


Essa é o tipo da coisa que me faz querer MUITO dar só uma corridinha ali no Brasil e já volto!

2013, nego trabalhando com robô e comendo proteína enlatada e nada de inventarem o maldito teletransporte!
Garanto que é culpa dessa eliteclassemédiaroubandodinheirodagentenoamendoimqueservenoavião! Garanto!

Humpf!

Nalgum Lugar

Lar
Lá em Casa
Hogar
Home
Cafofo
Ninho

Não importa como você prefere chamar, não importa o idioma que você usa: você certamente conhece a sensação.

Pode ser uma presença especial, pode ser um cheirinho de bolo assando, pode ser a recepção apaixonada de um bichinho, pode ser o toque de um cobertor macio de tão velho… pode ser tudo isso junto.

E pode ser tudo isso separado!

Vida de pais separados desde sempre, sempre foi vida de múltiplos lares – a minha, no caso…rs

E a gente vai crescendo e os lares vão se multiplicando ainda mais… vem uns pedacinhos novos de lares pra você chamar de seu: o lar coletivo na faculdade, lar da melhor amiga, o lar do namorado (que depois pode virar a casa dos sogros)…

E aí você se apaixona e a vida faz seus caminhos pra que tudo dê certo.. e um dos primeiros frutos dessa paixão acertada é o lar compartilhado…
E foi assim que meu marido se tornou meu lar!

E seguindo os caminhos, minha “multiplicidade laral” (hahaha) virou internacional e nós viemos construir nossa casinha do lado de cá da Cordilheira!

E lar que é lar é aquele que dá uma aquecidinha no coração só de você pensar nele… é o lugar pra onde você quer voltar desesperadamente depois de um dia difícil… é pra onde você quer correr quando o coração dói, ou pra onde você quer ligar quando a barriga dói…

Eu tenho a sorte de ter vários! Mesmo!

O único problema dessa história toda é que lar, lar de verdade, é lugar de onde você até sai quando tem que sair, mas sempre deixando um pedacinho dolorido de você pra trás…


Né, não?!





"I’ll be there for you (‘cause you’re there for me too)"

É tanto carinho, tanto apoio, tanta força, tanta torcida, tanto colo, tanto amor…


Tanto, mas tanto, que eu tinha – sí o sí – que vir aqui fazer esse mini post especial de agradecimento!

Faltam palavras pra dizer o quanto vocês são queridos e o quanto a presença (mesmo distante, claro) de vocês me ajudou!

Estou bem, de pé e tenho muito que agradecer!

OBRIGADA!!! OBRIGADA!!! OBRIGADA!!!

Saibam que os sentimentos são todos recíprocos e que estou também aqui, “pra o que der e vier”!


Beijos bem grandes a todos vocês, meus queridos, curiosos e pacientes do coração!