"Vida veio e me levou"

Uma noite dessas eu disse pro Lucas: “tô me sentindo uma velha! Gases, refluxo, milhões de xixis, sono infinito, intercalado só por comida…” e ele respondeu: “uma velha ou um bebê, né?!” hehehe
Fiquei pensando nisso… 
Muito se fala nas similaridades de nossos corpos no começo e no final de nossas vidas, de como acabamos voltando às “origens” no que tange nosso funcionamento fisiológico, que se torna “evento principal” enquanto o lado cognitivo tem pouco espaço na briga…

Pois bem, me ocorreu que na gravidez a gente passa um pouco por isso também: parece que falta sangue no cérebro (a famosa “burrice gravídica”! hahaha) e nosso corpo meio que vira um monstrinho exigente que tem que ter todas as necessidades atendidas na hora exata em que elas aparecem!

No mínimo curioso pensar que, no fundo, a gravidez é mesmo um começo e um final de vida ao mesmo tempo. 
Porque enquanto no nosso “forno” tem um serzinho novo sendo fabricado quase do zero, se preparando para o mundo e para a vida, dentro de nós também há uma mãe sendo gestada, uma mãe que ocupará o lugar dessa outro “eu” que éramos até então, ou melhor, que somos até o momento em que nos reconhecemos novas na nova vida que recém saída de nós!

"Consta nos mapas"

Parece clichê essa história de que “meu marido é minha base, meu suporte, minha segurança, minha estrutura”.
É clichê mas é verdade, né?!

E no meu caso não é só porque ele tem 2,03m de altura. Nem só porque quando ele me abraça tudo volta ao lugar certo. Ou porque ele é o prático e racional da família.

É por tudo isso, sim, mas é ainda mais literal! Porque, é impressionante: TODAS as vezes que ele vai viajar e eu fico sozinha em casa com a Maní o chão treme!! Literalmente “todas” e literalmente “treme”!!!




É batata: é só estar sozinha que tem um temblor mais fortinho (ou fortão)!!!
E eu já sei disso… tanto que sempre fico na dúvida entre trancar a porta (afinal, estou sozinha) ou não (afinal…e tremer??) rs
Eu já sei, mas não deixa de me impressionar: eita conexão, hein?! Conexão entre nós dois e conexão de cada um de nós com esse país!
O Chile simplesmente sabe, ele sente a ausência dele e minha solidão… e fica tão vulnerável em sua própria estrutura quanto eu fico na falta dele… 
Acho lindo! rs
(pelo menos enquanto não vier não vier um terremoto fortão de verdade! E enquanto as viagens do Lucas forem curtinhas! hahaha)

"Consta nos mapas"

Parece clichê essa história de que “meu marido é minha base, meu suporte, minha segurança, minha estrutura”.
É clichê mas é verdade, né?!

E no meu caso não é só porque ele tem 2,03m de altura. Nem só porque quando ele me abraça tudo volta ao lugar certo. Ou porque ele é o prático e racional da família.

É por tudo isso, sim, mas é ainda mais literal! Porque, é impressionante: TODAS as vezes que ele vai viajar e eu fico sozinha em casa com a Maní o chão treme!! Literalmente “todas” e literalmente “treme”!!!




É batata: é só estar sozinha que tem um temblor mais fortinho (ou fortão)!!!
E eu já sei disso… tanto que sempre fico na dúvida entre trancar a porta (afinal, estou sozinha) ou não (afinal…e tremer??) rs
Eu já sei, mas não deixa de me impressionar: eita conexão, hein?! Conexão entre nós dois e conexão de cada um de nós com esse país!
O Chile simplesmente sabe, ele sente a ausência dele e minha solidão… e fica tão vulnerável em sua própria estrutura quanto eu fico na falta dele… 
Acho lindo! rs
(pelo menos enquanto não vier não vier um terremoto fortão de verdade! E enquanto as viagens do Lucas forem curtinhas! hahaha)

"Um banho de arruda todinho cruzado"

Já tem algum tempo que venho pensando que preciso me benzer (ou tomar banho de mar, ou de sal grosso, ou qualquer outro equivalente menos religioso de tirador de zica! rs) mas hoje eu tive a comprovação master disso! 
Vou narrar minha manhã e vocês me dizem se concordam ou não…rs

Tinha que ir de manhã pro abrigo dos gatinhos e resolvi ir de ônibus. 
No segundo farol que o ônibus pegou, um engraçadinho vindo do outro lado resolveu passar no vermelho mas por sorte (?), com uma freada violenta, por MUITO POUCO o motorista evitou a batida! Todos assustamos, mas ninguém se machucou… seguimos em frente.
Mais 5 minutos andando, o ônibus entra numa rotatória, vem outro engraçadinho sem noção e…BUM!!! Dessa vez não deu pra evitar, bateu mesmo!!! Foi o maior susto!! Quando conseguiu se “desgrudar” do ônibus, o outro carro saiu correndo, fugindo; nosso motorista anotou a placa dele, verificou se todos estavam bem e nos garantiu que chegaríamos ao nosso destino!
O problema é que na minha frente estava sentada uma gravidona, naqueles bancos que vai de costas pro caminho, sabem?! 
Dois sustos desses, seguidos, foi demais… ela começou a passar mal… tremia muito e chorava… Fomos, eu e uma outra moça, ajudar a coitada… Soubemos que ela tinha mais de 7 meses de gravidez, mas ficamos tranquilas ao ver que era só nervoso, mesmo! Chegou no meu ponto e eu desci, deixando minha água e meus lencinhos com elas…

Cheguei no abrigo, cumprimentei os gatos que moram na garagem e entrei na casa. Menos de 5 passos lá dentro e… swift!.. escorrego em uma mescla super agradável de cocô e vômito! Delícia!! 
Saí de novo e fui lavar o tênis na mangueira (préstenção que esse “sair e entrar” implica em uma quase luta com milhões de gatos querendo sair pela porta!!!)
Pé “limpo”, voltei, falei com a galera e fui abrindo todas as janelas do lugar! (as noites já estão super geladas por aqui, por isso fica tudo fechado a noite, mas de dia esquenta um pouco e o cheiro do abrigo de manhã é meio irrespirável! rs) Entrei no quarto dos “aislados” pra abrir também e..tam! dei de cara com um gatinho morto!! Justo um que estava com a mãezinha e ontem parecia bem… Aliás, ontem perdemos duas gatinhas (duas!!!), já tava bom pra mesma semana, né?!
Aí foi um pouco demais pra mim e deixei escapar umas lágrimas… =/

Mas a zica ainda não tinha terminado! Ela precisava ser fechada – ou batizada – com chave de ouro amarelo!

Um pouco depois disso estou eu na pia, lavando os potes de água e sendo acompanhada por 4 gatos!
Acontece que um desses 4 é o Torneira, um gato mimado que ama uma água corrente! Ele sempre nos espera na pia e quando nos vê com potes na mão, já sabe que a alegria vai começar e vem todo pimpão!
Mas hoje ele não estava sozinho, seu território-pia foi invadido e ele estava tendo que revezar a vez na amada torneira com outros 3 – aí foi demais pra ele!!! 
E como ele resolveu isso??? Fácil! 
Preparar, Apontar, Fogo: shiiiiiii! maior mijada territorial, super bem direcionada…. à minha pessoa!!!! 
Juro que eu lavei na mesma hora, mas vou dizer que voltei pra casa com cheiro de trem lotado no final de um dia verão 40 graus, saca?!
E, sim, voltei de ônibus! hahahahaha



Depois disso tudo, resolvi ficar bem quietinha, pra não correr muito mais risco…

Mas quase queimei a janta!

Hahaha


Preciso ou não preciso tirar a nhaca?!?
(não tô falando do fedô! já tomei banho e lavei a roupa!! hahaha)



Nalgum Lugar

Lar
Lá em Casa
Hogar
Home
Cafofo
Ninho

Não importa como você prefere chamar, não importa o idioma que você usa: você certamente conhece a sensação.

Pode ser uma presença especial, pode ser um cheirinho de bolo assando, pode ser a recepção apaixonada de um bichinho, pode ser o toque de um cobertor macio de tão velho… pode ser tudo isso junto.

E pode ser tudo isso separado!

Vida de pais separados desde sempre, sempre foi vida de múltiplos lares – a minha, no caso…rs

E a gente vai crescendo e os lares vão se multiplicando ainda mais… vem uns pedacinhos novos de lares pra você chamar de seu: o lar coletivo na faculdade, lar da melhor amiga, o lar do namorado (que depois pode virar a casa dos sogros)…

E aí você se apaixona e a vida faz seus caminhos pra que tudo dê certo.. e um dos primeiros frutos dessa paixão acertada é o lar compartilhado…
E foi assim que meu marido se tornou meu lar!

E seguindo os caminhos, minha “multiplicidade laral” (hahaha) virou internacional e nós viemos construir nossa casinha do lado de cá da Cordilheira!

E lar que é lar é aquele que dá uma aquecidinha no coração só de você pensar nele… é o lugar pra onde você quer voltar desesperadamente depois de um dia difícil… é pra onde você quer correr quando o coração dói, ou pra onde você quer ligar quando a barriga dói…

Eu tenho a sorte de ter vários! Mesmo!

O único problema dessa história toda é que lar, lar de verdade, é lugar de onde você até sai quando tem que sair, mas sempre deixando um pedacinho dolorido de você pra trás…


Né, não?!





"Regra três" e quatro, cinco, seis…e cem!

Definitivamente comprovados: tenho problemas com regras!

Mas é o contrário do que vocês poderiam pensar: não é que eu não goste delas… na verdade, vivo muito melhor com elas!

Me sinto guiada se tenho algo específico pra cumprir, ganho da preguiça no caso de tarefas, funciono melhor enquanto “convenções sociais”…
E me sinto absurdamente mal ao quebrá-las! Mal mesmo!
Quer me ver chorar na rua é algum desconhecido vir me “dar bronca” por eu ter feito alguma cagada – não só porque a fiz, mas porque alguém viu e não gostou! (podem rir, eu deixo)
Freud deve explicar essas esquisitices, né?! rs

Pois bem…estou precisando perder peso e, mais do que isso, estou precisando aprender a comer direito!

Abre parênteses:

Outro problema meu: odeio comidas saudáveis e amo besteiras! Amo com todas as forças do meu coração e do meu estômago, acima de qualquer balança, gastrite ou, veja só, regra de alimentação saudável!
É verdade que estou evoluindo, que já não sou tããããoooo mais fresca como sempre fui, mas continuo bem “mañosa” (em bom chileno)! rs

(olha, mãe, que melhora mágica: descobri que tomatinho cereja é uma delícia!!!Sim, tomate!!!! QUEM ME CONHECE NUNCA ESPERARIA UMA REVELAÇAO DESSAS, CONFESSEM!!!! hahahaha

Fecha parênteses.

Tentei algumas coisas como prometer pra mim mesma que “essa semana vou comer melhor”, “vou comprar salada e legumes e vou fazer alguma coisa com eles”, etc, etc, etc..

Pra começo de conversa, fico com preguiça só de ir comprar a salada e, quando compro, a maior parte dela estraga na geladeira, claro!

É por isso que resolvi seguir uma dieta específica, com cardápios semi fechados e semi-regras para seguir, acho que tenho mais chances de conseguir abrir mão da chocolateira, largar meu vício de coca-cola e melhor um pouco o tratamento que meu corpicho recebe no dia a dia…

Escolhi essa Dieta Dukan porque ela tá na moda, parece menos impossível, tem um cardápio “fazível” e, espero, parece ter bons resultados.. Alguém conhece ou tem opiniões a respeito???

Não é que eu esteja precisando de uma dieta radical pela quantidade de peso que tenho a perder, é mais pela questão do super-ego controlador que vai saber lidar comigo e com o cardápio! hahaha
Veremos..

Óóóóbviiiioooo que deixei pra começar ela na segunda feira, né?!
O problema (mais um…que post problemático, não?!rs) é essa sensação – e atitude – de prisioneiro indo pra cadeira elétrica, aproveitando cada momento da sua refeição (no meu caso, fim de semana) final… imagina o estrago que isso vai ser?!?!?! hahaha

Ainda bem que o maridinho tá aqui controlando e não deixou eu ir almoçar em três restaurantes diferentes, pra matar a vontade de lanche, de mac&cheese, e de costela, e de… e de… e de…. e de… e de……


Ai, ai, ai…

Acompanhemos, meus caros!

"Vida Nova"

Sou partidária do seguro, do conhecido, do menos arriscado.

Como sempre no mesmo lugar, faço sempre o mesmo pedido, falo sempre com as mesmas pessoas.

Tenho medo do desconhecido, o diferente me arrepia a espinha.

Só não vivo (tão) estagnada porque na companhia de alguns “coletes salva-vidas” consigo arriscar alguns saltos novos…

Mas, chegou 2013….e sabe como é, né?! Ano novo, vida nova!
Então resolvi “fazer a louca”, inovar, mudar MESMO!

(não, não…não fiz um reflexo no cabelo que dê pra ver… continuo com o meu invisível…rs)

Mas troquei tudo: troquei o sabor (ops) o cheiro do limpador de piso, do amaciante de roupa, do detergente de louça. Comprei desodorante novo, hidratante desconhecido e estou seriamente pensando em trocar a marca dos meus shampoos!

Ooooooohhhhhhh!!!!!!


Aplausos pra senhora minha pessoa, por favor!

"me sinto pisando…"

Ando num período “pés descalços”.

Chego em casa, tiros sapatos de rua e, ao invés de calçar o chinelo da ONG ou as novas pantufas que comprei, fico só de meias.

Dessa forma posso sentir as diferentes texturas do piso da casa, conhecendo as pedras da varanda e o convidativo carpete do quarto. Saborear, a cada passo,  a dorzinha da nova bolha que está se formando logo abaixo do dedão direito. Experimentar as diferentes temperaturas entre a confortável madeira da sala e  o piso frio do banheiro. 
Colocar os pés no chão e sentir todos os dedos soltos, enquanto esses sentem cada ranhura de cada piso.

Não sei se é porque tenho sede de liberdade ou de sensações – imagino que as duas coisas…


O único problema, nada poético, dessa historia toda é que sou eu mesma quem lava essas meias depois! 
Hehehe

"Lá fora é só água caindo, enquanto aqui dentro…"

Geralmente, ficar esperando o ônibus por mais de 40 minutos me irrita profundamente – especialmente na hora de voltar pra casa, quando estou cansada, de saco semi cheio, ansiosa pelo sofá e pela Maní…rs

Mas ontem, nos 50 minutos que esperei a micro D05, além de ler muitas páginas do meu livro (que, finalmente, tá acabando!), conheci um menininho de uns 4 ou 5 anos, muito figura!
Veio conversar comigo sobre meu livro, sobre porque eu lia, do que se tratava, quanto eu já tinha lido e quanto ainda faltava…depois sobre o atraso do ônibus, depois sobre o jogo de adivinhação que estava fazendo com a moça que estava com ele…
Uma graça de menino! Um fofo, com um papo super “adulto”, mas aquela inquietação infantil no corpo, nos olhos e na mente.
Desci do ônibus com um sorriso no rosto e um bom humor que me acompanhou até o final do dia!




Hoje, no ponto de ônibus lotado, encontrei um cãozinho que já tinha visto pelas redondezas. Era horário de saída de um colégio ali do lado e ele tentava, sem sucesso, mas sempre com um rabo muito balançante, conseguir fisgar um teco de qualquer uma das tranqueiras que aquele bando de adolescentes comia…

Fiquei com dó e fui até um pet shop lá perto, comprei um pouco de ração e dei pra ele, que devorou feliz o presente! Depois sentou do meu lado, ganhou um carinho e ficou descansando na sombra do ponto de ônibus, movendo o rabo num ritmo de contentamento confortável!
Nessa brincadeira, perdi dois ônibus (que, confesso, estavam mesmo cheios demais pra tomar), mas ganhei uns minutos de grata e gostosa companhia!!!

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Acabei de ler um lindo texto do Antonio Tabucchi, publicado na Piauí de julho de 2010 (aqui você pode (e DEVE) ler).
Terminei com olhos mareados e fiquei pensando na delicadeza do texto e dos personagens…
Depois lembrei dos acontecimentos narrados aí em cima…


Fiquei pensando em como falta delicadeza em nosso dia a dia (no meu, pelo menos). Delicadeza nos acontecimentos e na maneira como olhamos para o que ocorre.

(Auto-ajuda-espiritual de lado) Às vezes eu esqueço como é possível encontrar grandes satisfações em coisas sutis…
Preciso (precisamos?!) lembrar de praticar mais essa arte!






Boa noite e boa ‘segunda metade de semana’ pra todos!

"Brasil, recruta o teu pessoal"

(Eu sei que eu já passei por aqui hoje, mas um dia de múltiplas ocasiões especiais, pede múltiplos post, sorry…)

Hoje completamos 1 ano e 6 meses de Chile. Um ano e meio. Dieciocho meses!

E eu poderia vir repetir os agradecimentos merecidos e as aprendizagens obtidas nesse tempo por aqui, mas tava assistindo a cerimônia de encerramento das Olimpiadas e me caiu uma ficha muito importante, que divido com vocês agora.

Uma das coisas mais importante que o Chile me ensinou foi a amar meu país.
Pela saudades que eu sinto dele quando estou aqui, pelo amor que os próprios chilenos têm pelo Brasil e pelo espírito de patriotismo que contamina os ares do lado de cá da Cordilheira.

E nos 8 minutos em que o Brasil esteve representado no meio do Parque Olímpico de Londres eu me emocionei. Meus olhos encheram de lágrimas e eu chorei! (E olha que eu nem conheço o Rio pessoalmente!rs)

Enquanto um monte de gente reclamava na internet por causa dos “clichês” de samba, índio e praia (ou outros reclamando porque as passistas usavam muita roupa, ou porque lá fora ninguém conhece a Marisa Monte, ou por qualquer outro motivo (im)pensável – ô povinho que gosta de reclamar!) eu me emocionei. Senti saudades “de casa”. Senti orgulho do samba do gari. Achei nossa bandeira e nosso hino os mais bonitos da apresentação. Achei um charme o calçadão carioca em plena Londres. Cantei as músicas junto com eles. E fiquei imaginando a emoção dos que estavam lá pessoalmente!

Porque se essa é a imagem que as pessoas no resto do mundo têm do Brasil, de algum lugar ela saiu. E por mais que muitos nunca cheguem a admitir, está aí nossa identidade.
E olha que é muito difícil falar de identidade num país como o nosso, não?!
É muita gente, é muita terra, é muita cultura, é muita mistura!

É um “Virado à Paulista” em que se mistura o feijão carioca, com o arroz mineiro, a batata paulista, o ovo…um Virado à Brasileira delicioso!
E em alguma coisa essa mistura dá!
Alguma coisa que a gente (brasileiro comum) despreza, mas que o mundo admira e inveja!

Quando chegar a hora das Olimpíadas no Rio, muito brasileiro vai continuar reclamando, destacando os defeitos e problemas, se rebelando na internet com a bunda no sofá (aaahh, esse jeitinho brasileiro de ser). Mas em um ano e meio de Chile eu já conheci um monte de gente que amaria estar no Rio nessa ocasião! Não porque é pertinho, mas porque é calor, porque o sol é forte, porque o mar é gostoso, porque o verde é vivo, porque as pessoas são receptivas, porque a música é boa, as mulheres são bonitas, a bebida corre solta e a felicidade é quase respirável!

E, acreditem, não é a saudade falando. É o respeito e a admiração – coisas que, confesso, só aprendi a ter de verdade pelo meu país depois que sai dele…

Sabe aquela história de “Brasil: ame-o ou deixe-o”?
Pois é, pela experiência que eu vivi, que outros expatriados que conheço viveram e pelo que acompanho quase diariamente nos estrangeiros que conheço, diria que essa frase está um pouco errada…

Brasil, deixo-o e ame-o!

Não que não dê pra amar aí de dentro, mas estando fora (e, claro, claro…não vivendo os problemas tanto na pele), longe dessa visão preconceituosa que, culturalmente temos da nossa pátria, fica muito fácil!

Queria que mais brasileiros pudessem ver o Brasil com esses olhos…talvez assim tivessem mais vontade de lutar por ele…