“Um brilho cego de paixão e fé” (parte 1)

Toda história tem uma pré-história. Meio óbvio, né?!

 Acontece que em algumas histórias esse “background” é quase tão importante quanto os acontecimentos que ele desencadeia.

Sinto que esse é o caso do nosso parto.
E é por isso que antes de contar como ele foi, sinto que preciso vir aqui dizer que mesmo tendo planejado e desejado um segundo filho, depois que ele já existia na minha barriga fui visitada por uma série de medos.

Hora era medo de como seria esse bebê desconhecido. Hora de como eu lidaria com essa nova pessoa. Hora era medo de como seria pra Cecília recebê-lo; hora era de como ficaria minha relação com ela depois da chegada dele. Hora era medo de ser “mãe de menino” (pffff); hora era de ser mãe de dois. Hora era medo de ele nascer antes da minha mãe chegar, e do que faríamos com a Cecília durante o parto e dias de hospital; hora era medo de ele “atrasar demais”. Hora era medo de o parto ser muito mais difícil do que foi o primeiro; hora era medo de todos esses medos atrapalharem (e muito) a chegada do meu filho…

Enfim… digamos que foi um primeiro trismestre de muita minhoca na cabeça e pouco espaço (emocional) pra curtição (acho também que o fato de não termos divulgado a gravidez contribuiu pra esse cenário introspectivo e besta… Acho que não repetiria essa escolha!)

Foram alguns meses assim até o dia em que não foi mais.
Lembro com clareza: estava fazendo minha caminhada matinal, sozinha, fone no ouvido, viajando na minha própria cabeça. E então começou a tocar uma música que eu nem sabia que tinha colocado na minha playlist. Uma música na qual eu nunca tinha prestado atenção antes. Uma música que me deu um click, um estalo. Uma coisa meio doida, meio assim sem explicação.
Me lembro que ao sentir o estalo me arrepiei inteirinha, literalmente até os dedos do pé! E voltei pra ouvir de novo. E de novo. E de novo.

Dá o play aqui e ouve mil vezes comigo!

Pronto, sem querer eu tinha um “hino” pra minha gravidez!

E assim, num click, aquela preocupação besta que tava me (pré)ocupando tanto “espaço”  foi embora.

Já não importava mais, como, quanto, quando, porquê…. seria.

Aquilo tudo, de um jeito ou de outro, “seria”. E seria em breve. 

Percebi, então, que eu precisava voltar a acreditar. A confiar quase cegamente. Em mim. No meu corpo. Na minha filha. Na minha família. No meu bebê.
E num arrepio eu lembrei que, sim, apaixonadamente eu confio nessa lista!
E foi tão importante esse lembrete. Tão libertador! Tão “divisor de águas”!

Ainda faltava muito pra hora do parto quando isso aconteceu – ainda bem, porque eu tive bastante tempo pra me entender com essa nova relação minha com a gravidez e curti-la muito!

Mas eu tenho certeza que esse momento foi fundamental pra tudo o que veio e ainda está vindo – depois!

Mas essa história fica pra daqui a pouco, ok?!

(sim, sim… Vou enrolar vocês de novo e dividir mais uma vez o relato de parto em mil partes, sorry… Tenham um pouquinho de paciência comigo! Hehehe)




“Agora não pergunto mais pra onde vai a estrada

Agora não espero mais aquela madrugada

Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser faca amolada

O brilho cego de paixão e fé, faca amolada

Deixar a sua luz brilhar e ser muito tranquilo
Deixar o seu amor crescer e ser muito tranquilo

Brilhar, brilhar, acontecer, brilhar faca amolada

Irmão, irmã, irmã, irmão de fé faca amolada

Plantar o trigo e refazer o pão de cada dia (Plantar o trigo e refazer o pão de todo dia)
Beber o vinho e renascer na luz de todo dia (Beber o vinho e renascer na luz de cada dia)

A fé, a fé, paixão e fé, a fé, faca amolada

O chão, o chão, o sal da terra, o chão, faca amolada

Deixar a sua luz brilhar no pão de todo dia
Deixar o seu amor crescer na luz de cada dia

Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser muito tranquilo

O brilho cego de paixão e fé, faca amolada”

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10 pensamentos sobre ““Um brilho cego de paixão e fé” (parte 1)

  1. Descobri seu blog hoje e estou amando, me identificando super com vc. Meu segundo filho também nasceu dia 11/06, tive altos surtos na gestação achando que não saberia ser mãe de 2, e saberia menos ainda ser mãe de menino (kkk) e agora também estou enfrentando o terrible two misturado com ciúmes da minha filha mais velha. Bom saber que não estou sozinha nessa. Bjs.

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