Metablogando outra vez

Houve um momento em 2020 que eu decidi tirar este blog do ar. Andava preocupada com a exposição das crianças e pensava que esse espaço abandonado já não tinha mesmo motivo de existir.

Mas antes de fazer isso eu precisava vir aqui salvar tudo o que havia sido publicado e como não encontrei nenhuma forma prática e simples de fazê-lo, iniciei um processo de ir copiando e colando cada post pra um documento doc. Óbvio que eu também ia lendo (e sentindo vontade de corrigir – o texto e a Gabi da época..hahaha) e esse trabalho virou um negócio imenso e, aparentemente meio infinito.

Naquele período consegui salvar o primeiro ano e meio de blog, mas enquanto me encontrava com aquelas histórias (e fotos e reclamações e memórias e etc) acabei desistindo de apagar o blog, acho que me apaixonei de novo…rs. Devo até ter feito algum post, desses de tentativa de retomada da escrita na época..hahaha
Acabei abandonando também a ideia de salvar o textos, por pura preguiça, claro e, consequentemente, a leitura.

Corta pra janeiro de 2022. Recém voltada do Brasil depois da maior ausência nesses anos todos, com gosto de reencontro com o passado ardendo na boca, vim parar neste blog outra vez. Primeiro só na releitura, depois de volta ao trabalho de salvar um a um os textos postados. Em dois dias já salvei (e li) quase um ano de posts (enquanto fugia de fazer outras coisas do trabalho que deveria estar fazendo :p ) e é impossível não pensar que tem saído mais escrita “de mim”porque estou de alguma forma em contato com essa versão “Gabi-narradora”.

É muito gostoso e divertido encontrar as coisas que eu pensava 11 anos atrás. É louco como me reconheço e me desconheço em tantas delas. É doce reviver algumas das experiências contadas. Algumas outras dão um tantão de saudade e algumas, um pouco de alívio também.

Este blog é um grande presente pra mim mesma. Daqui vieram muitos vínculos queridos, reflexões fundamentais, coragens adormecidas e um tantão de autoconhecimento. Penso em imprimir tudo isso, transformá-lo em memórias palpáveis, mas já decidi que ele não deixará de existir aqui, na casinha dele, tão cedo!
(talvez só apagar as fotos das crianças já me traga um pouco do que eu buscava lá em 2020, quando tudo isso começou. Veremos…)

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