“Não aprendi a dizer adeus”

E não sei se algum dia vou aprender.
Cecília, por sua vez, aprendeu a dar tchau num timing mais que perfeito. Agora é só alguém se afastar dela que a mãozinha começa a balançar, sem ritmo, desajeitada e por uns 5 minutos seguidos – mas, infelizmente, depois que a pessoa já foi e/ou não tá mais olhando…rs

Agora há pouco colocamos nossas habilidades à prova e o resultado foi o esperado: Cecília ficou dando tchau pra porta fechada enquanto eu chorava (choro ainda) abraçada no Lucas!
Abraço e beijo de tchau, pra mim, deveriam durar pra sempre ou então não começar nunca! Essa sensação me acompanha desde quando viemos do Brasil pela primeira vez: eu não sei “desfazer” esses abraços… Nunca saberei e acho que nem quero aprender…

Amigos tão queridos, nossa família chilena, um pedaço enorme dos nossos corações fica aqui com vocês!!!
Ai, que difícil!!!

Linoca e Rapha:

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Vocês são a definição matemática de: (bom humor + coração enorme) X 2 !!!
Que delícia poder ter dado tanta risada com vocês e que honra ter nossos corações povoados por pessoas TÃO do bem!!!

Cá, Fred e Davi(d):

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Pegamos “carona” na amizade de vocês e descobrimos que, eita lugar bom pra exportar gente ótima que é BH, uai!!! Sorte a nossa!!!

Ana e Rubem:

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Vim descobrir do lado de cá da Cordilheira que tinha um irmão carioca!!! E ao mesmo tempo que descobria um confidente parecido DEMAIS comigo, o vi amadurecer, se apaixonar e se entregar ao amor! Que privilégio!!! E o melhor de tudo: ele deu de presente pra Cecília uma tia expert na função de ser tia! Tanto cariño que nem cabe!!

Carol e Claudio:

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A prova de que o destino existe! E o danado do destino não se contentou em colocá-los um no caminho do outro, me jogou ali no meio pra fazer parte dessa história de camarote! Que gostoso!!!
Não vou nunca encontrar palavras, Carol, pra expressar o que você foi pra mim nessa temporada aqui – até porque você já listou boa parte delas… Mas tenho palavras pro que você vai ser pra sempre: Minha melhor amiga! Meu achado! Meu presente!!

Cony, Marcos, Emi y Tomas:

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Tantos fines de semana, tantos juegos, tanta intimidad, tanta risa…siento que vivimos toda una vida juntos, los 10 (pongo Maní, Siru y Melcochis en la cuenta, claro!)… Gracias, muchas gracias por estos momentos memorables!

*

*

*

Queridos,
Ustedes todos son, sin duda, la familia que elegimos para que nos acompañara en la aventura que fue nuestro pasaje por Chile. Sin ustedes la experiencia no habría sido tan linda y tan especial!!!
Obrigada, obrigada e obrigada! Por tudo!!! Amamos vocês com toda força e vamos sentir saudades DEMAIS!!!
Um abraço bem apertado e um beijo babado (da Cecília! rs) em cada um!!!
Nos vemos pronto!!!

“Uma carta de amor” e despedida

Nossa relação começou lá atrás, logo no primeiro dia e foi arrebatadora de cara!
Amor à primeira vista, sabe?! Desses que faz o coração disparar, que tira a concentração à ponto de quase causar acidentes, que tira o fôlego com força após uma simples troca de olhar…

Perdi a conta de quantas vezes me encantei e me re-encantei! Quantas vezes me apaixonei de novo, como se fosse a primeira vez!

Afirmo com certeza que não perdemos nunca a magia daquele primeiro dia. O amor é sempre fresco, renovado e puro.

Você sempre esteve presente quando eu precisei, eu te admirei todos os dias e bradei meu amor aos quatro ventos, com orgulho. Foi lindo e delicioso enquanto durou.

Infelizmente nosso relacionamento agora terá que ser à distância, longa distância … Fico com o coração apertado quando penso nisso, já derrubei umas boas lágrimas nos nossos últimos encontros e ainda não consigo imaginar meu dia a dia sem essa fortaleza me aparando, sem sua grandiosidade me lembrando do que realmente importa nessa vida, sem que você traga mais cor ao meu final de dia…

Não será fácil, eu sei, vou morrer de saudades! Mas boas memórias e as lindas fotos que tiramos certamente servirão de sustentação para que esse amor perdure!

Eu prometo te visitar e você promete me retribuir, ok?!

E prometemos também namorar muito nessa última semana que nos resta!! O máximo que pudermos!!

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Te amo, Cordilheira!!! Mesmo!!!
Obrigada pela companhia incrível que você sempre fez aos meus olhos e ao meu coração nesses quase quatro anos de relacionamento !

ps.: começou a contagem regressiva, logo menos estamos indo embora do Chile! #guentacoração

“Na tua presença” – 6 meses

F. Pearls escreveu:

 

“Eu sou eu.
Você é você.
Eu não estou neste mundo para atender

às suas expectativas.

E você não está neste mundo para atender

às minhas expectativas.

Eu faço a minha coisa.

Você faz a sua.

E quando nos encontramos,

é muito bom.”

Sabe, filha, penso que nós nos encontramos! E foi – e está sendo – lindo, lindo!!!

Há um ano e tanto nos encontramos pela primeira vez e, apesar de sermos praticamente uma só, fomos aos poucos nos conhecendo… Primeiro as sensações, algumas imagens borradas, os sons de nossos corações…depois os movimentos, os hábitos, mais sons em comum… Aí a espera, o trabalho conjunto e então o primeiro colo e o primeiro abraço…há seis meses!

Antes você era como uma parte de mim, mas há seis meses inteiros você é você e só!

E há seis meses, então, eu venho descobrindo essa outra pessoa, me apaixonando, me irritando às vezes, aprendendo a respeitar, aprendendo (e ensinando) a separar, descobrindo as dores e as delícias dessas parceria…

Seis meses, filha, é metade de um ano…e é muito pouco tempo, considerando tudo o que você ainda tem a viver… Mas nesses seis meses você já passou por tanto, já mudou tanto, nós já aprendemos tanto, já nos amamos tanto, que é até um pouco difícil de acreditar que ainda caiba tanta emoção e tanta vida nessa experiência que vamos compartilhando, vivendo nós quatro juntos..! E quer jeito melhor de viver?!

Seis meses…
Esse é um marco importante, sabe?!
Agora você vai ficar cada vez mais independente – “Cecília Mobile”, como eu gosto de dizer! rs – vai começar a conhecer outras delícias da vida, vai provar comidas gostosas (e outras nem tanto), vai passar a se alimentar de outras coisas além do leite que te dou com tanto gosto
Tô ansiosa para te acompanhar nessa experimentação toda e pra reinventar um pouco nossa relação!
Tenho certeza que vai ser enriquecedor, pra você e pra mim!

Aliás, essa é uma boa definição do que esses seis meses seus fizeram a mim: me enriqueceram! De diversas formas, com muitos detalhes, em variados sentidos…

Obrigada, meu amor, por ser tão preciosa (em chileno e em português!) e por fazer nossas vidas tão especiais!!
E parabéns por seu primeiro meio ano de vida, filha!!

 

7kg, 68,5 cm e uma simpatia sem tamanho!

7kg, 68,5 cm e uma simpatia sem tamanho!

Te amo, pica-pau!!!

“Serão meus, ainda e sempre”

Eu não gosto de modinha. E não gosto de “virais do facebook”. Então fiquei de #mimimi e resolvi que não ia postar nada sobre o aniversário do Chico, porque tava todo mundo postando.

Acontece que minha timeline ficou a coisa mais linda cheia dos (terceiros) olhos azuis mais lindos do planeta. Acontece que 70 é um aniversário especial. E acontece que o que eu sinto por esse homem é Amor, com letra maiúscula, e amor assim é difícil sentir em silêncio…

Uma vez, em análise, tentei decifrar o que o Chico significa pra mim e faltaram palavras.
O Chico representa minha família, representa minha formação musical e representa minha independência musical. Chico é sinônimo de coração repleto. Vai além da admiração. Vai além do que eu posso explicar.

Sinto e declaro, sem vergonha.

É um dos traços mais claros e escancarados da minha identidade:
“A Gabi? Ah, ela gosta de Chico Buarque…”

Por isso hoje não posso deixar de comemorar os 70 anos de vida do homem da minha vida (meu marido já sabia desse título bem antes de pensar em casar comigo…rs), agradecida pela sua existência, emocionada pela sua genialidade, grata por sua obra e por sua presença em minha vida!

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Os meus Chicos

“Porque eu sei que é amor”

Outro dia, no metrô, uma senhorinha fofa me perguntou quanto tempo você tinha e diante da minha resposta (“4 meses ya!”) ela deu um sorriso carinhoso, acompanhado por um olhar ao mesmo tempo sonhador e saudosista e me disse: “vocês ainda tem a vida inteira pela frente!”

Você tá crescendo, filha!
E me dá um tremendo frio na barriga ver você se tornando essa mini-pessoa cada vez mais cheia de opiniões e vontades e dentes e conhecimentos e habilidades…

Me emociona e me dá um pouco de medo, confesso…

 

Penso em tudo o que você ainda tem pra viver, penso em tudo o que eu e seu pai temos pra te ensinar e fico com o coração apertado de ansiedade por tudo que virá, ao mesmo tempo que me afogo nessa vontade de poder colocar em um frasquinho cada emoção, cada nova sensação, cada momento em que sinto meu coração inflar mais um pouquinho pra continuar cabendo esse amor que não pára nunca de crescer!

************

 

Na última semana estivemos no Brasil. Fomos apresentar você pra toda a família e matar as saudades da ‘terrinha’!

Foi uma loucura absoluta! Uma correria de um lado pro outro. Um cansaço quase extremo – e nossos corpos não deixaram barato: seu pai voltou com a coluna travando, eu tive duas crises bravas de enxaqueca e você voltou com uma gripe que virou uma bronquioseilaoque

 

 

Acontece, filha, que entre as muitas coisas que eu gostaria de te ensinar, tenho muito o que dizer sobre o amor, sobre as loucuras que fazemos por ele, sobre como ele é importante e compensa quase tudo e sobre como ele precisa ser cuidado e cultivado.

 

E se nossos corpos sofreram um pouco com essa “viagem-loucura”, nossos corações, tenho certeza, voltaram mais felizes e ‘alimentados’!

Porque foi isso que fomos fazer no Brasil: regar você dessa água boa que é nossa família (as de sangue e as de coração), pra garantir que você possa florescer no melhor terreno, com o melhor cuidado; e, com o seu sorriso, fomos fortalecer as raízes que temos plantadas por lá!

 

Foram dias e dias dignos de irem pros frasquinhos! rs E te ver tão cercada de carinho e afeto me faz ter a certeza de que a “vida inteira” que temos pela frente vai ser sempre especial!

Cresce, filha! Cresce pra poder sentir (e lembrar) como tudo isso é gostoso de viver!!!
(mas sem pressa, por favor, que sua mãe não dá conta dessa velocidade toda, não! rs)

cecilia e familia

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ceci cbs

CC Brasil

CC e Passerinis

Ah! Espero que você seja melhor que seus pais na hora de lembrar de tirar fotos desses momentos especiais…faltou tanta foto, de tanta gente querida…
(Aliás, quem tiver foto aí e quiser me mandar, vou acrescentando no post!!)

“Saber Amar”

Ser mãe é descobrir como reais e ir sentindo na pele uma lista enorme de clichês – esse, aliás, é o primeiro deles, o clichê primordial! Hahaha

Um dos mais clássicos dessa lista é a história de que só depois de ser mãe é que você entende verdadeiramente a sua própria mãe.
É só depois de sentir esse amor profundo, doído e arrebatador que você entende todos os mil beijos e abraços que sua mãe te deu ou quis te dar, toda a pentelhação em forma de preocupação, todas as lágrimas que ela ja derrubou por você…

Dizem que nós aprendemos a ser filhas depois que nos tornamos mães. E como muitos outros clichês da lista, já descobri que esse é verdade também!

Mas o que eu andei percebendo é que nós aprendemos a ser mães, sendo filhas.

Só posso ser a mãe que sou, pela mãe que tive.

Foi com ela, minha mãe, que aprendi a amar e ser amada. Foi com ela que  aprendi o que é cuidado, o que é dedicação. Foi com ela que aprendi o que é respeito – ao outro e a nós mesmas. Foi com ela que aprendi o que é amizade, o que é sonho, o que é desejo.

Foi sem ela que aprendi o que é saudades.

É pra ela que eu corro imediatamente quando tô triste, quando tô doente, quando tô preocupada…e quando tô feliz, quando tenho o que comemorar, quando tô emocionada.

Ela é minha melhor amiga, mas também é mãe brava quando precisa ser (minha adolescência que o diga..rs).

Com ela aprendi que temos que tentar ser o melhor de nós mesmas e não uma versão perfeita que almejamos. Aprendi a rir das imperfeições e a tentar consertar as que forem possíveis.

Com ela (e com a minha analista! Hahaha) aprendi que erros não são fatais, que eles podem nos ensinar muito e que desculpas podem – e devem – ser sinceras de ambos os lados.

E aprendi que tudo isso aí em cima fica mais fácil quando não se vive sozinha.

 

Quando a Cecília nasceu minha mãe veio ficar com a gente pra ajudar no “novo desafio”.

E o que ela mais me ensinou nesse período foi que pra cuidar é preciso deixar-se ser cuidada. Pra amar é preciso deixar-se ser amada!

Sei que ainda estamos no “modo easy” com a filhota, mas acho que se estou me saindo muito bem até agora, é porque tive um exemplo incrível – pro bem ou pro mal! rs
Pode parecer só mais um clichê, mas nossa relação é muito especial, sim…

E nesse meu primeiro Dias das Mães, deixo minha birra com as datas comercias de lado, olho pra MINHA FILHA (ainda é emocionante usar essas palavras!) dormindo no meu colo e me emociono – de saudades da minha mãe e de desejo de que eu possa ser pra essa pica-pau linda tudo que minha mãe é pra mim!

Nesse 2014 é com o coração muito mais repleto que desejo a todas as mães (as de humanos e a de peludos, mesmo as futuras ou “potenciais” rs) um Feliz Dia das Mães!!!

 

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Meu primeiro almoço de Dia das Mães “do lado de cá”

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Montagem linda feita pelo Lalo

"O coração do pensamento"

Mãe,

Ando meio ruim com textos emotivos ultimamente e pensando no que escrever hoje resolvi dar uma lida no que já tinha escrito antes…
Encontrei esse texto aqui e, no meio da mamada da madrugada, li e chorei! Chorei de amor, de saudade, de verdade…

E desde então estou tentando pensar em novas palavras lindas como você merece que elas sejam…

Mas hoje as palavras me faltam, como faltam os abraços e os beijos que queria poder te dar!
Mas sobra amor, sobra saudade, sobra orgulho…

E com tudo isso transbordando no coração vou passar o dia pensando em você, torcendo pra que os planos sejam melhores do que o esperado, que o dia seja saboroso, enriquecedor, divertido e muito bem acompanhado!
Torcendo pra que seu novo ano de vida seja de muitas conquistas, de muito boas parcerias, de experiências inesquecíveis e de sentimentos intensos!

Te amo mais do que consigo colocar em palavras, te admiro mais do que você imagina, te devo mais do que a qualquer outra pessoa e faço questão de ensinar a Cecília a te olhar com os mesmo olhos que te vejo, pra que ela não se esqueça nunca do exemplo lindo que você é!

“Obrigada por tudo” não seria o suficiente, mas é o que posso dizer hoje… Obrigada!!!
E, claro, FELIZ ANIVERSARIO!!!!!!!



"Na tua presença" – 3 meses

Daí que a diabetes gestacional realmente se justificou: eu pari um bombonzinho e hoje comemoramos os 3 meses mais doces na vida dessa mãe azeda que vos escreve!



5, 590 kg e 63 cm de doçura, pra ser mais exata!!!


3 meses mais saborosos que o melhor chocolate do mundo!
3 meses de delícias sem fim!

Haja coração pra tanto amor…

"As minhas meninas"

Antes da Cecília nascer eu já sonhava com o lindo relacionamento cão-bebê que nos esperava…
Tinha lido sobre como fazer as devidas adaptações e estava bem tranquila, afinal, Maní é um gato-docinho-em-forma-de-cão! rs

Durante a gravidez fiz sempre questão de incluir a Maní em tudo.. tudo que a Cecília ganhou – TUDO – foi devidamente cheirado e analisado pela irmã mais velha, o quarto continuou liberado pra ela como sempre foi e a gente inclusive a incentivava a entrar lá e rolar na cama nova no chão! rs
Ela se interessava por tudo, se divertia no quarto – alguns bichinhos de pelúcia tiveram que ser resgatados da boca dela, confesso (rs) – e inclusive o usava pra guardar seus próprios brinquedos, lembram?? rsrs

Maní acompanhou de perto todo o trabalho de parto – só perdeu o expulsivo por motivos técnicos de “cachorro não pode entrar no hospital”! hahaha


Se eu tava aqui…


….Maní tava aqui!

Nos dias que ficamos na maternidade a Sil e o Lucas trouxeram pra casa umas roupinhas usadas pela Cecília pra Maní ir acostumando com o cheiro… E quando tivemos alta, chegamos de câmera ligada, esperando gravar um daqueles vídeos maravilhosos de cachorrinhos e bebês que vivem bombando na internet! Mas não foi bem o que aconteceu! hahahaha
Eu entrei primeiro, sozinha, e fiz uma festa pra ela – e ela uma festa pra mim! Em seguida veio o Lucas, com Cecília no colo, sentou com ela no sofá e a Maní foi toda felizona, atropelando a irmã pra dar oi pro pai! rs
Quando mostramos a bebê pra ela, ela se limitou a dar uma cheiradinha e só! Rapidinho passou o interesse!
E nos primeiros dias foi assim: Maní não dava nenhuma bola pra Cecília! Mas sempre que a caçula começava a chorar Maní corria comer um pouco ou buscar o brinquedo dela pra trazer pra gente – as duas coisas que sempre garantiram atenção máxima pra ela na casa! Ciúmes? … é, provavelmente um pouco…rs
A gente não forçava o contato das duas, mas sempre dava um jeito de deixá-las próximas, pra Maní ir se acostumando…

Recebendo carinho nos primeiros contatos com a irmã!

Dormindo juntas!




Eu disse a gravidez inteira: “eu que mimei a Maní, eu que vou ter que me virar pra dar conta da carência quando chegar a Cecília! Se as mães de dois humanos conseguem cuidar do mais novo e dar atenção pro mais velho, eu vou conseguir também!”
Mas nos primeiros dias, confesso, foi bem difícil me dividir como devia! Maní saía pra passear todo dia com a Sil, as duas brincavam muito, viviam correndo pela casa! Minha mãe sempre garantia uns mimos, um carinho, o prato cheio de comida… Maní estava bem cuidada, eu sabia! 
Mas mesmo assim eu me sentia mal, morria de culpa por não fazer como tinha prometido… Acho que lá pela primeira semana de vida da pequena foi quando a coisa da culpa apertou! Lembro que passei o dia angustiada e no final do dia, conversando com a minha mãe, consegui desafogar um pouco…falei, chorei, senti… e aí percebi que só quem podia mudar a situação era eu! E aí eu mudei! No dia seguinte já assumi algumas responsabilidades da Maní de volta pra mim: voltei a dar comida pra ela (e ficar do ladinho elogiando enquanto ela comia, como ela gosta!), voltei a levá-la pra passear quando a Cecília estava mais tranquila… eu me senti BEM melhor e, tenho certeza, Maní também!

No começo, se minha mãe estava com a Cecília no colo, lá ia Maní deitar do ladinho delas… se eu estava sozinha na cama ou no sofá, Maní também tentava ficar por perto…
Demorou 16 dias pro cão, finalmente, deitar no meu pé enquanto eu estava com a caçula no colo, mamando! Dá pra imaginar o tamanho da alegria e do alívio da mãe aqui?!?!


Momento devidamente registrado, CA-LA-RO!!!


A partir daí, Maní começou a se interessar mais pela Cecília…ia sempre dar uma olhadinha quando a irmã chorava – e vinha angustiada pedir minha ajuda quando Cecília chorava no colo de outra pessoa! rs
Ficava curiosa quando a bebê se mexia e fazia barulhinhos:



E descobriu que tinha ganhado um novo par de pés pra dormir:





Maní começou a se aproximar por vontade própria, mas a verdade é que ela parecia ainda não entender muito o que era aquela coisinha barulhenta que ganhava tanto nossa atenção…
Até que, um dia antes de Cecília completar dois meses de vida, o cão teve uma revelação! hahaha

Meus sogros estavam aqui, era um domingo e estávamos sentados à mesa, almoçando…Cecília havia sido colocada, dormindo, em seu gimnásio (como chama isso em português? é esse o tal “tapete de atividades”? rs) mas um tempinho depois acordou e começou a reclamar. Como estávamos comendo, ficamos sentados, só falando com a Cecília pra ver se ela esperava, mas não tava funcionando, a reclamação ia só aumentando… E aí que Maní resolveu fazer alguma coisa! Sabe o quê?
Foi distrair a irmã! Levou o gato, aquele seu brinquedo preferido!, pra Cecília e se colocou em posição, esperando a pequena jogar pra ela ir buscar!!!!

Também registrado! =)

Considero que essa foi a primeira vez que Maní reconheceu Cecília como pessoa! E, juro, meu coração quase explodiu de amor e felicidade!!! Pulei da cadeira, agarrei a Maní, enchi de beijos e joguei o gato, pra ela não ficar frustrada esperando! rs

Desde então, Maní está apaixonada pela irmã! Está SEMPRE perto dela, chora junto quando Cecília chora e não a deixa ficar sozinha nunca!
Eu perdi minha sombra-companheira, porque se deixo Cecília dormindo sozinha em um cômodo, Maní não vem mais atrás de mim, ao invés disso fica lá, cuidando da irmã!!!


Dessa vez, espontaneamente dormindo juntas!


Oh o gato ali!!


O cúmulo da fofísse Manísistica é ela se acabando de pedir carinho pra Cecília!!! Quer ver?




Como dá pra perceber, a relação ainda não é de mão-dupla… 
Essa semana Cecília recém começou a enxergar a Maní, olhar pra ela e fixar o olhar nela, mas ainda não acha graça nenhuma, não! rs
Óbvio que não vejo a hora disso acontecer e que, quando acontecer, vou registrar e vir aqui correndo mostrar!!! ❤


Ah! E o ciúmes da Maní? Bom, com a gente passou rapidinho… 
Ela só ficou mais tempo sofrendo com as visitas, já que perdeu praticamente toda a atenção que recebia imediatamente de todo mundo que entrava na casa! Mas aos poucos ela vai se acostumando – e a gente também, que lembra de pedir pros amigos não esquecerem dela quando chegam!rs


Dividir a tia favorita deve ser o maior desafio da pequena…!