"Vida Nova"

Sou partidária do seguro, do conhecido, do menos arriscado.

Como sempre no mesmo lugar, faço sempre o mesmo pedido, falo sempre com as mesmas pessoas.

Tenho medo do desconhecido, o diferente me arrepia a espinha.

Só não vivo (tão) estagnada porque na companhia de alguns “coletes salva-vidas” consigo arriscar alguns saltos novos…

Mas, chegou 2013….e sabe como é, né?! Ano novo, vida nova!
Então resolvi “fazer a louca”, inovar, mudar MESMO!

(não, não…não fiz um reflexo no cabelo que dê pra ver… continuo com o meu invisível…rs)

Mas troquei tudo: troquei o sabor (ops) o cheiro do limpador de piso, do amaciante de roupa, do detergente de louça. Comprei desodorante novo, hidratante desconhecido e estou seriamente pensando em trocar a marca dos meus shampoos!

Ooooooohhhhhhh!!!!!!


Aplausos pra senhora minha pessoa, por favor!

"Todo o azul da vida"

Fui reler meu post de ano novo do ano passado

2012 foi um ano de poucos acontecimentos, pouca novidade, pouca ação e, um pouco por tudo isso, poucas aparições nesse blog…

Mas foi um ano de conquistas importantes: alcancei minha “independência volantística” e, FINALMENTE, consegui terminar a faculdade!!!! Só por esses dois fatos o ano já valeria a pena!
Mas fora eles, houve todas as outras pequenas coisas que foram colorindo de aquarela o ano que passou!
Visita e re-vista de amigos e famílias, plantinhas que viraram árvores, comilanças, carinho em leão, amizades fortalecidas… todas essas coisas que vão se tornando rotineiras, que parecem que “não é tanto para um post no blog”, mas que na vida não perdem a importância!



Pois bem…2013 ainda é uma página em branco – e a impressora ainda nem está ligada!

A verdade é que não faço a menor idéia do que vai ser deste ano pra mim, mas espero que ele seja muito, muito colorido! 
Que as coragens e conquistas continuem brotando por aqui, que os amores sejam sempre mais fortes que as distâncias ou dificuldades, que a fome não pare nunca, que os desejos estejam além dos sonhos…

(e que esse blog seja mais frequentado pela minha pessoa…rs)

Isso é o que eu desejo para o ano de 2013, pra mim e para todos os meus queridos, curiosos e pacientes!!

Beijos atrasados!

"Mas vou até o fim!"

Foram 17 jornadas. 6 noturnas seguidas. Dias bons para o som, dias difíceis, dias de Gabi chata, dias de Gabi sociável, dias de equipe concentrada, dias de equipe acabada, dias de atores incríveis, dia de frio, dia de visitas caninas, dias de fome, dias sem banheiro…rs

Mas, muito mais do que isso tudo, foram 7 anos de faculdade – 2 de Terapia Ocupacional, 3 de Audiovisual e 2 de Cine! Foram 7 anos de diversão, de aprendizagem, de crescimento, de sofrimento, de infindáveis crises vocacionais…

E hoje, finalmente hoje, foi o dia de filmar o último plano do filme, foi o último dia de filmagem, último dia de “La Paradoja de Zenón”… e foi também e, principalmente, meu “último dia de faculdade”!

Muitas vezes pareceu que esse dia não ia chegar nunca – vide os post chorões sobre esse assunto nesse blog..rs – mas ele chegou! Chegou!!!!

 21/12/2012 não foi o fim do mundo, foi um dia finais muito, MUITO mais importantes!!!!!

Acabou também minha energia, claro, mas não podia deixar de vir aqui fazer este mini post comemorativo, especialmente pra agradecer a todos que me acompanharam e tiveram paciência comigo nesse caminho… valeu a pena! Super obrigada!!!!!

Amanhã bem cedinho pegamos o avião pra ir comemorar e passar as festas perto das pessoas queridas – nos esperem!!!


Beijos felizes, aliviados, cansados e um tantinho emocionados! =)


"O meu amor"

Hoje é um dia muito especial! Hoje minha pequena completa 2 aninhos de vida!
Minha cão, minha bolinha, minha branquinha, minha baixinha, minha gremilin, meu trocinho, meu amor, minha dissimulada, minha Capitu, minha Suricão, minha Buda, minha Cara de Shih Tzu, minha Desatadora de Nós, minha enredada, minha peste, minha arteira, minha linda, minha gostosa, minha parceira, minha Gato, minha fresca, minha mimada, minha companheira, minha filha!!!



Maní mudou muito minha vida e minha-pessoa-no-caso-eu!
Ela é um trocinho especial que enche os meus dias de leveza, amor e sorrisos! 

Não tô lá pra dar os apertões e beijos de parabéns que ela merece (não se preocupem, vou resolver essa questão logo!), mas não poderia deixar passar em branco!

Quando você crescer e aprender a ler você corre aqui pro blog pra ler essa mensagem, ok, Maní?!
Parabéns filha!!!!! Mamãe te ama tanto que ainda não inventaram palavras pra contar quanto!
Que você tenha muitos outros anos de vida do nosso lado!!!!

"navegar é preciso…"

Uau! Quase um mês sem passar por aqui!

A ausência não foi injustificada – fui viajar, lembram? – mas pesa mesmo assim!
Durante a viagem abri algumas vezes a página em branco no blogger pra começar uma postagem, mas estava sempre tão cansada que não conseguia nem começar…rs

O maior problema desse intervalo enorme é que agora as histórias já não são de agora, as lembranças e suas respectivas sensações já não estão frescas e a memória já começa a pregar peças e misturar os acontecimentos… Corro o risco de vir contar como foi legal a queima de fogos no castelo da Cinderella, com a Estátua da Liberdade de fundo! hahahaha

Pra evitar confusões, fico com esse post resumido:


Ficamos 20 dias fora. Começamos nossa viagem na terça, dia 09, voando de Santiago pra Miami. De lá alugamos um carro e dirigimos (ok,ok..o Lucas dirigiu…rs) até West Palm Beach, onde moram duas tias nossas – A Marcia, a Ivany e seus respectivos maridos, Mark e RJ. Ficamos bem pouquinho com eles e já seguimos viagem até Orlando…. umas 3 horas dirigindo, com muito calor e muito sono! Não foi fácil, mas chegamos!
Em Orlando nos esperava a trupe: Pai, madrasta, 3 irmão e avó e avô tortos!

O primeiro dia tiramos pra fazer compras e resolver pendências. Sabe como é, né?! Chegamos num calor de trinta e tantos graus e eu não tinha nenhum shorts pra usar (não levei os que eu tinha no guarda roupa porque antes de viajar constatei que eles eram dos meus 16 anos e não me serviam há uns 8…rs).

No segundo dia começou a diversão: parques!!!
Ficamos 9 dias em Orlando e nesse período fizemos: Universal Island of Adventure, Universal Studios, Magic Kingdom, Epicot, Hollywood Studios, Bush Gardens e Sea World.
Isso sem contar as saídas noturnas, os restaurantes temáticos, os “passeios” em shoppings e outlets….

Olha, não é fácil organizar um grupo de 9 pessoas! Mas até que a gente se saiu bem…rs Conseguimos fazer praticamente tudo que deu vontade e não perdemos ninguém pelo caminho! rs
Foram 10 dias muito gostosos e divertidos! Deu pra voltar a ser criança, ter nostalgia da infância, curtir os irmão, aproveitar os adultos, botar as conversas em dia, matar as saudades… enfim! Aproveitamos um montão!!!

Depois de Orlando iríamos passar um pouco mais de tempo com as tias em West Palm Beach, mas tivemos um acidente de percurso (mas conhecido como “piriri”) que estragou nossos planos e nos roubou um dia e meio de agenda… (pelo menos ganhamos sopinha gostosa das tias queridas pra melhorar!!!)

Bom, o fim de semana acabou encurtado, mas conseguimos aproveitar a companhia do outro lado da família! Além da sopinha tivemos café da manhã típico, passeio por um pântano – de verdade! no meio de um monte de bichos e com jacarés enormes bem pertinho! Muito legal!!! – jantar delícia e bastante risada!

Aí chegou a hora de NY!
Viajamos pra lá no domingo, chegamos um pouco antes do almoço e fomos direto pro apartamento onde ficaríamos.
Como marcamos a viagem muito em cima da hora, todos os hotéis estavam absurdamente caros! Aí, já à beira do desespero (rs), encontramos um site (https://www.airbnb.com ) com pessoas alugando quartos dentro dos seus próprios apartamentos! Tem em várias cidades do mundo (inclusive São Paulo e Santiago) e, basicamente, são pessoas com quartos sobrando que alugam pra viajantes descolados…rs

Escolhemos algumas opções pela localização e pelos bons comentários e conseguimos reservar um deles (que, diga-se de passagem, saiu 1/3 do preço que estavam cobrando os hotéis!) E foi uma ótima escolha! O apartamento era um desses lofts (bem com cara de novayorquino), com pé direito enorme, cômodos espaçosos e mega bem localizado! Era um pouco velho, mas a dona dele é qualquer coisa de moda ou design (hahahha…vê-se que eu peguei direitinho a informação, né?!), então o ap era cheio de charme! Super bem decorado, descolado e estiloso!
Acabamos encontrando com a dona só umas duas ou três vezes, ficamos super à vontade e tivemos uma ótima estadia! Recomendo a experiência!

Agora NY: Bom….digamos que minha primeira impressão foi ruim…ou melhor, péssima! Odiei NY de cara! Muito cheia, muito fedida, muito lotada, fedida demais e etc… rs Nas primeiras horas ficava pensando “jura que vou ter que passar mais seis dias aqui???” hahahaha
Nos dias seguintes fizemos vários walking tours, andamos sozinhos, visitamos museus, locações de filmes e séries, bairros diferentes…
Fui aprendendo a não odiar NY… conseguir gostar muito de alguns bairros mais charmosos (e chiques e caros…hahaha), conseguir curtir os passeios e admirar “a importância” da cidade… mas não fui conquistada, sabe?! Quem sabe uma próxima vez… hehehe

AH!!! Tivemos uma sorte TREMENDA!!! Saímos de NY no domingo passado, bem cedinho e, enquanto esperávamos o avião, víamos na tv as notícias de que o Furacão Sandy estava chegado (mesmo furacão do qual já tínhamos escapado há alguns dias na Flórida)…  Já no nosso vôo alguns americanos diziam estar “fugindo” da tempestade pra Flórida, mas até então não fazíamos idéia de que a coisa seria tão caótica! Dá o maior alívio pensar que tivemos os 6 dias de ótimo clima pra fazer tudo o que planejamos e que não encaramos nenhum caos, nem na cidade, nem no aeroporto! Ufa!

Conseguimos escapar de NY e chegamos de volta à Flórida, onde nos esperavam mais carinhos de tios, um churrasco delicioso e dois cachorros gostosos – o Loui e o Gucci – pra eu agarrar e enganar um pouco a saudade abismal (!!!) que eu tava da Maní depois de 20 dias longe! hahaha

Depois, dirigir de volta pra Miami e pegar o avião pra casa!

E essa foi nossa longa viagem!!!

Voltamos moídos, mega cansados e mega felizes!

Eu não achei que era dessas, mas acabei usando o clássico clichê de que ” viajar é bom, mas voltar é ainda melhor”! =)




"Bem Querer"

Essa é uma postagem especial para todos os fãs da Maní. Todos os que já tiveram o privilégio de conhecê-la e acabaram se apaixonando (não tem jeito, todos se apaixonam, eu sei! hahaha), todos os que estão com saudades e também pra aqueles que só a “conhecem” virtualmente…

Na verdade, é principalmente pros que não usam o facebook e não precisam ficar aguentando todas as mil fotos que eu vivo postando dela! hehehe

Preparem-se pra muita fofura!!!!

1- Posições e lugares inusitados pra “deitar” e relaxar:

2- “Posição Buda” – assim ela medita, juro! Não importa a animação ou o nível de agitação, eu a coloco assim e ela fica e gosta! É a única maneira até hoje que encontrei de fazê-la ficar no meu colo! (detalhe para as dobrinhas na barriga cor de rosa, por favor!)

3- Truque novo recém ensinado pelo pai:

Ele tinha acabado de inventar a brincadeira e ela já tinha aprendido!
4- Lembram desse post???

Pois eu QUASE consegui filmar o episódio do sono profundo!!! Como só peguei um, parece um soluço (rs), mas é assim que ela “late” enquanto sonha! Fofa demais!!!

5- Confissão:
Essa semana eu e o Lucas sairemos de férias – na terça feira estamos indo pros Estados Unidos, onde vamos passar quase 20 dias! Tô super ansiosa com a viagem, acho que será ótima e tal…
Mas pergunta se o coração de mãe não tá apertado e já morrendo de saudades?!?! rs
E olha que a Maní vai ficar com a querida tia Carol, não podia estar em melhores mãos!

Então tenho que confessar, talvez esse post seja mais pra mim mesma…pra ter um lugar pra correr e babar quando a saudade apertar! =)

ps.: já separamos tudo que vamos levar pros EUA e deixamos em cima da cama pra amanhã colocar dentro da mala:

à esquerda as coisas do Lucas e à direita as minhas!
Beijos, babem à vontade e tenham uma ótima semana!!!

"Quer andar de carro (velho), amor, que venha!"

Em março do ano passado escrevi esse post aqui, contando que estava voltando a dirigir, encontrando coragem pra me arriscar um pouco mais.

Mas na vida real as coisas não se desenvolveram tão belamente assim…

Eu realmente comecei a dirigir mais (visto que eu não dirigia NADA antes, não precisava muito pra ser “mais” rs), mas sempre com alguém do meu lado e tentando fugir sempre que possível da tarefa!

De fugidinha em fugidinha, fui deixando a direção de lado de novo… fiquei meses e meses sem dirigir e já achei que tinha esquecido como fazia.

A nova desculpa era a que “eu ainda tenho que tirar a carta chilena – a licencia de conducir”. Mas se eu não dirigia há séculos, como seria capaz de passar na prova??
Nessa história enrolei mais uma eternidade: “nas minhas férias eu tiro a carta”, “quando voltar do Brasil eu tiro”, “quando começarem as aulas eu tiro”, “na férias de julho eu tiro”…. E assim passou um ano e meio de Chile, com Gabi sem carta e sem pegar o carro direito.

A verdade é que eu morria de medo! Se ia alguém do meu lado sentia a segurança de que esse alguém ia prestar atenção e me avisar antes que eu fizesse cagada (por um bom tempo, aliás, esse alguém só podia ser o Lucas, porque eu sabia que ele, de fato, fazia isso).

Mas de alguma forma, muuuuuito lentamente, fui “aprendendo a dirigir”, ganhando um pouquinho de confiança por vez, sentindo que já não precisava tanto dos alertas do co-piloto… ganhei também os incentivos da família, que veio me visitar e aprovou minha direção.. ganhei a companhia da amiga que ia do meu lado, mas sem falar nada, distraída e confiando mais em mim do que eu mesma..

E dessa somatória nasceu minha licencia de conducir!




Não sei explicar de onde, mas uma semana surgiu a coragem, estudei pro exame teórico e fui lá tirar a bendita! (aqui não é obrigatório fazer aula, você vai, faz psicotécnico, exame médico, prova teórica, prova prática e no mesmo dia a carteira está pronta!)

Eu tinha medo de reprovar no psicotécnico, juro!!! (aqui é diferente…mais tecnológico e complexo..rs)
E não tenho palavras pra explicar o alívio que fui sentindo a cada etapa que completava… acho que nem eu acreditava que daria tudo certo, sabe?!
Mas deu!!!

E uma vez de carta na mão, meu medo diminuiu um montão!!!
No dia seguinte já saí sozinha (foi a segunda vez na vida!), e no dia seguinte a ele, e no seguinte… e no final de semana corri pra terminar de lavar a louça rápido pra ter tempo de ir dirigindo buscar uns amigos!

Ter conseguido vencer esse medo merece muita comemoração! Porque não é só que eu tenha aprendido a dirigir, ganhado a liberdade de ir e vir de carro, deixado de atrapalhar os outros com minhas eternas caronas…

É mais do que isso! Eu venci meu medo! Eu achei uma coragem que não sabia que tinha!
E essa é a parte mais gostosa!!!

Aprendi com o Lalo que cada pessoa tem seu tempo pra fazer suas coisas e que temos que respeitar esses tempos.
Pois bem, fui bem devagar e nunca forcei, mas demorei tanto e tanto que já nem acreditava mais que esse tempo terminaria… até que, puff, magicamente terminou! Agora eu dirijo! Agora posso ajudar os outros e posso cuidar de mim!

Sempre me virei muito bem a pé – sou andarilha por natureza – mas a vida tá bem mais fácil com o carro na mão!!! (até porque o coitado tava cansado de ficar tanto na garagem…)

E, veja  bem, não é que eu tenha me tornado um ás do volante, ou que saia por aí tranquilamente… não se preocupem, ainda vou nervosa no carro, com atenção extra e mesmo assim fazendo cagadinhas…
Mas agora com a coragem de continuar insistindo e sabendo que é assim que vou melhorando! 
=)


"me sinto pisando…"

Ando num período “pés descalços”.

Chego em casa, tiros sapatos de rua e, ao invés de calçar o chinelo da ONG ou as novas pantufas que comprei, fico só de meias.

Dessa forma posso sentir as diferentes texturas do piso da casa, conhecendo as pedras da varanda e o convidativo carpete do quarto. Saborear, a cada passo,  a dorzinha da nova bolha que está se formando logo abaixo do dedão direito. Experimentar as diferentes temperaturas entre a confortável madeira da sala e  o piso frio do banheiro. 
Colocar os pés no chão e sentir todos os dedos soltos, enquanto esses sentem cada ranhura de cada piso.

Não sei se é porque tenho sede de liberdade ou de sensações – imagino que as duas coisas…


O único problema, nada poético, dessa historia toda é que sou eu mesma quem lava essas meias depois! 
Hehehe

"Lá fora é só água caindo, enquanto aqui dentro…"

Geralmente, ficar esperando o ônibus por mais de 40 minutos me irrita profundamente – especialmente na hora de voltar pra casa, quando estou cansada, de saco semi cheio, ansiosa pelo sofá e pela Maní…rs

Mas ontem, nos 50 minutos que esperei a micro D05, além de ler muitas páginas do meu livro (que, finalmente, tá acabando!), conheci um menininho de uns 4 ou 5 anos, muito figura!
Veio conversar comigo sobre meu livro, sobre porque eu lia, do que se tratava, quanto eu já tinha lido e quanto ainda faltava…depois sobre o atraso do ônibus, depois sobre o jogo de adivinhação que estava fazendo com a moça que estava com ele…
Uma graça de menino! Um fofo, com um papo super “adulto”, mas aquela inquietação infantil no corpo, nos olhos e na mente.
Desci do ônibus com um sorriso no rosto e um bom humor que me acompanhou até o final do dia!




Hoje, no ponto de ônibus lotado, encontrei um cãozinho que já tinha visto pelas redondezas. Era horário de saída de um colégio ali do lado e ele tentava, sem sucesso, mas sempre com um rabo muito balançante, conseguir fisgar um teco de qualquer uma das tranqueiras que aquele bando de adolescentes comia…

Fiquei com dó e fui até um pet shop lá perto, comprei um pouco de ração e dei pra ele, que devorou feliz o presente! Depois sentou do meu lado, ganhou um carinho e ficou descansando na sombra do ponto de ônibus, movendo o rabo num ritmo de contentamento confortável!
Nessa brincadeira, perdi dois ônibus (que, confesso, estavam mesmo cheios demais pra tomar), mas ganhei uns minutos de grata e gostosa companhia!!!

.
.
.
.
.
.


Acabei de ler um lindo texto do Antonio Tabucchi, publicado na Piauí de julho de 2010 (aqui você pode (e DEVE) ler).
Terminei com olhos mareados e fiquei pensando na delicadeza do texto e dos personagens…
Depois lembrei dos acontecimentos narrados aí em cima…


Fiquei pensando em como falta delicadeza em nosso dia a dia (no meu, pelo menos). Delicadeza nos acontecimentos e na maneira como olhamos para o que ocorre.

(Auto-ajuda-espiritual de lado) Às vezes eu esqueço como é possível encontrar grandes satisfações em coisas sutis…
Preciso (precisamos?!) lembrar de praticar mais essa arte!






Boa noite e boa ‘segunda metade de semana’ pra todos!

"Como se nunca houvera sido"

Tenho sentido muita saudade de escrever…

Perdi a conta de quantas vezes comecei posts e desisti ainda no primeiro parágrafo. Não sei nem dizer se isso vem acontecendo no último mês, nos últimos meses ou no último semestre.

Desisti porque fiquei com “preguiça”, porque achei que o assunto não era da conta de ninguém, porque achei que ninguém se interessaria pelo tema…não importa a desculpa, o fato é quase nada saiu aqui (no blog), ou saiu daqui (de mim) nesses últimos tempos…

E eu tô com saudade de escrever. Saudade e vontade.

Então eu venho, abro uma nova postagem e desisto dela…e continua a vontade e aperta a saudade….

Mas aí eu tava indo dormir agora e cliquei num link do facebook. Caí nesse texto (“Escrevo, logo existo”) de uma amiga minha do Audiovisual, a Mari, e me identifiquei. Como disse pra ela, tive a sensação de que eu o poderia ter escrito.

E aí deu vontade de escrever pra valer. 

Porque afinal, se “escrevo, logo, existo”, o que será que está acontecendo?

A verdade é que a vida anda morna por aqui. Sem emoções, sem novidades, sem muitos planos…tudo na mesma…numa repetição monótona de dia a dia…

Pergunto: estou deixando de escrever porque a existência está sem graça ou deixar de escrever está realmente me fazendo deixar de existir um pouco?

Como a história da tostines, não deve existir uma resposta à essa pergunta… 

Mas precisa existir uma saída.
Por isso vim aqui escrever.
Qualquer coisa, não importa. O assunto, o motivo, o objetivo…não importa.
E não importa também quem vai ler ou deixar de ler (apesar de eu sempre me divertir com as estatísticas do blogger..rs). 
Dessa vez não importa. Porque dessa vez escrevo pra existir. Escrevo pra poder dormir no domingo e acordar na segunda com a sensação de que um novo dia, em uma nova semana, começa. Escrevo pra lembrar que há saída. Que há vida no hoje. Que há conteúdo na cabeça, tanto quanto há de coisas no coração.

Parece que fui contaminada por esse inverno sem graça – que nem neva, nem deixa a primavera começar…
Mas agora chega!

Porque eu escrevi…tá vendo?!