“Pensei que era moleza”

Eu achei que chegaria na Espanha e contaria tudo aqui no blog: a viagem, as primeiras impressões, os primeiros apertos e encantamentos; mais ou menos como fiz quando cheguei no Chile, só que melhor.
E eu realmente gostaria de fazer esse registro, porque, afinal, guardar tanta história boa é a segunda melhor parte desse blog (sem dúvida a primeira são os relacionamentos que comecei e/ou reforcei através dele!).

Mas quando fiz esses planos, tinha me esquecido de um pequeno detalhe…(se bem que do alto dos seus quase 80cm, não é tão pequeno assim…rsrs): a Cecília!
Eu não contava com uma bebéia que desde que chegamos quase não consegue dormir a noite, que, se deixar, troca todas as refeições do dia por um bom e velho mamá, que agarra nas minhas pernas e chora absolutamente desolada se preciso deixá-la 2 minutos no chão “sozinha” quando ela não tá querendo solidão, que acorda no meio da noite e chora assustada, num desespero absoluto!!
Enfim, não tá fáceo, gente!!

Continua delicioso, claro, mas oh, tem hora (dia?!rs) que é punk, viu?! Credo!
Mas como a menina é esperta, ela também está indo muito bem na arte de aprender novas gracinhas, novos charminhos e novas artes pra derreter meu coração de volta, quantas vezes forem necessárias no dia, não importando nem a temperatura negativa lá fora! 😉

(volto logo pra responder os comentários, contar mais e etc.. Prometo!)
Besos!

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Eu tentando ser criativa pra conseguir fazer janta! rs
(Ela durou menos de 3 minutos aí, antes de voltar a se lamentar nas minhas pernas…)

Aliás, alguma outra sugestão??
(recebi tantas boas na história dos sapatos que agora vou sempre perguntar! Hehehe)

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Help!

Chegamos naz’Oropa, gente!!!

A viagem foi tranquila (considerando as circunstâncias de 2 filhas, 9 malas e só 2 adultos! rs), estamos nos adaptando ao fuso e acertando a bagunça por aqui!

Eu tô super encantada com Madri, meio deslumbrada com o novo lar e amando o frio de céu azul!!

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Tô só com um problema…
Criei Cecília meio índia, muitas vezes só de fralda, pés sempre descalços, no máximo uma meinha anti-derrapante, e agora vocês não imaginam a tortura que é colocar sapato na moçoila!!!
Não sei se ela não sabe, não gosta ou não quer colocar sapato – imagino que os três ao mesmo tempo – só sei que a bichinha dobra os dedos, arqueia o pé e eu não consigo vestir!!!
Algumas sapatilhas até entram.. Mas tá FRIO, gente!! E bota é um negócio IM-PO-SSI-VEL!!!

Dicas? Sugestões? Opiniões??

Help!!!

Agradeço!! Hahaha

Beijos daqui!

“Na tua presença” – 12 meses

1 ano!

Inteiro!

Que loucura, filha! Que loucura…

Há um ano nós nos reconhecemos pela primeira vez…

Eu, tão feliz.

Você, tão peixinha.

Eu, realizada, ocitocinada, (des)preparada.

Você, “estranhada”, esfomeada, melecada.

Você chegando nesse mundo louco, quando tudo o que conhecia até então era o meu corpo, por dentro.

Eu te trazendo pra fora, empurrando junto uma força que eu não sabia que tinha; parindo, de lá de dentro de mim, uma nova forma de ser mãe.

Surreal. Intenso. Apaixonante.

O parto, sim. Mas não só ele… Todo o caminho da gravidez, vivido tão plenamente e tudo o que veio depois dele…

Intenso. Apaixonante. Surreal.

Plenamente… Assim temos vivido desde então.

Pro bem e pro “mal”.

Plenamente, no dicionário: inteiramente, completamente.

Inteiramente apaixonada. Completamente irritada. Plenamente cansada. Inteiramente sem dormir. Completamente feliz. Plenamente desafiada. Inteiramente  aprendiz.

Haja advérbio de intensidade! rs

Um ano, filha! De te conhecer, te guiar, te ensinar, te deixar ser…

Um ano de você nos encantar!

Obrigada, Cecília, por ter chegado em nossas vidas, com esses seus “tremendos ojos” tão doces, com sua boquinha de sapeca, seus dedos compridos e curiosos, seu cabelo tão macio, seu cangote cheiroso…!

Obrigada por me ensinar a cada dia a ser mais leve (mesmo que às vezes eu sofra pra aprender), por me mostrar diversão  onde antes eu via rotina; por me fazer companhia quando eu quero, quando preciso e quando não quero também! Hehehe

Você trouxe COR pros meus dias.

Você me acompanha nas danças e eu te embalo o sono.

Você é o que eu fiz de melhor nessa vida! E ainda há tanto o que fazer…tanto o que viver…!!

Essa data tem me deixado um pouco saudosista e por esses dias eu andei revisitando fotos e vídeos de quando tudo começou. É uma loucura pensar em tudo o que aprendemos e mudamos nesses 365 dias! Mas é também muito lindo poder nos reconhecer naqueles seres “estranhos” que vemos no vídeo, sabe?! Somos nós 3, ainda que muito melhores e “maiores” agora!!

Há um ano você veio conhecer o mundo do lado de fora da mamãe – chegou e transformou o meu mundo!

Há um ano sou um pouco mais feliz e mais apaixonada a cada dia!

Há um ano carrego comigo uma responsabilidade imensa e deliciosa.

Um ano inteirinho desse amor que não dá pra colocar em palavras…que inunda e transborda. Um amor maior que esse mundão que temos pra te apresentar, Cecília!

Espero que você sinta, que você se lembre e que você saiba sempre como é especial e amada por todos!

Te amo demais, Pica-pau!!!!

Feliz primeiro aninho, Chinchila!!!

( porque a gente teima com o marido pela decisão do nome da cria e depois usa o zoológico inteiro pra chamá-la!! hehehe) ps.: As fotos do mês vão ter que ficar pra depois, porque máquina e cabos já estão perdidos dentro de alguma mala!! (faltam 18h pro embarque!!)

“Fica ao lado meu”

Depois de mais de uma semana longe de nós , Lucas voltou pra casa, ufa!!

Sentir saudades, é verdade, torna o reencontro mais gostoso. Mas tudo nessa vida tem limites – e o meu limite de distância dele não é muito grande, não…

É sempre assim: na despedida a saudade antecipada já aperta, depois, nos primeiros dias à internet dá conta do recado e rapidinho não serve mais…
E aí eu começo a sentir mais do que saudade, sinto falta dos detalhes dele, da bagunça, do cheiro, dos barulhos dele na casa…

É como eu já disse: gosto de ficar quietinha no meu canto porque sei que o canto dele é do lado do meu.. E quando esse outro canto está sem ele o meu vai ficando grande demais, vazio demais, meu demais…

Pra minha sorte nossa escolha de vida implica em cantos vizinhos, preenchidos e compartilhados !
Ufa! Ele voltou!

E voltou pra ser recebido com presente, com beijos especiais e com milhões de desejos de felicidade, saúde e muitos anos de vida feliz – juntinho da gente! 😉

Feliz aniversário, meu amor!
O dia é seu (de nada, por não ser da Cecília também! Hahahaha), a sorte é das 3 meninas aqui e a comemoração é x4!

Perto ou longe, amamos você – mas chega de afastamentos por agora! rs

ps.: faltam 10 dias pra nossa mudança!! Imaginam como estão os ânimos por aqui, né?!

“Choro bandido”

As mulheres da nossa família são conhecidas mundialmente por sua habilidade de “chorar até em comercial de margarina”; basta uma imagem mais piegas que as lágrimas já brotam e escorrem…
Eu, que não nego minhas origens, sempre fui chorona assim também, por isso imaginava que quando me descobrisse grávida, abraçaria seu pai e choraria. Mas não.

Achei então que estava guardando as lágrimas pra quando ouvisse seu coração pela primeira vez no ultrassom, mas também não foi dessa vez…
Nem quando comecei a sentir você se mexendo dentro de mim, nem quando seu pai sentiu o primeiro chute, nem quando descobrimos (e nomeamos) você a caminho…
Eu sempre me emocionava e explodia de felicidade, ficava com as pernas bambas, claro, mas o choro nunca vinha…

Fiquei esperando o “choro catártico” pra hora do parto e, surpreendentemente, eu era a única envolvida na sala que não chorava naquele momento lindo!

Nunca consegui explicar bem o porquê dos “olhos secos” em situações tão especiais… Pensei que era tanta felicidade que nem cabiam as lágrimas…
Mas eu entendi recentemente que, depois de você, filha, eu fiquei mais forte e mais sensível! Eu não chorei nesses momentos grandiosos justamente por sua grandiosidade…Como se ali eu fosse leoa, fosse fera-feliz e nada mais!
Em compensação chorei com muitas pequenas coisas, muitos detalhes delicados, coisinhas do dia a dia que você me ensinou a viver e apreciar!
Chorei muitas vezes com sua virada de olhos cheia de prazer ao começar a mamar, chorei com nossas trocas de olhares e, depois, de sorrisos… Chorei quando você chorava, mas também chorei com algumas gargalhadas suas. Chorei com carinhos e abraços que você me deu. Chorei quando você só era capaz de se acalmar em meus braços. E quando você precisou agarrar bem forte em mim pra enfrentar seus medos. Chorei de rir, muitas vezes. Chorei sentindo seu cheiro. Chorei te vendo dormir, minha Cecília.

Mas ontem foi um dia de primeiras vezes.
Ontem, pela primeira vez, chorei em um desses momentos grandiosos em que se esperaria mesmo umas lágrimas.
Ontem você soltou a mão do seu pai e caminhou na minha direção.
Ca-mi-nhou! Assim, de pressa, estabanada. Andando, mesmo! Tão adulta, tão linda, tão feliz!
Te agarrei no final do caminho num abraço e chorei, chorei!

Talvez porque a leoa viu sua filhotinha grande e querendo ser independente e pode liberar a fragilidade de dentro dela, não sei… Talvez porque ali você era a expressão física de “grandiosidade“…
Só sei que a força do momento se juntou com a força da emoção e meus olhos vazaram amor (junto com meus seios, diga-se de passagem! rs)

Vai, filha, caminhe em direção à vida e ao futuro! Ou melhor: vamos! Com choro ou sem, não importando os motivos das lágrimas ou de sua ausência, mamãe e papai sempre estarão aqui pra te amparar e receber, como fizemos tantas vezes ontem!