“Por ela faço tudo”

Já contei que sou antissocial?
Assim, sou tão, mas tão antissocial que tem até marcador aqui no blog sobre esse tema! Hahaha

Gosto de viver quieta no meu canto, tendo por perto algumas pessoas específicas pras horas que der vontade de sair do casulo e ok… Tenho necessidade de ficar sozinha!
Acontece que só muito recentemente é que caiu minha ficha de que ser mãe vai meio que na contra-mão (ou contramão? não, eu não aprendi direito as novas regras da ortografia!) desse meu estilo de vida… Percebi que ‘ficar sozinha’ não é uma opção que eu tenho mais…

E acho que é justamente por isso que meus dias tem sido mais difíceis ultimamente… É por isso que o segundo trimestre de vida da Cecília é, pra mim, muito mais desafiador do que os tão temidos 3 primeiros meses com um recém nascido foram!

Enquanto as outras mães recentes reclamavam de solidão, de falta de interagir com outros adultos e etc, eu tava aqui, na minha, felizona com a minha bichinha no colo.

Só que a minha bichinha tá virando serumana. E uma serumana bem diferente dessa que vos escreve!

Cecília é um ser social – como todo bebê, imagino, e talvez um pouquinho mais! Ela precisa de companhia o tempo todo. Ela precisa de interação o tempo todo. Ela precisa de atividades e brincadeiras relativamente variadas e interessantes.
É assim que ela aprende, é assim que ela descobre o mundo e a si mesma.
E é lindo acompanhar esse descobrimento. Me mata de orgulho vê-la observar e depois repetir, ou simplesmente descobrir sozinha e me mostrar. Sinto a responsabilidade que é ser esse exemplo e essa presença e adoro. Absolutamente.

Mas eu canso também. Canso muito. Canso o corpo e canso o cérebro. E levo à exaustão o pedacinho de mim que trabalha pesado quando interajo socialmente.

Cecília ta numa fase muito gostosa! Muito mesmo! Ela conversa, ela chama nossa presença e nosso olhar, dá os bracinhos, percebe quando vamos nos afastar, fica sentada e chama a Maní (!!!), quer ficar em pé, gargalha, se joga, faz carinho… A cada dia aprende uma coisa nova e eu babo, me delicio e registro (que é pra família que tá longe poder participar).
É a fase mais gostosa até agora, sem dúvida, mas pra mim tem sido também a mais difícil. A mais “overwhelming” (qual a palavra em português pra isso?). A que exige de mim uma adaptação que a presença de um recém nascido não exigiu – pra aquilo eu estava pronta, mas pra isso eu estou tendo que me adaptar, que respirar fundo e procurar mais força (que, com tamanha gostosura nos braços, não é difícil de encontrar, né?!), estou tendo que aprender a ser como e quem eu não era. Tendo que lidar com as tais das minhas próprias sombras, sabem?!
É difícil, mas é um exercício e tanto! Fundamental pra minha filha, mas, desconfio, melhor ainda pra mim – como mãe e como pessoa!
Especialmente porque eu sei que a demanda de atenção e sociabilização tende a “piorar” daqui pra frente – então é bom que eu encontre fôlego pra mudança agora, pra não precisar gastar tanta energia (psíquica) mais pra frente…rsrs

Mas, vai, tenho um incentivo e tanto, não é?!?

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Quem é que não vai querer socializar com essa coisinha??? =)

“É provar o gosto”

Hoje demos uma passadinha numa loja de coisas de bebê (já preciso trocar a bolsa da Cecília) e aproveitei pra dar uma olhada geral…
Fiquei surpresa com a quantidade absurda de coisas inúteis que tentam nos convencer que são absolutamente necessárias – e que na verdade servem pra nos transformar em inúteis e “desnecessários”!
Desde os brinquedos que fazem tudo sozinhos e não deixam nenhum espaço pra imaginação, passando pelos “gadgets” pra tudo (pro carro, pra hora do banho, pra hora da comida, pro berço, etc), as mil e uma opções de mamadeiras e chupetas (e seus acessórios)…
Fiquei meio chocada, juro!

Quando fiz o enxoval da Cecília tentamos comprar só o básico… e eu ja achava que termômetro pra banheira fugia do básico, afinal, posso colocar meu cotovelo na água pra saber se a temperatura está boa.
Mas qual não foi minha surpresa ao conhecer, hoje, toda a variedade de modelos, cores e marcas de colheres que avisam, cada uma a sua maneira, se a comida do bebê está na temperatura certa!
Saí da loja com a sensação de que estamos mesmo cada vez mais dependentes e incapazes – e preguiçosos! Com a sensação de que logo precisaremos inventar uma ferramenta que nos (re)ensine a usar nosso corpo e nossa cabeça por conta própria.

Em época de exo-esqueleto (quase) na Copa do Mundo, meu cérebro de ex-quase-TO acha muito irônico pensar que enquanto uns se desdobram no esforço de recuperar um mínimo de autonomia, outros, que podem se equipar com o que há de mais “moderno e desejado” no mundo das ferramentas inúteis, andam cada vez mais apoiados nessas “muletas tecnológicas”…

Penso, aliás, especialmente no caso dos “gadgets” para pais e bebês: se não conseguimos criar nossos filhos sem depender (nós, pais) desses “facilitadores” , que tipo de exemplo estamos dando e o que podemos esperar desses futuros adultos, que só saberão se podem levar a comida à boca se a colher estiver vermelha?!?!?

Tô exagerando??

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imagem daqui

"Deve ser maternal"


Às vezes eu olho pra essa coisa gostosa e “lembro” que ela é de verdade, que fui eu que fiz, eu que pari… que ela é aquela mini-pessoa que morava dentro de mim…que sou eu quem a alimenta e a faz crescer isso tudo aí…que ela é MINHA FILHA!!!
Isso acontece algumas vezes por dia e aí eu fico olhando e olhando e olhando pra ela…e meu coração só falta transbordar de tanto amor e tanto orgulho!!!

(bem que Freud disse, né?! rs)

"Plenamente"

Ontem, filha, você completou um mês de vida… 30 dias – 24/02/2014!
Ontem eu tinha pensado em comprar um bolinho, fazer uma comemoração ou qualquer coisa diferente… mas ao invés disso passamos um dia normal, em casa, eu, você, Maní e seu pai… com nosso habitual silêncio, nossos abraços ao encontro no caminho, nossas refeições compartilhadas… – e foi a primeira vez que tivemos um dia assim desde que você chegou.

Até poucos dias antes tínhamos companhia na casa: sua vó Nanci e sua tia Silvia estiveram por aqui um bom tempo, me dando uma ajuda sem tamanho pra que eu pudesse me dedicar exclusivamente a você. E te dando carinhos, amor e colo de monte, tenho certeza que você sentiu!

Mas elas foram embora e, aos poucos, nós quatro vamos nos ajustando a fazer a vida voltar pros trilhos… 
Ontem tivemos nosso dia de habitual silêncio, mas com a diferença de que agora nosso silêncio é temperado de novas maneiras: tem seu choro rouco que continua apaixonante, tem Maní pedindo pra jogar o brinquedo sempre que você demanda atenção, tem seu pai contando história pra você, tem nossas conversas longas e sem sentido, tem o chiado e as músicas que inventamos pra te acalmar…

E o bonito do dia de ontem, filha, foi ver que mesmo com tudo isso novo, as coisas continuam meio iguais por aqui… é como se você sempre tivesse estado conosco, como se seu lugar já existisse aqui, prontinho, só esperando por você pra preenchê-lo! 

Esses 30 dias que passaram foram absolutamente especiais porque você chegou e nos completa!
Mas não foram “intensos” ou “loucos” ou “atropeladores”, como eu sempre ouvi as pessoas dizerem dos primeiros dias com um recém nascido!
Não foram, juro!

Eu sei que toda a ajuda que tive colaborou pra isso, mas a verdade é que foram 30 dias de SERENIDADE! 

Não vou dizer que não tive momentos difíceis, eu estaria mentindo… tive dúvidas, tive medo, tive “me deixa dormir só mais um pouquinho” de madrugada…tive, sim!

Mas muito mais do que tudo isso, tive a certeza de que nasci pra ser sua mãe!

Meus dias se resumem em dar de mamar, trocar fraldas e tentar dormir e, honestamente, nunca estive tão feliz e tão satisfeita com minhas “tarefas do dia”.
É tão natural e estou tão entregue…pra você, pra o que você precisar ou quiser. Como foi nesses primeiros 30 dias e como será em muitos outros que virão!
Parece clichê, eu sei, mas como diria a música: Sou Sua! Simplesmente! Plenamente!

E você…ah, você, filha…!!!
Você é indecisa como sua mãe, mas quando sabe o que quer, briga por isso como seu pai, com uma determinação que nunca vi igual! Dizem que você é a cara do seu pai, mas sei lá, eu te olho e vejo só você! Você é paciente e tranquila, como foi sua gestação, como foi seu parto, como tem sido nosso dia a dia e nosso amor por você!
Você é linda como a vida tem que ser – e como é, agora que você está aqui!


Ontem você descobriu que o sling é gostoso:




Ontem mamãe te vestiu de boneca pra registrar o dia especial:






E ontem, como se fosse pra comemorar, mesmo, você me deu seu primeiro sorriso!!! Inesquecível!!! E o segundo, o terceiro, o quarto… no meio da mamada da madrugada você descobriu essa nova arte e não parava mais! Viu o peito e sorriu, olhava pra mim e abria o maior sorrisão, soltava pum e sorria… uma delícia!!!
E eu descobri mais um clichê real da maternidade: quando você acha que já sente o amor maior, ele vai lá e cresce mais um monte!
Que loucura isso, filha…que loucura!

"Vem"

Escrevi no último dia do curso de parto natural com a matrona:

“Vem, filha! Vem, que aqui fora a gente vai te deixar segura e à vontade, que nem aí dentro, mas com mais amor, com muito toque, muita troca de olhar, muita troca entre nós…
Quero te conhecer! Saber quem é você, como é você, te respeitar e aprender com você!
Quero ser meu novo eu; quero ser sua, como você é minha.
Vem tranquila, vem no seu tempo, do seu jeito…
Vem nos fazer “nós quatro”!”

E agora que ela veio e nós somos 4, estou fazendo tudo isso que prometi: olho infinitamente pra ela…pego, cheiro, agarro, beijo, não quero soltar nunquinha!
A estou conhecendo a cada segundo, aprendo do que ela gosta ou não gosta, conhecendo todas suas expressões, me deliciando com seus barulhinhos… assim como estou me conhecendo como mãe..!
É tudo novo e é tudo uma delícia (pelo menos por enquanto..rs)

Me sinto COMPLETA  e aí não “sobra” tempo pra muito mais – ainda tem as outras pessoas que estão por aqui, tem a filha mais velha, gostosa que só ela, tem euzinha precisando se cuidar…

Quero continuar registrando aqui nossas aventuras e amores, mesmo que nessas passadinhas rápidas assim…Mas vocês entendem que vou sumir do resto, né?! rs
(Facebook, por exemplo, entro, vejo as notificações, leio e me emociono com as mensagens, mas não dá pra responder e nem tenho vontade de ficar lá brincando com o resto…)
Posso pedir? Tenham um pouquinho mais de paciência comigo, pode ser?! Não se sintam “não correspondidos”(rs) e não abandonem a gente!! rs
Aos pouquinhos vou aparecendo e voltando…
(Relato de Parto é promessa que juro que vou pagar!!!)

BeijosBeijos


Porque agora sou mãe de duas!

De duas descabeladas! rs


"Querido Diário" – 24s2d

Putz, fiquei tanto tempo sem fazer o registro do diário que já nem sei mais o que era novidade pra ser anotada…  =/

Vou tentar ir lembrando e acertando…

Bom, depois que começou a pular pro outros sentirem, Cecília gostou da brincadeira e agora tá num pula-pula que não acaba mais! Muitos pulos (uns fracos, outros fortes) e muitas vezes por dia!
Confesso que fico torcendo um pouco pra essa agitação toda não ser uma característica dela a ser continuada do lado de fora da barriga! rs


Semana passada tive consulta de controle e tá tudo lindo! Quer dizer…tudo, menos o peso… Já esperava, né?! O último mês foi dividido entre tensões das cirurgias da Maní e viagem gorda de férias…não há balança que sobreviva…rs
Médico mandou ficar esperta, senão vou terminar a gravidez com muitos quilos a mais do que o desejado…
Então estou meio de dieta (que uma nutricionista me passou lá no comecinho da gravidez) e fazendo bastante caminhada! 

O pilates tá parado porque minha professora pediu demissão! 😦
Cheguei a fazer uma aula com a professora que a substituiu, mas a mulher era bem inexperiente e não sabia nadinha de “pilates para embarazadas”! Deu vontade de sair correndo no meio da aula! rs
Agora já consegui o contato da professora antiga e descobri onde ela está trabalhando! É mais longinho de casa, mas acho que vale a pena, porque gostava muito da aula dela!



Semana passada escrevi pra uma doula (brasileira aqui no Chile!) que a Dani tinha me passado o contato há um tempão…
Ela está grávida também e não vai poder ser minha doula (será só você, Sil!!!).. mas foi super simpática e combinamos de nos conhecer por aqui!!
O mais legal foi que pedi indicação de equipe humanizada pra ela, já que não estava totalmente segura com meu médico e…adivinhem??? Ela, sem saber, me indicou o meu próprio!!! Vocês não imaginam o alívio que isso me deu! rs Depois disso até tivemos uma conversa mais tranquila com o médico sobre o parto – provavelmente porque eu fui de ouvidos abertos e sem preconceitos e medos…rs Foi bem bacana!

Já escrevi também pra matrona (a parteira daqui) que trabalha com meu médico (que dizem ser bam-bam-bam no tema do parto humanizado), mas ela ainda não me respondeu…
Decidi que depois de falar com ela vou atrás da parte prática de fazer a visita oficial à maternidade, me inscrever nos cursos que tem por lá, etc…



A barriga continua num crescimento frenético!!! A cada semana perco uma nova peça de roupa e já estou convencida de que passarei janeiro usando só roupas do Lucas!!! hahaha

A azia e a queimação sumiram (quer dizer, dão um oizinho se deito logo depois de comer..rs) mas em compensação as câimbras chegaram com tudo, o intestino desencanou de funcionar e a virilha resolveu começar a doer pra valer… =/
Também estou tendo bastante contrações de Braxton-Hicks (aquelas de treinamento).. várias vezes por dia a barriga super endurece! Nos últimos dias começou a acontecer com mais frequência e eu fiquei até um tiquinho preocupada, mas aí fui ler e comecei a controlar o espaço entre as contrações… constatei que tá tudo normal! rs 



Agora que já tiramos férias e compramos enxoval, vamos começar a pensar no quarto da Cecília!
Quer dizer…pensar, já pensamos! Vamos seguir a linha montessori, não vamos ter berço, vamos ter espelho, etc… Mas agora vai começar a parte mais prática, de ir procurar móveis, tirar medidas, pensar em como organizar armário,como decorar,  etc… Acho que vai ser muito gostoso!!!



Maní anda numa carência que só vendo! Nos últimos dias teve dois episódios daqueles “pesadelos” no meio da noite, tá ficando mais perto de mim do que nunca durante o dia, me seguindo o tempo inteiro e grudando no pai quando ele chega a noite!
Ela com certeza sacou alguma coisa daquele quarto cheio de coisas novas que a gente fica mexendo e mostrando pra todo mundo! Sacou tanto que agora é lá que ela guarda o Gato dela – brinquedo preferido que ela ama de paixão e não troca por nenhum outro! Já faz uns dias que está assim: traz o Gato pra gente brincar, como sempre, e brinca um monte… até que cansa, leva o Gato pra dentro e volta pra sala sem ele…quando vou ver, onde ela deixou o amigo?? No quarto da Cecília!!! Várias vezes no dia! Não é demais?!?!?! hahaha


As minhas meninas



Por enquanto as coisas da bebê estão espalhadas e abertas pelo quarto e o carrinho já ficou montado pra gente poder mostrar o brinquedo novo pros amigos! rs
O melhor disso foi que eu percebi que a Maní tem medo do carrinho, então comecei a fazer uma “des-sensibilização”! O carrinho fica lá no quarto, mas de vez em quando pego ele e fico passeando pela casa, trago pra sala e deixo do lado do sofá um pouco…e convido a Maní pra participar sempre! Andar com a gente, cheirar o carrinho, olhar ele de cima do sofá… Tá funcionando! Agora ela já entendeu que é brincadeira e faz tudo isso de rabo balançando, praticamente sem medo do trambolho! rs



E, ufa! Acho que por hoje tá bom, né?! rs
Prometo – pra mim mesma..rs – voltar a fazer os registros conforme as coisas forem acontecendo, pra não perder nadinha! =)

Beijos nossos em todos!

"Querido Diário" – 19s4d

Sumi, né?!

É que nos últimos dias o coração não tava aqui em casa e a cabeça não tava nem em internet, nem em blog e nem em gravidez, confesso!
Quem monopolizou tudo que há de mãe por aqui foi a filha mais velha!

Maní foi operada no sábado no começo da tarde e as 20h já estava de volta em casa… Ainda molinha, se recuperando da anestesia e claramente com um pouco de dor.. até aí, tudo normal…
Mas eis que 1 e pouco da manhã ela começa a sangrar um monte! Ligamos pro veterinário que correu pra cá, achando que era questão de fazer um curativo nos pontos, mas logo percebeu que o sangue não parava de sair e que tinha algo de errado… Correu com ela pra clínica, anestesiou, abriu de novo e descobriu uma hemorragia interna… tomou a decisão de tirar o útero inteiro (antes tinham tirado só os ovários) e deixá-la internada por alguns dias…

Internada 😦

Ela ficou internada até terça a noite, sem comer (só comeu um pouquinho na segunda, quando fui visitá-la e consegui fazer descer um pouquinho de atum…) mas agora já está em casa! Precisava ver a felicidade dela quando pegamos a bolsa de transporte pra tirá-la da clínica!!!
Chegou fedida de “hospital”, super magra, com um pouco de diarréia e um corte enorme na barriga, mas também com muita fome e com vontade de brincar!!! 
Ainda tá decaidinha, mas aos poucos vai se recuperando, comendo bem, recuperando peso, corte cicatrizando… Ufa!!!
Foram dias de tensão, mas agora tô aqui grudadinha nela e sei que assim nós duas ficamos bem muito mais rápido!


Magrela relaxada do ladinho da mamãe! 🙂



Nesse meio tempo, fiquei tensa e preocupada com Maní, mas nada exagerado… Era engraçado ver a preocupação das pessoas pra que eu não ficasse nervosa demais! rs
Apesar de não estar muito focada na gravidez, sentia todos os dias a Cecília se mexendo bastante, então sabia que ela estava bem e podia me focar na irmã mesmo!

Aliás, nem contei que comecei a sentir os movimentos dela, né?!
Nos primeiros dias (lá pela semana 18) fiquei muito na dúvida se eram gases ou Cecília… porque a sensação era (é ainda) de umas bolhas estourando dentro da barriga… mas aos poucos fui percebendo que as tais bolhas eram mais certeiras e decididas e aí me convenci (e convenci o marido..rs) de que eram a bebê mesmo!
Agora sinto todos os dias, em algumas horas definidas do dia, como quando acordo, depois que como, um pouco antes de dormir – já tem rotina, minha menina!
E ela sem dúvida sentiu o alívio e a felicidade que foi trazer Maní de volta pra casa: Quando finalmente sentamos e relaxamos os 4 juntos, Cecília começou a dar umas super cambalhotas comemorativas! =)



Hoje tive consulta de rotina no médico e tá tudo super bem!
Os exercícios deram resultados e o ganho de peso foi muito melhor esse mês…a pressão está ok, as pernas estão começando a inchar um pouco, mas normal.. coração da baby firme e forte (ainda gostando de fugir do médico..rs)… e é isso! 

Os planos pros próximos dias são simples: ficar bem quietinha em casa com as minhas filhotas! 
e quando chega o marido, então…não preciso de mais nada nessa vida! =)
(quer dizer, talvez um delivery de mc donald’s… hahhaha)

"Pelo cordão perdido"

Desde antes de engravidar resolvi mergulhar de cabeça no mundo teórico da maternidade: passei a ler mil textos, ver mil programas e vídeos, acompanhar um milhão de blogs…
Foi assim que descobri (ou entendi) alguns conceitos que já me atraiam, mas sobre os quais eu sabia muito pouco, como o que é maternidade ativa, criação com apego  ou ainda amamentação em livre demanda… (todos linkeados com sites que eu gosto muito, pra quem quiser saber mais a respeito!)
Fui lendo, me informando, dividindo com o marido (que também se interessa um monte por essas coisas) e tirando de cada um o que nos interessava como bacana ou possível pra nossa casa…e é assim que vamos, aos poucos, planejando como será nossa vida em alguns meses mais…

Foi assim também que descobri que o desconforto que sentia com a idéia de uma cesariana tinha fundamento – e muito, e que outras maneiras de parir eram possíveis e, acreditem, na grande maioria dos casos, muito melhor!!!
E, claro, descobri junto que parto normal no Brasil, de normal já não tem mais nada!

Entrei nesse mundo e fiquei assustada com os depoimentos e histórias, com todo o lenga-lenga (aliás, esse blog linkado aqui tem um montão de conteúdo bacana sobre o assunto!) que os médicos “cesaristas” não se cansam de jogar nas gestantes que, num dos momentos mais vulneráveis de suas vidas, quase nunca conseguem mesmo fugir… 
Entendi que teria que me entupir de informações e ir armada lutar pelo parto normal que quero (e vou!!!) ter! Por isso continuo lendo tudo o que aparece pela frente sobre o assunto!


Aí, mês passado fui pro Brasil (já grávida, claro..rs) e nas conversas sobre a gestação, quando dizia que vou ter parto normal as respostas eram sempre as mesmas: “você vai tentar, né?! não dá pra saber”, “ah, mas não confia muito porque é muito difícil conseguir normal”, “daqui uns meses a gente conversa”, e etc, etc, etc… Todos vindo de pessoas queridas, inteligentes, informadas, cultas… a enorme maioria mulheres já mães…
No começo eu até tentei argumentar, defender meu ponto de vista, mas, verdade seja dita, eu não sei ser ativista de nada e logo cansei… ouvia os comentários com o clássico “sorri e acena” e ok…

Depois, pensando, fiquei super chocada ao perceber que, com exceção de um número mínimo de amigas (4 que consegui pensar até agora) NINGUÉM do meu círculo social teve parto normal! NINGUÉM! E estou falando de diferentes classes, idades, gerações, formações, ocupações, cidades de origem e cidade de parto… estou falando de um monte de mulheres que “tiveram que ir pra cesárea”. Todas foram convencidas pelos médicos que haviam motivos reais para a necessidade da cirurgia. Todas! E, claro, todas acreditaram nos médicos e foram operadas com a convicção de que assim foi melhor para mãe e bebê… E todas me contaram suas histórias… e eu, que não me canso de ler sobre o assunto, ouvi todas as histórias sabendo que a enorme maioria delas incluía justificativas que hoje em dia são sabidamente erradas, mentiras, maldade do médico ou não, não importa… De todas essas mulheres, penso em pouquíssimas (talvez 1 ou 2) que, baseado nos critérios que se sabem hoje, realmente precisariam ter feito a cesárea. 
E quem sou eu pra dizer isso pra elas, não é?!

Pois é…

Só que eu fico pensando em todos os partos que ainda virão – os meus inclusive – e me assusta pensar que essa cultura está tão bem incrustada na nossa sociedade que essa lógica ainda tende a continuar se repetindo quase que infinitamente…
E aí eu percebo que eu, que não sou ativista de nada e que odeio me meter em polêmicas, preciso também fazer alguma coisa… preciso dizer – pra quem quiser me ler, não importa – que está errado! Que não é assim! Que parto normal é normal, sim! Que a natureza é incrível e nós somos sim capazes!
Que anormal é o número assustador de partos cirúrgicos que são feitos no Brasil! Anormal e antinatural é ter que, literalmente, lutar pra poder parir da maneira que fomos feitas pra parir!!! 
A responsabilidade talvez não seja de nós, mães e filhos(as), mas a mudança pode estar nas nossas mãos, sim!

E, militante ou não, as informações estão aí e sinto que preciso ajudar a divulgá-las: são informações jornalísticas, científicas… com bases e pesquisas que deveriam ser suficientes pra que fossem levadas a sério!

Os deixo, pra começar a pensar no assunto, com um texto excelente que saiu na Época semana passada: “A luta pelo parto normal” – atentem-se para os benefícios do parto normal e para o números chocantes: a OMS recomenda que uma média de 15% dos partos sejam cesáreas, casos em que realmente há complicações e a cirurgia se faz necessária! No Brasil esse número é absurdamente mais alto e nas regiões sul e sudeste, na rede particular, a porcentagem vai lá pra casa dos 90%! 90!!!! Não é possível!! Qual a justificativa? Que as mulheres dessas regiões sofreram algum tipo de mutação genética e, por isso, 90% delas tem problemas em seu corpo que impossibilitam o nascimento de seus filhos por partos vaginais normais?? Não é possível e é absurdo!!!

Deixo-os também com a informação de que está em cartaz em várias cidades do Brasil o documentário “O renascimento do parto”

Imagem que me enche os olhos de lágrima! Daqui



No site você encontra as informações de onde assistir, além dos dados científicos em que se baseia o filme e os mitos todos que, não sei você, mas eu estou cansada de ouvir!!!

Aqui, o trailer:



O filme está sendo selecionado pra uma série de festivais, sendo super bem falado pelo público e me deixando morrendo de vontade de ver…
Infelizmente vou ter que esperar sair em dvd (e alguém me mandar por correio..rs), mas se estivesse em São Paulo, não perderia por nada!!!
E aproveitaria e levaria um monte de gente pra ver…começando pelas mulheres que ainda serão mães, pra depois tentar levar também todas essas mulheres de quem falei lá em cima…
Imagino que assisti-lo seja um experiência difícil, assustadora e ao mesmo tempo, libertadora (aliás, imagino, não! Isso é o que tenho lido em um montão de depoimentos de mãe e pais que já assistiram…rs)

Bom, agora que cutuquei a ferida, sei que vou voltar a falar do tema… aguardem – ou fujam… como preferirem…rs

Beijos!

"Dorme minha pequena"

“Dorme minha pequena
  Não vale a pena despertar
  Eu vou sair
  Por aí afora
  Atrás da aurora
  Mais serena”* 


A gente passa a gravidez toda escutando “aproveita pra dormir muito agora, porque depois, nunca mais!”. E eu tava indo bem nessa tarefa…

Até que Maní decidiu que, “nada disso!”, já é hora de começar a praticar a vida de pais de recém-nascido! 
E como boa irmã mais velha que é, resolveu regredir um monte e parar de dormir a noite!
Assim, absolutamente do nada, começou a fazer o que NUNCA fez: acordar no meio da noite (algumas noites, de 2 em 2 horas) e ir arranhar a porta do nosso quarto e chorar desesperada…

Vou explicar melhor:
Desde que chegou pequenininha aqui em casa, Maní nunca dormiu com a gente. Sempre teve sua caminha do lado de fora e dormiu nela sem problemas. A única noite em que ela chorou, foi em sua segunda noite aqui, mas com menos de meia hora de técnicas da Victoria Stilwell ela aquietou e nunca mais teve problemas a noite!
Quando estou indo deitar levo a cama dela pro corredor dos quartos (ela gosta de poder ver nossa porta) e ela vai atrás, deita, pede seu carinho de boa noite e dorme ali até de manhã, quando a gente levanta e acorda ela – simples e fácil assim!

Mas na semana que passou, as coisas mudaram! O “show” podia começar uns 10 minutos depois que deitávamos, ou umas 2 horas depois…e assim ia indo durante a noite…

O que me angustiava nessa história é que não consegui encontrar o motivo disso estar acontecendo! Sou fã do tema de comportamento animal (leio e assisto muito sobre o assunto) e imagino que se soubesse a razão, poderia saber como operar…saber o que fazer pra resolver… mas simplesmente não existe um motivo racional pra ela estar agindo assim!
Não mudou nada na rotina prática da casa, não mudou o tratamento dela, ela não teve nenhum trauma, nem nenhuma experiência de dormir no quarto que a fizesse “gostar da coisa” e só querer assim… E sem entender nada, fomos tentando o que podíamos…
Tentei as técnicas de “positively training” (de ignorar o comportamento ruim e recompensar o bom), perdi a paciência, apelamos pros “shhhhh’s” do chato do Encantador de Cães, demos bronca, susto…nada adiantava! Quanto mais fazíamos qualquer dessas coisas, mais desesperada ela ficava!

Até que descobrimos que a única coisa que a fazia parar era um de nós dois ficar sentado do lado da cama dela até ela acalmar (ela estava sempre muito agitada e assustada) e conseguir pegar no sono de novo… (técnica descoberta pelo pai, aliás!)

Foram dias muito angustiantes! Pelo não entender, por ficar ouvindo o desespero dela e por ver a inquietação da pequena quando cedíamos e íamos acalmá-la pessoalmente… 

Depois de algumas noites de pais sentados no chão, aos poucos a coisa foi voltando ao normal…ela foi passando a acordar cada vez menos e agora voltou a dormir a noite toda – ah! colocamos também a cama dela bem grudadinha na nossa porta e isso ajudou muito!

Aí eu entendi que ela tava mesmo dando um curso pra gente! Curso intensivão de como é ter um recém nascido em casa! E, mais do que isso, dando um curso pra gente não duvidar nunquinha de que a melhor técnica é o amor, o afago, o acolhimento…um pouco desse tal de “attachment parenting” (ou “teoria do apego”) sobre o qual a gente tanto escuta falar…. 

É… minha primeira filha já escolheu uma causa pela qual militar…hahaha


Assim ela sempre dorme super bem: grudadinha na mãe e na irmã! (e eu aproveito enquanto ela ainda cabe aí! rs)





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Ah! A boa notícia é que Maní finalmente resolver comer!!!!!!!!!!!!! (não há exclamações que bastem pra essa comemoração! hahaha)
Tá comendo tão, mas tão bem, que vou ter que trocar a comida dela, antes que ela fique obesa! rs
É que apesar de já ter quase 3 anos, ela ainda come ração de filhote, tanto porque os grãos são menores (e a frescurenta só comia assim), quanto porque como ela comia muito pouco, a ração de filhote (com sua “sustância” extra) era uma maneira de garantir um pouco mais de nutrientes pra chiquita…
Mas agora ela come tudo que coloco no prato e ainda pede mais comida – fora de hora e tudo! Vou ter que passar pra ração de adulto mesmo… mas muuuuuito lentamente, porque dá o maior medinho de voltar todo o dramalhão da comida de novo! rs 
Fora que tenho que conseguir a introdução completa da ração nova antes da chegada da irmã caçula, porque senão é mudança demais pra mais velha! rs
Vamos acompanhar…

*”Acalanto para Helena” – Chico Buarque

"Querido Diário" – 16s4d

Ontem foi dia de consulta!

E foi tudo muito bem!!!

Pressão da mamãe normal, peso um pouco acima do que deveria (ops…rs), altura do útero em 14,5 cm…
Baby deu baile no médico de novo e ficou fugindo do doppler… só ouvíamos o coração “passando”, mas não parava de se mexer tempo suficiente pro médico medir os batimentos…rs Mas depois de muita insistência conseguimos medir os 150 bpm!

Médico receitou a vitamina pré natal, nos deu instruções pra viagem de férias de setembro e me deixou com um pedido de ultra-som pra fazer na semana que vem pra confirmarmos (“com 100% de certeza agora”) o sexo!!!

De resto, estamos bem tranquilos!

Na semana em que estive no Brasil minha barriga fez outro “ploft” e cresceu um monte! Isso,  combinado com as roupas lindas de gestante que ganhei da minha mãe, me rendeu um monte de perguntas do tipo “Só 3 meses e já tá com essa barriga toda?”, “não são gêmeos, não??”. Além disso, algumas pessoas começaram a notar a gravidez só de olhar e já vieram me perguntar a respeito… Preciso dizer que tô amando?!?! hehehe (única fase em que a gente quer ouvir que a barriga tá grande, né?! hahahaha)
E agora que já estou completando os 4 meses, parece que a bichinha resolveu mesmo crescer sem parar! (“bichinha”, no caso, é minha barriga, não minha filha! hahaha Até porque essa sim a gente sabe que tá mesmo crescendo freneticamente! rs)
Dependendo do movimento que faço, ou da posição em que estão minhas pernas, consigo sentir exatamente o meu útero, chega a ser engraçado o quão “sensível” ele está! Na consulta o médico foi apalpando e me mostrando certinho onde está o útero e é exatamente onde estou sentindo, todas as bordas! Acho o máximo!
Já voltei a fazer xixi feito sei lá o quê (rs) e fiquei feliz por parir no verão, porque se agora já sinto apertar a barriga quando abaixo, não sei como faria pra todo dia calçar meias e sapatos fechados com a barriga dos finalmentes! rs 

Ainda não tô sentindo baby se mexer e tô achando que isso vai acontecer quando sair de férias, lá pelas 20 semanas…

Comecei a ter sonhos mega agitados e bizarros, que dizem que são típicos da gravidez e minhas noites estão bem mais interessantes! hahaha

Demorei, mas finalmente comecei os exercícios físicos! Essa semana comecei as caminhadas e já marquei minha primeira aula de pilates! Ainda quero ir atrás de yoga também…
(até porque, depois da pesagem de ontem, médico deixou claro que “quanto mais exercício, melhor” e marido vai mega me encher o saco!! hahahaha)

Ah! É bom que o ultra-som da semana que vem confirme os 90% de certeza do morfológico, porque voltei do Brasil com uma mala a mais só de presentes pra baby e, juro, 90% das coisas ali são super de menina! Todas maravilhosas, né?! Babados, florzinhas, gatinhos… tudo uma delícia!!!




Ufa! Acho que é isso…
Isso que dá ficar tanto tempo sem vir fazer as anotações no diário…quando finalmente sai, vira essa coisa grande e desconexa…rs


(15/08/13 – 5ª feira – 16s4d)