“E pareceres contínuo “

E lá se foram os 6 primeiros meses dessa gravidez! Mas não se apressem, vocês foram enganados a vida inteira, a gestação humana dura 10 meses e eu ainda tenho uns 4 pela frente!! Hahaha

Mesmo assim, é incrível como está voando! E é mais incrível ainda como essa fase em que estamos agora é GOSTOSA!!

Acho que foi a fase que mais me marcou na gravidez da Cecília, porque eu tinha na memória que os 10 meses eram todos gostosos assim – sorte que além da memória eu tenho o meu Diário Gestacional pra me lembrar que também passei perrengues, incômodos e inseguranças, viu?! 

Essa segunda gravidez foi bem injustiçada por um tempo… Na primeira eu sentia enjôo e comemorava o bom funcionamento dos hormônios, nessa eu sentia enjôo (bem mais, diga-se de passagem) e morria de ódio dos mesmo tais hormônios…rs E o mesmo vale pro sono, pras roupas apertadas e pra balança subindo, pra falta de ar, pra dor nos peitos e etc. (acho que só os gases não foram mesmo nunca comemorados! Hahahaha)

Cheguei a pensar que era birra minha, que como assim tava tão ruim se eu não tinha tido nada disso na anterior? Aí eu fui ler e vi que sim, sim..eu tive! Só esqueci mesmo! rs

E mais ainda: aí o tempo foi passando e essas coisas todas foram sumindo ou ficando pequenas, perdendo a importância… E a barriga – e o bebê – foram crescendo e as partes boas foram ficando melhores que tudo!

Estou numa fase deliciosa de deitar e (ao invés de dormir…) ficar namorando a barriga, filmando os malabarismos do pequeno alien, fazendo carinho e esperando resposta…! Comecei finalmente a fazer caminhadas (no horário que a Cecília tá na escola) e tô super curtindo a nostalgia de todos os milhares de quilômetros caminhados lá em Santiago quando era minha Chinchila que morava aqui dentro – alem de estar aproveitando muitíssimo esses momentos de “eu só pra mim”!

To começando a pensar em roupinhas, em quarto, em arranjos da vida a 4 pra quando ele chegar… Minha mãe já tem até data pra vir! 🙂

E pra melhorar mais ainda essa relação gostosa entre eu e ele, tem ela, que consegue, claro, deixar tudo mais delicioso ainda:

  
Ela fala dele, canta pra ele, empresta coisas preciosas pra ele…e já tá começando a ficar ansiosa pra saber quando é que esse irmão vai terminar de crescer na barriga pra poder nascer logo! rs
Enfim, estamos aqui, contando o tempo, fazendo planos, lembrando e redescobrindo coisas… Esperando o que tem que ser esperado, porque afinal, um negócio que a gente aprendeu direitinho da outra vez é que do tempo dele, é ele quem sabe!
E falando nele e em tempo, já temos nome escolhido: “o que perdura, estável, durável, duradouro”

Dante!

“Não dá pra falar muito, não”

Essa noite sonhei que eu e o Lucas estávamos visitando aquela que seria nossa nova casa, recém construída, ainda vazia e cheirando a tinta. Era uma mansão enorme e incrível, com 8 pias no banheiro, pra cada um escolher qual quer usar em qual circunstância e, no quintal, uma espécie de parque de diversões com uns brinquedos muito malucos e divertidos! Mas o mais legal dessa casa era que quase toda a volta dela dava diretamente pro mar, como se ela fosse uma ilha. E de uma das varandas principais, esse mar dava pro Brasil! A gente chamava da janela e nossos amigos e familiares apareciam na praia do lado de lá pra dar um oi, ver a gracinha nova da Cecília ou até dar um mergulho e vir nadando nos visitar! Imagina que sonho?! ❤

Hoje faz 5 anos que nos mudamos do Brasil pela primeira vez. O que significa também que faz pouco mais de 1 ano que estamos morando aqui na Espanha.

Ao longo desses anos escrevi sempre sobre esse nosso aniversário, alguns post que eu gosto muito, aliás e  vocês podem ler aqui, aqui e aqui.
Mas já notaram que eu escrevi pouquíssimo sobre a vida na Espanha?

 A verdade é que eu, que me achava A ADAPTADA, expatriada de profissão (rs), não me adaptei completamente aqui.

Não consigo explicar racionalmente a saudade que sinto do Chile, porque não deve mesmo ser racional, afinal, aqui a qualidade de vida é melhor, é mais seguro, vivemos num bairro que parece de mentirinha de tão charmoso e todas aquelas vantagens famosas de se morar na Europa. Mas a verdade é que deixei um tantão do meu coração lá e esse tantão certamente faz falta pra que o aqui possa me conquistar de vez!

Como eu já disse, essa coisa de se saber tão longe ainda pega forte pra mim.

Sei lá, é psicológico mesmo..rs. Mas era muito mais fácil este longe do meu país e das minhas pessoas quando eles estavam mais perto e mais acessíveis.

Enfim, esse poço de emoções descontroladas que sou eu agora (hahaha) não tem um post emocionado sobre o aniversário de hoje. Acho que não me abri o suficiente pra aprender coisas com a vida na Espanha e vir aqui escrever sobre os aprendizados do último ano. 

O que sim fica claro pra mim é que não importa  quantos anos passem, cada um deles é contado, é sentido e é significativo quando se trata de mudança, de distância e de vida nova – adjetivo, aliás, que parece nunca perder o sentido e o frescor nas aventuras do lado de cá!

“Do primeiro rabisco…”

Vou dar aqui uma dica: se você é uma grávida cheia de hormônios e vazia de controle lacrimal, pode não ser muito boa ideia fazer adaptação da sua filha na escola!!! Hehehe

Siiimmmm! Cecília começou na escola! E tá sendo super legal!!

 

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Fomos 3 dias na semana passada, duas horas por dia, eu lá com ela o tempo todo, mas cada vez mais de canto, sendo menos lembrada e solicitada por ela.

 

 

No último dia ela até foi no parque só com amiguinhos e professoras, sem a mamãe aqui! Deu uma choradinha, ficou me chamando.. Mas com um pouco de colo e conversa, conseguiu se distrair e brincar!

 

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Lá dentro eu assistia tudo no maior dilema se devia ou não correr lá pra fora! rs Isso porque me comprometi (comigo mesma, claro! rs) a fazer uma adaptação suave, no tempo que fosse necessário pra gente, pra ser tranquila e sem sofrimento (rs). Mas no dia anterior tinha conversado com a professora Eva sobre como Cecília estava bem e tranquila e como seria bom (disse a Eva! rs) que ela visse que as professoras estão lá pra ajudá-la, pra resolver conflitos… enfim, que ela aprendesse a confiar nelas também – por isso acabei decidindo não correr pro parque quando ela chorou e fiquei satisfeita de vê-la se divertindo depois!
Até cheguei a achar que poderia já te-la deixado sozinha por lá na semana passada mesmo, mas outras duas meninas em período de adaptação (já sem as mães) estavam chorando MUITO (uma delas o dia inteiro, juro!) e o clima na sala tava meio mexido por isso… Então preferi não arriscar deixar mais uma com chances de choro! rs

 

Aí comecei essa semana achando que daríamos um pequeno passo atrás, por causa do tempo em casa no fim de semana, mas que nada! Chinchila já chegou na segunda e se soltou mais rápido que na outra semana! Tanto que senti que tava na hora de eu sair de cena – vinha todos esses dias conversando com ela, combinando que eu ia sair um pouquinho e depois voltava e tal…

Saí! E foi super tranquilo! Ela nem me deu muita bola, ficou quase 1 hora lá super bem! Quando eu cheguei me chamou pra sentar e ver o que ela tinha feito na minha ausência, quis brincar comigo… Super gostoso!

Ontem, de novo: fiquei menos de 20 minutos com ela (porque ela pediu pra eu ficar um pouquinho..) e depois saí, fiquei quase duas horas fora e foi ótimo!

Ótimo pra mim também, aliás, que tenho curtido esses tempinhos SOZINHA!!!hehehe

 

Ja tinha até começado um post contando como tava linda e fácil essa história de começar escola!!

Há!
Mas aíííí….rsrs

Aí teve hoje!

Não sei se tentei sair “rápido demais”, se ela ainda não estava suficientemente entretida com alguma brincadeira  ou o que.. Sei que já tinha dado tchau, como nos outros dias, mas quando ela me viu na porta, prestes a sair, veio correndo pra mim, chorando…!!! 💔

E eu? Bom, quebrei aquela única regra do período de adaptação: “só não chora na frente dela, deixa pra chorar depois que sair”!

Epic fail, minha gente!!!!

Eu não tenho nenhum controle dos meus dutos lacrimais!! Zero!!!

Abracei a bichinha e quando vi… tava chorando junto… 😳

E explicando pra ela que não precisava chorar! 🙄 Coerência, a gente vê por aqui! rs

Ela ficou chorando, dizendo que queria ir pra casa porque tava com sono. A Eva ofereceu pegar um colchão pra ela dormir lá e nada.. Ela queria ir embora! Mas conversa vai, conversa vem, eu expliquei que eu podia ficar um pouquinho mais, que ela podia ir brincar, que eu sairia depois, a Eva a convenceu a ir ler uns livros e ela foi e se distraiu!

E eu fiquei sentada num cantinho cho-ran-do!!!

Depois de um tempinho ouvi ela falando “a mamãe saiu um pouquinho”, aproveitei a deixa e saí mesmo! Cho-ran-do!

Sentei no carro e chorei mais uns 20 minutos!

A essa altura eu já chorava por estar chorando, chorava de vergonha e chorava mais cada vez que vinha a cena anterior na cabeça!! Ridícula, né?! rs
Enfim.. Saí, fui no mercado, fiquei mais de 1:30h fora e quando volte a encontrei super bem, brincando na pia do banheiro felizona!

Pedi desculpa pra professora pela cena matinal, joguei a culpa nos hormônios (afinal, né?! rs) e ela disse que super entendia…

Cecília, como sempre, não queria ir embora! Antes de sairmos brincou mais na água, depois me mostrou – e devorou – a tarta de manzana que eles fizeram e aí sim, pronto! Fim do dia! Ufa!

 

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A tarta!

 
Veremos como será amanhã…rs

 

E, bom, agora tô aqui escrevendo enquanto ela dorme em cima de mim, porque a gente se desgruda, mas só uns pouquinhos por enquanto! hehehe

 

 

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“Para realinhar as órbitas dos planetas”

É pra isso que ele veio. E eu soube desde o primeiro momento.

Desde que vi aquelas duas linhas fortes no teste de farmácia , abracei o Lucas e chorei… não sabia explicar porquê no momento,  mas hoje sei que “chorei de realinhamento”.

Antes que eu visse, eu sabia (e queria!), mas eu não pude acreditar! 

Sabia, mas ainda não tinha noção da dimensão disso tudo!
Para realinhar as órbitas  dos planetas!
Ele veio pra me transformar! E pra mudar a vida de todos nós aqui!

Veio e me mostrou que não tem essa de “experiência “, que a segunda rodada é a segunda rodada e não a primeira outra vez!

Por isso tem sido tudo tão diferente!

Com ele conheci de verdade as chatices do primeiro trimestre, o medo do “ai, meu deus, como vai ficar minha vida depois que nascer?”, a ansiedade pelo tal nascimento misturada com uma passagem maluca do tempo que já me levou metade dessa gravidez, sem que eu sentisse ou namorasse cada segundo dela.

Com ele experimentei apreensão, arrependimento, medo – tudo novo pra mim no tema gravidez. 

Ele foi nosso segredo por um bom tempo. Mas, preciso confessar, a verdade é que ele ganhou força pra mim só depois que deixou de ser.

Com ele forte em mim redescobri o desejo, a curiosidade, o namoro da ideia, o gosto do novo e a ânsia pelo diferente!
E por isso ele tinha que vir ELE!

Não podia ser “outra ela”, tinha que ser tudo novo, diferente, transformador!
Ele tá só começando! Ainda teremos muito mais dele em nossas vidas. Ele ainda vai transformar e ensinar muito aqui.

Nossos planetas ainda serão muitíssimo mais realinhados!
Ele ainda não tem nome definido, mas é desde sempre o meu Segundo Sol! 

  

“Na tua presença”- 2 anos!

Ontem, filha, você completou dois aninhos!

Dá pra acreditar? Já fez dois anos que vivemos aquele dia incrível

 

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O dia em que eu descobri que posso fazer qualquer coisa nessa vida. O dia em que descobri em mim uma força e um poder tão enormes que só podiam mesmo ter vindo do mar de amor que me inundou lá pelas  18:30 do dia 24/01/2014 (porque nos seus primeiros minutos de vida eu era mais incredulidade do que amor, confesso! Hehehe)

Faz dois anos que eu senti seu corpinho quente no meu colo pela primeira vez! E nesses dois anos que passaram essa foi, sem dúvida, nossa configuração preferida: você quentinha aninhada no meu colo!

 

Dois anos.

E eu me lembro daquele dia como se tivesse sido ontem. De tudo!

(Mas o louco da história é que eu também esqueci muita coisa dos dois anos que vieram em seguida…vai entender cabeça de mãe, né?! Dizem que a gente esquece das dificuldades pra sobrevivência da nossa espécie… Qualquer dia você conversa com seu tio Guto sobre esse assunto! hehehe)

Dois anos!

Anos esses que eu acompanhei extremamente de perto, em que vivi juntinho de você praticamente todos os 63072000 segundos da sua vida.

Mas mesmo assim, ainda me assusto diariamente com o seu tamanho. Com sua atitude de gente grande. Sua percepção de tudo. Sua relação com o mundo em volta. Com o tantão de palavras inusitadas que você conhece e sabe usar direitinho (inclusive umas que não deveria saber! rs). Com suas conjugações verbais. Com suas gracinhas e seus charmes irresistíveis. Com a sua memória incrível! Com as habilidades novas que surgem a cada dia… Que demais que é isso tudo, filha!!!

Me surpreendo, claro, tanto quanto me encanto!

Justo eu, que achava que seria sofrido deixar “minha bebe pra trás”… mas a verdade é que apesar de morrer de saudades da minha pacotinha, descobri me delicio muitíssimo vendo você crescer e se tornar tão “menina grande”, tão “gente”!

E me emociono ao reconhecer diariamente nessa menina a mesma doçura que você sempre teve no olhar e o mesmo sorriso sapeca que parece que nasceu com você!

Porque, afinal, essa menina grande é você, filha! Meu amor, meu pacote, minha pica-pau, minha Chinchila… é você crescendo e se tornando cada dia mais você! Que sorte a nossa!!!

 

Parabéns, minha deliciosa!!! Eu desejo todos os dias que sua vida seja sempre assim: de crescimentos e aprendizados, de surpresas e encantamentos, de bagunças e chamegos – porque há dois anos essa é sua essência e torço pra que continue sendo sempre!!!

 

Te amo mais do que seria possível explicar em palavras!

 

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ps.: notei que sempre que eu preciso pensar em um “tema” que represente você acabo escolhendo o “Colorido”! Foi assim quando montamos seu primeiro quarto, lá no Chile, e quando o remontamos aqui na Espanha; foi assim quando comemoramos seu primeiro aniversário e foi assim outra vez na semana passada, pensando na sua festa dos dois anos!

A repetição não é intencional…acontece que essa é a maior representação do que você significa na minha vida: COR!

É que faltava você, filha, pra pintar meu mundo de tantos tons e me mostrar que a vida monocromática não está com nada!!! Obrigada por isso!!!

 

“O Raul perguntooouu…”

Entón… Deixa eu contar mais da gravidez?! 😀
Já vou começar respondendo as perguntas que mais ouço(rs):

  • Sim, a gravidez foi planejada! Mas aconteceu bem mais rápido do que eu imaginei e veio acompanhada de vários momentos de choque e de pânico de “ai, meu deus! Que que eu tô fazendo fabricando outro filho agora??”rsrsrs (agora já me acostumei com a idéia! hehehe)
  • Já estou com 4 meses e meio – ou 18 semanas!!! Sim, tudo isso!!! Resolvemos não divulgar a notícia antes das 12 semanas e aí vimos que nossa ida pro Brasil seria bem pertinho dessa data, então ficou decidido que daríamos a notícia pessoalmente pro povo daí! Foi mais fácil segurar a língua do que eu achei que seria…rs
  • Ainda não sabemos se é menino ou menina. Sim, queremos saber! E não, não temos preferência! Lucas jurava (de novo) que era menina, mas agora já anda meio na dúvida… Eu não acho nada…rsrs Às vezes me bate uma super curiosidade, outras fico bem “de boa” com essa história de ter “bebê – sexo indefinido” na barriga!
  • Minha barriga, aliás, tá GIGANTE!!!! É inacreditável, parece que já tô pra lá dos 6 meses – e juro que é mais na barriga e não gordura generalizada (apesar de, claro, ter engordado um monte nesse último mês no Brasil…rs). Mas, sim, tenho certeza que é um só!

 

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Quase metade da segunda gravidez e ainda não aprendi a fazer boas fotos da barriga! hahaha

 

  • Ainda não temos nomes!
  • Já tô sentindo mexer!!! E é tão delicioso quanto eu me lembrava!!!
  • Sim, sim..quero ter outro parto natural – e melhorado! rs –  e tô investida nisso desde antes de engravidar! (depois conto mais..)
  • Cecília (por enquanto?) tá super de boa com a notícia! Acho que ela não entende de verdade que esse papo de que tem neném na barriga da mamãe significa que vai chegar um ser novo na casa (rs), mas ela já até meio que se relaciona com ele…rs Às vezes vem do nada dar beijo e abraço na barriga ( ❤ ), dá boa noite espontaneamente ( ❤ ), traz brinquedos pra mostrar pra ele ( ❤ ), etc – o mais divertido é que ela acha, sei lá porque, que meu umbigo é o canal de comunicação entre eles, então chega enfiando o dedo, colocando brinquedos e “gritando” nele! hahaha

Que mais vocês querem saber??? Pergunta aí, que tô facinha… hehehe

“Mando notícias nessa fita”

Eu podia começar dizendo que me inspirei na Romana e na Carol, mas a verdade é que meu “post cara de pau” está no rascunho desde o dia 10/12/15, então foi mais questão de identificação do que de inspiração mesmo!rs

Tinha dado vontade de voltar a escrever, sim, mas além disso existia um plano maligno de ressuscitar o blog antes de chegar aqui do nada contando a novidade da gravidez pra vocês…hehehe
Como o plano já falhou, vou direto ao rascunho salvo (e atualizado).

Ele dizia assim:

“Deu saudade.

Deu vontade de voltar.

Deu também um tiquin de precisância de escrever.

Não vou gastar nosso tempo desculpando ou justificando ausência, mas vou fazer um resuminho de como andam as coisas por aqui, que é pra dar uma disfarçada nesse buraco todo de textos, histórias e atualizações:

  • Cecília desmamou de vez pertinho de completar 1 ano e 10 meses. Na verdade, quem desmamou fui eu, que já não tava mais conseguido leveza nenhuma na amamentação… Foi beeeeem tranquilo e tranquilizador fazer isso (depois prometo que volto pra contar mais detalhes).Duro mesmo foi aguentar a culpa quando logo depois disso ela ficou doentinha e demorou mais de 1 mês pra se recuperar, sempre emendando uma doença na outra… Santo mamá que nos protegeu dessas chatices por tanto tempo, viu?! ❤
  • Maní está bem!!! Já está há uns 3 meses sem precisar voltar pro antibiótico e sem sintomas neurológicos!!! Sobrou só uma gastrite que ataca de vez em quando e requer tratamento de leve, mas nada assustador…e nada que a impeça de comer como nunca comeu nessa vida – tá até gordinha minha bichinha, acreditam?!?!?!!?!!
  • Decidimos colocar Cecília na escola!!! Também quero escrever um post específico sobre isso, mas queria contar que já escolhemos e fizemos matrícula – ela começa agora em fevereiro!! Ai que frio na barriga!!!  Ela vai pra uma escolinha montessori, bem pequenininha e fofa… No dia que fomos visitar ela nem queria ir embora e depois ficou pedindo pra voltar- torçam pra adaptação ser fácil assim! rs
  • Aliás, Chinchila tá uma senhora tagarela faladora de tudo!!! Que coisa mais deliciosa que é essa fase!!! Agora, depois de passar quase um mês inteiro no Brasil, cercada de estímulos, mimos e companhias os dias inteiros, então.. Ninguém segura a matraca!!!
  • Lucas começou em setembro a fazer MBA! Ele tá adorando e até eu tô curtindo tb (as histórias, as visitas à escola, a turma nova…) Mas ta se matando de estudar! rs Na verdade os primeiros meses foram mais puxados, agora já tem um Q de adaptação no ar e as coisas vão entrando num ritmo mais certo (ainda que não “tranquilo”…rs)
  • Depois de muuuuitos meses na Espanha (estamos quase completando aniversário já!!!), meus documentos finalmente saíram! Agora tenho identidade, carta de motorista, cartão de crédito…ufa! Acho que esse é um passo importante pra eu me sentir mais em casa por aqui (de novo, assunto pra outro post!rs)
  • Acabamos (eu e Cecília) de passar quase um mês no Brasil!! Foi delícia demais!! A bichinha aproveitou MUITO os avós, tios, primos, amigos… Que coisa mais deliciosa é ver todo mundo curtindo minha gostosura de filha!!! E, vou confessar, que coisa boa que é dividir ela com mais gente e descansar uns bocados! hehehe  Já eu… bom… descansei, comi, engordei, aumentei barriga, matei um pouco de algumas saudades…essas coisas básicas dos retornos que vocês já leram muito por aqui! rs
  • Ah!!! Já contei? Tô grávida!!!!! hehehehe” 

    O reencontro pós férias

      

 

 

“E a vida que ardia”

Vida que arde, na verdade.

E pulsa.

E vibra.

Com força.

Com amor.

Mais uma vez.

Uma, duas, três, quatro, cinco vezes.

Agora somos 5 lá em casa!

Sim, uma nova vida pulsa em mim!

Arde, com seus 161 bpm:
  
E cresce – muito!

(e me enche de um monte de sentimentos que eu venho contar depois..rs)

Hoje queria mesmo contar pra vocês do papai noel ímpar que andou nos visitando!  🙂
  

“E a gente faz um país”

Eu costumava achar que o segredo pra estabelecer uma amamentação de sucesso era a mãe se entupir de informação. Achava que uma mãe que estudasse MUITO durante a gravidez, que soubesse as técnicas corretas e os mitos perigosos estaria pronta pra amamentar lindamente – e sem dificuldades – ao seu filho recém chegado ao mundo.

Mas quanto mais eu me aprofundo nesse tema, mais eu tenho certeza de que estava enganada. O que uma mãe que quer amamentar precisa é  APOIO!

Apoio do marido, responsável por manter o “ambiente preparado” – à lá montessori, mesmo, no sentido de deixar tudo pronto e seguro pra que o natural tenha espaço pra acontecer; a mãe alimentada, sem sede, podendo descansar o máximo que der…

Apoio da família e dos amigos, do máximo das pessoas que a rodeiam, que não venham questionar sua capacidade de amamentar, que não venham sugerir mamadeiras diante das dificuldades (tão comuns) desse começo e nem muito menos reduzir e/ou tirar importância de esforços daquela mulher!

E, obviamente, apoio da equipe de saúde, que em sua maioria tem se mostrado muito despreparada pra lidar com esse assunto – no comecinho da vida dos bebês e lá pra frente também!

O puerpério – também conhecido como “grande mar de hormônios e sono e novidades e inseguranças” – é um período de muita fragilidade em que tudo o que uma mãe precisa é ser deixada em paz! Não é hora de ter que ficar lembrando (a si ou aos outros) das recomendações da OMS, ou de técnicas ou de posições mais recomendadas! Não é hora de ter que ficar se defendendo de palpites enfraquecedores! E definitivamente não é hora de travar luta contra o pediatra que quer dar fórmula seilaeuporque quando deveria orientar corretamente e proteger o aleitamento!

Aliás, tenho ouvido cada barbaridade de orientações de médicos – a maioria pediatras, claro – que não sei se tenho mais vontade de chorar ou de bater!

Pediatra mandando desmandar abruptamente bebê de 9 meses porque o leite já não alimenta nessa idade; pediatra dando remédio pra “secar o leite” de mãe de bebê com cólica, justificando que o leite artificial resolveria o problema; pediatra de maternidade receitando fórmula porque o bebê “chora muito” ou porque o bebê está hipoglicêmico, enfermeiras de maternidade dando chupeta E mamadeira de presente pra mães; pediatra dizendo que se a mãe vê o leite mais “aguado” é porque ele já não serve pra bebê de 3 meses; ortopedista me mandando desmamar bebéia porque “1ano e 5 meses já tá bom, né?!”…. E, pasmem, boa parte desses exemplos são aqui da Espanha!!!

Penso em algumas medidas urgentes necessárias: a primeira e mais óbvia é reciclagem e formação específica na área de aleitamento pra todos os profissionais que lidam com mães e bebês – será que é sonhar muito alto?

Mas além disso, acredito que amamentar precisa voltar a ser cultural, sabe aquelas coisas, ensinadas de mãe pra filha, de irmã pra irmã, de amiga pra amiga e de medic@ pra paciente?! Então….  (e vale o mesmo pro parto, né?!)
Me pergunto quantos anos de “ativismo e campanhas” serão necessários pra que isso volte a acontecer…

E tenho certeza que, pra isso, precisamos nos despir dos mitos, nos livrar do bando de informação errada que está por aí (inclusive na boca de muito médico)…precisamos falar sobre isso, repetidamente, pra que todos escutem! Precisamos naturalizar o aleitamento (e o parto!) nas nossas casas, nas nossas vidas…estilo trabalho de formiguinha, pessoa a pessoa, família a família, sabe?!

Se pra isso eu acabar virando “eco-chata” (como gosta de dizer meu marido), paciência…  Estas (parto e aleitamento, pra ninguém ficar na dúvida!rs) são as causas nobres pelas quais escolhi trabalhar e militar! =D

um ps. importante: assim como no caso do parto, acredito que o desejo de saber mais e melhor deve vir de dentro…de cada mãe e cada família! Por mais “eco-chata” que eu me torne, nunca me meto ou me meterei onde não sou chamada pra explicar pra uma mãe recente as vantagens de um parto sem intervenções desnecessárias ou vantagens e mitos sobre aleitamento materno, por exemplo! O que não consigo é ficar calada quando sinto a angústia pela má informação e por aquela sensação (de mãe, pai ou outros membros da família) de que tem “algo errado naquilo que me disseram ou naquilo que vivi” .. aí eu abraço e falo mesmo! rs

“Você me abre seus braços

E a gente faz um país”

Aaaah!!! Tá rolando um financiamento coletivo para o projeto de um documentário bem bacana sobre aleitamento, o “De Peito Aberto”! O “Renascimento do Parto” já provou que um filme bem feito é uma excelente maneira de trazer pra um público maior essas discussões de saúde pública tão importantes! Corre lá e vê se consegue ajudar um pouquinho!