“Veja bem…”

Tava aqui me preparando pra dormir e me deparei com uma frasesinha que vai tirar meu sono se eu não vier aqui brigar falar sobre ela…
Antes, me digam, quem aí tá com saudades de me ouvir blablablear sobre parto?? Hehehe

Então… Era uma lista de “10 coisas que sua mãe nunca te contou”, mas nem terminei de ler as 10 porque logo no começo li “você fez o corpo dela se contrair de dor quando veio ao mundo”.
Pah!
Parei! Parei e comecei a discutir com a tela…hahaha

Vamos juntos quebrar mitos?

Não! Você não fez o corpo da sua mãe se contrair de dor!
O que aconteceu foi o seguinte:
Você tava lá, no quentinho e aconchegante mundo intra-uterino, crescendo e se preparando pra vida aqui fora, de boa e tal…
Quando você finalmente ficou pronto pra nascer seu corpo enviou sinais pro corpo da sua mãe (aaahhh, a conexão mãe-bebê!!) avisando que você já podia sair! E assim, os hormônios da sua mãe entraram em ação e começaram o trabalho de parto.
O trabalho de parto é o conjunto de acontecimentos que envolvem a mãe e o bebê para culminar num lindo nascimento! Os dois liberam e são banhados em uma série de hormônios que fazem a mágica acontecer! Entre estes hormônios há endorfinas, que ajudam a lidar melhor com as dores e há a oxitocina, famoso hormônio do amor, comumente liberado também durante o sexo, durante experiências prazeirosas com amigos e amores, etc…
E é justamente essa linda da oxitocina que tem a responsabilidade de contrair o útero (e, mais tarde, os ductos lactíferos pra que você possa mamar o leite que sua mãe produz!!!).
Então, reveja comigo: a oxitocina – repito, hormônio do amor – contrai os músculos do útero pra que o bebê possa descer pelo canal de parto, fazer seu giro e chegar ao mundo!!!
Quer dizer, sua mãe não teve o corpo contraído de dor, ela teve o corpo contraído de amor para que você viesse ao mundo; um objetivo claro e lindíssimo!!
Ficou clara a diferença???

Se dói no processo? Claro que dói! É um evento de grandes proporções e mudanças – físicas e emocionais…dói mesmo!

Mas eu realmente acredito que se pudermos ressignificar essa dor (e essa idéia que se tem sobre parto) a experiência fica menos dolorida e mais prazeirosa! A cabeça (e a linguagem, os mitos, e a sociedade, etc) tem um poder imenso sobre nosso corpo – e sobre nossos hormônios!!! E é só começando aí por dentro que podemos mudar alguma coisa!

Ah!!!!
Isso tudo, é claro, só vale se você foi um dos poucos brasileiros sortudos que nasceu nos últimos anos de parto normal, hein?!
😉

“(Não) vou me curar”?

Vou contar uns causos pra vocês:

Na quinta feira passada meu irmão veio me visitar. Nos falamos por telefone e combinamos de nos encontrar na livraria.
Então eu estou andando na livraria, procurando presentes e empurrando o carrinho da Cecília quando um rapaz vem em minha direção sorrindo. Eu sorrio de volta por educação e recebo de resposta um “oi”. Respondo o “oi” e continuo meu caminho, porém pronta pra ter que explicar pro tal rapaz que eu não trabalho na livraria – e me questionando como alguém pode achar que uma mulher empurrando carrinho de bebê é funcionária da livraria..!
Até que me dá um estalo e eu percebo que o tal rapaz é, na verdade, meu irmão!!!
Eu não reconheci meu próprio irmão!!! E não é que ele esteja diferente ou que eu não tenha olhado direito pra ele..: eu olhei e vi! Vi o cabelo curto, os olhos escuros, a barba grossa, a camisa listrada… Vi tudo isso, mas meu cérebro simplesmente não fez a ligação daquela figura que ele observava com a já conhecida cara do meu irmão!
Chocante, né?! Mas esse é o só o primeiro causo!

Saindo da livraria passamos no mercado. E ali, enquanto passava no caixa, veio o outro: eu tava colocando as compras na sacola, conversando com meu irmão, olhando a Cecília… Pra pagar com cartão de crédito, coloquei-o na máquina e continuei minhas vinte outras tarefas, incluindo um debate com a caixa sobre o leite de aveia que tomo… E eis que eu olho na minha carteira e… Cadê meu cartão??? Revirei a carteira, olhei no carrinho da Cecília, na bolsa, nos bolsos… E nada! Já estava convencida de que havia deixado o cartão na livraria e tava reclamando de ter que voltar lá pra buscar…
Meu irmão me olhando com cara de quem não entendia nada, me apontava um outro cartão na carteira e eu explicando repetidamente que era outro que eu procurava – “esse é um visa, tinha que ter um MasterCard igual a esse aqui!!”!
E ele, incrédulo, me aponta o master colocado na maquininha na nossa frente…! Pois é!!! Eu coloquei ali e depois surtei porque não tava achando!
(fim do causo 2)

Saímos de lá, eu inconformada com a falta de cérebro, rindo muito e tal…chegamos em casa e eu fui guardar as compras na cozinha. Tô lá, de um lado pro outro, guardando coisa no armário, sacolinha na lavanderia…reclamando do calor, conversando, cuidando da Cecília…aquela rotina de sempre…
Até que eu me dei conta de que em uma área específica da cozinha fazia mais calor do que no resto… Área essa, claro, perto do fogão…

Fui olhar e descobri uma das bocas do fogão acesa!!!!! Choquei!! Não tem como ter esbarrado e acendido sem querer (tem que apertar, girar e apertar outro botãozinho!), ninguém mais passou por ali, eu não mexi no fogão naquele dia…nem meu irmão, nem o Lucas, nem a Cecília, nem a Maní…
Conclusão a que chegamos: aquilo ali estava aceso desde a manhã do dia anterior, quando fiz uma tapioca pro café!!!! Mais de 24 horas de boquinha acesa, da pra acreditar?!?!?

Agora… Me digam honestamente…
É caso de psicotrópico, de internação ou só uns dias de relaxamento (e noites inteiras dormidas) num spa dá conta de resolver???

Ah!!!
Lembrei que na semana anterior coloquei minha bombinha de tirar leite pra ferver e esqueci…
Olha o resultado:

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=\

“Por onde andei” e pra onde vou

Que a maternidade é transformadora já não é novidade nesse blog, né?!

Por aqui a transformação começou no pré maternidade: lá, um pouquinho antes de engravidar, quando entrei nessa blogosfera e fui descobrindo novos caminhos e novos sentidos…quando fui desejando novos destinos…
Pois o futuro foi chegando e o amanhã já virou ontem faz tempo. Cecília chegou dentro de mim, saiu e logo menos completa aniversário de fora da barriga!
E eu que mergulhei no assunto da maternidade tanto quanto mergulhei dentro de mim nesses últimos muitos meses fui me achando cada vez mais encontrada, cada vez mais ‘desejada’ e sem perder a tal paixão que descobri lá no começo!

Quem me acompanha há um tempo já leu muito por aqui sobre parto humanizado, respeitoso, informado, natural… leu um monte sobre amamentação também e, provavelmente, já nem é novidade o tanto que estou envolvida nesse mundo louco, com um pezinho até no ativismo..rs

E daí que deu vontade de levar esse envolvimento todo mais pra prática, sabe?! De trazer pro dia a dia, de usar essa paixão pra ajudar outras pessoas…de profissionalizar, mesmo!

E a vontade virou namoro. E o namoro se concretizou no meu último fim de semana!

No último fim de semana fiz o curso de formação em Consultoria em Aleitamento Materno no GAMA!!!

Isso significa que agora junto minha experiência pessoal desses 20 meses de pesquisas e quase 11 meses de prática com um monte de teoria e ensinamentos fantásticos da Ana Garbulho em Amamentação! Agora sou Consultora formada e certificada pra ajudar outras mães a superar dificuldades, pra proteger (e ajudar a promover) o Aleitamento Materno com sucesso, espalhando por aí todas as delícias dessa riquíssima experiência que é amamentar seu bebê!!!

Super orgulho!

Super orgulho!

Estou felicissima com a novidade, ainda traçando planos estratégicos para o futuro profissional, com sede de estudar muito mais, mas já estou disponível pra atendimentos!!

Tá com dificuldades e/ou inseguranças pra amamentar?? Ou conhece alguém assim?

Adorarei ajudar!!! Me escreve!
gabi.ramalho@gmail.com  ou

+56 9 6599-8898 (whatsapp)

Uma coisa muito importante que aprendi nesse mundo de blogs/mães/ativistas: juntas, nos apoiando, podemos MUITO mais!!!

Vamos juntas nadar em leite?! hehehe

“Então é natal…”

A família do Lucas tem o costume de fazer, durante o mês de dezembro o advento e esse ano estamos conseguindo revezar e fazer cada fim de semana na casa de um.

Pro advento cada família serve uma comida gostosa e prepara alguma leitura sobre o natal – além da leitura do texto base do advento (que eu não vou tentar explicar porque não é minha área…rs)
Hoje foi nossa vez! Lucas passou hooooras na cozinha: recrutou tia Lu e tio Thiago pra ajudarem com a Cecília e pôs a mão na massa! Fez três risotos deliciosos e dois bolos delícias!
Eu, que passei o dia todo fora, era responsável por cuidar do texto, então acabei escrevendo, meio no improviso, esse textinho aqui:

“Cecília,
Você não vai demorar pra notar que sua mãe é meio rabugenta… E essa “rabugice” durante muitos anos foi responsável por uma certa birra com as festas de fim de ano: muita gente nas ruas, obrigações sociais, comidas com frescuras que eu nunca gostei, enfim…
Mas depois de você, filha, muita coisa mudou em mim…
Não só o paladar, que está cada dia mais aberto à novidades, mas abertura também pra ressignificar um montão de outras coisas. E entre elas sem dúvida está o natal!
Agora eu vejo que o natal é época de comer coisas muito gostosas e especiais. Que natal é momento de olhar pro ano que passou e sentir gratidão por todas as coisas ótimas que vivemos.
Natal é época de ver toda semana a família do Nono e da Oma numa reunião gostosa que saboreamos sempre com um ” BOM-A-PE-TI-TÊ”!
É época de rir até doer a barriga com as loucuras atrapalhadas do Amigo Secreto da família da vovó Nanci.
Natal é tempo de escutar mil vezes as mesmas músicas tradicionais de sempre e reviver um monte de memórias com elas.
É tempo de olhar com muito carinho pras pessoas à nossa volta e de procurar presentes pra elas – mesmo que sejam simples – que possam transmitir todo esse bem querer.
O natal tem muitas histórias e significados e você será livre pra escolher em qual quer acreditar.
Mas se eu for escolher uma coisa só pra te ensinar sobre o natal, te digo:
Natal é tem de abraços!
Muitos. E os mais variados.
Abraços vistos na tv; abraços de gente que nem conhecemos tão bem assim; abraços de amigos; abraços tão apertados quanto a saudade; abraços que nos alimentam tanto quanto a ceia; abraços que acompanham presentes e outros que acompanham beijos…
Abraços de carinho e abraços de muito amor.

Aproveite, filha! Dê e receba muitos abraços de natal!

Afeto não vem embrulhado pra presente, mas deixa a vida bem mais bonita do que um monte de laços e fitas…!”

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“Que é pra me dar coragem”

Maní me ensinou a ser mãe.
Me ensinou a ter filha. Me ensinou a educar respeitando as particularidades do outro indivíduo que ela é. Me ensinou que tem coisas que a gente faz com o coração apertado, mas que tem que fazer.
Fez as minhas voltas pra casa sempre mais divertidas e as saídas sempre doloridas.
Me fez ver que casa arrumada é balela, que importante mesmo é casa feliz.
Me fez perder um monte de nojinhos. Me ensinou que quando filho não come é a mãe quem chora.
Me mostrou que meu marido é também um excelente pai, que pode ser firme (às vezes só ele consegue fazer ela comer), que sabe brincar, que sabe educar e que sabe amar muito!
Maní me ensinou o que é o amor entre mãe e filha.
Foi minha adaptação no Chile; me resgatou pra que eu me mantivesse eu mesma nessas terras extrangeiras.
Me ensinou a olhar profundamente no olho de outro alguém e deixar sair tudo que há dentro do meu coração.
Me ensinou a amar sem vergonha e com intensidade.

Maní foi o primeiro pedacinho chileno do meu coração!

O primeiro de muitos, porque o Chile não parou nunca de me conquistar!

A paixão pela Cordilheira logo virou amor e muitos outros amores surgiram depois disso…

O Chile foi o lugar onde nossa recém formada família floresceu – chegamos cheios frescor e curiosidade e fomos logo fisgados!

Foi onde cheguei cheia de inocência e sonhos, onde quebrei um pouco a cara e aprendi a reconstruir… foi também onde vi sonhos se tornarem melhores na realidade.

O Chile foi o primeiro lugar em que o Lucas era tudo o que eu tinha (antes de ganhar os amigos e o resto da família) e onde nossa relação se fortaleceu e fincou bases sólidas e profundas.

Foi onde brincamos pela primeira vez de dar nossa cara pra nossa casa. Foi onde vivemos um presente repleto de novidades, onde sentimos saudades do passado e onde fizemos tantos planos pro futuro.

Aliás, o Chile me trouxe o gosto mais profundo da saudade, de um lado ou do outro da Cordilheira. Portanto, o Chile me derreteu e me ensinou a viver de coração dividido.

Lá eu aprendi a conhecer outra cultura, a respeitar as diferenças; a admirar o novo e a reconhecer o comum entre (meus) dois mundos.

No Chile descobri uma outra vida, diferente da que eu vivia e diferente da que eu imaginava que viveria.
Eu fiz amigos-irmãos que levarei pra vida toda!

Foi onde tantas vezes eu me perdi e me reencontrei.
Onde renasci.
Onde pari.
Onde “morri” menina e despertei mulher, depois mãe.

O Chile foi meu Lar com letra maiúscula.

Mudar pro Chile me ensinou o significado de “desapegar”, de “deixar ir” e de amar à distância. Mudar do Chile foi tipo “exame final” nessa matéria.

Do Chile levei os dois melhores presentes que a vida poderia me dar: minha filhas!

E é por isso tudo, e tanta coisa mais, que os dois estarão pra sempre comigo – agora literalmente!!
Gravados na pele, do lado de fora, como já estavam na minha alma!

“Pra me dar coragem pra seguir viagem”

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“O traçado da Cordilheira como eu via da minha janela terminando no nome da minha amendoizinha!”

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(mandei a ideia e umas fotos pro Luiz e ele fez a arte e a tatuagem! Clicando no nome você será redirecionado pro facebook dele! )

E um ps. importante:

Apesar de a tatuagem não ser diretamente pra eles, eles também estão nela: Cecília está no colorido – antes dela existir eu não aceitava cores nem na minha casa (nada que fugisse no branco, preto e vermelho), quanto mais pra sempre na minha pele! Pica pau sem dúvida trouxe colorido pra minha vida!
E o Lucas foi quem me deu isso tudo aí em cima, né?! O Chile, a Maní, a Cecília… Tudo fruto da existência dele na minha!
=)

“Lá fora”

Ontem foi dia 27, portanto, dia de comemoração!

Quer dizer… Pra ser muito honesta, eu que tenho uma memória doentia pra datas, só lembrei que era dia 27 lá pelo meio dia…rs
Já o Lucas, que é mestre em esquecer essas coisas comemorativas, não só lembrou, como lembrou com antecedência o suficiente pra preparar uma surpresa pra mim!!

Chegou em casa a noite, do trabalho, trazendo junto minha mãe e ingressos pra irmos no cinema! Primeira vez que eu iria no cinema desde janeiro, primeira vez que faríamos um programa só do casal desde sei lá quando e primeira vez que eu sairia sem a Cecília desde ever !!!

Fiquei naquele mix de alegria e nervoso quando recebi a notícia, me troquei com os olhos meio enchendo de lágrima (pode chamar de ridícula! Hahaha), dei todas as instruções pra minha mãe (ela tinha que dar janta, remédio e fazer toda a rotina noturna pra colocar a bebéia pra dormir!!) e fomos!

Sabe aqueles pesadelos em que você de repente percebe que tá sem roupa??
Tive essa sensação vaaaarias vezes seguidas… Tava lá, de boa indo pro carro (pro elevador, pra escada rolante, etc, etc, etc…rs) e de repente percebia que, putz!!, tava faltando um braço meu!!! Braço, no caso, é a Cecília, claro, mas esse é o melhor jeito de explicar a sensação de vazio que vinha! rs

Mas fora isso, super ok! Fomos, enrolamos um pouquinho, compramos guloseimas, entramos na sala de cinema, assistimos o filme todinho… Sucesso!!

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Juro que consegui relaxar e curtir o filme!
Estávamos num shopping do lado de casa, eu sei que a Cecília fica bem com a minha mãe e eu tava grudada no celular, claro!rs Mas foi bem mais tranquilo do que eu imaginava!!

Há uns 20 minutos do final do filme minha mãe mandou mensagem:

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Suspeitei desse “pouquinho” (rs), mas respirei mais aliviada em saber que ela havia conseguido dormir, já que, normalmente, o Lucas cuida de toda a rotina (fralda, pijama, livro), mas o sono mesmo só vem quando eu chego e deito com ela pra dar mamá!

Mesmo assim, resolvemos ir pra casa quando filme acabou… E aí, quando estávamos estacionando o carro, chega outra mensagem da minha mãe: “Cecília acordou!”
Iiihhh! Logo pensei que se minha mãe tinha mandado mensagem é porque a coisa devia estar meio feia! rs
Quando o elevador abriu a porta já ouvimos o berreiro da pequena! Lucas logo a pegou mas ela não acalmou…só parou de chorar quando veio pro meu colo!
Aí já fui direto pra cama dela onde ela mamou um monte e demorou pra conseguir relaxar de verdade… Mas depois até que conseguiu dormir bem!! Ufa!!

Faço agora algumas reflexões sobre a experiência:
– As pessoas no mundo lá fora (ou “aí fora” rs) usam waaaay too much perfume!! Argh!!
– o volume no cinema é MUITO alto!
– não me arrependo nada de ter esperado “tanto tempo” pra sair sem bebéia!
Várias pessoas me enchem o saco faz tempo pra deixar a Cecília com alguém e ir fazer alguma coisa sem ela (cinema, academia, etc..). O que eu sempre respondia era que eu não tinha necessidade e nem vontade disso. Que não tinha pressa nenhuma. E que quando a vontade surgisse, eu iria – não faltaria tempo nem oportunidade pra isso!

E eis que a vontade surgiu! No domingo, 07/12, passarei o dia todo longe, trabalhando de voluntária no Bazar de Natal do Adote um Gatinho ! Causa nobre que me enche o coração…quer motivo melhor?! 😉

Essa ida ao cinema foi um ótimo treino, serviu pra me tranquilizar e pra mostrar que Cecília tá numa idade boa pra “ficar sozinha” – se distrai bastante com brinquedos e brincadeiras, reconhece as outras pessoas além de mim, consegue demonstrar o que quer, precisa e/ou o que está errado…enfim! Fiquei feliz com o resultado!!!

Isso sem falar, é claro, na gostosura que é namorar maridón sem ter bebéia no pé, no colo ou no monitor da babá eletrônica! Hahaha

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4 anos de papel passado e já temos uma filha independente! Hehehe

“Na tua presença” – 10 meses

(10 meses e um dia, né, porque eu atrasei a postagem…rs)

E nostalgia é a palavra do momento!

Trocando a fralda da Cecília ontem de manhã me lembrei que ela completava 10 meses de vida! 10!
Esse mês eu não percebi o dia 24 chegar, nem esperei ansiosa por ele, de forma que essa lembrança me atingiu em cheio! Não sei se porque entramos na casa dos dois dígitos ou se porque eu tava vendo ali na minha frente aquela bebéia enorme que conversava comigo toda descabelada e com a maior cara de sono do mundo – deliciosa, como de costume!rs

Em seguida fui tirar o pijama e ao olhar no espelho, além da magreza evidente (proveniente de 10 meses de amamentação intensiva e 6 meses de dieta restritiva) procurei em mim outra coisa… Procurei e encontrei aquela “bisnaguinha” logo abaixo do umbigo! Aquela prova de que essa delícia todinha de bebéia, há não tanto tempo assim, morava aqui dentro de mim! Ufa!
Dei uma namoradinha na pança, um cheiro bem gostoso no cangote da Cecília e engoli a lágrima que quis escorrer!

E, acho que é brinde da nostalgia, passei o dia dividida…
Comemorando o apetite que apareceu de repente, apetite de “menina grande”…; me impressionando com as equilibradas pra ficar em pé sozinha cada vez por mais tempo – e a carinha incrível de satisfação que sempre acompanha esse feito; me divertindo com os balbucios cada vez mais entendíveis – ela já pede água!!

E, ao mesmo tempo, pensando que não tô gostando da velocidade que o tempo resolveu assumir, não! Que absurdo! Não tô pronta pra ser mãe de menina e não de bebéia!
Pensando que apesar de poder desfrutar de praticamente cada minuto da vida dela, eu gostaria mesmo é que cada um deles demorasse, no mínimo, o dobro de tempo pra passar…

Os deixo, então, com a pergunta, na esperança de alguma resposta com a solução mágica:
#comofas ???
(Hahaha)

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“Também você”

Nos últimos meses você perdeu sua exclusividade, é verdade, mas também você é um presente que ganhei da vida cuja presença eu comemoro SEMPRE!!!
Mas hoje, especialmente, comemoro assim oh:

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Hoje você completa 4 anos de vida!
Uma vida feliz, repleta de amor, de doçura, de carinhos, de sorrisos, de aprendizados, de umas eventuais broncas, de muito passeio e pouca comida, de uns sustos e infinitas alegrias e orgulho!!!

Te amo, primogênita!!!
Te amo, cão!!!
Te amo, filha!!!

“Pela janela do quarto”

Não sei se é implicância minha ou se é devido à imensa quantidade de gente em volta, mas o fato é que aqui do apartamento onde estou morando ouço constantemente meus vizinhos – muito mais do que se ouvia lá no apartamento de Santiago.

Lá eu escutava as passagens pelo corredor, as chegadas e saídas. Aqui eu ouço a vida “dentro de casa” de cada um.

À noite, quando São Paulo consegue ser um tiquinho mais discreta, a vizinhança vem nos visitar. Temos as senhoras que conversam na cozinha, a família que toda noite, a partir das 23h, arrasta todos os móveis pela casa (me explica, pf???rs), o casal que vai dormir no mesmo horário que eu e agora temos vizinhos novos…

Na primeira vez parei pra os escutar com atenção foi porque parecia uma gata gritando e meu radar ligou, mas não, era um choro de bebê…
Nos dias que vieram depois fui notando essa nova presença em diversos momentos do dia e, principalmente, da madrugada.

A voz que chora parece pertencer a um bebê um pouco mais velho que a Cecília, mas a intensidade e a insistência do choro que não cessa me fazem revisitar a época de pica pau recém nascida e seu choro diário e inexplicável que começava sempre às 19h e podia durar mais de 1 hora!

Noite dessas, sabe-se lá porquê, a Cecília resolveu que precisava mamar de hora em hora e enquanto eu estava lá, meio dormindo, meio acordada, meio sonhando, meio amamentando, eu escutava o bebê vizinho chorar. A noite inteira!
O que começou como uma escuta curiosa, até um pouco julgadora (“gesuiz, o que estão fazendo com esse bebê??”) logo virou angústia! Acho que primeiro pelas lembranças de quando era a minha bebéia que chorava sem fim, depois pelo medo das noites assim que ainda podemos ter pela frente e depois, finalmente!, por empatia!!

Empatia primeiro com o bebê, confesso! Ele chorava tanto, com tanta força, que meu instinto foi ficando louquinho pra ir até lá, tirar a roupa dele, colocá-lo pele com pele, no aconchego de um coração batendo e de um peito produzindo leite – àquela altura, nem que fosse o meu!
Mas depois veio a empatia com a mãe. Eu senti a angústia dela mais forte do que sentia a minha, senti vontade de abraçá-la, de oferecer ajuda… Depois lembrei que se fosse comigo (ou “quando era comigo”) duvido que ajuda estanha seria bem vinda…rs

E então ficamos lá, nos fazendo companhia … Cecília mamando, eu amamentando, escutando, angustiando e o bebê vizinho chorando… Mesmo depois que Cecília dormiu, aliás, eu só consegui fechar os olhos e relaxar depois de ouvir o silêncio vindo do apartamento ao lado…

Agora, escrevendo esse post, me deu vontade de deixar um bilhete anônimo pra mãe vizinha: “Acredite, VAI PASSAR!!! Não só vai passar como você tem grandes chances de se esquecer de verdade dessa fase!” Eu tinha esquecido da minha até ser visitada pela dela!!
A natureza é mesmo sábia, não é?! rs

De qualquer forma, por enquanto vou sempre dormir torcendo pra que nossas madrugadas – aqui, lá e aí – sejam tranqüila, com muito sono bem dormido e sem angústias atrapalhando!
Boa noite!

“Amigo, estou aqui”

A maior vantagem de estar em São Paulo é, sem dúvida, poder estar perto de vários dos meus queridos… sucesso, né?!
E o que dizer então da possibilidade de conhecer ao vivo pessoas tão queridas que essa vida na blogosfera me apresentou?!? Sucesso Absoluto!!!!

Eu fico aqui, do outro lado do computador, acompanhando os blogs “da’zamigas”, me sentindo tia das crias lindas que elas tem, sentindo um carinho imenso por elas…por isso, quando a Dani sugeriu que nos encontrássemos, topei na hora, não dava pra perder a chance!! E aí, na terça feira da semana passada, rolou esse encontro aqui oh:

"Aos queridos, curiosos e pacientes, informamos que estivemos juntas numa tarde deliciosa, falando sobre essa viagem de primeira (e segunda) viagem, que é a travessia materna. Entre outras coisinhas mais." - legenda genial da Marina :)

“Aos queridos, curiosos e pacientes, informamos que estivemos juntas numa tarde deliciosa, falando sobre essa viagem de primeira (e segunda) viagem, que é a travessia materna. Entre outras coisinhas mais.” – legenda genial da Marina 🙂

Sim, gente!!! Fui conhecer pessoalmente a Dani, a Helena, a Laura, a Marina e a Agnes!!! Não é demais?!?!

Foi uma delícia de tarde!!! A Lala é uma fofa absoluta, dessas que dá vontade de levar pra casa! A Helena toda pequerrucha e, juro, cor de rosa – duas Mini- Danis muito gostosas!! A Dani é toda essa sinceridade e espontaneidade que a gente vê no blog, esse coração enorme, esse humor divertido (mesmo em pleno puerpério, hein?!)… A Agnes é uma menina séria, observadora e muito mordível (vocês não tem idéia do que são as pernas e braços dessa pessoa!! hehehe! A Má, bem como diz a apresentação lá no blog dela, “fala”muito mais por escrito do que pessoalmente e transborda carinho e cuidado..uma coisa incrível!

(conheci os respectivos maridos também, mas o dia foi de clube das luluzinhas mesmo, então dessa vez eles não contam…rsrsrs)

Achei o máximo sair do virtual e ver que a relação se extende de verdade pra vida “aqui fora”, sabem?! Batemos muito papo, babamos nas filhas alheias, trocamos histórias e experiências (e inexperiências…rs), Cecília fez bagunça pela casa (rs),  comemos comidinhas feita especialmente pras mamães das alérgicas, fortalecemos os laços que fizemos pelos blogs…enfim, tudo de bom!!!

Tão bom que merece um repeteco pra logo!!! 😉

E que dá vontade de já deixar combinado com as blogueiras amigas que me esperam na Europa! hahahaha

(pros de São Paulo, já avisei pra correr e “marcar hora”, né?! hehehe)