"Saiba"


Escrevendo uma mensagem pra um amigo, eu deveria escrever “acabo sempre enrolando”, mas, como um belo ato falho, escrevi “acabo sendo enrolando”!
Se eu ainda usasse orkut e msn colocaria essa frase lá, como “quem sou eu: ACABO SENDO ENROLANDO”.

Viu, só?! Em plena briga com Freud e psicanálise vem meu inconsciente e joga essa na minha cara! A melhor definição da minha vida nos últimos tempos – definição do que quero dela e do que eu faço das outras coisas…

Adorei!

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"Me cansei de você"

Minha escrita anda travada.
Acho que cansei de bater tanto na mesma tecla… e as últimas coisas que escrevi – que fugiam do assunto de sempre – ficaram bem mal escritas!

Escrever estava sendo minha maneira de esclarecer, de limpar a cabeça, enxergar melhor os pensamentos (literalmente, já que aí eles estavam na tela pra serem “vistos” e lidos).

E estou em um momento de não querer pensar. Um momento em que minha vontade é simplesmente sentir, sem ter que entender o porquê.

Eu disse que briguei com o Freud, e é bem isso esse momento. Depois de tanta tempo de análise é difícil se desvencilhar desta forma de pensar. Sempre procurando um significado mais profundo, um motivo escondido, uma razão obscura, um porquê antigo, uma repetição sintomática…

Cansei!

Tô com vontade de levar a vida mais leve! De querer uma coisa só porque estou com vontade dela. De não saber de coisas grandes da vida, simplesmente porque eu não sei. De odiar um lugar porque o lugar me dá motivos, não porque eu sou problemática.

Queria ser mais simples, mais normal, mais comum… Cansei de ser assim, confusa, complexa

Será que é possível? Será que dá pra girar um interruptor na cabeça?
Não pra desligar de vez – até porque sinto bastante falta de escrever – mas pra tirar os ruídos e deixar a parte bonita e sossegada…Será?

"Se fosse permitido, eu revertia o tempo"

Mãe de primeira viagem sofre!

A Maní tá doentinha e eu com o coração apertado – de preocupação e um pouco de culpa…

Ela nunca foi fácil pra comer. Quando chegou em casa estava com inflamação de ouvido e de garganta e não conseguia comer porque sentia dor. Mas mesmo depois que isso tudo passou, continuou fresquinha…
Tem dia que ela não tá com vontade e só come um pouquinho, na hora que quer…
Eu troquei comida, dei só arroz com frango um tempo, inventei mil e umas artes pra divertir/enganar e ver se ela comia – fingir que estava comendo a ração dela, dar na boca um a um, jogar e deixar ela caçar cada grão….
Até que me convenci de que ela é assim, difícil pra comer, sem que isso seja ruim – puxou a mãe! (eu fazia minha mãe e minha vó se desdobrarem pra comer quando era bebê)

Também desde que chegou aqui ela tem um “vômito” estranho que acontece de quando em quando. Não sai comida, é uma gosma amarela com uma espuma, também amarelada. A inexperiente aqui achava que era catarro – como é normal da raça ter problemas de respiração, achei que fazia parte! Ela faz barulhos igual ao de um gato vomitando bola de pelo, só que cospe a gosma amarela…

Mas aí isso começou a aumentar a frequência e eu percebi que nos dias em que ela vomitava, ela ficava sem comer nada. Aí fiquei preocupada e falei com o veterinário.

Ele veio aqui e examinou. Apalpando achou que não tinha nada errado com os órgãos internos e, ao invés de fazer o exame de sangue (que seria muito agressivo, especialmente no cão mega agitado quando tem gente nova em casa), resolveu ir pelo método mais simples. 
Como o comportamento dela não mudou e tal, ele resolveu apostar que seria um refluxo ou uma gastrite e tratou pra isso. Mas os remédios não adiantaram nada! Ela continuou com o mesmo padrão de vômito e não comida, e o veterinário resolveu fazer o exame de sangue.
Ele tinha me dito pra ficar tranquila, porque se fosse alguma coisa mais séria teria afetado o desenvolvimento dela, e como ela é normal, ele achava que seria ainda alguma coisinha no estômago…
Ela não gostou nada de fazer o exame, chorou pra caramba enquanto o elástico apertava a pata dela e – segundo o veterinário – o sangue não corria pra fora por causa do estresse. Tivemos que furar a outra pata também e ficamos massageando até sair o sangue. Mas apesar do chororô, ela é um anjinho…não tentou morder, nem tirar a pata!

Na sexta saiu o resultado e saiu alterado…  (o GGT saiu um pouco alto)
Agora ele pediu uma ecografia de abdomen, com atenção especial no fígado. Vamos fazer amanhã, então dedos cruzados.

A Maní também anda dormindo bastante, muito mesmo.Tá passando várias horas na caminha dela, na maior preguiça… e a mãe inexperiente aqui não sabe se isso é porque ela tá ficando adulta (mês que vem já completa 1 aninho) ou se é algum sintoma de alguma coisa…

Aí eu fico aqui preocupada, ansiosa pra saber logo desse resultado e culpada, porque se tivesse investigado antes a história dos vômitos, poderia ser mais fácil… fora que me mata não saber se ela dormir tantas horas é normal ou não!
Uma droga isso!

Tadinha…

Torçam pra que não seja nada sério e que ela fique bem logo, logo!!!

"O futuro não é mais como era antigamente"

“Con motivo de su aniversario 25, la copia ha sido digitalmente remasterizada por lo que tanto los fans como las nuevas generaciones, podrán disfrutar de la imágen y sonido en alta definición.”



“De volta pro Futuro” completou 25 anos! E claro que a gente foi assistir no cinema!!!
Foi uma experiência emocionante!

A estréia aconteceu no dia 29/09 e apesar da vontade de ir correndo ver, resolvi esperar um pouco pra evitar a fadiga da multidão. Mas não adiantou muito…rs
Domingo, 19h30 – véspera de feriado, ok – e cinema completamente lotado!! Uma das maiores salas de cinema que eu já estive, cheia de gente de todo o tipo: famílias completas, casais, grupos de adolescentes, velhinhas de muletas, jovens de corpo e jovens de espírito! E até os que eram velhos de espírito certamente saíram da sessão com o frescor das novas primaveras!

A remasterização deixa o filme incrível e combinada com a tela enorme traz à vista detalhes que parece que nunca estiveram lá! E olha que assisti esse filme incontáveis vezes na televisão!!! (acho que foi a primeira vez que vi inteiro sem estar dublado..rs)

Claro que essa dupla também faz saltar aos olhos a tosquices como a da maquiagem que envelhece todos os atores, por exemplo; e que os sons de tiros e dos efeitos do DeLorean em alta definição Dolby chegam a fazer rir… mas notar essas coisas faz parte da diversão!



Re-assistindo agora fica quase óbvio o porque de o filme ter sido tamanho sucesso na sua época e em tantas outras depois (se ele está completando 25 anos, nasceu no mesmo ano que eu e mesmo assim foi um dos marcos da minha infância – vários anos depois!)
O roteiro é super redondinho: primeiros 10 minutos tudo que você precisa saber já está aí e tudo que está aí vai voltar e fazer sentido depois! Fora os atores, o efeito, a idéia gracinha, a quantidade de acontecimentos importantes e cheios de ação…



Marty volta 30 anos no tempo e cá estamos nós, 25 anos depois (55 anos depois do passado dele)… acho incrível ver o que era super moderno na tal década de 80, sinto mais ou menos o mesmo encanto que o personagem tem quando chega em 55, sabe?!



Como eu disse, o cinema estava lotado. Lotado de gente que já tinha visto o filme antes; e muitos que estavam levando alguém pra ver pela primeira vez, porque é o tipo de experiência que traz tanta lembrança e emoção que você quer dividir com “os que não tiveram essa chance maravilhosa na época certa”.
Sabe minha birra com o cinema? Então… esse tipo de experiência me faz lembrar a tal magia do cinema e o quanto ela realmente pode tocar as pessoas…

Pela primeira vez na vida (em uma situação não de festival, não com os realizadores presentes) vi um filme ser aplaudido na sala de cinema! E não foi só no final, não! Era um público realmente envolvido com o filme – pelas emoções antigas que ele carrega, mas também pela emoção que a ação em si ainda consegue trazer! 
Quando o George toma coragem pra salvar a Loreane do Piff, aplauso. Quando eles finalmente se beijam, aplausos. Quando a viagem de volta para o futuro dá certo, aplausos. Quando o Doc não está morto de verdade, aplausos. E no final, então…APLAUSOS!!!




Espero que essa versão remasterizada chegue nos cinemas aí do Brasil tb.. aqui tá fazendo o maior sucesso, certeza que aí daria mais do que certo! E, concordemos, merece, né?!?!!


Como eu disse, foi emocionante ter estado lá. Estar no futuro vendo um filme do passado sobre uma viagem pro passado e a volta pro futuro!!! hehehe
Incrível!!!! 


"E o que você vai ser quando você crescer?"

Todo domingo é a mesma coisa. 
A música do Fantástico com seu dom inigualável de deprimir os brasileiros. 
Quem não fez nada no fim de semana pedindo mais tempo de sofá.
Quem  passeou e se divertiu nos dois dias, comemorando a curtição e reclamando da falta de descanso.
Quem teve que trabalhar, implorando por uns dias de intervalo.


De alguma forma esse “drama universal” me fez pensar na minha história de crise profissional…
Esse segundo semestre tem, em geral, sido bem menos dramático que o primeiro. Continuo sem saco pra faculdade, mas tenho levado a coisa toda com mais leveza, o que é bom.
Mas andei reparando que o mais me faz odiar a faculdade é a sensação de que ela está puramente roubando tempo da minha vida útil. Perder tempo nas aulas ou, pior ainda, perder tempo extra fazendo coisas pra faculdade me irrita muito!
Porque todas as outras coisas são muito melhores do que as da faculdade. Todas mesmo, até limpar banheiro, juro!
E aí eu fico chateada por estar perdendo tempo. E a chateação me faz perder uma parte do que seria o tempo pra mim, minha família, minha casa…
(Eu percebi a idiotice da bola de neve e estou trabalhando nisso, não se preocupem..hehehe)

Mas voltando ao final de domingo…

 Claro que entendo que todo mundo goste de um descanso, que todo mundo goste de dar uma pausa na “vida real de todo o dia”. E claro que depois não é fácil esquecer a vida boa e voltar pra labuta, por mais que você goste da labuta.

Eu não sei o que quero ser quando crescer, por mais estúpido que isso pareça, um pouco por causa dos finais dos domingos.
Tenho cada vez mais claro pra mim que eu não quero ter uma “vida real do dia a dia” que me faça deprimir a cada começo de nova semana. E mais, não quero ter um “dia a dia” que me roube da minha vida real, da minha família e da minha casa.

Sabe quando você está no final do colegial e/ou no cursinho, super perdida e fazendo um milhão de testes vocacionais? Bom, eu sei bem!
Na época, tinha consciência de que estes testes não me ajudavam muito, porque eles eram muito fáceis de se manipular e eu sempre conseguia que o resultado ficasse pendente pro lado ao qual eu estivesse mais pendente no momento. Isso além de tirar minha confiança nos testes, me trazia um conjunto de respostas bastante confuso.
Mas não me lembro de em nenhum momento durante esse processo ter parado pra pensar honestamente em como eu queria a minha vida no futuro (não sei se porque não me perguntaram, ou se porque fazia parte do mecanismo de defesa não “pensar honestamente” durante o processo).

Pois bem, precisei chegar aqui, nos meus 25 anos de vida, sexto ano de faculdade, vivendo em um país diferente, tendo virado dona de cachorro, casada e dona de casa, pra perceber, ou assumir pra mim mesma, que independente do que eu vá fazer da vida profissional, essa não vai ser (porque eu não quero que seja!) a parte mais importante da minha vida (importante em termos de tempo ou de valor)!

Conversando com a Mandy – amiga que tá meio no mesmo barco que eu e que descreve esse momento de crise dela com palavras mais do que perfeitas para a crise minha – estávamos falando sobre essa mania que nossa sociedade tem de definir as pessoas pelas profissões que elas têm. O que significa que nós, perdidas nas escolhas profissionais, acabamos perdidas na sociedade também!
Eu ando irritada com “a sociedade” por um milhão de motivos e esse é um deles! 

Quase fui atriz, quase fui TO, serei (ou quase sou? ou quase fui?) Pós Produtora em Audiovisual… mas a verdade é que nada disso é o que eu sou, porque como estava dizendo lá em cima, cada vez tenho mais certeza de que não é esse título que quero pra minha vida. O que eu quero é a vida em si!

Esse texto parece uma grande viagem hippie, mas é mais um caminho pra essa descoberta pela qual venho passeando nos últimos anos.

Caminho que acaba de mudar de nome.

 Antes eu achava que estava tentando – e precisando – descobrir o que eu queria ser quando crescesse, mas pensando bem, talvez esses últimos meses tenham sido um caminho pra descobrir quem eu sou e o que eu quero ser da vida – enquanto pessoa, não profissão!
Exclusão me parece um passo importante. Sabendo o que não quero pra minha vida é provável que fique mais fácil escolher o eu quero da vida, não?!