“E cai como uma lágrima de amor”

Preciso contar uma coisa pra vocês… (pra desafogar, pra tentar entender melhor, pra processar, pra digerir…)

O fantasminha do desmame tem andado por aqui…

Mas primeiro, um lembrete: os órgão de saúde recomendam amamentação exclusiva até os 6 meses e continuada até pelo menos os 2 anos!

Pois bem, nesses 16 meses de Cecília mamando, muita gente me perguntou muitas vezes até quando eu iria amamentá-la e minha resposta sempre foi a mesma: não sei!

Meus planos concretos sobre a amamentação terminavam nos 6 meses exclusivos  – depois disso, eu pretendia “ir vendo”…

Explico: entendo a amamentação como uma forma de relacionamento que, como todo relacionamento, envolve duas pessoas. Já dizia minha vó: “brincadeira é quando os dois se divertem!”; portanto, eu sempre soube que amamentaria enquanto estivesse bacana assim pras duas partes: pra Cecília e pra mim!

Confesso que antes de ser mãe eu achava esquisito bebês maiores sendo amamentados – mas dentro daquela incoerência desinformada, típica de quem vê as coisas só de fora, sabem?! Por sorte estava aberta pra me informar e acabei mudando de opinião antes da Cecília sequer existir na barriga!

Já com Chinchila nos braços e com a amamentação bem estabelecida me vi absolutamente apaixonada por essa relação nossa: Amamentar é um negócio cansativo, exige paciência e uma entrega e dedicação absurdas, mas também é ultra-prático e absolutamente lindo e delicioso! De forma que os meses foram passando e a amamentação simples e naturalmente ia (vai!) continuando…! Passamos pela alergia (quase 100% curada, contei?!?!), pela introdução alimentar, pelo nascimento de 16 dentes (só faltam 4, ufa!), pelas mudanças, umas pequenas doencinhas, os saltos de desenvolvimento e um monte de outros momentos gostosos pra caramba, todos especialmente temperados com “leitinho da mamãe”!

E as pessoas continuavam me perguntando, desde o clássico “nossa! Ela ainda mama?” ou o mais disfarçado “e até quando você pensa em amamentar?” até o desinformado “ainda tem leite??”… Minha resposta continuava a mesma, eu ainda não sabia (e não sei) quanto tempo mais teremos de mamá por aqui – e enquanto as coisas (leia-se hormônios..rs) estiverem equilibradas e a Cecília continuar estimulando tudo o que estimula, leite é o que não vai faltar!

É claro que os padrões de mamadas foram mudando… Cecília foi trocando, aos poucos, o mamá pelas refeições, por exemplo, e o número de vezes e a duração de cada mamada foi se alterando de acordo com cada fase. Nos últimos meses, pra vocês terem uma ideia, ela só mama(va) umas 3 ou 4 vezes no dia e outras 3 durante a noite…

Mesmo assim, por um bom tempo eu não conseguia visualizar quando e/ou como essa “prática” poderia se esgotar… chegava mesmo a pensar que iríamos bem longe, justamente porque continuava sendo bacana, prático, lindo e legal pra nós duas!

Aí quando a pequenina estava com uns 14 meses entrou numas de pedir pra mamar, ficar tipo 1 minuto no peito e sair pra brincar – voltar menos de 5 minutos depois, pedir, mamar de novo, outro minutinho e “tchau, vou brincar” (com direito a mãozinha acenando o tchau! rs).. imaginem isso num looping infinito por horas durante a tarde…

“Se é assim que é amamentar um bebê maior, não vou querer por muito mais tempo, não!” – foi a primeira vez que pensei em desmame!

Achava chato ficar ali, pendente pra uma mamada que não acontecia de verdade – algumas vezes até fora de casa, quando eu queria estar fazendo outras coisas.

Mas como quase tudo nessa vida de mãe-bebê, passou! Cecília entendeu que ela poderia ter as duas coisas – mamá e brincadeiras – sem que precisasse ser tudo ao mesmo tempo! rs

Então seguimos mais um pouco na normalidade…
Mais ou menos nesse mesmo período eu comecei a notar que nas noites em que ela acordava menos pra mamar, parecia dormir melhor, um sono mais efetivo… Acordava mais cedo e super bem disposta!

Essa constatação me fez começar a pensar no desmame noturno…

Li sobre a técnica da “Remoção Gentil” (atenção! Só pra maiores de 1 ano, hein?! Amamentação noturna tem um montão de vantagens e é super importante no primeiro ano de vida, se é demanda do bebê, já que interfere diretamente na nutrição dele!!!) 

E li e li e li…

 E bem lentamente fui tomando a decisão de começar a usar a tal técnica pra tirar as mamadas da noite .

Nesse meio tempo Cecília dormiu algumas noites inteiras, depois voltou a acordar de hora em hora, aí voltou a dormir e a cada mudança dela eu ia mudando de opinião também, de forma que a técnica não foi nunca aplicada com muito afinco..rs

E foi essa decisão aí que nos colocou onde estamos hoje – mas isso eu volto pra contar depois, porque essa “pequena introdução no assunto desmame” já ficou gigante demais, né?!  

E se vocês soubessem o trabalho (emocional/psíquico) que é escrever sobre isso…rs
Aliás, o que a gente faz enquanto finaliza o post???

  

“Que eu ia só cobrir você com mil beijinhos”

Cecília:

Do tantão de coisas lindas que você me ensina todos os dias, tem uma que tem chamado minha atenção em especial: sua capacidade e facilidade em pedir ajuda e colo!

Sabe, filha, sua mãe sempre foi terrível nisso. Cabeça dura, envergonhada…mil vezes quebrei a cara ou fiquei sem algo que queria/precisava porque não soube pedir ajuda.

Mas você não! Quantas vezes for preciso você vem e me pede: alguma coisa nas mãos, cabeça balançando num “sim” infinito, acompanhada pelo (também infinito) “mamãemamãemamãe” – já sei que tem algo que você não tá conseguindo sozinha e então lá vamos nós conseguir juntas!

E no parquinho?! Vejo a expressão mais clara e exata daquela frase do Henfil: “Quem tem mãe, não tem medo!” É assim: você estica a mão pra cima, certa de que ajuda a virá, e se joga, da altura que for, do brinquedo que for, com a confiança de que dará certo e será divertido! Que lindo perceber que você já entendeu, filha: sempre que você pedir eu segurarei sua mão!

E o colo! Você não sabe só pedir, sabe garantir e conquistar muitos colos por aí! Desenvolveu técnicas que vão além do já irresistível “Cócó”, com as mãozinhas pra cima!

Por exemplo, se estamos no sofá ou na cadeira você vem escalando e senta, assumindo seu lugar de direito – simples assim! (às vezes, inclusive, senta em lugares nada confortáveis pra gente, tipo nosso pescoço, mas fica lá, balançando as perninhas toda confortável e satisfeita! rsrs)

E tem o meu favorito: quando estamos sentados no chão e você quer colo – geralmente pra lermos um livro juntos! – você mira de longe e vem vindo de ré até se encaixar direitinho, sentar nas nossas pernas, apoiar os pés no chão e encostar suas costas em nosso peito. Uma delícia que, confesso, me deixa com a sensação de que estou ao mesmo tempo dando e recebendo colo e aí nunca resisto, aproveito pra te esmagar e te beijar um monte! hehehe
  
  

Espero, Chinchila, que no momento em que você puder ler esse texto sua mãe aqui já tenha aprendido essa preciosa lição! (com sorte, antes disso…rsrs)

“Meu lar é onde estão meus sapatos”

Daí que Chinchila leu meu último post e resolveu corroborar essa história de “adeus, Bebéia”.
E me apareceu assim oh:
   
 
Ideia, execução e satisfação do cliente –  tu-di-nho by ela mesma! So-zi-nha!!!

Acertou os pés e saiu caminhando com eles, quase melhor do que eu ando de salto, diga-se de passagem!rs
Com’assim, tchurma?! Achei que essa parte de “roupa da mamãe” era só lá pelos 3 anos…

Não?!?

Não sei…
Só sei que me morri de orgulho da peripécia dessa mocinha e de amores por essa cara cheia de orgulho próprio!

Minha Menina, não disse?! ❤️

“Na tua presença” – 16 meses

Cecília:

Ontem você completou 1 ano e 4 meses e eu fiquei me lembrando do ano passado, quando você completava no Brasil seus primeiros 4 meses de vida, na sua primeira viagem, quando conheceu pela primeira vez tanta gente especial

Tanta coisa aconteceu desde então – tanta viagem, tanta gente especial, tanta mudança, tanta saudade, tanto amor – que é até difícil acreditar que faz só um ano. Com você, minha pequena, os dias continuam sendo deliciosos e intensos – imagine então um ano inteiro disso o que não é…?!

Você está crescendo a olhos vistos e todo mundo comenta o seu tamanho, sua esperteza e como cada vez mais você está deixando de ter cara e jeito de bebê e se tornando uma linda menina! Escuto isso de todo mundo e fico sempre pensando comigo: “nada disso! Oficialmente ela é um bebê até os 2 anos e ainda falta mais de meio ano pra isso! “

Mas ontem me caiu uma ficha (será que você entenderá essa expressão?rs) importante: faz muito tempo que eu não te chamo de “Bebéia”!

Você é minha eterna Pica-pau quando está com sono, minha Delícia quando me agarra num abraço, minha Chinchila quando me diverte, minha Terrivelzinha quando faz aquela cara de safada, a Cecília em tantos momentos do dia e Minha Menina quando ficamos juntinhas nos “chamegando”… mas acho mesmo que a Bebéia anda cada vez menos por aqui…

E, quer saber?! Por mais que eu sinta saudades daquela coisiquinha gostosa, você me faz cada dia mais feliz, assim mesmo, como você é: a cada dia menos Bebéia e mais Cecília!
  

Pra cuidar da saudade eu tenho um montão de fotos e vídeos que posso revisitar sempre! Pra me ensinar a viver o agora tenho a sua companhia, sempre tão atenta, demandante e deliciosa! Ainda bem!!!

“Onde ir”

Hoje resolvi fazer um post desses clássicos na blogosfera materna, um guia prático com dicas de ótimos lugares pra se comemorar o dia das mães! 🙂

O segundo domingo de maio é, sem dúvida, um dia de restaurantes cheios e filas de famílias famintas, por isso recomendo que você avalie bem o humor e as vontades de vocês  pra ir direto pro tipo de lugar que mais combina, afinal ninguém merece ficar rodando de fila em fila, né?!

Vamos às minhas sugestões:

– Se sua vontade é de um lugar aconchegante e super confortável, uma excelente opção pra comemorar é essa aqui, oh:

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– Se tudo o que você quer nesse dia é um pouco de paz, minha dica é:

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– Para encher a barriga de forma saudável e deliciosa – e alimentar a alma junto, a dica é quase óbvia:

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– Se você gosta de lugares cheios e badalados, onde não dá nem pra respirar direito você precisa de terapia! hahahaha, que tal essa muvuca?

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– Se o clima do dia é de “barriga doendo de tanto rir”, sugiro uma programação assim:

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– Quando não estou com vontade de restaurantes cheios, mas quero me alimentar de cultura, eu adoro esse lugar:

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– Se o clima pra você é mais saudosista, que tal visitar essa lindeza?

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– E se você tiver a chance – infelizemente, hoje eu não tenho 😦 – você não pode perder o melhor de todos:

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O que mais vocês sugerem??
Espero que tenham gostado e que o guia ajude muitas mamães e filh@s por aí!!

Um feliz dia das mães pra todas!!!

“Lloraaannndoooo”

Semana passada foi uma semana de muito chororô por aqui! MUITO!
Cecília chorou tanto que, no mínimo umas 3 vezes, eu tive vontade de sentar e chorar junto com ela! (choro de filho é tipo uma “coceira no cérebro” e dá um incômodo danado não conseguir fazer parar!!)

Ela esteve doentinha, está com mais 2 molares nascendo, tínhamos visita em casa… mas eu sabia que era mais do que uma reação a essas coisas! Só não sabia o que era…rs

Muito se lê sobre as birras dos 2 anos de idade – conhecidos como “terrible two” – e os choros que as acompanham, mas penso que a Cecília não pode já estar passando por isso…

Se a criança de 2 anos chora porque quer que tudo seja do jeito dela, usando e abusando de sua nova autonomia e capacidade de ter desejos e tomar decisões, talvez minha filha, do alto dos seus 15 meses, chore pelo caminho a essa autonomia.

Algumas vezes eu percebia claramente o choro de frustração, de Bébeia contrariada querendo MUITO fazer algo que não deixamos. Mas outras vezes era um choro que me parecia sem motivo aparente, porém muito intenso e sofrido – por isso agora tento me debruçar sobre ele.

Acho que ela chorava por não conseguir expressar alguns desejos e quereres (imagina que angústia isso?!).. às vezes, acho que por não ter claro o que desejava… Ou por não conseguir lidar bem com a ansiedade e a intensidade de tanta novidade, tanta vontade, tanto querer (e muito não poder).

Não sei… mas sei que não gosto de vê-la assim!

Respirar e acolher o choro que não entendemos é um exercício difícil!
Confesso que muitas vezes me pegava perguntando mil vezes o motivo do chororô a uma Cecília inconsolável…ficando sem resposta (óbvio, né?!) eu acabava me irritando (coça o cérebro, lembram?) e correndo o risco, inclusive, de não dar mais bola pras lágrimas – coisa que eu não quero que aconteça por aqui!

O que eu gostaria de aprender – e não errar mais! – é que nem sempre terei a solução concreta pras angústias da minha filha e que nesses momentos, o que posso fazer por ela é oferecer uma distração, um outro olhar sobre o problema, um abraço reconfortante…
Minha mãe, aliás, é expert nisso tudo, tenho uma boa professora pra me inspirar! =)

Agora parece que o choro diminuiu e minha Chinchila de sempre está de volta…ufa!
(Acho que passamos pelo “Salto de Desenvolvimento” mais intenso até agora – e além de tirar essa lição aí de cima, reforcei mais uma vez a lição mais importante da maternidade: tudo passa!!!)

“Na tua presença” – 15 meses

Hoje minha bichinha completa 1 ano e 3 meses de vida!

Eita fase gostosa! Eita fase difícil! rs

É muito curioso vê-la crescendo e tornando-se “independente” em tantas coisas e, ao mesmo tempo, aninha-la tão bebéia no meu colo quando está cansada, quer chamego ou mamá…!
Esse “mix” também acaba aparecendo no comportamento dela, às vezes tão doce, às vezes tão orgulhosa de si e outras vezes tão chorosa!

E, oh, vou te contar… acho que em cada uma das mil vezes no dia em que nos re-apaixonamos por nossos filhos e liberamos um mar de oxitocina olhando aquelas carinhas lindas, também liberamos – em algum reservatório secreto – umas porções extras de paciência… porque só essa teoria explica de onde vem esse ingrediente milagroso que tantas vezes parece que vai esgotar, mas não esgota nunca… hahahaha

Mas pensando bem… por mais que de vez em quando eu precise de um respiro, a verdade é que eu nunca poderia “ter demais” dessa deliciosidade! Seja ela adulta, bebéia, carinhosa, teimosa, divertida, chatinha, colenta, figura, palhaça, docinha, enfim…

Digam se não é pra querer sempre mais?!

15 meses

ps.: já curtiu a página do blog no facebook?? Agora tem até uma caixinha pra fazer isso aqui embaixo, oh:

“Com muito esmero”

Chinchila:

Sentir-se em casa não é uma questão de tempo, de forma, de móveis ou de cores… o “quando” e o “como” esse sentir-se chegará não depende de escolha ou de decisão…

Continuo achando que nosso real lar é onde estão as pessoas que amamos – e você logo aprenderá a reconhecer nossos vários lares, tenho certeza! Mas acho também que, apesar dessa nossa vida cigana, ou justamente por causa dela?, é muito importante ter a sensação de pertencimento no lugar físico em que passamos a maior parte do ano. (rs)

Não acredito que exista uma receita simples pra sentir nosso o que antes não era, mas percebo, com certo alívio, que aos poucos vamos tomando o território, nos apropriando do espaço, deixando nossa marca nos lugares e nos deixando ser marcados pelas vivências que compartilhamos ali.

Ainda não tem 3 meses que estamos morando nesse apartamento, mas já temos o pedaço da sala onde a Maní gosta de se esfregar depois de comer, a quina de batente onde a mamãe bate o braço quase toda vez que passa, o cantinho da varanda onde você adora ficar sentada fazendo nada, o espaço só pro seu pai guardar (e namorar) os jogos dele…

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Ontem completamos mais um pedaço do seu quarto (agora já não falta quase nada para a casa estar “pronta”) e enquanto seu pai colava seus adesivos na parede deixei que você se distraísse colando (e descolando, e colando e descolando…) alguns nos móveis também.

Me lembrei de quando me sentei no chão do seu quarto vazio lá no Chile, com você ainda na barriga, e fui “ajudando” seu pai a colar esse mesmo adesivo, vendo o desenho se formar e percebendo em mim a noção de que sua chegada era cada vez mais real! E me emocionei ao notar que dessa vez você já se fez dona do seu quarto e deixou sua marca e sua carinha na decoração dele – com os adesivos colados, a cama meio bagunçada e as marcas de dedinhos e beijinhos no espelho!

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(olha ali, na estante atrás de você)

(olha ali, na estante atrás de você)

Hoje de manhã quase arranquei da parede da cozinha um pedaço de um adesivo que eu colei ali  na primeira semana que moramos aqui, já nem me lembro o porquê. Mas com o dedo no meio do caminho me dei conta de que aquela foi, possivelmente, minha primeira marca nessa casa. De que aquela bobeirinha, aquela graminha torta e sem sentido algum acima do interruptor, faz também com que essa cozinha seja minha. Também por causa dela já posso chamar esse lugar de nossa casa! Portanto, ficou decidido, é aí que a graminha vai morar!

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ps.: enquanto escrevia esse post te vi acordar e ficar quietinha na cama, mexendo – adivinha? – nos seus novos amigos na parede e cheirando as flores! ❤

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“Mamãe no Face”

Ai, que saudades que eu fico disso aqui!!!!!
Não vou justificar minha ausência, nem fazer promessas futuras, mas, oh, vou dizer: (não sei vocês) eu sinto falta demais quando abandono esse blog…rs

Estivemos semana passada no Brasil: passei meu aniversário por lá pela primeira vez desde 2010; engordei 1 kg; ganhei autógrafo da minha mãe chiquérrima, autora de livro de psicanálise; vi um casal perfeito prometer se fazer feliz pra sempre – e vi a Cecília-daminha-de-honra levar uma florzinha pra eles no altar (e dar um tchauzinho de “pronto, fiz minha parte, vou ali brincar!” hahahaha); abracei gente querida; cantei parabéns com Petit-Gateau e muffin; ganhei (e devorei) ovos de páscoa; gargalhei junto com bebéia em brincadeiras com tios, tias, “primos”, avós; descansei meus braços, sendo deliberadamente trocada pelo colo das tais avós; ouvi muitas novas palavras da vozinha mais linda do planeta; nos esbaldamos de tanto curtir gatos (eu e minha mini-louca-dos-gatos); ganhei presente, colo e companhias fundamentais; enfrentei 8 horas de vôo, na volta, com Cecília acordadona (as outras 2 horas e pouco ela dormiu..rs) e, claro, ouvi muita reclamação na poltrona ao lado; cheguei tão “passada” que larguei me celular no avião; voltei doente, pra variar; Cecília voltou pirada no fuso, teve noite (dia?) de ir dormir só as 3 da manhã (socorro?!) e, como sempre, voltamos com o coração recarregado!

Pronto! Agora 2015 começa de verdade!

E pra comemorar o ano novo (hahaha…muita cara de pau escrever isso em meados de abril!), resolvi finalmente criar uma página pro blog no facebook! #todascomemora: Uhuuuu!!!
Por lá pretendo avisar sobre as novas postagens, além de compartilhar links de interesse (meu..rs) sobre os temas relevantes a esse blog, tais como maternagem, expatriação, filhos bilingues, etc…

Pra acompanhar, curtam essa página aqui e sejam bem vindos:

https://www.facebook.com/queridoscuriosos
🙂

(críticas, sugestões e ajudas são necessários e muito bem recebidos, obrigada! rs)

E pra terminar, umas poucas fotos dos últimas dias
(poucas porque, por enquanto, a Iberia tem meu celular e as fotos…rs)

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“Não pude segurar a mentira…”

Dia desses estava conversando com umas amigas e comentei que Cecília tá puro grude, que até pra cozinhar preciso ficar com ela no colo – e então deu-se o seguinte diálogo:

Amiga 1- Não, Gabi! Como assim? Não pode!

Eu – Ela fica chorando agarrada na minha perna!

Amiga 1 – Deixa chorar!

Eu – Eu deixo! Mas aí… Ela… Ela chora… E… Eu não…. Até que ela… E aí… Eu não consigo!

Amiga 2 – Ela é pequenininha ainda, né?!

Todas nós – É…

Aquela conversa me incomodou e ficou ecoando na minha cabeça até que eu conseguisse entender:

1- Mentira! Eu não deixou chorar – não quando eu posso pegar Chinchila no colo!

2- Menti porque fiquei com medo do julgamento clássico de “você está mimando essa menina”!

3- Amiga 2 me salvou das reticências infinitas – era tão mentira que eu nem tinha argumentos pra justificar…rs

Então vou desmentir essa história e tentar não ligar pros julgamentos:

 Há duas coisas que eu não nego nunca pra Cecília: colo e mamá!

A menos, claro, que eu esteja fazendo alguma coisa em que o colo represente perigo ou que esteja em uma circunstância em que não dê mesmo pra amamentar, sempre dou quando ela pede!

Minha bichinha tá cada dia mais autônoma, curiosa, comendo sozinha, brincando sozinha, querendo explorar o mundo com as próprias pernas (e olhos e dedos e boca..)



adulta!





Cantinho da leitura / independência



Eu percebo que além de divertida, cansativa e aventureira essa etapa que ela está vivendo agora pode também ser algo assustadora, por isso acho absolutamente normal ela PRECISAR de mim nos intervalos da nova independência! Seja pra recuperar as energias ou a coragem, estou aqui pra dar esse alento que ela busca, mesmo quando essa necessidade é mais constante!

  Isso não quer dizer que eu não coloco limites nela, ou que nunca negue nada a ela – por exemplo, ela não pode brincar com coisas perigosas, não pode assistir tv, não pode estragar coisas que não são “estragáveis”, não pode fazer brincadeiras que possam machucar a Maní (ou a gente, ou a si mesma)..enfim, coloco os limites que considero importantes –  e ela tem sim que lidar com as frustrações resultantes deles – mas, definitivamente, poder ficar no colo e mamar quando quiser NÃO se encaixam nessa categoria! Ponto!

(um parêntesis curioso: essa escolha do que é importante limitar é absolutamente pessoal e sei que, às vezes, as mesmas pessoas que julgam minha filha mimada porque ganha “muito colo” nos consideram meio carrascos por não deixá-la brincar com celular ou comer umas tranqueiras…)

Já disse, muito bem dito, o querido Dr. Carlos Gonzalez: “Amor ‘demais’ não estraga ninguém, o que estraga é a falta dele!” 

Agora, uma coisa eu admito: não é fácil!

Como vocês devem ter lido nuns últimos posts meus, não estava fácil tê-la tão agarrada a mim, me impossibilitando de fazer várias coisas que eu precisaria/gostaria. Não é fácil desapegar das minhas neuras e largar tudo como está pra atender à “simples” necessidade de aconchego de outra pessoa. Não é fácil acolher quando a gente também tá precisando ser acolhida…

Mas, oh, ninguém falou que seria fácil e eu escolhi esse caminho sabendo o que me esperava! rs

Porque grande parte disso tudo é realmente escolha: eu podia escolher deixá-la chorando, ou escolher colocar um desenho na tv pra ela assistir enquanto eu tenho um pouco de paz  ou enquanto faço a janta, ou escolher deixá-la chupando chupeta ao invés de ficar uma hora inteira com ela com o meu peito na boca…

Eu podia escolher fazer diferente, como muita gente escolhe e faz – que fique claro, não tenho absolutamente nada contra essas escolhas diferentes, só estou dizendo que elas não são as minhas e que eu tenho que lidar com o que provém  disso.

Por sorte tenho o enorme privilégio de poder estar o dia todo com meu pica-pau e tomar essas decisões “menos práticas” e bem cansativas!

Mas depois dos dias (semanas?) mais difíceis e complicados pós nossa mudança pra cá eu precisei fazer alguns ajustes por aqui… Procurei mais atividades e brincadeiras pra fazer com ela durante o dia, dei uma relaxada nas minhas neuras com a casa e tenho conseguido incluí-la no que precisa ser feito – descobri, aliás, que o colo solicitado na hora de eu fazer comida é menos carência e  mais curiosidade e vontade de participar!! Nessa hora, haja oração do Santo Sling!! Hehehe

Enfim, ajustes, amadurecimentos (dela e meu), rotina, casa fixa quase mobiliada (rs)… Tudo isso tem deixado as coisas mais gostosas a cada dia! Tanto que já pude até vir escrever sobre o assunto! 😉

Porque olha, juro, verdade verdadeira mais pura: tudo que tem de “não fácil”, tem mil vezes mais de delicioso – afirmo agora, que estou mais leve! Hahahaha



olheiras absolutamente justificadas! 🙂