“(Não) vou me curar”?

Vou contar uns causos pra vocês:

Na quinta feira passada meu irmão veio me visitar. Nos falamos por telefone e combinamos de nos encontrar na livraria.
Então eu estou andando na livraria, procurando presentes e empurrando o carrinho da Cecília quando um rapaz vem em minha direção sorrindo. Eu sorrio de volta por educação e recebo de resposta um “oi”. Respondo o “oi” e continuo meu caminho, porém pronta pra ter que explicar pro tal rapaz que eu não trabalho na livraria – e me questionando como alguém pode achar que uma mulher empurrando carrinho de bebê é funcionária da livraria..!
Até que me dá um estalo e eu percebo que o tal rapaz é, na verdade, meu irmão!!!
Eu não reconheci meu próprio irmão!!! E não é que ele esteja diferente ou que eu não tenha olhado direito pra ele..: eu olhei e vi! Vi o cabelo curto, os olhos escuros, a barba grossa, a camisa listrada… Vi tudo isso, mas meu cérebro simplesmente não fez a ligação daquela figura que ele observava com a já conhecida cara do meu irmão!
Chocante, né?! Mas esse é o só o primeiro causo!

Saindo da livraria passamos no mercado. E ali, enquanto passava no caixa, veio o outro: eu tava colocando as compras na sacola, conversando com meu irmão, olhando a Cecília… Pra pagar com cartão de crédito, coloquei-o na máquina e continuei minhas vinte outras tarefas, incluindo um debate com a caixa sobre o leite de aveia que tomo… E eis que eu olho na minha carteira e… Cadê meu cartão??? Revirei a carteira, olhei no carrinho da Cecília, na bolsa, nos bolsos… E nada! Já estava convencida de que havia deixado o cartão na livraria e tava reclamando de ter que voltar lá pra buscar…
Meu irmão me olhando com cara de quem não entendia nada, me apontava um outro cartão na carteira e eu explicando repetidamente que era outro que eu procurava – “esse é um visa, tinha que ter um MasterCard igual a esse aqui!!”!
E ele, incrédulo, me aponta o master colocado na maquininha na nossa frente…! Pois é!!! Eu coloquei ali e depois surtei porque não tava achando!
(fim do causo 2)

Saímos de lá, eu inconformada com a falta de cérebro, rindo muito e tal…chegamos em casa e eu fui guardar as compras na cozinha. Tô lá, de um lado pro outro, guardando coisa no armário, sacolinha na lavanderia…reclamando do calor, conversando, cuidando da Cecília…aquela rotina de sempre…
Até que eu me dei conta de que em uma área específica da cozinha fazia mais calor do que no resto… Área essa, claro, perto do fogão…

Fui olhar e descobri uma das bocas do fogão acesa!!!!! Choquei!! Não tem como ter esbarrado e acendido sem querer (tem que apertar, girar e apertar outro botãozinho!), ninguém mais passou por ali, eu não mexi no fogão naquele dia…nem meu irmão, nem o Lucas, nem a Cecília, nem a Maní…
Conclusão a que chegamos: aquilo ali estava aceso desde a manhã do dia anterior, quando fiz uma tapioca pro café!!!! Mais de 24 horas de boquinha acesa, da pra acreditar?!?!?

Agora… Me digam honestamente…
É caso de psicotrópico, de internação ou só uns dias de relaxamento (e noites inteiras dormidas) num spa dá conta de resolver???

Ah!!!
Lembrei que na semana anterior coloquei minha bombinha de tirar leite pra ferver e esqueci…
Olha o resultado:

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