"A saudade é uma colcha velha…"

A saudade é um negócio maluco, que não escolhe momento, motivo ou lugar pra aparecer!
Faz você levantar da cama, colocar o roupão e vir escrever alguma coisa pra ver se consegue desafogar e pegar no sono, enfim.


Pode ser uma música que surge no fone de ouvido e faz o motorista do ônibus assistir, com uma cara preocupada, você chorando feito criança no banco lá trás.
Pode ser a vontade repentina de comer bisnaguinha com yakult numa hora muito ingrata no meio da noite.
Pode ser a repetição, em outro idioma, de uma aula que você já teve.
Pode ser uma foto que pula na sua frente quando você deveria estar indo dormir.
Pode ser uma quase dor de dente.
Pode ser a percepção de que se está com muita saudade de alguém que não vê há nem 2 meses e que ainda faltam tantos outros pro reencontro.
Pode ser um email que nem era pra você, mas que pega com força em algum lugar desconhecido.
Pode ser uma voz (des)conhecida que te faz virar o pescoço à procura, antes de lembrar que é besteira.
Pode ser um cheiro.
Pode ser uma sombra.
Pode ser uma mensagem.
Pode ser um abraço errado.


Ou não precisa ser nada disso…


Ela vem e aperta o coração. Ou cutuca o coração. Ou aquece o coração.


A saudade é o sentimento de falta, mas é também, e acima de tudo, a certeza do amor.


Posso sentir uma vontade nostálgica de algumas coisas menores, mas saudade mesmo, só daquilo que amo ou amei.


Talvez seja isso: a saudade é o amor – ou a lembrança dele – nos mostrando toda sua potência…

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