Direto da zona de desconforto

Ou: mais uma conclusão semi-óbvia à qual só cheguei agora.


Respondi um comentário da minha querida anônima dizendo que às vezes temos que sair da nossa zona de conforto pra poder enxergar certas coisas. Estava me referindo à mudança ao Chile, as adaptações todas e tal, mas a tal frase acabou voltando ao longo do dia…


Pegamos nosso carro ontem! Lindo!! Novinho, brilhante, inteirinho…assim, como tem que ser…rs
E hoje tive meu primeiro “retorno à direção”. Estava super nervosa, suando e tal… comecei dirigindo pelos quarteirões mais calmos aqui em volta de casa, até cheguei a pegar uma avenida maiorzinha… Até que o Lucas disse: “agora você não vai virar, vai reto”. Só que indo reto chegávamos em uma das avenidas mais movimentadas aqui da região! Ugh! Claro que a minha resposta foi “Não!”, mas segui em frente e foi tudo bem. Aí demos mais uma volta e voltamos pra mesma avenida, mas mais de trás, precisando ultrapassar ônibus, mudar de faixa, quase ser atropelada pelo ônibus anterior (rs), ter problemas pra ficar na faixa certa, levar algumas buzinadas, etc… Depois, na hora de voltar pra casa, o Lucas me diz: “agora entra na garagem”. Nessa hora eu parei e quase desci do carro, mesmo! “Você tá louco, vai dar cagada, é o primeiro dia que eu dirijo esse carro, tenho medo desses corredores apertados (nossa vaga é no -2) até quando você tá dirigindo, imagina, nunca…”e por aí vai… Mas eu fui, né?! E putz, deu tudo certo de novo!


Aí fiquei pensando nisso: tenho carta desde 2005 (façam as contas), não dirigia faz sei lá quanto tempo e nunca, NUNCA mesmo, tinha trocado de faixa na vida ou andado em uma avenida de verdade! Todas as cagadas que eu fiz são normais e até esperadas em “novas cartas”, mas tenho quase 6 anos de carta e só algumas subidas de Serra e uns passeios na Morada das Flores pra “ganhar mais segurança”. Mas fala sério: quanto tempo teria que ter andado dentro do condomínio até me sentir segura pra ir pra rua???


Claro que, no momento da insegurança, minha primeira resposta é “não!”. E é claro que com o maridão do lado (apoiando e incentivando e ensinando) fica muito mais fácil. Mas a verdade é que se eu não me jogasse no desconforto na grande avenida ou do subsolo, talvez eu nunca chegasse lá.






Depois refleti mais um pouco (rs): isso é mais ou menos o que a gente faz em análise. Vai-se para análise justamente pra se sair do conforto (claro que pra sair do sofrimento, originalmente…rs), deita-se no divã pra cutucar as feridas, enfrentar as buzinadas e sem saber muito o que fazer com o volante em caso de crise! Mas, putz, no final, aprende-se a dirigir! (ou, pelo menos, perde-se o medo de tentar e tentar e tentar).


Vamos então! Enfrentar as ruas de dentro do meu carro automático com meu marido do lado – porque é muito mais fácil cutucar as feridas dentro do setting seguro e com um analista confiável na poltrona atrás…pelo menos pra começar! Hehehe


Ps.: Hoje completamos um mês inteiro de Chile!!! Depois faço um post especial pela data! rs



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3 pensamentos sobre “Direto da zona de desconforto

  1. cora, mais uma vez as situaçoes sao parecidas. sem companhia do lado, jamais teria feito a primeira baliza sem ser aquelas da autoescola… rs… ainda nao saio pelas ruas na hora do rush, mas ja me sinto mais seguro pra passear nas grandes avenidas de teresinha!

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  2. Gabi,

    Voce ter falado que faz 6 anos que tirou a carta fez eu me dar conta de como to velha, mas tdo bem…rsrs..

    Como anda esse caos ai do tsunami do japão, ouvi dizer que o chile está em alerta, é verdade?

    Bjaaaao

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  3. Hahahaha. O tempo passa e a gente nem vê, Lu! (frase mais de velha ainda…rs)

    Algumas cidades do litoral aqui tiveram alerta de tsunami e chegaram a ser meio evacuadas, mas não aconteceu nada grave… E aqui em Santiago nem sinal de nada! Tudo tranquilinho!

    Beijo!

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