“Luz Viva”

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Hoje eu descobri o tamanho do alívio que abrir um simples envelope pode trazer!
Hoje eu senti como se tivesse ajuda pra carregar o peso absurdo que vem se apoiando nos meus ombros nos últimos meses.

Hoje eu fui buscar o resultado do segundo exame de “sangre oculta en las deposiciones” da Cecília.
Depois de dois meses de um resultado positivos nas 3 amostras, peguei esse daí de cima. Negativo. Três vezes negativo!

Isso não quer dizer que a Cecília esteja curada da alergia. Não, ainda não…

Mas quer dizer que ela já não está mais perdendo sangue nas fezes. Quer dizer que a micro-anemia que encontramos há dois meses já não tem razão de existir. Quer dizer que os alérgenos que faziam com que o organismo dela ferisse o próprio intestino não estão mais lá. Quer dizer que os cuidados que venho tomando na Introdução Alimentar dela estão dando conta do recado. Quer dizer que minha dieta está bem ajustadinha. Quer dizer que a amamentação, que segue em livre demanda, está fazendo seu papel de nutrir, fortalecer, amadurecer e curar!Quer dizer que não, a gente não está exagerando. E quer dizer, principalmente, que todo o esforço está dando resultados.

Ufa!!!
Três (mil) vezes: ufa!!!

Termino o dia de hoje bem mais leve e vou dormir pra sonhar com a luz que vejo agora, tão brilhante, no fim do túnel!

Boa noite!

“Força do desejo que vence a ilusão Esperança que trasnforma a escuridão Em luz viva Expressão do amor que conduz a mutação A vontade que liberta o coração Do medo e da dor “

“A culpa é de quem?!”

São 3 da tarde. Cecília, que acordou mais cedo do que deveria, ainda não tirou nenhum cochilo no dia. Deduz-se, portanto, o óbvio: está chata e brigando com o sono absurdo que sente.
Eu estou proporcionalmente chata.
Na cozinha, nenhum garfo limpo na gaveta e uma abobrinha e uma batata doce recém cozidas esperam, em cima da pia por tempo demais, que os seus potes de destino sejam lavados pra que elas possam ser devidamente guardadas.

Mas eis que a chatinha consegue, finalmente, se distrair com alguns brinquedos e ficar tranqüila. A chatona, então, resolve aproveitar e dar uma corridinha na cozinha, lavar rapidinho algumas coisas pra deixar minimamente em ordem o que é necessário.

Surpreendentemente bebéia não abre o berreiro quando a mãe se afasta e esta consegue começar a lavar umas coisas. Estranhando o silêncio na sala vai lá verificar: bebéia entretida com a etiqueta do edredon em que está deitada (aqui em casa etiqueta tem fama de funcionar melhor que Galinha Pintadinha). Ótimo! Dá pra lavar um pouco mais!

Mais um minutinho de silêncio e então, o choro…
A mãe – eu, no caso, largo as coisas ensaboadas e vou ver o que houve.
E encontro a seguinte cena: Cecília deitada no chão, segurando na mão, virado, o pote de água da Maní, chorando e nadando numa bela mistura de água, ração seca e ração em lata! Deu pra visualizar a diliça ?!?

Infelizmente não tive a leveza de espírito de tirar foto na hora. Corri ver se ela não tinha nada na boca (não tinha!) e tirá-la da poça. Fiquei quase um minuto segurando ela meio no ar, sem saber por onde começar, sabe?! rs
Quando pensei que devia ter tirado foto era tarde, e achei que seria mancada re-encenar a situação pra fotografar! Hahaha
Só consegui o seguinte registro:

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Em seguida fui dar um banho morninho na bagunceira gelada, que estava TÃO encharcada que precisei trocar até a capa do trocador onde tirei a roupa dela!!!

Agora, diz aí se não estou na competição pelo título de #worstmomever ?! Hehehe

N.A.: Vi isso acontecer com humor, gente! Eu ri muito da situação e sei que é só o começo – ainda teremos muita ração comida nessa casa, e não pela Maní, que é péssima “de garfo”! Hahaha
A parte do “#worstmomever” é piada tb, ok?!

“Hei de ver”

Se a Gabi de 2014 fosse fazer uma visita pra Gabi de 2011 e chegasse numa quarta-feira, na hora do almoço, COM CERTEZA a encontraria no McDonald’s, comendo um Doble Quarto de Libra (Quarteirão com queijo duplo!!). Se essa Gabi do futuro contasse, então, pra Gabi de boca cheia como está seu cardápio nos tempos do porvir, a Gabi de 3 anos atrás não ia nunquinha levar a história a sério… Ia considerar a tal visita uma grande pegadinha – e das fracas, tipo, “nem se esforçou pra criar detalhes mais “creíbles” ..pfff!!!”

 

Vejam vocês, só ontem, por exemplo, a Gabi de 2014 aqui comeu pão caseiro integral, arroz integral com quinoa, alface, cenoura, repolho, espinafre, cebola, manga, cereal de quinoa com leite de coco, abacate e uva!

E já tá virando tão corriqueiro comer assim que eu quase nem me orgulho mais… Ta, mentira!! Me orgulho, sim! Fico toda me achando saudável e responsável! Hahahaha

 

A alergia da Cecília é um saco, odeio a indefinição, tenho vontade de chorar e sinto meu estômago se revirar cada vez que (re)encontro um sintoma de reação nela. Tenho vontade de desistir a cada vez que ela tem alguma coisa estranha que eu não consigo saber se é pela alergia ou não, se é por algo que comi ou não…

Mas, reconheço, essa conscientização a respeito de absolutamente tudo o que eu como é um belo dum efeito colateral! Tô curtindo essa capacidade, essa “maturidade”… Continuo, claro, com algumas frescurinhas (ainda não consegui comer “arvorizinha”, por exemplo..hahaha), mas pensando nas frecuronas que tive minha vida inteira, sinto que evolui muito!!!

Mesmo assim, mas, porém, contudo, todavia…. Tenho certeza de que quando eu for liberada dessa dieta irei correndo matar um monte de vontades nada saudáveis que estou acumulando atualmente (assim como aconteceu no pós parto, com o fim da diabetes gestacional!)…
Só espero de verdade que poder comer o que eu quiser não me faça perder esses bons hábitos que tem me dado orgulho nos últimos meses!
Quero aprender a conciliar a Gabi 2011 com a Gabi 2014… Será que consigo?! rs

 

Meus "pratos" preferidos ainda são "queixo de bebê" e "cangote de Cecília"! Hehehe

Meus “pratos” preferidos ainda são “queixo de bebê” e “cangote de Cecília”! Hehehe

 

“Na tua presença” – 7 meses

Peguei a máquina fotográfica hoje de manhã pensando: “ah…a Cecília já tá tão grande, com uma carinha tão ‘consolidada’, que vai ficar difícil fazer 9 fotos diferentes e legais hoje…” HA-HA-HA

 

Sabe como é mãe, né?! Bicho bobo, bicho babão, bicho meio cego…
Tirei um monte de fotos (como sempre) e quando abri no computador pra colocar na montagem simplesmente não consegui escolher só 9…e terminei com duas montagens lindas – sim, duas! Ops! hahaha

#mejulguem, sou coruja MESMO! 

Tão coruja, aliás, que nem vou pedir pra vocês confirmarem que as duas são lindas e que eu não tinha mesmo como tomar essa decisão..! hahahaha
Mas…olha só:

 

7 meses

 

 

7meses2

(só não me conformo que, mesmo com 18 fotos, não dê pra ver nenhum dos 6 dentes dela! hahaha)

 

 

Pois é, 7 meses…aquela hora que “as mãe tudo pira” ao perceber que a cria tá mais perto do primeiro aniversário do que de quando nasceu!

 

7 meses de uma bebéia que amadurece a cada dia, que é toda “dona do próprio corpo” (como disse a pediatra), que não para mais deitada, ou sentada, ou “só um pouquinho quieta, por favor”…hahahaha

De uma pica-pau que detesta ficar sozinha e que, cheia de drama na voz, chama “Mã-mã-mãe” quando pre-ci-sa do MEU colo! (juro!!! tenho testemunhas!! rs)

Uma menina querida e carinhosa, curiosa que só ela (só precisa aprender a arte da paciência pra virar leitora desse blog! hahahaha).

Simpática e fã de uma bagunça, exploradora, “mobile”, encantadora, brava, perseguidora de Maní, rápida, terrível, deliciosa… A lista dos adjetivos poderia não terminar nunca!Mas, né?!,  #corujaéamãe !!! hahaha

Feliz 7 meses, filha!!
Que você não perca nunca essa sua fome de viver e de provar tudo o que aparece na sua frente!!

 

“Me espera”

Ando meio blerg, meio nhé, meio argh, meio blá, meio…

Me perdi das palavras, me afoguei em intensidade.

Vivo alterações bruscas de humor.

Amo intensamente, mas ja fui visitada algumas vezes por aquela vontade de fugir para as montanhas (que aqui, aliás, estão lindamente na janela me convidando).

Talvez seja sintoma de gripe. Ou de saudade. Ou de amor. Ou de maternidade. Ou de cansaço.

Acho, na verdade, que estou vivendo um puerpério tardio. Sentindo e experimentando agora, e com força, tudo aquilo que sempre li que atropela as novas mães – mas que por aqui passou tão batido à sua época.

Há que se provar o gosto pra saber…

Mas eu volto.
Talvez seja preciso um resgate, mas eu volto. “De novo e sempre, feito viciada”.

“Me espera”

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